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terça-feira, 1 de dezembro de 2020

Está Na Hora De Perguntar Quem Ganhou E Quem Perdeu Com A Organização Criminosa Lava Jato

SUED E PROSPERIDADE

02/12/2020

Está Na Hora De Perguntar Quem Ganhou E Quem Perdeu Com A Organização Criminosa Lava Jato

Celeste Silveira 1 de dezembro de 2020 

Não vamos aqui entrar no mérito da esbórnia institucional que é o sistema de justiça no Brasil que deixou a coisa chegar aonde chegou, a partir de uma quadrilha montada por um juiz de primeira instância que arruinou a economia brasileira, dizimou milhões de empregos de trabalhadores e trabalhadoras e levou o país ao caos em que se encontra.

Isto é um fato definitivo que não tem mais o que se discutir. A fragilidade institucional do sistema de justiça no Brasil, pelo menos como garantias para a sociedade, é uma aberração do tamanho da aberração que é o espírito de corpo dessa casta impenetrável que vive em um mundo paralelo gozando dos maiores salários e privilégios da República.

Isso já explica como os bandoleiros de Curitiba avançaram, assim como os chamados novos cangaceiros, desses que barbarizaram a cidade de Criciúma nessa madrugada para levarem uma caçamba de dinheiro.

A docilidade que os crimes cometidos pelo juiz e pela Força-tarefa da Lava Jato encontraram como resistência das instituições de controle, não tem graça comentar, o que faz a nossa paupérrima democracia ser reduzida a um mero nome fantasia.

O que aqui se coloca, já que não há por onde estabelecer uma discussão mais ampla tal o nível de contaminação de um sistema de justiça apodrecido, que vamos tratar, a grosso modo, quem, na sociedade, ganhou e quem perdeu.

Dos partidos políticos, o PMDB, que abriga os maiores bandidos da história da República, chegou ao poder com Temer, num combinado de vigaristas em que participaram Eduardo Cunha e Aécio Neves para derrubarem, não simplesmente uma presidenta honrada, mas mais de 54 milhões de votos dados a ela.

Então, começamos essa conta com o que há de mais importante para os brasileiros, a sobrevivência, lembrando que, sem apresentar até hoje, um esboço, um rabisco, um borrão, uma desconfiança qualquer de provas contra Lula, Moro o condenou e prendeu para transformar Bolsonaro em presidente da República e ganhar um ministério.

Bolsonaro, no poder, transformou-se no genocida que ele prometia ser já durante sua trajetória como deputado, inútil para a sociedade tanto quanto é como presidente, por total frieza, aspereza humana e total desleixo com a vida de quem não é de sua família. 

Bolsonaro transformou a pandemia no Brasil numa bomba biológica que ele produziu contra a população com seu negacionismo criminoso, matando, até aqui, mais de 173 mil brasileiros.

Do ponto de vista econômico, desde o golpe com Temer e, depois, com Bolsonaro, os bancos nunca lucraram tanto, sendo disparado os mais beneficiados financeiramente com a instalação da Força-tarefa desse cangaço curitibano.

A incontável quantidade de dinheiro que a Petrobras teve que pagar de indenização aos americanos, os mesmos que, agora, pagarão a Moro, em dinheiro vivo, por seus serviços sujos em prol dos EUA, também está entre os benefícios financeiros que a Lava Jato, Moro e procuradores produziram contra o país.

Isso, depois de Moro e, principalmente Dallagnol, rechearem os bolsos com volumosas quantias não declaradas à sociedade, com palestras, a maioria paga pelo sistema financeiro, enquanto, do outro lado, explodiu um número de moradores de rua Brasil afora. 

O país voltou ao mapa da fome, assim como houve um aumento importante da mortalidade infantil em decorrência da fome, mortalidade que havia sido erradicada pelos governos Lula e Dilma.

Mas a coisa não para aí. Com a quebradeira provocada por esse filão de aspectos aqui citados e tantos outros que só não citamos para que esse texto não se transforme em uma bíblia, os grandes abutres internacionais do sistema financeiro estão comprando na liquidação empresas brasileiras que se encontram na bacia das almas, e são muitas, milhares, o que, consequentemente produzirá ainda mais desemprego no país.

