Mostrando postagens com marcador políticos. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador políticos. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2017

APOSENTADORIA - VOCE PRECISARÁ DELA

APOSENTADORIA - VOCE PRECISARÁ DELA

Recebi essa mensagem por e-mail e resolvi posta-la no blog, para que as pessoas vejam e compartilhem com seus amigos.
13/02/2017
Resultado de imagem para inss

Assunto: Aposentadoria
 

*APOSENTADORIA - VOCE PRECISARÁ DELA*😔
> Em três dias, a maioria das pessoas no Brasil terá esta mensagem. Esta é uma idéia que realmente deve ser considerada e repassada para o povo. Meu nome é Wagner Martins Patrocínio, sou Advogado em Juiz de Fora/MG (32) 99120-9744.

> O Governo quer que o povo que trabalha pague a conta da previdência que eles quebraram. Querem aumentar a idade para 65 anos e não incluir os políticos e militares. Vamos propor uma Lei de Reforma do Congresso (emenda à Constituição) PEC de iniciativa popular: Lei de Reforma do Congresso (proposta de emenda Constitucional).
>
> Não queremos fugir desta realidade mas é necessário que todos se enquadrem, mesmo os políticos😌. É bem justo.
>
> *1.* Fica abolida qualquer sessão secreta e não pública para qualquer deliberação efetiva de qualquer uma das duas Casas do Congresso Nacional. Todas as sessões passam a ser abertas ao público e à imprensa escrita, radiofônica e televisiva.

> *2.* O congressista será assalariado somente durante o mandato. Não haverá aposentadoria por tempo de parlamentar, mas contará o prazo de mandato exercido para agregar ao seu tempo de serviço junto ao INSS referente à sua profissão civil.

> *3.* O Congresso (congressistas e funcionários) contribui para o INSS. Toda a contribuição (passada, presente e futura) para o fundo atual de aposentadoria do Congresso passará para o regime do INSS imediatamente. Os senhores congressistas participarão dos benefícios dentro do regime do INSS exatamente como todos outros brasileiros. O fundo de aposentadoria não pode ser usado para qualquer outra finalidade.

> *4.* Os senhores Congressistas e assessores devem pagar por seus planos de aposentadoria, assim como todos os brasileiros.

> *5.* Aos Congressistas fica vetado aumentar seus próprios salários e gratificações fora dos padrões do crescimento de salários da população em geral, no mesmo período.

> *6.* O Congresso e seus agregados perdem seus atuais seguros de saúde pagos pelos contribuintes e passam a participar do mesmo sistema de saúde do povo brasileiro.

> *7.* O Congresso deve igualmente cumprir todas as leis que impõe ao povo brasileiro, sem qualquer imunidade que não aquela referente à total liberdade de expressão quando na tribuna do Congresso.

> *8.* Exercer um mandato no Congresso é uma honra, um privilégio e uma responsabilidade, não uma carreira. Parlamentares não devem servir em mais de duas legislaturas consecutivas.

> *9.* Que o Ilustre cargo de Ministro do STF e outros tribunais deixem de ser mera indicação por conveniência política e passem a ser efetivados de forma objetiva, não só por largo saber jurídico e "conduta ilibada", mas sim, sobretudo, deverá ser conquistado por meio de concurso público.
>
> Eu ainda incluiria: que os políticos, também deveriam pagar impostos sobre seus vencimentos e bens!

> *Se cada pessoa repassar esta mensagem para um mínimo de vinte pessoas, em três dias a maioria das pessoas no Brasil receberá esta mensagem. 

A hora para esta PEC - Proposta de Emenda Constitucional - é AGORA. É ASSIM QUE VOCÊ PODE CONSERTAR O CONGRESSO*

> Se você concorda com o exposto, REPASSE. Caso contrário, basta apagar e dormir sossegado. Por favor, mantenha esta mensagem CIRCULANDO para que possamos ajudar a reformar o Brasil.
>
> *Não se acomode!!!*
>
> Não adianta apenas reclamar!!! Não custa repassar!!! Apoiado 👏
>
>
> Von meinem iPhone gesendet
Fonte: Mensagem encaminhada ----------
De: Jose Christo < josechristo@globo.com>
Data: 9 de fevereiro de 2017 09:24
Assunto: ENC: Aposentadoria
Para: joaelia-lima@hotmail.com


quinta-feira, 22 de dezembro de 2016

Políticos e funcionários de estatais receberam propinas da Odebrecht

Políticos e funcionários de estatais receberam propinas da Odebrecht
Documentos do Departamento de Justiça dos EUA apontam que 14 pessoas foram “beneficiadas”
POLÍTICA SUJEIRA  HÁ 22 HORAS  22/12/2016  POR NOTÍCIAS AO MINUTO
 

O Departamento de Justiça dos Estados Unidos (DOJ) tornou público documentos que apontam que 14 pessoas receberam dinheiro para facilitar os interesses das empresas Odebrecht e Braskem. 

Os citados não tiveram nomes e nem cargos revelados, mas são políticos brasileiros do “alto escalão do governo”, ministros e funcionários de empresas estatais.

De acordo com a Folha de S.Paulo, os esquemas de propinas incluem a discussão de um acordo de segurança ambiental de 2010, envolvendo Odebrecht e Petrobras. 

Segundo as autoridades dos EUA, a empreiteira faturou o contrato depois de pagar mais de 40 milhões de dólares para partidos políticos brasileiros.

