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sábado, 16 de março de 2019

Dallagnol diz que condenações da Lava Jato podem ser anuladas


Dallagnol diz que condenações da Lava Jato podem ser anuladas

3 hours ago Denúncias 16/03/2019

 
Curitiba- PR- Brasil- 24/10/2016- O o juiz Sergio Moro e o procurador Deltan Dallagnol, durante sessão especial na Assembléia Legislativa do Paraná (ALEP). Foto: Pedro de Oliveira/ ALEP

Em entrevista ao Estadão, o procurador da Laja Jato Deltan Dallagnol admite que condenações da operação podem ser anuladas.

Leia os principais trechos:

A decisão do Supremo sobre caixa 2 foi o mais duro golpe sofrido pela Lava Jato nos seus 5 anos?

O que aconteceu no Supremo foi uma decisão que, na nossa perspectiva, desfavorece as investigações e os processos que vinham alcançando bons resultados, dentro das regras que existiam. 

À partir dessa decisão, casos em que, além do crime de corrupção, houve também um crime de caixa 2 eleitoral – o que é muito comum na Lava Jato, serão enviados para a Justiça Eleitoral. 

Precisamos lembrar que a Lava Jato identificou que o dinheiro era desviado por meio de contratos públicos a fim de alimentar o bolso dos envolvidos e campanhas eleitorais. 

Ou seja, praticar também crimes eleitorais.

A ida dos casos para a Justiça Eleitoral é negativa, sem qualquer demérito para ela, que tem um trabalho de excelência no tocante a casos eleitorais. 

O problema é que a Justiça Eleitoral não é vocacionada para apurar esse tipo de crime (corrupção, lavagem de dinheiro etc). 

Os juízes e promotores atuam em sistema de rodízio, mudando a cada dois anos, o que prejudica o conhecimento mais profundo de um caso como a Lava Jato. 

Em segundo ponto, eles atuam parte do tempo do seu dia na Justiça Eleitoral. 

Ela não tem estrutura própria, ela tem estrutura emprestada. 

Ou seja, um promotor que atua na área de família vai dedicar algumas horas por dias a questões eleitorais. 

Um caso como a Lava Jato exige dedicação integral. 

Terceiro ponto é que esses promotores e juízes são obrigados por lei a dar preferência para casos que envolvam as eleições. 

Deixam as investigações de corrupção em segundo plano, quando para a sociedade elas são prioridade. 

E por fim não é uma Justiça especialidade em lavagem de dinheiro.

A minha conclusão é que não tem como dar certo.

Vocês já fizeram um balanço de quantos casos podem sair da Lava Jato e ir para a Eleitoral?

Vamos usar os melhores argumentos técnicos e jurídicos disponíveis para defender o nosso trabalho. 

Vamos usar os melhores argumentos técnicos jurídicos para defender nosso trabalho.

 Mas à partir desta quinta-feira, saiu do nosso controle.

Agora, essa decisão traz uma nuvem cinzenta de incerteza jurídica, porque vai gerar uma série de discussões que vão acontecer em um sem número de processos da Lava Jato.

 Discussões essas que serão travadas em habeas corpus, não amanhã, mas ao longo de dois, três, cinco anos, ou mais. 

E ainda que questão tenha sido sedimentava em matéria de habeas corpus nas três instâncias, ela vai ser rediscutida depois da sentença.

O maior prejuízo esperado será para os processos já com sentença ou para as investigações em aberto?

A decisão do Supremo vai ter um efeito nos casos presentes, nos casos futuros e até mesmo nos casos passados, que podem vir a ser anulados, inclusive condenações. 

Ela disse que crime de corrupção e crimes de caixa 2 devem ser julgados em conjunto na Justiça Eleitoral. 

Se em um caso do passado descumprimos essa regra, que o Supremo estabeleceu nesta quinta, à partir de uma interpretação do Direito que existe há muito tempo, os casos são anulados.

 Porque essa interpretação do Supremo é sobre uma regra que sempre existiu, mas nunca foi tornada clara. 

Tanto era discutível que a decisão foi por 6 (votos) a 5. 

Isso faz com que casos da Lava Jato em que havia caixa 2 associado à corrupção, o que foi bastante comum, seja passíveis de serem anulados. 

Quando a Justiça errada julga o caso, o caso é passível de anulação e não tem salvação, é o que em Direito chamamos de nulidade absoluta.

A Lava Jato conseguiu romper a barreira das discussões de nulidade para tratar do mérito, das provas e fatos. 

