a Globo, parceira da Lava Jato deste o início, fez, nesta quarta-feira,
sua primeira crítica aberta ao juiz Sergio Moro.
Em editorial, o jornal O
Globo, da família Marinho, diz que Moro vazou a delação do ex-ministro Antônio
Palocci com o objetivo de interferir nas eleições, ou seja, atuando como cabo
eleitoral contra o PT e seu candidato Fernando Haddad.
“Moro
divulgou parte de delação que o ex-ministro Antonio Palocci, homem forte de
Lula, fizera ao Ministério Público, na qual garante que o ex-presidente sabia
do grande esquema de corrupção montado na Petrobras.
Pela simples razão de que
ele mesmo avalizara nomeações de técnicos da estatal na diretoria da empresa,
mas subordinando-os ao PT, PMDB e PP. Palocci terminaria fechando acordo de
delação premiada com a Polícia Federal.
Moro fez com que se recordasse o caso
do grampo de Lula e Dilma, agora com evidências de tentativa de interferência
no primeiro turno das eleições presidenciais, a ser realizado domingo que vem”,
diz o texto.
“Resta de
tudo isso uma chamada de atenção para que os poderes da República, em todas as
instâncias, se vacinem para não serem contaminados por lutas pelo poder — legítimas,
quando são travadas por meio do voto, com lisura; mas condenáveis,
se ocorrerem em manobras obscuras dentro de segmentos da máquina do Estado que
não podem perder o respeito da sociedade”, afirmam ainda os editorialistas.
Coincidência
ou não, a delação de Palocci foi usada na propaganda política de Geraldo
Alckmin e até Aécio Neves, flagrado nos grampos da JBS, posou de honesto e usou
a delação de Palocci para atacar o PT.
Alckmin em 2010 com o então candidato a deputado estadual
Ney Santos, acusado de ligação com o PCC; prefeito eleito de Embu das Artes,
ele estava foragido
O que o PCC
ganhou no acordo com o governo paulista em 2006?
Na época, a
facção realizou vários ataques, especialmente a postos da Polícia Militar, de
maneira coordenada. Eles foram interrompidos após uma reunião no presídio de
Presidente Bernardes, no interior do estado.
De acordo
com o Estadão, a solução foi encaminhada pela advogada Iracema Vasciaveo, então
presidente da ONG Nova Ordem, que defendia os direitos dos presos e
representava o PCC.
Iracema
esteve com Marcola, o líder.
O substituto de Geraldo, Claudio Lembo, deu aval
para o encontro, bem como os secretários da Segurança Pública e da
Administração Penitenciária — Saulo de Castro Abreu Filho e Nagashi Furukawa,
respectivamente.
A história
foi revelada pelo delegado José Luiz Ramos Cavalcanti, que depunha num
processo contra advogadas supostamente ligadas ao
crime
organizado. “Eu apenas autorizei a viagem.
O que aconteceu lá dentro, não
tenho detalhes”, afirma Lembo.
O diabo está
nos detalhes. Em tese, garantiu-se a rendição dos criminosos, desde que se
assegurasse a integridade física deles. Os atentados cessaram, subitamente, e o
poder do PCC só fez crescer.
Geraldo sempre negou qualquer tipo de acordo, mas
o fato é que a relação com o Primeiro Comando da Capital só se tornou mais
confusa, para usar um eufemismo, com o passar do tempo.
O deputado
Conte Lopes, ex-capitão da PM, declarou, certa vez, que “essa facção criminosa
é cria do PSDB”.
O PCC nasceu em 1993 na Cadeia Pública de Taubaté e sua
relação com o governo paulista é recheada de episódios assombrosamente estranhos.
Em 2010,
Alckmin pediu votos para um candidato a deputado estadual do PSC chamado
Claudinei Alves dos Santos, conhecido como Ney Santos.
