ELEIÇÃO SEM LULA É GOLPE: Movimentos populares se organizam
para voltar as ruas protestar contra o processo político contra Lula
14 de julho de 2017
Líderes de movimentos sindical, sociais e partidos decidiram
em reunião realizada nesta sexta-feira 14 que irão às ruas de todo o Brasil na
próxima quinta-feira 20 com as bandeiras da defesa da democracia e do
ex-presidente Lula, que foi condenado esta semana pelo juiz Sergio Moro.
Os protestos terão ainda como bandeiras o ‘Fora, Temer’, as
‘Diretas Já’ e contra a reforma trabalhista do governo Temer, sancionada nesta
semana pelo peemedebista, após aprovação do Senado Federal.
“Para a Casa Grande, Lula representa o perigo de um governo
popular e trabalhista voltar ao poder e restabelecer a democracia, a igualdade,
a distribuição de renda, a justiça e a inclusão social”, apontou o presidente
da CUT, Vagner Freitas.
Segundo ele, não se trata de defender apenas a figura
ou o legado do ex-presidente mas, também o funcionamento democrático e
igualitário da justiça brasileira e os direitos sociais, previdenciário e
trabalhistas.
“Vivemos período de profundos retrocessos sociais e
democráticos.
A condenação de Lula pelo Moro é mais um golpe à já combalida
democracia brasileira, porque quando a justiça toma partido, condena sem
provas, age pela presunção da culpa e um juiz se torna acusador, há algo sério
acontecendo.
Por isso fazemos parte dessa campanha que repudia essa acusação
sem provas como parte da tentativa de tirar no tapetão o Lula da disputa
política”, ressaltou Guilherme Boulos, líder do MTST e da Frente Povo Sem Medo.
Segundo informações da CUT, em São Paulo, a mobilização
acontece na Avenida Paulista, a partir das 17 horas, e terá entre os
participantes o ex-presidente Lula, alvo da parte jurídica do golpe que começou
com a ascensão de Michel Temer.
A central sindical organizará ainda e
participará de atos em todo o país.
No dia da condenação de Lula por corrupção passiva e lavagem
de dinheiro a 9 anos e meio de prisão, movimentos sociais protestaram na
Avenida Paulista.
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O governo convocou tropas do Exército, nesta quarta-feira
(24), para proteger prédios públicos em Brasília atacados durante um protesto
maciço para exigir a saída do presidente Michel Temer, encurralado por
acusações de corrupção.
"Nós estamos, neste momento, garantindo a evacuação.
O
senhor presidente da República decretou, por solicitação do presidente da
Câmara [Rodrigo Maia] uma ação de garantia da lei e da ordem", anunciou o
ministro da Defesa, Raul Jungmann, em curta declaração à imprensa.
Segundo o ministro, tropas já se encontram no Palácio do
Planalto e no Palácio do Itamaraty.
Jornalistas da AFP reportaram cenas de grande confusão, e
imagens aéreas de emissoras de TV mostraram vários focos de incêndio.
O governo alegou que alguns manifestantes puseram em risco a
vida de funcionários públicos ao atacarem vários ministérios com paus e pedras.
E reforçou que a ordem - vigente até o próximo dia 31 e que implica a
mobilização de 1.500 militares - havia sido tomada pelo presidente, que luta
por sua sobrevivência política há uma semana.
A decisão costuma ser tomada para apoiar a Polícia em
momentos de segurança crítica, ou de grandes eventos como os Jogos Olímpicos,
mas é sensível em um país que viveu a ditadura militar entre 1964 e 1985.
Convocar o Exército é "uma medida extrema do governo
Temer, e o sinal claro de que se perdeu o controle, com consequências muito
ruins para nossa democracia e para as instituições", disse o analista
político André Cesar, sócio da consultoria legislativa Hold em Brasília.
Nessa mesma linha, mas em tom moderado, posicionou-se o
senador Tasso Jereissati (PSDB-CE), aliado de Temer.
Para quem viveu a ditadura, "a questão da presença
militar é sempre uma coisa que nos assusta", disse o parlamentar, um dos
nomes aventados para uma possível sucessão.
'Cena de guerra'
Aos gritos de "Fora, Temer!", a manifestação,
convocada pela esquerda e por sindicatos, reuniu entre 35 mil e 100 mil
pessoas, segundo as autoridades e os organizadores, e foi predominantemente
pacífica.
Perto do fim, porém, grupos de jovens encapuzados atacaram
vários ministérios ao longo da avenida que leva ao Congresso e conseguiram
invadir uma sala do Ministério da Agricultura, à qual atearam fogo. A polícia
respondeu com bombas de gás lacrimogêneo e de efeito moral.
