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segunda-feira, 15 de maio de 2017

CASO ZELOTES: Lula comenta indiciamento da PF e dispara, ‘Eles me indiciam por ilações e não por provas’

CASO ZELOTES: Lula comenta indiciamento da PF e dispara, ‘Eles me indiciam por ilações e não por provas’
15 de maio de 2017
 

A defesa do ex-presidente Lula reiterou sua inocência, em nota divulgada na noite desta segunda-feira 15, no caso da MP 471, em que a Polícia Federal indicia o petista por corrupção passiva no âmbito da Operação Zelotes.

Leia a íntegra da nota dos advogados:

Nota
A defesa do ex-Presidente Luiz Inácio Lula da Silva repudia toda e qualquer ilação sobre seu envolvimento em atos ilícitos a respeito da edição da MP 471, alvo da Operação Zelotes.

Desconhecemos o documento emitido hoje pela Polícia Federal, mas reforçamos que Lula foi submetido, nos últimos dois anos, a verdadeira devassa e nenhuma prova foi encontrada, simplesmente porque não houve de sua parte qualquer ato de corrupção, ao contrário do que tem afirmado seus acusadores.

Essa onda de ataques só serve para reforçar que nosso cliente é vítima de perseguição política por meio de procedimentos jurídicos, pratica reconhecida internacionalmente como lawfare, e que atenta contra o Estado Democrático de Direito.

Cristiano Zanin Martins e Roberto Teixeira


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AGRADEÇO A TODOS



terça-feira, 4 de abril de 2017

Delegado se complica e admite perseguição a Lula


terça-feira, 4 de abril de 2017
Delegado se complica e admite perseguição a Lula



Em CPI do Carf, delegado da PF não sabe explicar por que chamou Lula para falar sobre MP editada por FHC. 

O delegado da Polícia Federal, Marlon Cajado, não soube explicar por que o ex-Presidente Fernando Henrique Cardoso, autor de uma Medida Provisória para o setor automotivo sob suspeita, não foi chamado para prestar esclarecimentos no âmbito da operação Zelotes. 

O questionamento foi feito pelo deputado federal Paulo Pimenta (PT-RS) em audiência da CPI do Carf, nesta terça-feira (29). Pimenta fez uma série de perguntas que ficaram sem resposta. 

“Você  chamou  o  ex-presidente  Fernando Henrique, como autoridade da época, para explicar porque foi editada e a importância dessa Medida Provisória? 

Você não entendeu que era importante chamar o presidente que editou a MP original, só quem reeditou?



quinta-feira, 9 de março de 2017

Presidentes da Suécia e França defendem Lula contra Moro: "sua condenação seria vergonha mundial"

9/3/2017 10:36
Presidentes da Suécia e França defendem Lula contra Moro: "sua condenação seria vergonha mundial"
Stefan Löfven (Suécia), François Hollande e Nicolas Sarkozy (França) saem em defesa de Lula
 

Três ex-presidentes e dois atuais mandatários das repúblicas de Brasil, França e Suécia servirão de testemunha de Defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva em processo movido contra ele no âmbito da Operação Zelotes, na Justiça Federal de Brasília. 

São eles: Fernando Henrique Cardoso, Dilma Rousseff, Stefan Löfven (Suécia), François Hollande e Nicolas Sarkozy (França).

A Defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva protocolou nesta quarta-feira a resposta à acusação feita pelo Ministério Público Federal do DF na 10ª Vara Federal Criminal de Brasília. 

A peça acusatória, que contém documentos em língua inglesa sem tradução e outros problemas de forma, é baseada em uma mirabolante e inconsequente teoria sem provas que termina por tentar condenar Lula por supostamente ter vendido uma influência no governo Federal após sua saída do cargo, que os próprios procuradores afirmam que o ex-presidente de fato não tinha, muito embora tentasse parecer que tinha.

