Mostrando postagens com marcador Ucrânia. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Ucrânia. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 13 de março de 2017

Parlamentar britânico: Moscou tornou desejo dos cidadãos da Crimeia realidade

Parlamentar britânico: Moscou tornou 
desejo dos cidadãos da Crimeia realidade
EUROPA       03:23 13.03.2017(atualizado 03:45 13.03.2017) 
 Comício-concerto “Somos juntos” em homenagem a reunificação da Crimeia com a Rússia decorre na praça Vasilevsky Spusk, junto ao Kremlin em Moscou
© Sputnik/ Vladimir Astapkovich

O deputado conservador do Parlamento do Reino Unido, Richard Balfe, declarou que a reintegração da Crimeia no território russo refletiu a vontade do povo desta península.

"Há quase dez anos, os habitantes da península já tinham dito que queriam ser parte da Rússia. Mais tarde, Moscou tornou este desejo realidade e recuperou a Crimeia", disse Balfe, em uma entrevista ao jornal Izvestia.

O deputado está seguro de que o Brexit não afetará a posição de Londres em relação à Crimeia e que nos próximos anos o Reino Unido seguirá a política da União Europeia. 

Balfe frisou que reconhecer a Crimeia seria uma "decisão muito amigável" mas os políticos têm que tomar em conta os interesses do seu país.

Em março de 2014 os EUA, a União Europeia e alguns de seus aliados impuseram sanções contra a Rússia por seu envolvimento na crise da Ucrânia e o que qualificam de "anexação ilegal" da península, apesar de que a reintegração desta no território russo foi decidida em referendo realizado em 16 de março de 2014.

A chancelaria russa declarou em repetidas ocasiões que respeita e aceita a decisão dos eleitores, que expressaram de forma democrática e em plena conformidade com o direito internacional e a Carta da ONU sua vontade de reunificar-se com a Rússia.

O presidente russo, Vladimir Putin, disse que o tema de Crimeia está "definitivamente fechado".




quarta-feira, 1 de fevereiro de 2017

OVNI em formato de charuto (Cigar-Shaped) filmado na ucrânia

02/02/2017
OVNI em formato de charuto (Cigar-Shaped) filmado na ucrânia

Este vídeo impressionante não é recente. Postado na internet em 2014 o vídeo supostamente mostra um grande UFO alongado sobre Korosten, Ucrânia, relata OpenMinds.TV .

O objeto foi filmado em 6 de Março sobre Korosten, que fica perto de Chernobyl, o local do desastre dausina nuclear de Chernobyl em de 1986, onde uma explosão resultou na precipitação radioativa que se espalhou ao longo de dezenas de milhares de milhas.

Ao longo da história de avistamentos de OVNIs, Objetos voadores em forma de charuto têm sido relatados com o acompanhamento de especulações de que esses objetos grandes são “Naves-mãe” que vêm de muito longe. Frequentemente relatados, discos menores ou embarcações triangulares sobrevoam estas naves. As “Cigar Shaped” São comparadas aos porta aviões oceânicos.
OVNI em formato de charuto filmado na ucrânia

É muitas vezes demasiado fácil rotular vídeos que não podemos explicar como um produto de imagens geradas por computador. Neste caso, no entanto, a melhor coisa que o vídeo é que o objeto parece realmente pertencer a ao cenário “, disse o ex agente especial do FBI Ben Hansen .

“Não há nenhum erro de animação evidente com acompanhamento de seus movimentos no quadro, e a cor e nitidez parecem apropriadamente degradada para a distância dada a partir da câmara. Dito isto, a pior coisa trabalhando contra a autenticidade do vídeo é que ele praticamente não tem pedigree “, disse Hansen The Huffington Post.

Hansen, o investigador principal da série Syfy Channel, “Fato ou falso: Arquivos Paranormais”, adverte contra a acreditar em tudo que você vê no YouTube como o artigo genuíno.

“Estes ‘ativistas virais” estão crescendo como ervas daninhas no ciberespaço.Alguns podem realmente ser genuinamente interessado em UFOs, mas eles implementam partes da teoria UFO contemporânea em sua farsa para aumentar a sua eficácia. “

Hansen sugere mais relatos de OVNIs podem aparecer
em ascensão na proximidade de zonas de guerra e desastres naturais.

 OVNI em formato de charuto filmado na ucrânia

A ideia é de que talvez os” visitantes “estejam observando eventos históricos ou procurando intervir. Para ativistas comerciais, um tema quente – como o conflito na Ucrânia – oferece um contexto para construir uma brincadeira ao redor e uma oportunidade que não pode ser desperdiçada “.

