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sábado, 14 de janeiro de 2017

Trump começará a trabalhar com a Rússia em acordo de não proliferação de armas nucleares

Trump começará a trabalhar com a Rússia em acordo de não proliferação de armas nucleares
MUNDO 23:20 14.01.2017(atualizado 23:27 14.01.2017)
Outdoor com foto de Vladimir Putin e Donald Trump
© AFP 2016/ Savo PRELEVIC

O presidente eleito dos EUA, Donald Trump, declarou sobre a sua intenção de começar a trabalhar na preparação de um acordo com a Rússia sobre a limitação de armas nucleares.

"Na tentativa de reiniciar as relações do Ocidente com o Kremlin, Trump vai começar a trabalhar em um acordo para limitar as armas nucleares", informaram fontes da equipe de transição de Trump, citadas pelo jornal Sunday Times.

Foi relatado que Trump pretende se reunir com o presidente russo, Vladimir Putin, em sua primeira viagem internacional após assumir a presidência dos EUA.  

Em 2010, a Rússia e os Estados Unidos assinaram o Tratado de Redução de Armas Estratégicas. 

O acordo START-3, que entrou em vigor em 2011, prevê a redução de de 700 até 1.550 unidades de ogivas nucleares de cada lado. 

Prazo do acordo é de dez anos. 

Posteriormente, o presidente dos EUA, Barack Obama, tomou a iniciativa de reduzir ainda mais os arsenais dos dois países em um terço.

Fonte : https://br.sputniknews.com/


sábado, 5 de novembro de 2016

Sinais do fim: Irã anuncia chegada iminente do “messias islâmico” e da 3ª Guerra Mundial



Sinais do fim: Irã anuncia chegada iminente do “messias islâmico” e da 3ª Guerra Mundial
Fernando Ramos 9 de setembro Atualizado em 05/11de 2016

Assista um estudo de John McArthur sobre o tema:

O governo iraniano vê a atual instabilidade no Oriente Médio como um sinal de que a vinda do Mahdi – ou messias islâmico – é iminente. Uma de suas principais características é unir os povos e trazer a paz, algo que os cristãos geralmente atribuem ao anticristo. Mas antes ele destruirá todos os inimigos de Alá.

Desde 2012 Teerã vem produzindo material de cunho político-religioso para lembrar a população das profecias sobre o final dos tempos.

Nas últimas semanas, foi divulgado uma espécie de ‘comercial’ sobre a preparação do Irã para a terceira guerra mundial. Para um expectador ocidental, poderia parecer um trailer ruim de algum filme de super-herói muçulmano, mas reflete convicções religiosas antigas dos sunitas.

Um homem de aparência normal assume a liderança de uma espécie de exército popular, mas eles não precisam de armas. Com um poder “sobrenatural” ele derrota os inimigos do Islã, representados pela bandeira norte-americana que queima no final do vídeo.

Não importa se contra o exército de “soldados da fé” é usado o que existe de mais poderoso em armamento militar, incluindo helicópteros, caças e porta-aviões. Sua voz de comando é suficiente.

Para quem conhece os sunas e hadiths, tradição islâmica seguida pela maioria dos muçulmanos, sabe que existem várias ‘profecias’ sobre um grande líder que se levantará nos últimos dias.

Ele terá grande poder e reinará por sete anos, quando instituirá o Islamismo como única religião mundial. Curiosamente, a tradição afirma que ele terá ao seu lado Jesus, que servirá como um promotor, que condenará judeus e cristãos por não terem entendido seus ensinamentos e rejeitado o Islã. Juntos, eles lutarão e vencerão a última guerra, que seria para o Ocidente a terceira guerra mundial.

Expectativa crescente
Mais de dois terços do um bilhão de muçulmanos que vivem no planeta esperam que o Mahdi venha logo, indica a nova pesquisa Pew Research.

No Oriente Médio, Norte da África, Sul da Ásia e Sudeste da Ásia “metade ou mais muçulmanos acreditam que vão viver para ver a vinda do Mahdi”. Esta expectativa é mais difundida no Afeganistão (83 %), Iraque (72 %), Tunísia (67 %), Turquia (68%) e Malásia (62 %).

O general Mohammad Ali Jafari, comandante da Guarda Revolucionária Islâmica, afirma que o Irã já preparou cerca de 200.000 homens em todo o Oriente Médio que estariam prontos para a chegada do Mahdi.

