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segunda-feira, 1 de maio de 2017

BOMBA: Empreiteira OAS pretende delatar dois ministros do Superior Tribunal de Justiça

BOMBA: Empreiteira OAS pretende delatar dois ministros do Superior Tribunal de Justiça
Por: Folha de São Paulo
Fonte: BELA MEGALE
01/05/2017 - 18:50
 Da esquerda para direita, os ministros do STJ Humberto Martins e Benedito Gonçalves
Da esquerda para direita, os ministros do STJ Humberto Martins e Benedito 
Gonçalves Foto de Raquel Cunha/Lula Marques/Folhapress

Os ministros do STJ (Superior Tribunal de Justiça) Humberto Martins, atual vice-presidente da corte, e Benedito Gonçalves foram citados nas negociações de delação premiada da OAS com procuradores da Lava Jato.

Pessoas ligadas às tratativas relataram à Folha que eles são apontados como beneficiários de recursos por atuação no tribunal favorecendo a empreiteira.

No caso de Martins, os executivos afirmam que o dinheiro foi repassado por meio de seu filho Eduardo Filipe, que também teria se beneficiado. Advogado, ele tem escritório em Brasília e atua em causas junto ao STJ.

Já Gonçalves apareceu em um relatório da Polícia Federal devido à proximidade com Léo Pinheiro, sócio da OAS preso em Curitiba e que tenta firmar acordo de delação.

Segundo envolvidos nas conversas com procuradores em Brasília e de Curitiba, o número de delatores ligados à empreiteira pode chegar a 50, marca próxima à da Odebrecht, que firmou 77 acordos de delação com a Justiça.

Se a negociação prosperar, a OAS será a primeira empresa a abrir uma frente de investigação com foco no Judiciário, tema que há tempos é de interesse dos procuradores.

A Lava Jato interceptou troca de mensagens do celular de Léo Pinheiro em 2014 em que ele pergunta ao ministro Benedito Gonçalves se iria ao aniversário do ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Dias Toffoli. Na conversa, também marcaram encontro no Rio de Janeiro.

O relatório de análise das mensagens feito pela PF diz que "Léo Pinheiro mantinha contatos frequentes com o ministro Benedito Gonçalves, a ponto de o mesmo solicitar atendimento para seu filho, tendo Léo Pinheiro escalado para tal tarefa o advogado da OAS, Bruno Brasil".

Após as revelações, a relação entre os dois se tornou alvo de uma investigação sigilosa no CNJ (Conselho Nacional de Justiça).

A OAS promete delatar também a ex-primeira-dama do Rio Adriana Ancelmo, que está em prisão domiciliar.

Os fatos narrados se relacionam à atuação dela, que é advogada, junto ao Judiciário para favorecer a empreiteira. Ancelmo é mulher do ex-governador Sérgio Cabral (PMDB), que está preso em Bangu.

Segundo a reportagem apurou, Pinheiro deve esclarecer temas ligados a Benedito Gonçalves e os demais assuntos estão sendo abordados por outros potenciais delatores.

Além de Pinheiro, César Mata Pires Filho e Antonio Carlos Mata Pires, filhos do patriarca da empreiteira César Mata Pires, também negociam acordo de delação.

Há pelo menos cinco escritórios de advocacia atuando na defesa e na negociação de delação dos acionistas, executivos e ex-executivos da OAS.

Nas tratativas com a Procuradoria, a Odebrecht travou uma queda de braço para não entrar no campo do Judiciário e, por ora, conseguiu blindar o assunto. No entanto, os procuradores acreditam que as revelações da OAS abrirão espaço para que novos questionamentos sejam dirigidos à Odebrecht.

Há alguns meses a OAS retomou a negociação de seu acordo de delação com a Lava Jato. As conversas tinham sido suspensas em agosto de 2016 após vazamento de informações ligadas a obras na casa do ministro do STF Dias Toffoli, em que não foram identificadas irregularidades.

Em depoimento a Sergio Moro, Pinheiro disse que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva pediu a ele que destruísse provas que poderiam incriminar o petista na Lava Jato. Relatou que a OAS reformou um tríplex em Guarujá (SP) que seria destinado a Lula, que nega as acusações.

Na última quarta (26), a Folha informou que o herdeiro da OAS Antonio Carlos Mata Pires pretende relatar aos procuradores da Lava Jato histórias envolvendo pagamento de propina a integrantes do Fundec(Fundo de Pensão dos Funcionários da Caixa Econômica Federal).

OUTRO LADO
O ministro e vice-presidente do STJ Humberto Martins disse, por meio da assessoria de imprensa do tribunal, que "não tem relacionamento pessoal ou profissional com funcionários da OAS".

A nota afirma que "o ministro já se declarou impedido de julgar os processos em que parentes de até terceiro grau atuem como advogados das partes, de acordo com o estabelecido pela lei".

A assessoria do STJ informou que o ministro Benedito Gonçalves não foi localizado para comentar o assunto. A Folha voltou a procurar a corte no domingo para informar sobre a publicação da reportagem, mas a assessoria disse que não o localizou.

A assessoria do advogado Eduardo Filipe Martins, filho do vice-presidente do STJ, disse que ele "nunca advogou para a OAS nem mantém relacionamento pessoal com funcionários desta empresa".

A defesa da ex-primeira-dama do Rio Adriana Anselmo não quis se pronunciar.

