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sexta-feira, 8 de setembro de 2017

TEMER E CUNHA COMPRARAM VOTOS DE DEPUTADOS NO GOLPE DE 2016, DIZ FUNARO

TEMER E CUNHA COMPRARAM VOTOS DE DEPUTADOS NO GOLPE DE 2016, DIZ FUNARO

 

O golpe de 2016, contra a presidente Dilma Rousseff e contra a própria democracia brasileira, foi comprado; quem afirma é o corretor Lúcio Funaro, que disponibilizou os recursos para a operação; segundo revela em sua delação premiada, Funaro diz que Eduardo Cunha e Michel Temer se falavam diariamente às vésperas do impeachment; num belo dia, Cunha pediu dinheiro para comprar os votos necessários e Funaro viabilizou a operação; ação que pede a anulação do golpe está nas mãos do ministro Alexandre de Moraes, indicado por Temer para o Supremo Tribunal Federal

8 DE SETEMBRO DE 2017 ÀS 08:24

247 – O aspecto mais relevante da delação premiada do corretor Lúcio Funaro não é a revelação de esquemas de corrupção na Caixa Econômica Federal, no FI-FGTS e em outros feudos ocupados pelo PMDB e pela turma de Michel Temer. 

Trata-se do roubo da própria presidência da República, com a compra de votos no impeachment fraudulento aceito por Eduardo Cunha.

O golpe de 2016, contra a presidente Dilma Rousseff e contra a própria democracia brasileira, foi literalmente comprado, diz Funaro, que disponibilizou os recursos para a operação.

Segundo revela em sua delação premiada, obtida pelo jornalista Robson Bonin, da revista Veja, Funaro diz que Eduardo Cunha e Michel Temer se falavam diariamente às vésperas do impeachment.

Num belo dia, Cunha pediu dinheiro para comprar os votos necessários e Funaro viabilizou a operação, liberando o dinheiro para a compra dos deputados da bancada de Cunha.

Atualmente, a ação que pede a anulação do golpe está nas mãos do ministro Alexandre de Moraes, indicado por Temer para o Supremo Tribunal Federal.


terça-feira, 11 de abril de 2017

Delator revela ao TSE como Temer exigiu propina e suas ameaças

11/4/2017 14:20
Delator revela ao TSE como Temer exigiu propina e suas ameaças

 

O ex-diretor de Relações Institucionais do Grupo Odebrecht e delator da Lava Jato, Claudio Melo Filho, detalhou em seu depoimento ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) o encontro que manteve com Michel Temer no Palácio do Jaburu, durante a campanha eleitoral de 2014, e que resultou na doação de R$ 10 milhões por parte da empreiteira para o PMDB. 

A maior parte dos recursos foi empregada na campanha para o governo de São Paulo que tinha como candidato o presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf, como detalha o blog do jornalista Fausto Macedo. 

"Os dois, tanto o sr Eliseu Padilha quanto o sr. Michel Temer falaram da dificuldade do processo eleitoral de 2014, da... da..., que estava crescendo a oposição etc e tal, coisas desse tipo. 

Em determinado momento, o sr Michel Temer fez uma solicitação ao Marcelo para que a Odebrecht ajudasse as campanhas do PMDB no ano de 2014", afirmou Melo em seu depoimento ao ministro e relator do processo que pode resultar na cassação da chapa Dilma-Temer no TSE Herman Benjamim. 
Oitiva aconteceu no último dia 6.

"Ele (o ex-presidente da empreiteira Marcelo Odebrecht) tentou que fosse canalizado integralmente para a campanha do sr Paulo Skaf. Houve uma reação do outro lado", observou Melo. "Ambos (Temer e Padilha) disseram: Marcelo, mas não dá para você contribuir com o PMDB e destinar só para uma pessoa", assegurou.

Melo disse, ainda, que informou Marcelo Odebrecht que ele teria dificuldades para convencer Temer e Padilha em direcionar os recursos apenas para a campanha de Skaf. "E ele disse: fique tranquilo que eu me viro lá", afirmou. 

