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sexta-feira, 9 de fevereiro de 2018

PF deve pedir arquivamento de inquérito de corrupção de Temer


PF deve pedir arquivamento de inquérito de corrupção de Temer

09/02/2018


BRASÍLIA Reuters – O diretor-geral da Polícia Federal, Fernando Segovia, afirmou nesta sexta-feira, em entrevista exclusiva à Reuters, que a tendência é que a corporação recomende o arquivamento da investigação contra o presidente Michel Temer no chamado inquérito dos portos.

Segundo o chefe da PF, até o momento as investigações não comprovaram que houve pagamento de propina por parte de representantes da empresa Rodrimar, que opera áreas do porto de Santos (SP), 
para a edição do decreto que prorrogava contratos de concessão e arrendamento portuários, assinado por Temer em maio do ano passado.

Essa é a única apuração formal contra o presidente ainda em curso perante o Supremo Tribunal Federal (STF), requerida ainda pelo então procurador-geral da República, Rodrigo Janot.

Segovia disse à Reuters nesta sexta-feira que, nas apurações feitas, não há quaisquer indícios de que o decreto editado pelo presidente beneficiou a Rodrimar. 

Ele destacou que a empresa não era atingida pelo decreto, que mudou regras de concessão posteriores a 1993, o que não seria o caso dela.

“O que a gente vê é que o próprio decreto em tese não ajudou a empresa. 

Em tese se houve corrupção ou ato de corrupção não se tem notícia do benefício. 

O benefício não existiu. Não se fala e não se tem notícia ainda de dinheiro de corrupção, qual foi a ordem monetária, se é que houve, até agora não apareceu absolutamente nada que desse base de ter uma corrupção”, disse Segovia.

O diretor-geral da PF também afirmou que a “principal prova obtida no inquérito”, 
a interceptação de uma conversa entre o ex-deputado Rodrigo Rocha Loures, ex-assessor especial de Temer, e o subchefe de Assuntos Jurídicos da Casa Civil, Gustavo Rocha, não mostra concordância de Temer com o suposto benefício.

Segundo ele, o próprio Gustavo Rocha fala no diálogo que não há como fazer ou mudar a questão do decreto e que o próprio presidente não aceitou a mudança que poderia beneficiar a empresa.

“Então, assim, os indícios são muito frágeis, na realidade, de que haja ou que houve algum tipo de influência realmente, porque em tese o decreto não foi feito para beneficiar aquela empresa”, disse Segovia.

A suspeita era que o presidente teria recebido propina, por intermédio de Rocha Loures, para favorecer a Rodrimar. 

Tanto o ex-assessor especial quanto Temer já prestaram depoimento no inquérito e negaram irregularidades. 

O presidente se manifestou por escrito.


Rocha Loures chegou a ser preso depois que foi filmado pela PF saindo de um restaurante com uma mala de dinheiro pago por um executivo da processadora de carnes JBS JBSS3.SA> no âmbito de uma outra investigação. 

Foi posteriormente solto e agora é monitorado com uso de tornozeleira eletrônica. 
Ele é réu acusado de corrupção no caso envolvendo a mala de dinheiro.

Para Segovia, que assumiu o posto em novembro do ano passado, durante o governo Temer, a empresa não se beneficiou diretamente porque o decreto não atingiu o contrato da Rodrimar, ou seja, o “objeto em tese da corrupção não foi atingido”. 

“Então ficou muito difícil de ter uma linha de investigação numa corrupção que em tese não ocorreu”, reforçou.

O chefe da PF afirmou que outros depoimentos colhidos na instrução do inquérito também não conseguiram comprovar o cometimento de crime pelos investigados.

“No final a gente pode até concluir que não houve crime. 

Porque ali, em tese, o que a gente tem visto, nos depoimentos as pessoas têm reiteradamente confirmado que não houve nenhum tipo de corrupção, não há indícios de realmente de qualquer tipo de recurso ou dinheiro envolvidos.

