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quinta-feira, 2 de agosto de 2018

Como o PCC montou um império em SP sob Geraldo Alckmin. Por Kiko Nogueira


Como o PCC montou um império em SP sob Geraldo Alckmin. Por Kiko Nogueira

Publicado por  Kiko Nogueira  2 de agosto de 2018

Alckmin em 2010 com o então candidato a deputado estadual Ney Santos, acusado de ligação com o PCC
 Alckmin em 2010 com o então candidato a deputado estadual Ney Santos, acusado de ligação com o PCC; prefeito eleito de Embu das Artes, ele estava foragido

O que o PCC ganhou no acordo com o governo paulista em 2006?
Na época, a facção realizou vários ataques, especialmente a postos da Polícia Militar, de maneira coordenada. Eles foram interrompidos após uma reunião no presídio de Presidente Bernardes, no interior do estado.

De acordo com o Estadão, a solução foi encaminhada pela advogada Iracema Vasciaveo, então presidente da ONG Nova Ordem, que defendia os direitos dos presos e representava o PCC.

Iracema esteve com Marcola, o líder. 
O substituto de Geraldo, Claudio Lembo, deu aval para o encontro, bem como os secretários da Segurança Pública e da Administração Penitenciária — Saulo de Castro Abreu Filho e Nagashi Furukawa, respectivamente.

A história foi revelada pelo delegado José Luiz Ramos Cavalcanti, que depunha  num processo contra advogadas supostamente ligadas ao 
crime organizado. “Eu apenas autorizei a viagem. 

O que aconteceu lá dentro, não tenho detalhes”, afirma Lembo.

O diabo está nos detalhes. Em tese, garantiu-se a rendição dos criminosos, desde que se assegurasse a integridade física deles. Os atentados cessaram, subitamente, e o poder do PCC só fez crescer.

 Geraldo sempre negou qualquer tipo de acordo, mas o fato é que a relação com o Primeiro Comando da Capital só se tornou mais confusa, para usar um eufemismo, com o passar do tempo.

O deputado Conte Lopes, ex-capitão da PM, declarou, certa vez, que “essa facção criminosa é cria do PSDB”. 
O PCC nasceu em 1993 na Cadeia Pública de Taubaté e sua relação com o governo paulista é recheada de episódios assombrosamente estranhos.

Em 2010, Alckmin pediu votos para um candidato a deputado estadual do PSC chamado Claudinei Alves dos Santos, conhecido como Ney Santos.

Pouco depois, Santos seria preso, acusado de adulteração de combustível, enriquecimento ilícito, lavagem de dinheiro, sonegação fiscal e formação de quadrilha.

Era também investigado por envolvimento com o PCC. Em seu nome, um patrimônio de 50 milhões de reais, incluindo uma Ferrari e um Porsche.

Acabou eleito prefeito de Embu.

Ok. Alckmin provavelmente não sabia do passado, do presente e do futuro de Santos. 

Mas nem sua equipe?

Em 2012, um inquérito sobre o envolvimento de PMs com o PCC foi arquivado. Um ano depois, aconteceu outro episódio de ampla repercussão, em que o governador saiu-se como herói na luta contra os bandidos.

Ele teria sido ameaçado de morte, segundo um recado interceptado. 

“Os bandidos dizem que as coisas ficaram mais difíceis para eles, pois eu quero dizer que vai ficar muito mais difícil”, disse GA, triunfal, em Mirassol. 

“Nós não vamos nos intimidar. 

É nosso dever zelar pelo interesse público.”

Alckmin com suposto líder do PCC

tvamigospl Publicado em 20 de set de 2010



Não contavam com a astúcia do ex-secretário Antônio Ferreira Pinto, que revelou que a escuta dos membros do PCC circulava desde 2011.

“Esse fato não tinha credibilidade nenhuma. 

A informação é importante desde que você analise e veja se ela tem ou não consistência. Essas gravações não tinham. Tanto que o promotor passou ao largo delas”, falou.

“Aí vem o governo e diz: ‘Não vou me intimidar’. Ele está aproveitando para colher dividendos políticos”.

 De novo: Geraldo, muito possivelmente, não tinha ideia de que as tais ameaças tinham dois anos de idade e nunca foram levadas a sério.

No início de 2014, outro evento inacreditável. 
Um relatório vazado do Ministério Público dava conta de um esquema para tirar Marcola e outros três chefões da penitenciária de Presidente Venceslau.

O plano estaria sendo arquitetado há oito meses.

Os homens já tinham serrado as grades das janelas de suas celas, colocando-as de volta em seguida, devidamente pintadas. 

Eles sairiam dali para uma área do presídio sem cobertura de cabos de aço, de onde seriam içados por um helicóptero com adesivos da Polícia Militar.

O “vazamento” do documento criou situações surreais. Policiais ficaram de tocaia aguardando os meliantes. Jornalistas correram para lá. 

No Jornal Nacional, um repórter perguntava, sussurrando, a um franco atirador como funcionava a arma dele. Diante da falta de ação, era o jeito.

Claro que não aconteceu nada. Alckmin, no entanto, estava pronto para faturar. 

Na Jovem Pan, elogiou “o empenho da polícia de São Paulo, 24 horas, permanentemente, contra qualquer tipo de organização criminosa, tenha a sigla que tiver. São Paulo não retroage, não se intimida”. 

Para ele, “lamentavelmente, isso acabou vazando.”

O PCC, hoje, controla áreas inteiras da cidade, as cadeias, tem ligação com escolas de samba e mantém bases no Paraguai e na Bolívia. 

