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segunda-feira, 16 de outubro de 2017

Maia vai ao Chile no dia em que CCJ votará denúncia contra Temer

Maia vai ao Chile no dia em que CCJ votará denúncia contra Temer
Em rota de colisão com o Planalto, presidente da Câmara viajará na próxima quarta-feira. Ele se encontrará com a presidente chilena, 
Michelle Bachelet
Por Da redação  16 out 2017, 23h05
 Rodrigo Maia e Michel Temer
O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), 
e o presidente Michel Temer (Nelson Almeida/AFP)

Em crise com o Palácio do Planalto, o presidente da Câmara dos Deputados,Rodrigo Maia (DEM-RJ), viajará nesta semana para o Chile. Ele deverá estar fora do Brasil justamente na semana em que a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Casa votará a segunda denúncia contra o presidente Michel Temer e os ministros Eliseu Padilha (Casa Civil) e Moreira Franco (Secretaria-Geral da Presidência).

Segundo assessores da Câmara, Maia decolará para Santiago na quarta-feira, de onde deve retornar no dia seguinte. 
Na cidade, estão previstos encontros do parlamentar brasileiro com a presidente do chilena, Michelle Bachelet, e com o presidente da Câmara dos Deputados do país, Fidel Espinoza Sandoval.

Maia estará no exterior justamente nos dias em que a CCJ deve votar o parecer do deputado Bonifácio de Andrada (PSDB-MG) sobre a denúncia contra Temer e os ministros. No relatório, o tucano recomendou a rejeição da denúncia

A discussão do parecer começará nesta terça-feira. 
A votação, por sua vez, está prevista para quarta-feira, quando o presidente da Câmara estará decolando para o Chile, país onde nasceu.

Vídeos aumentam tensão

A turbulenta relação de Rodrigo Maia com o Planalto se agravou no último fim de semana, após a publicação dos vídeos com a delação do doleiro Lúcio Funaro no site da Câmara. 

O gesto foi entendido no governo como mais uma ação de Maia para mostrar que está descolado do governo. 
Interlocutores de Michel Temer avaliaram que o presidente da Casa poderia não ter disponibilizado no site o material audiovisual da colaboração premiada.

Os vídeos da delação de Funaro foram divulgados com documentos relacionados à segunda denúncia contra Temer, Padilha e Moreira. 

O material foi enviado pela presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministra Cármen Lúcia, com ofício expedido em 21 de setembro, uma semana após a Procuradoria-Geral da República (PGR) apresentar a segunda denúncia contra Temer.

Segundo a presidência da Câmara, no ofício não há menção ao sigilo do material. 

Neste domingo, por meio de assessoria, Cármen Lúcia afirmou que apenas oficiou Maia e o relator do inquérito, Edson Fachin, é a autoridade máxima e única no processo. 

Segundo o gabinete de Fachin, a delação de Funaro não teve o sigilo retirado em nenhum momento e permanece secreta.

O secretário-geral da Mesa Diretora, Wagner Soares, que é subordinado a Maia, determinou, porém, que os vídeos fossem divulgados no site da Câmara. 

O material subiu na íntegra no dia 29 de setembro, uma semana depois de o presidente da Câmara disparar duras críticas a Temer e ao PMDB em razão do assédio dos peemedebistas a parlamentares do PSB com os quais o DEM negociava filiação.

O episódio levou a um bate-boca público entre Maia e a defesa de Temer. 
Sábado, o advogado Eduardo Carnelós publicou nota para criticar “vazamentos criminosos”. 

Carnelós recuou e, também em nota, disse que “jamais” imputou “a prática de ilegalidade, muito menos crime” ao deputado. 

Quando os vídeos vieram à tona, a nota de Carnelós irritou Maia, que fez chegar a Temer sua insatisfação.
“Não teve vazamento. 

O advogado é incompetente”, disse o presidente da Câmara à Coluna do Estadão. 

