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domingo, 1 de julho de 2018

GRITO DE DESESPERO: Após IBOPE Mostrar Lula Imbatível, FHC Pede União De Todo O Golpe


GRITO DE DESESPERO: Após IBOPE Mostrar Lula Imbatível, FHC Pede União De Todo O Golpe



Articulador do golpe de 2016, que depôs a presidente honesta Dilma Rousseff e a subsitituiu por Michel Temer, denunciado por corrupção e organização criminosa, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, que recentemente apareceu pedindo dinheiro a Marcelo Odebrecht, reaparece neste domingo nos jornais falando em ‘autoridade moral’ e propondo a união dos candidatos que representam o golpismo ainda no primeiro turno. 

“Se for o caso, devemo-nos unir ainda no primeiro turno para evitar que o povo tenha de escolher entre o ruim e o menos pior”, diz FHC, que teme um segundo turno entre Lula (ou se seu candidato) e Jair Bolsonaro. 

FHC tenta construir uma coalizão que inclua Geraldo Alckmin, Rodrigo Maia, Marina Silva, Henrique Meirelles e Alvaro Dias. 

Leia, abaixo, seu artigo deste fim de semana.

Sejamos radicais

Devemo-nos unir para evitar que o povo tenha de escolher entre o ruim e o menos pior
Por Fernando Henrique Cardoso
O Brasil exige: sejamos radicais. 

Mas dentro da lei: que a Justiça puna os corruptos, sem que o linchamento midiático destrua reputações antes das provas serem avaliadas. 
Não sejamos indiferentes ao grito de “ordem!”.

 Ele não vem só da “direita” política, nem é coisa da classe média assustada: vem do povo e de todo mundo. Queremos punição dos corruptos e ordem para todos, entretanto, dentro da lei e da democracia.

O País foi longe demais ao não coibir o que está fora da lei, o contrabando, o narcotráfico, a violência urbana e rural, a corrupção público-privada.

 Devemos refrear isso mantendo a democracia e as liberdades antes que algum demagogo, fardado ou disfarçado de civil, venha a fazê-lo com ímpetos autoritários.

Só com soldados armados se enfrentam os bandidos, eles também com fuzis na mão. 

Se não há mais espaço para a pregação e a condescendência, tampouco queremos, entretanto, que a arbitrariedade policial prevaleça.

O Brasil tem pressa: chega de governos incompetentes. 

Não se trata só da falta de dinheiro, mas da má gestão aliada às vantagens corporativas e partidárias.

 Não há crescimento da economia nem empregabilidade sem investimento público e privado.

 Precisamos reintegrar nossa economia aos fluxos de criatividade e às cadeias produtivas mundiais. 

Assim como precisamos melhorar a infraestrutura para escoar a produção.

Não haverá adesão aos valores básicos que mantêm a coesão social sem crescimento contínuo da economia e sem respeito ao meio ambiente. 

Crescer de modo sustentável a 4% ao ano por 20 anos assegura melhor distribuição de renda e oferece mais emprego do que picos ocasionais de 6% ou 7% de crescimento em um ou dois anos, seguidos de mergulhos de 1 a 3 pontos negativos a cada três anos.

Nada disso se conseguirá sem que a educação seja o centro das atenções governamentais e populares.

Sem reformas, a da Previdência acima de todas, pelos danos que a legislação previdenciária atual causa ao Orçamento público, e sem uma “reforma moral” nas nossas práticas políticas, eleitorais e partidárias, nosso destino nacional estará comprometido por décadas.

Um Congresso com 26 partidos torna o País ingovernável. 

Um governo que tem quase 30 ministérios, cujos titulares são desconhecidos até pelos cidadãos mais bem informados, é incapaz de se haver com os desafios do futuro. 

Há que reconhecer que o sistema político que montamos em 1988 se exauriu.

A Constituição preserva, e isso deve ser mantido, tanto a intangibilidade e os limites sociais da propriedade privada como os direitos humanos fundamentais. 

Mas ela não abriga atos de violência nem de desordem continuada.

Entende-se a motivação dos sem-teto, como também a dos sem-terra. Mas fora da lei o que era propósito de reconstrução se transforma em instrumento de deterioração. Há que dar um basta a tanta desordem.

 Façamo-lo com a Constituição nas mãos, antes que outros o façam, em nome da ordem, mas sem lei.

