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quarta-feira, 13 de julho de 2016

"Hoje sou eu, amanhã são vocês", alerta Cunha a deputados

"Hoje sou eu, amanhã são vocês", alerta Cunha a deputados
Notícias Ao Minuto9 horas atrás
Fornecido por Notícias ao Minuto
A votação sobre o parecer da cassação de Eduardo Cunha (PMDB-RJ) foi adiada.
Com o início da Ordem do Dia do Plenário, a Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) adiou para amanhã (13), às 9h30 a votação do recurso do deputado afastado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) contra a decisão do Conselho de Ética e Decoro Parlamentar que aprovou parecer pela cassação do mandato dele.
No momento em que a reunião foi encerrada, o deputado João Carlos Bacelar (PR-BA) apresentava seu voto em separado em que acolhe mais argumentos da defesa, mandando retornar o processo para o Conselho de Ética, a fim de ser escolhido um novo relator. Além disso, ele considera que nada dos aditamentos poderia ser citado no processo final e que as votações do conselho precisam ser feitas por processo eletrônico, único questionamento aceito pelo atual relator na CCJ, deputado Ronaldo Fonseca (Pros-DF).
Cunha argumentou que, como o relator no conselho mudou de partido, deputado Marcos Rogério (RO) – do PDT para o DEM –, passou a compor o mesmo bloco parlamentar dele e, dessa forma, não poderia ser relator, pelas regras do colegiado.
A Agência Câmara Notícias destaca que os deputados Chico Alencar (Psol-RJ), Ivan Valente (Psol-SP) e Júlio Delgado (PSB-MG) se pronunciaram contra Cunha. Além de Bacelar, o deputado Delegado Edson Moreira (PR-MG) defendeu o relatório favorável ao retorno do processo para a fase anterior.
CUNHA DÁ INDIRETA A DEPUTADOS
O G1 destaca que Cunha fez um pedido para que os deputados acolhessem recurso contra a aprovação, pelo Conselho de Ética, da cassação do mandato do peemedebista, sob risco de eles próprios serem prejudicados no futuro. 
“Hoje, sou eu. É o efeito Orloff: Vocês, amanhã”, afirmou o deputado em referência ao slogan de uma propaganda de vodka na década de 1980, que dizia: “Efeito Orloff: Eu sou vocês amanhã”.
Segundo a Globo News, a afirmação de Cunha foi interpretada como uma "indireta" aos deputados.
A reportagem do jornal O Globo diz também que Cunha afirmou em tom de ameaça que o processo contra ele é político e que, por uma acusação contra ele ter virado uma "sentença transitada em julgado", nenhum dos 117 deputados investigados devem escapar da cassação.
O deputado afastado lembrou que mais de 20% dos deputados respondem a processos judiciais, todos de natureza penal, e que já estariam todos cassados, se fosse seguida a lógica usada em seu caso. Ele disse que os deputados investigados não vão sobreviver e devem ser cassados:

"A palavra do órgão acusador virou sentença transitada em julgado, é um processo político. Então garanto que nenhum dos 117 deputados e 30 senadores investigados sobreviverão nessa Casa e deverão ser todos cassados", ameaçou Cunha.

sábado, 18 de junho de 2016

o deputado afastado Eduardo Cunha (PMDB-RJ)

CUNHA PREPARA PRONUNCIAMENTO E CONVOCA DEPUTADOS
Zeca Ribeiro/ Câmara dos Deputados: <p>Brasília- DF- Brasil- 22/04/2015- Entrevistas- Presidente da Câmara, dep. Eduardo Cunha (PMDB-RJ) fala sobre a pauta da semana. Foto: Zeca Ribeiro/ Câmara dos Deputados</p>

Na iminência de perder o mandato de deputado e com bens bloqueados, o deputado afastado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) está convocando deputados aliados para participarem de um pronunciamento que ele fará na próxima terça-feira, 21, no Hotel Nacional, em Brasília; Cunha tem entrado em contato com os parlamentares para que estejam em Brasília já na segunda-feira, 20; conteúdo da fala de Cunha ainda não é conhecido
17 DE JUNHO DE 2016 ÀS 14:31
247 - Na iminência de perder o mandato e com bens bloqueados pela Justiça, o deputado afastado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) está convocando os líderes partidários e os deputados que integram seu grupo político a anteciparem a volta a Brasília para segunda-feira.

Segundo a colunista Ver Magalhães, Cunha que todos participem de um pronunciamento, seguido de entrevista coletiva, que fará na terça-feira às 11h no Hotel Nacional, em Brasília. A pauta está sendo mantida em sigilo pelo presidente afastado da Câmara.

