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domingo, 23 de setembro de 2018

É CONFUSÃO! Ministro Da Defesa Confronta Comandante Do Exército; SAIBA!


É CONFUSÃO! Ministro Da Defesa Confronta Comandante Do Exército; SAIBA!

Por Portal Click Política Em 22 set, 2018


O ministro da Defesa, general Joaquim Silva e Luna, confrontou o comandante do Exército, general Eduardo Villas Bôas, que em entrevista publicada em 9 de setembro afirmara que o resultado das eleições poderia ser questionado (aqui). 

O general Luna respondeu nesta sexta (21) a uma pergunta direta de uma jornalista sobre a entrevista de Villas Bôas. 

Segundo o ministro, as Forças Armadas não têm que aceitar ou não aceitar o resultado da eleição, mas garantir que as instituições funcionem. 

Ele destacou que “a Bíblia das Forças Armadas é a Constituição Federal” e que não existe risco de os militares não reconhecerem o resultado do pleito. 

O confronto público entre um ministro da Defesa e o comandante do Exército é inédito e agravado pelo fato de ambos serem generais.

“Não há risco nenhum de as Forças Armadas quererem aceitar ou deixar de aceitar aquilo que é legal ou institucional”, disse ele, 
que complementou:
“Tem mais é que garantir as instituições funcionando normalmente e, quando solicitadas, garantir a lei e a ordem”. 

As declarações foram dadas numa entrevista durante a 15ª Conferência Internacional de Segurança do Forte de Copacabana, no Rio de Janeiro.

A fala de Luna é um alívio para os que desejam um país democrático e abre uma crise nas Forças Armadas. 

É a primeira vez em que um ministro da Defesa repreende publicamente o comandante do Exército, farto agravado por serem ambos generais.

 Luna ainda tentou minimizar as declarações do chefe do Exército, afirmando depois de sua resposta que entendeu a entrevista de Villas Bôas como conciliatória e que 
“expressa a preocupação de todos os brasileiros de que a a eleição deve transcorrer em clima de normalidade”.

Mas o confronto de posições está à luz do dia.

CLICK POLÍTICA com informações do Sul21


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quinta-feira, 19 de janeiro de 2017

TEMER ESTÁ PERDIDO E AGE COM IRRESPONSABILIDADE E IMPROVISOS, DIZEM DEPUTADOS

TEMER ESTÁ PERDIDO E AGE COM IRRESPONSABILIDADE E IMPROVISOS,                 DIZEM DEPUTADOS
 

Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara dos Deputados (CDHM) contestou as medidas de Michel Temer para conter a crise carcerária; "O governo Temer anuncia um mirabolante plano para utilizar as Forças Armadas em revistas de unidades prisionais sem especificar quando e como e, assim, envereda pelo caminho da improvisação e da irresponsabilidade", diz o texto assinado pelo presidente da comissão, deputado Padre João (PT-MG), e endossada pelos demais membros do colegiado

18 DE JANEIRO DE 2017 ÀS 14:01 

Hylda Cavalcanti, da RBA - O ministro da Defesa, Raul Jungmann, anunciou hoje (18) o início de trabalho de inteligência e planejamento em instalações prisionais para encaminhar atividades de vistoria dos presídios pelas Forças Armadas. 

A autorização para as medidas está publicada no Diário Oficial da União (DOU). Jungmann argumentou que as Forças Armadas não poderão atuar junto à população carcerária e que o trabalho deverá respeitar limites estabelecidos pela Constituição. 

No momento da entrevista, a Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara dos Deputados (CDHM) contestou, em nota, as medidas de Temer para conter a crise carcerária.

O texto divulgado pela CDHM, que enviou representantes para uma diligência, na última semana, em presídios de Amazonas e Roraima, classificou de "improvisação e irresponsabilidade" as iniciativas adotadas até agora pelo governo de Michel Temer. 

E acrescentou que o Executivo demonstrou estar "perdido, acuado e sem projeto para responder à gravíssima crise penitenciária do país".

"O governo Temer anuncia um mirabolante plano para utilizar as Forças Armadas em revistas de unidades prisionais sem especificar quando e como e, assim, envereda pelo caminho da improvisação e da irresponsabilidade", diz o documento.

A CDHM considera irresponsabilidade o envolvimento de efetivos militares "que não têm atribuição constitucional ou competência técnica para atual em unidades penais" e diz que esse tipo de iniciativa "exigirá adaptações em operações de assalto e ocupação de território concebidas para a guerra para atuar em missões eminentemente civis não correspondidas a contento pelo Estado".

Assinalam os parlamentares da comissão: "O questionamentos de toda a sociedade civil e acadêmica envolvida no debate sobre segurança pública ao mal ajambrado 'Plano Nacional de Segurança Pública' anunciado pelo Ministro da Justiça há uma semana mostra novamente a sua inconsistência, ao lançar mão de medida que ali não estava contida e com certeza não estudada a fundo, dada a fragilidade de sua apresentação em coletiva ontem sem maiores detalhes ou fundamentação".