É este o radicalismo de que precisamos: decência na vida pública, crescimento da economia, salários mais condizentes com o custo de vida, seriedade no trato das finanças públicas, reformas em nome da igualdade social e regional e um serviço público que atenda às demandas básicas das pessoas: moradia, transporte, saúde, educação e segurança. 

Que os governos se unam à iniciativa privada se for necessário e lhe cedam o passo quando for mais racional para assegurar o atendimento às necessidades do povo.

Um programa simples como esse requer autoridade moral dos que vierem a nos comandar. Só com ela haverá força para dar rumo seguro ao País. 

Só assim levaremos adiante as reformas, incluída a da Constituição, sem que os poderosos se tornem suspeitos de estar a serviço das oligarquias políticas, econômicas e corporativas.

É para isso que precisamos formar um Polo Popular e Progressista. 
Por popular entenda-se que respeite a dinâmica dos mercados, pois vivemos num sistema capitalista, mas que saiba que ela não é suficiente para atender às necessidades de toda a população.

 Por progressista entenda-se que esse bloco seja consciente das transformações produtivas e políticas do mundo, tenha coragem de viver nele tal como ele é e preserve a crença no Brasil como nação.

Ou participamos ativamente das mudanças do mundo contemporâneo ou seremos irrelevantes. 

Pior, perderemos o que de melhor podemos tirar dele: sua capacidade de renovar-se tecnológica e politicamente.

Na campanha eleitoral que se aproxima os temas centrais estão se delineando: o desprezo aos partidos e à classe política, que advém da descoberta de que as bases do poder apodreceram pela corrupção, só poderá ser ultrapassado se o povo perceber que há alternativas à desmoralização de tudo e de todos.

O grito dos desesperados por emprego e renda não se resolve só com assistencialismo. 

Este é necessário para a sobrevivência das pessoas.

 Mas a dignidade delas requer medidas que restabeleçam a confiança na economia, no investimento e no emprego, dando-lhes um horizonte de futuro.

O medo da violência reinante e a perda de oportunidades econômicas tornam o eleitorado suscetível às pregações de “mais ordem”. 

Empunhemos essa consigna, mas sem substituir a lei pelo arbítrio. Ordem na lei e com bases morais sólidas.

Não é pedir demais que alguns candidatos em disputa no próximo dia 3 de outubro subscrevam essas diretrizes. 

Qual deles passará ao segundo turno depende do empenho de seus respectivos partidários e da decisão do eleitorado. 

Unamo-nos desde já, entretanto, em torno desses princípios com a firme disposição de chegar ao segundo turno. 

Se dois de nossos candidatos lá chegarem, tanto melhor: será o povo que dirá qual deles há de conduzir-nos nos próximos anos. 

Não devemos arriscar, porém. 
Se for o caso, devemo-nos unir ainda no primeiro turno para evitar que o povo tenha de escolher entre o ruim e o menos pior.

FERNANDO HENRIQUE CARDOSO É SOCIÓLOGO E FOI PRESIDENTE DA REPÚBLICA.


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sexta-feira, 20 de outubro de 2017

SE FOSSE LULA ERA CRIME! Instituo FHC Recebe Bolada Milionária Com Projeto Do Governo; SAIBA!

SE FOSSE LULA ERA CRIME! Instituo FHC Recebe Bolada Milionária Com Projeto Do Governo; SAIBA!
 

Do JornalGGN:

O uso de recursos para financiar projetos por meio da Lei Rouanet pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso é polêmica há mais de uma década. 

Desde o ano passado, deputados tentam abrir uma CPI para investigar estas arrecadações. 

Mesmo em plenas pressões por se apurar os números e suspeitas de irregularidades, o Diário Oficial trouxe outra revelação: 
FHC receberá quase R$ 9 milhões para um projeto de dois meses de acervos de figuras do PSDB.

O valor é mais do que a metade que o Instituto do político tucano recebeu durante 10 anos pela Lei de incentivo fiscal. 
Foi divulgado na página 11 do Jornal 1 do Diário Oficial da União desta quinta-feira (19):

A publicação foi assinada pelo Superintendente da Secretaria de Fomento e Incentivo à Cultura, Vitor Elisio Goes de Oliveira Menezes, estabelecendo todos os incentivos da Lei Rouanet (nº 8.313).

A maioria dos projetos divulgados no caderno desta quinta-feira custaram ao Ministério da Cultura entre R$ 200 mil e R$ 1,5 milhão. 

