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sábado, 10 de novembro de 2018

Folha Constata Que Não Há O Que Comemorar No Primeiro Ano De Reforma Trabalhista


Folha Constata Que Não Há O Que Comemorar No Primeiro Ano De Reforma Trabalhista

Por Portal Click Política Em 10 nov, 2018

 

O jornal Folha de S. Paulo publicou editorial neste sábado, 10, em reconhece que, um ano após a aprovação da reforma trabalhista, não há motivos para comemorações.

“A geração de vagas formais, de fato, foi pequena no período de vigência da legislação. 

Entre novembro de 2017 e setembro deste ano, abriram-se 298,3 mil postos com carteira assinada. 

A cifra ficou muito abaixo da expectativa do governo Michel Temer (MDB), que chegava a 2 milhões —o país tem hoje 38,6 milhões de celetistas”, aponta o jornal, que apoiou a reforma.

A Folha lembra que vários dispositivos da nova CLT sofrem questionamentos na Justiça do Trabalho e no Supremo Tribunal Federal. 

“Temas como a contribuição previdenciária do funcionário intermitente, a possibilidade de gestantes e lactantes atuarem em local insalubre e a gratuidade da Justiça do Trabalho ainda dependem do pronunciamento do STF”.

No entanto, o jornal permanece em defesa da reforma que retirou direitos dos trabalhadores.

 “A despeito da insatisfatória criação de empregos até agora e sem prejuízo de necessárias melhorias, a reforma se mostra correta. 

Seu impacto será dimensionado à medida que as normas se assentem na jurisprudência e na prática cotidiana de empresas e assalariados”, diz a Folha.

CLICK POLÍTICA com informações de brasil247


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quinta-feira, 21 de dezembro de 2017

URGENTE! Barroso libera para julgamento ação contra Reforma Trabalhista; CONFIRA!

URGENTE! Barroso libera para julgamento ação contra Reforma Trabalhista; CONFIRA!
Por  Redação Click Política  21 de dezembro de 2017
 

O ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal (STF), liberou para julgamento uma ação da Procuradoria-Geral da República (PGR) que questiona a reforma trabalhista.

 Ajuizada pelo então procurador-geral da República, Rodrigo Janot, em agosto de 2017, a ação deverá ser colocada em votação pela presidente do STF, ministra Cármen Lúcia.

Para a PGR, a reforma trabalhista viola garantias constitucionais de amplo acesso à Justiça, com “intensa” redução de direitos materiais dos trabalhadores.

 Um dos artigos questionados é o que responsabiliza a parte vencida pelo pagamento de honorários periciais, ainda que beneficiária da justiça gratuita. 
Para a PGR isso vai na contramão da democratização da Justiça.

“As normas “inviabilizam ao trabalhador economicamente desfavorecido assumir os riscos naturais de demanda trabalhista e impõe-lhe pagamento de custas e despesas processuais de sucumbência com uso de créditos trabalhistas auferidos no processo, de natureza alimentar, em prejuízo do sustento próprio e do de sua família”, diz a PGR no texto da ação.

CLICK POLÍTICA com informações do brasil247



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sexta-feira, 21 de julho de 2017

CNBB se solidariza com Lula e quer povo nas ruas; SAIBA!

Brasil
CNBB se solidariza com Lula e quer povo nas ruas; SAIBA!

20 de julho de 2017


Uma circular da Comissão Brasileira Justiça e Paz, organismo da CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil), tem uma mensagem que incentiva a convocação dos fiéis para atos de apoio à democracia e ao ex-presidente Lula; 

“O judiciário, que muitas vezes tem se revelado um “Oásis” da República, infelizmente, em algumas sentenças, deixa-se contagiar por interesses não republicanos, perdendo-se assim a necessária segurança jurídica”, 

diz a circular, que critica ainda a reforma trabalhista de Michel Temer


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EM DELÍRIO, TEMER DIZ: 'NUNCA FIZEMOS TANTA COISA COMO NOS ÚLTIMOS 40 DIAS'

EM DELÍRIO, TEMER DIZ: 'NUNCA FIZEMOS TANTA COISA COMO NOS ÚLTIMOS 40 DIAS'

 REUTERS/Adriano Machado

Michel Temer, mais uma vez, delira em pronunciamento feito em solenidade no Palácio do Planalto; durante anúncio de investimentos em saúde bucal feiro pelo Sistema Único de Saúde (SUS), Temer diz que "o governo nunca fez tanta coisa como nos últimos 40 ou 50 dias"

20 DE JULHO DE 2017 ÀS 17:24 

247 - Nesta quinta (20), Michel Temer rebateu as críticas de quem fala que o país está parado por conta da crise política. 