 Há muitas conversas e poucas afirmações que levem realmente a que haja um crime”, disse.

Segundo ele, ainda há algumas diligências a serem feitas, mas ele avalia que em no máximo três meses a apuração será concluída.

O diretor-geral disse que, durante a instrução do inquérito, também foram requisitadas informações de outra investigação arquivada contra o presidente sobre suposto crime cometido por Temer em um suposto esquema de cobrança de propina de empresas detentoras de contratos no porto de Santos, em São Paulo. 

A intenção seria saber se haveria ligação da apuração antiga com a atual, uma vez que Temer era líder da bancada do MDB e poderia ter atuado na indicação de uma das pessoas envolvidas em delitos.

Segovia, entretanto, disse que o envolvimento de Temer se deu a partir de uma citação em uma audiência de uma pensão alimentícia da esposa de um ex-diretor da Cia Docas, e isso 
“caiu por terra” duas vezes, arquivada pelo Supremo, destacando ainda que a indicação da pessoa teria sido feita por “várias lideranças políticas”, não apenas por Temer.

“Então o inquérito (arquivado) na verdade não se demonstra aproveitável para qualquer tipo de questionamento. 

Até porque o que está sendo apurado e que o Supremo está investigando e tem autorização é justamente a questão da corrupção na construção desse decreto”, argumentou.

Em respostas a perguntas formuladas pela PF no inquérito, 
Temer disse em janeiro que “depositava confiança” em Rocha Loures quando ele exercia o cargo de assessor especial da Presidência, mas destacou que nunca pediu-lhe para receber recursos ilícitos em seu nome.

Afirmou ainda que a Rodrimar não foi beneficiada com a edição dos decretos e que o assunto foi tratado no âmbito de uma comissão do Ministério dos Transportes.

“MUITO ABERTO”
Segovia criticou a forma de investigação instaurada por Janot contra Temer. 
Formalmente, a apuração é por corrupção passiva e tráfico de influência. 

O diretor-geral afirma que o ex-chefe do Ministério Público Federal 
“deixou o troço muito aberto porque tem um espectro muito maior para ver se pega alguma coisa”.

“É para ver se cata alguma coisa, corrupção, tráfico de influência… vai que cai em alguma coisa?”
, questionou. “Aí você enquadra depois”, completou.

Questionado se o inquérito está próximo de ser concluído, o chefe da PF afirmou que o delegado responsável pelo caso, Cleyber Malta Lopes, está voltando de um curso no exterior e devem conversar.

“Mas eu acredito que não dure muito mais tempo, não tem muitas diligências mais a serem feitas.
 Acredito que em um curto espaço de tempo deve ter a conclusão dessas investigações”, disse.

Para o chefe da PF, há a necessidade de tirar o caso a limpo, por isso é preciso se aprofundar na investigação, buscar provas em todos os lugares 
porque “quando a gente concluir a investigação e não houver realmente o fato a gente possa afirmar, ‘olha não houve crime, não houve o fato’”.

Perguntado se a apuração exaustiva tem por objetivo evitar questionamentos da imprensa, ele concordou.

 “Estamos fazendo nosso trabalho, que é a investigação criminal. 

Então tudo que for indício que possa reportar uma possibilidade que ache uma prova que sustente esse tipo de acusação a gente vai ter que checar. 

É muito mais uma checagem de tudo que a gente tem para que no final não dê um veredicto ‘olha checamos tudo e não tem nada’.
 ‘Ah, mas vocês checaram tudo mesmo?’. 
 Sim, foi tudo verificado”, concluiu.

Caberá à atual procuradora-geral da República, Raquel Dodge, decidir se eventualmente aceita a recomendação da PF e, se não houver alguma reviravolta, 
pedir ao Supremo o arquivamento da apuração, requerer novas diligências ou ainda, apesar da instrução feita pela PF, oferecer denúncia contra o presidente.