Destoam três outros que alcançaram números superiores: 
um projeto de grandes mestres da música brasileira em São Paulo, com R$ 2,2 milhões; um espetáculo musical infantil, no Rio de Janeiro, que arrecadou R$ 4,9 milhões; e o plano anual da Casa Fiat de Cultura, em Belo Horizonte, com R$ 7,3 milhões.

Nesta data, o maior projeto beneficiado foi o da Fundação Fernando Henrique Cardoso: 

“Prosseguir o tratamento técnico do Acervo Presidente Fernando Henrique Cardoso; finalizar o tratamento de parcela do Arquivo Sergio Motta, referente à gestão do Ministério das Comunicações; iniciar o tratamento do Arquivo Mário Covas, que será posteriormente transferido ao Arquivo Público do Estado 
de São Paulo”.

Valor solicitado ao Ministério da Cultura: 

R$ 8.991.254,98. Valor aprovado: R$ 8.991.254,98.

Os benefícios obtidos pelo instituto do ex-presidente e líder tucano pela Lei Rouanet e incentivos culturais são manchetes da imprensa há mais de dez anos. 

Em 2009, os jornais divulgavam que o instituto iFHC captou mais de R$ 5 milhões, desde 2007, para manter o acervo de FHC. 

Parte dos trabalhos ainda nem sequer haviam sido concluídos.


domingo, 6 de agosto de 2017

FHC ADMITE! Não existem nomes que possam disputar contra Lula

FHC ADMITE! Não existem nomes que possam disputar contra Lula
6 de agosto de 2017
 

Com o PSDB imerso na maior crise de sua história, por ter apoiado o golpe de 2016 e se associado a Michel Temer, rejeitado por mais de 90% dos brasileiros, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso deixa claro, neste domingo, que os tucanos estão sem rumo e em busca de um nome para enfrentar o ex-presidente Lula, em 2018; 

“É tarde para chorar por impeachments perdidos ou por substituições que nada mudam”, diz ele; 

“Penso que o polo progressista, radicalmente democrático, popular e íntegro, precisa se ‘fulanizar’ em uma candidatura que em 2018 encarne a esperança”, afirma; 

“As dicotomias em curso já não preenchem as aspirações das pessoas: 

elas não querem o autoritarismo estatista, nem o fundamentalismo de mercado”

CLICK POLÍTICA com brasil247



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AGRADEÇO A TODOS

quinta-feira, 11 de maio de 2017

FHC: “Dória fica fora do projeto político tucano para 2018” e prefeito não gosta

FHC: “Dória fica fora do projeto político tucano para 2018” e prefeito não gosta
11 de maio de 201
 

Cotado para disputar a vaga do PSDB na corrida presidencial de 2018, o prefeito João Doria ficou fora do programa nacional do partido, que será veiculado às 20h desta quinta-feira, 11, em emissoras de TV e rádio de todo o País. 

A cúpula nacional do PSDB optou por defender, no vídeo, a importância da prática política para a democracia, na contramão do discurso adotado por Doria, do “não político” e do “gestor”. 

Em função dessa escolha, não apenas o prefeito da capital, mas também o prefeito de Porto Alegre, Nelson Marchezan, não ganhou espaço.

No vídeo, lideranças jovens da legenda se revezam com falas sobre a criação de uma “nova política”. As declarações ocorrem após um grupo de cidadãos apresentar, dentro de uma dinâmica de debate, uma série de queixas ao sistema atual. 

Entre os problemas apontados pelos personagens, no programa, está o excesso de partidos, foro privilegiado e privilégios. “Se você falar da política do jeito que ela é hoje, nós teríamos que implodir toda a política e renascer”, afirma um deles.

De São Paulo, o programa incluiu os prefeitos de Lins, Edgar de Souza, e de Santo André, Paulo Serra, além da vereadora de Piracicaba, Nancy Thame. O debate traz também os prefeitos de Caruaru (PE), Raquel Lyra, e de Castro Alves (BA), Thiancle da Silva Araújo, e uma vereadora em Rondônia, Naiara Saraiva Silva, de Campo Novo.

Reconstruir a política’. “Ás vezes ouvir críticas como essas pode ser difícil, mas esse é o primeiro passo, na verdade o único passo para podermos melhorar de verdade a política. 