Há informes de vários feridos. A Polícia confirmou que pelo
menos um deles tinha ferimento a bala.
"Estou indo embora, porque isso já é uma cena de
guerra", disse à AFP Fabio Ferreira, funcionário do Ministério do
Planejamento, ao reportar distúrbios no prédio onde trabalha.
'Temer vai cair'
No Congresso, também se vivia um clima de efervescência,
diante dos sinais de rápida erosão da base aliada de Temer.
Uma sessão da Câmara dos Deputados foi suspensa
temporariamente, depois que legisladores da esquerda tomaram a tribuna.
"Temer vai cair. Todo mundo diz que é um governo
morto", disse a senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR).
Os participantes do ato também pediram "Diretas
Já!" e a retirada dos projetos de reforma da Previdência e de flexibilização
da legislação trabalhista.
Muitos apostam em uma saída institucional via Tribunal
Superior Eleitoral (TSE). De 6 a 8 de junho, o órgão examinará uma denúncia que
poderá levar à cassação da chapa Dilma-Temer, vencedora da eleição presidencial
de 2014, por suspeita de financiamento ilegal.
"O Brasil virou imponderável (...) Desde que cheguei
ontem aqui está todo mundo conspirando.
Ninguém mais acredita na continuidade
do governo", disse Paulo Pereira da Silva, o deputado Paulinho da Força
(SD-SP), líder da Força Sindical, que foi aliado de Temer nos primeiros meses
de seu governo.
A Constituição determina que, em caso de vacância na
Presidência na segunda metade de um mandato, haverá eleições indiretas para a
escolha de um nome para completá-lo.
As eleições diretas poderiam ser
realizadas somente em caso de emenda constitucional.
Uma PEC apresentada pelo
deputado Miro Teixeira (Rede-RJ) teve a votação adiada nesta quarta-feira (24)
na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara.
Um ano após o impeachment
Esta nova crise ocorre apenas um ano depois da destituição
pelo Congresso da presidente Dilma Rousseff.
Temer, seu vice, a substituiu com
a expectativa de completar o mandato até o fim de 2018 e aplicar um programa de
ajustes severos para tirar o país da pior recessão de sua história.
O quadro atual é outro. A economia demora a se recuperar, o
desemprego atinge níveis recordes, e os escândalos de corrupção envolvem os
principais ministros e grande parte dos aliados do presidente impopular.
A gota d'água foi a divulgação, na semana passada, de uma
gravação em que Joesley Batista, um dos donos da maior processadora de proteína
animal do mundo - a JBS -, relata a Temer as manobras para se livrar das
investigações da Operação Lava Jato sobre o esquema de propina na Petrobras.
O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, pediu
imediatamente ao Supremo Tribunal Federal (STF) para prosseguir com o inquérito
sobre Temer por obstrução da Justiça.
A esquerda, que denuncia um "golpe institucional",
vê na súbita aceleração da crise uma oportunidade única para se vingar.
"Este é o fim do governo golpista. O povo está nas ruas
para isso. Não precisavam roubar o Brasil", disse à AFP Francisca Gomes,
uma porteira de 59 anos de São Paulo, que protestou em Brasília nesta
quarta-feira, segurando com outras três colegas um caixão de papelão preto com
imagens do presidente e cruzes brancas com a inscrição "RIP Temer"
Momento em que o Exército toma as ruas de Brasília
Helicóptero voa rasante e se aproxima de manifestantes em Brasília
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O pau comeu, pancadaria no Senado, Lindbergh parte pra cima
de Ferraço, veja aqui…
23 de maio de 2017
Apenas mais um show
dentro do circo chamado Senado.
Diante da derrota de todas as estratégias
regimentais para barrar o avanço da reforma trabalhista, o senador Lindbergh Farias (PT-RJ) resolveu transformar o plenário da
Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) em palco de baixaria para tentar evitar a
leitura do parecer do senador Ricardo Ferraço (PSDB-ES) nesta terça-feira.
Aos
berros e com o dedo em riste, o petista partiu para cima do relator quando ele
ia iniciar a apresentação do relatório.
O senador Fernando Bezerra (PSB-PE)
teve de segurar Lindbergh.
“Não vai ler, não vai ler”, gritava o parlamentar,
fazendo movimentos frenéticos com os braços. Com os ânimos acalorados, os
senadores Randolfe Rodrigues (Rede-AP) e Ataídes Oliveira (PSDB-TO) também
entraram na confusão e quase chegaram às vias de fato.
NÃO ACEITARAM PERDER NO VOTO O RECURSO QUE PEDIA O ADIAMENTO
DA LEITURA DO RELATÓRIO DA REFORMA TRABALHISTA
A bancada da chupeta dá o seu show na CAE do Senado.