Por ora, tanto a Odebrecht quanto a Braskem mantêm silêncio acerca das delações premiadas.




domingo, 27 de novembro de 2016

Brasília vai ser sitiada. Fechamento do Congresso pode acontecer a qualquer momento

Brasília vai ser sitiada. Fechamento do Congresso pode acontecer a qualquer momento
27/11/201
 

Nesse momento abandono por um breve período a neutralidade exigida para atuar como editor da Revista Sociedade Militar, que publica textos de tantos renomados articulistas, para escrever algumas linhas como pessoa comum, pai de três filhos, militar da reserva, assalariado e que, além da formação militar, nas horas que restaram entre inúmeros plantões, se graduou e pós-graduou numa universidade pública recheada de militantes, que já naquela época se achavam donos do recinto.

Falo aqui como o amigo que troca idéias com todos aqueles que não só nos enviam textos, mas também participam sugerindo, elogiando ou criticando nos comentários, emails e whatsapp (21 98106-2723).

Temos acompanhado o cenário político e a voz das ruas faz algum tempo. Fui a várias manifestações e conheço muitas lideranças de movimentos populares, alguns intervencionistas e alguns radicalmente outros anti-intervenção. Também, obviamente, conheço muito bem a mente militar. Passei mais tempo de minha vida na caserna do que fora dela.

Ainda que os comandantes militares insistam em dizer que as ações das Forças Armadas sejam delimitadas por parâmetros como legalidade e estabilidade, crescem em meio à sociedade e até na reserva, os apelos pela chamada intervenção militar. 

E os comandantes sabem disso. Frequento pessoalmente vários fóruns e grupos de inteligência, militares, segurança pública e policia militar e percebo claramente que o clamor por uma medida saneadora mais drástica cresce na mente de muitos do nosso meio.

São antidemocratas? Não, jamais. Contudo, quem melhor do que nós, detentores de algumas informações privilegiadas, para saber o que se passa por trás dos panos? 

Se os militares e comunidade de segurança pública estão no seu limite, se decepcionam com a democracia, pode-se crer que as coisas estão muito piores do que já pôde perceber o cidadão comum.

Alguns economistas e políticos, assim como o próprio Comandante do Exército deixam explicito em suas falas que qualquer sinal de possível instabilidade pode prejudicar a retomada do país em busca de crescimento e progresso. É uma verdade, estão certos e isso em parte explica sua sobriedade nas declarações públicas.

O mundo, os investidores em potencial, aqueles que realmente decidem os destinos da economia, acreditam que uma “higienização da classe política” pode acontecer pelo menos em médio prazo no Brasil? Sim, AINDA acreditam, tanto que os indicadores chegaram a melhorar nos últimos meses.

Contudo, fatores como o tempo que o SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL leva para julgar autoridades com foro privilegiado, como é o caso de Renan Calheiros, envolvido como acusado em processos que já duram mais de 5 anos, e a luta de parlamentares por corromper a proposta de iniciativa popular anti-corrupção, endossada por mais de 2 milhões de brasileiros, fazem crescer os apelos para que os militares tomem partido e realizem de alguma forma a moralização necessária.

Além das centenas de grupos intervencionistas nas redes sociais, alguns com mais de 200 mil participantes que se comunicam diariamente, pudemos identificar duas grandes rádios online 24 horas por dia divulgando debates, discursos e conversas em apologia à intervenção militar. O movimento não para de crescer e, embora seja um assunto tabu, é acompanhado de perto.

Citando : Radio Pesadelo dos Políticos e Rádio Rede Brasil Online
A ocupação realizada no Congresso por militantes de direita acendeu uma luz vermelha. A imprensa e classe política mais atenta percebeu que a sociedade aos poucos deixa de vislumbrar possibilidades de se resolver “a coisa” de forma menos impactante.

Cada vez maior número de pessoas têm se desiludido com a velocidade do “saneamento político” e aumentam a pressão para que as forças armadas assumam o controle e inclusive enquadrem e julguem rapidamente todos os políticos envolvidos em falcatruas por crimes contra a segurança nacional, realizando em seguida eleições livres e sem a participação de qualquer político já condenado por corrupção ou envolvimento em qualquer crime.

  Eles se autodenominam intervencionistas e foi uma parte mais radical desse grupo acabou ocupando o congresso nacional há cerca de uma semana.

Grande parte dos oficiais generais na reserva declaram sem pudor que a ação militar não pode ser descartada como uma das formas de resolver a crise de moralidade atualmente vivida.

Recentemente o deputado Jair Bolsonaro declarou no plenário do Congresso Nacional que se na calada da noite o congresso nacional corromper a proposta popular e implantar ali dentro uma forma de anistiar parlamentares corruptos há possibilidade de o povo ir para as ruas pedir o fechamento do parlamento.

O filósofo Olavo de Carvalho, que de sua residência nos EUA orienta alguns personagens anti-esquerda, como Lobão, e que no início do movimento anti-Dilma chegou a declarar que o Impeachment não adiantaria muito para o país essa semana fez postagens em redes sociais incentivando a sociedade para que ocupe de forma DEFINITIVA o parlamento.

A verdade é que a corrupção no Brasil a cada dia se mostra mais entranhada na política e já poucos de nós acreditam que a médio prazo conseguiremos mudar isso. 