Em nota, Maia disse ainda ver com “perplexidade muito grande” ter sido tratado de “forma absurda” pelo advogado, “depois de tudo que fiz pelo presidente, da agenda que construí com ele, de toda defesa que fiz na primeira denúncia”.

(com Estadão Conteúdo)


quinta-feira, 14 de setembro de 2017

Maia diz que denúncia contra Temer 'é muito grave' e admitiu que vai paralisar a Casa

Maia diz que denúncia contra Temer 'é muito grave' e admitiu que vai paralisar a Casa
Igor Gadelha e Isadora Peron1 hora atrás 14/09/2017

BRASÍLIA - O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), afirmou nesta quinta-feira, 14, que a segunda denúncia contra o presidente Michel Temer apresentada pela Procuradoria-Geral da República é "muito grave" e admitiu que a tramitação do processo vai paralisar os trabalhos da Casa.

 O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia
© Foto: Dida Sampaio/Estadão O presidente da 
Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia

"Denúncia contra presidente da República, independente de qual é a agenda, é sempre muito grave. 
Não tem como falar que vamos ter duas agendas relevantes no plenário da Câmara tendo uma denúncia contra presidente do Brasil", disse Maia.

Segundo Maia, o assunto será "prioridade" na Casa e as demais matérias só serão retomadas após a conclusão do processo.

O presidente da Câmara evitou fazer previsão sobre se os deputados vão ou não dar aval para que Temer seja investigado por organização criminosa e obstrução de Justiça e disse que vai manter o seu papel de "árbitro" no processo.

"Meu papel não é avaliar o mérito da denúncia. 
É respeitar a decisão da PGR e do Supremo Tribunal Federal", disse.

Maia afirmou ainda que vai seguir o regimento e cumprir a Constituição, assim como fez na primeira denúncia. 
"Temos que ter muita tranquilidade, é um momento muito difícil. Nosso papel é garantir equilíbrio e paz no Brasil", disse.

O deputado se distanciou de Temer durante a tramitação da primeira denúncia. 

Sucessor natural ao cargo caso o peemedebista fosse afastado, ele manteve uma postura neutra, mas fez algumas movimentos que incomodaram aliados do presidente. 
Maia tem dito a interlocutores que o clima de desconfiança já começou a se repetir antes mesmo de a segunda denúncia ter sido apresentada.

O próximo passo agora é o Supremo encaminhar a denúncia para a Câmara. 

Na Casa, a denúncia será analisada primeiro na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). 

Após a elaboração de um relatório, o caso segue para o plenário. 

Para que a denúncia contra o presidente tenha seguimento, é preciso a autorização de dois terços dos deputados. 
Durante eventual julgamento no STF, o presidente é afastado por 180 dias.



sexta-feira, 7 de julho de 2017

Temer é ignorado por Merkel e Putin no G20 e tem almoço cancelado com Merkel

sexta-feira, 7 de julho de 2017
Temer é ignorado por Merkel e Putin no G20 e tem almoço cancelado com Merkel
 

Michel Temer e Angela Merkel se cumprimentaram na solenidade de abertura do G20. Eles nunca tiveram um encontro bilateral. 

A chanceler alemã se encontrava anualmente com Dilma.

Segundo o Planalto, estava previsto que Temer almoçaria com Merkel antes da cúpula. O almoço foi cancelado.

Encontros bilaterais são comuns no G20. Temer não tem encontros programados em sua rápida passagem por Hamburgo.

Ele viaja com uma comitiva pequena de autoridades neste ano: dois ministros (Henrique Meirelles e Aloysio Nunes) e o deputado Beto Mansur.


Mansur contou à imprensa que veio no avião fazendo conta com Temer sobre os votos que o chefe terá contra a denúncia na CCJ da Câmara: “De 39 a 40 dos 66 deputados”, disse.

Como diria Goethe, é patético.