Raquel Dodge -que é a responsável por conduzir as apurações contra autoridades com foro privilegiado no STF- não é obrigada a seguir a sugestão feita pela PF.


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sexta-feira, 12 de janeiro de 2018

Temer e Mariz discutem estratégia de defesa e as 50 perguntas da PF

Temer e Mariz discutem estratégia de defesa e as 50 perguntas da PF
As questões são referentes ao inquérito sobre o decreto 
dos Portos
ESTADÃO conteúdo  BRASIL por AGÊNCIA ESTADO
 Polícia Federal investiga decreto presidencial
Polícia Federal investiga decreto presidencial Adriano Machado/REUTERS - 21.12.2017

O presidente Michel Temer se encontrou nesta sexta-feira, 12, com o advogado Antonio Carlos Mariz para discutir a estratégia da defesa no inquérito que apura suposto pagamento de propina da empresa Rodrimar para o peemedebista.

Segundo a assessoria da Presidência, os dois conversaram sobre as 50 perguntas elaboradas pela Polícia Federal no âmbito do inquérito sobre o decreto dos Portos. 

A PF investiga suspeitas de que um decreto presidencial foi feito sob medida para atender os interesses do setor.

Além de Temer, são investigados Rodrigo Rocha Loures (PMDB-PR), ex-assessor de Temer e ex-deputado federal, e Antônio Celso Grecco e Ricardo Conrado Mesquita, respectivamente, dono e diretor da Rodrimar.

As perguntas foram enviadas no dia 3 de janeiro. Nelas, Rocha Loures, é citado nominalmente 38 vezes. 

A defesa de Temer tem até o dia 19 para responder aos questionamentos da PF.



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segunda-feira, 14 de agosto de 2017

CONVITE DE TEMER PARA LAVA JATO ASSISTIR SESSÃO DO GOLPE FOI FEITO PELO HOMEM DA MALA

CONVITE DE TEMER PARA LAVA JATO ASSISTIR SESSÃO DO GOLPE FOI FEITO PELO HOMEM DA MALA


Procurador da força-tarefa da Lava Jato revela que convite para assistir a sessão do impeachment de Dilma Rousseff no Palácio do Jaburu partiu de Rodrigo Rocha Loures, ex-assessor especial de Michel Temer; Rocha Loures foi foi flagrado e filmado com uma mala preta com R$ 500 mil em propina viva do grupo JBS - o dinheiro seria supostamente destinado a Temer, segundo a Procuradoria-Geral da República; para Carlos Fernando dos Santos, encontros fora da agenda não são adequados a nenhum funcionário público

14 DE AGOSTO DE 2017 ÀS 20:41 /

247 - Nesta segunda-feira (14), o procurador Carlos Fernando dos Santos revelou que a força-tarefa da Operação Lava Jato de Curitiba foi convidada para encontrar Michel Temer no Palácio do Jaburu após a sessão que definiu o impeachment de Dilma Rousseff.

 Segundo o procurador, o convite foi feito pelo ex-assessor especial de Michel Temer, Rodrigo Rocha Loures em evento da Associação Nacional dos Procuradores da República, em Brasília.

Segundo Santos, os procuradores acharam o convite inconveniente, pois não havia o que conversar com o eventual presidente e que um encontro desse tipo não traria uma repercussão positiva para a Lava Jato. 

Rocha Loures foi foi flagrado e filmado com uma mala preta com R$ 500 mil em propina viva do grupo JBS - o dinheiro seria supostamente destinado a Temer, segundo a Procuradoria-Geral da República.

Em 10 de maio de 2016, a força-tarefa recebeu um prêmio da ANPR pelo combate à corrupção. 

No dia seguinte, o plenário do Senado deu início à votação do parecer da Comissão de Constituição e Justiça sobre o impeachment da presidenta Rousseff.

 Dilma foi afastada em 12 de maio. 