Pouco
depois, Santos seria preso, acusado de adulteração de combustível,
enriquecimento ilícito, lavagem de dinheiro, sonegação fiscal e formação de
quadrilha.
Era também
investigado por envolvimento com o PCC. Em seu nome, um patrimônio de 50
milhões de reais, incluindo uma Ferrari e um Porsche.
Acabou
eleito prefeito de Embu.
Ok. Alckmin
provavelmente não sabia do passado, do presente e do futuro de Santos.
Mas nem
sua equipe?
Em 2012, um
inquérito sobre o envolvimento de PMs com o
PCC foi arquivado. Um ano depois, aconteceu outro episódio de ampla
repercussão, em que o governador saiu-se como herói na luta contra os bandidos.
Ele teria
sido ameaçado de morte, segundo um recado interceptado.
“Os bandidos dizem que
as coisas ficaram mais difíceis para eles, pois eu quero dizer que vai ficar
muito mais difícil”, disse GA, triunfal, em Mirassol.
Não contavam
com a astúcia do ex-secretário Antônio Ferreira Pinto, que revelou que a escuta
dos membros do PCC circulava desde 2011.
“Esse fato
não tinha credibilidade nenhuma.
A informação é importante desde que você
analise e veja se ela tem ou não consistência. Essas gravações não tinham.
Tanto que o promotor passou ao largo delas”, falou.
“Aí vem o
governo e diz: ‘Não vou me intimidar’. Ele está aproveitando para colher
dividendos políticos”.
De novo: Geraldo, muito possivelmente, não tinha ideia
de que as tais ameaças tinham dois anos de idade e nunca foram levadas a sério.
No início de
2014, outro evento inacreditável.
Um relatório vazado do Ministério Público
dava conta de um esquema para tirar Marcola e outros três chefões da
penitenciária de Presidente Venceslau.
O plano
estaria sendo arquitetado há oito meses.
Os homens já tinham serrado as grades
das janelas de suas celas, colocando-as de volta em seguida, devidamente
pintadas.
Eles sairiam dali para uma área do presídio sem cobertura de
cabos de aço, de onde seriam içados por um helicóptero com adesivos da Polícia
Militar.
O
“vazamento” do documento criou situações surreais. Policiais ficaram de tocaia
aguardando os meliantes. Jornalistas correram para lá.
No Jornal Nacional, um
repórter perguntava, sussurrando, a um franco atirador como funcionava a arma
dele. Diante da falta de ação, era o jeito.
Claro que
não aconteceu nada. Alckmin, no entanto, estava pronto para faturar.
Na Jovem
Pan, elogiou “o empenho da polícia de São Paulo, 24 horas, permanentemente,
contra qualquer tipo de organização criminosa, tenha a sigla que tiver. São
Paulo não retroage, não se intimida”.
Para ele, “lamentavelmente, isso acabou
vazando.”
O PCC, hoje,
controla áreas inteiras da cidade, as cadeias, tem ligação com escolas de samba
e mantém bases no Paraguai e na Bolívia.
Um fenômeno. Graças à transferência de
presos, São Paulo exportou membros da organização para todo o país.
Naquele ano
de 2006, Geraldo deu uma entrevista a uma rede de televisão australiana.
A
jornalista quis saber sobre os “grupos de extermínio” e sobre as ações da
facção.
Irritado, o “Santo” da Odebrecht se levantou da cadeira e encerrou o
papo abruptamente.
“Esse é um
problema do governo estadual.
Você deveria ir falar com eles. Tchau, tchau.
Bye, bye”, diz.
“Se eu soubesse que era sobre isso, não tinha entrevista.
Não
faz o menor sentido”, continua, numa indireta a seus assessores.
A
entrevistadora ainda tentou, inutilmente, um apelo: “Alguém precisa falar sobre
isso”.
O presidente
nacional do PSDB, Geraldo Alckmin, lamentou nesta terça-feira (17) a situação
de seu companheiro de partido Aécio Neves, que se tornou réu, mas ressaltou que
a lei no país deve ser para todos.