Com isso entendemos que a instabilidade não é causada por um grupo de intervencionistas que de forma precipitada – mas de boa vontade e com propostas em sua esmagadora maioria, corretas – entrou no Congresso Nacional; por um deputado que insinue a possibilidade de fechamento do congresso ou por recados de um filósofo que reside nos EUA.

A tal “instabilidade” é causada pelas próprias ações desesperadas da classe política no afã de escapar do expurgo que, de uma forma ou de outra vai acontecer.

Esperamos e desejamos realmente que o judiciário brasileiro consiga vencer a oposição e terminar o que começou a fazer.

É evidente que os comandantes militares não desejam assumir o controle do país. É obvio que se busca a todo custo a “solução democrática”. Por isso a declaração padrão é “nossa sociedade não precisa ser tutelada“. 

Quem em sã consciência desejaria suportar o peso de tomar o controle de um país continental como o nosso, tendo que enfrentar não só as centenas de grupelhos de esquerda que se levantariam em vários locais, mas também a pressão da comunidade internacional em peso?

Muita coisa poderia acontecer, a complexidade é enorme, nenhum ensaio, prospecção, pode prever tudo, muita gente inocente pode sofrer, morrer.

Com toda certeza esse é o último recurso e deve sim ser protelado ao máximo.

Tomo a liberdade de terminar essa conversa citando excerto de ótimo texto de um conhecido oficial: 

“Empregar as FFAA enquanto estamos progredindo bem com outras peças de manobra é, de fato, um grande equívoco, assim como também é por em dúvida o seu comprometimento constitucional, a sua subordinação ao interesse da Pátria e a sua competência para acompanhar e interpretar a conjuntura, imaginando-as incapazes de, por si próprias, conhecer o momento oportuno para agir e prevenir danos maiores à democracia …  (General de Brigada Paulo Chagas)”



sexta-feira, 14 de outubro de 2016

heran: a cidade mexicana onde as mulheres expulsaram policiais, políticos e traficantesC

Cheran: a cidade mexicana onde as mulheres expulsaram policiais, políticos e traficantes
Linda PresslyDe Cherán, BBC News
13 outubro 2016
 A população da cidade de Cheran
A população da cidade de Cheran

No México, o crime organizado está por toda a parte, até nos menores vilarejos - com exceção de uma cidadezinha no estado de Michoacán. Governada por mulheres locais, a população de Cherán defendeu sua floresta de madeireiros armados - e aproveitou para já expulsar também policiais e políticos ao mesmo tempo.
As mulheres se reuniram em segredo para bolar o plano. Elas estavam fartas dos assassinatos e sequestros que haviam se tornado rotina e tinham raiva dos homens mascarados que circulavam pela cidade extorquindo pequenos comerciantes. Além disso, durante mais de três anos elas assistiram, indignadas, aos caminhões passando um a um carregados de madeira recém cortada de suas florestas.
Antigamente, os cartéis mexicanos lidavam exclusivamente com drogas, mas eles diversificaram seu modelo de negócios e hoje tentam dominar outros setores lucrativos - incluindo a indústria madeireira, a base da economia de Cherán.
Em 2011, os madeireiros estavam chegando perto da nascente de água de Cherán. "Estávamos preocupadas", recorda Margarita Elvira Romero, uma das conspiradoras. "Se você corta as árvores, há menos água. Nossos maridos têm gado, onde eles beberiam água sem a nascente?"
 Mapa do México, com Cheran marcada em vermelho
Um guarda da floresta e o mapa de Cherán (em vermelho) em
 Michoacán, México

Um grupo de mulheres foi à floresta tentar dialogar com os homens armados. Elas foram verbalmente agredidas e perseguidas. A partir daí o plano evoluiu. Elas sabiam que era muito perigoso confrontar os madeireiros na floresta perto do manancial, então decidiram que interromperiam a passagem dos caminhões na cidade com a ajuda dos vizinhos.
No começo do dia 15 de abril de 2011, o "levantamiento de Cherán", ou o levante, começou. Na estrada que leva à floresta, diante da casa de Margarita, as mulheres pararam as picapes e levaram alguns dos madeireiros como reféns.
Ao nascer do dia, quando soaram os sinos da cidade de El Cavario e rojões explodiram no nascer do dia alertando a comunidade de perigo, a população de Cherán correu para ajudá-las. Foi tenso - alguns mais esquentados tiveram de ser contidos e convencidos pelas mulheres de não enforcar os reféns em uma árvore antiga na frente da casa de Romero.
"Todos corriam pelas ruas com suas facas nas mãos", diz Melissa Fabian, que na época tinha 13 anos. "As mulheres estavam correndo para cima e para baixo com o rosto coberto. Você podia ouvir as pessoas gritando e os sinos tocando sem parar".
A polícia municipal chegou com o prefeito e homens armados vieram libertar seus amigos reféns. Houve um confronto entre moradores, madeireiros e polícia. O conflito terminou após um jovem atirar um rojão em dois madeireiros, que ficaram feridos. E Cherán - uma pequena cidade de apenas 20 mil habitantes - iniciou sua jornada rumo à autonomia.
"Lembrar daquele dia me dá vontade de chorar", diz Margarita. "Foi como um filme de terror, mas foi a melhor coisa que poderíamos ter feito".
 Margarita Elvira Romero, uma das conspiradoras do levante
Margarita Elvira Romero, uma das conspiradoras 
do levante