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sexta-feira, 30 de junho de 2017

PEGANDO FOGO: Relator de denúncia contra o presidente Temer será indicado Terça e quer ouvir Rodrigo Janot; SAIBA!

PEGANDO FOGO: Relator de denúncia contra o presidente Temer será indicado Terça e quer ouvir Rodrigo Janot; SAIBA!
30 de junho de 2017
 

O relator da denúncia contra o presidente Michel Temer na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados será escolhido na próxima terça-feira (4), anunciou o presidente do colegiado, deputado Rodrigo Pacheco 
(PMDB-MG).

A denúncia por corrupção passiva oferecida pela Procuradoria-Geral da República (PGR) será analisada pela CCJ durante cinco sessões legislativas, a serem contadas após o encerramento do prazo dado ao presidente Michel Temer para apresentar suas alegações ao plenário da Câmara.

Esse prazo é de dez sessões plenárias e deveria começar a ser contado nesta sexta-feira (30), mas a sessão desta manhã foi cancelada devido à falta de quórum, já que apenas 1 dos 513 parlamentares registrou presença.

Antes mesmo do início da análise da denúncia na CCJ, o deputado Alessandro Molon (Rede Sustentabilidade-RJ) já apresentou um requerimento para que seja ouvido o procurador-geral da República, Rodrigo Janot , autor da denúncia contra Temer.

O presidente da República é acusado de cometer crime de corrupção passiva ao supostamente ter autorizado seu ex-assessor especial Rodrigo Rocha Loures a cobrar e receber propina de executivos da J&F, responsável pelo grupo JBS.

A denúncia representa a primeira vez na história em que um presidente é formalmente acusado de corrupção durante o exercício do mandato.

As acusações são baseadas nos acordos de delação premiada de dirigentes da empresa, especialmente o do empresário Joesley Batista , autor da gravação de conversa com Temer acerca de práticas ilícitas.

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quinta-feira, 29 de junho de 2017

PICARETAGEM DE RODRIGO MAIA? Denúncia contra Temer é lida com plenário da Câmara vazio; CONFIRA AQUI!

PICARETAGEM DE RODRIGO MAIA? Denúncia contra Temer é lida com plenário da Câmara vazio; CONFIRA AQUI!
29 de junho de 2017
 

De Os Divergentes:

Por Helena Chagas

A leitura da denúncia do PGR Rodrigo Janot contra o presidente Michel Temer na presença de meia-dúzia de gatos pingados no plenário da Câmara dá uma medida da saia-justa da base aliada, mas sinaliza que, hoje, a tendência seria enterrar o processo, ou seja, absolver Temer. 

Se fosse o contrário, haveria gente no plenário fazendo festa, xingando o presidente e tentando faturar politicamente com o momento.

Do lado de fora do Congresso também não havia vivalma. 

Nada, nadinha que pudesse indicar que, ali dentro, estava sendo lida, pela primeira vez na história, denúncia por corrupção formulada contra um presidente da República no exercício do cargo. 

Vamos e convenhamos, não é um dia comum. 

Só que foi, porque o ingrediente ruas ainda não apareceu.

Nos próximos dias, na tramitação na CCJ, vai ser mais fácil aferir os ânimos. 

Pode ser mesmo que o Planalto tenha certa dificuldade na comissão, onde terá que pagar bem caro pelos votos contrários à denúncia. 

Mas a apatia que marcou o recebimento da denúncia na Câmara, incluindo aí até a oposição e os movimentos sociais, encoraja as apostas pró-Temer.


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quarta-feira, 26 de abril de 2017

Senado aprova projeto de lei que pune abuso de autoridade

26/4/2017 às 19h11 (Atualizado em 26/4/2017 às 19h34)
Senado aprova projeto de lei que pune abuso de autoridade
PL criminaliza a condução coercitiva de pessoas que não foram intimadas anteriormente
 ESTADÃO conteúdo
 
Plenário do SenadoBarreto/26.04.2017/Agência Senado

Com respaldo das principais lideranças da base aliada e da oposição, o plenário do Senado aprovou nesta quarta-feira (26) o projeto que pune crimes de abuso de autoridade. O placar foi de 54 a favor e 19 contra. A proposta segue para discussão da Câmara.