Por unanimidade,
os ministros da Primeira Turma do STF (Supremo Tribunal Federal) aceitaram
nesta terça-feira (17) denúncia contra o senador tucano por corrupção passiva e
obstrução judicial.
Na saída de
evento em Brasília, o também pré-candidato presidencial afirmou ter visto o
episódio com tristeza e observou que o senador mineiro ainda terá a
oportunidade de se defender.
“Não existe
justiça verde, amarela, azul ou vermelha.
Só existe Justiça. Decisão judicial
se respeita e a lei é para todos, sem distinção”, afirmou.
Apesar de
ter lamentado, Alckmin negou que o episódio cause embaraço ao partido ou à sua
candidatura.
Segundo ele, cabe apenas a Aécio agora definir se será candidato
nas eleições deste ano.
“Cabe a ele
definir o que vai fazer e como fazer”, disse.
FHC: “Dória fica fora do projeto político tucano para 2018”
e prefeito não gosta
11 de maio de 201
Cotado para disputar a vaga do PSDB na corrida presidencial
de 2018, o prefeito João Doria ficou fora do programa nacional do partido, que
será veiculado às 20h desta quinta-feira, 11, em emissoras de TV e rádio de
todo o País.
A cúpula nacional do PSDB optou por defender, no vídeo, a
importância da prática política para a democracia, na contramão do discurso
adotado por Doria, do “não político” e do “gestor”.
Em função dessa escolha,
não apenas o prefeito da capital, mas também o prefeito de Porto Alegre, Nelson
Marchezan, não ganhou espaço.
No vídeo, lideranças jovens da legenda se revezam com falas
sobre a criação de uma “nova política”. As declarações ocorrem após um grupo de
cidadãos apresentar, dentro de uma dinâmica de debate, uma série de queixas ao sistema
atual.
Entre os problemas apontados pelos personagens, no programa, está o
excesso de partidos, foro privilegiado e privilégios. “Se você falar da
política do jeito que ela é hoje, nós teríamos que implodir toda a política e
renascer”, afirma um deles.
De São Paulo, o programa incluiu os prefeitos de Lins, Edgar
de Souza, e de Santo André, Paulo Serra, além da vereadora de Piracicaba, Nancy
Thame. O debate traz também os prefeitos de Caruaru (PE), Raquel Lyra, e de
Castro Alves (BA), Thiancle da Silva Araújo, e uma vereadora em Rondônia,
Naiara Saraiva Silva, de Campo Novo.
Reconstruir a política’. “Ás vezes ouvir críticas como essas
pode ser difícil, mas esse é o primeiro passo, na verdade o único passo para
podermos melhorar de verdade a política.
A partir de agora vamos promover
encontros como esse por todo o País, para ouvir você e junto com você encontrar
soluções para melhorar a política, mas principalmente para melhorar a sua vida.
Esse é nosso grande desafio”, afirma o presidente nacional do PSDB, senador
Aécio Neves (MG), no vídeo.
“ O primeiro passo é preciso reconstruir a política
brasileira e para reconstruir é preciso resgatar alguns valores e princípios”,
defende o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso.
Além dos dois, também
participa do programa o governador Geraldo Alckmin, que considera que a maior
contribuição é “fazer o que as pessoas estão pedindo”.
Queridos
amigos e leitores do blog, estou impossibilitada de compartilhar o blog no
facebook pois o mesmo bloqueou as minhas postagens, não vi motivo para isso,
penso que é uma punição por eu divulgar notícias de Lula e do PT. Vocês pode
acessar o blog pelo Google, G+1 e twitter, ou no próprio blog, mas pode
compartilhar as notícias para a página de vocês.
