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quarta-feira, 13 de fevereiro de 2019

PF identifica supostos emissários de R$ 28,2 milhões a Aécio


PF identifica supostos emissários de R$ 28,2 milhões a Aécio

Estadão Conteúdo 4 horas atrás 13/02/2019

 O senador Aécio Neves volta ao Senado após sessão onde senadores derrubaram seu afastamento pela Primeira Turma do STF – 18/10/2017
© Sergio LIMA O senador Aécio Neves volta ao Senado após sessão onde senadores derrubaram seu afastamento pela Primeira Turma do STF – 18/10/2017


(PF) pediu mais 60 dias para investigar o deputado Aécio Neves (PSDB-MG) em inquérito que mira supostos repasses de 50 milhões de reais das empreiteiras Andrade Gutierrez e Odebrecht oriundos de contratos para as usinas hidrelétricas de Jirau e Santo Antônio, em Rondônia.

 Os investigadores afirmam ter localizado empresários que alugaram uma sala comercial no bairro de Ipanema, na zona sul do Rio, onde teriam sido entregues 28,2 milhões de reais em espécie.

Neste inquérito, delatores da Odebrecht afirmam que o tucano teria defendido os interesses da empreiteira nas usinas hidrelétricas do Rio Madeira, Jirau e Santo Antônio. 

Os executivos dizem que repasses eram acertados com o ex-diretor de Furnas Dimas Toledo, aliado do tucano, e destinados à campanha de Aécio em 2010.

A maioria dos depósitos teria sido feita em uma conta em Cingapura controlada por Alexandre Accioly, empresário amigo do deputado, que é dono da rede de academias Bodytech. 

Nos autos, Accioly nega ser intermediário do tucano.

 Relatório da PF revela pagamentos de 900.000 de dólares da Odebrecht a contas no exterior.

Um dos delatores chamados a depor foi Enio Augusto Pereira e Silva, da Odebrecht, que falou à PF em dezembro de 2018. 

Ele citou pagamentos relacionados a “Mineirinho”, codinome de Aécio nas planilhas da empreiteiras segundo delatores, e mencionou uma reunião entre Dimas Toledo e outro executivo da empreiteira, Henrique Valladares.

A Polícia Federal fez perícias nos sistemas de contabilidade paralela da Odebrecht para identificar dados relacionados às entregas ao codinome “Mineirinho”. 

“Foi possível, por meio de pesquisas em relatórios derivados dos sistemas MyWebDay (Subseção 1.3) e Drousys (Subseção 1.1), extrair informações a respeito de registros de pagamentos ao codinome ‘Mineirinho’ alocados no centro de custos/obra “UA77222 – Projeto Madeira”, diz o relatório.

A PF citou vinte repasses que somam 28,2 milhões a um intermediário de nome “Antônio”, em endereço localizado na Rua Visconde de Pirajá, no bairro de Ipanema, Rio de Janeiro. 

As entregas de dinheiro teriam ocorrido entre junho de 2009 e dezembro de 2010. 

Também consta um número de telefone celular ao lado do suposto intermediário.

Segundo as investigações, no endereço citado, estava sediada a SOA & W Serviços de Digitação Ltda, representada por José Antonio Estevão Soares. 

O empresário, no entanto, faleceu em 2012, de acordo com cadastro da Receita Federal.

A PF afirma que o empresário “possivelmente era a pessoa conhecida por Antônio’, que é citada nos sistemas da empreiteira. 

Já o telefone para contato registrado ao lado de “Antonio” estaria em nome de Eduardo Luiz Alvarenga Lima.

Ao pedir a prorrogação do inquérito, no dia 1º de fevereiro, a PF ressaltou a necessidade de se ouvir Walter Mesquita, que foi sócio de José Antonio Soares, além de Eduardo Luiz Alvarenga Lima e outros delatores e testemunhas.

Defesa

O advogado Alberto Zacharias Toron, que defende o parlamentar tucano, se manifestou por meio de nota:

 “o deputado Aécio Neves desconhece o nome mencionado e qualquer endereço de suposta entrega de recursos por parte da empresa. 

Ele repudia ainda qualquer ilação que tenta vincular seu nome aos supostos fatos. 

Todas as doações feitas pela Odebrecht às campanhas do PSDB estão devidamente registradas junto à Justiça Eleitoral”, afirmou.