A partir de agora vamos promover encontros como esse por todo o País, para ouvir você e junto com você encontrar soluções para melhorar a política, mas principalmente para melhorar a sua vida. Esse é nosso grande desafio”, afirma o presidente nacional do PSDB, senador Aécio Neves (MG), no vídeo.

“ O primeiro passo é preciso reconstruir a política brasileira e para reconstruir é preciso resgatar alguns valores e princípios”, defende o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. 

Além dos dois, também participa do programa o governador Geraldo Alckmin, que considera que a maior contribuição é “fazer o que as pessoas estão pedindo”.

O Estadão



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quinta-feira, 13 de abril de 2017

E AGORA JUIZ DE CURITIBA? Moro tentou prender Lula a todo custo, mas acabou ‘pegando’ o ex-presidente FHC; CONFIRA!

E AGORA JUIZ DE CURITIBA? Moro tentou prender Lula a todo custo, mas acabou ‘pegando’ o ex-presidente FHC; CONFIRA!
13 de abril de 2017
 

O juiz Sérgio Moro teria ficado surpreso com a delação que culminou levando o ex-presidente, Fernando Henrique Cardoso para o ‘olho di furacão’ na Lava Jato.

Moro que a todo tempo quis prender o também ex-presidente Lula (PT), ao que tudo indica, deve estar preocupado com os desdobramentos que envolvem os tucanos.

O juiz que notadamente é amigo do PSDB, haja vista do suposto grau de amizade que tem com o Senador Aécio Neves, estaria desconfortável com a reviravolta que as investigações tiveram.

Enquanto isso, Lula continua ‘ileso’. 

O próprio Marcelo Odebrecht garantiu que nunca esteve com o ex-presidente, apesar de ter tentado fazer uma ilação, visando ser beneficiado com a delação premiada.

CLICK POLÍTICA



quarta-feira, 12 de abril de 2017

“A lei era outra”: a relação de FHC com a Odebrecht e a luta da Globo para tirá-lo da lista de Fachin

“A lei era outra”: a relação de FHC com a Odebrecht e a luta da Globo para tirá-lo da lista de Fachin
12 de abril de 2017
 

Por Joaquim de Carvalho

Logo depois que o ministro Édson Fachin divulgou a lista com os nomes de autoridades que devem ser investigadas por suspeita de corrupção, lavagem de dinheiro e uso de caixa 2, a tropa de choque do PSDB na GloboNews entrou em ação.


No Jornal das 10, Merval Pereira e Cristiana Lôbo minimizaram as suspeitas contra o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, levantadas a partir do depoimento do Emílio Odebrecht, no acordo de colaboração do Grupo Odebrecht com a Justiça.

“Era um outro tempo, ainda sem doação de campanha de empresa e não tinha a prestação de contas como é hoje”, disse Cristiana Lôbo. Merval ecoou: “A legislação era outra”.

Cristiana continuou: “E não tinha essa prestação de contas online, como se tem agora.”

Merval acrescentou: “Houve na ocasião denúncias de dinheiro, caixa 2 na campanha e tal, que foi debatida naquele momento e foi superado. Não houve nenhuma denúncia e nenhuma abertura de inquérito nem nada”.

Merval e Cristiana já eram jornalistas experientes quando a doação eleitoral de empresas foi admitida pela legislação, em 1993, depois do escândalo PC/Collor.

Era uma reação exigida pela opinião pública depois que as investigações sobre a corrupção no governo Collor revelaram o uso intensivo de caixa 2 das empresas para financiar campanhas eleitorais.

Se viveram aquele tempo, como jornalistas, por que Merval e Cristiana Lôbo usaram a televisão para divulgar uma falsidade, ou seja, de que não havia doação de empresas na época?

O interesse de blindar Fernando Henrique Cardoso tem uma explicação.

Fernando Henrique teve com a Globo uma relação que chegou aos segredos de alcova, quando a empresa manteve na Europa, recebendo sem trabalhar, a jornalista Miriam Dutra, que tem um filho que ela dizia ser do então presidente.

No governo de Fernando Henrique, a Globo recebeu financiamentos do BNDES e venceu, juntamente com empresas aliadas, leiloes de concessão de serviços públicos de telefonia.
O fato é que a proximidade do presidente Fernando Henrique Cardoso com o Grupo Odebrecht era conhecida até de empresas estrangeiras.

