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terça-feira, 19 de março de 2019

URGENTE: 1,3 milhão de aposentados podem ter o benefício de março bloqueado


URGENTE: 1,3 milhão de aposentados podem ter o benefício de março bloqueado

 Da redação 10 horas atrás 19/03/2019

Fila em posto do INSS, em São Paulo (SP) – 03/06/2004
© Gustavo Roth/Folha Imagem; Gustavo Roth/Folha Imagem Fila em posto do INSS, em São Paulo (SP) – 03/06/2004

Cerca de 1.334 milhão de aposentados e pensionista doInstituto Nacional do Seguro Social (INSS) podem ficar sem receber o benefício referente a março. 

Segundo a Federação Brasileira dos Bancos, (Febraban) o número se refere ao número de segurados que não fez a chamada prova de vida nos últimos 12 meses. 

 O bloqueio está previsto na Medida Provisória 871/2019, que instituiu um novo pente fino e medidas para combater pagamentos indevidos e fraudes.

A prova de vida é um procedimento obrigatório desde 2012, porém anteriormente não havia o bloqueio automático de quem deixou de  comparecer ao banco no último ano.

Antes, as suspensões eram realizadas conforme uma agenda definida com base no número do benefício. 

Cada banco fazia de uma maneira: 

haviam instituições que utilizam a data do aniversário do beneficiário, outros utilizam a data de aniversário do benefício, e ainda quem convocasse o beneficiário um mês antes do vencimento da última comprovação de vida realizada.

A Febraban esclarece que os beneficiários não precisam ir antes ao banco para liberar a prova de vida. 

Isso porque quem estiver com o pagamento suspenso pode realizar o desbloqueio no mesmo dia previsto para o depósito do dinheiro na conta. 

“A liberação é feita na hora, após a realização da prova de vida”, explicou Walter de Faria, diretor adjunto de operações da representante dos bancos.

A folha salarial de março começa a ser paga no dia 25 de março para segurados que recebem um salário mínimo (998 reais). 

O pagamento segue até o dia 5 de abril.  

A data do depósito na conta do do segurado é feita com base no número final do cartão de benefício, sem considerar o último dígito verificador, que aparece depois do traço.

Para fazer a prova de vida, o segurado precisa ter em mãos um documento de identificação. 

No caso dos bancos que usam a biometria,  o documento não é exigido.  

Se aposentado não poder ir ao banco, ele pode nomear um procurador no INSS que faça a prova de vida para ele, informou a federação.

Procurado, o INSS não se posicionou até a publicação desta reportagem.

Pente fino

Além do bloqueio automático dos recursos de segurados que não fizeram a prova de vida, a MP 871, em vigor desde janeiro, estabelece diversas medidas com o objetivo de combater fraudes.

Dentre as ações está a determinação de fazer pente-fino em todos as aposentadorias e pensões que apresentarem indício de irregularidade. 

 que, na avaliação do governo, apresentarem indícios de irregularidades. 

Para isso, será pago um bônus de 57,50 reais para os servidores do INSS que analisarem os processos suspeitos.

A MP também determina a revisão de benefícios por incapacidade. 

como aposentadorias por invalidez e auxílios-doença, que estão há mais de seis meses sem passar por reavaliação médica. 

A medida endurece o pente-fino realizado pelo governo Temer.

No governo anterior, o chamamento foi feito para segurados que não haviam passado por perícia nos últimos 24 meses. 

Entre 2016 e 2018. o pente-fino de Temer cortou 727.110 auxílios-doença e aposentadoria por invalidez, após a realização de 1,185 milhão de perícias. 

A economia estimada foi de 14,5 bilhões de reais.


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terça-feira, 7 de novembro de 2017

Projeto De Lei De Autoria Da Senadora Gleisi Hoffman Quer Diminuir Salário Dos 3 Poderes; SAIBA COMO APOIAR!

Projeto De Lei De Autoria Da Senadora Gleisi Hoffman Quer Diminuir Salário Dos 3 Poderes; SAIBA COMO APOIAR!
 

Se o sacrifício vale para uns, tem de valer para todos”. 

