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quarta-feira, 26 de abril de 2017

Senado aprova projeto de lei que pune abuso de autoridade

26/4/2017 às 19h11 (Atualizado em 26/4/2017 às 19h34)
Senado aprova projeto de lei que pune abuso de autoridade
PL criminaliza a condução coercitiva de pessoas que não foram intimadas anteriormente
 ESTADÃO conteúdo
 
Plenário do SenadoBarreto/26.04.2017/Agência Senado

Com respaldo das principais lideranças da base aliada e da oposição, o plenário do Senado aprovou nesta quarta-feira (26) o projeto que pune crimes de abuso de autoridade. O placar foi de 54 a favor e 19 contra. A proposta segue para discussão da Câmara.

O texto aprovado por unanimidade pela CCJ e votado em plenário estabelece uma lei de alcance amplo, valendo para servidores públicos e militares ou pessoas a eles equiparadas; integrantes dos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário; do Ministério Público e dos Tribunais e Conselhos de Contas.

De acordo com o texto, cerca de 30 ações poderão ser consideradas abuso de autoridade. Entre elas, práticas como decretar a condução coercitiva de testemunha ou investigado sem prévia intimação ao juízo; fotografar ou filmar preso sem seu consentimento ou com o intuito de expô-lo a vexame; colocar algemas no detido quando não houver resistência à prisão e pedir vista de processo para atrasar o julgamento.

As negociações para votar a proposta na Comissão de Constituição de Justiça (CCJ) e no mesmo dia no plenário foram feitas durante a madrugada de hoje, na residência oficial do Senado e contou com a participação de representantes dos principais partidos da Casa.

No encontro, também ficou acertada a votação, nesta quarta-feira do primeiro turno da Proposta de Emenda à Constituição que estabelece o fim do foro privilegiado. 

Nas discussões no plenário, o relator da proposta de abuso de autoridade, senador Roberto Requião (PMDB-PR), rejeitou todas as emendas apresentadas. Com isso, o texto que irá para discussão dos deputados foi o aprovado no início da tarde pela CCJ.

"O que estamos acabando é com uma visão corporativa de instituições que se consideram melhores que as outras [...] Não podemos ter instituições que interpretem as próprias as leis", ressaltou Requião ao defender a aprovação do relatório. Da tribuna, a maioria dos senadores de partidos da oposição e da base aliada ressaltou os entendimentos realizados nos últimos dias em torno da proposta e os "avanços" na legislação.

"Temos que fazer uma escolha neste momento do País [...] A lei que nós temos de abuso de autoridade foi feita em 9 de dezembro de 1965. A lei que nós temos é para permitir o abuso 
de autoridade.

 Foi feita na ditadura miliar. Se nós não votarmos nada hoje estamos sendo coniventes [...] Acho que temos que votar [...] O Senado começou assumir algum protagonismo na manhã de hoje e suprapartidariamente", afirmou o senador Jorge Viana (PT-AC).

Ao dar apoio ao projeto, o presidente do DEM, Agripino Maia (RN) também ressaltou a autonomia do Congresso Nacional. "As autoridades vão ter que se adequar a um texto moderno, que passou por muitas etapas, mas que é fundamentável uma vitória do entendimento político e da autonomia do Congresso Nacional", afirmou Maia.

Em meio às colocações da maioria dos senadores favoráveis a aprovação do projeto, apenas os senadores Cristovam Buarque (PPS-DF), Reggufe (sem partido-DF) e Antônio Carlos Valadares (PSB-SE).

"Eu quero me manifestar claramente, enfaticamente, contrário a esse projeto, sobretudo neste momento da história do Brasil. Claro que este País precisa de cinco séculos para acabar com o abuso de autoridade, mas não para cercear o trabalho de juízes, do Ministério Público, da polícia, o que tudo indica que é a finalidade neste momento. 

É um equívoco aprovarmos esse projeto neste momento", afirmou Buarque.
Recuo
O texto discutido no plenário do Senado foi aprovado na CCJ no início da tarde de hoje, após entendimento das principais lideranças da Casa. 

Na comissão, Roberto Requião recuou em alguns pontos polêmicos e alterou o trecho que trata do chamado crime de hermenêutica - a punição ao juiz por interpretar a lei de maneira não literal. 

Pelo novo texto, fica estabelecido no artigo 1.º que: "A divergência na interpretação de lei ou na avaliação de fatos e provas não configura, por si só, abuso de autoridade".




sexta-feira, 14 de abril de 2017

LAVA JATO: Requião diz que chegará o dia em que verá ‘os donos da Globo na cadeia’; CONFIRA AQU!

LAVA JATO: Requião diz que chegará o dia em que verá ‘os donos da Globo na cadeia’; CONFIRA AQU!
14 de abril de 2017
 

Blog so Esmael Morais

O senador Roberto Requião (PMDB-PR) se comprometeu nesta Sexta-Feira Santa, pelo Twitter, visitar os donos da Globo quando eles forem presos.

“Visitei José Dirceu no centro médico que mandei construir. 

Globo News noticiou. Me comprometo a visitar donos da Globo quando presos”, tuitou o senador nutrido pelo espírito da Páscoa.

Requião não engoliu a tentativa de a emissora desmoralizar o projeto relatado por ele, de abuso de autoridade, ao vincular a visita ao ex-ministro José Dirceu e ao ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto.