Em novembro de 1996, diretores do Grupo De Beers, da África do Sul, controlado pela Anglo American, estiveram com Fernando Henrique Cardoso na Cidade do Cabo, África do Sul, para manifestar o desejo de um contato mais sólido com a Odebrecht, certamente com o objetivo de negócios comuns no continente africano.

Essa proximidade entre Fernando Henrique e a Odebrecht por pouco não se transformou num grande escândalo.

Sob o comando de Emílio, o Grupo Odebrecht, durante o governo de Fernando Henrique Cardoso, entrou no ramo petroquímico através de uma subsidiária, a OPP, que mais tarde se chamaria Brasken.



quinta-feira, 9 de fevereiro de 2017

Moro fez pergunta patética a FHC para tentar incrimar Lula, porém se deu mal, diz jornalista; CONFIRA!

Moro fez pergunta patética a FHC para tentar incrimar Lula, porém se deu mal, diz jornalista; CONFIRA!
9 de fevereiro de 2017
 

Fernando Henrique Cardoso depôs hoje ao juiz Sérgio Moro e, claro, disse que administrou o acervo presidencial da mesma forma que Lula, com recursos oferecidos por empresas como colaboração, até porque os ex-presidentes, que não recebem aposentadoria, não têm outra forma de fazê-lo.

Disse que, mesmo antes de deixar o mandato, teve reuniões com empresários, entre eles Emílio Odebrecht, para conseguir um espaço para o que seria, depois, o Instituto que leva seu nome.

Mais uma história do powerpoint de Deltan Dalagnol – a do armazenamento do acervo presidencial – vai “para o brejo”.

Então, o resumo da ópera, neste caso é que nenhum dos delatores – Nestor Cerveró, Paulo Roberto Costa e Pedro Barusco – é capaz de dizer qualquer coisa sobre Lula ter se beneficiado dos negócios da Petrobras, nenhuma das testemunhas tem mais do que uma visita de Marisa Letícia para olhar o tal triplex, tudo o mais que se tem é fofoca de vizinhos e porteiros.

Além dos tais containers do acervo presidencial, cuja a guarda jamais poderia ser benefício pessoal.

O final do depoimento é patético: Sérgio Moro, por duas vezes, pergunta a Fernando Henrique se ele recebeu doação – a expressão é de Moro – “por fora”. Ora, será que alguém esperava que FHC fosse dizer: sim, doutor, recebi?



quarta-feira, 18 de janeiro de 2017

PIMENTA: ESCÂNDALO QUE ENVOLVE GLOBO E FHC DORME NAS MÃOS DE JANOT

PIMENTA: ESCÂNDALO QUE ENVOLVE GLOBO E FHC DORME NAS MÃOS DE                                 JANOT

 

Há quase um ano, o deputado federal Paulo Pimenta (PT-RS) busca junto ao Ministério Público Federal abertura de investigação sobre as conexões entre a Globo, a Fifa, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) e offshores do Panamá que teriam sido utilizadas para cometer crimes contra o sistema financeiro, ordem tributária e a administração pública; escândalo, conhecido como Panamá Papers, utiliza empresas de fachada para lavagem de dinheiro e ocultação patrimonial; Pimenta fez nova tentativa nessa segunda-feira, 16, e mais uma vez cobrou informações acerca das providências adotadas pelo MPF; "Ao que tudo indica, a documentação está parada há quase um ano nas mãos da Procuradoria", lamentou

17 DE JANEIRO DE 2017 ÀS 15:34

247 - Há quase um ano, o deputado federal Paulo Pimenta (PT-RS) busca junto ao Ministério Público Federal que seja aberta uma investigação para apurar as conexões entre a Rede Globo, a Fifa, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) e offshores do Panamá que teriam sido utilizadas para cometer crimes contra o sistema financeiro, a ordem tributária e a administração pública. 

O escândalo, conhecido como Panamá Papers, utiliza empresas de fachada para lavagem de dinheiro e ocultação patrimonial.

Em março de 2016, Paulo Pimenta e o deputado Wadih Damous (PT-RJ) entregaram farta documentação à Procuradoria-Geral da República e protocolaram uma representação, subscrita por mais de 30 parlamentares, solicitando abertura de investigação. No dia 8 de março de 2016, diante do surgimento de novos fatos, os parlamentares fizeram novo pedido ao MPF.