Santos também revela uma visita do então ministro da Justiça e hoje ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes. 

O procurador explica que há um protocolo para esse tipo de encontro e que um dos procuradores da força-tarefa é o interlocutor com outras instituições da República.

No dia 8 de agosto de 2017, Michel Temer recebeu a nova procuradora-Geral da República, Raquel Dodge, no Palácio do Jaburu, em encontro fora da agenda oficial. 
A justificativa foi "um pedido de Raquel para conversar sobre a cerimônia de posse", a ser realizada em 18 de setembro. 

Para Santos, encontros fora da agenda não são adequados a nenhum funcionário público.



quarta-feira, 5 de julho de 2017

Cunha e Funaro, juntos, fecham delação! Adeus, Temer

5/7/2017 19:46
Cunha e Funaro, juntos, fecham delação! Adeus, Temer

 

O ex-deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) e o lobista Lúcio Funaro, simultaneamente, estão fechando delação premiada com capacidade de implodir o Planalto, o PMDB da Câmara, o grupo político que assaltou o poder, bem como o próprio Michel Temer.

O jornalista Severino Motta, repórter do BuzzFeed News no Brasil, detalha com exclusividade o roteiro das duas delações que deverão ser usadas para embasar a próxima denúncia a ser apresentada pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, contra o presidente por acusação de obstrução da Justiça.

Abaixo, leia a matéria completa:

EXCLUSIVO: Eduardo Cunha e Lúcio Funaro já entregaram roteiro de delações que envolvem Temer

Próxima denúncia de Rodrigo Janot contra Temer deve ter depoimentos de ex-presidente da Câmara e de operador do PMDB. Eles dizem que estavam em silêncio enquanto recebiam dinheiro da JBS.

Citados na gravação de Joesley Batista com Michel Temer como beneficiários de um suposto esquema de pagamentos para ficarem calados, o ex-deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) e o operador Lúcio Funaro estão concluindo simultaneamente acordos de delação premiada e devem começar a prestar depoimentos aos procuradores nos próximos dias.


As duas delações tendem a atingir o Planalto e o PMDB da Câmara, o grupo político de Michel Temer, e deverão ser usadas para embasar a próxima denúncia a ser apresentada pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, contra o presidente por acusação de obstrução da Justiça.

Neste momento, o Planalto trabalha para reunir apoio da base para evitar a aceitação, pela Câmara dos Deputados, da denúncia contra Temer por corrupção passiva. O caso envolve a mala de dinheiro recebida pelo ex-deputado Rodrigo Rocha Loures.

Os investigadores e as defesas de Cunha e Funaro já estão negociando, separadamente, as cláusulas do acordo de colaboração, conforme o BuzzFeed apurou junto a fontes que participam dos processos.

Os cardápios das delações, uma espécie de roteiro das ilegalidades a serem descritas e os personagens envolvidos, já foram entregues pelas respectivas defesas.

Entre os fatos a serem narrados, os dois vão confirmar que, mesmo presos, continuaram a receber recursos dos esquemas de corrupção que participaram. Funaro já completou um ano na cadeia, Cunha foi preso em outubro do ano passado.

Entre os esquemas está o da JBS que, de acordo com o Ministério Público Federal com base na delação de Joesley, visava calar Cunha e Funaro em troca de dinheiro.

Um dos trechos mais fortes da gravação que Joesley fez da conversa com o presidente é sobre as “pendências zeradas” do dono da JBS com Cunha.

Para os investigadores, a referência era à propina para calar o ex-congressista no que teve um aval presidencial. Temer nega que tenha autorizado a compra do silêncio.

Devido aos repasses da JBS, os dois estavam em silêncio e relutavam em fechar acordos – realidade que, após o estouro da JBS e proximidade do fim do mandato de Janot, foi alterada.

Com o trabalho neste mês, investigadores que atuam no caso esperam deixar todo o material das delações pronto e entregar o acordo para homologação do Supremo Tribunal Federal nos últimos dias de julho.