Sem uma testemunha real ou fatos que cercam as filmagens deste UFO, disse Hansen , qualquer tribunal iria demitir sumariamente como prova inadmissível. De acordo com BeforeItsNews.com , a Turner Network Radio faz algumas afirmações muito ousadas sobre este UFO na Ucrânia, incluindo os seguintes destaques:

Os Estados Unidos tem implantado um novo avião militar espetacular nos céus da Ucrânia. A embarcação fez sua presença conhecida no dia 6 de março, em plena luz do dia, e a mídia de forma perplexo e residentes locais, que chamaram de “UFO”. 

Uma vez que a embarcação já foi visto publicamente, TRN tem o prazer de ser capaz de relatar o desenvolvimento e implantação do novo “Sky Dreadnought.”

A Sky Dreadnought é o mais avançado sistema de armas militares na história da existência humana. Nada sobre a face da Terra pode até mesmo chegar perto de comparar. A embarcação, uma longa nave em forma de charuto, tem quase 3.000 pés de comprimento, equivalente ao comprimento de três porta-aviões.

Ele voa em virtude de um sistema de manipulação gravitacional, que lhe permite operar em qualquer altitude – mesmo para o espaço – e retorno, sem necessidade de motores a jato, hélices, tanques de combustível em massa ou motores de foguete. Tudo isto é conseguido através da manipulação da gravidade da Terra, o que, para todos os efeitos, oferece possibilidades de movimento ilimitados.
                           Assista abaixo este intrigante vídeo




quinta-feira, 12 de janeiro de 2017

Jornal britânico aponta Bolsonaro como incentivador do neonazismo

Jornal britânico aponta Bolsonaro como incentivador do neonazismo
Publicação diz que democracia de raças no Brasil é um mito e revela o crescimento de movimentos ultranacionalistas e neonazistas
POLÍTICA JORNAL BRITÂNICO     HÁ 18 HORAS  12/01/2017    POR NOTÍCIAS AO MINUTO
 

O jornal britânico Financial Times divulgou uma reportagem sobre o que eles chamaram de "mito da democracia de raças no Brasil". 

A publicação da última terça-feira (10) aponta o deputado federal Jair Bolsonaro como um dos incentivadores de grupos ultranacionais e neonazistas no país.

A matéria traz uma entrevista com o delegado Paulo César Jardim, que ordenou em dezembro do ano passado buscas por supostos membros de grupos neonazistas em Porto Alegre, no Rio Grande do Sul. A polícia procurou por possíveis integrantes brasileiros de um grupo extremista de direita da Ucrânia.

"A revelação de que movimentos ultranacionalistas brasileiros estão buscando experiência de combate no exterior é um fenômemo preocupante que chocou o país, que se considera um caldeirão de mistura racial. 

A ascensão de grupos neonazistas desafia o mito popular de que o racismo não existe no Brasil, pelo menos não na proporção observada em países como os Estados Unidos", diz o texto.

O Financial Times menciona a invasão do Congresso por um grupo de extrema direitacom bandeiras do Brasil, pedindo a volta da ditadura militar no país.

A reportagem cita Bolsonaro como um doscongressistas "ultraconservadores e seus entusiastas", que "vêm preenchendo o vácuo deixado após o impeachment de Dilma Rousseff". 

Segundo o texto, o deputado "nega ser neonazista, mas os críticos o acusam de compartilhar muitos pontos de vista do movimento, como racismo e intolerância".

Sobre o crescente movimento neonazista no país, o delegado entrevistado afirma não se tratar de criminosos comuns, pois "eles têm uma ideologia. São pessoas que acreditam na limpeza étnica, em pureza racial", explica.

Jardim relembra do ataque de extremistas armados com facas a um grupo de judeus que comemorava o 60º aniversário do fim do Holocausto, em 2005, em Porto Alegre. 

Além dos diversos casos recentes de ataques a homossexuais na Avenida Paulista, em São Paulo.




quarta-feira, 2 de novembro de 2016

Os jovens russos que estão treinando para uma guerra nuclear com o Ocidente

31/10/2016 19h09 - Atualizado em 31/10/2016 19h21
Os jovens russos que estão treinando para uma guerra nuclear com o Ocidente
Na Rússia, muitos acreditam que é preciso se preparar para um conflito - mas também há quem considere tudo isso um exagero.
Gabriel GatehouseBBC Newsnight

Em meio a uma floresta às margens de Moscou, dezenas de estudantes usando uniforme de combate estão correndo, atirando entre si com espingardas de pressão de ar.
A viagem de final de semana para jogar paintball, organizada por um partido de oposição ao governo, parece inofensiva. Mas na Rússia nem tudo é o que parece.
"Nós oferecemos um grande leque de temas militares", diz Stepan Zotov, ativista do partido responsável pelo evento.