Em evento no Palácio do Planalto, Temer mais uma vez cometeu um delírio, ao dizer que "o governo nunca fez tantas coisas como nos últimos 40 dias ou 50 dias". 

Entre os "feitos" ele citou a reforma trabalhista e o investimento de R$ 344 milhões, anunciados pelo Ministério da Saúde, em saúde bucal. 

“O governo passa por dificuldades, mas o ministro Ricardo Barros Saúde economizou e agora está convertendo em investimentos. 

Algumas pessoas dizem que o Brasil parou, mas o governo nunca fez tantas coisas como nos últimos 40 ou 50 dias”, disse antes de citar a aprovação da reforma trabalhista no Senado e enaltecer sua base aliada no Congresso. 

“O Brasil vai continuar, é esse otimismo que quero transmitir”.

No evento, o governo anunciou que está investindo R$ 344,3 milhões no atendimento de saúde bucal do Sistema Único de Saúde (SUS). 

A ação possibilitará o custeio de 2299 equipes de saúde bucal, o credenciamento de 34 Unidades Odontológicas Móveis (UOMs) e a aquisição de 10 mil cadeiras para consultórios odontológicos, com raio-x, que funcionam nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs).


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quarta-feira, 5 de julho de 2017

TOMOU NO CUNHA: Silvio Santos é obrigado a assinar TAC e justiça proíbe SBT de exibir propaganda duvidosa sobre Reforma Trabalhista

TOMOU NO CUNHA: Silvio Santos é obrigado a assinar TAC e justiça proíbe SBT de exibir propaganda duvidosa sobre Reforma Trabalhista
5 de julho de 2017
 

Do Uol:

O SBT começou a exibir nesta semana chamadas sobre a reforma trabalhista sugerindo que o telespectador se informe sobre a reformulação proposta pelo governo. O teor do vídeo é diferente de outros, veiculados pela emissora entre abril e junho, que diziam, em tom alarmista, que “o Brasil quebra se a reforma da Previdência não for aprovada”.

A mudança das chamadas tem uma explicação. 

O Ministério Público do Trabalho no Distrito Federal (MPT-DF) abriu inquérito e constatou que o SBT exibia “chamadas publicitárias com informações duvidosas sobre o tema”.

“Trata-se de propaganda possivelmente sem base fática ou documental, que não exprimiria opinião, mas sim afirmativa que sem a aprovação das reformas o país estará quebrado e o trabalhador ficaria sem salário”, analisou a procuradora Renata Coelho, responsável pelo Inquérito Civil.

As mensagens veiculadas diziam: “Você sabe que, se não for feita a Reforma Trabalhista, você pode deixar de receber o seu salário?”, “Você sabe que o Brasil quebra se não aprovar a nova lei da Previdência?”, “Você sabe que alguns estados brasileiros estão sem dinheiro para pagar as duas contas?”; “Você quer que aconteça o mesmo com o Brasil?”.

A emissora assinou Termo de Compromisso de Ajustamento de Conduta (TAC) se comprometendo a exibir mensagens educativas e reflexivas sobre a reforma trabalhista proposta pelo governo do presidente Michel Temer.

O TAC também obriga o SBT a suspender a exibição das chamadas anteriores, com tom alarmista. 

Caso contrário, a emissora poderá pagar multa de R$ 10 mil por veiculação. 
A penalidade será revertida ao Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT) ou a outra instituição a critério do MPT.

O SBT, de acordo com o MPT, afirmou que o “objetivo foi motivar a reflexão sobre o tema” e explicou que as chamadas deixaram de ser exibidas desde 12 de junho. 

“O SBT é empresa idônea, responsável e prima pelo cumprimento da legislação”, afirmou o representante da emissora ao Ministério Público.

A emissora começou a exibir as chamadas favoráveis às reformas após um encontro entre Temer e Silvio Santos, em abril.


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quinta-feira, 15 de junho de 2017

LULA NO MARANHÃO: O que Temer faz com o trabalhador não é reforma, é demolição; CONFIRA! 15 de junho de 2017

LULA NO MARANHÃO: O que Temer faz com o trabalhador não é reforma, é demolição; CONFIRA!
15 de junho de 2017
 

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva conversou ao vivo na manhã desta quarta-feira (14) com o jornalista Róbson Júnior, da rádio Difusora do Maranhão. 