Desta forma a homologação poderá acontecer no início de agosto e Janot conseguirá enviar a segunda denúncia contra Michel Temer pouco tempo depois da volta do recesso do Judiciário.

Ligação de Cunha e Funaro vem dos anos 1990

Operador muito conhecido no mercado de capitais de São Paulo, Lúcio Funaro é um profundo conhecedor do propinoduto que abasteceu o PMDB. O fato de ele e Cunha fecharem uma delação ao mesmo tempo não é surpreendente dada a ligação estreita entre os dois. Eles se conhecem há 20 anos.

Funaro foi o único delator da ação penal 470, o julgamento do mensalão. Foi por meio de uma empresa que ele controlava, através de laranjas, a Garanhuns Empreendimentos, que Funaro repassou R$ 6 milhões a Valdemar Costa Neto (PR-SP). Em troca de benefícios judiciais, operador admitiu os pagamentos ilegais ao então líder do PL.

Na época do mensalão, Cunha morava em um apartamento de Funaro sem pagar aluguel em Brasília e depois o operador pagou carros de luxo registrados em nomes de empresas do ex-deputado.

Funaro foi preso em junho do ano passado depois da descoberta do esquema de cobranças que ele operava, em nome de Eduardo Cunha, de empresas para ter acesso a empréstimos com juros abaixo dos praticados no mercado do fundo de investimento do FGTS.

No primeiro mandato de Dilma, o então poderoso líder do PMDB na Câmara emplacou a nomeação do executivo Fábio Cleto para uma vice-presidência 
da Caixa.

Segundo o Ministério Público, era Funaro quem vendia as promessas de 
facilidade no FI-FGTS a empresários, que depois eram efetivadas com a ação de Fábio Cleto, membro do conselho do fundo. Cleto virou delator.

Frieza e explosão

Diferente do ex-presidente da Câmara, que por seu estilo frio e distante não conversa muito com seus colegas de presídio, Funaro tem um temperamento explosivo.

Desde a prisão de sua irmã recebendo uma mala de dinheiro da JBS na operação Patmos (ela depois foi solta), Funaro não tem escondido dos presos com quem convive na penitenciária da Papuda sobre o que está acontecendo em sua vida.

A um dos detentos disse não só que ele e Cunha estão fechando termos dos acordos como falou que sua delação irá atingir de maneira muito forte o ministro Moreira Franco e o presidente Michel Temer.

O potencial de estrago de Funaro para o presidente vai além da denúncia de obstrução da Justiça. Foi o operador que esteve no escritório de José Yunes, amigo de 40 anos de Michel Temer, para entregar um pacote de dinheiro com propina da Odebrecht na campanha de 2014.

O episódio de Yunes receber dinheiro da Odebrecht foi revelado pelo BuzzFeed no ano passado e provocou a demissão do advogado do cargo que ocupava no Planalto. Depois, Yunes disse que foi uma espécie de “mula involuntária” de Eliseu Padilha, hoje ministro-chefe da Casa Civil.

Mesmo preso, Funaro já enviou recados incômodos ao Planalto. Temer já afirmou jamais ter se encontrado com o operador, que o desmentiu, numa entrevista à revista Veja por escrito, em março.

Prisão de Geddel foi amostra grátis de Funaro

Antes mesmo da homologação da sua delação, Funaro foi o pivô da prisão do ex-ministro Geddel Vieira Lima, um dos peemedebistas que pertenceram até pouco tempo atrás ao entorno do presidente Michel Temer.

Funaro contou à força-tarefa das operações Sépsis, Cui Bono e Greenfield, conduzidas pela Procuradoria da República no Distrito Federal, que Geddel estava procurando sua mulher, em São Paulo, para saber se o operador estava fechando um acordo de delação premiada.