Os advogados da OAS também não se pronunciaram sobre os fatos citados. 




quinta-feira, 30 de março de 2017

Adriana Ancelmo deixa presídio de Bangu para cumprir prisão domiciliar

Adriana Ancelmo deixa presídio de Bangu para cumprir prisão domiciliar
29/03 às 18h43 - Atualizada em 29/03 às 20h04

 Ex-primeira-dama é acusada, junto com o marido, de corrupção passiva e lavagem de dinheiro
Ex-primeira-dama é acusada, junto com o marido, de corrupção 
passiva e lavagem de dinheiro


A ex-primeira-dama Adriana Ancelmo deixou na noite desta quarta-feira (29) a ala feminina de Bangu 8, no Complexo Penitenciário de Gericinó, na Zona Oeste do Rio, rumo ao seu apartamento no Leblon, na Zona Sul da capital, após ter a prisão preventiva em regime fechado convertida em prisão domiciliar pela Justiça. 

A mulher de Sérgio Cabral foi levada em um carro da Polícia Federal.

Ao chegar na entrada de seu prédio, dentro do carro da PF, por volta das 20h, Adriana era aguardada por cerca de 100 manifestantes que gritavam palavras como "Ladra!" e frases hostis como "Volta pra Bangu!".

Desde que a ministra Maria Thereza de Assis Moura, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), concedeu, na última sexta-feira (24), a prisão domiciliar da advogada, manifestantes fazem protestos e vigília na portaria do prédio onde Adriana e Sérgio Cabral vivem. Cartazes com dizeres como "Direito iguais para as detentas pobres" foram colados nas proximidades. 

A mulher do ex-governador recebeu autorização da Justiça para cumprir prisão domiciliar, com a condição de não ter acesso a telefones celulares, telefones fixos e internet.

Adriana tinha recebido o benefício da prisão domiciliar no dia 17 de março, mas ele foi revogado pelo Ministério Público Federal. 

A defesa de Adriana alega que os dois filhos menores, de 11 e 14 anos, não podem ficar sem pelo menos um dos pais. 

O desembargador do MPF entendeu que o benefício não poderia ser estendido somente a Adriana Ancelmo, já que outras mães que enfrentam a mesma situação não tiveram mesmo benefício. Os advogados recorreram ao STJ, que permitiu a saída de Adriana de Bangu.

Ancelmo e Cabral foram presos no final do ano passado na Operação Calicute e são acusados de corrupção passiva e lavagem de dinheiro. O ex-governador já tem centenas de processos abertos pelo Ministério Público e continua preso em Bangu.



quarta-feira, 18 de janeiro de 2017

Rede de restaurantes do Rio é acusada de lavar dinheiro para Cabral

Rede de restaurantes do Rio é acusada de lavar dinheiro para Cabral
Manekineko transferiu quantias milionárias para o escritório de advocacia da ex-primeira-dama, que é suspeito de ser responsável por "esquentar" parte da propina
POLÍTICA LAVA JATO   HÁ 19 HORAS  17/01/2017   
POR NOTÍCIAS AO MINUTO

 

O Ministério Público aponta que a rede de restaurantes japoneses Manekineko é suspeita de lavar dinheiro para o ex-governador do Rio de Janeiro Sérgio Cabral, preso em Bangu acusado de cobrar propina sobre contratos de obras do Estado.

Relatório da Receita Federal afirma que, em 2014, o restaurante transferiu R$ 1 milhão para o escritório de advocacia da ex-primeira-dama, Adriana Ancelmo, que assim como Cabral está presa. No ano seguinte, o escritório declarou ter recebido outros R$ 2,3 milhões da rede de restaurantes.

A empresa da ex-primeira dama é acusada de ser responsável por lavar parte da propina.

Segundo informações da Folha de S. Paulo, um relatório do Conselho de Controls de Atividades Financeiras (Coaf), do Ministério da Fazenda, também detectou que sócios e funcionários do restaurante foram beneficiários de depósitos em dinheiro feitos por uma das secretárias da ex-primeira-dama.

A rede Manekineko tem seis restaurantes no Rio, sendo três na zona sul. Procurada, a empresa afirmou que não poderia se manifestar no momento. 

A defesa de Adriana e Cabral também não se pronunciaram.




quinta-feira, 8 de dezembro de 2016

Insatisfeita, Mulher de Cabral se recusa a comer em presídio. "Não sou cachorro pra comer essa porcaria"

HORA UM NOTÍCIAS   quinta-feira, 8 de dezembro de 2016

A mulher do ex-governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, está presa. 

Adriana Ancelmo foi transferida, na noite dessa terça-feira (6), para o presídio de Bangu. Ela teve a prisão decretada pelo juiz Marcelo Bretas, responsável pela operação Calicute um desdobramento da Lava Jato.

A ex-primeira dama do rio chegou ao complexo penitenciário de bangu por volta das nove horas da noite de terça feira (6). Antes, Adriana Ancelmo passou pelo Instituto Médico Legal para fazer exame de corpo de delito.

 

Ela está numa cela individual, vai ter direito a banho de sol e visitas. Nesta terça-feira, Adriana Ancelmo, 

Sérgio Cabral e outros 11 acusados viraram réus no processo que investiga um esquema de fraudes em licitações e cobrança de propina de empreiteiras. 

Os desvios podem chegar a R$ 224 milhões.


Comportamento no presídio:

Segundo informações internas da penitenciária de Bangu, Adriana se recusou a comer no presídio e teria dito: "É isso que vou comer?. Não sou cachorro pra comer essa porcaria, me tragam comida de verdade."

As informações foram passadas ao responsável pela alimentação dos detentos que prometeu averiguar o caso.