Após conversar com Padilha e Temer, Melo destacou que Marcelo Odebrecht disse que repassaria R$ 6 milhões para a campanha de Skaf e os demais "R$ 4 milhões ficariam para o grupo que ficou a cargo definido naquele encontro do sr Eliseu Padilha determinando para onde seria alocado esse recurso".




sexta-feira, 3 de fevereiro de 2017

PROCURADOR QUE CELEBROU MORTE DE MARISA FALAVA EM TOCAR GASOLINA E FOGO EM DILMA

PROCURADOR QUE CELEBROU MORTE DE MARISA FALAVA EM TOCAR GASOLINA E FOGO EM DILMA
 

A Corregedoria-Geral do Ministério Público de Minas Gerais abriu uma investigação sobre a conduta do procurador do Estado Rômulo Paiva Filho, que desejou a morte da ex-primeira-dama Marisa Letícia; "Morre logo, peste! Quero abrir logo o meu champagne!", postou o procurador, ao compartilhar uma notícia sobre o estado de saúde de Dona Marisa no Facebook; em agosto, ele deu outra "ideia": um banho de gasolina em Dilma Rousseff e tacar fogo

3 DE FEVEREIRO DE 2017 ÀS 21:50

Minas 247 - A Corregedoria-Geral do Ministério Público de Minas Gerais abriu uma investigação sobre a conduta do procurador do Estado Rômulo Paiva Filho, que desejou a morte da ex-primeira-dama Marisa Letícia, informa reportagem do portal G1.

"Morre logo, peste! Quero abrir logo o meu champagne!", postou o procurador, ao compartilhar uma notícia sobre o estado de saúde de Dona Marisa no Facebook. Ele já apagou as postagens em sua página (confira o vídeo aqui).

Em agosto, ele havia dado outra "ideia": um banho de gasolina em Dilma Rousseff e tacar fogo. 

"Quem vai acender a pira olímpica? Eu sugiro dar um banho de gasolina na Dilma, tacar fogo com a tocha e mandar ela correr em direção à pira. Que tal?", dizia o post de 5 de agosto de 2016.


A imagem pode conter: 1 pessoa, sentado e tabela
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segunda-feira, 30 de janeiro de 2017

Tal pai tal filho: Flavio Bolsonaro, financiado por empresas corruptas da Lava Jato

FAMILIA BOLSONARO
Tal pai tal filho: Flavio Bolsonaro, financiado por empresas corruptas da Lava                      Jato
São Paulo  domingo 29 de janeiro| Edição do dia
 

Nesta parte da investigação sobre o Bolsonaro e o seu envolvimento com políticos e empresas corruptas, iremos ver que as empresas condenadas pela Lava Jato não financiaram somente a sua campanha, mas também a campanha de seu filho Flavio Bolsonaro que se elegeu deputado estadual pelo Rio de Janeiro.


Todo mundo sabe que o PMDB do Rio de Janeiro tem políticos corruptos como Eduardo Cunha e Sergio Cabral, este último preso por receber milhões em propina para fechar contratos públicos.

De acordo com uma reportagem de 2015 da Época, Pedro Paulo Carvalho Teixeira foi acusado pela sua ex-mulher de Alexandra Carvalho Marcondes de agressão. Segundo o relato de sua ex-esposa, Pedro Paulo tinha dado socos e pontapés na sua ex-esposa na frente de sua filha.


O dinheiro seria de empresas que atuavam na obra do Complexo Químico do Rio de Janeiro.

No último texto investigativo que escrevi sobre o Bolsonaro, citei o caso que o Pastor Everaldo, presidente do PSC - partido que Jair Bolsonaro faz parte -, pediu propina para o ex-presidente da câmara Eduardo Cunha. 

Também foi colocado que Marco Feliciano, em reportagem para BBC, disse que o ex-presidente da Câmara envolvido em inúmeros escândalos de corrupção era o seu malvado favorito.

Tal pai, tal filho


Em 2015, relatamos também que a JBS demitiu ilegalmente a cipeira Andreia Pires, por fazer um abaixo assinado que exigia um dialogo com a empresa para discutir a cobrança da refeição diária fornecida pela empresa.

Flavio também recebeu dinheiro da LOCTEC Engenharia. Conforme cito no texto das empresas que financiaram a campanha de Jair Bolsonaro, esta empresa recebeu uma ação do promotor da justiça de Goias por atos de improbidade administrativa. 

Além da LOCTEC, Flavio Bolsonaro também recebeu dinheiro da Galvão Engenharia. A cúpula desta empresa, conforme já relatamos, foi condenada pela operação Lava Jato no final de 2015.