sexta-feira, 17 de junho de 2016

O presidente da Câmara afastado Eduardo Cunha

Cunha recorre ao STF contra bloqueio de bens
Isadora Peron e Gustavo Aguiar6 horas atrás
Eduardo Cunha
BRASÍLIA - O presidente da Câmara afastado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) recorreu nesta quinta-feira, 16, ao Supremo Tribunal Federal (STF), para suspender a decisão da Justiça do Paraná de bloquear os seus bens.
Na peça, a defesa de Cunha afirma que o juiz usurpou a competência da Corte, já que cabe ao Supremo analisar questões de pessoas que detêm foro privilegiado. “O magistrado de primeira instância houve por afrontar a competência dessa Colenda Corte. Tal decisão, além de passível de reforma por agravo de instrumento, impôs a elaboração do presente aditamento para demonstração da continuidade e maior gravidade da usurpação de competência."
Os advogados do peemedebista argumentam que “a prática de um ato decisório pelo juízo de primeiro grau coloca em xeque o Princípio da Separação dos Poderes (...) além de ter sujeitado sucessor da Presidência da República e demais réus a absoluta indisponibilidade de seus bens em decisão não exauriente”.
A defesa de Cunha já havia entrado com um pedido para suspender a ação de improbidade ajuizada contra ele pela força-tarefa da Operação Lava Jato em Curitiba. O recurso desta quinta é um aditamento a essa ação, para que haja uma decisão liminar que suspenda o bloqueio dos bens até que a reclamação seja apreciada pelo ministro do STF Teori Zavascki.
A indisponibilidade dos bens e recursos de Cunha foi decretada na terça-feira pelo juiz federal Augusto César Pansini Gonçalves, da 6ª Vara Cível, em Curitiba. Ele também determou quebra do sigilo fiscal do deputado desde 2007.
A decisão atendeu um pedido liminar da Procuradoria da República não ação de improbidade administrativa questionada por Cunha no STF.

O Ministério Público investiga o suposto recebimento de propinas na compra de um campo de petróleo em Benin, na África, pela Petrobrás em 2011. O dinheiro teria abastecido as contas mantidas secretamente por Cunha na Suíça.

terça-feira, 14 de junho de 2016

Cunha o inferno ti espera

Até que em fim tomaram uma providencia, um crápula a menos para destruir o Brasil.
Por 11 votos a 9 , Cunha foi oficialmente cassado pela Comissão de Ética, agora Cunha irá delatar todo mundo

URGENTE: Acaba de ser aprovado o relatório que pede a cassação do mandato de Eduardo Cunha. Agora só falta ele ir pra cadeia Por 11 votos a 9.


segunda-feira, 13 de junho de 2016

Eduardo Cunha se revolta.

Após acusação de receber US$ 5 milhões em esquema de corrupção na Lava Jato, Eduardo Cunha (PMDB-RJ) fala em vingança e promete “explodir o governo”. O presidente da Câmara já admite a aliados que pode se “ferrar”, mas o governo sofrerá as consequências. “Guerra é guerra”, afirmou
eduardo cunha lava jato vingança governo

O presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), reagiu às novas acusações contra si no âmbito da Operação Lava Jato com a ameaça de rompimento com o governo Dilma Rousseff, no momento em que a presidenta se vê sob a ameaça de enfrentar um processo de impeachment no Congresso.
Responsável por uma eventual formalização do procedimento na Casa legislativa, onde processos de impedimento presidencial têm início, Cunha já estaria com a decisão tomada e a ser anunciada em coletiva de imprensa no Congresso, ainda nesta sexta-feira (17) – e, segundo os veículos de imprensa, de maneira irreversível.
Eduardo Cunha queria que o governo Dilma blindasse seu nome das investigações da Lava Jato.
De acordo com Josias de Souza, blogueiro do UOL, Cunha afirmou a interlocutores que seu objetivo agora é “explodir o governo”. Em nota à imprensa, o presidente da Câmara negou ter pedido propina de US$ 5 milhões em um contrato de compra de navios-sonda da Petrobras, como relatou Camargo, em declaração feita sob regime de delação premiada. Em coletiva de imprensa na Câmara, ele desafiou Camargo a provar que diz a verdade e disse que não fugiria de uma acareação.
Blindagem
Em outro depoimento, desta vez prestado pelo doleiro Alberto Youssef, um dos principais delatores da Lava Jato, a versão é que um deputado ligado a Cunha e membro da CPI da Petrobras faz intimidação a Youssef e sua família para blindar o cacique peemedebista. “Como réu colaborador, quero deixar claro que estou sendo intimidado pela CPI da Petrobras por um deputado pau mandado do senhor Eduardo Cunha”, declarou Youssef
Sem volta
Diante das acusações dos delatores, o peemedebista resolveu retaliar o governo. Comunicou sua decisão ao vice-presidente da República e principal articulador do governo, Michel Temer, e ao presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), que lhe teria dito que o país vive uma crise institucional. Desde o começo desta semana, Cunha tem dito a aliados que espera a formalização de uma denúncia da Procuradoria-Geral da República, com comentários sobre retaliação nos bastidores. Ele avalia a mudança de postura de Camargo, que até então o havia manido fora de suas acusações, a uma interferência do governo em “conluio” com a PGR.
“Não há mais volta. A partir de hoje, minhas relações com o governo estão rompidas”, disse Cunha, segundo a revista Época. Já apuração da Folha de S.Paulo dá conta de que Cunha admite a aliados que pode se “ferrar”, mas que o governo sofrerá as consequências. “Guerra é guerra”, teria dito o deputado, reservadamente.
Planalto
O Planalto se mantém em silêncio diante das movimentações relativas à Lava Jato. Por meio de nota divulgado ontem (quinta, 16), a PGR reagiu às declarações de Cunha sobre a suposta ingerência do órgão nas investigações e delações premiadas em curso. Para a PGR, “o depoimento prestado […] por Júlio Camargo à Justiça Federal do Paraná não tem qualquer relação com as investigações (inquéritos) em trâmite no âmbito do Supremo Tribunal Federal”, referindo-se aos inquéritos contra figuras com foro privilegiado no STF, caso de Cunha.

com informações de Fábio Góis, Congresso em Foco