Lula falou sobre os desafios que o país enfrenta e disse não se opor a reformas para modernizar a legislação, mas é contra, sim, a destruição que o governo atual está promovendo contra os direitos trabalhistas e a Previdência. 

“O conselho que eu dou para os economistas do governo é: se quiserem resolver o problema da Previdência, resolvam primeiro o problema da economia, aumentando o crescimento, o emprego e os salários.”

“Se você pegar as estatísticas, vai perceber que, entre 2004 e 2018, o financiamento da seguridade social cresceu 56%. 

Portanto, nós tivemos superávit na Previdência”, disse Lula. Atualmente, o déficit aparece “na medida em que cresce o nível de desemprego e a redução no salário dos trabalhadores”. 

O ex-presidente apontou o segredo para o superávit: fazer a economia crescer, com aumento de empregos e salários. 

“Se tivemos superávit foi porque criamos 22 milhões de empregos entre 2003 e 2014, porque formalizamos 100 milhões de pequenas empresas e milhões de trabalhadores, porque a média salarial crescia 3,5% ao ano, porque o salário mínimo aumentou 74%. 

Ora, quando a economia está funcionando corretamente, a arrecadação também cresce. Quando o PIB não cresce, o emprego não cresce, obviamente que a Previdência passa a ser deficitária”.

O ex-presidente disse que não é contra reformas para modernizar a legislação trabalhista, que data de 1943, tendo sido feita ainda no governo Vargas, ou mesmo da Previdência, para adequa-las à realidade do século 21. 

“O que não pode é destruir, e o que o governo Temer está fazendo é uma demolição”. Para Lula, essa reforma trabalhista está no caminho de destruir todos os direitos trabalhistas conquistados desde a década de 1940. 

“Deixando o trabalhador numa situação de quase escravidão. Eles querem que a gente volte àquele período”.

Na entrevista, Lula repetiu um mote que vem falando desde sua posse em 2003: “É necessário incluir os mais pobres no orçamento para fazer a economia girar e o país crescer”.

CLICK POLITICA



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terça-feira, 23 de maio de 2017

O pau comeu, pancadaria no Senado, Lindbergh parte pra cima de Ferraço, veja aqui…

O pau comeu, pancadaria no Senado, Lindbergh parte pra cima de Ferraço, veja aqui…
23 de maio de 2017

 Apenas mais um show dentro do circo chamado Senado. 
Diante da derrota de todas as estratégias regimentais para barrar o avanço da reforma trabalhista, o senador Lindbergh Farias (PT-RJ) resolveu transformar o plenário da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) em palco de baixaria para tentar evitar a leitura do parecer do senador Ricardo Ferraço (PSDB-ES) nesta terça-feira. 

Aos berros e com o dedo em riste, o petista partiu para cima do relator quando ele ia iniciar a apresentação do relatório. 

O senador Fernando Bezerra (PSB-PE) teve de segurar Lindbergh

“Não vai ler, não vai ler”, gritava o parlamentar, fazendo movimentos frenéticos com os braços. Com os ânimos acalorados, os senadores Randolfe Rodrigues (Rede-AP) e Ataídes Oliveira (PSDB-TO) também entraram na confusão e quase chegaram às vias de fato.

NÃO ACEITARAM PERDER NO VOTO O RECURSO QUE PEDIA O ADIAMENTO DA LEITURA DO RELATÓRIO DA REFORMA TRABALHISTA

A bancada da chupeta dá o seu show na CAE do Senado.

Não aceitaram perder no voto o recurso que pedia o adiamento da leitura do relatório da reforma trabalhista.

TV Senado suspende a transmissão.

 

O pau comeu, pancadaria no Senado, Lindbergh parte pra cima de Ferraço, veja aqui…

Na sequência, o petista estendeu a cena para a tribuna da comissão.

 “Quem acaba aqui sou eu. Não pode ser no grito”, respondeu Tasso Jereissati (PSDB-CE)presidente do colegiado. 

Lindbergh, acompanhado de outros parlamentares da oposição, continuou com a confusão até a sessão ser suspensa por tempo
indeterminado. 

“Eu não vou ser agredido dessa maneira aqui”, lamentou Jereissati. Ricardo Ferraço classificou o episódio como primitivo.