Para os muçulmanos, esse homem será um grande líder que dará “início a justiça antes do Dia do Juízo”.

Em entrevista ao jornal Turkish Daily Sabah, da Turquia, Jafari explica que a recente onda de violência e o que ocorre atualmente na região, incluindo a ascensão do Estado Islâmico e outros grupos extremistas, são sinais que a chegada do messias muçulmano é iminente.
“Os eventos que ocorreram nos últimos anos estão preparando o terreno para o surgimento de Imã Mahdi. Segundo o Middle East Monitor, esse “exército” reúne jovens na Síria, Iraque, Afeganistão, Paquistão e Iêmen.

Na tradição islâmica, há uma “profecia” de Maomé, feita no século sétimo sobre isso. Mas ela recebe diferentes interpretações. Os muçulmanos xiitas defendem que o mahdi se levantará após um período de violência generalizada e instabilidade

quarta-feira, 2 de novembro de 2016

Os jovens russos que estão treinando para uma guerra nuclear com o Ocidente

31/10/2016 19h09 - Atualizado em 31/10/2016 19h21
Os jovens russos que estão treinando para uma guerra nuclear com o Ocidente
Na Rússia, muitos acreditam que é preciso se preparar para um conflito - mas também há quem considere tudo isso um exagero.
Gabriel GatehouseBBC Newsnight

Em meio a uma floresta às margens de Moscou, dezenas de estudantes usando uniforme de combate estão correndo, atirando entre si com espingardas de pressão de ar.
A viagem de final de semana para jogar paintball, organizada por um partido de oposição ao governo, parece inofensiva. Mas na Rússia nem tudo é o que parece.
"Nós oferecemos um grande leque de temas militares", diz Stepan Zotov, ativista do partido responsável pelo evento.

"Há luta de facas, arremesso de facas. Também trabalhamos com munição real, atirando em alvos ou às vezes em acampamentos militares."
O partido de Zotov, Rodina ("Pátria Mãe" em russo), faz parte do que é conhecido como "oposição leal", o que significa que apoia o Kremlin.
E suas atividades fazem parte de um programa "de educação militar e patriótica" apoiado pelo governo - e voltado para estudantes.

Conflito iminente?
A TV russa recentemente mostrou imagens de um treinamento de defesa (Foto: BBC/NTV) 
A TV russa recentemente mostrou imagens de um treinamento de 
defesa (Foto: BBC/NTV)

Ao assistir à televisão russa, a impressão é a de que o país está prestes a entrar em confronto militar com o Ocidente.
Recentemente, um programa de notícias estatal veiculou que a população deveria localizar o abrigo nuclear mais próximo de suas casas antes que fosse tarde demais - a Rússia recentemente realizou exercícios em escala nacional para se preparar para um ataque do tipo.
Zotov leva a possibilidade muito a sério.
"Estamos nos preparando para um confronto com o Ocidente. Mas a maior parte desse confronto acontece no nível cultural, informacional e de valores. A civilização russa é uma cultura de heróis e guerreiros", diz.

Para ele, o colapso da União Soviética foi uma tragédia.
"Nosso grande país foi dissolvido sem guerra armada porque começamos a amar um povo e uma cultura diferentes, não a nossa."
Ucrânia
Enquanto um conflito militar aberto não vem, o jovem diz que há outros confrontos indiretos entre a Rússia e seus rivais ocidentais. Por exemplo, no leste da Ucrânia, onde ele diz ter lutado como voluntário ao lado de forças separatistas.


"Eu, meus camaradas e alguns dos meus cadetes participamos. É um conflito entre a Rússia e o Ocidente", diz.
Kiev, que nos últimos anos andou ensaiando laços mais próximos com a União Europeia, acusa Moscou de retaliar essa aproximação fomentando o separatismo na sua área de fronteira, onde culturalmente a influência é russa.

O ápice dessa tensão ocorreu em 2014, quando a Rússia anexou a península da Crimeia, até então sob controle ucraniano.
Porém, nenhum dos estudantes entrevistados pela BBC parece interessado em se voluntariar para lutar na Ucrânia. Eles são adolescentes ou jovens de 20 e poucos anos e nasceram após o período soviético. O discuso da televisão não parece convencê-los.
"Você não devia assistir à TV na Rússia", diz uma jovem. 

"A televisão manipula as coisas. É uma guerra de informação. Você não devia prestar atenção nisso. Eles deixam as pessoas ansiosas sem motivo."