Moro que, segundo Mainardi, seu assessor de comunicação, vai para Washington trabalhar na empresa Alvarez & Marsal, consultoria que administra os escombros da Odebrecht, receber uma bolada como capanga de milícia que é, não desistiu de se candidatar à presidência da República. 

Ou seja, o cínico ainda tem a pachorra de querer posar de herói em carro aberto sobre os escombros de um país arrasado pela Lava Jato com os aplausos calorosos de Cármen Lúcia, Fachin, Barroso e Fux.

*Carlos Henrique Machado Freitas

CONTINUA

Carol Proner: Sergio Moro É Sinônimo De Traição Nacional

Celeste Silveira 1 de dezembro de 2020

Ainda sob impacto das eleições municipais, quando o país busca decifrar o mapa das forças políticas pós segundo turno, um personagem surpreender uma vez mais pela capacidade de se reinventar e escapar dos crimes que cometeu contra país. 

Não falo do filho do Presidente ou mesmo dele próprio, mas do ex-juiz, do ex-ministro, agora advogado e consultor jurídico da própria empresa que ajudou a destruir. 

Sérgio Moro escandaliza novamente ao aparecer como consultor da Alvarez & Marsal, consultoria americana especializada em gestão de empresa e que atuará na recuperação judicial da Odebrecht.

Escandaliza para quem tem princípios, caráter. Mas, olhando o leque de opções do nefasto personagem, que sonhou com a Presidência da República, as saídas não eram tantas. 

A querida esposa Rô, cultivada nos círculos do Graciosa Country Club, em Curitiba, depois de circular entre vips no eixo Rio-São-Paulo-BSB, agora sofre de enxaquecas e ataques de pânico.

 E a carta na manga dos “States”, um prêmio de consolação ou uma válvula de escape, já estava no horizonte do excelentíssimo quando largou a carreira da magistratura. Esse efetivamente não é o maior problema.

De um ponto de vista jurídico-político, a indignação diante da conduta sem escrúpulos não deve ser a única reação, mas sim o silêncio – das instituições, dos setores nacionalistas, da imprensa, do Supremo Tribunal Federal – que paira diante dos escombros provocados pela destruição da indústria da construção civil e da cadeia de óleo e gás provocada pela Lava Jato.

O acobertamento ou a naturalização das ilegalidades cometidas por um punhado de procuradores que favoreceram os acordos de cooperação em matéria penal entre órgãos (públicos e privados) de outro país, por meio de relações obscuras e ilegais. 

Interesses que vêm sendo desvendados como imperialistas, para ir direto ao ponto. E um juiz que, como até capivaras do Lago Paranoá ou do Parque Barigui, na “República”, sabem, foi absolutamente parcial nos processos nos quais atuou, em especial contra o ex-Presidente Lula e o partido dos trabalhadores. 

Foi um agente. E esta constatação se alinha com o recente convite para ser consultor da empresa que administra os escombros, corroborando com o que todo mundo já sabe e que foi brilhantemente exposto no “Livro das Suspeições”, organizado por juristas do Grupo Prerrogativas.

*Carol Proner/DCM

Fonte: https://antropofagista.com.br/

terça-feira, 16 de outubro de 2018

PF indicia Temer e mais dez no inquérito dos portos


PF indicia Temer e mais dez no inquérito dos portos

Laryssa Borges  55 minutos atrás 16/10/2018

 Michel Temer: O presidente da República, Michel Temer, durante sessão solene em comemoração aos 30 anos da Constituição, no plenário do STF – 04/10/2018
© AFP O presidente da República, Michel Temer, durante sessão solene em comemoração aos 30 anos da Constituição, no plenário do STF – 04/10/2018

Em relatório conclusivo apresentado nesta terça-feira ao Supremo Tribunal Federal (STF), a Polícia Federal indiciou o presidente Michel Temer e outras dez pessoas pelos crimes de corrupção passiva, corrupção ativa, lavagem de dinheiro e organização criminosa. 