"Há luta de facas, arremesso de facas. Também trabalhamos com munição real, atirando em alvos ou às vezes em acampamentos militares."
O partido de Zotov, Rodina ("Pátria Mãe" em russo), faz parte do que é conhecido como "oposição leal", o que significa que apoia o Kremlin.
E suas atividades fazem parte de um programa "de educação militar e patriótica" apoiado pelo governo - e voltado para estudantes.

Conflito iminente?
A TV russa recentemente mostrou imagens de um treinamento de defesa (Foto: BBC/NTV) 
A TV russa recentemente mostrou imagens de um treinamento de 
defesa (Foto: BBC/NTV)

Ao assistir à televisão russa, a impressão é a de que o país está prestes a entrar em confronto militar com o Ocidente.
Recentemente, um programa de notícias estatal veiculou que a população deveria localizar o abrigo nuclear mais próximo de suas casas antes que fosse tarde demais - a Rússia recentemente realizou exercícios em escala nacional para se preparar para um ataque do tipo.
Zotov leva a possibilidade muito a sério.
"Estamos nos preparando para um confronto com o Ocidente. Mas a maior parte desse confronto acontece no nível cultural, informacional e de valores. A civilização russa é uma cultura de heróis e guerreiros", diz.

Para ele, o colapso da União Soviética foi uma tragédia.
"Nosso grande país foi dissolvido sem guerra armada porque começamos a amar um povo e uma cultura diferentes, não a nossa."
Ucrânia
Enquanto um conflito militar aberto não vem, o jovem diz que há outros confrontos indiretos entre a Rússia e seus rivais ocidentais. Por exemplo, no leste da Ucrânia, onde ele diz ter lutado como voluntário ao lado de forças separatistas.


"Eu, meus camaradas e alguns dos meus cadetes participamos. É um conflito entre a Rússia e o Ocidente", diz.
Kiev, que nos últimos anos andou ensaiando laços mais próximos com a União Europeia, acusa Moscou de retaliar essa aproximação fomentando o separatismo na sua área de fronteira, onde culturalmente a influência é russa.

O ápice dessa tensão ocorreu em 2014, quando a Rússia anexou a península da Crimeia, até então sob controle ucraniano.
Porém, nenhum dos estudantes entrevistados pela BBC parece interessado em se voluntariar para lutar na Ucrânia. Eles são adolescentes ou jovens de 20 e poucos anos e nasceram após o período soviético. O discuso da televisão não parece convencê-los.
"Você não devia assistir à TV na Rússia", diz uma jovem. 

"A televisão manipula as coisas. É uma guerra de informação. Você não devia prestar atenção nisso. Eles deixam as pessoas ansiosas sem motivo."

Questionados sobre o que o conceito de Ocidente significa, as respostas são bem diferentes das ideias de Zotov. "Capitalismo", diz um. "Oportunidade", afirma outro.

"Além disso, a cultura é interessante. É uma cultura diferente. Talvez algum dia exista uma cooperação, porque todos vivemos no mesmo planeta e a guerra não faz sentido", disse a adolescente.
 Os presidentes da Rússia e dos EUA, Vladimir Putin (esq.) e Barack Obama, trocam olhar sério durante cumprimento na 11ª Cúpula do G-20, em Hangzhou, na China (Foto: Alexei Druzhinin/AFP)
A tensão entre a Rússia de Putin e os EUA de Obama cresceu 
nas últimas semanas (Foto: Alexei Druzhinin/AFP)

O que se vê na TV russa hoje ou é sancionado ou simpático ao Kremlin.
Os programas de notícias apresentam uma série de histórias sobre guerras e crises no exterior, falando também das incoerências internacionais. O governo ucraniano foi acusado de crucificar bebês e a BBC, de realizar um ataque com armas químicas na Síria.

Para apoiar o oportunismo político, foi criada uma abordagem filosófica. Um de seus arquitetos é Alexander Dugin, um pensador que está sob sanção dos Estados Unidos por seu suposto envolvimento na anexação da Crimeia à Rússia e na guerra no leste da Ucrânia.