Questionados sobre o que o conceito de Ocidente significa, as respostas são bem diferentes das ideias de Zotov. "Capitalismo", diz um. "Oportunidade", afirma outro.

"Além disso, a cultura é interessante. É uma cultura diferente. Talvez algum dia exista uma cooperação, porque todos vivemos no mesmo planeta e a guerra não faz sentido", disse a adolescente.
 Os presidentes da Rússia e dos EUA, Vladimir Putin (esq.) e Barack Obama, trocam olhar sério durante cumprimento na 11ª Cúpula do G-20, em Hangzhou, na China (Foto: Alexei Druzhinin/AFP)
A tensão entre a Rússia de Putin e os EUA de Obama cresceu 
nas últimas semanas (Foto: Alexei Druzhinin/AFP)

O que se vê na TV russa hoje ou é sancionado ou simpático ao Kremlin.
Os programas de notícias apresentam uma série de histórias sobre guerras e crises no exterior, falando também das incoerências internacionais. O governo ucraniano foi acusado de crucificar bebês e a BBC, de realizar um ataque com armas químicas na Síria.

Para apoiar o oportunismo político, foi criada uma abordagem filosófica. Um de seus arquitetos é Alexander Dugin, um pensador que está sob sanção dos Estados Unidos por seu suposto envolvimento na anexação da Crimeia à Rússia e na guerra no leste da Ucrânia.

Rússia única
"A verdade é uma questão de fé", disse Dugin em seu canal de televisão pró-Kremlin.


"A pós-modernidade mostra que a tão chamada verdade é uma questão de fé. Então nós acreditamos no que fazemos e no que dizemos. E esta é a única maneira de definir a verdade. Temos nossa verdade russa especial, que você deve aceitar."

A filosofia de Dugin é conhecida como Eurasianismo. Segundo ela, a Rússia Ortodoxa não faz parte nem do Ocidente nem do Oriente, mas de uma civilização isolada e única que batalha pelo lugar que merece entre as potências mundiais.
A obra dele tem se tornado cada vez mais influente entre a elite política e militar da Rússia.

"Se os Estados Unidos não querem iniciar uma guerra, você deveria reconhecer que eles não são mais o único líder. E com a situação na Síria e na Ucrânia, a Rússia diz 'não, você não é mais o chefe'. Essa é a questão de quem manda no mundo. Apenas a guerra realmente poderia decidir."
 Alexander Dugin diz que a verdade é uma questão de fé (Foto: BBC)
Alexander Dugin diz que a verdade é uma questão de fé 
(Foto: BBC)

Atualmente, as relações entre Rússia e Estados Unidos estão no momento mais delicado desde o colapso da URSS e o fim da chamada Guerra Fria, em 1991.
A constante tensão entre os dois países foi intensificada nas últimas semanas após a ofensiva conjunta das forças sírias e russas na cidade de Aleppo, na Síria, contra os rebeldes.

O presidente dos EUA, Barack Obama, condenou a ofensiva e ameaçou interromper negociações a respeito da guerra, enquanto o presidente russo Vladimir Putin acusou os americanos de deteriorarem as relações do Ocidente com a Rússia propositalmente.

Além disso, no dia 20 de setembro um comboio da ONU foi atingido e os EUA atribuíram o ataque à Rússia, que responsabilizou um grupo terrorista e acusou os Estados Unidos de acusá-la injustamente.

Paralelamente, o governo americano acusou a Rússia de usar hackers para desestabilizar as eleições presidenciais no país depois que e-mails de funcionários do Partido Democrata foram vazados.
No entanto, segundo o ex-agente da CIA Paul Pillar, trata-se de apenas de uma competição por influência.

"Não estamos vendo o tipo de competição ideológica que caracterizou a Guerra Fria e felizmente já não temos outra corrida nuclear armamentista", disse à BBC.

Filosofia russa
As ideias bélicas de Dugin não estão voltadas somente ao Ocidente. Há uma mensagem de consumo interno também, que é: não existem valores liberais universais, não há uma contradição inerente em uma democracia e que não permita a discordância.