“O que nós assistimos aqui foram gestos grotescos, toscos, de quem não está acostumado com o debate e, não tendo argumento, parte
para a violência”, disse o relator.

O pau comeu, pancadaria no Senado, Lindbergh parte pra cima de Ferraço, veja aqui…

Isso é apenas um pequeno show, o melhor mesmo é ver senador dando nota de inocente, malas de dinheiros entrando em restaurantes, dinheiros na cueca.

Isso tudo se chama BRASIL, o país da corrupção o País, paraíso dos políticos ladroes



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segunda-feira, 1 de maio de 2017

Ator da Globo visita a Paraíba, detona Temer, a emissora carioca e diz que reformas são consequências do golpe; CONFIRA AQUI!

Ator da Globo visita a Paraíba, detona Temer, a emissora carioca e diz que reformas são consequências do golpe; CONFIRA AQUI!
1 de maio de 2017

O ator e diretor de cinema Wagner Moura, participou na noite deste domingo (30) do encerramento de mais uma edição do Campus Festival, em João Pessoa. Durante o bate-papo com a plateia, o ex-global fez críticas às medidas que vêm sendo propostas pelo presidente da República, Michel Temer (PMDB), posicionamento da imprensa, dever do Estado em relação à Segurança Pública e outros assuntos.

Wagner lembrou o processo de impeachment da ex-presidente da República, Dilma Rousseff (PT), o qual não deixou de fazer críticas, Segundo o ator, o ‘golpe’ contra a petista está tendo como consequências as propostas de reforma Trabalhista e da Previcência.

“Eu sempre fui assíduo nas críticas ao PT. A Dilma não foi uma boa presidente. Agora, foi um golpe político. O golpe de tirar a Dilma foi a primeira fase, as reformas são as consequências. Um golpe que não é diferente de 1964”, disse.

O ator comentou também uma das primeiras decisões de Temer, quando assumiu a Presidência, que foi a de extinguir o Ministério da Cultura. “Acabar com o Ministério da Cultura é uma burrice gigante. A cultura é fundamental”, frisou.

Questionado pelo repórter do Portal MaisPB Wallison Bezerra, de como é visto pelos colegas de profissão pelo posicionamento político, Wagner desabafou afirmando que recebe pressão por conta das declarações.

Ele afirmou, porém, que a sua atidude não lhe impulsiona a entrar numa disputa eleitoral.

Lava Jato
Mesmo sendo contrário a algumas atitudes da Operação Lava Jato, que investiga o esquema de corrupção na Petrobrás, Wagner ressaltou a importância das investigações.

“Ninguém pode ser contra a Lava Jato, você pode não ser contra a qualquer tipo de investigação contra corrupção. Agora, faço críticas de como é a relação do judiciário com a mídia. O vazamento das conversas da Dilma com o Lula é errado. Por isso, sou contra a alguns métodos”, pontou.

Mídia e Política
Jornalista de formação, Wagner discordou do posicionamento de como setores da imprensa se comportam diante do atual momento do político. Ele enalteceu, ainda, o papel das redes sociais nesse processo que o Brasil está passando.

“O jornalismo da Globo segue o padrão da grande mídia, é um jornalismo comprometido. No Brasil, a imprensa é controlada por cinco famílias. E como qualquer empresa, existem os interesses do dono. Acaba que o filtro da notícia é tendencioso”, lamentou.

Segurança Pública
O papel que o ator interpretou nas duas edições do filme Tropa de Elite, como o capitão Nascimento, e a atuação como Pablo Escobar, em Narcos, insultou a plateia a questionar sobre o modo como o Estado trata a segurança.

“A política da guerra contra as drogas, no México, Colômbia, Brasil ou Peru, é a de que os pobres estão morrendo. No momento do caos, pânico, é que as soluções fáceis aparecem, que é chegar o policial e matar o bandido. 

A Rachel Sheherazade defendeu que o garoto preso em um poste fosse lichado. Esse tipo de discurso de que bandido bom é bandido morto é da barbárie”, declarou.

