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quarta-feira, 22 de março de 2017

MAGGI: PREJUÍZOS APÓS CARNE FRACA PODEM SER “ESTRATOSFÉRICOS”

MAGGI: PREJUÍZOS APÓS CARNE FRACA PODEM SER “ESTRATOSFÉRICOS”

 REUTERS/Adriano Machado

As suspeitas em torno da qualidade da carne brasileira, geradas pela operação Carne Fraca da Polícia Federal, arranharam a imagem do Brasil no exterior e podem resultar em um prejuízo de valores "estratosféricos", afirmou nesta quarta-feira o ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Blairo Maggi; "Estamos falando de números estratosféricos, não sabemos o tamanho da pancada que vem por aí", disse; para o ministro, o Brasil pode ter uma oscilação de mercado de aproximadamente 10 por cento, cerca de 1,5 bilhão de dólares em termos anuais

22 DE MARÇO DE 2017 ÀS 20:44

Por Maria Carolina Marcello

BRASÍLIA (Reuters) - As suspeitas em torno da qualidade da carne brasileira, geradas pela operação Carne Fraca da Polícia Federal, arranharam a imagem do Brasil no exterior e podem resultar em um prejuízo de valores "estratosféricos", afirmou nesta quarta-feira o ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Blairo Maggi.

Em audiência conjunta das comissões de Agricultura e de Assuntos Econômicos do Senado, Maggi disse que os importadores de carne brasileira que mais preocupam o governo brasileiro são China e Hong Kong, que ainda não se posicionaram claramente sobre embargos.

"Estamos falando de números estratosféricos, não sabemos o tamanho da pancada que vem por aí", disse o ministro.

Para exemplificar, Maggi citou números da média diária de embarque de carnes, de cerca de 63 milhões de dólares.

"No dia de ontem tivemos 74 mil dólares", afirmou o ministro.
Para o ministro, o Brasil pode ter uma oscilação de mercado de aproximadamente 10 por cento, cerca de 1,5 bilhão de dólares em termos anuais.

"É uma estimativa. Nós temos 15 bilhões de dólares por ano de exportação nesse mercado, se tiver uma perda de mercado de 10 por cento, seria aproximadamente um número desse. É claro que vamos trabalhar para que não aconteça", disse.

CONVERSAS
Maggi disse ainda que o Brasil tem conversado com diversos países compradores e admitiu preocupação especial com relação à China e à Hong Kong. Segundo ele, o mercado está em "compasso de espera" pelas reações desses dois importantes compradores.

Para ele, o "melhor dos mundos" é o problema ficar restrito às 21 plantas abarcadas pela investigação da Polícia Federal e não ser tratado de forma generalizada.

"Os países com quem nós conversamos já esta acertado, nós não teremos problemas além desses 21 estabelecimentos", afirmou.

"Agora, a imagem do Brasil ficou arranhada", admitiu. "É um sentimento que tem na população brasileira e fora daqui, então, os prejuízos que vamos ter vão ser muito grandes", disse.

O ministro disse que vai telefonar até manhã de quinta-feira para o ministro da Agricultura da Rússia para "dar algumas explicações" e checar se o governo russo precisa de mais informações.

"Nesse momento, todo nosso esforço está na direção de cuidar dos mercados", disse o ministro a jornalistas, após a audiência.

(Reportagem de Maria Carolina Marcello; Reportagem adicional de Leonardo Goy)



quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017

Farmacêuticos flagram trambique de Alckmin e Dória para dar remédio quase vencido à população

Farmacêuticos flagram trambique de Alckmin e Dória para dar remédio quase vencido à população
 Terça-feira, 21 fev 2017 02:41 PM 
 

Sindicato dos Farmacêuticos de São Paulo (Sinfar-SP) questiona a doação de medicamentos para a rede de saúde da cidade de São Paulo, anunciada no começo do mês pelo prefeito João Doria (PSDB).

O sindicato chama a atenção para a isenção do ICMS dos remédios doados, em articulação entre a prefeitura e o governo estadual de Geraldo Alckmin. Em outro ponto, o edital de chamamento para as doações, publicado na semana passada no Diário Oficial da cidade, diz “preferencialmente, validade superior a seis meses”.

O Sinfar pontua que o edital favorece as indústrias, já que, mesmo no caso de medicamentos com validade de seis meses, eles não são mais comercialmente viáveis para os laboratórios, nem para as farmácias e drogarias. “Há o risco de vencimento do medicamento antes da conclusão do tratamento”.