 O político opositor Boris Nemtsov foi assassinado no ano passado (Foto: BBC)
O político opositor Boris Nemtsov foi assassinado no ano passado 
(Foto: BBC)

Na sombra das paredes do Kremlin, o cada vez mais enxuto grupo de ativistas russos mantém viva a memória de Boris Nemtsov, deixando flores no lugar onde o político de oposição foi assassinado no ano passado. É um trabalho frio e solitário.
"Eu ainda acredito que aquela verdade existe", diz Mikhail Shneider, um ex-dissidente soviético e camarada de Nemtsov.
"É um fato que eles mataram Boris Nemtsov bem aqui, a 10 metros de onde estamos. É um fato que Putin está no Kremlin. É um fato que a TV de Putin mente."

A maioria dos russos não acredita de verdade que uma guerra nuclear com o Ocidente está prestes a acontecer. Talvez nem seus políticos acreditem nisso. Eles provavelmente não acreditam de verdade no Estado Orwelliano pós-moderno.

Mas quanto mais uma mentira é repetida, maior é o risco de ela se tornar algum tipo de realidade.

quinta-feira, 27 de outubro de 2016

'OTAN é uma ameaça para todo o mundo como foi a Alemanha de Hitler'

'OTAN é uma ameaça para todo o mundo como foi a Alemanha de Hitler' 
© AFP 2016/ SVEN HOPPE / DPA
EUROPA 13:33 27.10.2016(atualizado 13:34 27.10.2016)  
Demonstrantes participam do protesto contra a OTAN perante o local da realização da Conferência de Segurança de Munique, Alemanha (foto de arquivo)
Ivan Pernar foi o primeiro deputado croata a conseguir expressar críticas em relação à OTAN, referindo-se à Aliança e ao governo dos EUA como aliados dos islamistas. O seu discurso chamou a atenção de muitos.
Pernar é um jovem deputado da coalizão Zivi Zid, integrante do parlamento da Croácia. O seu recente discurso foi acompanhado com risos e réplicas desaprovadoras dos outros membros do parlamento. Criticou não somente a Aliança, mas também a União Europeia, afirmando que a entrada da Croácia na união não assegurou o acesso aos novos mercados, pelo contrário, intensificou a perda dos já existentes.
Bandeira de OTAN
© AFP 2016/ GEORGES GOBET
OTAN enviará navios e aviação ao Mediterrâneo

A Sputnik Sérvia falou com o deputado e descobriu o porquê da insatisfação do político com a política da OTAN e do Ocidente em geral.

"Obrigado por não censurar informações verdadeiras e por permitir que pessoas com opiniões diferentes da maioria expressem sua posição. Na mídia croata, esse é um tema proibido", disse Pernar sobre a Sputnik e sobre a mídia croata. 

O deputado afirmou que as declarações sobre a melhoria da vida dentro da União Europeia são somente histórias e que a OTAN, organização responsável pela garantia da paz e estabilidade, na verdade, garante coisas opostas.

"Ao invés de proteger a liberdade nacional e a soberania dos países, a Aliança os viola e os mina. Ao invés de garantir a democracia <…> a OTAN apoia a queda dos governos legítimos com ajuda de bombardeamentos. A OTAN representa uma ameaça para todo o mundo como um dia representou a Alemanha de Hitler. 

Se a Rússia não existisse, ninguém seria contra e os Estados Unidos poderiam bombardear e sentenciar a devastação e eliminação de qualquer país que se opusesse a servi-los", disse.

Segundo ele, Putin foi contra o bombardeio na Líbia e realização da operação no Iraque.

"É preciso compreender que Putin expressa opinião não somente da Rússia, expressa a opinião das pessoas silenciosas do planeta que estão fartas da tirania e da ditadura da FMI, Banco Mundial, governo norte-americano e da OTAN, assim como da ala militar da FMI e dos EUA. Quem não quer ficar de joelhos perante os novos donos do mundo são reconhecidos como 'indesejáveis'", disse.
Soldado polonês durante os exercícios da OTAN na Polônia, 2016
© AP PHOTO/ ALIK KEPLICZ
Historiador suíço: 'OTAN não é uma aliança defensiva'



Além disso, Pernar contou que os seus colegas no parlamento lhe aconselharam a ficar calado, pois não se sabe o que pode acontecer caso o discurso seja ouvido pelo embaixador norte-americano. O deputado tem esperanças de que a União Europeia acorde, desintegre-se e volte a sua soberania, realizando uma política centrada nos interesses próprios. Na opinião do deputado, a OTAN traz somente prejuízo para todos.