O ministro da Defesa minimizou críticas ao fato de essa atuação enfraquecer o papel do atual ministro da Justiça, Alexandre de Moraes – que tem sido responsabilizado por falhas no Plano Nacional de Segurança Pública, divulgado no último dia 5, e foi contestado ontem por secretários estaduais da área. "O Ministério da Justiça está cumprindo com o papel que lhe cabe. 

A responsabilidade constitucional dos presídios é dos estados e só nos cabe ajudar os governos estaduais neste momento", afirmou.

Na entrevista, o ministro Jungmann não mencionou a CDHM, mas disse que dentro de dez dias as Forças Armadas, após a realização desse trabalho de inteligência e levantamento, estará pronta para dar início às vistorias. Afirmou ainda que o trabalho será realizado com a presença de representantes do Ministério Público Federal Militar "observando a questão de direitos humanos".

Respeito à Constituição
O ministro afirmou que para que as vistorias aconteçam, entretanto, é preciso solicitação formal dos governos estaduais, o que se espera que seja feito a partir de hoje, sobretudo por estados da Região Norte. Segundo ele, o trabalho das Forças Armadas terá como objetivo detectar armas, celulares e outros equipamentos nos presídios, unidades prisionais e cadeias de sistemas aberto e semiaberto.


A princípio a estimativa é de utilização de mil homens das três Forças distribuídos em 30 equipes, mas esse contingente poderá ser ampliado a partir do aumento dos pedidos. "Quero assegurar aqui que o princípio federativo de Garantia da Lei e da Ordem (GLO, observado no artigo 142 da Constituição Federal) será totalmente respeitado nesse processo", contou.

De acordo com Jungmann, o procedimento de vistoria nos presídios será observado da seguinte forma: caberá ao sistema penitenciário e força de segurança de cada estado a retirada dos detentos, para que as Forças Armadas entrem nestes locais e realizem os trabalhos, de forma a evitar qualquer contato das Forças Armadas com os detentos. 

"Os governos estaduais poderão até pedir o apoio de integrantes da Força Nacional de segurança para esta tarefa, as Forças Armadas não poderão ter contato com os presidiários", acrescentou.

O ministro estimou um orçamento mínimo de R$ 10 milhões para execução desse trabalho, que deverá aumentar conforme as demandas a serem apresentadas. 

Ele lembrou que as Forças Armadas fizeram trabalho semelhante de varredura em todos os apartamentos da Vila Olímpica e nos locais de realização dos últimos jogos – na ocasião, como forma de prevenir ataques terroristas.

Mas admite que que o combate à crise penitenciária precisa ser integrado. "Não podemos e não vamos substituir os agentes penitenciários. 

Sabemos que existem hoje 244 mil presos provisórios no sistema carcerário brasileiro. Quanto mais atuarmos de modo integrado, melhor será para o país como um todo", destacou.

Competência técnica
Os integrantes da CDHM ainda afirmaram não encontrar eficácia nas medidas propostas pelo governo Temer, e alguma possibilidade de o Estado brasileiro recuperar sua capacidade de gestão e, principalmente, "ter condições de fazer cumprir a Lei e os objetivos constitucionalmente definidos para a execução penal".


"Abrir novas vagas ou invocar a Força Nacional de Segurança ou as Forças Armadas para impor a 'pax romana' nos presídios são medidas tão simplistas quanto de fôlego curto, o que exigirá novos factoides para novos desdobramentos da atual crise", destacou o documento.

Os principais dirigentes da CDHM entregam esta semana ao Ministério da Justiça e ao Conselho Nacional de Justiça o relatório com as impressões obtidas durante a inspeção realizada na última semana. 

A nota com as críticas ao governo foi assinada pelo presidente da comissão, deputado João Carlos Siqueira, o Padre João (PT-MG), e endossada pelos demais integrantes do colegiado, formado por outros 19 parlamentares.



segunda-feira, 12 de dezembro de 2016

Para comandante do Exército, 'malucos' defendem intervenção militar

Para comandante do Exército, 'malucos' defendem intervenção militar
HuffPost Brasil  14 horas atrás 11/12/2016
 
© Montagem/Estadão Conteúdo e Facebook

Em entrevista ao Estadão, o comandante do Exército, general Eduardo Villas Bôas, afirmou que não há nenhuma chance de intervenção militar no país, mesmo diante de um cenário de crise institucional. 

Villas Bôas contou à jornalista Eliane Cantanhêde que, eventualmente, "tresloucados" ou "malucos" pedem a ele que o Exército assuma o poder no Brasil.

“Esses tresloucados, esses malucos vêm procurar a gente aqui e perguntam: ‘Até quando as Forças Armadas vão deixar o País afundando? Cadê a responsabilidade das Forças Armadas?’”

Durante a conversa, o general citou o artigo 142 da Constituição Brasileira, que fala sobre a "autoridade suprema do Presidente da República" em relação às Forças Armadas, e disse que militares na ativa e na reserva estão "escaldados" pelo Golpe de 1964, que submeteu o país a mais de 20 anos de ditadura. 

Ele contou ainda que se reuniu com o presidente Michel Temer e com o ministro da Defesa, Raul Jungmann para discutir a situação de "instabilidade" do país. 
Leia a íntegra da entrevista aqui.