A polícia e os políticos locais foram rapidamente expulsos da cidade porque a população desconfiava de que eles estariam conspirando com a rede criminosa. Os partidos políticos foram - e ainda são - banidos sob a acusação de dividir a população. E cada um dos quatro bairros de Cherán elegeram representantes para compor um comitê municipal.
Em vários sentidos, Cherán - uma cidade de população indígena da tribo Purepecha - retomaram suas raízes, a maneira antiga de fazer as coisas sem depender de forasteiros. Ao mesmo tempo, pontos armados de patrulha foram instalados nas principais estradas que levam à cidade.
Hoje, cinco anos mais tarde, os pontos de patrulha ainda existem e são defendidos por membros da Ronda Comunitária, uma milícia ou força policial local composta por homens e mulheres de Cherán. Todos os veículos que passam pela localidade são parados e seus ocupantes questionados sobre sua origem e destino.
 A milícia de Cherán treina para um desfile
A milícia de Cherán treina para um desfile

"Aprendemos muito", diz Heriberto Campos, um dos fundadores e coordenadores da Ronda Comunitária e cujo apelido é "Diablo" ("diabo" em espanhol). "Naquele tempo, não sabíamos de nada sobre uso de armas. Mas agora sabemos como lutar, e se os criminosos voltarem, estaremos preparados".
 Treino da Ronda Comunitária para desfile
O treino da Ronda Comunitária para desfile

Cherán tem sua própria Justiça para crimes menores. Muitos deles são relacionados a álcool. Em uma manhã de domingo, 18 jovens voltam à sobriedade atrás das grades na sede da Ronda depois de serem detidos por beber nas ruas e dirigir alcoolizados.
As penas incluem multas e trabalho comunitário, por exemplo serviço de gari. Várias infrações são levadas ao procurador-geral, mas no ano passado não houve sequer um caso de assassinato, sequestro ou desaparecimento.
 Jovens na cadeia
Jovens na cadeia

Se você mora em algum lugar pouco familiarizado com crimes violentos, você pode achar isso pouco surpreendente. Porém, Michoacán é um dos Estados mais sangrentos do México, onde cabeças literalmente rolam em pistas de boate e granadas são jogadas em praças lotadas.
Em julho, houve mais de 180 homicídios no Estado, a maior taxa em uma década. E em comunidades próximas a Cherán, a menos de 10 quilômetros de distância, são comuns histórias de assassinatos, extorsões e sequestros.
"Em Cherán eu me sinto segura porque posso andar nas ruas à noite e não tenho medo de que algo vá acontecer comigo", diz Melissa, 18 anos, studante de biomedicina em uma universidade próxima a Cherán.
 Melissa Fabian
Melissa Fabian, estudante de 18 anos e moradora de Cheran

Não são apenas as ruas de Cherán que são seguras. A floresta de pinheiros - um mar verde que desce das montanhas até a cidade - foi destruída pelos madeireiros. Atualmente, o perímetro da cidade é patrulhado diariamente pelos membros da Ronda.
Os terrenos em Cherán são comunitários - as famílias os administram mas não têm a propriedade. Sem criminosos, as regras são impostas com rigor - qualquer um que quiser derrubar uma árvore precisa de permissão das autoridades.
 Homem e cavalo carregam madeira retirada da floresta
Homem e cavalo carregam madeira retirada da floresta

Lentamente, a floresta está sendo regenerada. A estimativa é que mais da metade dos 17 mil hectares de floresta foi devastada pelo crime organizado. Cerca de 3 mil hectares foram replantados nos cinco anos que se seguiram ao levante. As mudas foram cultivadas no viveiro florestal da própria cidade.
Cherán não é completamente independente - ainda recebe recursos estaduais e federais. Mas sua autonomia como uma comunidade de índios Purepecha é reconhecida e garantida pelo governo mexicano. O banimento dos partidos politicos foi aceito pela Justiça, que confirmou seu direito de não participar de eleições locais, estatais ou federais.
No Estado de Michoacán, Cherán se tornou um oásis de esperança - sua paz e sua segurança são forte contraste ao medo que ainda domina as comunidades vizinhas. Então por que prosperou em uma região tão cruel, ainda que linda? Margarita, Melissa e Heriberto têm a mesma resposta, de apenas uma palavra: solidaridad ("solidariedade", em português).
 Banda da Ronda Comunitária treina para desfile em Cheran
Banda da Ronda Comunitária treina para desfile em Cheran

Muitas habitantes de Cherán nasceram na própria cidade. Os códigos morais ditam que os locais devem casar com locais - há poucas pessoas de fora. Famílias são grandes e próximas. Todos conhecem todos. E essa é a base da união da cidade.
Com a violência no México voltando a aumentar, há ansiedade em Cherán em relação ao futuro, uma preocupação com o retorno dos cartéis. Outras cidades tentaram copiar o modelo de Cherán, sem o mesmo sucesso.

Melissa está otimista e preparada para ir às ruas defender o que foi conquistado. "Enquanto houver ao menos uma pessoa que quiser manter isso, estaremos ao lado dela. Estamos todos orgulhosas porque impedimos algo e fizemos uma coisa que nenhuma outra comunidade ousou fazer".

sexta-feira, 22 de julho de 2016

ESPECIALISTA AMERICANO QUESTIONA: A LEI AINDA VALE ALGUMA COISA NO BRASIL?