O deputado estadual carioca, filho de Jair Bolsonaro, também recebeu dinheiro da BTG Pactual. Conforme consta na reportagem da G1 em 2015, o banqueiro Andre Esteves foi preso por obstruir as investigações da Lava Jato e teve que renunciar o comando da empresa. 

Além disso, Flavio Bolsonaro também recebeu dinheiro da construtora Noberto Odebrecht, pertencente ao grupo Odebrecht, cujo dono fez delação premiada que envolve diversos políticos para a equipe da Lava Jato.

Além destas empresas, Flavio também recebeu dinheiro da OAS e Andrade Guiterrez. A cúpula da OAS foi condenada pela Lava Jato por corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa. Leo Pinheiro foi preso por 16 anos e 4 meses de cadeia. 

Como havia colocado no segundo texto investigativo desta serie sobre o Bolsonaro, Guiterrez quando fez delação premiada mencionou propinas para as obras da Copa do Mundo, na Usina de Belo Monte e ferrovia Norte-Sul. 

Nesta delação foi citado o senador Edson Lobão e o ex-governador Sergio Cabral.

Assim como seu pai, Flavio Bolsonaro recebeu dinheiro da UTC, Bradesco, Gerdau e do Partido Progressista. 

O dono da UTC foi condenado a 8 anos e 2 meses de prisão pelos crimes de corrupção ativa e participação em organização criminosa por pagar propina em obras da Petrobrás. 

Conforme consta no site ’’meu congresso nacional’’, o Partido Progressista, pelo qual Flavio Bolsonaro se elegeu deputado estadual em 2014, arrecadou R$ 131,781,981.79 de empresas condenada e investigada pela Lava Jato. 

Luiz Trabuco presidente do Bradesco e Andre Gerdau estão sendo investigados pela Operação Zelotes.


Esta parte da investigação prova que não é somente o Jair Bolsonaro que está envolvido com políticos e empresários corruptos, mas também seu filho, Flávio Bolsonaro. 

Chama a atenção que muitas das empresas que financiaram a candidatura de Jair Bolsonaro em 2014 também financiaram a candidatura do seu filho.

Isto só prova que o lema ’’Bolsonaro 2018’’ como saída para a crise política e econômica que o país está vivendo é uma proposta reacionária, que nem de longe atende as necessidades dos trabalhadores e da população pobre. 

Muito pelo contrário, Jair Bolsonaro e o seu filho Flavio Bolsonaro fazem parte deste regime podre que está a serviço dos grandes empresários e das negociatas dos políticos corruptos.



quinta-feira, 19 de janeiro de 2017

TEMER ESTÁ PERDIDO E AGE COM IRRESPONSABILIDADE E IMPROVISOS, DIZEM DEPUTADOS

TEMER ESTÁ PERDIDO E AGE COM IRRESPONSABILIDADE E IMPROVISOS,                 DIZEM DEPUTADOS
 

Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara dos Deputados (CDHM) contestou as medidas de Michel Temer para conter a crise carcerária; "O governo Temer anuncia um mirabolante plano para utilizar as Forças Armadas em revistas de unidades prisionais sem especificar quando e como e, assim, envereda pelo caminho da improvisação e da irresponsabilidade", diz o texto assinado pelo presidente da comissão, deputado Padre João (PT-MG), e endossada pelos demais membros do colegiado

18 DE JANEIRO DE 2017 ÀS 14:01 

Hylda Cavalcanti, da RBA - O ministro da Defesa, Raul Jungmann, anunciou hoje (18) o início de trabalho de inteligência e planejamento em instalações prisionais para encaminhar atividades de vistoria dos presídios pelas Forças Armadas. 

A autorização para as medidas está publicada no Diário Oficial da União (DOU). Jungmann argumentou que as Forças Armadas não poderão atuar junto à população carcerária e que o trabalho deverá respeitar limites estabelecidos pela Constituição. 

No momento da entrevista, a Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara dos Deputados (CDHM) contestou, em nota, as medidas de Temer para conter a crise carcerária.

O texto divulgado pela CDHM, que enviou representantes para uma diligência, na última semana, em presídios de Amazonas e Roraima, classificou de "improvisação e irresponsabilidade" as iniciativas adotadas até agora pelo governo de Michel Temer. 

E acrescentou que o Executivo demonstrou estar "perdido, acuado e sem projeto para responder à gravíssima crise penitenciária do país".