Não aceitaram perder no voto o recurso que pedia o adiamento
da leitura do relatório da reforma trabalhista.
TV Senado suspende a transmissão.
O pau comeu, pancadaria no Senado, Lindbergh parte pra cima
de Ferraço, veja aqui…
Na sequência, o petista estendeu a cena para a tribuna da
comissão.
“Quem acaba aqui sou eu. Não pode ser no grito”, respondeu Tasso
Jereissati (PSDB-CE)presidente do colegiado.
Lindbergh, acompanhado de outros
parlamentares da oposição, continuou com a confusão até a sessão ser suspensa
por tempo
indeterminado.
“Eu não vou ser agredido dessa maneira aqui”,
lamentou Jereissati. Ricardo Ferraço classificou o episódio como primitivo.
“O que nós assistimos aqui foram gestos grotescos, toscos,
de quem não está acostumado com o debate e, não tendo argumento, parte
para a violência”, disse o relator.
O pau comeu, pancadaria no Senado, Lindbergh parte pra cima
de Ferraço, veja aqui…
Isso é apenas um pequeno show, o melhor mesmo é ver senador
dando nota de inocente, malas de dinheiros entrando em restaurantes, dinheiros
na cueca.
Isso tudo se chama BRASIL, o país da corrupção o País,
paraíso dos políticos ladroes
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Aliados aconselham Temer a renunciar. Votações de reformas
serão suspensas
Capital federal vive noite de manifestações e reuniões.
Situação do presidente é considerada "gravíssima". Ambiente de
desânimo domina o governo. Pedido de impeachment já foi protocolado
A Esplanada dos
Ministérios e a praça em frente ao Palácio do Planalto recebem pessoas que
chegam a todo momento portando bandeiras do Brasil, aos gritos de “Fora,
Temer!” e pedidos de renúncia do presidente.
Embora várias reuniões ainda não
tenham terminado duas situações são dadas como certas. Primeiro, que a agenda
de votação das reformas será suspensa.
A segunda, confirmada nos bastidores por
políticos do governo, é que caso não consiga reverter o quadro rapidamente, o
presidente renuncie ao cargo.
“O Congresso não pode ficar calado. Estamos num ambiente de
fim, um sentimento de que o governo acabou. A solução tem que ser ou a
renúncia, ou um impeachment ou diretas já”, disse o líder da oposição na
Câmara, deputado José Guimarães (PT-CE).
O pedido de impeachment de Temer foi
protocolado pouco tempo depois da divulgação da gravação pelo deputado
Alessandro Molon (Rede-RJ), na Câmara, enquanto a Procuradoria-Geral da
República (PGR) confirmou o teor da gravação, que foi feita pelo dono da
empresa JBS, Wesley Batista, e apresentada em delação premiada.
No Supremo Tribunal Federal (STF) ainda há informações de
que há magistrados reunidos para discutir o caso, mas um pronunciamento oficial
da suprema corte ou de algum dos ministros só será feito nesta quinta-feira
(18), segundo informações da secretaria de Comunicação.
Já em relação a Temer, por volta das 21h30 o Palácio do
Planalto divulgou nota oficial afirmando que o presidente “jamais
solicitou” pagamentos para obter o silêncio do ex-deputado Eduardo Cunha.
O
documento destaca, ainda, que Temer “não participou nem autorizou qualquer
movimento com o objetivo de evitar delação ou colaboração com a Justiça pelo ex-parlamentar”.
Apesar das declarações, o presidente confirma, neste comunicado, que recebeu,
sim, Joesley Batista em março passado, no Palácio do Jaburu.
Michel Temer permaneceu dentro do Palácio do Planalto
reunido com vários ministros da sua equipe, líderes da base aliada, deputados e
senadores e até alguns governadores para discutir a melhor saída da crise
política até por volta das 22h30.
Ele saiu para o Palácio do Jaburu, onde
reside, e continua a reunião lá, ao lado de políticos mais próximos.
‘Tudo perdido’
Entre os deputados e senadores de todos os partidos, o
ambiente é de nervosismo. Todos, quando abordados por jornalistas e
questionados – seja em reservado ou publicamente – classificam a situação como
“gravíssima”.
O líder do governo no Congresso, senador Romero Jucá
(PMDB-RR), chegou a pedir aos repórteres que evitem precipitações neste momento
e evitou falar em adiamentos na votação das reformas, mas não conseguiu
convencer.
As contas feitas por parlamentares da oposição e da base do
governo são de que, no caso da reforma da Previdência, o Planalto contava, na
manhã de hoje, com 225 votos favoráveis e 123 indecisos.