Wallison Bezerra – MaisPB



quinta-feira, 27 de abril de 2017

RENAN PROMETE BARRAR FIM DA CLT NO SENADO

RENAN PROMETE BARRAR FIM DA CLT NO SENADO
 

Líder do PMDB no Senado, Renan Calheiros afirmou nesta quinta-feira 27 que o texto que destruiu conquistas da CLT, chamado pelo governo Michel Temer de "reforma trabalhista", não deve ser aprovado pelo Senado; "Não acredito que essa reforma saia da Câmara e chegue aqui, ao Senado Federal - reforma de ouvidos moucos, sem consultar opiniões, reforma que só interessa à banca, ao sistema financeiro, rejeitada em peso e de cabo a rabo pela população", disparou; para Renan, a proposta vai aprofundar a desigualdade social. "Querem um Brasil para 70 ou 80 milhões de pessoas. Somos 200 milhões e não podemos simplesmente fazer de conta que não existem 120 ou 130 milhões de pessoas. Com essa reforma, elas podem voltar a ficar excluídas; são empurradas de volta para guetos onde padece a legião de 'ninguéns'"

27 DE ABRIL DE 2017 ÀS 17:40

247 - O líder do PMDB no Senado, Renan Calheiros, afirmou nesta quinta-feira, 26, que o texto que destruiu conquistas da Consolidação das Leis Trabalhistas, chamado pelo governo Michel Temer de "reforma trabalhista", não deve ser aprovado pelo Senado do jeito que a Câmara aprovou.

"Não acredito que essa reforma saia da Câmara e chegue aqui, ao Senado Federal - reforma de ouvidos moucos -, sem consultar opiniões; reforma que só interessa à banca, ao sistema financeiro, rejeitada em peso e de cabo a rabo pela população; reforma tão malfeita, que chega a constranger e a coagir a base do próprio Governo. Por isso ela vai e volta, de recuo em recuo", 
declarou Renan. 

Para o ex-presidente do Senado e um dos mais críticos ao governo Temer, a reforma é "injusta", porque retira direitos dos trabalhadores. 

"Ela rebaixa os salários, é sua consequência mais imediata 
e perversa. 

Ela pretende deixar o trabalhador sem defesa, condenado a aceitar acordos que reduzem a remuneração, suprimem reajustes e revogam garantias no emprego. 

Todos sabemos que a acordos forçados em plena recessão, com 13 milhões de desempregados e com o desemprego aumentando mês a mês, é pedir que se aceite a crueldade como caridade", criticou.

Renan Calheiros disse também que proposta vai aprofundar a desigualdade social. "Esse discurso é usado para seduzir uma parcela da sociedade e garantir o avanço da retirada de direitos.

 Querem um Brasil para 70 ou 80 milhões de pessoas. 

Somos 200 milhões e não podemos simplesmente fazer de conta que não existem 120 ou 130 milhões de pessoas. Com essa reforma, elas podem voltar a ficar excluídas; são empurradas de volta para guetos onde padece a legião de 'ninguéns'".



segunda-feira, 27 de março de 2017

Michel Temer desiste de terceirização branda do Senado e vai sancionar texto da Câmara Federal

Michel Temer desiste de terceirização branda do Senado e vai sancionar texto da Câmara Federal
 27/03/2017 /  Brasília
Michel Temer sofre pressão da base aliada. Foto: Beto Barata

O presidente Michel Temer desistiu de aprovar um projeto mais brando, que tramita no Senado, para regulamentar a terceirização no país. Desta forma, Temer deve sancionar a proposta aprovada pela Câmara na semana passada. 

De acordo com a Folha de S. Paulo, o presidente recuou da iniciativa por causa de pressão da base aliada e do setor empresarial. No final de semana, ele foi convencido a sancionar com vetos parciais a proposta aprovada pelos deputados, criticada por integrantes do governo por ser ”muito dura”. 

A ideia inicial de Temer era fundir as duas propostas, eliminando os considerados exageros da proposta aprovada na Câmara, substituindo-os pelos pontos mais brandos da analisada pelo Senado. 

A alternativa, entretanto, foi considerada por deputados governistas como um ”desprestígio público” à Câmara. 

Para evitar desagradar os dois lados, o presidente firmou um acordo com o Senado. 

Agora, os pontos mais relevantes do texto da terceirização que tramita no Senado, como as salvaguardas aos trabalhadores, serão incluídos no relatório da reforma trabalhista, preparado pelo deputado Rogério Marinho (PSDB-RN). Auxiliares presidenciais acreditam que a junção deve acelerar a tramitação da reforma trabalhista no Congresso. 

Em conversas reservadas, Temer demonstrava preocupação com as críticas à proposta. 