ESPECIALISTA AMERICANO QUESTIONA: A LEI AINDA VALE ALGUMA COISA NO BRASIL?
:
Em artigo publicado no portal americano Huffington Post, Mark Weisbrot, diretor do Centro de Pesquisa Econômica e Política em Washington, destaca que o Ministério Público no Brasil não encontrou crime cometido pela presidente Dilma Rousseff; ele compara o episódio de Dilma ao processo de impeachment sofrido pelo ex-presidente norte-americano Bill Clinton, que acabou sendo rejeitado: é movido por um grupo de políticos que querem mudar o resultado das eleições nacionais e orientar o país em uma orientação diferente, de direita; "Mais importante, falta um crime", afirma; "Eles podem se livrar dessa?", questiona, sobre os apoiadores do impeachment; "Muito depende de se a mídia – e o público – agora vai aceitar que um grupo de políticos corruptos pode remover um presidente democraticamente eleito, sem qualquer base legal para fazê-lo", responde

21 DE JULHO DE 2016 ÀS 15:40 

247 – O diretor do Centro de Pesquisa Econômica e Política em Washington, Mark Weisbrot, publicou um artigo no portal norte-americano Huffington Post em que destaca que o Ministério Público não encontrou crime cometido pela presidente Dilma Rousseff e coloca uma pergunta: "A lei vai contar para alguma coisa no Brasil?".
Weisbrot, que recentemente acusou os Estados Unidos de apoiarem o golpe contra Dilma, vê "muitas semelhanças" entre o episódio da presidente do Brasil e o processo de impeachment sofrido pelo ex-presidente norte-americano Bill Clinton, que acabou sendo rejeitado no Congresso dos Estados Unidos.
"É movido por um grupo de políticos que querem mudar o resultado das eleições nacionais e orientar o país em uma orientação diferente, de direita", compara o americano. "Mais importante, falta um crime; os inimigos de Bill Clinton poderiam ao menos vir para cima com os alegados crimes de perjúrio e obstrução da Justiça, mas os articuladores do impeachment de Dilma não têm nem tal violação criminal para alegar", diz.
"Falta, é claro, o escândalo sexual", lembra ele. "E as acusações são tão fracas que a maioria das pessoas nem sequer sabe contra o que a presidente está sendo acusada, e não é assim tão fácil de descobrir", ironiza, detalhando a decisão do procurador federal Ivan Claudio Marx, que concluiu que não houve crime cometido por Dilma Rousseff.
O colunista faz um duro ataque à imprensa brasileira: "Mas relatos da imprensa – na medida em que sequer se preocupou em informar sobre a conclusão do procurador – parecem indicar que as forças pró-impeachment estão agindo como se a lei, e a declaração do promotor, são irrelevantes".
Weisbrot afirma que os adversários de Dilma "estão pressionando a todo vapor o Senado para reverter os resultados das eleições presidenciais de outubro de 2014" e líderes políticos, como ficou comprovado em gravações telefônicas, "estão fazendo isso para evitar uma investigação mais aprofundada de sua própria suposta corrupção".

"Eles podem se livrar dessa? Muito depende de se a mídia – e o público – agora vai aceitar que um grupo de políticos corruptos pode remover um presidente democraticamente eleito, sem qualquer base legal para fazê-lo", conclui.

LULA LISTA TODAS AS ARBITRARIEDADES QUE TEM SOFRIDO

LULA LISTA TODAS AS ARBITRARIEDADES QUE TEM SOFRIDO
:
 Texto publicado no site do Instituto Lula contesta as tentativas de criminalização do ex-presidente; "Em mais de 40 anos de atividade pública, a vida do ex-presidente Lula foi vasculhada em todos os aspectos: político, fiscal, financeiro e até pessoal. Nenhum político brasileiro foi tão investigado, por tanto tempo: pelos organismos de segurança da ditadura, pela imprensa, pelos adversários políticos e por comissões do Congresso durante seus dois mandatos", inicia o artigo; o instituto ainda pontuou que Lula "sempre agiu dentro da lei, antes, durante e depois de ser presidente do Brasil"