O texto aprovado por unanimidade pela CCJ e votado em plenário estabelece uma lei de alcance amplo, valendo para servidores públicos e militares ou pessoas a eles equiparadas; integrantes dos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário; do Ministério Público e dos Tribunais e Conselhos de Contas.

De acordo com o texto, cerca de 30 ações poderão ser consideradas abuso de autoridade. Entre elas, práticas como decretar a condução coercitiva de testemunha ou investigado sem prévia intimação ao juízo; fotografar ou filmar preso sem seu consentimento ou com o intuito de expô-lo a vexame; colocar algemas no detido quando não houver resistência à prisão e pedir vista de processo para atrasar o julgamento.

As negociações para votar a proposta na Comissão de Constituição de Justiça (CCJ) e no mesmo dia no plenário foram feitas durante a madrugada de hoje, na residência oficial do Senado e contou com a participação de representantes dos principais partidos da Casa.

No encontro, também ficou acertada a votação, nesta quarta-feira do primeiro turno da Proposta de Emenda à Constituição que estabelece o fim do foro privilegiado. 

Nas discussões no plenário, o relator da proposta de abuso de autoridade, senador Roberto Requião (PMDB-PR), rejeitou todas as emendas apresentadas. Com isso, o texto que irá para discussão dos deputados foi o aprovado no início da tarde pela CCJ.

"O que estamos acabando é com uma visão corporativa de instituições que se consideram melhores que as outras [...] Não podemos ter instituições que interpretem as próprias as leis", ressaltou Requião ao defender a aprovação do relatório. Da tribuna, a maioria dos senadores de partidos da oposição e da base aliada ressaltou os entendimentos realizados nos últimos dias em torno da proposta e os "avanços" na legislação.

"Temos que fazer uma escolha neste momento do País [...] A lei que nós temos de abuso de autoridade foi feita em 9 de dezembro de 1965. A lei que nós temos é para permitir o abuso 
de autoridade.

 Foi feita na ditadura miliar. Se nós não votarmos nada hoje estamos sendo coniventes [...] Acho que temos que votar [...] O Senado começou assumir algum protagonismo na manhã de hoje e suprapartidariamente", afirmou o senador Jorge Viana (PT-AC).

Ao dar apoio ao projeto, o presidente do DEM, Agripino Maia (RN) também ressaltou a autonomia do Congresso Nacional. "As autoridades vão ter que se adequar a um texto moderno, que passou por muitas etapas, mas que é fundamentável uma vitória do entendimento político e da autonomia do Congresso Nacional", afirmou Maia.

Em meio às colocações da maioria dos senadores favoráveis a aprovação do projeto, apenas os senadores Cristovam Buarque (PPS-DF), Reggufe (sem partido-DF) e Antônio Carlos Valadares (PSB-SE).

"Eu quero me manifestar claramente, enfaticamente, contrário a esse projeto, sobretudo neste momento da história do Brasil. Claro que este País precisa de cinco séculos para acabar com o abuso de autoridade, mas não para cercear o trabalho de juízes, do Ministério Público, da polícia, o que tudo indica que é a finalidade neste momento. 

É um equívoco aprovarmos esse projeto neste momento", afirmou Buarque.
Recuo
O texto discutido no plenário do Senado foi aprovado na CCJ no início da tarde de hoje, após entendimento das principais lideranças da Casa. 

Na comissão, Roberto Requião recuou em alguns pontos polêmicos e alterou o trecho que trata do chamado crime de hermenêutica - a punição ao juiz por interpretar a lei de maneira não literal. 