Nas palavras de um assessor presidencial, a proposta podia causar um ”desgaste público” à imagem do presidente.



quinta-feira, 5 de janeiro de 2017

UOL Confere: Governo Temer distorce dados econômicos em propaganda de 120 dia

UOL Confere: Governo Temer distorce dados econômicos em propaganda de 120 dias
Guilherme Azevedo e Wellington Ramalhoso
Do UOL, em São Paulo
05/01/201712h52
 Propaganda do governo apresenta números incorretos para o período de quatro meses
Propaganda do governo apresenta números incorretos para o 
período de quatro meses

O governo Michel Temer (PMDB) publicou anúncios de página inteira nos jornais de 29 de dezembro com uma propaganda sobre seus feitos nos 120 dias contados desde sua posse efetiva, em 31 de agosto, quando o Senado aprovou o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff (PT). 

Um site oficial também foi criado para divulgar a propaganda na internet. A reportagem do UOL conferiu o material e encontrou distorções nos dados econômicos apresentados pela gestão peemedebista. Esta apuração é parte de uma iniciativa do UOL de checagem de fatos (leia mais detalhes no final desta reportagem).

O anúncio fala em "quatro meses de trabalho intenso" e inclui uma lista de 40 itens que o governo chama de "algumas de muitas medidas que já se tornaram realidade". 

Na relação, aparecem ações, como a redução de ministérios e o reajuste do valor do Bolsa Família, mas também tópicos genéricos como "moralização das nomeações nas estatais" e situações que não dependem exclusivamente do governo, como a variação da cotação do dólar.

Além disso, há iniciativas controversas e que geraram críticas e contestações, como a imposição do limite de gastos públicos por 20 anos, a reforma do ensino médio e a reforma trabalhista, que ainda não passa de uma proposta.

Confira abaixo o que o governo disse sobre dados econômicos e contas públicas e os fatos que a reportagem do UOL apurou.

- Repatriação de capital: Medida que tornou possível trazer para o país R$ 46 bilhões em impostos que foram aplicados para o desenvolvimento do país e repassados para Estados e municípios
CERTO: O governo tem razão ao dizer que trouxe R$ 46 bilhões em impostos ao permitir a repatriação de capitais. O valor é o divulgado pela Receita Federal

Aprovada por Dilma, a lei da repatriação foi alterada pelo Congresso no governo Temer. Com a mudança, foi reaberto o prazo para repatriação e regularização de recursos enviados por brasileiros ao exterior.

- Reforma administrativa: já foram extintos 14.200 funções e cargos comissionados
EXAGERADO: O governo Temer aprovou uma lei em outubro que converte 10.462 cargos de direção e assessoramento superior, conhecidos como DAS, em funções comissionadas do Poder Executivo. "Na medida em que forem extintos os cargos", diz a norma, o Poder Executivo fica "autorizado a substituí-los, na mesma proporção, por funções de confiança denominadas Funções Comissionadas do Poder Executivo - FCPE, privativas de servidores efetivos". Ou seja, a lei prevê a extinção de cargos, mas também a abertura de funções na mesma quantidade.

Questionado pela reportagem, o próprio governo federal, em sua resposta, tratou a medida como conversão, e não como extinção. "Houve a conversão de 10.462 Cargos de Direção e Assessoramento Superior (DAS) em Funções Comissionadas do Poder Executivo (FCPE), que só podem ser ocupadas por servidores públicos concursados", afirmou em nota enviada ao UOL.
Em seu site, o Ministério do Planejamento informou, em 29 de dezembro, que até então 7.734 DAS já haviam sido transformados em FCPE, "cerca de 70% do estabelecido na lei". "O percentual restante será transformado à medida que os órgãos e entidades do Executivo Federal avaliarem novas oportunidades em suas estruturas", disse a pasta.

No mesmo texto, o Planejamento anunciou uma reforma administrativa que prevê o corte de 4.689 cargos comissionados e funções de confiança, mas com conclusão prevista para julho de 2017. Na resposta à reportagem, o governo disse que estes 4.689 cargos e funções foram extintos.
 
- Recuperação das grandes empresas estatais 
brasileiras e valorização de suas ações, como 
a Petrobras (114%), Eletrobras (237%), 
Banco do Brasil (98%)

EXAGERADO: O governo sobrevalorizou a alta das ações das empresas. Entre 31 de agosto e 28 de dezembro de 2016, véspera da divulgação da propaganda do governo Temer, houve de fato valorização de ações de estatais, mas com uma variação muito menor que a divulgada.