Com a presença de
governadores e prefeitos, que vieram a Brasília para participar de um seminário
e acompanhar a votação da proposta que refinancia dívidas dos estados, a
intenção do governo era conseguir o convencimento de mais 123 parlamentares –
de modo a garantir os votos que faltam.
Com a notícia da gravação, as
articulações neste sentido foram interrompidas. “Está tudo perdido. Não há como
falar em votação nenhuma neste momento”, disse um senador peemedebista.
Impeachment, Diretas ou STF?
No Congresso, parlamentares da oposição discutem a posição a
ser adotada daqui por diante no sentido de pressionar pela saída de Temer. Lindbergh
Farias (PT-RJ) defende pressão para acolhimento, o quanto antes, pelo
presidente da Câmara ou do Senado, do pedido de impeachment.
Mas um outro
movimento dos oposicionistas trabalha para que a Comissão de Constituição
e Justiça e de Cidadania (CCJ) da Câmara, vote com urgência a Proposta de
Emenda à Constituição (PEC) 227/16 que trata de eleições diretas para a
Presidência da República.
No final da noite, outra possibilidade discutida foi de o
tema ser decidido pelo Judiciário, por meio de um pedido a ser feito junto ao
STF para abertura de processo contra Michel Temer por obstrução de Justiça.
Caso o colegiado da mais alta corte do país decida pela abertura do processo, o
presidente terá de deixar o cargo.
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O Bispo Auxiliar de Brasília e Secretário-Geral da CNBB, Dom
Leonardo Ulrich Steiner recebeu o presidente da CUT Vagner Freitas, o diretor
nacional da CTB Paulo Vinícius Santos da Silva, o secretário-geral da
Intersindical Edson Carneiro (Índio) e do representante do MTST, Vitor
Guimarães, para falar das reformas promovidas pelo governo ilegítimo que estão
exterminando os direitos trabalhistas da sociedade brasileira.
O encontro aconteceu na sede da Conferência Nacional dos
Bispos do Brasil nesta quarta-feira (5), em Brasília, e serviu como ponto de
partida do diálogo entre as centrais que representam a classe trabalhadora e os
movimentos sociais.
Para o bispo, hoje a população precisa ter conhecimento das
medidas que estão sendo tomadas pelos Três Poderes que comprometem as garantias
já conquistadas desde a redemocratização, “é o momento de chegarmos nas pessoas
pois a mídia não está possibilitando fazer com que a população entenda a
gravidade do que está acontecendo e o que aparece nos meios de comunicação é
muito favorável às reformas”, analisou Dom Leonardo.
Na ocasião, Vagner Freitas solicitou apoio da CNBB para a
greve geral que será organizada pelas centrais sindicais no dia 28 de abril,
“precisamos de apoio mais que político, humanitário! Hoje o aposentado é arrimo
de família com o benefício da previdência, pois a maioria dos filhos e netos
estão desempregados”.
Freitas reafirmou que a nota da CNBB foi
fundamental para alertar a sociedade dos malefícios da reforma da Previdência.
Para o representante da Central dos Trabalhadores e
Trabalhadoras do Brasil (CTB), Paulo Vinícius (PV), vivemos um momento muito
grave de ataque à democracia que se expressa também nas medidas contra os
trabalhadores, aprovadas a toque de caixa.
“Isso faz parte de um processo de
desestabilização em toda América Latina”. Já índio, da Intersindical, defendeu
que a igreja tem capilaridade para aprofundar o debate, “é importante trazer
elementos para a sociedade se proteger dessas medidas já que a ideia do
Congresso é piorar a situação com a aprovação das reformas”.
Ao longo do encontro, Dom Leonardo ressaltou a importância
dos sindicatos para a defesa da democracia e dos direitos dos trabalhadores e
que é importante valorizar os movimentos sociais “e não deixá-los sozinhos
neste momento”.
Dom Leonardo se comprometeu, ainda, em levar à Assembleia Geral
da CNBB, que acontece de 26 de abril a 05 de maio, o resultado da reunião de
hoje como subsidio para redigir uma mensagem aos trabalhadores e trabalhadoras
no dia Primeiro de Maio.
Ele também manifestou profunda preocupação com a
situação dos povos indígenas que ficaram ainda mais vulneráveis devido às
medidas de desmonte das políticas indigenistas que estão sendo realizadas por
Temer.
O encontro com a CNBB faz parte de uma ação que as centrais
sindicais e os movimentos sociais estão fazendo para barrar as reformas
propostas pelo governo sem voto de Michel Temer.
Neste sentido, o apoio da
sociedade civil organizada é essencial para a retomada da democracia e da
estabilização das políticas sociais que hoje se encontram ameaçadas.