Além disso, os remédios vencidos ou próximos ao vencimento têm um custo de incineração para as indústrias, que, com as doações, será arcado pela Prefeitura, segundo o sindicato. (Do GGN)
Leia a íntegra da nota do Sinfar-SP abaixo:

Posicionamento oficial sobre edital publicado nesta quinta-feira no Diário Oficial da Cidade de São Paulo

O Sindicato dos Farmacêuticos no Estado de São Paulo (Sinfar-SP), por meio desta nota, questiona alguns pontos acerca da publicação do Edital de Chamamento Público nº 002/2017 – SMS.G, publicado nesta quinta-feira (16), na página 45 do Diário Oficial da Cidade de São Paulo.


A atual gestão anunciou, no dia 08 de fevereiro, a parceria com 12 laboratórios farmacêuticos que efetuariam a doação de 380 milhões de comprimidos. Em coletiva de imprensa, prefeito e secretário de saúde de São Paulo, afirmaram não haver contrapartida para as doações. 

No entanto, na mesma coletiva foi anunciada a isenção de ICMS para estas indústrias pelo governo estadual. Ora, se é uma doação, por que há benefícios tributários para o doador?

Ainda no dia 08, foi citado o número de 12 empresas do ramo para a “doação”. Porém, em nenhum momento – pelo menos nas declarações à imprensa – foram reveladas quais são essas “empresas parceiras”. 

Qual critério para seleção e atração dessas empresas, levando em consideração que a administração pública está subordinada aos princípios de impessoalidade, legalidade e publicidade dos atos públicos?

Hoje, 16 de fevereiro, foi publicado o Edital de Chamamento Público pela Secretaria Municipal de Saúde informando que a empresa Cristália Produtos Químicos Farmacêuticos LTDA protocolou uma proposta entregando as doações da indústria e, aí então, convocando demais interessados em participar do processo.

A) Por que, então, o chamamento público não foi feito antes de anunciar as 12 empresas parceiras no dia 8 de fevereiro? B) Se o edital prevê a entrega de envelopes fechados e a confidencialidade – com base no princípio da impessoalidade dos atos públicos – com as propostas para participarem do projeto, por que a Cristália apresentou sua proposta antes da publicação do edital?

O edital prevê que os medicamentos tenham, “Preferencialmente, validade superior a seis meses”. A) Se houver propostas com doações de medicamentos cuja validade é inferior a este período, a Secretaria Municipal de Saúde irá recebê-los? É importante observar que a população corre o risco de receber medicamentos cujo prazo de validade não permitirá seu consumo. Isso favorece as indústrias, uma vez que os medicamentos vencidos ou próximos ao vencimento apresentam custo de incineração para as indústrias.

 Estes, por sua vez, serão transferidos para a Prefeitura de São Paulo – ou seja, mais custos para a população paulistana. 

B) Mesmo no caso de medicamentos cuja validade é de seis meses, ele não é mais comercialmente viável nem para a indústria, nem para as farmácias e drogarias. 

Há o risco de vencimento do medicamento antes da conclusão do tratamento. Por que terá, então, valor para a população que adquire esse medicamento via rede pública?



terça-feira, 14 de fevereiro de 2017

Fraude desmascarada: Moraes “pulou” mestrado e fez “pos-doc” antes do doutorado

Fraude desmascarada: Moraes “pulou” mestrado e fez “pos-doc” antes do doutorado
SEGUNDA-FEIRA13 FEVEREIRO 2017
Escrito por Miguel do Rosário, Postado em Redação
 
(Foto: ANDRESSA ANHOLETE / AFP)

Na Carta Campinas (via GGN)

Alexandre de Moraes tem currículo que indica fraude ou desqualifica a pesquisa
By Glauco Cortez / in Economia e Política, Geral, Manchete / on sexta-feira, 10 fev 2017 02:19 PM / 17 Comments

O ex-secretário de Segurança do PSDB de São Paulo, ex-ministro da Justiça do governo Temer e indicado para o STF (Supremo Tribunal Federal), Alexandre de Moraes (PSDB), pode ter burlado também o currículo lattes ou obteve títulos em uma velocidade inimaginável para qualquer pesquisador com relativa seriedade no trato e no desenvolvimento de pesquisa.

Alexandre de Moraes não fez a dissertação de mestrado como os pobres mortais pesquisadores. 