Na Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo), a ação Petrobras ON (PETR3.SA) passou de R$ 14,74 para R$ 16,98, uma elevação de 15,2%. A ação Petrobras PN (PETR4.SA) valorizou-se 15%: de R$ 12,85 para R$ 14,78. 

Os papéis Eletrobras ON (ELET3.SA) subiram pouco: somente 0,93%. As ações Eletrobras PNB (ELET6.SA) caíram 8,35%. No caso do Banco do Brasil, houve alta nos papéis, mas de 19,3%.

Se o parâmetro for a Bolsa de Valores de Nova York (EUA), a valorização dos papéis das estatais brasileiras comercializados por lá também foi inferior à propagandeada pelo governo brasileiro.
A ação Petrobras DRC (PBR) subiu 13% entre 31 de agosto e 28 de dezembro de 2016, índice ligeiramente superior ao do outro papel da estatal comercializado em Nova York, Petrobras ADR (PBRa), com alta de 12,9%.

Os papéis Eletrobras PNB (EBR) se mantiveram praticamente estáveis (0,44%), e as ações Eletrobras ADR (EBRb) caíram 1,6%. As ações do Banco do Brasil em Nova York (BDORY) se valorizaram 17,6%.

Em nota enviada à reportagem, o governo disse que "os dados divulgados são resultados de medidas adotadas pelo governo federal" e admitiu que usou o período de um ano, e não o de 120 dias, como referência. 

"Empresas estatais como Petrobras, Eletrobras e Banco do Brasil se valorizaram na atual gestão, o que contribuiu para que, no período de um ano, o valor de mercado e as ações das empresas subissem substancialmente. Isso se verificou com as novas gestões de empresas a partir das nomeações feitas pelo novo governo e com as valorizações que o mercado fez a partir da possibilidade de um novo governo."

- Saldo positivo de US$ 45 bilhões no comércio exterior até a terceira semana de dezembro
ERRADO: A propaganda refere-se aos 120 dias de governo efetivo, mas o valor citado pelo governo abrange o período de janeiro até a terceira semana de dezembro.

De acordo com os dados oficiais do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, no último quadrimestre do ano (setembro a dezembro), período que abrange os quatro meses do governo definitivo de Temer, o saldo da balança comercial brasileira foi bem mais baixo, de US$ 15,3 bilhões, um valor 20% inferior ao saldo de US$ 19,1 bilhões obtido no segundo quadrimestre (maio a agosto).

Em resposta à reportagem, o governo afirmou que o saldo citado na propaganda refere-se, de fato, ao ano todo de 2016, mas alegou que "Michel Temer comandou o país desde 12 de maio", data em que Dilma foi afastada temporariamente. "Portanto, [Temer governou] na maior parte do período mencionado", acrescentou a nota.

- Diminuição do Risco Brasil ERRADO: Em 31 de agosto, quando Temer assumiu efetivamente o governo, o Risco Brasil, medido pela agência J.P. Morgan, era de 309 pontos, de acordo com o Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada). No fim de dezembro, ele atingiu os 325 pontos. Ou seja, estava mais alto.

- Queda do valor do dólar
ERRADO: A cotação do dólar passou de R$ 3,22 em 31 de agosto para R$ 3,28 em 28 de dezembro. Portanto, o valor da moeda norte-americana subiu no período de 120 dias.

A respeito dos dois pontos acima, o governo também alegou que usou como referência o período de um ano. "O mercado reagiu positivamente à nova gestão, demonstrando confiança nas medidas de austeridade fiscal adotadas. Indicadores como o Risco Brasil e cotação do dólar são voláteis, mas no ano a trajetória de queda do Risco Brasil e a cotação do dólar coincidem com a evolução do processo de impeachment e efetivação do novo governo", disse a assessoria de Temer.

"A credibilidade restaurada da moeda e da confiança no país contribuíram para valorizar o real, a partir da percepção de maior responsabilidade do governo federal no controle de contas e no ajuste fiscal. Discurso que sempre foi associado ao novo presidente, desde o lançamento do documento 'Uma Ponte para o Futuro'. A identificação com esses valores e a nova equipe econômica alinhada com esses postulados foram fundamentais para esses números", afirmou em nota.

- Renegociação das dívidas estaduais
EXAGERADO: O governo aprovou uma lei que trata das dívidas estaduais, mas Temer decidiu vetar mudanças feitas pela Câmara. Segundo o peemedebista, as modificações aprovadas pelos deputados federais, que retiraram as contrapartidas exigidas dos Estados, tornaram a medida "mais ou menos inútil". De acordo com ele, o governo terá negociar com cada Estado para identificar quais contrapartidas cada um poderá oferecer.
 