Todas são investigadas no inquérito que apura se empresas pagaram propina em troca de um decreto sobre portos – que ampliou de 25 para 35 anos as concessões do setor, prorrogáveis por até 70 anos – assinado pelo presidente. 

Os indiciamentos são contra Temer, o ex-assessor Rodrigo Rocha Loures, os empresários Antônio Celso Grecco, Ricardo Mesquita e Gonçalo Torrealba, além do coronel João Baptista Lima Filho, amigo pessoal de Temer, e da esposa do militar, Maria Rita Fratezi, do sócio do coronel, Carlos Alberto Costa, e do filho dele, Carlos Alberto Costa Filho, do contador Almir Martins Ferreira e da filha de Temer, Maristela de Toledo Temer Lulia.

Além dos indiciamentos, os investigadores solicitaram que os bens deles sejam bloqueados. 

A Polícia Federal também pediu a prisão preventiva do coronel Lima e de sua mulher, de Carlos Alberto Costa e do contador. 

Por ordem do ministro Luís Roberto Barroso, relator do inquérito dos portos no STF, todos os quatro estão proibidos de deixar o país.

Segundo a Polícia Federal, as investigações envolveram provas como colaborações premiadas, depoimentos, informações bancárias, fiscais, telemáticas e extratos de telefone, laudos periciais e informações do Tribunal de Contas da União (TCU).

 Os investigadores apuraram ainda o pagamento de propinas em espécie, propinas camufladas como doações eleitorais,  pagamentos de despesas pessoais por interpostas pessoas e empresas, além da atuação de companhias de fachada e contratos fictícios de prestação de serviços.

O processo foi agora remetido à procuradoria-geral da República para que o Ministério Público decida se oferece ou não denúncia contra os suspeitos.

 Conforme revelou VEJA, o coronel Lima é investigado pela Polícia Federal como suspeito de captar dinheiro clandestinamente em nome do presidente Michel Temer. 

Em março, VEJA teve acesso a uma mensagem do empresário Celso Grecco em que ele confirma que foi, de fato, beneficiado com a edição do decreto dos portos – versão sempre desmentida pelo presidente Temer. 

Em e-mail enviado a funcionários e advogados da
 empresa em 16 de maio de 2017, seis dias depois da edição do texto sobre portos, Grecco comemora:

 “Consideramos que o novo decreto é valioso no que diz respeito à reivindicação de reequilíbrio econômico do Terminal Pérola”. 

A Rodrimar é uma das donas do Terminal Pérola, que apresentou um pedido de reequilíbrio contratual ao Ministério dos Transportes. 
 

Em março deste ano, a Polícia Federal havia prendido, entre outros, o empresário Antonio Celso Grecco, dono da Rodrimar, empresa suspeita de distribuir propina a assessores presidenciais em retribuição à edição do decreto. 

Na ocasião, houve ainda ordem de prisão contra quatro acionistas do Grupo Libra, entre eles Gonçalo Torrealba, indiciado agora pelos investigadores. 


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terça-feira, 6 de fevereiro de 2018

STF dobra o prazo para Aécio se defender e responder inquérito


STF dobra o prazo para Aécio se defender e responder inquérito

06/02/2018
 
Da Zero Hora:

O ministro Marco Aurélio Mello, do Supremo Tribunal Federal (STF), aceitou um pedido da defesa do senador Aécio Neves (PSDB-MG), que solicitou mais prazo para apresentar sua resposta em inquérito que o investiga pelos supostos crimes de corrupção passiva e obstrução da Justiça. 
Instaurada em maio de 2017. 

A apuração é embasada na delação do grupo J&F.

“Defiro o pedido formulado, para que seja observado, em relação ao investigado Aécio Neves da Cunha, o prazo em dobro para responder à denúncia, contado da data da notificação”, escreveu Marco Aurélio em sua decisão, assinada na última sexta-feira (2).