21 DE JULHO DE 2016 ÀS 19:44

247 - Texto publicado no site do Instituto Lula contesta as tentativas de criminalização do ex-presidente. 
"Em mais de 40 anos de atividade pública, a vida do ex-presidente Lula foi vasculhada em todos os aspectos: político, fiscal, financeiro e até pessoal. Nenhum político brasileiro foi tão investigado, por tanto tempo: pelos organismos de segurança da ditadura, pela imprensa, pelos adversários políticos e por comissões do Congresso durante seus dois mandatos", inicia o artigo.
O instituto ainda pontuou que Lula "sempre agiu dentro da lei, antes, durante e depois de ser presidente do Brasil". 
Confira o texto na íntegra:
Em mais de 40 anos de atividade pública, a vida do ex-presidente Lula foi vasculhada em todos os aspectos: político, fiscal, financeiro e até pessoal. Nenhum político brasileiro foi tão investigado, por tanto tempo: pelos organismos de segurança da ditadura, pela imprensa, pelos adversários políticos e por comissões do Congresso durante seus dois mandatos.
Apesar das falsas acusações que sempre sofreu, nunca se demonstrou nada de errado na vida de Lula, porque ele sempre agiu dentro da lei, antes, durante e depois de ser presidente do Brasil. Somente a ditadura ousou condenar e prender Lula, em 1980, com base na infame Lei de Segurança Nacional. Seu crime de “subversão” foi lutar pela democracia e pelos direitos dos trabalhadores.
Desde a reeleição da presidenta Dilma Rousseff, em outubro de 2014, Lula tornou-se alvo de uma verdadeira caçada judicial. Agentes partidarizados do estado, no Ministério Público, na Polícia Federal e no Poder Judiciário, mobilizaram-se com o objetivo de encontrar um crime – qualquer um – para acusar Lula e levá-lo aos tribunais.
Dezenas de procuradores, delegados, fiscais da Receita Federal e até juízes atuam freneticamente nesta caçada, em cumplicidade com os monopólios da imprensa e bandos de difamadores profissionais.
Na ausência de acusações formais, pois Lula sempre agiu dentro da lei, promovem um julgamento pela mídia (trial by media), sem equilíbrio e sem direito ao contraditório. Boatos, ilações e vazamentos seletivos de investigações são divulgados com estardalhaço, num verdadeiro linchamento moral e político.
Está claro que o objetivo da plutocracia brasileira, da mass media e dos setores mais retrógados do País é levar o ex-presidente ao banco dos réus, para excluir Lula do processo político brasileiro.
Quebraram os sigilos bancário e fiscal de Lula, de seus filhos, de sua empresa de palestras e do Instituto Lula. Quebraram o sigilo dos telefonemas de Lula, seus familiares, colaboradores e até de seus advogados. Invadiram e vasculharam a casa de Lula, as casas de seus filhos e o Instituto Lula.
Investigaram todas as viagens internacionais do ex-presidente – quem pagou, que aviões usou, quem o acompanhou, onde se hospedou, com quem conversou, inclusive chefes de estado e de governo. Investigaram as palestras e até os presentes que Lula recebeu quando era presidente.
E não encontraram rigorosamente nada capaz de associar Lula aos desvios na Petrobras, investigados na Operação LavaJato, ou a qualquer outra ilegalidade. Nenhum depósito suspeito, nenhuma conta no exterior, nenhuma empresa de fachada, nenhum centavo que não tenha sido ganho honestamente e declarado para o pagamento de impostos.
Nem mesmo os réus confessos da Operação LavaJato, que negociam benefícios penais e financeiros em troca de acusações a agentes políticos, ousaram apontar a participação direta ou indireta de Lula nos desvios da Petrobras. E isso é terrivelmente frustrante para os caçadores do ex-presidente.
Na ausência de provas, evidências ou testemunhos confiáveis, os algozes de Lula submetem o ex-presidente a uma série de constrangimentos e arbitrariedades, que violam não apenas suas garantias, mas os princípios do estado democrático de direito, ameaçando toda a sociedade.
Ao longo destes dois anos, foram violados os seguintes direitos do ex-presidente Lula:
- o direito a tratamento imparcial e à presunção da inocência;
- o direito ao juiz natural e ao promotor natural;
- o direito à ciência de inquéritos e do acesso pleno aos autos, o que chegou a ser reconhecido pelo Conselho Nacional do Ministério Público;
- o direito ao sigilo das comunicações com os advogados; o que chegou a ser reconhecido pelo Ministro Teori Zavaski, do Supremo Tribunal Federal;
- o direito ao sigilo das comunicações telefônicas; também reconhecido pelo Ministro Teori, do STF;
- o direito à preservação do sigilo de dados pessoais, fiscais e bancários confiados a agentes do estado e à Justiça;
- o direito de não ser indefinidamente investigado além dos prazos legais ou razoáveis para a apresentação de denúncia ou arquivamento de feitos;
- o direito à privacidade e à preservação da imagem, previstos no Artigo 5o da Constituição do Brasil.
- o direito de resposta nos meios de comunicação;
- o direito político de exercer função pública, para a qual sempre esteve apto, negado por decisão individual do ministro Gilmar Mendes, do STF;
- e até o direito de ir e vir, sem que houvesse decreto de prisão e sem hipótese prevista em lei para sua condução coercitiva em 4 de março de 2016.
CONTRA LULA, UM TIRO-AO-ALVO JUDICIAL.
As sucessivas arbitrariedades contra Lula ocorrem no âmbito de um ataque judicial e parajudicial em diversas frentes simultâneas, o que configura um movimento orquestrado de perseguição.
Ao longo destes dois anos, o ex-presidente, seus familiares, o Instituto Lula e a empresa LILS palestras tornaram-se objeto de:
3 inquéritos abertos por procuradores federais do Paraná, por supostas (e inexistentes) alegações referentes a imóveis que Lula não possui, palestras realizadas conforme a lei;
1 ação penal referente aos mesmos fatos, proposta por promotores do Ministério Público de São Paulo;
1 inquérito aberto por procuradores federais de Brasília, sobre as viagens internacionais do ex-presidente;
1 inquérito do Procurador-Geral da República para apurar fatos relacionados Operação LavaJato;
1 ação penal proposta pelo Procurador-Geral da República referente a suposta (e inexistente) tentativa de obstrução de Justiça;
1 inquérito de procuradores federais de Brasília para investigar suposta (e inexistente) vantagem a um dos filhos de Lula na tramitação de Medidas Provisórias aprovadas pelo Congresso
3 inquéritos policiais abertos pela Polícia Federal em Brasília e no Paraná;
2 ações de fiscalização da Receita Federal que nada encontraram de irregular no Instituto Lula e na empresa LILS Palestras;
Quebra do sigilo fiscal e bancário de Lula, do Instituto Lula, da LILS Palestras e de mais 12 pessoas e 38 empresas de pessoas ligadas ao ex-presidente;
Quebra do sigilo telefônico e das comunicações por internet de Lula, de sua família, do Instituto Lula e de diretores do Instituto Lula; até mesmo os advogados de Lula foram atingidos por esta medida ilegal;
38 mandados de busca e apreensão nas casas de Lula e de seus filhos, de funcionários e diretores do Instituto Lula, de pessoas ligadas a ele, executados com abuso de autoridade, apreensões ilegais e sequestro do servidor de e-mails do Instituto Lula;
Os agentes partidarizados do estado promovem um verdadeiro tiro-ao-alvo judicial, atacando Lula simultaneamente em diversas frentes judiciais, pelas mesmas alegações, o que é inconstitucional, além de ferir princípios universais do direito, adotados pelo Brasil em tratados internacionais.
Por exemplo: o Procurador-Geral da República, Rodrigo Janot, incluiu o ex-presidente em um inquérito sobre a Petrobrás no Supremo Tribunal Federal. Quase ao mesmo tempo, solicitou a transferência, para a vara do juiz Sergio Moro, de inquéritos que tratam dos mesmos fatos, o que significa uma dupla investigação do ex-presidente Lula.
PERSEGUIÇÃO, ARBITRARIEDADES E ABUSOS
Nos últimos 12 meses, Lula prestou 5 depoimentos à Polícia Federal e ao Ministério Público e apresentou informações por escrito em 2 inquéritos.
Apesar de ter cumprido todos os mandados e solicitações e de ter prestado esclarecimentos às autoridades até voluntariamente, no dia 4 de março Lula foi submetido, de forma ilegal, injustificada e arbitrária, a uma condução coercitiva para depoimento sem qualquer intimação anterior – um verdadeiro sequestro por parte da Força Tarefa da Lava Jato.
Lula foi alvo de um pedido de prisão preventiva, de forma ainda mais ilegal, injustificável e arbitrária, por parte de promotores de Justiça de São Paulo, que foi negado pela Justiça por sua flagrante ilegalidade.
Agentes do estado vazaram e continuam vazando criminosamente para a imprensa dados bancários e fiscais de Lula, de seus filhos, do Instituto Lula e da LILS Palestras.
O juiz Sergio Moro divulgou ilegalmente conversas telefônicas privadas do ex-presidente Lula, sua mulher, Marisa Letícia, e seus filhos, com diversos interlocutores que nada têm a ver com os fatos investigados, inclusive um diálogo com a presidenta da República, Dilma Rousseff.
Esse vazamento criminoso – expressamente condenado como ilegal pelo ministro Teori Zavaski, do STF – foi manipulado pela mídia de forma a impedir que Lula assumisse o cargo de ministro da Casa Civil, para o qual havia sido indicado poucas horas antes da divulgação ilegal.
Nenhum líder político brasileiro teve sua intimidade, suas contas, seus movimentos tão vasculhados, num verdadeiro complô contra um cidadão, desrespeitando seus direitos e negando a presunção da inocência.
E apesar de tudo, não há nenhuma ação judicial aceita contra Lula, ou seja: ele não é réu, mas seus acusadores, no aparelho de estado e na mídia, o tratam como previamente condenado.
O resultado desse complô de agentes do estado e meios de comunicação é a maior operação de propaganda opressiva que já se fez contra um homem público no Brasil. É o linchamento jurídico-midiático e a incitação ao ódio contra a maior liderança política do País.
Lula é perseguido porque não podem derrotá-lo nas urnas. E apesar da sistemática campanha de difamação jurídico-midiática, continua sendo avaliado nas pesquisas como o melhor presidente que o Brasil já teve, além de liderar as sondagens para uma futura eleição presidencial.
LULA NÃO FOGE DA JUSTIÇA; RECORRE À JUSTIÇA.
O ex-presidente Lula vem recorrendo sistematicamente à Justiça contra os abusos e arbitrariedades praticadas por agentes do estado, difamadores profissionais e meios de comunicação que divulgam mentiras a seu respeito.
A defesa de Lula solicitou e obteve a abertura de Procedimentos Disciplinares no Conselho Nacional do Ministério Público contra dois procuradores da República que atuaram de forma facciosa;
Apresentou ao CNMP e obteve a confirmação de ilegalidade na abertura de inquérito por parte de promotores do Ministério Público de São Paulo;
Apresentou ao STF e aguarda o julgamento de Ação Cível Originária, com agravo, para definir a quem compete investigar os fatos relacionados ao sítio Santa Bárbara e ao Condomínio Solaris;
Recorreu ao Tribunal de Justiça de São Paulo e aguarda julgamento contra decisão da juíza da 4a Vara Criminal sobre o mesmo conflito de competência;