Rússia única
"A verdade é uma questão de fé", disse Dugin em seu canal de televisão pró-Kremlin.


"A pós-modernidade mostra que a tão chamada verdade é uma questão de fé. Então nós acreditamos no que fazemos e no que dizemos. E esta é a única maneira de definir a verdade. Temos nossa verdade russa especial, que você deve aceitar."

A filosofia de Dugin é conhecida como Eurasianismo. Segundo ela, a Rússia Ortodoxa não faz parte nem do Ocidente nem do Oriente, mas de uma civilização isolada e única que batalha pelo lugar que merece entre as potências mundiais.
A obra dele tem se tornado cada vez mais influente entre a elite política e militar da Rússia.

"Se os Estados Unidos não querem iniciar uma guerra, você deveria reconhecer que eles não são mais o único líder. E com a situação na Síria e na Ucrânia, a Rússia diz 'não, você não é mais o chefe'. Essa é a questão de quem manda no mundo. Apenas a guerra realmente poderia decidir."
 Alexander Dugin diz que a verdade é uma questão de fé (Foto: BBC)
Alexander Dugin diz que a verdade é uma questão de fé 
(Foto: BBC)

Atualmente, as relações entre Rússia e Estados Unidos estão no momento mais delicado desde o colapso da URSS e o fim da chamada Guerra Fria, em 1991.
A constante tensão entre os dois países foi intensificada nas últimas semanas após a ofensiva conjunta das forças sírias e russas na cidade de Aleppo, na Síria, contra os rebeldes.

O presidente dos EUA, Barack Obama, condenou a ofensiva e ameaçou interromper negociações a respeito da guerra, enquanto o presidente russo Vladimir Putin acusou os americanos de deteriorarem as relações do Ocidente com a Rússia propositalmente.

Além disso, no dia 20 de setembro um comboio da ONU foi atingido e os EUA atribuíram o ataque à Rússia, que responsabilizou um grupo terrorista e acusou os Estados Unidos de acusá-la injustamente.

Paralelamente, o governo americano acusou a Rússia de usar hackers para desestabilizar as eleições presidenciais no país depois que e-mails de funcionários do Partido Democrata foram vazados.
No entanto, segundo o ex-agente da CIA Paul Pillar, trata-se de apenas de uma competição por influência.

"Não estamos vendo o tipo de competição ideológica que caracterizou a Guerra Fria e felizmente já não temos outra corrida nuclear armamentista", disse à BBC.

Filosofia russa
As ideias bélicas de Dugin não estão voltadas somente ao Ocidente. Há uma mensagem de consumo interno também, que é: não existem valores liberais universais, não há uma contradição inerente em uma democracia e que não permita a discordância.

 O político opositor Boris Nemtsov foi assassinado no ano passado (Foto: BBC)
O político opositor Boris Nemtsov foi assassinado no ano passado 
(Foto: BBC)

Na sombra das paredes do Kremlin, o cada vez mais enxuto grupo de ativistas russos mantém viva a memória de Boris Nemtsov, deixando flores no lugar onde o político de oposição foi assassinado no ano passado. É um trabalho frio e solitário.
"Eu ainda acredito que aquela verdade existe", diz Mikhail Shneider, um ex-dissidente soviético e camarada de Nemtsov.
"É um fato que eles mataram Boris Nemtsov bem aqui, a 10 metros de onde estamos. É um fato que Putin está no Kremlin. É um fato que a TV de Putin mente."

A maioria dos russos não acredita de verdade que uma guerra nuclear com o Ocidente está prestes a acontecer. Talvez nem seus políticos acreditem nisso. Eles provavelmente não acreditam de verdade no Estado Orwelliano pós-moderno.

Mas quanto mais uma mentira é repetida, maior é o risco de ela se tornar algum tipo de realidade.

sábado, 29 de outubro de 2016

Alemanha enviará tanques à fronteira russa

28/10/2016 16h44 - Atualizado em 28/10/2016 16h44
Alemanha enviará tanques à fronteira                           russa
Berlim confirma que vai despachar tanques Leopard 2 à Lituânia como parte dos novos planos da Otan para proteger os Estados bálticos. Para especialista, decisão é acertada e não altera superioridade russa na região.
Da Deutsche Welle
 ALEMANHA ENVIARÁ TANQUES À FRONTEIRA RUSSA; PREPARAÇÃO PARA A GUERRA?