TWITTER PASSA A ALCKMIN DADOS DE USUÁRIOS QUE O CHAMARAM DE
“LADRÃO DE MERENDA”
O Twitter terá que fornecer os dados cadastrais de seis
usuários ao governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB); decisão é da 4ª
Câmara de Direito Privado do Tribunal de Justiça de São Paulo que entendeu que
esses usuários utilizaram expressões que, ao menos em tese, podem configurar
dano moral; ao levar o caso para o colegiado, o relator votou por limitar a
abrangência da decisão especificamente a seis usuários: Betelgeuse
(@prof_fabio666), Alexandre de Moraes (@alemoraesduarte), Usuário CPTM e Metrô
(@UsuarioCPTM), Paulo de Lima (@PAULAO777), Carlos M. Heraclio
(@carlosmheraclio) e CaduLorena (@cadulorena); esta é a primeira decisão que
cita os usuários
21 DE ABRIL DE 2017 ÀS 14:48
Do Conjur - O Twitter terá que fornecer os dados
cadastrais de seis usuários ao governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB).
A decisão é da 4ª Câmara de Direito Privado do Tribunal de Justiça de São Paulo
que entendeu que esses usuários utilizaram expressões que, ao menos em tese,
podem configurar dano moral.
O governador ingressou com a ação cautelar com objetivo de
conseguir os dados para, em um segundo momento, ingressar com ação contra cada
autor das publicações.
Os seis perfis, segundo a ação, são os que possuem maior
número de publicações ofensivas a Alckmin no Twitter.
Na ação, o governador alega que esses perfis listados têm,
constantemente, extrapolado o direito de expressão e liberdade de pensamento.
O pedido chegou a ser aceito em primeira instância, mas o
Twitter recorreu. Alegou que a decisão poderia acarretar quebra indevida de
sigilo, uma vez que não foi indicado claramente as mensagens em que houve abuso
por parte dos usuários. Monocraticamente, o desembargador Teixeira Leite
suspendeu os efeitos da decisão por considerar presente o risco de dano grave,
de difícil ou impossível reparação.
Agora, ao levar o caso para o colegiado, o relator votou por
limitar a abrangência da decisão especificamente a seis usuários: Betelgeuse
(@prof_fabio666), Alexandre de Moraes (@alemoraesduarte), Usuário CPTM e Metrô
(@UsuarioCPTM), Paulo de Lima (@PAULAO777), Carlos M. Heraclio
(@carlosmheraclio) e CaduLorena (@cadulorena). Esta é a primeira decisão que
cita os usuários.
O governador chegou a pedir segredo de Justiça, mas foi
negado em primeira instância.
De acordo com Teixeira Leite, esses usuários expuseram juízo
de valor a respeito do governador, "com uso de expressões que, ao menos em
tese, podem configurar uma ofensa moral, dado o caráter pejorativo com que
ordinariamente são empregadas". Entre essas expressões está
"ladrão", "ladrão de merenda", "nazifascista" e
"inescrupuloso".
Na ação, proposta antes de ser divulgado que seu nome
aparece na delação premiada da Odebrecht, Alckmin também diz que foi ofendido
por um usuário que o chamou de "corrupto" e afirmou que ele teria
recebido propina da empreiteira.
Teixeira Leite ressalta que a decisão de determinar a entrega
dos dados não significa que os usuários realmente ofenderam o governador. O
relator explica que a configuração de ofensa moral somente poderá ser apurada
em ação indenizatória contra cada usuário.
"Todavia, nesta análise preliminar da questão, é de se
concluir que ao menos em tese os usuários em questão podem ter violado a honra
e imagem do agravado [Alckmin], o que autoriza a divulgação dos seus dados
cadastrais e números de IP, a fim de que sejam adotadas as medidas legais
pertinentes", concluiu o relator, sendo seguido pelos demais integrantes
da 4ª Câmara de Direito Privado do TJ-SP.
DELATADO NA LAVA JATO: Globo desiste de blindar tucanos e
diz que cunhado fazia trabalho sujo para Alckimin; CONFIRA!