O mestrado é o início da carreira de pesquisador e fundamental para que, no doutorado, o pesquisador tenha amadurecimento suficiente para desenvolver uma tese. Moraes pulou essa etapa, o que não é fácil e nem comum na academia.

Além disso, ele fez o doutorado, o pós-doc e obteve o título de livre-docente em apenas 4 anos, de 1998 a 2001. Ou é fraude ou é um fenômeno a ser estudado. Somente o doutorado leva normalmente quatro anos para se fazer

O Pós-doc (Pós-doutorado) é uma pesquisa normalmente feita em um ano. Já o título de livre-docência também exige uma pesquisa de mais 4 anos. Muitas vezes o tempo é maior.

Isso talvez seja explicado com a acusação de plágio. Ao fazer plágio, o pesquisador abrevia etapas com a fraude. A velocidade das pesquisas de Alexandre de Moraes casa com a acusação de fraude.

Hábil como uma raposa ou uma lebre, Moraes pulou o mestrado e fez doutorado em 02 anos (1998-2000). 

O inacreditável é que o doutorado foi feito concomitantemente ao seu pós-doc, que inclusive se inicia antes do doutorado (1997-2000). Ou seja, ele fez o pós-doutorado antes do doutorado. Uma loucura. 
No ano seguinte já era livre-docente (2001). Veja link se não foi retirado do ar.







sexta-feira, 9 de dezembro de 2016

OFICIAL DE JUSTIÇA É BARRADO: “AQUI NÃO! DEIXE O GOVERNADOR. VÁ ENTREGAR AO RENAN CALHEIROS PRIMEIRO!”

OFICIAL DE JUSTIÇA É BARRADO: “AQUI NÃO! DEIXE O GOVERNADOR. VÁ ENTREGAR AO RENAN CALHEIROS PRIMEIRO!”
por BRASIL VERDE AMARELO  há 18 horas 09/12/2016

 010

Um oficial de Justiça tentou entregar uma intimação ao governador José Ivo Sartori enquanto ele participava de uma entrevista coletiva no Palácio Piratini. 

Os seguranças da casa bloquearam o acesso do servidor e o tumulto foi criado.

Após a coletiva, que tratava da Segurança Pública, Sartori retornou ao seu gabinete sem contato com o oficial de Justiça. 

Após os ânimos se acalmarem, o servidor foi encaminhado para o departamento jurídico do Piratini. O teor da intimação não foi divulgado.

O Brasil começa pagar um preço alto pela atitude do STF e de Renan Calheiros.


DELAÇÕES DE EXECUTIVOS DA ODEBRECHT E DA ANDRADE GUTIERREZ LEVAM PÂNICO AO PSB DE PERNAMBUCO

Terça-feira, 6 de dezembro atualizado em 10/12/2016
DELAÇÕES DE EXECUTIVOS DA ODEBRECHT E DA ANDRADE GUTIERREZ LEVAM PÂNICO AO PSB DE PERNAMBUCO

A Superintendência-Geral do Conselho Administrativo de Defesa Econômica – SG/Cade divulgou, na tarde de ontem, a  celebração de mais um acordo de leniência no âmbito da Operação Lava Jato. Desta vez o acordo, que se assemelha às chamadas "delações premiadas" assinadas pelo Ministério Público e homologado pela Justiça para amenizar a punição de pessoas físicas no âmbito de processos criminais, foi assinado com a Andrade Gutierrez Engenharia S/A e com executivos e ex-executivos da empresa. 

Ao Cade foi relatado todo o esquema de formação de um cartel entre as maiores construtoras do País, para as obras de construção civil, modernização e/ou reforma de instalações esportivas, destinadas à Copa do Mundo realizada no Brasil, em 2014. 

No âmbito da Lava Jato, já é o terceiro acordo de leniência assinado pela Andrade Gutierrez com o CADE e o sétimo assinado pelo órgão no combate à formação de cartéis.

Os acordos de leniência contam com a participação do Ministério Público Federal e são assinados apenas com a primeira empresa proponente (ou seu grupo econômico), que deve cessar seu envolvimento na conduta, confessar o ilícito e cooperar plena e permanentemente com as investigações, identificando os demais envolvidos e apresentando provas e informações relevantes. A leniência beneficia os signatários com a extinção ou a redução de um a dois terços da punição no âmbito do Cade. O acordo é assinado em conjunto com o Ministério Público e beneficia que o assinada com a imunidade penal total ou parcial, assemelhando-se à chamada "delação premiada".