É neste contexto que o MPF-DF acusa Lula de ter “vendido” a falsa ideia de que teria como influenciar o governo Dilma Rousseff para que este comprasse 36 aviões-caça de uma empresa sueca, e não de uma empresa francesa que com ela competia, dentro de um intrincado processo de compra de equipamentos militares pelo Estado brasileiro, que vinha sendo negociado desde o governo Fernando Henrique Cardoso (1995-2002) e cuja conclusão só se deu no governo Dilma, em agosto de 2015.

Para tentar sustentar a exótica tese, os procuradores afirmam que o atual primeiro-ministro da Suécia, Stefan Löfven, teria tentado marcar uma reunião com o ex-presidente Lula no final de 2013, e que esta reunião seria para que Lula usasse de sua influência no governo Dilma para convencê-la a comprar os caças suecos. 

Os procuradores alegam ainda que o mandatário sueco (que, à época, ainda não era primeiro-ministro daquele país), teria escrito uma carta a Lula pedindo que este fizesse este favor.

Isso é o que alega o MPF-DF, mas não apresenta nenhuma prova - nenhuma! - de que a tal carta chegou a Lula, muito menos a de que o ex-presidente teria intercedido junto ao governo federal para que a compra se efetivasse. 

Até porque, nos oito anos em que presidiu o país, Lula poderia ele mesmo ter coordenado esta compra, além de ter defendido, publicamente, a compra dos caças franceses Rafale.

Assim, para que não pairem dúvidas da mirabolância da tese dos procuradores, o primeiro-ministro sueco foi chamado pela defesa de Lula a depor e esclarecer os fatos. 

No mesmo contexto, encaixam-se os pedidos para que deponham Dilma Rousseff e Fernando Henrique Cardoso: para que possam explicar como funciona uma compra militar internacional deste porte, como a decisão final de se adquirir os caças suecos se concretizou e pela análise de quantas pessoas passa uma aquisição dessa envergadura. 

Um exemplo é o alto comando da FAB (Força Aérea Brasileira), que, desde 2010, assentou entendimento de que os aviões suecos eram os que melhor serviriam ao Brasil.

Por fim, o ex-presidente e o atual mandatário francês foram chamados ao processo para que possam contar aos procuradores e ao juizado brasileiro como se deram as negociações entre os dois países, quais foram os pontos que tornaram a negociação mais difícil e todas as circunstâncias que fizeram com que o negócio entre as duas nações não se concretizasse.

Conforme está explicado na resposta à acusação protocolada pelos advogados de Lula, “o processo de aquisição dos caças Gripen NG foi permeado de profunda transparência, debate público, apuro técnico e atenção às questões econômico-financeiras e à situação fiscal do País.” 

“A complexidade de fatores envolvidos não permite que justificativas singelas elaboradas pela acusação expliquem 
o processo decisório

Assim, é pouco relevante a contribuição do Parquet (Ministério Público) ao emitir opiniões rasas sobre temas que fogem de sua alçada, como ao afirmar que “o fator determinante na opção da ex-presidente [Dilma Rousseff] parece mesmo ter sido a crise dela com o então presidente americano, Barack Obama, a partir de documentos vazados pro Edward Snowden”.



Fonte: conversa afiada




segunda-feira, 30 de janeiro de 2017

Tal pai tal filho: Flavio Bolsonaro, financiado por empresas corruptas da Lava Jato

FAMILIA BOLSONARO
Tal pai tal filho: Flavio Bolsonaro, financiado por empresas corruptas da Lava                      Jato
São Paulo  domingo 29 de janeiro| Edição do dia
 

Nesta parte da investigação sobre o Bolsonaro e o seu envolvimento com políticos e empresas corruptas, iremos ver que as empresas condenadas pela Lava Jato não financiaram somente a sua campanha, mas também a campanha de seu filho Flavio Bolsonaro que se elegeu deputado estadual pelo Rio de Janeiro.