21 de março de 2017
Os jornais de São Paulo já não vão poder ficar quietos.
O Globo, hoje, coloca na primeira página que Geraldo Alckmin está entre os
nomes para os quais o Procurador Geral da República pode a abertura de
inquérito, por ter, segundo as delações dos executivos da Odebrecht, recebido
dinheiro clandestinamente da empreiteira.
Segundo O Globo, o recolhimento do dinheiro teria sido feito por Adhemar
Ribeiro, cunhado do governador. O inquérito contra Alckmin será, quando o
Supremo Tribunal Federal o encaminhar, aberto no Superior tribunal de Justiça,
foro para governadores de estado.
Mas é no STF que correm os seis inquéritos pedidos por Janot
contra Aécio Neves, segundo o jornal o “campeão” de pedidos entre os candidatos
presidenciais.
Até agora se sabe de R$ 9 milhões pelo “caixa 2”, dinheiro para
sua própria campanha, paraa de Antonio Anastasia ao Senado; a de Pimenta da
Veiga ao governo de Minas Gerais e a de Dimas Fabiano Toledo Júnior (PP-MG), o
homem de Aécio em Furnas, à Câmara dos Deputados.
Outros R$ 3 milhões teriam
sido entregues a Paulo Vasconcelos, marqueteiro da campanha de Aécio à
Presidência da República.
Sobra ainda uma citação – o jornal não especifica a razão –
para o ex-prefeito do Rio, Eduardo Paes e seu candidato (derrotado) Pedro
Paulo.
O senador Roberto Requião (PMDB-PR) expressou sua indignação
com a manchete da Folha deste sábado, ao se posicionar nas redes sociais;
"O crime de Marisa? Não os mandarei se lixar nas ostras! Mas vão à
PQP", escreveu; na edição da Folha, a ex-primeira-dama Marisa Letícia
ganhou a manchete principal por ter comprado uma canoa de lata, por R$ 4,1 mil,
para ser usada num sítio que ela e ex-presidente Lula frequentam; recado de
Requião se estende a todos que tentam, a todo custo, inviabilizar politicamente
aquele que foi o presidente mais popular da história do País
30 DE JANEIRO DE 2016 ÀS 18:49
Paraná 247 – Sem rodeios e sem meais palavras, o
senador Roberto Requião (PMDB-PR) expressou sua indignação com a Folha de S.
Paulo e com aqueles que empreendem a caçada ao ex-presidente Lula, com
denúncias nem sempre consistentes.
"O crime de Marisa? Não os mandarei se lixar nas
ostras! Mas vão à PQP", escreveu Requião, postando ainda a imagem da canoa
de lata, comprada pela ex-primeira-dama por R$ 4,1 mil.
Neste sábado, a Folha noticiou, em sua manchete principal,
que uma aquisição de Marisa Letícia – a canoa de lata – a aproximaria do sítio
em Atibaia (SP), usado pelo ex-presidente e seus familiares (leia mais aqui). Ocorre que Lula jamais escondeu que frequenta a
propriedade, registrada por Jonas Suassuna, sócio de seu filho.
Graças a esses escândalos, o governador paulista Geraldo
Alckmin, que tem exonerado vários auxiliares graduados por suposto envolvimento
na máfia que desviava dinheiro da merenda escolar, se julgou numa posição
confortável para qualificar Lula como uma pessoa "sem limites" éticos
(confira aqui), provocando reação imediata do ex-presidente
(leia aqui).
A reportagem da Folha ao menos teve o mérito de revelar que
Lula, que já alvo de várias montagens na internet como se estivesse passeando em
iates de luxo, pesca numa canoa de lata (leia aqui).
Com denúncias como a de hoje, o objetivo óbvio é tentar
inviabilizar a volta de Lula, que deixou a presidência como
o líder político
mais popular da história do País.