Um fenômeno. Graças à transferência de presos, São Paulo exportou membros da organização para todo o país.

Naquele ano de 2006, Geraldo deu uma entrevista a uma rede de televisão australiana. 
A jornalista quis saber sobre os “grupos de extermínio” e sobre as ações da facção. 

Irritado, o “Santo” da Odebrecht se levantou da cadeira e encerrou o papo abruptamente.

“Esse é um problema do governo estadual. 
Você deveria ir falar com eles. Tchau, tchau. Bye, bye”, diz.

 “Se eu soubesse que era sobre isso, não tinha entrevista. 
Não faz o menor sentido”, continua, numa indireta a seus assessores.

A entrevistadora ainda tentou, inutilmente, um apelo: “Alguém precisa falar sobre isso”.

Alckmin foge da responsabilidade


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 Publicado em 9 de out de 2006





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terça-feira, 25 de abril de 2017

GOVERNO ILEGÍTIMO: Índios invadem Brasília em protesto contra Temer e confusão se generaliza; VEJA!

GOVERNO ILEGÍTIMO: Índios invadem Brasília em protesto contra Temer e confusão se generaliza; VEJA!
25 de abril de 2017
 

Indígenas acampados em Brasília fecharam a Esplanada dos Ministérios durante uma marcha até o Congresso Nacional, na tarde desta terça-feira (25). O grupo invadiu o espelho d’água em frente à sede do Legislativo, e a Polícia Militar usou bombas de efeito moral, balas de borracha e spray de pimenta para afastar os manifestantes.

Até as 16h, a Polícia Militar estimava a presença de 2 mil pessoas no local, e a organização do ato, de 3 mil. Em resposta à ação da PM, indígenas atiraram flechas contra os militares e em direção 
ao Congresso.

No auge do confronto, os dois sentidos da Esplanada chegaram a ser interditados. Por volta das 16h30, os índios ainda bloqueavam o trânsito no sentido Congresso-Rodoviária do Plano Piloto, mas as faixas na direção contrária estavam liberadas para veículos.

O ato surpreendeu motoristas que passavam pelo local. “Estava indo buscar um passageiro mas me pararam aqui. Eles fecharam a pista, mas tem um cliente me esperando no Supremo [Tribunal Federal]”, disse o taxista Gilberto Ramos.

Um grupo pequeno de manifestantes chegou a descer a rampa em direção à chapelaria do Congresso – rota de passagem para visitantes e parlamentares –, mas subiu novamente sem conseguir acessar a parte interna do prédio.


Por diversas vezes, mulheres que participavam do ato tentaram formar um cordão humano em torno do gramado central da Esplanada, na área próxima ao Congresso. O grupo foi impedido pela PM. Até as 16h10, havia informações de uma mulher indígena ferida e quatro índios detidos.

Com o início do tumulto, os índios dispersaram e liberaram a via, mas continuaram reunidos no gramado da Esplanada e nas áreas em redor dos ministérios. 

Caixões usados pelos manifestantes para simbolizar a morte de indígenas foram atirados no espelho d’água.
G1



terça-feira, 7 de fevereiro de 2017

Paneleira, candidata pelo PSDB é vista saqueando loja no Espírito Santo

Paneleira, candidata pelo PSDB é vista saqueando loja no Espírito Santo
POSTED BY: ADMIN FEBRUARY 7, 2017
 paneleira

Em meio à crise de segurança pública que explodiu no Espírito Santo com paralisação da Polícia Militar, vários saques e roubos a lojas foram registrados na capital Vitória e em cidades do interior; na cidade de Cachoeiro, entre os autores dos saques às lojas está a Marcela Ranocchia, que foi candidata a vereadora em 2016, pelo PSDB; candidata tucana foi flagrada saindo de uma loja com várias sacolas nas mãos; imagem repercutiu fortemente nas redes sociais; diretório do PSDB em Cachoeiro divulgou nota de repúdio ao crime praticado pela filiada

247 – Em meio à crise de segurança pública que explodiu no Espírito Santo, devido à paralisação da Polícia Militar, foram registrados vários saques e roubos a lojas, na capital Vitória e em cidades do interior.

Segundo o site Folha do ES, entre os autores dos saques às lojas da cidade de Cachoeiro está a Marcela Ranocchia, que foi candidata a vereadora em 2016, pelo PSDB.

O crime foi registrado nessa segunda-feira, 6. Marcela foi flagrada saindo de uma loja com várias sacolas nas mãos. A imagem repercutiu fortemente nas redes sociais.

O diretório do PSDB em Cachoeiro divulgou nota de repúdio ao crime praticado pela filiada tucana.

Leia a nota na íntegra:

“Nota 
O PSDB Cachoeiro vem a público dizer que tomou conhecimento, através das redes sociais, de que uma candidata ao pleito de vereadora no ano de 2016 pelo partido participou dos saques ocorridos em Cachoeiro de Itapemirim, no dia 06/02/17.

As medidas cabíveis para a verificação e punição pelo partido já estão sendo adotadas, inclusive com a instauração de processo disciplinar no Conselho de Ética e Disciplina. 

Confirmado o fato, após a garantia da ampla defesa e do contraditório, será expulsa.

O PSDB Cachoeiro repudia veementemente qualquer ato de vandalismo ou de ação criminosa perpetrado por qualquer pessoa, ao mesmo tempo em que afirma que a conduta de um de seus membros não se assemelha aos dos demais participantes da sigla.

Cícero Moura
Presidente do PSDB Cachoeiro”