Com essa justificativa, a senadora Gleisi Hoffmann protocolou nesta semana, no Senado Federal, uma emenda à Medida Provisória nº 805/2017, que posterga ou cancela reajustes salariais dos servidores públicos da União. 

“Se a justificativa de tal medida é a crise, ela não é seletiva e atinge a todos. 

O alto escalão dos três poderes precisa dar o exemplo”, disse Gleisi.

De acordo com a emenda da senadora, que recebeu o nº 107, essa medida deve ser temporária e atingir, pelo tempo que for necessária, também deputados, senadores, o próprio Presidente da República, ministros de Estado, a Procuradora-Geral da República e ministros do Supremo Tribunal 
Federal (STF). 

“Já é injusto sacrificar os servidores públicos. 

É ainda mais injusto isentar desse sacrifício os detentores dos mais altos cargos da República”, completou.

Gleisi ainda defende que a partir de 1º de janeiro de 2009, os valores dos subsídios pagos aos membros do alto escalão voltem ao teto salarial praticado anteriormente, ou seja, antes do atual teto constitucional para os três Poderes. 

Com isso, dos atuais R$ 33,7 mil, esse teto cairá para R$ 29.462,25.

Somado à postergação ou ao cancelamento dos reajustes, os servidores públicos são penalizados pela MP 805/2017 de Michel Temer com o aumento na alíquota de contribuição para a Previdência Social. 

Por isso, a senadora propôs outra emenda à MP 805, de número 48, para impedir que os efeitos do aumento da alíquota da contribuição previdenciária alcancem aposentados e pensionistas.

Não é a primeira vez em que a senadora Gleisi Hoffmann apresenta propostas no sentido de economizar despesas públicas. 

É de sua autoria também o Decreto Legislativo que pôs fim ao 14º e do 15º salários de deputados federais e senadores, representando uma economia anual de 40 milhões aos cofres públicos. Gleisi ainda propôs a redução dos salários dos parlamentares; o corte de 10% nas verbas indenizatórias dos senadores; a redução na quantidade de trechos de passagens aéreas pagas pelo Senado. 

Essa medida prevê, ainda, que o reembolso seja exclusivo para custear a vinda à Brasília e o retorno aos estados de origem dos senadores, além de acabar com essa cota mensal de passagens aéreas aos senadores do Distrito Federal.

Gleisi é autora do projeto de proibição da posse de suplentes no período de recesso parlamentar; da extinção do caráter vitalício do plano de saúde dos senadores, titulares e suplentes; do corte de salários extra-teto; do fim do efeito cascata nas remunerações de todo servidor público dos três poderes e do projeto da extinção dos imóveis funcionais dos deputados federais e senadores.


quarta-feira, 11 de outubro de 2017

BRASIL SENDO LEVADO A FALÊNCIA: Câmara Vai Perdoar De Novo Dívida De Aliados De Temer

BRASIL SENDO LEVADO A FALÊNCIA: Câmara Vai Perdoar De Novo Dívida De Aliados De Temer
Por Redação Click Política Última Atualização 11 out, 2017
 

“A Câmara está se transformando na ‘Casa dos Perdões’. E a ‘Casa dos Perdões’, mais uma vez, quer fazer bondade seletiva para defender este governo ilegítimo.” 

A afirmação, feita pela líder do PCdoB na Câmara, Alice Portugal (BA), explicita o foco das matérias que têm sido pautadas na Câmara dos Deputados nas últimas semanas.

Após aprovar o benevolente programa de parcelamento de dívidas tributárias com o fisco, o Refis; e perdoar R$ 17 bilhões em dívidas de ruralistas, esta semana, foi a vez de a Câmara tentar aprovar a Medida Provisória 784/17, que possibilita acordos de leniência do Banco Central com bancos e demais instituições financeiras que cometeram ilícitos.

 No entanto, por falta de quórum, a votação da matéria foi adiada, mas para não perder a validade, precisaria ser aprovada até 19 de outubro.

Para Alice Portugal, a “leniência larga com o sistema financeiro é imoral”. “Não podemos compactuar com o perdão dos devedores. Só quem paga é o povo.

 Esta matéria prejudica os bancos públicos e, acima de tudo, o erário público. 

