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sábado, 15 de julho de 2017

SÓ UM LÍDER PARA RESOLVER A PARADA: Candidatura de Lula é a maior arma para derrotar o golpe

SÓ UM LÍDER PARA RESOLVER A PARADA: Candidatura de Lula é a maior arma para derrotar o golpe
15 de julho de 2017
 

As violações ao processo legal e as arbitrariedades de Moro na sua caçada contra Lula são evidentes para um número cada vez maior de pessoas. 

Enquanto o governo ilegítimo avança em velocidade alucinante em sua agenda de desmonte das políticas sociais e retirada de direitos, a nova etapa do golpe se inicia: impedir Lula de ser candidato a presidente.

Muito setores democráticos , progressistas e alguns setores de esquerda, embora critiquem a perseguição à Lula, tem dúvidas sobre a conveniência de sua candidatura ou sobre a centralidade da luta contra sua inabilitação eleitoral.

Por outro lado, a classe dominante não tem nenhuma dúvida de que interditar Lula é condição para avançar na agenda ultraliberal e ultraconservadora. 

Pode haver diferenças na tática (se é possível ou conveniente tirar o ex-presidente das eleições, ou até mesmo prender Lula, ou se é melhor tentar derrotá-lo nas urnas), mas as elites compartilham do diagnóstico de que o maior obstáculo à continuidade do golpe é o líder petista.

O patrimônio simbólico, político e eleitoral de Lula é uma reserva de força gigantesca da classe trabalhadora e do povo brasileiro. 

Independente das críticas necessárias às limitações da estratégia e dos governos encabeçados pelo PT e sem descuidar do fundamental debate de programa, o fato é que a melhor – ou única – chance de derrotar o bloco golpista no curto prazo passa pela campanha e vitória de Lula nas eleições de 2018.

Aliás, nem mesmo a realização das eleições no ano que vem estão asseguradas nesse momento. 

Tudo vai depender do desenrolar da luta de classes, da batalha nas ruas, da resistência popular.

Lula é o grande bode na sala de jantar do andar de cima.

Enquanto o nordestino estiver vivo, com saúde, livre, fazendo política, a burguesia sabe que tem limites para impor sua vontade, que não é possível implantar seu projeto sem resistência de massas, sem um líder popular para enfrentá-los.

PORTAL CLICK POLÍTICA com Revista Forum


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quarta-feira, 1 de fevereiro de 2017

EM PARIS: Ao lado de Cardozo, presidenta Dilma esclarece golpe e denuncia perseguição à Lula; CONFIRA!

EM PARIS: Ao lado de Cardozo, presidenta Dilma esclarece golpe e denuncia perseguição à Lula; CONFIRA!
1 de fevereiro de 2017
 

Lembrando a destituição de Fernando Lugo da presidência do Paraguai, em 2012, Dilma Rousseff declarou que o impeachment passou a ser uma estratégia na América Latina. 

“Quando não se derrota por eleição direta, recorre-se ao impeachment”, declarou.

Para a ex-presidente, o processo envolve toda a América Latina neste momento, onde, segundo ela, “aproveita-se da crise econômica para se instituir políticas ultraconservadoras e ultraliberais contra os direitos da população”.

“Novo golpe” em 2018
No caso específico do Brasil, Dilma Rousseff acredita que esse processo tem como consequência “o aparecimento de uma onda conservadora e restritiva”. “Por isso, haverá a possibilidade de uma vitória ou de um novo golpe, em 2018, nas próximas eleições presidenciais”, prevê.

A ex-presidente diz desconhecer quais mecanismos seriam utilizados, mas “há a possibilidade de tentarem uma eleição indireta, diante de um presidente ilegítimo e do desgaste muito grande com as delações [da Odebrecht] que vão ser divulgadas nos próximos meses, semanas ou dias. E há a possibilidade, em último caso, de inviabilizarem a candidatura de Lula.”

Por isso, segundo ela, compreender o que acontece atualmente no país é fundamental para agir e evitar o que classifica como “o golpe no golpe”. 

“O grande risco que nós corremos hoje é em relação às eleições de 2018”, um processo que, segundo ela, estaria na continuidade de sua destituição em 2016.

A petista também criticou a PEC do teto para os gastos públicos, aprovada no mês de dezembro, “o exemplo mais puro de como o neoliberalismo se casa com o estado de exceção e afronta a Constituição”. 

“Congelar por vinte anos, em termos reais, todo o gasto com educação, cultura, segurança, ciência e tecnologia, e liberar o gasto em pagamento de juros, é claramente a apropriação do orçamento por uma política neoliberal. Ora, fazê-lo por vinte anos é passar por cima de cinco presidentes, e portanto, de cinco processos eleitorais.”

Defesa da democracia
A melhor forma de lutar contra essa evocada ascensão do conservadorismo e o ultraliberalismo é a defesa democracia, garante a ex-presidente. “Ela é nossa principal bandeira porque impede que os golpes se deem à margem dos processos de melhoria de vida.”

À RFI, Dilma declarou que o objetivo de sua viagem à Europa é denunciar as consequências do que chama de “medidas de exceção”, que, ressalta, vêm acontecendo em todo o mundo. “É esse capitalismo de curto prazo, que quer resultados trimestrais. Ele produziu a maior crise dos últimos setenta anos, essa que ainda estamos vivendo.”

Para ela, esse processo global é incompatível com a democracia. “É algo que explica meu impeachment, o Brexit, a eleição americana, uma série de eventos que estão acontecendo no mundo inteiro.”