Com a decisão do Supremo, a barreira das nulidades está sendo restabelecida. 

Não sabemos nem podemos assegurar qual vai ser o resultado, de fato.


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quinta-feira, 14 de março de 2019

GLOBO VAI DERRUBAR BOLSONARO, AFIRMA PAULO HENRIQUE AMORIM


GLOBO VAI DERRUBAR BOLSONARO, AFIRMA PAULO HENRIQUE AMORIM

Escrito por Portal Click Política 12 de março de 2019

A Globo não vai para a oposição

Publicado em 20 de fev de 2019


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segunda-feira, 12 de novembro de 2018

JUIZ PODE SE DÁ MAL: A Cada Entrevista, Moro Perde Mais Um Pedaço De Sua Fantasia


JUIZ PODE SE DÁ MAL: A Cada Entrevista, Moro Perde Mais Um Pedaço De Sua Fantasia

Por Portal Click Política Em 12 nov, 2018

 

“Ao deixar a Vara, Moro poderá levar muitos dos presentes que recebeu de admiradores — antipetistas militantes —, mas por certo não tocará nesses cadáveres”, escreve o jornalista Joaquim de Carvalho no Diario do Centro do Mundo. 

“O problema é que não estão sepultados e, como acontece no universo dos políticos, são fantasmas que a qualquer momento podem se manifestar”, acrescenta.

De acordo com o jornalista, “a partir de janeiro, diga o que disser, Moro não terá mais a toga para exorcizá-los, se tornará, como qualquer um de nós, sujeito à lei que rege a vida dos mortais. 

Lula não disse, mas, certamente, sabe que Moro pode ter ido com muita rapidez matar sua sede na fonte do poder”. 

“Vai continuar com a lenga-lenga de que será um ministro técnico, mas já exibe sua face de ministro político, ao blindar futuros companheiros de ministério, como Onyx Lorenzoni, flagrado com 100 mil reais de caixa 2 (qual a diferença entre caixa 2 e propina?) em sua campanha de 2014”, diz. 

“Vão surgir outros episódios como este, e Moro, aos poucos, deixará cair pedaços de sua máscara e de sua fantasia. 

Até que, um dia, estará totalmente nu”

CLICK POLÍTICA com informações de brasil247


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quarta-feira, 24 de maio de 2017

Investigado por corrupção, Temer põe Exército nas ruas por uma semana

Investigado por corrupção, Temer põe Exército nas ruas por uma semana
24/05/2017 - [16:41] – Política

Investigado pelo Ministério Público Federal por corrupção, organização criminosa e obstrução judicial, Michel Temer assinou decreto em que coloca tropas federais nas ruas do Distrito Federal por uma semana; decisão praticamente coloca o Brasil em estado de sítio, no momento em que mais de 85% dos brasileiros desejam a saída de Temer e eleições diretas para presidente; nesta quarta-feira 24, Brasília entrou em chamas com os protestos contra as reformas de um governo ilegítimo, que chegou ao poder por meio de um golpe parlamentar; decreto já está publicado no Diário Oficial

 Brasília 247 – Investigado pelo Ministério Público Federal por corrupção, organização criminosa e obstrução judicial, Michel Temer assinou decreto em que coloca tropas federais nas ruas do Distrito Federal por uma semana.

A informação foi dada pelo ministro da Defesa, Raul Jungmann, em coletiva de imprensa durante confusão em Brasília após repressão da Polícia Militar contra manifestantes que protestavam contra as reformas do governo, pela saída de Temer e por eleições diretas.

"O senhor presidente da República decretou, por solicitação do presidente da Câmara, uma ação de garantia da lei e da ordem", anunciou Jungmann, que disse que Temer não irá aceitar baderna.

 "O senhor presidente da República faz questão de ressaltar que é inaceitável baderna, inaceitável o descontrole e que ele não permitirá que atos como esse venham a turbar o processo que se desenvolve de foram democrática e com respeito às instituições", afirmou.

"Atendendo à solicitação do senhor presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, mas também levando em conta fundamentalmente uma manifestação que estava prevista como pacífica. 

Ela degringolou à violência, vandalismo, desrespeito, agressão ao patrimônio público e na ameaça às pessoas, muitas delas servidores que se encontram aterrorizados", acrescentou o ministro, em seu pronunciamento.

A decisão praticamente coloca o Brasil em estado de sítio, no momento em que mais de 85% dos brasileiros desejam a saída de Temer e eleições diretas para presidente. 