Pelo menos cinco certames relacionados a obras de estádios da Copa do Mundo foram objeto do cartel, entre eles a Arena Pernambuco, em Recife/PE e o Estádio do Maracanã, no Rio de Janeiro/RJ. A licitação e o contrato do governo de Pernambuco com a Odebrecht, "vencedora" do certame, inclusive, foi alvo da Operação "Fair Play", da Polícia Federal e resultou em pedido de abertura de inquérito, junto ao Supremo Tribunal Federal, contra o governador do Estado Paulo Câmara, o prefeito do Recife Geraldo Júlio, o deputado federal Tadeu Alencar e o senador Fernando Bezerra Coelho, os três primeiros por integrarem o Comitê das Parcerias Público Privadas e terem sido os responsáveis pela assinatura do contrato com a Odebrecht para as obras da Arena Pernambuco.

Durante a “Fase I” do cartel, as empresas realizaram um acordo anticompetitivo preliminar consistente na indicação dos respectivos interesses nas futuras obras, a fim de se compatibilizar a participação das empresas por meio da apresentação de propostas de cobertura, supressão de propostas, subcontratação ou formação de consórcios, bem como no monitoramento de referido acordo preliminar. Dois executivos da Odebrecht eram os responsáveis pelo acompanhamento dos acordos "anticompetitivos" representando a empreiteira baiana, de modo a garantir que se sagrasse a "vencedora" da licitação da Arena Pernambuco, revela o "Histórico de Conduta" divulgado ontem pelo CADE. Eram eles o vice-presidente Benedicto Barbosa e o diretor superintendente da área Norte da empresa, João Antônio Pacífico:
 

Conforme se percebe do Histórico de Conduta revelado pelo CADE e assinado pela Andrade Gutierrez e por seus diretores, João Pacífico ficou encarregado de entrar em contato com os diretores da AG para que "acertassem a cobertura que a Andrade Gutierrez apresentaria no Projeto de Recife/PE (Arena Pernambuco). Afirmam que os entendimentos entre João Antônio Pacífico e (sigiloso) ocorreram em almoço realizado no restaurante 'Alcaparras', no Rio de Janeiro, em 24 de fevereiro de 2010 (Documento 28), como demonstrado a seguir. Ressalte-se que o almoço antecedeu em cerca de um mês a data da entrega das propostas, que ocorreu em 22 de março de 2010."
 

Mais adiante, os executivos da Andrade Gutierrez que participaram do conluio para lesar o povo de Pernambuco juntamente com a Odebrecht no negócio da Arena confessam que aquela empresa "de fato se sagrou vencedora deste projeto, por meio de um consórcio firmado entre empresas do Grupo Odebrecht (Consórcio Cidade da Copa, Odebrecht Investimentos em Infraestrutura Ltda e Odebrecht Serviços de Engenharia e Construção S/A). O contrato para realização das obras da Arena foi assinado em 15 de junho de 2010."

Segundo, ainda, os delatores, "a proposta de cobertura apresentada pela Andrade Gutierrez foi elaborada pela Odebrecht e entregue à Andrade Gutierrez, apenas para a assinatura e apresentação na data estipulada pelo órgão licitante." Informa, ainda, que o caso do Recife foi uma exceção, onde "a proposta de cobertura a ser apresentada pela Andrade Gutierrez foi elaborada pela Odebrecht" que apresentou uma proposta de R$ 385.548.786,22 contra uma proposta de R$ 379.263.314,00, da Odebrecht e que garantiu a esta a "vitória" previamente acertada.
 

Laudo do Instituto Nacional de Criminalística da Polícia Federal (Laudo nº 811/2014) já apontava para a evidência de fraude na Concorrência Internacional da Arena Pernambuco quando destacava o quão incomum era, num ambiente de ampla concorrência, a ocorrência de um percentual tão baixo  de desconto, apenas 0,1%, o que comprovaria a baixa competitividade do certame:
 
Na decisão que autorizou as buscas e apreensões no âmbito da Operação "Fair Play", fica bastante claro que a Odebrecht se autofavoreceu quando elaborou o projeto básico, estabelecendo ali que caberia à vencedora o pagamento do valor de R$ 9.354.000,00 pelo projeto básico, sem sequer justificar qual seriam as razões para esse arbitramento desse valor:
 