"Os EUA fazem-se de tolos, primeiro provocam o caos e depois falam 'resolvam tudo vocês mesmos'. É impossível imaginar tal posição da Rússia. A operação russa na Síria baseia-se nos princípios do direito internacional, o país foi convidado pelo governo legítimo sírio, enquanto os EUA realizam uma intervenção que não possui razões legítimas, e, é por isso que os EUA não reconhecem o Tribunal Criminal em Haia. É proibido processar presidentes e generais norte-americanos por crimes, os EUA não são penalizados e ninguém mais pode ou ousa fazê-lo".

FONTE:  https://br.sputniknews.com/europa/201610276654572-otan-ameaca-hitler/

quarta-feira, 12 de outubro de 2016

Modernização das Forças Armadas russas causa preocupação nos EUA

Modernização das Forças Armadas russas causa preocupação nos EUA
RÚSSIA 05:19 05.10.2016 Atualizado 12/10/2016
Soldado russo durante realização de exercícios táticos
A modernização das Forças Armadas russas e sua atuação nas zonas setentrionais causa preocupação da OTAN e de representantes da Noruega e EUA, indica o jornal Wall Street Journal citando Haakon Bruun-Hanssen, almirante e comandante das Forças Armadas norueguesas. Segundo ele, os potenciais militares da Rússia e do Ocidente "começaram a se aproximar, como acontecia no período da Guerra Fria", mas agora "já se trata de novos tipos de armamentos, muito mais eficientes"
 Soldados poloneses e norte-americanos durante exercícios conjuntos Anakonda 16 perto de Torun, Polônia, junho de 2016
© REUTERS/ KACPER PEMPEL

General dos EUA detalha instalação das forças da OTAN na Polônia

O almirante ressalta que a Noruega precisa efetuar um monitoramento mais ativo dos submarinos furtivos que possuem tecnologia stealth, bem como dos aviões e navios russos.

Representantes da aliança militar informaram o Wall Street Journal de que já foram intensificados os exercícios navais que visam "conter a agressão russa". Vale lembrar que, neste verão, oito países-integrantes da OTAN participaram de manobras militares com uso de submarinos no mar da Noruega. Segundo o relatório do Centro de Estudos Estratégicos e Internacionais (CSIS) publicado em julho, os aliados da OTAN "não têm capacidade de resistir rapidamente aos desafios submarinos por parte da Rússia na maior parte do Atlântico e do Báltico".

 Bandeira de OTAN
© AFP 2016/ GEORGES GOBET
OTAN desiste de prevenir incidentes com Rússia nos Países Bálticos

As relações entre a Rússia e a OTAN se agravaram em março de 2014 após a reunificação da Crimeia com a Rússia. Na mesma altura foi suspensa atividade do Conselho Rússia-OTAN – sua primeira reunião teve lugar apenas em abril de 2016.

Anteriormente, o porta-voz do presidente russo Dmitry Peskov tinha anunciado que Moscou não representa ameaça para ninguém, mas que não deixaria sem resposta ações que ameacem os seus interesses nacionais.

Mostrar mais: https://br.sputniknews.com/russia/201610056490740-russia-modernizacao-eua-preocupacao/

Instalação de S-300 na Síria é um aviso ao Ocidente, diz coronel russo

Instalação de S-300 na Síria é um aviso ao Ocidente, diz coronel russo
OPINIÃO
20:17 12.10.2016 (atualizado 23:20 12.10.2016)
 A Rússia instalou sistemas antiaéreos S-300V4, também conhecidos como Antey 2500, e S-400 no porto de Tartus e na base aérea Hmeymim apenas para demonstrar o potencial da rápida expansão da defesa antiaérea russa na Síria, revelou hoje (12), em artigo publicado na Gazeta.ru, o coronel russo Mikhail Khodarenok.
Sistemas de mísseis antiaéreos S-300
O especialistas militar destacou que ambos os sistemas antiaéreos instalados na Síria têm propositalmente uma configuração básica e capacidades limitadas, sendo apenas uma “mensagem” que a Rússia quer transmitir ao Ocidente.

“Um batalhão de S-400 e um esquadrão de S-300V4 são incapazes de lidar com todos os desafios, trata-se de um combate eficiente contra armas aéreas modernas” – disse Khodarenok.
Sistemas de mísseis antiaéreos S-300
© SPUTNIK/ URIY SHIPILOV

EUA desconhecem verdadeiro potencial dos S-300 da Rússia


Na opinião do coronel russo, o Ministério da Defesa da Rússia espera que a implantação limitada de seus sistemas na Síria force o Ocidente a recuperar a sobriedade, para que Moscou não precise enviar unidades adicionais à Síria.