Pelo novo texto, fica estabelecido no artigo 1.º que: "A divergência na interpretação de lei ou na avaliação de fatos e provas não configura, por si só, abuso de autoridade".




quinta-feira, 16 de março de 2017

Metade do Senado assina pedido para votar em plenário fim do foro privilegiado

Metade do Senado assina pedido para votar em plenário fim do foro privilegiado
Grupo formado por 41 dos 81 parlamentares assinou documento para que Eunício inclua texto na pauta de votações e determine as datas para análise; assinaturas podem ser retiradas.
Por Gustavo Garcia, G1, Brasília
16/03/2017 18h24  Atualizado há 4 horas
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 grupo formado por 41 senadores de diversos partidos assinou um requerimento para que a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que põe fim ao foro especial por prerrogativa de função, o chamado foro privilegiado, seja incluída na pauta de votações do plenário do Senado (leia ao final desta reportagem os nomes dos 41 senadores).

Os parlamentares que assinaram o requerimento podem, eventualmente, retirar as assinaturas, o que poderia inviabilizar a inclusão da proposta na pauta de votações do Senado.

A PEC foi aprovada pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) em novembro do ano passado e, para ir a votação em plenário, precisa incluída na pauta pelo presidente, Eunício Oliveira (PMDB-CE), em acordo com os líderes partidários.

A proposta foi apresentada por Álvaro Dias (PV-PR) e extingue o foro privilegiado nos casos em que as autoridades – presidente da República, senadores e deputados, entre outras – cometerem os chamados crimes comuns, como, por exemplo, roubo e corrupção.

O foro privilegiado prevê a essas autoridades o direito de serem processadas somente no Supremo Tribunal Federal. No caso dos governadores, por exemplo, os processos ficam a critério do Superior Tribunal de Justiça (STJ).

Na prática, com o fim do foro privilegiado, as autoridades que hoje têm o direito de serem julgadas somente nos tribunais superiores passariam a responder a processos na primeira instância da Justiça.
Segundo o relator da PEC, Randolfe Rodrigues (Rede-AP), o requerimento assinado pelos 41 senadores será apresentado na próxima terça (21) e, com o documento, o senador espera que o presidente da Casa, Eunício Oliveira (PMDB-CE), inclua a PEC na pauta e agende as datas para a análise da medida.

Isso porque, por se tratar de uma alteração na Constituição, a proposta precisa ser aprovada pelos senadores em dois turnos de votação e receber o apoio de pelo menos três quintos dos parlamentares (49 dos 81 senadores). 

Se a PEC passar pelo Senado, vai para a Câmara, onde também deverá ser aprovada em dois turnos e receber o apoio, nas duas votações, de pelo menos 308 deputados.

Lava Jato
A discussão sobre o foro privilegiado ganhou força nas últimas semanas no Senado em meio ao envio, ao Supremo Tribunal Federal, da lista da Procuradoria-Geral da República (PGR) com 83 pedidos de abertura de inquérito para investigar políticos citados nas delações de ex-executivos da empreiteira Odebrecht no âmbito da Lava Jato.

Defensores da proposta argumentam que o número de autoridades que tem direito a julgamentos em tribunais superiores é alto – mais de 20 mil –, o que, na visão desses defensores, atrasa a análise dos processos e, muitas vezes, fazem-nos prescrever, sem que o réu seja condenado.