No inquérito, ainda são investigados Andrea Neves da Cunha, irmã de Aécio, Frederico Pacheco de Medeiros, primo do senador conhecido como Fred, e Mendherson Souza Lima, que é ex-assessor parlamentar do senador Zezé Perrella (MDB-MG).

Segundo a defesa, a concessão do prazo em dobro era necessária porque trata-se de um caso com quatro investigados, representados por procuradores distintos.

“Tampouco há que se falar em prejuízo ao processo, considerando que a análise das respostas será feita por Vossa Excelência na mesma oportunidade, após sua apresentação por todos os acusados”, alegou a defesa do tucano.

No ano passado, Aécio já buscou suspender o prazo para apresentação de resposta à denúncia oferecida no inquérito pela Procuradoria-Geral da República (PGR), o que foi negado por Marco Aurélio em dezembro.

A PGR acusa o senador, Andrea, Frederico e Mendherson da prática do crime de corrupção passiva, e o parlamentar também de tentar embaraçar investigação de infração penal que envolva organização criminosa. 
Eles negam irregularidades.

Em nota divulgada nesta segunda-feira, 5, a assessoria do senador disse que na decisão de Marco Aurélio “foi assegurado o direito da contagem do prazo em dobro estabelecido no artigo 229 do Código de Processo Civil”.

“Tal garantia ao exercício legítimo da defesa se faz necessária em razão de haver diferentes partes envolvidas no processo, e, cada uma delas, com seus respectivos advogados”, disse a assessoria.
(…)

Fonte: https://falandoverdades.com.br/

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segunda-feira, 25 de setembro de 2017

Após dois adiamentos, Câmara lê hoje denúncia contra Michel Temer

Após dois adiamentos, Câmara lê hoje denúncia contra Michel Temer
Presidente é acusado de organização criminosa e obstrução de justiça
BRASIL Juliana Moraes, do R7 26/09/2017 - 00H20
Câmara realiza a leitura para dar continuidade à peça
Câmara realiza a leitura para dar continuidade à peça
Adriano Machado/Reuters - 23.8.2017

A Câmara dos Deputados realiza nesta terça-feira (26) a leitura da segunda denúncia contra o presidente Michel Temer (PMDB), acusado pelo ex-procurador-geral da República Rodrigo Janot de organização criminosa e obstrução da Justiça.

Após duas tentativas de ler o documento, canceladas por falta de quórum, a sessão ficou marcada para as 11h na agenda oficial da Casa.

A nova denúncia contra o presidente e dois de seus principais ministros — Eliseu Padilha (Casa Civil) e Moreira Franco (Secretaria Geral da Presidência) — foi entregue à Câmara pelo STF (Supremo Tribunal Federal) na última quinta-feira (21).

A leitura da denúncia apresentada pela PGR (Procuradoria-Geral da República) é uma das exigências para a continuidade da tramitação da peça (veja todos os passos no quadro abaixo).

Depois da leitura, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM), deve notificar Temer. Somente após a leitura e a notificação do presidente e dos ministros, a peça deve ser enviada para a CCJ (Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania) da Câmara.

O colegiado elaborará um relatório sobre a peça, que mais tarde será analisado no plenário 
da Câmara. 

O processo só poderá ser aberto após autorização do plenário.

Sem autorização, a denúncia fica suspensa na Justiça até o fim do mandato do presidente.

Após a peça chegar na comissão, Temer tem o prazo de até 10 sessões do plenário para apresentar sua defesa, se quiser. 

Independentemente do parecer da CCJ, o plenário da Câmara decide se autoriza ou não a abertura de processo no STF (Supremo Tribunal Federal) contra Temer por crime comum.

De acordo com a Constituição, se o presidente da República for acusado de crime comum, o julgamento cabe ao STF. 

A denúncia só pode ser analisada pelo Supremo depois da aprovação de 342 deputados (dois terços do número de parlamentares que compõem a Casa).

