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sábado, 10 de junho de 2017

Ameaçado, Temer poderá nomear substituto de Janot em setembro

Ameaçado, Temer poderá nomear substituto de Janot em setembro
Oposição reconhece que será muito difícil tirar o peemedebista do poder caso ele consiga resistir 
até lá
HÁ 18 HORAS  10/06/2017 POR NOTÍCIAS AO MINUTO

© REUTERS/Ueslei Marcelino

Após conseguir se livrar da cassação no Tribunal Superior Eleitoral, Michel Temer tem agora até setembro para se livrar de um dos últimos opositores para conseguir se manter no poder: Rodrigo Janot. 

Em três meses, o presidente poderá nomear um novo procurador-geral da República e se fixar ainda mais no cargo até o fim de 2018.

Segundo a coluna Painel, até a oposição reconhece que será muito difícil tirar o peemedebista do poder caso ele consiga resistir até lá.

Mas a oposição à PGR não vem só do Planalto. 

A base aliada de Temer no Congresso acredita que essa nova investida da Lava-Jato visa enfraquecer o Legislativo e Executivo para dar mais visibilidade ao Judiciário.


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terça-feira, 7 de fevereiro de 2017

Defesa de Dilma aponta erros em perícia e relatório da PF contra chapa

TER, 07/02/2017 - 17:42
ATUALIZADO EM 07/02/2017 - 17:51
 

Jornal GGN - Na investigação da chapa Dilma Rousseff e Michel Temer, para a cassação da candidatura em 2014, no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a defesa da ex-presidente alertou para graves erros na perícia contábil e no relatório da Polícia Federal.

Assim como já havia feito em setembro do última ano, quando os advogados de Dilma apresentaram ao TSE oito mil documentos que comprovavam cada uma das transações e movimentações financeiras do caixa de campanha do PT para a Presidência da República, os advogados apontam falhas e inconsistências.

Entre eles, os investigadores não apresentaram sequer o valor correto pago pela campanha. Ao invés de usar como dados os exatos dos caixas do PT e PMDB na disputa eleitoral, a PF levantou valores que incluem também a movimentação financeira das gráficas investigadas para outros partidos, como até mesmo a oposição do pleito petista, o PSDB.

"No que se refere ao relatório feito pela Polícia Federal, a defesa de Dilma Rousseff levantou inúmeros exemplos de inconsistências sobre a matéria eleitoral, apontando que não foi considerado o valor exato pago pela campanha Dilma-Temer (e sim toda a movimentação financeira das gráficas – que envolve outros clientes, até o PSDB), além de desconsiderar a efetiva subcontratação de serviços por outras empresas", informaram.

Diante dos erros, a defesa de Dilma solicitou que a PF esclareça as confusões e que realize novas diligências nas empresas subcontratadas pela campanha, como a Margraf, Ultraprint, Vitalia, Paperman e CRLS.

O pedido foi protocolado na última sexta (03) e nesta segunda-feira (06) no TSE, ao relator Herman Benjamin. Além disso, lembraram que os mais de oito mil documentos apresentados, que comprovavam o uso dos recursos, não foi levado em consideração pelos investigadores.

Á época, os documentos foram divididos em 37 volumes no TSE, e o ministro Herman Benjamin chegou a solicitar que a defesa de Dilma destacasse quais dos oito mil arquivos eram mais relevantes para elucidar a investigação. Os advogados afirmaram que todos eram fundamentais.

Ainda assim, o material foi anexo ao processo e Herman afirmou que qualquer um dos documentos poderá ser apontado pela defesa, durante o julgamento, para elucidar alguma questão.

Por fim, os advogados de Dilma Rousseff solicitaram que a Polícia Federal recolha depoimentos dos responsáveis pelas empresas subcontratadas na campanha: Rodrigo, Rogério e Edson Zanardo (da Red Seg), Beckembauer Rivelino (VTPB) e Carlos Cortegoso ( Focal).

"Sustentou a defesa de Dilma Rousseff ja estar demonstrado no processo, com inúmeros documentos, que as gráficas produziram e entregaram todo o material contratado para a campanha de Dilma e Michel Temer e que eventuais questões referentes a estrutura societária, relações comerciais e trabalhistas, ou de engenharia tributária-fiscal das gráficas periciadas devem ser objeto de ações autônomas, em instância própria, que não a Justiça Eleitoral", informou ainda a defesa.




quarta-feira, 13 de julho de 2016

"Hoje sou eu, amanhã são vocês", alerta Cunha a deputados

"Hoje sou eu, amanhã são vocês", alerta Cunha a deputados
Notícias Ao Minuto9 horas atrás
Fornecido por Notícias ao Minuto
A votação sobre o parecer da cassação de Eduardo Cunha (PMDB-RJ) foi adiada.
Com o início da Ordem do Dia do Plenário, a Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) adiou para amanhã (13), às 9h30 a votação do recurso do deputado afastado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) contra a decisão do Conselho de Ética e Decoro Parlamentar que aprovou parecer pela cassação do mandato dele.
No momento em que a reunião foi encerrada, o deputado João Carlos Bacelar (PR-BA) apresentava seu voto em separado em que acolhe mais argumentos da defesa, mandando retornar o processo para o Conselho de Ética, a fim de ser escolhido um novo relator. Além disso, ele considera que nada dos aditamentos poderia ser citado no processo final e que as votações do conselho precisam ser feitas por processo eletrônico, único questionamento aceito pelo atual relator na CCJ, deputado Ronaldo Fonseca (Pros-DF).
Cunha argumentou que, como o relator no conselho mudou de partido, deputado Marcos Rogério (RO) – do PDT para o DEM –, passou a compor o mesmo bloco parlamentar dele e, dessa forma, não poderia ser relator, pelas regras do colegiado.
A Agência Câmara Notícias destaca que os deputados Chico Alencar (Psol-RJ), Ivan Valente (Psol-SP) e Júlio Delgado (PSB-MG) se pronunciaram contra Cunha. Além de Bacelar, o deputado Delegado Edson Moreira (PR-MG) defendeu o relatório favorável ao retorno do processo para a fase anterior.
CUNHA DÁ INDIRETA A DEPUTADOS
O G1 destaca que Cunha fez um pedido para que os deputados acolhessem recurso contra a aprovação, pelo Conselho de Ética, da cassação do mandato do peemedebista, sob risco de eles próprios serem prejudicados no futuro. 
“Hoje, sou eu. É o efeito Orloff: Vocês, amanhã”, afirmou o deputado em referência ao slogan de uma propaganda de vodka na década de 1980, que dizia: “Efeito Orloff: Eu sou vocês amanhã”.
Segundo a Globo News, a afirmação de Cunha foi interpretada como uma "indireta" aos deputados.
A reportagem do jornal O Globo diz também que Cunha afirmou em tom de ameaça que o processo contra ele é político e que, por uma acusação contra ele ter virado uma "sentença transitada em julgado", nenhum dos 117 deputados investigados devem escapar da cassação.
O deputado afastado lembrou que mais de 20% dos deputados respondem a processos judiciais, todos de natureza penal, e que já estariam todos cassados, se fosse seguida a lógica usada em seu caso. Ele disse que os deputados investigados não vão sobreviver e devem ser cassados:

"A palavra do órgão acusador virou sentença transitada em julgado, é um processo político. Então garanto que nenhum dos 117 deputados e 30 senadores investigados sobreviverão nessa Casa e deverão ser todos cassados", ameaçou Cunha.