"O governo Temer anuncia um mirabolante plano para utilizar as Forças Armadas em revistas de unidades prisionais sem especificar quando e como e, assim, envereda pelo caminho da improvisação e da irresponsabilidade", diz o documento.

A CDHM considera irresponsabilidade o envolvimento de efetivos militares "que não têm atribuição constitucional ou competência técnica para atual em unidades penais" e diz que esse tipo de iniciativa "exigirá adaptações em operações de assalto e ocupação de território concebidas para a guerra para atuar em missões eminentemente civis não correspondidas a contento pelo Estado".

Assinalam os parlamentares da comissão: "O questionamentos de toda a sociedade civil e acadêmica envolvida no debate sobre segurança pública ao mal ajambrado 'Plano Nacional de Segurança Pública' anunciado pelo Ministro da Justiça há uma semana mostra novamente a sua inconsistência, ao lançar mão de medida que ali não estava contida e com certeza não estudada a fundo, dada a fragilidade de sua apresentação em coletiva ontem sem maiores detalhes ou fundamentação".

O ministro da Defesa minimizou críticas ao fato de essa atuação enfraquecer o papel do atual ministro da Justiça, Alexandre de Moraes – que tem sido responsabilizado por falhas no Plano Nacional de Segurança Pública, divulgado no último dia 5, e foi contestado ontem por secretários estaduais da área. "O Ministério da Justiça está cumprindo com o papel que lhe cabe. 

A responsabilidade constitucional dos presídios é dos estados e só nos cabe ajudar os governos estaduais neste momento", afirmou.

Na entrevista, o ministro Jungmann não mencionou a CDHM, mas disse que dentro de dez dias as Forças Armadas, após a realização desse trabalho de inteligência e levantamento, estará pronta para dar início às vistorias. Afirmou ainda que o trabalho será realizado com a presença de representantes do Ministério Público Federal Militar "observando a questão de direitos humanos".

Respeito à Constituição
O ministro afirmou que para que as vistorias aconteçam, entretanto, é preciso solicitação formal dos governos estaduais, o que se espera que seja feito a partir de hoje, sobretudo por estados da Região Norte. Segundo ele, o trabalho das Forças Armadas terá como objetivo detectar armas, celulares e outros equipamentos nos presídios, unidades prisionais e cadeias de sistemas aberto e semiaberto.


A princípio a estimativa é de utilização de mil homens das três Forças distribuídos em 30 equipes, mas esse contingente poderá ser ampliado a partir do aumento dos pedidos. "Quero assegurar aqui que o princípio federativo de Garantia da Lei e da Ordem (GLO, observado no artigo 142 da Constituição Federal) será totalmente respeitado nesse processo", contou.

De acordo com Jungmann, o procedimento de vistoria nos presídios será observado da seguinte forma: caberá ao sistema penitenciário e força de segurança de cada estado a retirada dos detentos, para que as Forças Armadas entrem nestes locais e realizem os trabalhos, de forma a evitar qualquer contato das Forças Armadas com os detentos. 

"Os governos estaduais poderão até pedir o apoio de integrantes da Força Nacional de segurança para esta tarefa, as Forças Armadas não poderão ter contato com os presidiários", acrescentou.

O ministro estimou um orçamento mínimo de R$ 10 milhões para execução desse trabalho, que deverá aumentar conforme as demandas a serem apresentadas. 

Ele lembrou que as Forças Armadas fizeram trabalho semelhante de varredura em todos os apartamentos da Vila Olímpica e nos locais de realização dos últimos jogos – na ocasião, como forma de prevenir ataques terroristas.

Mas admite que que o combate à crise penitenciária precisa ser integrado. "Não podemos e não vamos substituir os agentes penitenciários. 

Sabemos que existem hoje 244 mil presos provisórios no sistema carcerário brasileiro. Quanto mais atuarmos de modo integrado, melhor será para o país como um todo", destacou.

Competência técnica
Os integrantes da CDHM ainda afirmaram não encontrar eficácia nas medidas propostas pelo governo Temer, e alguma possibilidade de o Estado brasileiro recuperar sua capacidade de gestão e, principalmente, "ter condições de fazer cumprir a Lei e os objetivos constitucionalmente definidos para a execução penal".