O analista frisou que os militares russos têm todas as capacidades de incrementar drasticamente o poderio operacional de suas forças de defesa antiaérea na Síria. Na semana passada, a porta-voz oficial do Ministério das Relações Exteriores da Síria, Maria Zakharova, afirmou que a Rússia tomou a decisão de posicionar sistemas S-300 no porto de Tartus depois de ter interceptado planos dos EUA de bombardear bases aéreas das forças sírias.

Mostrar mais: https://br.sputniknews.com/opiniao/201610126543233-s-300-siria-aviso-ocidente/

terça-feira, 11 de outubro de 2016

'Rússia colocou um ponto final na onipotência dos EUA', diz chanceler russo

'Rússia colocou um ponto final na onipotência dos EUA', diz chanceler russo 
© Sputnik.
MUNDO 17:10 09.10.2016(atualizado 17:16 09.10.2016) 
Lavrov comenta acordo sobre cessar-fogo na Síria

A razão que explica o mal-estar dos EUA com a Rússia encontra-se no fato de que Washington começou gradualmente a perceber que sua "onipotência" está acabando. Quem afirma é o ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov.

"Pode haver alguma razão pessoal. Qualquer personagem pode sentir dentro de si que os EUA não estão fazendo as coisas como gostariam ou tentam fazer alguma coisa, mas não tem sucesso. É a sensação gradual, mas ainda assim [inevitável], do fim de sua onipotência. Isso, para mim, é muito claro", disse Lavrov em uma entrevista ao canal de TV 'Pervy Canal'. 

Segundo o ministro, este processo está sendo muito doloroso para os países ocidentais, pois, durante séculos, eles foram os que controlavam o mundo. 
Capitólio de Washington
© SPUTNIK/ IGOR MIKHALEV

EUA continuam 'jogo sujo das sanções' contra Rússia
O chanceler observou também que a União Soviética era "um mundo mundo fechado ao processo mundial, um mundo centrado em si mesmo". "Quando a União Soviética desapareceu, todos pensaram que a Rússia iria se encolher ao seu tamanho natural e que tudo estaria bem: eles seguiram, como têm feito deste os séculos XVI e XVII, impondo suas regras e ordens e todos os escutariam", destacou Lavrov. 

"Como se vê, eles se equivocaram", disse o chanceler, acrescentando que as "altas expectativas que o Ocidente tinha de ter o mundo no bolso após a queda da União Soviética […] terminaram em um mal-estar, pela simples razão de que os russos queriam fazer de seu país um país independente, com uma vida digna de que eles poderiam se orgulhar". 

Lembrando as palavras do presidente russo, Vladimir Putin, Lavrov frisou que a Rússia "tem o direito de ser forte, sem negar o mesmo direito a outros países e sem impor a ninguém 'receitas de comportamento'". 

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sábado, 10 de setembro de 2016

KIM JONG-UN AMEAÇA OCIDENTE COM BOMBA ATÔMICA APÓS NOVAS SANÇÕES DA ONU

KIM JONG-UN AMEAÇA OCIDENTE COM BOMBA ATÔMICA APÓS NOVAS SANÇÕES DA ONU
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O líder norte-coreano,Kim Jong-un, ameaçou recorrer à bomba atômica em reação à nova resolução do Conselho de Segurança da ONU, que aumenta as sanções internacionais contra seu regime.
“Devemos estar dispostos a todo momento a utilizar nosso arsenal nuclear”, declarou Kim, citado nesta sexta-feira pela agência oficial de notícias norte-coreana KCNA.

Nesta linha, o regime se comprometeu a fortalecer sua “dissuasão nuclear”, enquanto “exercício legítimo de nossos direitos à autodefesa, que se manterá pelo tempo em que a política hostil dos Estados Unidos prosseguir”, indicou a chancelaria norte-coreana em um comunicado divulgado nesta sexta-feira por meios de comunicação oficiais.
O dirigente também advertiu que a situação degenerou tanto na península coreana que o país deverá mudar de estratégia militar e cogitar a opção de “ataques preventivos”.
A presidente sul-coreana, Park Geun-Hye, não demorou para prometer uma resposta severa a qualquer provocação do Norte, e reafirmou a estratégia de Seul de trabalhar pela desnuclearização do regime comunista.
“Devemos fazer a Coreia do Norte entender que seu regime não sobreviverá se não renunciar aos seus programas nucleares”, disse a presidente em um discurso transmitido pela televisão.