Sem qualquer resposta, Pimenta protocolou mais uma representação no dia 10 de maio de 2016. Segundo o deputado, em todas oportunidades, os parlamentares ouviram como resposta que o MPF “estaria adotando todos os procedimentos necessários e que seriam informados sobre a adoção dessas medidas”.

Ontem (16), Pimenta fez nova tentativa, e mais uma vez cobrou informações acerca das providências adotadas pelo MPF até o momento sobre o escândalo Panamá Papers. “Ao que tudo indica, a documentação está parada há quase um ano nas mãos da Procuradoria”, lamentou Pimenta.

Panamá Papers

De acordo com as investigações jornalísticas, empresas de papel criadas pela Mossack Fonseca auxiliaram na ocultação de fortuna pelo mundo. 

Essa empresa panamenha ganhou – e logo perdeu – os holofotes da grande mídia brasileira por conta das operações policiais Lava Jato.

Representantes da Mossack Fonseca no Brasil, Carolina Auada e Ademir Auada foram interceptados pelos investigadores da PF destruindo provas. 

Por esse crime eles foram presos, mas, pouco depois, o juiz Sérgio Moro mandou soltá-los, sob justificativa de que “apesar do contexto de falsificação, ocultação e destruição de provas, (…) na qual um dos investigados foi surpreendido, em cognição sumária, destruindo quantidade significativa de provas, a aparente mudança de comportamento dos investigados não autoriza juízo de que a investigação e a instrução remanescem em risco”.

O que se soube depois é que a Globo possui ligações com a Mossack Fonseca. A mansão da família Marinho, em Paraty (RJ), e um heliponto usado pelos filhos de Roberto Marinho estão registrados no nome de uma empresa de fachada ligada à Mossack Fonseca, a Vaincre LCC.

Nesse emaranhado de empresas de papel, surge também Brasif, outra empresa vinculada à Mossack Fonseca. A Brasif, por sua vez, está ligada à Globo pelo pagamento de Miriam Dutra, jornalista e ex-namorada de FHC.

A Brasif era proprietária da Eurotrade Ltd, com sede nas Ilhas Cayman. A Eurotrade Ltd. firmou, em 2002, contrato com a jornalista Miriam Dutra, segundo a qual FHC – com quem ela teria um filho – usou essa empresa para bancá-la no exterior. 

A Brasif era concessionária das lojas ‘dudy free’ nos aeroportos.

A Brasif, segundo a Folha de São Paulo, conseguiu “derrubar medida criada no governo FHC para limitar a US$ 300 por pessoa (eram US$ 500) o gasto nos free shops, além de ter dominado praticamente sozinha a concessão desse tipo de loja em aeroportos.




quarta-feira, 4 de janeiro de 2017

Nos EUA, Sergio Moro explica por que não julga políticos do PSDB

03/AUG/2016 ÀS 11:21 Atualizado em 04/01/2017
Durante palestra em Washington (EUA), Sergio Moro foi questionado sobre as razões de ainda não ter julgado nenhum político do PSDB, já que várias figuras do partido foram denunciadas e delatadas. Confira a resposta do juiz
 Sergio Moro Lava Jato PSDB
Imagem: O juiz Sergio Moro, responsável por julgar a Lava Jato)

O juiz Sergio Moro disse que não julgou casos relacionados ao PSDB porque investigações sobre o partido não chegaram a ele.
De acordo com o titular da Operação Lava-Jato, não houve evidência de que os diretores da Petrobras deram dinheiro para os tucanos. 

“Esse partido estava na oposição. Então, não faria sentido”, afirmou, durante palestra no Wilson Center, em Washington.

Moro disse que julgou casos envolvendo o PT, o PP e o Solidariedade. “Mas há políticos respondendo investigações e acusações de outros partidos no Supremo Tribunal Federal (STF)”, ressaltou.

Para o juiz, chegaram denúncias contra o PT porque esse era o partido que estava no governo desde 2003, quando as investigações identificaram um sistema de pagamento de propinas.

“Naturalmente, nessa situação, os políticos que aparecem são aqueles que administram a companhia estatal. E o PT está no poder desde 2003.”

Sergio Moro não comentou, porém, que os registros de corrupção na Petrobras datam do governo Fernando Henrique Cardoso (PSDB) e que na própria operação Lava Jato, chefiada por ele, vários delatores já apontaram para a origem do esquema.

Em delação premiada, o ex-diretor da companhia Nestor Cerveró afirmou que a maior propina ocorreu na gestão FHC. 