"Abrir novas vagas ou invocar a Força Nacional de Segurança ou as Forças Armadas para impor a 'pax romana' nos presídios são medidas tão simplistas quanto de fôlego curto, o que exigirá novos factoides para novos desdobramentos da atual crise", destacou o documento.

Os principais dirigentes da CDHM entregam esta semana ao Ministério da Justiça e ao Conselho Nacional de Justiça o relatório com as impressões obtidas durante a inspeção realizada na última semana. 

A nota com as críticas ao governo foi assinada pelo presidente da comissão, deputado João Carlos Siqueira, o Padre João (PT-MG), e endossada pelos demais integrantes do colegiado, formado por outros 19 parlamentares.



segunda-feira, 9 de janeiro de 2017

ASSISTA: Assange diz que o Brasil é o país mais espionado pelos EUA na América Latina e que ele tem mais interesse

ASSISTA: Assange diz que o Brasil é o país mais espionado pelos EUA na América Latina e que ele tem mais                                           interesse

POSTED BY: ADMIN JANUARY 9, 2017

assange

ASSISTA: Assange diz que o Brasil é o país mais espionado pelos EUA na América Latina e que ele tem mais                                              interesse



sexta-feira, 6 de janeiro de 2017

Após polêmica, Temer lança edital de R$ 208 mi para publicidade

Após polêmica, Temer lança edital de R$ 208 mi para publicidade
Três agências devem ser contratadas para divulgar atividades do governo durante um ano
POLÍTICA ATRÁS DO PREJUÍZO   HÁ 18 HORAS 06/01/2017  POR NOTÍCIAS AO MINUTO
 

O Palácio do Planalto lançou um edital para selecionar três agências de publicidade que divulgarão ações de governo durante 12 meses.

Segundo informações da coluna Radar On-Line, do site da revista Veja, o documento prevê gasto de até R$ 208 milhões para as campanhas.

O texto da licitação especifica elaboração de material de publicidade focado em direitos humanos. 

Questões LGBT, pessoas com deficiência e igualdade de gênero estariam entre os assuntos que o governo pretende divulgar.

A ação vem depois de pesadas críticas sobre uma campanha do Ministério dos Transportes, que sugeria que pessoas "de bem" também podem matar no trânsito. 

Todo o material teve de ser retirado após repercussão negativa do público.




quinta-feira, 8 de dezembro de 2016

Barraco no Senado Federal, Renan parte pra cima de Lindbergh e da “sopapo” em Gleisi Hoffmann

Barraco no Senado Federal, Renan parte pra cima de Lindbergh e da “sopapo” em Gleisi Hoffmann

The News Brazil: Renan e Lindbergh batem boca; petista o acusa de ter que ‘entregar a mercadoria’. Presidente do Senado envolve Caiado na discussão por declarações favoráveis ao seu afastamento.

O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), derrotou a oposição nesta quinta-feira e avançou na tramitação da PEC do teto dos gastos, incluindo na pauta para efeitos de debate e contagem de prazos a proposta que fixa limite para os gastos públicos. 

Na discussão, Renan e o líder da minoria, senador Lindbergh Farias (PT-RJ), bateram boca.

Inconformado com a postura de Renan, que em outras ocasiões era acusado de ser condescendente com as questões apresentadas pela minoria, Lindbergh disse que Renan estava agindo assim depois da decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) favorável a ele.

Vossa Excelência tem que entregar a mercadoria agora! — gritava Lindbergh.

Renan respondeu envolvendo o líder do DEM no Senado, Ronaldo Caiado (GO).

— A mercadoria o senhor já entregou quando fez a aliança tácita com o Caiado — rebateu Renan, que ficou irritado pelo fato de Lindbergh e Caiado terem dado declarações favoráveis ao cumprimento da decisão de Marco Aurélio de afastá-lo do cargo, quando o restante apoiou sua decisão de não assinar a notificação.

O líder do DEM reagiu de pronto.


— Não faço acordo tácitos com quem nem falo. Vossa Excelência se limite a falar de quem está falando — respondeu Caiado.
Renan, pouco antes, desabafara;
— A oposição não costuma cansar nunca.

A sessão foi convocada apenas para contar esse prazo, numa vitória do Palácio do Planalto: contagem do prazo para que a PEC seja votada, em segundo turno e de forma definitiva, no próximo dia 13.