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quarta-feira, 23 de agosto de 2017

URGENTE! Aécio E Temer Estão ‘De Novo’ Na Mira Da PF; SAIBA!

URGENTE! Aécio E Temer Estão ‘De Novo’ Na Mira Da PF; SAIBA!
 

Ex-amigo do senador Aécio Neves (PSDB-MG), o empresário Alexandre Accioly iniciou as primeiras tratativas com os procuradores da Operação Lava Jato para entregar o conviva mineiro das festas animadas, na noite carioca. Os advogados de Accioly procuraram a força-tarefa, nesta terça-feira, para propor um acordo de delação premiada.

Novas delações colocam Temer e Aécio em rota de colisão com a PF

Temer e Aécio são alvos de novas delações premiadas, no âmbito da Operação Lava Jato
Aécio Neves, segundo relatos vazados na Polícia Federal (PF) para jornalistas da mídia conservadora, está no centro da delação de Accioly. 

Eles teriam participado de atos criminosos para esconder o destino de cerca de R$ 50 milhões em propinas. 

Em seu depoimento à Lava Jato, o ex-vice-presidente da Empreiteira Norberto Odebrecht, Henrique Serrado do Prado Valladares, disse que Neves recebeu estes valores em troca de apoio ao consórcio que disputou o leilão das usinas de Santo Antônio e Jirau, no Rio Madeira.


Rondônia
Accioly, segundo Valladares, disse que a empreiteira baiana pagou a propina a Aécio por meio de uma conta do então amigo, em Cingapura, no Sudeste Asiático.


“Então, (certa feita) o Dimas (Toledo, ex-diretor de Furnas e homem de confiança de Aécio) me traz um papelzinho com o nome do Accioly. 

Eu sabia que era amigo do (então) governador. 

Eu me recordo que é em Cingapura a conta — delata Valladares, em seu depoimento.

Os recursos, segundo o delator, seriam parte de um acordo para compra de apoio do PSDB no negócio que estava em curso, no interior de Rondônia.

Nova delação
Accioly teria contratado um advogado exclusivamente para negociar a delação. 
O escritório de advocacia de Renato de Moraes, que exerce a defesa de Accioly, não realiza acordos de delação premiada. 

O empresário é dono da rede de academias BodyTech, no Rio, e padrinho de um dos filhos do senador tucano.


Aécio e o presidente de facto, Michel Temer, que têm realizado uma série de reuniões nos últimos dias, com o objetivo de retomar a condução do PSDB, enfrentam mais um obstáculo. 

Ambos também constam da delação premiada do doleiro Lúcio Funaro. 

Apontado como operador de propinas do ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha (PMDB-RJ), Funaro teria assinado, nesta terça-feira, o acordo de delação premiada com o Ministério Público Federal (MPF).

A informação foi vazada para um dos diários conservadores cariocas, de propriedade das Organizações Globo. 

Os termos da delação, segundo o jornal, teriam sido fechados entre os advogados do réu e os procuradores do MPF, na reunião encerrada no início desta madrugada.

Funaro já havia adiantado, na semana passada, que não concordava com o acordo oferecido pelo MPF. 

Ele discordava do tempo que precisaria passar na prisão, em regime fechado. 

Embora os detalhes do acordo não tenham sido vazados, ainda, analistas ouvidos pela reportagem do Correio do Brasil preveem que o doleiro tenha a pena reduzida, substancialmente, desde que entregue, diretamente, Michel Temer.

Quadrilha
O peemedebista e seu parceiro político, Aécio Neves, juntam-se a outros cerca de 40 políticos em esquemas de propinas. 

A maioria deles, montados na Petrobras. 
Antes de fechar o acordo, segundo o diálogo vazado, o operador havia dito: “Ainda há o que entregar”. Referia-se à participação de Temer nos desvios investigados.
Após o acordo ser formalizado, os documentos e provas de crimes dos quais Funaro participou ou conhece terão destino legal. 

Serão enviados pelo procurador-Geral da República, Rodrigo Janot, ao Supremo Tribunal Federal (STF), para homologação.

Em depoimento à PF, Funaro já havia confessado que Temer sabia do pagamento de propinas na companhia estatal. 

O peemedebista também seria o chefe da quadrilha encastelada na Caixa Econômica Federal (CEF).

Correio do Brasil



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