Fonte> Diário do Poder

segunda-feira, 15 de agosto de 2016

CHINA OFERECE ABERTAMENTE À RÚSSIA UMA ALIANÇA MILITAR CONTRA A OTAN

CHINA OFERECE ABERTAMENTE À RÚSSIA UMA ALIANÇA MILITAR CONTRA A OTAN.
12 de agosto de 2016  Atualizado em 14/08/2016
 

“Está tudo acabado para a nova ordem mundial. Em dez anos, a chave para a nova ordem mundial será a união da Rússia e da China” – Presidente Xi Jinping.
01 de julho, a China marcou uma data importante em 1º de julho. Foi o 95º aniversário da fundação do Partido Comunista Chinês. O Presidente Xi Jinping abordou a reunião solene dedicada a este evento. Além dos louvores de “Viva!” (E merecidamente, uma vez que o Partido Comunista Chines CCP tem muito a se orgulhar) houve o discurso do presidente Xi, que foi curto, mas muito importante.
“O mundo está à beira de uma mudança radical. Vemos como a União Europeia está gradualmente entrando em colapso, como está a economia dos EUA… Está tudo acabado para a nova ordem mundial. Assim, ele nunca mais será como era antes, em 10 anos teremos uma nova ordem mundial na qual a chave será a união de China e Rússia”.
Na verdade, o presidente Xi convida a liderança russa para dar o próximo passo. E ir de uma aliança econômica e política para uma aliança político-militar, capaz não só de suportar os desafios do futuro, mas também de assumir a liderança no caso do colapso da ordem mundial existente.
É notável como delicadamente a parte chinesa faz uma oferta séria para a Rússia. Afinal de contas, pouco antes da celebração do Jubileu do CCP, uma delegação russa substancial liderada pelo presidente Putin chegou a visitar a China.
Houve negociações, e foram celebrados acordos-quadro e contratos reais. Mas as propostas mais importantes foram feitas pelo presidente da China na grande reunião do partido no poder da China, ao ressaltar que o lado russo não está sob nenhuma pressão e ninguém exige uma resposta imediata em um assunto tão importante.
“Estamos vendo agora as ações agressivas por parte dos Estados Unidos, sobre a Rússia e a China. Eu acredito que a Rússia e a China poderiam criar uma aliança para o qual a OTAN será impotente e que irá pôr fim aos desejos imperialistas do Ocidente.”
Este é um convite em texto simples, sem qualquer ambiguidade da expressão asiática “o barulho do meu riso sacode o Céu e a Terra”, que você entenda como quiser.
O Presidente Xi não se aventurou a prever como Putin irá tratar esta proposta, mas a forma com a qual o presidente Xi fez a proposta, parece-me, com suas especificidades, não deixa brechas para respostas em talvez-encorajado estilo.
É surpreendente que só recentemente a liderança chinesa e o presidente russo tenham dito seus países não têm a intenção de permitir que quaisquer unidades militares venham sobre eles, nem têm a intenção de ser amigos contra países terceiros. Mas, como se vê, o mundo está mudando drasticamente, e a questão da oportuna conclusão de uma aliança é bastante aguda, agora a liderança da China toma a iniciativa.
É claro, a China é um parceiro difícil, e, no passado, existe um monte de páginas negras. Mas agora, com toda a evidência, deve ser registrada: A China está pronta para ir ombro a ombro em caso de eventuais complicações militares e políticas entre a Rússia e o Ocidente.
Houve um tempo, em que a URSS realmente carecer de uma tal proposta. No confronto dos blocos militares da Guerra Fria, a China ganhou força por trás da URSS e ocupava uma atitude de espera, como no ditado “um urso e um tigre estão lutando e os macacos espertos observa de uma árvore e espera, até que ambos tornem-se fracos”. Mas isso não aconteceu.
 

A partir da esquerda: LM Kaganovich, presidente Mao Tse-tung, NA Bulganin, Joseph Stalin, Walter Ulbricht, J Tsedenbal, NS Khrushchev e I Koenig (Getty)
O que aconteceu foi que no início de 1970, Henry Kissinger foi em uma missão secreta para a China, e jogando com as contradições do CCP com os “revisionistas soviéticos”, concordou em uma convergência com Mao e Zhou Enlai. As relações da URSS e da Repúblia Popular da China na época foram afetadas pelo conflito fronteiriço sino-soviético sobre Zhenbao Island (Damanskiy Island) nas proximidades do Lago Zhalanashkol e uma razão aparente para a superação imediata da crise ainda não havia surgido, e os americanos não demoraram para tirar proveito.
 