"Puro marketing"
Na avaliação do economista Paulo Feldmann, professor da FEA-USP (Faculdade de Economia e Administração da Universidade de São Paulo), "o governo não tem nada para comemorar". "Os números da economia são muito ruins: 60 milhões de brasileiros e 4 milhões de empresas estão inadimplentes. Isso nunca aconteceu no país."
Para Feldmann, o governo Temer ainda não combateu o que de fato traria benefício para a economia e a população: o desemprego. "Não fez até agora absolutamente nada, e o desemprego está aumentando."

O Brasil encerrou 2016 com cerca de 12 milhões de pessoas desempregadas, segundo pesquisa do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) relativa ao período entre setembro e novembro. Por isso, o economista define a lista de supostas realizações do governo Temer como "puro marketing".

Ele critica especialmente o fato de o governo incluir a suposta queda da cotação do dólar como feito, dizendo ser "uma enganação criminosa". Para ele, o dólar deveria estar cotado, na verdade, num patamar muito acima, na casa dos R$ 4,5, R$ 5. "O real está sobrevalorizado", diz.

A valorização das ações de empresas estatais, relacionada como reflexo positivo do novo governo, também é criticada pelo professor. "É outra medida mentirosa. A valorização das ações não tem nenhuma repercussão maior que ajuda a economia brasileira."

Soluções e riscos
O que poderia, então, favorecer efetivamente a retomada?
O professor cita duas formas de fazer: aumentar o consumo e elevar o investimento. "Mas não aconteceu nenhuma das duas, porque não há crédito."

Para Feldmann, a saída está em o governo obrigar empresas a renegociarem dívidas de consumidores, alongando prazos dos débitos, e os bancos voltarem, até de forma compulsória, a conceder mais empréstimos. "Essa é uma medida que seria fundamental."

O economista defende uma intervenção rápida do governo, porque o país, em sua visão, estaria na "iminência de ter uma quebradeira geral". "E isso seria catastrófico."

Feldmann, entretanto, minimiza a culpa do governo Temer na situação geral da economia e a debita na conta do governo da presidente Dilma Rousseff, afastada definitivamente do cargo em 31 de agosto de 2016, no segundo ano do seu segundo mandato.

"A principal responsável pela crise se chama Dilma. Cometeu erros gravíssimos principalmente em 2014, quando, para ganhar a eleição, concedeu desonerações fiscais a múltiplos setores."

O resultado, segundo ele, foi que a arrecadação desabou, e o país registrou o primeiro deficit fiscal em mais de 20 anos, sombra que se projeta até os dias de hoje.

UOL Confere
O UOL Confere é uma iniciativa de checagem de fatos do UOL. A redação buscará esclarecer em detalhes anúncios de medidas governamentais, discursos de autoridades e informações relevantes que apresentem interpretações diversas ou casos em que haja dúvidas sobre a veracidade de determinados fatos.



quinta-feira, 22 de dezembro de 2016

LUIS FELIPE MIGUEL: Temer está enterrando a lei que protege o trabalhador; CONFIRA!

LUIS FELIPE MIGUEL: Temer está enterrando a lei que protege o trabalhador;                   CONFIRA!
22 de dezembro de 2016
 

É para hoje, diz o jornal, o anúncio da reforma trabalhista que o usurpador quer implantar por medida provisória.

Inclui o fim da legislação trabalhista, com a “prevalência do negociado sobre o legislativo” – isto é, que direitos previstos em lei possam ser rifados em acordos coletivos de trabalho.

Há legislação de proteção ao trabalho exatamente porque se sabe que, no embate com o capital, ele tem muito menos força para defender seus interesses. É isso que Temer está enterrando.

Para não ter nenhum problema, a proposta também limita drasticamente a possibilidade de que a justiça do trabalho seja acionada para rever um acordo coletivo.

Também é abolido o limite diário de oito horas de trabalho. Temer quer até 12 horas de trabalho por dia. Juntem isso com os 49 anos de contribuição para a aposentadoria e façam as contas.

Em troca, concede a alguns trabalhadores o direito de retirar uma parte do FGTS para quitar dívidas…

O anúncio perto do Natal certamente não é só sadismo. É para reduzir as reações contrárias. Temer e seu bando não acreditam que estão fazendo tudo o que estão fazendo e o país continua nesta pasmaceira.