Renan não deu trégua ao PT e ao PCdoB. O presidente do Senado primeiro negou pedido da líder do PCdoB, senador Vanessa Grazziotin (AM), e depois colocou em votação um recurso da senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR), que foi rejeitado por 48 votos a 12. 

Assim, que o PT foi derrotado, Renan encerrou a discussão da PEC, deixando claro que era apenas para contar prazo, e passou ao próximo item da pauta.


O líder do governo no Senado, Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP), criticou a tentativa da oposição de não cumprir o acordo sobre o calendário de votações.

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— Todos sabemos que os acordos firmados entre as bancadas são essenciais para o funcionamento da Casa. Tenho por mim a prática de respeitar acordo — disse Aloysio Nunes.

Renan ainda brincou que tentou felicitar o senador Álvaro Dias (PV-PR) pelo seu aniversário, mas sem sucesso.

— O procurei bastante pela Mesa Diretora para cumprimentá-lo pelo aniversário — disse Renan.





segunda-feira, 5 de dezembro de 2016

Juiz de MT manda bloquear R$ 108 milhões de ministro e de sócios

05/12/2016 17h24 - Atualizado em 05/12/2016 19h54
Juiz de MT manda bloquear R$ 108 milhões de ministro e de sócios
Ministro Eliseu Padilha e sócios causaram danos ambientais, diz decisão. Além disso, gado é criado em fazendas localizadas em parque ambiental.
Pollyana Araújo e André SouzaDo G1 MT
 O ministro-chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha, durante coletiva antes de participar do debate 'O Futuro e os Desafios do Brasil', no Grand Hotel Hyatt, na Zona Sul de São Paulo (Foto: Hélvio Romero/Estadão Conteúdo)
O ministro-chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha, é sócio-proprietário 
de uma fazenda em Vila Bela da Santíssima Trindade 
(Foto: Hélvio Romero/Estadão Conteúdo)

A Justiça de Mato Grosso determinou o bloqueio de R$ 108 milhões em bens do ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, e de mais cinco sócios dele em duas fazendas localizadas no Parque Estadual Serra Ricardo Franco, em Vila Bela da Santíssima Trindade, a 562 km de Cuiabá, por degradação ambiental. 

Cabe recurso das decisões.

Por meio de assessoria, Eliseu Padilha informou que foram bloqueados da conta bancária dele R$ 2.067. "Tomei conhecimento da existência de duas ações civis públicas em Vila Bela da Santíssima Trindade, que tratariam de desmatamentos que nunca fiz. Em decorrência, foi bloqueada minha conta corrente bancária com o saldo de R$ 2.067,12, originário de minha aposentadoria. 

Tão logo tenha conhecimento dos processos manejarei os recursos competentes para demonstrar que tais ações são improcedentes", declarou, em nota.

As decisões do juiz Leonardo de Araújo Costa Timiati, da Vara Única daquele município, foram dadas no dia 30 de novembro. Conforme o magistrado, os montantes bloqueados devem servir para a recuperação das áreas degradadas.

A Secretaria Estadual de Meio Ambiente (Sema) identificou o desmate irregular de 82,75 hectares na Fazenda Paredão, sem autorização ou licença ambiental. Por causa dos danos, o magistrado mandou bloquear R$ 69.896.312,85 em bens do ministro e de outros seis sócios dele.

Já na Fazenda Cachoeira foi constatado o desmatamento irregular de 735 hectares na área rural, sem autorização ou licença expedida pela Sema, além do uso de ocupação do solo em desacordo com o Sistema Nacional de Unidade de Conservação (Snuc). Por causa da devastação, foi lavrado pela Sema um auto de infração, segundo a decisão. Pelos danos ambientais causados nessa área, o juiz determinou o bloqueio de R$ R$ 38,2 milhões em bens do ministro e de outras quatro pessoas.

Irregularidades
Na decisão consta que, conforme o Cadastro Ambiental Rural (CAR), Padilha e os outros são proprietários da Fazenda Cachoeira.

"O desflorestamento em questão foi praticado de forma totalmente ilegal, na medida em que a área encontra-se nos limites da Unidade de Conservação Parque Estadual Serra de Ricardo Franco, local em que se admite apenas o uso indireto dos recursos naturais", diz trecho da decisão em caráter liminar.

No despacho, o juiz reforça que o parque criado em 1997 constitui em uma unidade de conservação que pertence ao grupo de proteção integral, ou seja, no espaço apenas pode ser feito o uso indireto com ações de turismo ecológico, com passeios, trilhas e educação ambiental. 