O cotejo entre as revelações trazidas a público pelo acordo de leniência da Andrade Gutierrez, assinada com o CADE e o Ministério Público e o Laudo da Polícia Federal, formulado no âmbito da Operação "FairPlay" deixa claro e cristalino o quão é grave a situação dos caciques do PSB, em Pernambuco, leia-se, o governador do Estado, Paulo Câmara, o prefeito do Recife, Geraldo Júlio, do senador, Fernando Bezerra Coelho e do deputado federal Fernando Bezerra Coelho, contra os quais já há pedido de indiciamento formulado pelo procurador geral da República, Rodrigo Janot (Inquérito 4292, em trâmite no STF, Leia AQUI) e nas delações premiadas de executivos da própria Odebrecht, principalmente do ex-diretor superindente para a área Norte, João Antônio Pacífico, que além de ser o responsável por negociar as fraudes na licitação da Arena, ainda assinava como o responsável técnico pela obra.

Na delação de Pacífico, que ainda é mantida sob sigilo, os papeis de todos os elementos que compõem os núcleos político e empresarial são revelados.

O relatório final da Polícia Federal que embasou o pedido de indiciamento do governador de Pernambuco, Paulo Câmara e do prefeito do Recife, Geraldo Júlio, juntamente com os parlamentares pernambucanos que têm foro privilegiado no Supremo, ou seja, Tadeu Alencar e Fernando Bezerra Coelho, chega a afirmar que “A construção da obra não teria ocorrido sem a colaboração dos agentes políticos que, primeiramente, autorizaram a construtora Odebrecht a realizar estudos preliminares e e elaborar o projeto básico da obra, sem a realização de qualquer procedimento de licitação”:
 

O Laudo Pericial que dá sustentação ao Relatório e ao pedido de indiciamento ainda constatou que o Comitê Gestor das Parcerias Público Privadas do Governo de Pernambuco delegou à Odebrecht e à empresa ISG Brasil sem qualquer concorrência, a elaboração do Projeto Básico que, posteriormente, de acordo com o Acordo de Leniência assinado pela Andrade Gutierrez, veio a ser vencida, mediante conluio prévio pela própria Odebrecht:
 

Além de delegar à Odebrecht que se autocontratasse, sem qualquer competição, para fazer o projeto básico de uma licitação da qual sabia que seria a vencedora, o Comitê Gestor das PPP, composto por Paulo Câmara, Geraldo Júlio, Tadeu Alencar e Fernando Bezerra Coelho, dentre outros, ainda permitiu que está subcontratasse uma empresa sediada em Amsterdã, na Holanda, para que fizesse o serviço. vejamos:
 

Odebrecht, quanto da Projetec, a quem caberia fazer a fiscalização da execução do contrato, serviço que não teria sido executado. Paulo Câmara, teria recebido R$ 200 mil da Odebrecht para sua campanha a governador em 2014. Fernando Bezerra teria recebido R$ 50 mil da Odebrecht e R$ 50 mil da Projetec e Tadeu Alencar, R$ 30 mil de cada uma das duas. Geraldo Júlio aparece na famosa "Planilha da Odebrecht" como beneficiário de um pagamento de R$ 3 milhões, sob o apelido de "Neto". Essa doação, entretanto, não aparece em nenhuma de suas prestações de contas eleitorais (Leia mais em NETO, CHARADA E CACIQUE ERAM OS CODINOMES DE GERALDO, FBC E LABANCA NA LISTA DA ODEBRECHT).

A Polícia Federal, no relatório citado por Janot, considera que teriam sido praticados os crimes de restrição à competitividade da licitação, o pagamento de propina via doações oficiais e até eventuais crimes contra o sistema financeiro relacionados ao financiamento do BNDES: “Extrai-se que a superestimação do valor da obra foi motivada para se burlar o teto do financiamento autorizado pelo BNDES, que era de 75% de seu valor total, observado o teto de R$ 400 milhões. Com a superestimação do valor da obra, o BNDES acabou financiando integralmente o seu custo, e não apenas 75%”.