Brasília entrou em chamas com os protestos contra as reformas de um governo ilegítimo, que chegou ao poder por meio de um golpe parlamentar.

 



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sábado, 1 de abril de 2017

“É IMPOSSÍVEL NÃO SENTIR VERGONHA DO QUE ESTÁ ACONTECENDO NO BRASIL”

“É IMPOSSÍVEL NÃO SENTIR VERGONHA DO QUE ESTÁ ACONTECENDO NO BRASIL”

 Foto: Nelson Jr./SCO/STF (25/10/2016)

O ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal (STF), fez um desabafo sobre a sucessão de escândalos de corrupção que abalam o País; "É impossível não sentir vergonha pelo que está acontecendo no Brasil e não podemos desperdiçar a chance de fazer com que o futuro seja diferente. Nós nos perdemos pelo caminho e precisamos encontrar um caminho que nos honre como projeto de País e nação", disse Barroso durante evento no STJ em Brasília; magistrado criticou a prática do Caixa 2, cuja anistia a quem praticou é abertamente defendida pelo seu colega de Corte, o ministro Gilmar Mendes, e disse que a medida "frauda a democracia"

1 DE ABRIL DE 2017 ÀS 09:29

247 - O ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal (STF), fez um desabafo sobre a sucessão de escândalos de corrupção que abalam o País. Durante palestra em evento no Superior Tribunal de Justiça (STJ), em Brasília, nessa sexta-feira, 31, Barroso disse que é impossível não sentir "vergonha" diante dos últimos acontecimentos do noticiário. 

"É impossível não sentir vergonha pelo que está acontecendo no Brasil e não podemos desperdiçar a chance de fazer com que o futuro seja diferente. Nós nos perdemos pelo caminho e precisamos encontrar um caminho que nos honre como projeto de País e nação", disse Barroso.

"É uma prática institucionalizada, que vai do plano federal, passa pelo estadual e chega ao municipal. Pode ser na Petrobrás, no BNDES, na Caixa Econômica, nos fundos de pensão, no Tribunal de Contas do Estado A, B ou C, tudo está contaminado pelo vício de levar vantagem indevida, pra deixar de fazer o que se tem de fazer", comentou.

O magistrado criticou a prática do Caixa 2, cuja anistia a quem praticou é abertamente defendida pelo seu colega de Corte, o ministro Gilmar Mendes, e disse que a medida "frauda a democracia".

"O caixa 2 frauda a democracia, porque faz com que quem tem mais dinheiro tenha mais representatividade do que quem tem menos dinheiro. 

O caixa 2 frauda o sistema democrático, a representação popular", criticou, ressaltando que a não declaração de doações tem se tornado uma "prática institucionalizada".



terça-feira, 14 de março de 2017

Noblat divulga no Globo que Gilmar batia duro no Caixa 2 do PT

Noblat divulga no Globo que Gilmar batia duro no Caixa 2 do PT
13 de março de 201
 

Em sua coluna nesta segunda-feira, o jornalista Ricardo Noblat lembrou que Gilmar Mendes, hoje defensor da não criminalização do caixa dois eleitoral, tinha uma posição diferente quando as acusações pairavam apenas sobre o PT.

“Assim ele contestou à época a defesa dos mensaleiros: ‘Essa supostamente inventiva tese do caixa 2, propalada como normal no ambiente partidário, não se sustenta pela origem ilícita dos recursos, que decorria de peculato ou de dinheiro associado a práticas de corrupção. 

Portanto, falar em recursos não contabilizados, como se se tratasse de mera falha no processo administrativo eleitoral, é o eufemismo dos eufemismos.’

Quando presidente, Fernando Henrique Cardoso quis processar Lula por ele ter dito que a privatização de empresas engordaria o caixa dois do PSDB. Há 10 dias, chamou caixa dois de “erro que precisa ser reconhecido, reparado ou punido”.

Corrupção seria a obtenção de recursos para enriquecimento pessoal. Políticos de A a Z assinariam em baixo do que disse o eminente sociólogo.

O artigo 317 do Código Penal prevê reclusão de dois a 12 anos para o agente público que “solicitar ou receber, para si ou para outrem, direta ou indiretamente, ainda que fora da função, ou antes de assumi-la, mas em razão dela, vantagem indevida (…)”.

O artigo 350 do Código Eleitoral prevê reclusão de até cinco anos e multa para quem ‘omitir, em documento público ou particular, declaração que dele devia constar’.”


