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quinta-feira, 15 de junho de 2017

LULA NO MARANHÃO: O que Temer faz com o trabalhador não é reforma, é demolição; CONFIRA! 15 de junho de 2017

LULA NO MARANHÃO: O que Temer faz com o trabalhador não é reforma, é demolição; CONFIRA!
15 de junho de 2017
 

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva conversou ao vivo na manhã desta quarta-feira (14) com o jornalista Róbson Júnior, da rádio Difusora do Maranhão. 

Lula falou sobre os desafios que o país enfrenta e disse não se opor a reformas para modernizar a legislação, mas é contra, sim, a destruição que o governo atual está promovendo contra os direitos trabalhistas e a Previdência. 

“O conselho que eu dou para os economistas do governo é: se quiserem resolver o problema da Previdência, resolvam primeiro o problema da economia, aumentando o crescimento, o emprego e os salários.”

“Se você pegar as estatísticas, vai perceber que, entre 2004 e 2018, o financiamento da seguridade social cresceu 56%. 

Portanto, nós tivemos superávit na Previdência”, disse Lula. Atualmente, o déficit aparece “na medida em que cresce o nível de desemprego e a redução no salário dos trabalhadores”. 

O ex-presidente apontou o segredo para o superávit: fazer a economia crescer, com aumento de empregos e salários. 

“Se tivemos superávit foi porque criamos 22 milhões de empregos entre 2003 e 2014, porque formalizamos 100 milhões de pequenas empresas e milhões de trabalhadores, porque a média salarial crescia 3,5% ao ano, porque o salário mínimo aumentou 74%. 

Ora, quando a economia está funcionando corretamente, a arrecadação também cresce. Quando o PIB não cresce, o emprego não cresce, obviamente que a Previdência passa a ser deficitária”.

O ex-presidente disse que não é contra reformas para modernizar a legislação trabalhista, que data de 1943, tendo sido feita ainda no governo Vargas, ou mesmo da Previdência, para adequa-las à realidade do século 21. 

“O que não pode é destruir, e o que o governo Temer está fazendo é uma demolição”. Para Lula, essa reforma trabalhista está no caminho de destruir todos os direitos trabalhistas conquistados desde a década de 1940. 

“Deixando o trabalhador numa situação de quase escravidão. Eles querem que a gente volte àquele período”.

Na entrevista, Lula repetiu um mote que vem falando desde sua posse em 2003: “É necessário incluir os mais pobres no orçamento para fazer a economia girar e o país crescer”.

CLICK POLITICA



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segunda-feira, 4 de julho de 2016

Is Brazil's Dilma Rousseff a victim of a coup? - UpFront



Em entrevista à Al Jazeera sobre o golpe, FHC fica sem argumentos
Em uma entrevista de dez minutos, o jornalista Mehdi Hasan da rede de televisão internacional Al Jazeera deixou o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) sem resposta algumas vezes.

Al Jazeera dá uma surra no FHC

Al Jazeera dá uma surra no FHC
Ele só devia dar "entrevista" ao PiG...
publicado 03/07/2016
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Mas, você também pedalou... (Reprodução: Al Jazeera)



Em entrevista à Al Jazeera sobre o golpe, FHC fica sem argumentos
Em uma entrevista de dez minutos, o jornalista Mehdi Hasan da rede de televisão internacional Al Jazeera deixou o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) sem resposta algumas vezes.

O programa tinha o intuito debater sobre a situação política no Brasil e Hasan começou questionando se a presidenta eleita Dilma Rousseff teria sofrido um golpe.

Logo em uma das primeiras perguntas, Hasan começou questionando porque para o governo Rousseff o atraso em pagamentos seria um crime (as chamadas pedaladas fiscais – que uma perícia já provou não terem sido responsabilidade de Dilma) se ele próprio havia cometido o mesmo ato em 2001, quando era presidente.

“Ela manipulou o orçamento fiscal”, argumentou Fernando Henrique, ao que retrucou Hasan: “Mas você também”, criando um certo constrangimento.

O constrangimento aumentou quando o jornalista da rede de televisão internacional questionou se não existiria uma hipocrisia no fato do presidente interino Michel Temer (PMDB) também ser alvo de um pedido de impeachment, e de tanto ele quanto o ex-presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB), e o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB), que lideraram o processo, terem sido citados em delações como beneficiários de propinas.

Ao que FHC considera que houve oportunismo por parte do PMDB e que eles se utilizaram dos protestos populares para derrubar uma presidente com base em outros interesses: “Eles têm outra razão, diferente da minha, para apoiar o impeachment”, alegou. “Mas você não vê ironia no fato de eles lideraram o impeachment?”, insistiu o jornalista, claramente indignado.

Hasan também notou que se o critério fosse a opinião popular, como defendeu FHC em uma das respostas, Temer também não teria legitimidade, já que uma pesquisa Datafolha de abril mostrava que 58% dos brasileiros queriam o impeachment do presidente golpista. Hasan então questionou se FHC seria a favor do impeachment também do interino: “Você apoia o impeachment de Temer pelas mesmas razões? 68% querem Temer impedido, segundo uma pesquisa. Se você ouve o povo, tem de apoiar.” Fernando Henrique alegou não ter conhecimento daquela pesquisa que o jornalista britânico citava. “Sim, é do Datafolha”, responde Hasan. “Você apoia o impeachment de Temer?”, insistiu, sem obter uma resposta clara.

Caso Petrobrás

O jornalista também lembrou que o próprio governo do FHC aparece em delações como beneficiário de propinas de desvios da Petrobrás em 2002. Ao que FHC, irritado, respondeu apenas que “é mentira”.

Logo depois, Hasan questionou se o áudio vazado em que Romero Jucá (PMDB) afirma que é necessário tirar Dilma para parar com as investigações da Operação Lava-Jato não seria uma prova de que todo o processo é um golpe. Ao que FHC apenas foge da pergunta e responde vagamente que “as investigações continuaram”.