Para o caso da Arena, estariam sendo ouvidos pelo menos quatro delatores (colaboradores) ligados à Odebrecht e à Andrade Gutierrez: Maria Lúcia Tavares e Angela Palmeira Ferreira (Odebrecht) e Clóvis Primo e Rogério Nora de Sá (Andrade Gutierrez), além de João Antônio Pacífico Ferreira,  que chegou a ser alvo de mandado de busca e apreensão na Operação Fairplay:
 LEIA AQUI O HISTÓRICO DE CONDUTA DO ACORDO DE LENIÊNCIA DIVULGADO PELO CADE ENVOLVENDO A ANDRADE GUTIERREZ E QUE REVELA COMO FOI FEITO O CONLUIO PARA QUE OS ESTÁDIOS DA COPA DO MUNDO DE 2014 FOSSE CONSTRUÍDOS COM PREÇOS SUPERFATURADOS





segunda-feira, 29 de agosto de 2016

MPF de SP denuncia 23 por fraude milionária no sistema da Fazenda

29/08/2016 18h38 - Atualizado em 29/08/2016 18h38
MPF de SP denuncia 23 por fraude milionária no sistema da Fazenda
Segundo a Procuradoria, grupo causou prejuízo de mais de R$ 100 milhões. Suspeita é que eles tenham feito 434 transações fraudulentas.
Do G1 São Paulo
 Ramos de Azevedo - Secretaria Fazenda
O Ministério Público Federal de São Paulo denunciou 23 suspeitos de integrar uma organização criminosa que fraudava o sistema de registros e processos administrativos da Fazenda Nacional, o Comprot. O grupo teria inserido mais de 260 processos falsos no sistema, provocando um prejuízo superior a R$ 100 milhões à União.
Com a inserção de dados falsos no sistema, a quadrilha gerava informações sobre crédito que serviam para abater dívidas tributárias de empresas. Segundo o MPF, ela atuou por pelo menos dois anos e meio, inserindo 268 processos falsos ligados a 230 contribuintes de 19 estados e fomentando 434 transações fraudulentas.
A quadrilha também obtinha certidões negativas de débito (CND), documento necessário para que uma empresa possa contratar o governo. O grupo ainda parcelava indevidamente a dívida de empresas com a Fazenda Nacional e vendia informações dos sistemas da Receita.
Entre os denunciados, estão nove servidores do Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro), que administra os sistemas informatizados do Ministério da Fazenda (o que inclui o Comprot), um economista, dois advogados, um administrador e outras dez pessoas que tinham fácil acesso às dependências da Receita.
O esquema
De acordo com a Promotoria, os integrantes da quadrilha dividiam-se entre os responsáveis pela inserção de processos fictícios no sistema (os servidores), captadores de “clientes”, normalmente advogados, que ofereciam serviços de “consultoria tributária”, e intermediários que faziam a ligação entre os captadores e os servidores responsáveis pela inserção de informação falsa no sistema.

Os pagamentos eram feitos pelos integrantes da quadrilha que não prestavam serviço direto ao Serpro. Eles pagavam os servidores envolvidos com parte do dinheiro recebido dos descontos fraudulentos, frutos das alterações feitas no sistema do Comprot. Ele registrava a entrega de verba como geração de direitos tributários a "clientes".
De acordo com o MPF, todos os suspeitos foram denunciados pelo crime de organização criminosa. À maioria deles foi ainda imputado o crime de inserir ou facilitar a inserção de dados falsos, alterar ou excluir indevidamente dados corretos nos sistemas informatizados ou bancos de dados da Administração Pública com o fim de obter vantagem indevida para si ou para outrem ou para causar dano.
Somadas as penas, eles podem ser condenados a passar entre dois e 12 anos na prisão. O MPF pediu ainda que a Justiça Federal abra inquérito policial para esclarecer se os beneficiados pelo esquema estavam cientes de que a redução na dívida tributária era feita de forma criminosa.

terça-feira, 5 de julho de 2016

Kátia Abreu detona Comissão do Impeachment



DENÚNCIAS
Kátia Abreu nocauteia golpistas: Da fraude do déficit de R$170 bi, 50 bi foram para garantir o impeachment; veja o vídeo
05 de julho de 2016 às 22h50

Investigação VIOMUNDO


Enviado por Gerson Carneiro

Estamos investigando a hipocrisia de deputados e senadores que dizem uma coisa ao condenar Dilma Rousseff ao impeachment mas fazem outra fora do Parlamento. Hipocrisia, sim, mas também maracutaias que deveriam fazer corar as esposas e filhos aos quais dedicaram seus votos. Muitos destes parlamentares obscuros controlam a mídia local ou regional contra qualquer tipo de investigação e estão fora do radar de jornalistas investigativos que trabalham nos grandes meios. Precisamos de sua ajuda para financiar esta investigação permanente e para manter um banco de dados digital que os eleitores poderão consultar já em 2016. Estamos recebendo dezenas de sugestões, links e documentos pelo galeriahipocritas@gmail.com