O Brasil está congelado, e nós estamos aqui, discutindo perdão aos devedores que apoiam este governo ilegítimo”, disse a parlamentar em referência à emenda constitucional 95, que congela por 20 anos os investimentos públicos.

O governo não pode utilizar recursos públicos para socorrer bancos desde 2000, quando foi sancionada a Lei de Responsabilidade Fiscal. 

Antes da legislação, na década de 1990, o Tesouro havia injetado bilhões nos bancos, por meio do Programa de Estímulo à Reestruturação e ao Fortalecimento do Sistema Financeiro 
Nacional (Proer).

Após a falta de sucesso em aprovar a matéria, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), fez duras críticas ao governo de Michel Temer. 

Segundo Maia, o governo, ao orientar deputados de sua base a não comparecerem à votação, foi desrespeitoso com o presidente do BC, Ilan Goldfajn, e com a Comissão de Valores Mobiliários – órgãos que seriam responsáveis por conduzir os acordos de leniência, caso a MP fosse aprovada.

“Sem nenhum motivo, no meu ponto de vista, a orientação do governo foi para que deputados da base não dessem presença na votação. 

Então tem que ficar caracterizada a responsabilidade pela derrubada da Medida Provisória, que eu não poderia aceitar que fosse minha, numa área que conheço, o setor financeiro, em que trabalhei. 

E com todo esse trabalho feito pelo presidente do Banco Central fosse desrespeitado pelo próprio governo. 

Hoje o presidente do BC foi desrespeitado”, afirmou Maia.

Ele disse ainda que não vai mais colocar nenhuma MP em votação enquanto não for alterada a Constituição para se adotar um novo rito de tramitação deste tipo de proposta. 

Com esta decisão, a MP dos bancos poderá perder a validade.

“Não vamos votar nenhuma Medida Provisória até regulamentar. 

E já avisei ao presidente que MP que não tiver relevância e urgência será devolvida”, disse.

Dessa forma, mudanças na reforma trabalhista e o adiamento de reajustes aos servidores deverão ser encaminhados por projeto de lei por não serem “urgentes”, 
assim como a discussão da 
leniência do BC.

Click Política com o Portal Vermelho


terça-feira, 28 de março de 2017

Governo pretende eliminar desoneração da folha para todos os setores

Governo pretende eliminar desoneração da folha para todos os setores
A Receita Federal calcula que a renúncia fiscal com a desoneração da folha seja de R$ 8,06 bilhões a partir de julho
Por: AE
Publicado em: 28/03/2017 20:21 Atualizado em:
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O governo quer acabar com o benefício da desoneração da folha para todos os setores, informou um integrante da equipe econômica ao Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado.

A estratégia é mostrar que não se trata de uma medida de alta de tributos, mas de retirada de incentivos que não se sustentam nesse momento.

A Receita Federal calcula que a renúncia fiscal com a desoneração da folha seja de R$ 8,06 bilhões a partir de julho, de acordo com dados repassados ao Broadcast. Se o governo suspender a desoneração até março, este seria o prazo para a medida entrar em vigor, já que o aumento dos tributos tem de respeitar um período de 90 dias. 

Atualmente, 54 setores são beneficiados com a medida, entre eles tecnologia da informação, setor hoteleiro, construção civil, call center e transportes. Se a reoneração atingir todos eles, cerca de R$ 8 bilhões seriam arrecadados até o fim do ano. Em todo o ano de 2017, a renúncia com a desoneração da folha de pagamentos custará aos cofres públicos R$ 14,63 bilhões. De abril a dezembro, o custo é de R$ 11,14 bilhões, segundo os dados da Receita.

O governo encontra muita dificuldade em solucionar o rombo de R$ 58,2 bilhões no Orçamento para cumprir a meta fiscal, que prevê para este ano déficit de R$ 139 bilhões. A reoneração completa um conjunto de medidas tributárias que o governo tem até quinta-feira, 30, para divulgar. 

A expectativa é que as receitas extras com elevação da carga tributária cheguem a cerca de R$ 10 bilhões. Elas incluem a possibilidade de um reequilíbrio da tributação do IOF, garantindo maior isonomia tributária. "Tem algumas coisas que têm o IOF e outras não. Será feito um equilíbrio", disse uma fonte do governo. A chance é pequena de uma mudança agora em PIS e Cofins, afirmou a fonte. "Não é aumento de imposto. É redução de incentivo fiscal", ressaltou.