Fonte: http://clickpolitica.com.br/

segunda-feira, 6 de março de 2017

Quem com ferro fere, com ferro será ferido: Senador, autor do parecer sem fundamento do impeachment, pode ter mandato cassado por caixa 2

Quem com ferro fere, com ferro será ferido: Senador, autor do parecer sem fundamento do impeachment, pode ter mandato cassado por caixa 2

 

05/03/2017 - Em depoimento ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o ex-presidente da Odebrecht Infraestrutura Benedito Júnior disse que  doou R$ 9 milhões em caixa dois para campanhas eleitorais do PSDB. Segundo ele, o pedido de ajuda foi feito por Aécio Neves, atual presidente do partido, e que em 2014 disputou com Dilma Rousseff a presidência da República.

O TSE investiga irregularidades ocorridas na campanha da chapa Dilma-Michel Temer. O Aécio, candidato derrotado do PSDB à época, foi quem pediu ao TSE abertura de processo a respeito. O processo foi aberto depois que começaram a surgir indícios e provas de que aconteceram irregularidades.

Conforme delação de Benedito Júnior, a Odebrecht repassou R$ 6 milhões para serem aplicados nas campanhas de Pimenta da Veiga, Antonio Anastasia e Dimas Fabiano Toledo Júnior. Pimenta da Veiga foi candidato ao governo de Minas e perdeu. Mas Antônio Anastasia foi eleito senador e  Toledo Júnior deputado federal. Os outros R$ 3 milhões foram para Paulo Vasconcelos, publicitário responsável pela campanha de Aécio.

Aécio e demais envolvidos serão incluídos em outro processo, cuja abertura será solicitada pela Procuradoria-Geral da República. Inclusive o senador Anastasia, autor do parecer de pedido de impeachment da presidenta Dilma, que pode ter seu mandado cassado por recebimento de caixa dois dessa empreiteira. 

Vê-se aplicado aquilo que disse Cristo ao seu discípulo Pedro:” Quem com ferro fere, com ferro será ferido”





terça-feira, 20 de dezembro de 2016

Com Temer ameaçado, Gilmar Mendes diz que Caixa 2 nem sempre é corrupção e postura de Ministro volta a revoltar sociedade

Com Temer ameaçado, Gilmar Mendes diz que Caixa 2 nem sempre é corrupção e postura de Ministro volta a revoltar sociedade
20 de dezembro de 2016
 

No mesmo dia em que veio à tona delação da Odebrecht afirmando doação de R$ 30 milhões via caixa dois para chapa que elegeu Michel Temer em 2014, o presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), ministro Gilmar Mendes, relativizou a prática. 

Para Gilmar, que vai julgar ação no TSE que pode cassar Temer, o caixa dois não significa necessariamente propina ou corrupção.

Para o ministro, é preciso saber a origem do dinheiro do caixa dois no âmbito do processo contra a chapa Dilma-Temer.

As informações são do Estado de S.Paulo.

“O caixa 2 não revela per se (em si mesmo) a corrupção, então temos de tomar todo esse cuidado. 

A simples doação por caixa dois não significa a priori propina ou corrupção, assim como a simples doação supostamente legal não significa algo regular”, disse Gilmar, ressaltando que a operação Lava Jato desvendou um esquema em que pagamento de propina era disfarçado como doação legal para campanhas de candidatos.

Segundo ele, a corte deverá apurar se as suspeitas de caixa 2 na chapa da presidente cassada Dilma Rousseff (PT) e do presidente Michel Temer (PMDB) configuram abuso de poder econômico. 

Responsável por definir a pauta de cada sessão do TSE, o ministro levantou a possibilidade de o processo que pode levar à cassação da chapa ficar para depois do primeiro semestre do ano que vem.

“É um processo extremamente complexo que a toda hora muda de configuração. Agora, se fala em caixa 2 com muita ênfase, com atribuição a pagamentos. Isso vai crescendo numa dimensão que não era do nosso conhecimento, mas não vejo com aflição. O ideal era que pudéssemos julgar hoje, mas se não tivermos condições, vamos fazer no momento oportuno, sem nenhum estresse”, completou.

Para o presidente do TSE, o processo terá o mérito de revelar como as campanhas presidenciais eram feitas até aqui. “Não se trata de cassar presidente, mas de saber como foi feita a campanha. 

Só isso terá mérito significativo, saber como as campanhas se faziam até aqui. Espero que elas não repitam mais esse modo”, comentou.