Proteger a Lituânia da Rússia é responsabilidade da Alemanha, de acordo com os planos de defesa da Otan que despontaram na cúpula desta semana em Bruxelas. Na quarta-feira (26), o Ministério alemão da Defesa deu uma demonstração de como está levando a sério essa missão, confirmando à agência alemã de notícias DPA que enviará, em 2017, tanques Leopard 2 à fronteira russa com o país báltico, além dos 650 soldados já prometidos.

A medida faz parte de um plano da Otan para proteger seus membros bálticos, que têm demonstrado preocupação com as ambições russas após a anexação da Crimeia, em 2014, e a subsequente guerra no leste da Ucrânia.

Um batalhão de cerca de mil soldados da Otan será estacionado na Lituânia a partir de junho – com rotatividade de seis meses. Entre 450 e 650 soldados dessa tropa serão providos pela Bundeswehr (Forças Armadas da Alemanha), enquanto os restantes virão de França, Bélgica e Croácia. A mídia alemã informou que a unidade de treinamento para combate também será equipada com tanques, veículos blindados, atiradores de elite e engenheiros.

Planos devem irritar a Rússia
Cada uma das grandes potências da aliança enviará tropas para reforçar as defesas dos países que fazem fronteira com a Rússia. Enquanto a Alemanha está ajudando a Lituânia, a Polônia é protegida pelos Estados Unidos, a Letônia receberá assistência do Canadá, e o Reino Unido será responsável pela Estônia.

Os planos devem irritar ainda mais a Rússia, cujo governo tem criticado as estratégias militares da Otan na região. "A aliança está concentrando suas forças em limitar uma ameaça inexistente do leste", comunicou o Ministério do Exterior da Rússia, meses atrás.

A ministra da Defesa da Alemanha, Ursula von der Leyen, defendeu as medidas, classificando sua implementação de "apropriada" e "defensiva". "Este é um sinal claro de que um ataque a um país-membro da Otan será considerado um ataque a todos os países-membros da Otan", disse.

O secretário-geral da Otan, Jens Stoltenberg, também indicou que a missão é uma resposta à agressão russa. "A Rússia está preparada para usar seu poderio militar", disse, em Bruxelas. "É necessário que a Otan responda a isso."

Gustav Gressel, especialista em temas relacionados à Rússia no Conselho Europeu de Relações Exteriores, avaliou que os novos planos militares da Otan são corretamente dimensionados, dadas as circunstâncias. "A Rússia ainda goza de uma superioridade militar de cerca de cinco para um naquela região", disse Gressel. "Não é de jeito nenhum uma ameaça ofensiva aos russos – mas uma reação de pequena escala e cautelosa ao aumento da presença militar da Rússia. Ela não altera o equilíbrio militar no Báltico", afirmou.

Temores bálticos
Os Estados bálticos teriam preferido que a Otan tivesse enviado mais tropas às suas zonas fronteiriças, argumentou Gressel. "Desde 2009, a Rússia tem treinado suas forças em cenários de invasão aos países bálticos", afirmou. "Para esses países isso é uma coisa real, algo que pode acontecer a qualquer momento."


Segundo o especialista, mesmo que a Rússia esteja economicamente isolada e não possa se dar o luxo de tomar um novo território, o sistema político russo exige mostras de poderio militar para sua própria população. "É cada vez mais difícil prever o que a Rússia fará, ou o que a Rússia entenderá como provocação militar. Então é melhor se prevenir e sinalizar à Rússia que ela não terá passe livre nos países bálticos."

Mas, ao mesmo tempo, a Otan está tentando encontrar um equilíbrio. "É preciso se garantir para a eventualidade de a Rússia se tornar aventureira", afirmou Gressel. "Mas, por outro lado, não se deve empurrar a Rússia para as suas profecias autorrealizáveis de ameaças. Em minha opinião, as manobras da Rússia são para propaganda interna, e seus militares sabem que a Otan não vai invadir o país."

A Alemanha tem contribuído para o maior rearmamento da Otan desde o fim da Guerra Fria. No ano passado, encomendou mais cem tanques Leopard 2 – a maioria veículos anteriormente desativados que serão atualizados. Ao mesmo tempo, o teto de 225 tanques, que havia sido acertado como parte da reforma militar de 2011, foi elevado para 328 unidades.


sexta-feira, 21 de outubro de 2016

Presidente do Conselho Europeu diz que UE não pretende escalar tensões com a Rússia

Presidente do Conselho Europeu diz que UE não pretende escalar tensões com a Rússia
 © Sputnik/ Vladimir Sergeev
MUNDO 00:40 21.10.2016(atualizado 01:50 21.10.2016) 
Bandeiras da Rússia e da União Europeia
A União Europeia não pretende complicar as relações com a Rússia e está aberta para o diálogo, porém, precisa reagir às ações de Moscou, disse na noite desta quinta-feira o presidente do Conselho Europeu, Donald Tusk.