O governo está atento para que a Medida Provisória estabelecendo a retirada da desoneração ocorra até o dia 30 de março. Se for publicada no primeiro dia de abril, o governo perderá um mês de arrecadação, pois a medida exige um período de 90 dias para entrar em vigor.
Com essas medidas tributárias, o corte deverá ficar em aproximadamente em R$ 30 bilhões, como já divulgou 
nesta terça-feira o Broadcast. 

Essa conta leva em consideração uma arrecadação extra de R$ 17 bilhões com receitas de precatórios e decisões judiciais referentes à concessão de três usinas da Cemig.

O governo aguardava para esta terça uma decisão do Superior Tribunal de Justiça sobre as hidrelétricas, o que não aconteceu até agora. A expectativa é que até quarta-feira, 29, o tribunal tome a decisão abrindo o caminho para o governo contar com esses recursos para diminuir o tamanho do corte. Se não houver essa decisão até esta quarta, o corte terá de ser superior aos R$ 30 bilhões.

A desoneração da folha de pagamentos foi iniciada em 2011, como um programa pontual que beneficiaria alguns setores ligados à exportação, como couro e calçados. Os setores foram sendo expandidos e o programa passou a ser um dos carros chefe da política econômica no governo Dilma Rousseff. 

Com a desoneração, as empresas deixam de pagar a contribuição patronal sobre a folha de salários e pagam uma alíquota sobre o faturamento no mercado doméstico, que hoje varia de 1% a 4,5%. 

Alíquotas por setores

1%
- Fabricantes de produtos à base de carnes, peixes e pães

1,5%
- Transporte aéreo
- Transporte marítimo
- Transporte de carga e armazenamento de contêineres
- Jornalismo e radiodifusão

2%
- Empresas de construção civil até o encerramento das obras
- Transporte rodoviário e coletivo de passageiros
- Transporte metroviário e ferroviário de passageiros

2,5%
- Fabricação de produtos diversos
- Manutenção de aeronaves
- Navegação de apoio marítimo e de portuário
- Manutenção e reparação de embarcações
- Varejo de produtos diversos

4,5%
- Tecnologia da informação (TI) e Tecnologia da informação e comunicação (TIC)
- Concepção e desenvolvimento de circuitos integrados
- Setor hoteleiro
- Construção civil



terça-feira, 17 de janeiro de 2017

URGENTE: Governo oficializa reajuste de 6,58% para aposentadorias acima do mínimo

URGENTE: Governo oficializa reajuste de 6,58% para aposentadorias acima do                             mínimo
Agência Brasil
Mariana Branco – Repórter da Agência Brasil 
15 horas atrás 16/01/2017
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Os aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) que ganham acima de um salário mínimo terão seus benefícios reajustados em 6,58% este ano. 

O índice foi oficializado em portaria do Ministério da Fazenda publicada hoje (16) no Diário Oficial da União .

O reajuste usa como referência o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), divulgado na última quarta-feira (11) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Em função do INPC, a correção desses benefícios ficará acima do reajuste do salário mínimo. Desde 1° de janeiro de 2017, o mínimo é R$ 937, 6,48% maior que o anterior, de R$ 880.

No ano passado, o reajuste dos benefícios do INSS ficou em 11,28%, enquanto o reajuste do salário mínimo foi 11,68%, de R$ 788 para R$ 880. A portaria também traz o novo teto previdenciário, que passou de R$ 5.189,82, em 2016, para R$ 5.531,31, este ano.

Pente-fino em benefícios
Também nesta segunda-feira, a Fazenda publicou portaria regulamentando a revisão dos benefícios por incapacidade do INSS mantidos há mais de dois anos. 

A convocação não inclui os aposentados por invalidez a partir de 60 anos de idade que não tenham retornado à atividade.

Os peritos médicos poderão aderir prévia e formalmente à realização das perícias. 

Quem participar, terá direito a bônus especial de desempenho institucional por perícia efetivamente realizada. 