Na semana passada, Requião acompanhou o senador Lindbergh Farias (PT-RJ) numa visita a Vaccari e Dirceu no Complexo Médico Penal, em Pinhais, na região metropolitana de Curitiba.

O centro médico foi construído no governo Requião.

Quanto ao abuso de autoridade, o plenário do Senado deverá votar o PLS 280/2016 na próxima quarta-feira, dia 19 de abril.



domingo, 2 de abril de 2017

ABRIU: Moro não consegue responder sobre abusos contra Lula e ‘foge’ de deputado; ASSISTA!

ABRIU: Moro não consegue responder sobre abusos contra Lula e ‘foge’ de deputado; ASSISTA!
2 de abril de 2017
 

Deputado Petista questiona se Sérgio Moro quis derrubar Dilma Rousseff, 

                          veja a resposta.

                                           Canal: TOP TV News



Requião para Moro, ‘Ele pensa que juiz é pistoleiro fora da lei’

Requião para Moro, ‘Ele pensa que juiz é pistoleiro fora da lei’
2 de abril de 2017
 


requiao moro




quinta-feira, 30 de março de 2017

Globo surta com projeto de ‘abuso de autoridade’ relatado por Requião

Globo surta com projeto de ‘abuso de autoridade’ relatado por Requião
30 de março de 2017 por esmae
 

A TV Globo surtou na noite desta quarta (29), no Jornal Nacional, com o avanço do projeto relatado pelo senador Roberto Requião (PMDB-PR) que pune o abuso de autoridade de juízes e procuradores do Ministério Público.

O parlamentar deu o troco na emissora nas suas redes sociais:
“Só um imbecil submete sua experiência e conhecimento da história e do direito às exigências da Globo. Não sou um midiota, farei o melhor”, disparou Requião.

A Globo é a favor do abuso de autoridade porque ela é beneficiária direta de vazamentos privilegiados de grampos ilegais, a exemplo daquele contra o ex-presidente Lula e da falecida ex-primeira-dama Marisa Letícia.

Além disso, a Lava Jato e as pirotecnias da PF, tal como a da Carne Fraca, barateiam a produção da Globo a ponto de não precisar fazer bom jornalismo.

O abuso de autoridade é a glorificação da preguiça intelectual e uma homenagem ao mau jornalismo. Portanto, o projeto que põe freio nesses abusos resgata o bom direito e o bom jornalismo — ambos trocados pela delação (um instituto também preguiçoso) e pelo factoide, respectivamente.

Requião explica que a lei de abuso será aplicada por juízes. 
“Se juízes não confiam na justiça, como poderemos nós confiarmos?”, questiona.

O senador rebate aqueles que atacam seu relatório dizem ser contra a Lava Jato: “coisa de gente muito burra ou muito safada”.

“Se a aprovação do projeto do “Abuso” tirar votos e interromper minha carreira política, mesmo assim estarei gratificado. Melhorei o direito”, contenta-se Requião, que diz receber elogios pelo trabalho sério no relatório até do porra-louca do [jornalista] Reinaldo Azevedo, colunista da Veja.

O relatório do abuso de autoridade foi lido nesta quarta na CCJ do Senado. 

Na semana que vem haverá uma audiência pública para discutir o assunto, antes de o texto seguir para o plenário no dia 19 de abril.



sábado, 19 de novembro de 2016

Lula entra com ação contra Moro por abuso de autoridade

Lula entra com ação contra Moro por abuso de autoridade
Ele pediu punição ao juiz, como prisão de dez dias a seis meses e a demissão do cargo.
19 NOV2016 14h05 atualizado às 14h09
 
Foto: Roberto Parizotti / Cut e Pedro de Oliveira/ ALEP

Os advogados do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciaram na sexta que entraram com uma ação na Justiça contra o juiz federal Sérgio Moro por abuso de autoridade. 

A defesa pede punição ao juiz de acordo com a Lei de Abuso de Autoridade (Lei 4.898/65), que prevê diversas penalidades, entre elas prisão de dez dias a seis meses e a demissão do cargo.
SAIBA MAIS





Os advogados alegam que Moro praticou várias irregularidades na condução dos processos que envolvem Lula na Operação Lava Jato, como a decretação da condução coercitiva do ex-presidente, decretação de buscas e apreensões e autorizações de escutas telefônicas consideradas ilegais.

"Após expor todos os fatos que configuram abuso de autoridade, a petição pede que o agente público Sergio Fernando Moro seja condenado nas penas previstas no artigo 6º. da Lei 4.898/65, que pune o abuso de autoridade com detenção de dez dias a seis meses, além de outras sanções civis e administrativas, inclusive a suspensão do cargo e até mesmo a demissão.", diz nota da defesa.

Na ação penal a que responde na 13ª Vara Federal em Curitiba, comandada por Moro,  Lula é acusado pela força-tarefa de procuradores da Lava Jato de receber R$ 3,7 milhões de propina de empresas envolvidas no esquema de corrupção da Petrobras, por meio de vantagens indevidas, como a reforma de um apartamento tríplex em Guarujá (SP), e pagamento de despesas com guarda-volumes para os objetos que ele ganhou quando estava na Presidência. As vantagens teriam sido pagas pela empreiteira OAS.

Agência Brasil