“Admitida a acusação contra o presidente da República, por dois terços da Câmara dos Deputados, será ele submetido a julgamento perante o Supremo Tribunal Federal, nas infrações penais comuns, ou perante o Senado Federal, nos crimes de responsabilidade”, diz.

Em agosto deste ano, o plenário rejeitou o prosseguimento da primeira denúncia apresentada pela PGR contra Temer, por supostamente ter cometido o crime de corrupção, com o apoio de 263 deputados. 

A primeira acusação se baseava nas investigações feitas a partir da delação premiada dos executivos 
da J&F.

Falta de quórum

A leitura da nova denúncia contra Temer foi adiada para esta terça-feira (26) por falta de quórum. 

A primeira tentativa foi realizada na última sexta-feira (22), mas o número de deputados era insuficiente.

Na tarde desta segunda-feira (25), apenas 23 deputados marcaram presença na sessão. 

De acordo com o regimento interno da Casa, são necessários, no mínimo, 51 parlamentares para a sessão plenária ter início.

Teor da primeira denúncia arquivada
Baseada na delação de Joesley Batista e de executivos da J&F, a primeira denúncia contra Temer foi apresentada ao STF em 26 de junho deste ano e votada em 3 de agosto na Câmara dos Deputados. 

O presidente foi acusado de receber propina de R$ 500 mil de Ricardo Saud, ex-diretor de relações institucionais do grupo J&F. 

Esta foi a primeira vez na história do País que um presidente da República foi acusado de crime comum durante exercício do mandato.

Teor da nova denúncia

O ex-procurador-geral da República, Rodrigo Janot, acusou o presidente de organização criminosa e obstrução de justiça. 

Além de Temer, outras oito pessoas, entre políticos e empresários, são alvo de acusações. 

De acordo com a denúncia da PGR, o grupo praticou "ações ilícitas em troca de propina por meio da utilização de diversos órgãos públicos, como Petrobras, Furnas, Caixa Econômica, Ministério da Integração Nacional e Câmara dos Deputados". 

Temer é apontado como “líder da organização criminosa desde maio de 2016”.

O pedido de investigação é baseado em três documentos: 
a delação de Joesley Batista, a delação de Lúcio Funaro (apontado como operador de propinas do PMDB) e a investigação da Polícia Federal sobre o chamado "quadrilhão do PMDB".

De acordo com a PF (Polícia Federal), o grupo estava dividido em quatro núcleos: 
o político/gerencial (líder da organização), o administrativo, o empresarial/econômico e o operacional/financeiro.

Confira o quadro com o trâmite da segunda denúncia contra Temer:

 


terça-feira, 19 de setembro de 2017

FARSA DESMONTADA! Mentiras Que Temer Contou Na ONU Repercutem Negativamente No Brasil E Em Outros Países

FARSA DESMONTADA! Mentiras Que Temer Contou Na ONU Repercutem Negativamente No Brasil E Em Outros Países
 Brasília- DF 22-09-2016 Presidente Temer, governador de pernanbuco, Paulo Câmara e ministro da educação, Mendonça Filho, durante Cerimônia de Lançamento do Novo Ensino Médio Palácio do Planalto. Foto Lula Marques/Agência PT

“O mundo inteiro sabe que há no Brasil uma cruzada contra a corrupção, embora desconheça que a   é um deus de muitas faces, que investiga e pune com diferentes intenções e pesos.

 O mundo inteiro sabe que o presidente da República é um dos políticos acusados, tendo sido duas vezes denunciado ao STF, por corrupção passiva, obstrução da Justiça e comando de organização criminosa”, 

diz a colunista do 247 Tereza Cruvinel sobre a presença de Michel Temer na ONU;

“Ainda que não tratasse do seu próprio caso, Temer não poderia ter deixado de referir-se a um processo que não é mera questão doméstica, seja pela importância do tema no mundo, seja pelo envolvimento de outros países em esquemas coordenados por empresas brasileiras, como a Odebrecht.

Foi graças aos acordos de cooperação internacional que a Lava Jato deslindou conexões, identificou depósitos no exterior e repatriou parte dos recursos desviados. 