Farmacêuticos flagram trambique de Alckmin e Dória para dar
remédio quase vencido à população
Terça-feira, 21 fev 2017 02:41 PM
Sindicato dos Farmacêuticos de São Paulo (Sinfar-SP)
questiona a doação de medicamentos para a rede de saúde da cidade de São Paulo,
anunciada no começo do mês pelo prefeito João Doria (PSDB).
O sindicato chama a atenção para a isenção do ICMS dos
remédios doados, em articulação entre a prefeitura e o governo estadual de
Geraldo Alckmin. Em outro ponto, o edital de chamamento para as doações,
publicado na semana passada no Diário Oficial da cidade, diz
“preferencialmente, validade superior a seis meses”.
O Sinfar pontua que o edital favorece as indústrias, já que, mesmo
no caso de medicamentos com validade de seis meses, eles não são mais
comercialmente viáveis para os laboratórios, nem para as farmácias e drogarias.
“Há o risco de vencimento do medicamento antes da conclusão do tratamento”.
Além disso, os remédios vencidos ou próximos ao
vencimento têm um custo de incineração para as indústrias, que, com as doações,
será arcado pela Prefeitura, segundo o sindicato. (Do GGN)
Leia a íntegra da nota do Sinfar-SP abaixo:
Posicionamento oficial sobre edital publicado nesta
quinta-feira no Diário Oficial da Cidade de São Paulo
O Sindicato dos Farmacêuticos no Estado de São Paulo (Sinfar-SP), por meio
desta nota, questiona alguns pontos acerca da publicação do Edital de
Chamamento Público nº 002/2017 – SMS.G, publicado nesta quinta-feira (16), na
página 45 do Diário Oficial da Cidade de São Paulo.
A atual gestão anunciou, no dia 08 de fevereiro, a parceria
com 12 laboratórios farmacêuticos que efetuariam a doação de 380 milhões de
comprimidos. Em coletiva de imprensa, prefeito e secretário de saúde de São
Paulo, afirmaram não haver contrapartida para as doações.
No entanto, na mesma
coletiva foi anunciada a isenção de ICMS para estas indústrias pelo governo
estadual. Ora, se é uma doação, por que há benefícios tributários para o
doador?
Ainda no dia 08, foi citado o número de 12 empresas do ramo
para a “doação”. Porém, em nenhum momento – pelo menos nas declarações à
imprensa – foram reveladas quais são essas “empresas parceiras”.
Qual critério
para seleção e atração dessas empresas, levando em consideração que a
administração pública está subordinada aos princípios de impessoalidade,
legalidade e publicidade dos atos públicos?
Hoje, 16 de fevereiro, foi publicado o Edital de Chamamento
Público pela Secretaria Municipal de Saúde informando que a empresa Cristália
Produtos Químicos Farmacêuticos LTDA protocolou uma proposta entregando as
doações da indústria e, aí então, convocando demais interessados em participar
do processo.
A) Por que, então, o chamamento público não foi feito antes de
anunciar as 12 empresas parceiras no dia 8 de fevereiro? B) Se o edital prevê a
entrega de envelopes fechados e a confidencialidade – com base no princípio da
impessoalidade dos atos públicos – com as propostas para participarem do
projeto, por que a Cristália apresentou sua proposta antes da publicação do
edital?
O edital prevê que os medicamentos tenham,
“Preferencialmente, validade superior a seis meses”. A) Se houver propostas com
doações de medicamentos cuja validade é inferior a este período, a Secretaria
Municipal de Saúde irá recebê-los? É importante observar que a população corre
o risco de receber medicamentos cujo prazo de validade não permitirá seu
consumo. Isso favorece as indústrias, uma vez que os medicamentos vencidos ou
próximos ao vencimento apresentam custo de incineração para as indústrias.
Estes, por sua vez, serão transferidos para a Prefeitura de São Paulo – ou
seja, mais custos para a população paulistana.