O juiz Vallisney Oliveira, da 10ª Vara Federal de Brasília, decretou a prisão preventiva do ex-ministro e mandou apreender seus celulares. 

Na agenda de contatos da família Funaro, Geddel estava registrado sob o codinome “Carainho”.

Procurados, advogados de Eduardo Cunha disseram que a estratégia da defesa não mudou desde que ele foi preso. Eles negam que o seu cliente vá delatar.

Antonio Figueiredo Basto, que defende Funaro, disse que não vai comentar a defesa de seu cliente.


Fonte: Blog do Esmael



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sexta-feira, 30 de junho de 2017

PEGANDO FOGO: Relator de denúncia contra o presidente Temer será indicado Terça e quer ouvir Rodrigo Janot; SAIBA!

PEGANDO FOGO: Relator de denúncia contra o presidente Temer será indicado Terça e quer ouvir Rodrigo Janot; SAIBA!
30 de junho de 2017
 

O relator da denúncia contra o presidente Michel Temer na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados será escolhido na próxima terça-feira (4), anunciou o presidente do colegiado, deputado Rodrigo Pacheco 
(PMDB-MG).

A denúncia por corrupção passiva oferecida pela Procuradoria-Geral da República (PGR) será analisada pela CCJ durante cinco sessões legislativas, a serem contadas após o encerramento do prazo dado ao presidente Michel Temer para apresentar suas alegações ao plenário da Câmara.

Esse prazo é de dez sessões plenárias e deveria começar a ser contado nesta sexta-feira (30), mas a sessão desta manhã foi cancelada devido à falta de quórum, já que apenas 1 dos 513 parlamentares registrou presença.

Antes mesmo do início da análise da denúncia na CCJ, o deputado Alessandro Molon (Rede Sustentabilidade-RJ) já apresentou um requerimento para que seja ouvido o procurador-geral da República, Rodrigo Janot , autor da denúncia contra Temer.

O presidente da República é acusado de cometer crime de corrupção passiva ao supostamente ter autorizado seu ex-assessor especial Rodrigo Rocha Loures a cobrar e receber propina de executivos da J&F, responsável pelo grupo JBS.

A denúncia representa a primeira vez na história em que um presidente é formalmente acusado de corrupção durante o exercício do mandato.

As acusações são baseadas nos acordos de delação premiada de dirigentes da empresa, especialmente o do empresário Joesley Batista , autor da gravação de conversa com Temer acerca de práticas ilícitas.

PORTAL CLICK POLÍTICA.


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MINISTRO DA FAZENDA SOB SUSPEITA: No grampo, Joesley diz que Meirelles é “companheiro”, “engraçado” e “maleável”; CONFIRA!

MINISTRO DA FAZENDA SOB SUSPEITA: No grampo, Joesley diz que Meirelles é “companheiro”, “engraçado” e “maleável”; CONFIRA!
30 de junho de 2017

 

Num dos diálogos que manteve com o ex-assessor especial da Presidência da República Rodrigo Rocha Loures para tratar de interesses junto ao governo federal, o empresário Joesley Batista, do grupo J&F, disse que o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, é companheiro e maleável. 

“É um sujeito habilidoso e taI. 

Ele é um sujeito engraçado que, como se diz assim, ele tem um bom mix de… ele é um cara duro, mas ele é maleável”, afirma o empresário. 

“Ele… se você precisar de um, isso aí da Previdência. Vamos chutar, ele chuta. 

Henrique, dá uma seguradinha, ele segura. Ele não é cabeça dura não. Ele é companheiro.”

Joesley diz que considera o titular da Fazenda um cara disciplinado e sério e que falou sobre ele com o presidente Michel Temer. “… eu fui falar com o Michel. 

Ô Michel, é o seguinte: o Henrique tá lá, se eu falar alguma coisa com o Henrique, se ele não… se ele achar que sou eu que tô querendo, ele não faz. Ele tem que saber que você quer.”