Todo mundo sabe que o PMDB do Rio de Janeiro tem políticos corruptos como Eduardo Cunha e Sergio Cabral, este último preso por receber milhões em propina para fechar contratos públicos.

De acordo com uma reportagem de 2015 da Época, Pedro Paulo Carvalho Teixeira foi acusado pela sua ex-mulher de Alexandra Carvalho Marcondes de agressão. Segundo o relato de sua ex-esposa, Pedro Paulo tinha dado socos e pontapés na sua ex-esposa na frente de sua filha.


O dinheiro seria de empresas que atuavam na obra do Complexo Químico do Rio de Janeiro.

No último texto investigativo que escrevi sobre o Bolsonaro, citei o caso que o Pastor Everaldo, presidente do PSC - partido que Jair Bolsonaro faz parte -, pediu propina para o ex-presidente da câmara Eduardo Cunha. 

Também foi colocado que Marco Feliciano, em reportagem para BBC, disse que o ex-presidente da Câmara envolvido em inúmeros escândalos de corrupção era o seu malvado favorito.

Tal pai, tal filho


Em 2015, relatamos também que a JBS demitiu ilegalmente a cipeira Andreia Pires, por fazer um abaixo assinado que exigia um dialogo com a empresa para discutir a cobrança da refeição diária fornecida pela empresa.

Flavio também recebeu dinheiro da LOCTEC Engenharia. Conforme cito no texto das empresas que financiaram a campanha de Jair Bolsonaro, esta empresa recebeu uma ação do promotor da justiça de Goias por atos de improbidade administrativa. 

Além da LOCTEC, Flavio Bolsonaro também recebeu dinheiro da Galvão Engenharia. A cúpula desta empresa, conforme já relatamos, foi condenada pela operação Lava Jato no final de 2015.

O deputado estadual carioca, filho de Jair Bolsonaro, também recebeu dinheiro da BTG Pactual. Conforme consta na reportagem da G1 em 2015, o banqueiro Andre Esteves foi preso por obstruir as investigações da Lava Jato e teve que renunciar o comando da empresa. 

Além disso, Flavio Bolsonaro também recebeu dinheiro da construtora Noberto Odebrecht, pertencente ao grupo Odebrecht, cujo dono fez delação premiada que envolve diversos políticos para a equipe da Lava Jato.

Além destas empresas, Flavio também recebeu dinheiro da OAS e Andrade Guiterrez. A cúpula da OAS foi condenada pela Lava Jato por corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa. Leo Pinheiro foi preso por 16 anos e 4 meses de cadeia. 

Como havia colocado no segundo texto investigativo desta serie sobre o Bolsonaro, Guiterrez quando fez delação premiada mencionou propinas para as obras da Copa do Mundo, na Usina de Belo Monte e ferrovia Norte-Sul. 

Nesta delação foi citado o senador Edson Lobão e o ex-governador Sergio Cabral.

Assim como seu pai, Flavio Bolsonaro recebeu dinheiro da UTC, Bradesco, Gerdau e do Partido Progressista. 

O dono da UTC foi condenado a 8 anos e 2 meses de prisão pelos crimes de corrupção ativa e participação em organização criminosa por pagar propina em obras da Petrobrás. 

Conforme consta no site ’’meu congresso nacional’’, o Partido Progressista, pelo qual Flavio Bolsonaro se elegeu deputado estadual em 2014, arrecadou R$ 131,781,981.79 de empresas condenada e investigada pela Lava Jato. 

Luiz Trabuco presidente do Bradesco e Andre Gerdau estão sendo investigados pela Operação Zelotes.


Esta parte da investigação prova que não é somente o Jair Bolsonaro que está envolvido com políticos e empresários corruptos, mas também seu filho, Flávio Bolsonaro. 

Chama a atenção que muitas das empresas que financiaram a candidatura de Jair Bolsonaro em 2014 também financiaram a candidatura do seu filho.