Lista
Saiba abaixo quais senadores assinaram o requerimento:

Álvaro Dias (PV-PR)
Randolfe Rodrigues (Rede-AP);
Ana Amélia (PP-RS);
Paulo Paim (PT-RS);
Ataídes Oliveira (PSDB-TO);
Ricardo Ferraço (PSDB-ES);
Otto Alencar (PSD-BA);
Ronaldo Caiado (DEM-GO);
Reguffe (sem partido-DF);
Cristovam Buarque (PPS-DF);
Romário (PSB-RJ);
Waldemir Moka (PMDB-MS);
Lasier Martins (PSD-RS);
João Capiberibe (PSB-AP);
Davi Alcolumbre (DEM-AP);
Pedro Chaves (PSC-MS);
Ângela Portela (PT-RR);
Lídice da Mata (PSB-BA);
Flexa Ribeiro (PSDB-PA);
Paulo Bauer (PSDB-SC);
Armando Monteiro (PTB-PE);
Eduardo Amorim (PSDB-SE);
Magno Malta (PR-ES);
Marta Suplicy (PMDB-SP);
Raimundo Lira (PMDB-PB);
Simone Tebet (PMDB-MS);
Maria do Carmo Alves (DEM-SE);
Regina Sousa (PT-PI);
Paulo Rocha (PT-PA);
Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM);
Garibaldi Alves Filho (PMDB-RN);
Roberto Requião (PMDB-PR);
Thieres Pinto (PTB-RR);
Eduardo Lopes (PRB-RJ);
Acir Gurgacz (PDT-RO);
José Medeiros (PSD-MT);
Cidinho Santos (PR-MT);
Fátima Bezerra (PT-RN);
Dário Berger (PMDB-SC);
Rose de Freitas (PMDB-ES);
Lúcia Vânia (PSB-GO).



quarta-feira, 10 de agosto de 2016

CCJ da Câmara aprova limitação de investimentos na saúde e educação por 20 anos

CCJ da Câmara aprova limitação de investimentos na saúde e educação por 20 anos
agosto 9, 2016 por esmae
 temer_trabalhadores
O interino Michel Temer (PMDB) obteve vitória parcial na tarde desta terça (9), na Câmara, com a aprovação pela CCJ da constitucionalidade do PL 241, que limita gastos em saúde e educação por 20 anos. Ou seja, até ano de 2037 os investimentos nessas e outras áreas sociais estarão limitadas visando sobrar caixa para o pagamento de juros aos bancos.

Abaixo, leia a matéria da Agência Brasil:

CCJ da Câmara aprova PEC que limita gastos públicos por 20 anos
Após mais de seis horas de sessão, a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados aprovou a admissibilidade da proposta de emenda constitucional que limita os gastos públicos, que fora enviada ao Congresso pelo governo do presidente interino Michel Temer.
Foram 33 a favor e 18 contra. A CCJ não discutiu o mérito da PEC, mas somente sua constitucionalidade. Será instalada agora uma comissão especial para que os debates tenham continuidade.
A PEC 241 propõe limitar pelos próximos 20 anos o aumento dos gastos públicos de um ano à inflação do ano anterior. A medida é defendida pelo ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, e foi anunciada por ele ainda no primeiro dia do governo interino, em maio.
A sessão da CCJ foi bastante agitada, tendo sido acompanhada de perto por representantes de sindicatos de servidores públicos e de movimentos sociais. O temor é que, ao limitar o aumento dos gastos do governo à inflação do ano anterior, a proposta retire recursos da saúde e educação e congele o reajuste dos servidores e os concursos públicos.
Logo após a abertura dos trabalhos, PSOL, PT e Rede apresentaram diversos requerimentos pela retirada da matéria da pauta. Todos foram recusados. Em seguida, os debates se prolongaram por horas, com forte embate entre deputados a favor e contra a PEC.
“Querem acabar com a saúde, querem acabar com a educação, querem acabar com a segurança pública, ela vai congelar por 20 anos todos os investimentos públicos”, disse o deputado Arnaldo Faria de Sá (PTB-SP), bastante exaltado, pouco antes da votação final. “Não querem mais serviços públicos por concurso porque querem contratar terceirizados apaniguados”, acusou.
Ao defender seu parecer pela admissibilidade, o deputado Danilo Forte (PSB-CE) acusou os opositores da matéria de irresponsabilidade por recusarem a continuidade do diálogo. “Fazer com que a comissão especial não se instale é silenciar o debate.”
“Nesse texto não tem nada de fim de concursos públicos, nesse texto não se diminui os recursos públicos para educação, nesse texto se garante as conquistas sociais. O que se quer preservar é exatamente um teto para os gastos, para não se incorrer na irresponsabilidade do governo passado, que gerou desemprego e inflação”, afirmou Forte.