A transcrição do diálogo entre Joesley e Rocha Loures está num dos relatórios da Procuradoria-Geral da República anexados ao inquérito que investiga o presidente Michel Temer por corrupção passiva no Supremo Tribunal Federal (STF). 

Joesley e Rocha Loures se reuniram algumas vezes para tratar de diversos assuntos. 

De acordo com Rodrigo Janot, Temer indicou Loures para fazer a interlocução de Joesley com o Palácio do Planalto

Revista Época


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LAVA JATO VIROU BAGUNÇA: Ministro Fachin manda soltar Rocha Loures, ‘homem da mala’ da JBS; CONFIRA AQUI!

LAVA JATO VIROU BAGUNÇA: Ministro Fachin manda soltar Rocha Loures, ‘homem da mala’ da JBS; CONFIRA AQUI!
30 de junho de 2017
 

O ministro Edson Fachin, relator das delações da JBS no Supremo Tribunal Federal (STF), mandou soltar nesta sexta-feira o ex-deputado federal e ex-assessor presidencial Rodrigo Rocha Loures (PMDB-PR), preso em Brasília desde o dia 3 de junho, na esteira das revelações feitas pelo empresário Joesley Batista e outros executivos 
do Grupo J&F.

Denunciado pela Procuradoria-Geral da República ao lado do presidente Michel Temer (PMDB) pelo crime de corrupção passiva, Rocha Loures foi indicado por Temer a Joesley, em conversa gravada pelo empresário, como homem de “sua mais estrita confiança”, que poderia ajudá-lo em qualquer assunto envolvendo questões do governo, a exemplo da demanda da JBS ao Planalto por ajuda em uma disputa entre a Empresa Produtora de Energia, usina hidrelétrica do Grupo J&F em Cuiabá, e a Petrobras no Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade).

Pouco mais de um mês após a conversa entre o presidente e Joesley Batista, Rodrigo Rocha Loures foi flagrado pela Polícia Federal ao sair de uma pizzaria de São Paulo com uma mala à mão, recheada com 500.000 reais. 

O dinheiro fora entregue pelo diretor de relações institucionais da JBS, Ricardo Saud, também delator. Rocha Loures devolveu o dinheiro no dia 25 de maio.

CLICK POLÍTICA com informações de veja


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terça-feira, 13 de junho de 2017

PROBLEMA: Propina de 50 milhões de Temer ganha novo capítulo

PROBLEMA: Propina de 50 milhões de Temer ganha novo capítulo
13 de junho de 2017
 

A comissão do Senado aprovou, nesta terça-feira (13), os nomes dos dois indicados pelo governo Michel Temer: Alexandre Barreto e Maurício Bandeira Maia a assumirem, respectivamente, a Presidência e o colegiado do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade). 

A troca nos postos do Cade foi tema de conversa grampeada entre o empresário Joesley Batista e o presidente Michel Temer.

O grupo econômico J&F tinha interesse em uma disputa entre a Petrobras e uma termelétrica do grupo que tramita no Cade. 

Pela negociação com Temer, por meio de seu assessor e deputado afastado Rodrigo Rocha Loures (PMDB-PR), o empresário acertou o pagamento de propina de 5% ao mandatário sobre o lucro da Operação da Usina EPE em Cuiabá, durante aproximadamente 20 anos. O acordo renderia a Temer cerca de R$ 50 milhões.

A propina, segundo o delator Joesley Batista, era a contrapartida para o governo autorizar e auxiliar na pressão sobre o Conselho Administrativo de Defesa Econômica para “afastar o monopólio da Petrobras do fornecimento de gás para termoelétrica do Grupo J&F”. 

Loures chegou a telefonar para o então presidente interino do Cade, Gilvandro Araújo, diante de Joesley, pedindo a intervenção.

O empresário dono da JBS então “prometeu, caso a liminar fosse concedida, ‘abrir planilha’, creditando em favor de Temer 5% desse lucro” e “Rodrigo [Rocha Loures] aceitou”, disse Joesley Batista no acordo de delação com a Procuradoria-Geral da República. 