Isto só prova que o lema ’’Bolsonaro 2018’’ como saída para a crise política e econômica que o país está vivendo é uma proposta reacionária, que nem de longe atende as necessidades dos trabalhadores e da população pobre. 

Muito pelo contrário, Jair Bolsonaro e o seu filho Flavio Bolsonaro fazem parte deste regime podre que está a serviço dos grandes empresários e das negociatas dos políticos corruptos.



sexta-feira, 13 de janeiro de 2017

MP VÊ NARDES COMO CHEFE DE ESQUEMA DE CORRUPÇÃO

MP VÊ NARDES COMO CHEFE DE ESQUEMA                 DE CORRUPÇÃO
 

Ministro do TCU que capitaneou o voto contra a presidente Dilma Rousseff na questão das 'pedaladas fiscais' é apontado pela Procuradoria da República como "mentor" das atividades de lobby da Planalto Soluções, uma das empresas investigadas na Operação Zelotes; para o MP, embora negue, Nardes continua sócio da empresa e se vale da posição de ministro do TCU para praticar condutas que extrapolam as atribuições do cargo; segundo a Zelotes, a Planalto recebeu R$ 2,5 milhões, entre 2011 e 2012, da SGR Consultoria, uma das principais suspeitas de pagamentos a conselheiros do Carf; anotações indicam que o "tio" de Carlos Juliano, que para os investigadores é uma referência ao ministro do TCU, recebeu R$ 1,6 milhão na mesma época; Nardes já foi citado como destinatário de R$ 1,8 milhão para colaborar na anulação, pelo Carf, de R$ 150 milhões em dívidas da RBS, afiliada da Globo no Rio Grande do Sul, terra do ministro

10 DE JANEIRO DE 2016 ÀS 08:12

Brasília 247 - Para a Procuradoria da República no Distrito Federal, o ministro do Tribunal de Contas da União (TCU) Augusto Nardes, que capitaneou o voto pela rejeição das contas da presidente Dilma Rousseff no cado das chamadas "pedaladas fiscais", é o "mentor" das atividades de lobby da Planalto Soluções, empresa investigada na Operação Zelotes.

Nardes foi formalmente sócio da Planalto até maio de 2005, mas hoje a empresa está registrada em nome de seu sobrinho, Carlos Juliano. 

Para os procuradores, entretanto, Nardes se vale da posição de ministro do TCU para praticar condutas que extrapolam os limites das prerrogativas e atribuições do cargo" e ministro continuou exercendo "ativamente suas prerrogativas de sócio e membro do respectivo Conselho de Administração" da Planalto mesmo após 2005, "inclusive com reuniões periódicas".

Segundo a Operação Zelotes, a Planalto recebeu R$ 2,5 milhões, entre 2011 e 2012, da SGR Consultoria, de José Ricardo da Silva. Ele é um dos principais alvos da investigação sobre suspeitas pagamentos a conselheiros do Carf (Conselho Administrativo de Recursos Fiscais) para favorecer empresas que recorriam de multas aplicadas pela Receita. 

Anotações indicam que o "tio" de Carlos Juliano, que para os investigadores é uma referência ao ministro do TCU, recebeu R$ 1,6 milhão na mesma época.

Outra citação a Augusto Nardes e a SGR envolve a anulação de dívidas que somam R$ 150 milhões do grupo RBS, retransmissora da TV Globo no Rio Grande do Sul, terra do ministro do TCU. Nardes teria usado sua influência em Brasília e no seu antigo partido, o PP, para ajudar o grupo de comunicação. 

O cancelamento dos débitos da RBS ocorreu no Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf), órgão do Ministério da Fazenda em que as fraudes apuradas pela Zelotes se materializavam. 

Em troca da anulação da dívida, a empresa teria pago R$ 15 milhões a uma série de pessoas. Entre estas, um ex-conselheiro do Carf e sócio da SGR, José Ricardo da Silva, o Zé Ricardo (leia mais).