Presidente Mao Tse-tung, à esquerda, congratula-se com o presidente americano Richard Nixon em sua casa em Pequim (AFP)
Como resultado, a China tornou-se um bom apêndice à pressão ocidental sobre a União Soviética e nosso país foi forçado a responder, criando um poderoso agrupamento militar na região do Trans-Baikal e no Extremo Oriente, e os gastos com a defesa (de acordo com Valentin Falin, um político soviético proeminente) atingiu 24% do PIB.
Os resultados deste longo conflito são bem conhecidos. O aquecimento das relações entre a URSS e a China, que começou em 1985, não ajudou a União Soviética porque capitulares chefiados por Gorbachev estiveram à frente.
 
Vladimir Putin, centro, e Xi Jinping, terceiro a esquerda, assistem a parada da vitória na Praça Vermelha em Moscow. Foto: Alexander Zemlianichenko / AP
Mas agora parece haver uma oportunidade real para a Rússia a se espalhar e reduzir a carga que pesa sobre seus ombros.
Embora eles não diriam isso para os altos tribunais, a Guerra Fria 2.0 com a Rússia já se arrasta por um longo tempo, e quem é que pode dizer que ela vai se repetir exatamente como a primeira?
Obviamente – que já se arrasta desde 1999.
Item: Violação pelo Ocidente do acordo na dissolução do Pacto de Varsóvia: OTAN prometeu não se estendem para além das fronteiras da Alemanha.
Item: Admissão à OTAN de ex-aliados soviéticos, e mais – as ex-repúblicas soviéticas.
Item: retirada do Tratado ABM.
Item: Conflagração do “arco de instabilidade” do Oriente Médio para o Afeganistão no “ponto fraco” da Rússia e da China,
Item: A eliminação forçada de regimes seculares estáveis ​​no Oriente Médio, incluindo a substituição por um califado terrorista.
Item: O “euromaidan” na Ucrânia,
Item: Uma guerra no Donbass e uma nova traquinagem entre as fronteiras ocidentais e o sudoeste da Rússia – é apenas mais um agravamento.

A liderança chinesa não hesita em admitir que a China por si só não pode enfrentar os desafios do futuro, especialmente de natureza militar. E, apesar do progresso econômico significante com os avanços tecnológicos em algumas áreas, muitas estruturas estatais chinesas não são totalmente modernizadas:
“A criação de um exército, que corresponde ao estatuto internacional do nosso país é uma tarefa estratégica. Devemos combinar desenvolvimento econômico com desenvolvimento em defesa, modernizar o exército, para que ele esteja atualizado e padronizado… Precisamos de forma abrangente promover a reforma na esfera militar para criar um exército que seja disciplinado e possa vencer”.
Atrevo-me a sugerir que a modernização do PLA (exército) de que o líder chinês falou pode resultar da impressão profunda feita pelos exercícios conjuntos russo-chineses, além dos resultados da competição no “biathlon tanque”, e, especialmente, vendo o progresso de VKS russos na Síria.
Tudo isso, aliás, implica um preço possível para uma aliança com a China – a modernização das suas forças armadas para os padrões russos. Existem outras armadilhas possíveis. Mas nós não estamos falando sobre isso agora. É importante que a Rússia não se apressa com uma resposta imediata e uma conclusão essencial de uma aliança chinesa desejável.
 
O acordo de cooperação militar e política será necessariamente precedido de conversações em que as partes terão em conta os desejos de cada um dos outros, de modo que nada seja deixado desacordado entre os aliados. É igualmente importante que a Rússia e a China têm muito a oferecer um ao outro, e para a Rússia há uma boa oportunidade, não só para transferir parte da carga sobre os ombros de um aliado, mas também para estimular o processo de re-industrialização.
Agora vamos esperar por via de resposta da Rússia e da reação da “comunidade mundial”.
Ver também: Poder Militar Global [Ranking das 10 maiores potencias militares em 2015] – Poder Militar Global 2015.kmz para visualizar no app Google Earth e comparar como seria o poder de Rússia e China juntas contra as potências ocidentais.
Autor: Alexander Rostovzef

Traduzido para publicação em dinamicaglobal.wordpress.com

Fonte: fort.russ.com