Apresentou ao STF habeas corpus contra decisão injurídica do ministro Gilmar Mendes, corrigida e revogada pelo ministro Teori Zavascki em mandado de segurança da Advocacia Geral da União;
Apresentou ao STF recurso contra decisão do ministro Gilmar Mendes que o impede de assumir o cargo de Ministro de Estado, embora Lula preencha todos os requisitos constitucionais e legais para esta finalidade;
Apresentou ao juiz Sergio Moro 4 solicitações de devolução de objetos pessoais de noras e filhos de Lula, apreendidos ilegalmente pela Polícia Federal.
Apresentou Representação à Procuradoria-Geral da República contra atos abusivos e usurpação de competência por parte do juiz Sergio Moro;
Apresentou Reclamação ao STF contra atos abusivos do juiz Sergio Moro, que usurpam a competência da Suprema Corte;
E apresentou, em cinco de julho, exceção de suspeição em relação ao juiz Sergio Moro, para que este reconheça a perda de imparcialidade para julgar ações envolvendo Lula, por ter antecipado juízos, entre outras razões.
Contra seus detratores na imprensa, no Congresso Nacional e nas redes subterrâneas de difamação, os advogados do ex-presidente Lula apresentaram:
6 queixas crime;
6 interpelações criminais;
9 ações indenizatórias por danos morais;
5 pedidos de inquéritos criminais;
e formularam duas solicitações de direito de resposta, uma das quais atendida e outra, contra a TV Globo, em tramitação na Justiça.
Quem deve explicações à Justiça e à sociedade não é Lula; são os procuradores, delegados e juízes que abusam do poder, são os jornais, emissoras de rádio e TV que manipularam notícias falsas e acusações sem fundamento.
A VERDADE SOBRE AS ALEGAÇÕES CONTRA LULA
Em depoimentos, manifestações dos advogados e notas do Instituto Lula, o ex-presidente Lula esclareceu todos os fatos e rebateu as alegações de seus detratores.
Lula entrou e saiu da Presidência da República com o mesmo patrimônio imobiliário que possuía antes – patrimônio adquirido em uma vida de trabalho desde a infância.
Não oculta, não sonega, não tem conta no exterior, não registra bens em nome de outras pessoas nem de empresas em paraísos fiscais.
E jamais participou ou se beneficiou, direta ou indiretamente, de desvios na Petrobras ou em qualquer ato ilícito, antes, durante e depois de ter exercido a Presidência da República.
Eis um breve resumo das respostas às alegações falsas, com a indicação dos documentos que comprovam a verdade:
Apartamento no Guarujá: Lula não é nunca foi dono do apartamento 164-A do Condomínio Solaris, porque a família não quis comprar o imóvel, mesmo depois de ele ter sido reformado pelo verdadeiro proprietário. Informações completas em: http://www.institutolula.org/documentos-do-guaruja-desmontando-a-farsa
Sítio em Atibaia: Lula não é nunca foi dono do Sítio Santa Bárbara. O Sítio foi comprado por amigos de Lula e de sua família com cheques administrativos, o que elimina as hipóteses de lavagem de dinheiro e ocultação de patrimônio. As reformas feitas no sítio foram custeadas pelos proprietários e nada têm a ver com os desvios investigados na Lava Jato.
Informações completas e documentos sobre Atibaia e o patrimônio de Lula em:
http://www.institutolula.org/o-que-o-ex-presidente-lula-tem-e-o-que-inventam-que-ele-teria
Palestras de Lula: Depois que deixou a presidência da República, Lula fez 72 palestras contratadas por 40 empresas do Brasil e do exterior, recolhendo impostos por meio da empresa LILS Palestras. Os valores pagos e as condições contratuais foram os mesmos para as 40 empresas: tanto as 8 investigadas na Lava Jato quanto às demais 32, incluindo a INFOGLOBO, da Família Marinho. Todas as palestras foram efetivamente realizadas, conforme comprovado nesta relação com datas, locais, contratantes, temas, fotos, vídeos e notícias:
http://institutolula.org/uploads/relatoriopalestraslils20160323.pdf
Doações ao Instituto Lula: O Instituto Lula recebe doações de pessoas e empresas, conforme a lei, para manter suas atividades, e isso nada tem a ver com as investigações da Lava Jato. A Força Tarefa divulgou ilegalmente alguns doadores, mas escondeu os demais e omitiu do público como esse dinheiro é aplicado, o que se pode ver no Relatório de Atividades Instituto Lula 2011-2015:
http://www.institutolula.org/conheca-a-historia-e-as-atividades-do-instituto-lula-de-1993-a-2015
Acervo presidencial: O ex-presidente Lula não desviou nem se apropriou ilegalmente de nenhum objeto do acervo presidencial, nem cometeu ilegalidades no armazenamento. Esta nota esclarece que a lei brasileira obriga os ex-presidentes a manter e preservar o acervo, mas não aponta meio e recursos:
http://www.institutolula.org/acervo-presidencial-querem-criminalizar-o-legado-de-lula
É falsa a notícia de que parte do acervo teria sido desviada por Lula ou que ele teria se apropriado de bens do palácio. A revista que espalhou essa farsa é a mesma que desmontou o boato numa reportagem de 2010:
http://www.institutolula.org/epoca-faz-sensacionalismo-sobre-acervo-que-ela-mesmo-noticiou-em-2010
Obstrução de Justiça: O ex-presidente Lula jamais conversou com o ex-senador Delcídio do Amaral sobre ações para obstruir a Justiça ou sobre qualquer ato ilícito. Em depoimento à Procuradoria Geral da República, em 7 de abril, o ex-presidente Lula esclareceu os fatos e desmentiu o ex-senador. Delcídio não apresentou qualquer prova indício, evidência ou testemunho de suas ilações
O INTERROGATÓRIO DE LULA
Neste link, a íntegra do depoimento de Lula aos delegados e procuradores da Operação Lava Jato, prestado sob condução coercitiva no aeroporto de Congonhas em 4 de março de 2016.
http://www.institutolula.org/leia-a-integra-do-depoimento-de-lula-a-pf-em-14-03