A portaria oficializa o que já estava previsto na Medida Provisória (MP) 767, publicada no início da semana passada.

A MP 767 substitui a MP 739, que também determinava revisão dos benefícios mas perdeu a validade no ano passado, antes de ser votada no Congresso Nacional. 

A MP anterior, no entanto, não previa a exclusão dos aposentados com 60 anos ou mais das perícias.




quinta-feira, 22 de dezembro de 2016

LUIS FELIPE MIGUEL: Temer está enterrando a lei que protege o trabalhador; CONFIRA!

LUIS FELIPE MIGUEL: Temer está enterrando a lei que protege o trabalhador;                   CONFIRA!
22 de dezembro de 2016
 

É para hoje, diz o jornal, o anúncio da reforma trabalhista que o usurpador quer implantar por medida provisória.

Inclui o fim da legislação trabalhista, com a “prevalência do negociado sobre o legislativo” – isto é, que direitos previstos em lei possam ser rifados em acordos coletivos de trabalho.

Há legislação de proteção ao trabalho exatamente porque se sabe que, no embate com o capital, ele tem muito menos força para defender seus interesses. É isso que Temer está enterrando.

Para não ter nenhum problema, a proposta também limita drasticamente a possibilidade de que a justiça do trabalho seja acionada para rever um acordo coletivo.

Também é abolido o limite diário de oito horas de trabalho. Temer quer até 12 horas de trabalho por dia. Juntem isso com os 49 anos de contribuição para a aposentadoria e façam as contas.

Em troca, concede a alguns trabalhadores o direito de retirar uma parte do FGTS para quitar dívidas…

O anúncio perto do Natal certamente não é só sadismo. É para reduzir as reações contrárias. Temer e seu bando não acreditam que estão fazendo tudo o que estão fazendo e o país continua nesta pasmaceira.



quarta-feira, 21 de dezembro de 2016

GOVERNO ADIANTA REFORMA TRABALHISTA POR MP

GOVERNO ADIANTA REFORMA TRABALHISTA POR MP
 Beto Barata

Medida do governo Temer a ser anunciada nesta quinta-feira 22 permitirá que cidadãos saquem até mil reais de suas contas inativas do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS); a mudança faz parte da reforma na legislação trabalhista que ficaria para janeiro, mas deve ser adiantada para esta quinta; as mudanças devem ser feitas por medida provisória

21 DE DEZEMBRO DE 2016 ÀS 20:36

SÃO PAULO (Reuters) - O governo do presidente Michel Temer anuncia na quinta-feira medida que permitirá que cidadãos saquem até mil reais de suas contas inativas do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS), disse à Reuters uma fonte a par do assunto.

"O anúncio deve acontecer amanhã", disse a fonte, que pediu para não ser identificada porque o assunto ainda não é público. "Mas os saques efetivamente levarão algum tempo para acontecer, porque antes será necessária aprovação por parte do Conselho Curador do FGTS", adicionou a fonte.

Nesta quarta-feira, Temer disse a jornalistas que deveria apresentar em janeiro mudanças na legislação trabalhista. Mas uma outra fonte, essa do Palácio do Planalto disse à Reuters que devem ser anunciadas medidas na quinta-feira, sem dar detalhes.

As mudanças podem ser feitas por medida provisória, segundo um esboço da proposta ao qual a Reuters teve acesso.

O governo está propondo flexibilizar a regulamentação sobre o trabalho temporário e a prevalência do acordado entre empresários e sindicatos sobre a legislação.

Temer também pretende tornar permanente o Programa de Proteção ao Emprego (PPE). Criado durante o governo da ex-presidente Dilma Rousseff e já em meio à recessão econômica, o programa dá incentivos para que as empresas evitem demissões.

"Muito proximamente vou lançar também a modernização da legislação trabalhista", disse Temer a jornalistas, em Mogi das Cruzes.

"Eu creio que talvez no começo de janeiro eu lance a modernização, que... está sendo feita praticamente de comum acordo entre os sindicatos, centrais sindicais e o setor empresarial", acrescentou o presidente.

(Por Aluísio Alves, em São Paulo; reportagem adicional de Lisandra Paraguassu, em Brasília; e Silvio Cascione, em São Paulo)