Cerveró apontou o pagamento de pelo menos R$ 564,1 milhões em propina para membros do governo tucano em negociações que envolveram a BR Distribuidora e empresa petrolífera argentina Pérez Companc.

Em outra delação premiada, o ex-senador Delcídio do Amaral (ex-PT e ex-PSDB) relatou que o esquema de corrupção na Petrobras já ocorria nos governos Itamar Franco e FHC. 

De acordo com Delcídio, os casos de corrupção visavam “enriquecimento pessoal” como também “financiamento de campanhas políticas”.

À Justiça, Delcídio afirmou que tomou conhecimento da existência de esquemas de corrupção na Petrobras quando foi diretor da estatal, entre os anos de 1999 e 2001.

O primeiro caso, segundo o ex-senador, ocorreu na compra da Plataforma P-36, orçada, inicialmente, em US$ 400 milhões, mas que custou aos cofres da Petrobras mais de US$ 500 milhões (R$ 1,8 bi). De acordo com Delcídio, o mesmo tipo de operação fraudulenta foi usado na compra das plataformas P-37 e P-40.

Pedro Correa, ex-presidente do PP que também assinou um acordo de delação premiada, contou que tem conhecimento do esquema de corrupção na Petrobras desde o governo do presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) — entre 1994 e 2002.



sexta-feira, 25 de novembro de 2016

Demissão de Geddel repercute na imprensa internacional

Edição do dia 25/11/2016
25/11/2016 21h30 - Atualizado em 25/11/2016 21h32
Demissão de Geddel repercute na imprensa internacional
BBC diz que Temer é acusado de pressionar ministro para que participasse de práticas corruptas. Oposição tenta colocar presidente no centro da crise.
Vídeo do youtube

Geddel foi o sexto ministro a cair em pouco mais de seis meses de governo, e a saída dele não acaba com o problema criado pelas acusações do ex-ministro da Cultura. Marcelo Calero disse que o presidente Michel Temer e o ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, sabiam de tudo e que também o pressionaram para encontrar uma solução para o caso.

A rede britânica BBC diz que o presidente Temer é acusado de pressionar um ministro para que participasse de práticas corruptas. O francês Le Monde destaca que o escândalo pode enfraquecer o governo e levar a um inquérito contra Temer. 

O espanhol El País diz que um caso de tráfico de influência respinga no presidente. Os principais jornais americanos também trataram do assunto. 
O New York Times diz que Temer está no meio de um novo escândalo de corrupção. O argentino El Clarín diz que Temer é acusado de tráfico de influência.

No depoimento à Polícia Federal, o ex-ministro da Cultura Marcelo Calero afirmou que no dia 16 de novembro compareceu a um jantar oferecido pelo presidente aos senadores no Palácio da Alvorada, e que após ser informado de toda a história, o presidente disse a Calero "para que ficasse tranquilo, pois, caso Geddel lhe procurasse, ele diria que não havia sido possível atender a seu interesse, por razões técnicas".

Mas Calero disse que que no dia seguinte foi convocado por Temer a comparecer ao Planalto, que o presidente disse a ele que a decisão do Iphan havia criado dificuldades operacionais em seu gabinete, já que o ministro Geddel encontrava-se bastante irritado. 

Segundo Calero, Temer pediu que ele construísse uma saída para que o processo fosse encaminhado à AGU.

Calero afirmou que, no fim da conversa, "o presidente disse que a política tinha dessas coisas, esse tipo de pressão". 

O ex-ministro da Cultura disse que ficou bastante desapontado por ter sido advertido sem que houvesse cometido qualquer tipo de irregularidade.

Na quinta-feira (24), o porta-voz da Presidência, Alexandre Parola, disse que o objetivo do presidente nas conversas foi arbitrar conflitos entre os ministros. Ele negou que o presidente tenha enquadrado ou pedido a Calero solução que não fosse técnica. 

O porta-voz afirmou que Temer se disse surpreso com boatos de que o ex-ministro Calero teria solicitado uma segunda audiência antes de se demitir somente com o intuito de gravar clandestinamente conversa com o presidente da República para posterior divulgação.

Marcelo Calero divulgou nesta sexta-feira (25) uma nota em que declara o seguinte: "A respeito de informações disseminadas, a partir do Palácio do Planalto, de que eu teria solicitado audiência com o presidente Michel Temer no intuito de gravar conversa no gabinete presidencial, esclareço que isso não ocorreu. 