Mas Temer passou solenemente ao largo 
desta questão”

CLICK POLÍTICA com informações do brasil247


segunda-feira, 18 de setembro de 2017

ANIQUILADO! Imprensa Mundial Intitula Temer De ‘Chefe De Quadrilha’; CONFIRA!

ANIQUILADO! Imprensa Mundial Intitula Temer De ‘Chefe De Quadrilha’; CONFIRA!
 

Da RFI:

Dois grandes jornais franceses – Le Figaro e o diário econômico Les Echos – abordam em suas edições desta segunda-feira (18) as novas denúncias da Procuradoria-Geral da República contra o presidente brasileiro. 

Com chamada de capa, Le Figaro informa que Michel Temer foi denunciado no Supremo Tribunal Federal (STF) sob a acusação de liderar uma organização criminosa e por obstrução da justiça.

Le Figaro informa que o mandato do ex-procurador-geral da República Rodrigo Janot terminou neste domingo (17) mas, antes de partir, ele ainda “disparou uma última salva” contra a popularidade de Temer.

Les Echos detalha que Temer é acusado de ser o líder de uma organização criminosa que teria desviado € 150 milhões em propinas obtidas na assinatura de contratos de várias estatais. 

Informa ainda que auxiliares muito próximos do presidente, como Eduardo Cunha, Henrique Alves, Geddel Vieira Lima, Rodrigo Loures, Eliseu Padilha e Moreira Franco também são atingidos pelas denúncias. 

O correspondente do Les Echos em São Paulo lembra que Padilha, ministro-chefe da Casa Civil, ocupa um cargo que corresponde ao de primeiro-ministro na França, e que Franco é o atual secretário-geral da presidência.

Mas, apesar das novas denúncias, tanto Les Echos quanto Le Figaro constatam que o presidente não deve ser importunado. 

“A Bolsa de Valores de São Paulo permaneceu serena, e uma das razões é o fato de o presidente ter conseguido no mês passado o apoio do Congresso para adiar a primeira acusação apresentada por Janot”, nota o diário econômico. 

O jornal conclui que, por enquanto, a agitação política em torno do presidente Temer não coloca em risco o seu mandato, apenas adia a adoção das reformas trabalhista e da Previdência no Congresso.

A mesma constatação é feita por Le Figaro, que considera “sólida” a base de Temer no Congresso. 

O jornal ainda descreve a forma como nos últimos quatro anos Janot trabalhou para embasar suas denúncias, inclusive tendo oferecido dias terríveis ao ex-presidente Lula, ouvido pelo juíz Sergio Moro na semana passada.



quinta-feira, 14 de setembro de 2017

Maia diz que denúncia contra Temer 'é muito grave' e admitiu que vai paralisar a Casa

Maia diz que denúncia contra Temer 'é muito grave' e admitiu que vai paralisar a Casa
Igor Gadelha e Isadora Peron1 hora atrás 14/09/2017

BRASÍLIA - O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), afirmou nesta quinta-feira, 14, que a segunda denúncia contra o presidente Michel Temer apresentada pela Procuradoria-Geral da República é "muito grave" e admitiu que a tramitação do processo vai paralisar os trabalhos da Casa.

 O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia
© Foto: Dida Sampaio/Estadão O presidente da 
Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia

"Denúncia contra presidente da República, independente de qual é a agenda, é sempre muito grave. 
Não tem como falar que vamos ter duas agendas relevantes no plenário da Câmara tendo uma denúncia contra presidente do Brasil", disse Maia.

Segundo Maia, o assunto será "prioridade" na Casa e as demais matérias só serão retomadas após a conclusão do processo.

O presidente da Câmara evitou fazer previsão sobre se os deputados vão ou não dar aval para que Temer seja investigado por organização criminosa e obstrução de Justiça e disse que vai manter o seu papel de "árbitro" no processo.

"Meu papel não é avaliar o mérito da denúncia. 
É respeitar a decisão da PGR e do Supremo Tribunal Federal", disse.