“A escalada das tensões com a Rússia não é o nosso objetivo", disse Tusk, acrescentando que o bloco "reage às ações da própria Rússia”. “Claro que a UE está sempre pronta para o diálogo, mas sem violar os seus próprios valores e princípios”, alegou o político europeu.

As relações entre a Rússia e o Ocidente estão tensas desde o golpe de Estado na Ucrânia, ocorrido em 2014. No final de julho do mesmo ano, a União Europeia e os EUA aprovaram sanções contra indivíduos e empresas russas, prejudicando sectores econômicos inteiros do país.
Donald Tusk, presidente do Conselho Europeu
© AFP 2016/ EMMANUEL DUNAND
Tusk disse que líderes da UE condenaram as ações da Síria

 e da Rússia em Aleppo


Durante as últimas semanas, alguns líderes da UE tem sugerido a adoção de sanções contra a Rússia, em função da sua participação na crise síria. No entanto, essas hipotéticas propostas estão longe de serem um consenso no bloco. Assim, a declaração final da cúpula da UE em Bruxelas, realizada nesta quinta-feira, não contêm menções sobre eventuais sanções contra Rússia e Síria.

FONTE:  https://br.sputniknews.com/mundo/201610216601796-Tusk-UE-tensoes-Russia/

domingo, 16 de outubro de 2016

General americano: Rússia sempre pega EUA de surpresa

General americano: Rússia sempre pega EUA de surpresa
AMÉRICAS 12:44 15.10.2016(atualizado 12:53 15.10.2016)
Comandante do Exército dos EUA na Europa general Ben Hodges declarou que os militares e líderes políticos americanos têm avaliado sempre de modo errado as intenções da Rússia na arena internacional.
Comandante do Exército dos EUA na Europa general Ben Hodges (arquivo)
Segundo ele, os EUA eram "demasiado optimistas" em relação à Rússia.
"Acho que éramos demasiado optimistas. Talvez avaliássemos erroneamente algumas coisas, mas é que nossa atenção esteve focada no Iraque e no Afeganistão nos últimos 15 anos. Descuramos.", disse ele em uma entrevista ao Sunday Times.

Do ponto de vista do general, houve um momento em que os EUA deram um passo precipitado, retirando da Europa dezenas de milhares de soldados e muito armamento. Hodges disse que foi pego de surpresa "com todos os passos militares dados pela Rússia". Ele considera como esses passos "as invasões da Geórgia, do leste da Ucrânia e da Crimeia" e a operação na Síria.
Soldados norte-americanos em centro da OTAN no Leste Europeu
AFP 2016/ PETRAS MALUKAS
'Que pese na consciência deles', diz Lavrov sobre
 'iminência de guerra' entre Rússia e EUA


Como "invasão na Geórgia" Hodges entende o conflito na Ossétia do Sul em 2008, agravado depois de a capital da Ossétia do Sul, Tskhinval, ter sofrido grandes ataques georgianos. Depois disso, a Rússia lançou uma operação para impor a paz e enviou para a Ossétia do Sul tropas adicionais.

Quanto à "invasão no leste da Ucrânia," Moscou tem repetidamente negado todas as acusações de que forças russas supostamente tenham participado do conflito em Donbass e apoiado as milícias locais.
Militares do exército sírio na rodovia entre cidades de Homs e Raqqa
SPUTNIK/ DMITRI VINOGRADOV
Incerteza no futuro dos EUA pode prejudicar 
regulação na Síria
A Crimeia, por sua vez, se tornou uma parte da Rússia após o golpe na Ucrânia e como resultado de um referendo, em que a grande maioria dos moradores votou a favor da reunificação da península com a Federação da Rússia.



Hodges também disse que não exclui a possibilidade de invasão pela Rússia de um dos Países Bálticos. Anteriormente Hodges já tinha feito declarações semelhantes. No início do verão, em uma entrevista ao jornal Die Zeit, ele disse que a Rússia poderia conquistar os Países Bálticos em 36-60 horas.

FONTE:  https://br.sputniknews.com/americas/201610156560623-russia-pega-de-surpresa-eua/