Loures disse a Batista que a proposta do pagamento seria levado ao “presidente”, no caso Temer.

Na conversa que teve com o próprio mandatário, em março deste ano, Joesley mencionava a intenção de intervir no Cade. 

Perguntou a Temer, no Palácio do Jaburu, se a presidência do Conselho já havia sido alterada e obteve do presidente da República a resposta afirmativa.

Um mês após essa conversa, Temer oficializou as indicações de Barreto e Maia ao Cade, que nesta terça-feira foram aprovadas por comissão do Senado. 

Os indicados possuem formação e carreira na administração pública, são servidores com histórico de trabalhos em governos e no próprio Senado, o que motivou a desconfiança de parlamentares da oposição, uma vez que seus currículos diferem dos membros do Cade.


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quinta-feira, 1 de junho de 2017

Janot faz novo pedido ao Supremo por prisão preventiva de Rocha Loures

Janot faz novo pedido ao Supremo por prisão preventiva de Rocha Loures
Por iG São Paulo | 01/06/2017 21:22 - Atualizada às 
01/06/2017 21:27
 Rodrigo Rocha Loures foi filmado recebendo uma mala com R$ 500 mil  após combinar propina com Joesley Batista
Reprodução/Globonews
Rodrigo Rocha Loures foi filmado recebendo uma 
mala com R$ 500 mil após combinar propina com 
Joesley Batista

Procurador-geral da República afirmou que prisão do suplente de deputado é "imprescíndivel para a garantia da ordem pública e da instrução criminal"

O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, realizou nesta quinta-feira (1º) ao Supremo Tribunal Federal (STF) um novo pedido de prisão preventiva do suplente de deputado Rodrigo Rocha Loures (PMDB-PR). 

De acordo com o jornal "O Estado de S. Paulo", Janot pede para que o ministro Edson Fachin, relator da Lava Jato no STF reveja a decisão tomada há duas semanas por acreditar que Loures perdeu a prerrogativa de foro privilegiado.

No recurso, Janot afirma que a prisão de Rocha Loures é "imprescindível para a garantia da ordem pública e da instrução criminal". 

O procurador justifica que há no inquérito aberto pelo Supremo escutas telefônicas e outras provas que demonstram que Loures atuou para obstruir as investigações da Operação Lava Jato . 

Em sua decisão inicial, Fachin havia declarado que o suplente de deputado e ex-assessor especial do presidente Michel Temer tinha imunidade parlamentar, o que impediria a prisão.

Loures foi flagrado pela Polícia Federal recebendo uma mala com R$ 500 mil na Operação Patmos, uma investigação baseada na delação premiada da JBS. 

O pedido da PGR foi feito após o ex-ministro da Justiça, Osmar Serraglio (PMDB-PR), negar a proposta de Temer para assumir o Ministério da Transparência. 

Serraglio retornou ao seu cargo na Câmara dos Deputados, fazendo com que Loures perdesse o foro privilegiado.

Entenda o caso envolvendo Rocha Loures

Rocha Loures é investigado em inquérito autorizado pelo Supremo Tribunal Federal, ao lado do senador afastado Aécio Neves (PSDB-MG) e do presidente Temer. 

De acordo com investigações da PF, Loures teria sido indicado pelo presidente para atuar em favor de interesses da JBS junto ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade). 

Em encontro com Loures, o empresário Joesley Batista, um dos donos do frigorífico, contou sua demanda e ofereceu propina de 5% a Loures.


A proposta teria recebido o aval do deputado. 

Em seguida, Rocha Loures foi filmado pela PF recebendo uma bolsa com R$ 500 mil após combinar o pagamento enviados por Joesley. 

Segundo a delação da JBS, este valor seria relacionado somente à primeira parcela do pagamento combinado.





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