Maia afirmou ainda que vai seguir o regimento e cumprir a Constituição, assim como fez na primeira denúncia. 
"Temos que ter muita tranquilidade, é um momento muito difícil. Nosso papel é garantir equilíbrio e paz no Brasil", disse.

O deputado se distanciou de Temer durante a tramitação da primeira denúncia. 

Sucessor natural ao cargo caso o peemedebista fosse afastado, ele manteve uma postura neutra, mas fez algumas movimentos que incomodaram aliados do presidente. 
Maia tem dito a interlocutores que o clima de desconfiança já começou a se repetir antes mesmo de a segunda denúncia ter sido apresentada.

O próximo passo agora é o Supremo encaminhar a denúncia para a Câmara. 

Na Casa, a denúncia será analisada primeiro na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). 

Após a elaboração de um relatório, o caso segue para o plenário. 

Para que a denúncia contra o presidente tenha seguimento, é preciso a autorização de dois terços dos deputados. 
Durante eventual julgamento no STF, o presidente é afastado por 180 dias.



segunda-feira, 29 de agosto de 2016

MPF de SP denuncia 23 por fraude milionária no sistema da Fazenda

29/08/2016 18h38 - Atualizado em 29/08/2016 18h38
MPF de SP denuncia 23 por fraude milionária no sistema da Fazenda
Segundo a Procuradoria, grupo causou prejuízo de mais de R$ 100 milhões. Suspeita é que eles tenham feito 434 transações fraudulentas.
Do G1 São Paulo
 Ramos de Azevedo - Secretaria Fazenda
O Ministério Público Federal de São Paulo denunciou 23 suspeitos de integrar uma organização criminosa que fraudava o sistema de registros e processos administrativos da Fazenda Nacional, o Comprot. O grupo teria inserido mais de 260 processos falsos no sistema, provocando um prejuízo superior a R$ 100 milhões à União.
Com a inserção de dados falsos no sistema, a quadrilha gerava informações sobre crédito que serviam para abater dívidas tributárias de empresas. Segundo o MPF, ela atuou por pelo menos dois anos e meio, inserindo 268 processos falsos ligados a 230 contribuintes de 19 estados e fomentando 434 transações fraudulentas.
A quadrilha também obtinha certidões negativas de débito (CND), documento necessário para que uma empresa possa contratar o governo. O grupo ainda parcelava indevidamente a dívida de empresas com a Fazenda Nacional e vendia informações dos sistemas da Receita.
Entre os denunciados, estão nove servidores do Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro), que administra os sistemas informatizados do Ministério da Fazenda (o que inclui o Comprot), um economista, dois advogados, um administrador e outras dez pessoas que tinham fácil acesso às dependências da Receita.
O esquema
De acordo com a Promotoria, os integrantes da quadrilha dividiam-se entre os responsáveis pela inserção de processos fictícios no sistema (os servidores), captadores de “clientes”, normalmente advogados, que ofereciam serviços de “consultoria tributária”, e intermediários que faziam a ligação entre os captadores e os servidores responsáveis pela inserção de informação falsa no sistema.

Os pagamentos eram feitos pelos integrantes da quadrilha que não prestavam serviço direto ao Serpro. Eles pagavam os servidores envolvidos com parte do dinheiro recebido dos descontos fraudulentos, frutos das alterações feitas no sistema do Comprot. Ele registrava a entrega de verba como geração de direitos tributários a "clientes".
De acordo com o MPF, todos os suspeitos foram denunciados pelo crime de organização criminosa. À maioria deles foi ainda imputado o crime de inserir ou facilitar a inserção de dados falsos, alterar ou excluir indevidamente dados corretos nos sistemas informatizados ou bancos de dados da Administração Pública com o fim de obter vantagem indevida para si ou para outrem ou para causar dano.
Somadas as penas, eles podem ser condenados a passar entre dois e 12 anos na prisão. O MPF pediu ainda que a Justiça Federal abra inquérito policial para esclarecer se os beneficiados pelo esquema estavam cientes de que a redução na dívida tributária era feita de forma criminosa.