B) Mesmo no caso de medicamentos
cuja validade é de seis meses, ele não é mais comercialmente viável nem para a
indústria, nem para as farmácias e drogarias.
Há o risco de vencimento do
medicamento antes da conclusão do tratamento. Por que terá, então, valor para a
população que adquire esse medicamento via rede pública?
A prisão do líder do MTST, Guilherme Boulos, que passou dez
horas detido nesta terça-feira, acusado de incitação à violência quando tentava
mediar um conflito entre posseiros e policiais, foi uma inflexão na marcha
autoritária em curso no país.
A polícia que o prendeu é estadual mas o clima de
estado policial é nacional e foi instaurado pelo golpe. A partir da derrubada
de uma presidente eleita, espalhou-se pelo corpo social a percepção de que as
fronteiras da legalidade e das garantias constitucionais estão liberadas.
Já o ex-ministro Geddel Vieira Lima, apesar de provas e evidências acumuladas
de envolvimento em delitos, não foi preso, embora muitos outros, por muito
menos, tenho sido levados para o xadrez de Curitiba.
Contra Boulos, a polícia do governador Geraldo Alckmin chegou a invocar
canhestramente a aplicação da teoria do domínio do fato, a mesma que, com
interpretação distorcida, conforme reclamou seu próprio autor, permitiu a
condenação de José Dirceu pelo STF.
A teoria, em sua original acepção,
responsabiliza quem ocupa o topo de uma hierarquia, em determinadas condições,
pelos feitos dos subordinados.
Serve ao direito penal, aos juízes, não à
autoridade policial em fase investigativa. Mas quando tudo tornou-se
permitido, quando vigora a exceção , todos os absurdos são
admitidos.
Contra Boulos alegou-se também que ele liderou protesto,
no ano passado, em frente à residência paulista de Michel Temer. Acertar contas
agora foi uma confirmação da natureza essencialmente política de sua prisão,
conforme definição dele mesmo depois de liberado. É o revanchismo contra
os movimentos sociais.
Ninguém se iluda: na medida em que os conflitos sociais
se agudizarem, na conjuntura de devastação econômica criada pela política
Meirelles-Temer, a repressão vai se acentuar.
Já contra o ex-ministro Geddel, acumulam-se evidências. Ele perdeu a posição de
homem forte do governo Temer quando seu então colega de ministério Marcelo
Calero demonstrou que usava o cargo em defesa de interesses pessoais.
Outras
suspeitas surgiram envolvendo o prédio irregular cuja legalização ele tentou
forçar junto ao Iphan. Nada lhe aconteceu, nem sequer um inquérito foi aberto
sobre a traficância de influência.
Agora, a operação Cui Bono? o aponta como
agente superior de um esquema criminoso que cobrava propinas para liberar recursos
na Caixa Econômica Federal.
Um esquema composto ainda por Eduardo Cunha, Lucio
Funaro, Derziê SantAnna e Fabio Cleto, todos homens “batizados” pelo núcleo
cleptocrático do PMDB, ligado a Michel Temer. Mas Geddel não foi preso após a
diligência em sua casa. Por muito menos, a Lava Jato prendeu outros “agentes
públicos”.
O ex-ministro da Fazenda Guido Mantega, citado numa delação, foi retirado do
hospital em que acompanhava sua mulher numa cirurgia. Foi liberado, numa
evidência de que sua prisão não era necessária. Era apenas conveniente à Lava
Jato e às forças políticas a que serviu no curso do golpe.
O também ex-ministro
Paulo Bernardo foi preso após citação e por delator e foi liberado por ordem do
STF, na ausência de provas ou justificativas para a prisão preventiva.
Lula sofreu uma condução coercitiva embora sempre tenha se colocado à
disposição das autoridades.
Todas estas prisões foram cercadas por grande
espetáculo midiático. Mas estas e outras pessoas presas sem necessidade
são do PT. Geddel é uma eminência do PMDB no poder.