Após ser formada, a comissão especial que discutirá a PEC 241 terá até 40 sessões para apresentar e votar um parecer. A proposta ainda precisa ser discutida e votada no plenário da Câmara, em dois turnos, antes de seguir para o Senado. Para ser aprovada, são necessários – no mínimo – 308 votos dos deputados em cada turno.

quarta-feira, 13 de julho de 2016

"Hoje sou eu, amanhã são vocês", alerta Cunha a deputados

"Hoje sou eu, amanhã são vocês", alerta Cunha a deputados
Notícias Ao Minuto9 horas atrás
Fornecido por Notícias ao Minuto
A votação sobre o parecer da cassação de Eduardo Cunha (PMDB-RJ) foi adiada.
Com o início da Ordem do Dia do Plenário, a Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) adiou para amanhã (13), às 9h30 a votação do recurso do deputado afastado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) contra a decisão do Conselho de Ética e Decoro Parlamentar que aprovou parecer pela cassação do mandato dele.
No momento em que a reunião foi encerrada, o deputado João Carlos Bacelar (PR-BA) apresentava seu voto em separado em que acolhe mais argumentos da defesa, mandando retornar o processo para o Conselho de Ética, a fim de ser escolhido um novo relator. Além disso, ele considera que nada dos aditamentos poderia ser citado no processo final e que as votações do conselho precisam ser feitas por processo eletrônico, único questionamento aceito pelo atual relator na CCJ, deputado Ronaldo Fonseca (Pros-DF).
Cunha argumentou que, como o relator no conselho mudou de partido, deputado Marcos Rogério (RO) – do PDT para o DEM –, passou a compor o mesmo bloco parlamentar dele e, dessa forma, não poderia ser relator, pelas regras do colegiado.
A Agência Câmara Notícias destaca que os deputados Chico Alencar (Psol-RJ), Ivan Valente (Psol-SP) e Júlio Delgado (PSB-MG) se pronunciaram contra Cunha. Além de Bacelar, o deputado Delegado Edson Moreira (PR-MG) defendeu o relatório favorável ao retorno do processo para a fase anterior.
CUNHA DÁ INDIRETA A DEPUTADOS
O G1 destaca que Cunha fez um pedido para que os deputados acolhessem recurso contra a aprovação, pelo Conselho de Ética, da cassação do mandato do peemedebista, sob risco de eles próprios serem prejudicados no futuro. 
“Hoje, sou eu. É o efeito Orloff: Vocês, amanhã”, afirmou o deputado em referência ao slogan de uma propaganda de vodka na década de 1980, que dizia: “Efeito Orloff: Eu sou vocês amanhã”.
Segundo a Globo News, a afirmação de Cunha foi interpretada como uma "indireta" aos deputados.
A reportagem do jornal O Globo diz também que Cunha afirmou em tom de ameaça que o processo contra ele é político e que, por uma acusação contra ele ter virado uma "sentença transitada em julgado", nenhum dos 117 deputados investigados devem escapar da cassação.
O deputado afastado lembrou que mais de 20% dos deputados respondem a processos judiciais, todos de natureza penal, e que já estariam todos cassados, se fosse seguida a lógica usada em seu caso. Ele disse que os deputados investigados não vão sobreviver e devem ser cassados:

"A palavra do órgão acusador virou sentença transitada em julgado, é um processo político. Então garanto que nenhum dos 117 deputados e 30 senadores investigados sobreviverão nessa Casa e deverão ser todos cassados", ameaçou Cunha.