Durante minha trajetória na carreira diplomática e política, nunca agi de má-fé ou de maneira ardilosa. No episódio que agora se torna público, cumpri minha obrigação como cidadão brasileiro que não compactua com o ilícito e que age respeitando e valorizando as instituições."

O texto dessa nota não permite concluir se Calero nega ter sido ele quem solicitou a audiência com Temer ou se nega ter solicitado a audiência com o intuito de gravar a conversa. Ou ainda se ele nega ter gravado a conversa com o presidente.

No depoimento à Polícia Federal, Marcelo Calero afirmou que também recebeu uma ligação do ministro da Casa Civil e que   Eliseu Padilha argumentou que, se a questão do prédio estava judicializada, não deveria haver decisão administrativa definitiva a respeito. 

E que Calero tentasse construir essa saída com a Advocacia-Geral da União.

Marcelo Calero disse, ainda, que recebeu uma ligação do secretário de Assuntos Jurídicos da Casa Civil, Gustavo Rocha, e que Gustavo comunicou a ele que havia ingressado com recurso da decisão administrativa no Ministério da Cultura e no Iphan, e que Calero deveria encaminhar os autos do processo para a AGU.

A advogada-geral da União, Grace Mendonça, disse que não chegou a receber o caso e, por isso, ainda não o analisou, mas que cabe à AGU, sim, resolver conflitos.

“Não há menor possibilidade de sair do âmbito da Advocacia-Geral da União um parecer desenhado ou moldado ao entendimento de quem quer que seja, ou de qualquer outro interesse. 

O único interesse que rege e norteia a atuação da AGU é efetivamente o interesse público”, disse Grace Mendonça.


Nesta sexta, o presidente chegou ao Planalto às dez da manhã. Três horas depois, almoçou no Palácio da Alvorada com líderes do PSDB, que estavam em Brasília para um encontro com prefeitos do partido recém-eleitos. À tarde, viajou para São Paulo.

Parlamentares de oposição iniciaram uma ofensiva para colocar o Temer no centro da crise política, enquanto governistas tentam tirar a pressão sobre Temer. 

Afirmam que a saída de ministros faz parte da rotina de qualquer governo e não pode afetar o enfrentamento da crise econômica.

O líder da Rede Sustentabilidade na Câmara, Alessandro Molon, disse que o escândalo complica a relação do governo com o Congresso: “A aprovação de medidas na Câmara certamente vai ser prejudicada com essa mudança no governo. 

Isso mostra a dificuldade do governo Temer de se organizar e, de alguma maneira, de organizar a agenda do país. 

Essa é a razão pela qual acredito que a crise vai se aprofundando passo a passo no governo Michel Temer.” 

O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, do PSDB, disse que o governo deve seguir trabalhando firme.

“O importante é não perder o rumo. Diante da circunstância brasileira, depois do impeachment, o que nós temos que fazer é atravessar o rio. Isso é uma ponte. 

Pode ser uma ponte frágil, uma pinguela, tudo bem, mas é o que tem. O Brasil precisa, com urgência, tomar medidas de reforma, pois a situação fiscal nossa é muito ruim, a situação econômica precisa ser reanimada, o povo está perdendo emprego”, afirmou Fernando Henrique.

A senadora Gleisi Hoffmann, do PT, disse que não há como abafar a crise.

“Isso é uma situação muito grave. Conflitos entre ministérios se dá quando você tem uma discussão de política pública, um entendimento sobre o encaminhamento dessa política pública. Mas não pode se dar em relação a interesses particulares. 

O Palácio do Planalto, a Casa Civil não pode cuidar de interesses imobiliários de ministros”, afirmou.

O líder do governo no Senado disse que as votações no Congresso vão ser mantidas.
“Uma vez que aquilo que o governo propôs e que está tramitando aqui no Senado é aquilo que corresponde às necessidades do país e que tem apoio não apenas no Senado, mas da população brasileira. É importante avançarmos no caminho de reformas, sob pena de não sairmos da crise em que estamos metidos”, disse Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP).

Em nota, o presidente do Senado, Renan Calheiros, do PMDB, que é do mesmo partido do presidente, disse que "as alegações do ex-ministro da Cultura não afetam Temer, que reúne todas as condições para levar adiante o processo de transição".