A reserva também "serve de refúgio para espécies endêmicas e abriga um ecossistema de valor inestimável para a humanidade".

Além do desmatamento irregular, os proprietários da fazenda utilizavam a área para a criação de gado, sem autorização.

Desse modo, a Justiça determinou o fim imediato de todas as atividades que lesem o meio ambiente, sob pena de multa diária de R$ 100 mil, e a retirada do rebanho da propriedade no prazo de 60 dias, também sob risco de multa do mesmo valor. 

No prazo de cinco dias da retirada do gado da fazenda, os proprietários devem informar à Justiça e apresentar uma cópia das Guias de Trânsito Animal (GTA).

No entanto, o juiz considerou a dificuldade da reparação dos danos ambientais, apesar do bloqueio de bens em busca de reparar os danos. 
"O dano ambiental causado, bem como sua continuação, verdadeiramente traduzem lesão grave. Consequentemente, a reparação do dano ao meio ambiente é extremamente difícil, quando não impossível, e, por isso todos, os esforços devem ser envidados para assegurar que a reparação integral seja efetivamente realizada, inclusive com a reparação extrapatrimonial", pontuou.

Para o bloqueio de bens, foram encaminhados ofícios aos cartórios de registro de imóveis dos municípios de Vila Bela da Santíssima Trindade, Pontes e Lacerda (MT), Novo Santo Antônio (MT), Colniza (MT), Nova Lacerda (MT), Comodoro (MT), Cuiabá, Brasília, São Paulo, Rio de Janeiro, Goiânia, Florianópolis, Porto Alegre e Belo Horizonte para que certifiquem a existência de bens imóveis registrados em nome do ministro e dos outros sócios e decretem a indisponibilidade, assim como ao Banco Central e ao sistema de Restrições Judiciais de Veículos Automotores, o Renajud.

Também foram comunicadas as Juntas Comerciais de Mato Grosso, de Santa Catarina, do Rio Grande do Sul, de São Paulo, do Rio de Janeiro e do Distrito Federal para a indisponibilidade de todas as ações e/ou cotas sociais das empresas das quais Padilha e os sócios sejam administradores ou tenham cotas ou ações.

O Instituto de Defesa Agropecuária de Mato Grosso (Indea-MT) também deverá informar à Justiça o número de cabeças de gado registradas em nome dos requeridos.

Padilha e os sócios ainda deverão em 60 dias, a contar da data da notificação, apresentar um plano de recuperação de área degradada, com base nas diretrizes indicadas pela Secretaria de Meio Ambiente, e, 30 dias após a aprovação, deverão comprovar a execução desse plano. A recuperação da área deve ser acompanhada pelos órgãos ambientais responsáveis.

Outro lado
Em nota, o ministro Eliseu Padilha alega que não cometeu nennhum crime ambiental e que não extraiu árvores da propriedade. Confira a nota na íntegra:

"Surpreendeu-me dois fatos que aconteceram hoje. Primeiro, a existência de duas ações civis públicas, no estado de Mato Grosso, em Vila Bela da Santíssima Trindade, tratando de desmatamentos, e correlacionando meu nome. Segundo, tomar conhecimento destas, saber que buscavam um bloqueio de mais de R$ 100 milhões em contas correntes minha e de outras pessoas.

O Senhor Juiz, surpreendentemente, deferiu, liminarmente, sem me ouvir, o bloqueio de meus bens, que estão declarados em meu imposto de renda. Tudo que eu tenho está disponível ao conhecimento de qualquer cidadão. Diferentemente do que está sendo noticiado, não foi bloqueada dita importância em minha conta corrente bancária, até porque o saldo dela era de R$ 2.067,12, que foi bloqueado.


O Senhor Juiz deferiu uma medida extrema, no primeiro ato processual sem ouvir as partes. Tal despacho não é uma sentença é uma liminar no início do processo, no qual creio que no final a decisão será pela improcedência de ambas as ações.

Vamos contestar as ações, produzir as nossas provas e cremos que ambas serão julgadas improcedentes, pois confiamos na capacidade do Poder Judiciário em fazer a verdadeira justiça.

Não cometi nenhum crime ambiental. Não extrai uma só árvore na propriedade em questão. Isto tudo restará provado quando da decisão final".