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sábado, 8 de abril de 2017

Governo teme que pressão contra reforma da Previdência atinja mais votações

Governo teme que pressão contra reforma da Previdência atinja mais votações
Primeira surpresa ocorreu há duas semanas: a rejeição da PEC que permitia a cobrança de cursos de extensão e de pós-graduação em universidades federais
Postado em 07/04/2017 09:00 / atualizado em 07/04/2017 09:19
 Evaristo Sá
 Temer discursa durante o almoço, no Palácio do Itamaraty, oferecido ao rei Carlos XVI Gustavo e à rainha Sílvia, da Suécia, que estão em visita oficial ao Brasil: preocupação com a base (foto: Evaristo Sá)

Brasília -Apesar de ter acumulado vitórias importantes e de afirmar que tem a base mais sólida no Congresso nos últimos anos, há algumas semanas o Planalto acendeu o alerta em relação ao apoio dos deputados. O receio é de que a pressão contrária à reforma da Previdência contamine outras votações importantes.

Ao recuar na proposta que mexe com a aposentadoria da população, o governo não só tenta garantir os votos para esta medida, mas também leva um sinal ao Congresso de que o respeita, para acalmar os ânimos.


A primeira surpresa ocorreu há duas semanas: a rejeição da PEC que permitia a cobrança de cursos de extensão e de pós-graduação em universidades federais — a oposição venceu por quatro votos e barrou a proposta. 

E ontem, mais um alerta: a flexibilização do texto da reforma da Previdência ocorreu no mesmo dia em que a Câmara dos Deputados adiou, mais uma vez, a votação do projeto de lei que cria o Regime de Recuperação Fiscal (RRF) para socorrer os estados com grave crise financeira.

O governo tenta, há três semanas, votar o projeto da renegociação, nomeado PLP nº 343/2017, enviado ao Congresso em 23 de fevereiro.
 
A matéria contém o artigo do projeto de lei de renegociação da dívida dos estados, vetado anteriormente por Temer por ter sido totalmente desfigurado pela Câmara, que retirou as contrapartidas que o governo havia incluído para socorrer as unidades da Federação.

Com o reenvio do projeto, voltaram as contrapartidas, como a proibição de concessão de reajustes aos servidores. 

O ministro da Secretaria de Governo, Antonio Imbassahy, negou que o governo tenha perdido por causa do adiamento da votação do projeto dos estados. Assessores de Temer afirmam que o adiamento para a próxima semana havia sido acertado, na quarta-feira, com o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), diante da falta de quórum da base aliada e da oposição para aprovar o projeto.

Por mais que tentem minimizar os sintomas, o alerta no Planalto já estava aceso desde a votação da terceirização irrestrita que, apesar de ter sido aprovada, passou com um placar apertado: 231 a 188, o que não seria suficiente para uma PEC, em que são necessários o apoio de dois terços da Casa, ou seja, 308 votos. 

A principal preocupação é em relação à reforma da Previdência, que sofre resistência até de fiéis aliados do Executivo, porque mexe na aposentadoria da população e pode ter um impacto negativo nas urnas.

O governo sabe que está sob fogo cruzado, mas tem consciência de que agora entra na fase de apuração, em que os parlamentares refletem e tendem a mudar de voto. A flexibilização da reforma serve também como um “afago”, um sinal de “respeito” ao Congresso. Interlocutores do Planalto, no entanto, garantem que a base não abandonou o governo, mas que a reforma, com todas as suas dificuldades, pode contaminar outras matérias. 

Por isso, o próprio presidente passou a intermediar a negociação com os parlamentares.

Temer busca evitar momentos pelos quais passou Dilma Rousseff, que perdeu a base no Congresso, até ser afastada. A forma como ambos negociam é diferente. 

O presidente tenta aplicar o mantra do “diálogo” presente em todos os seus discursos e conversa diuturnamente com parlamentares. 

“Estava insustentável antes. Agora, vamos conversar para ver como lidar com a nova proposta”, comenta um aliado que prefere não se identificar. Apesar dos indícios da fragmentação na sustentação da base, o líder do governo no Congresso, André Moura (PSC-SE), nega que há rupturas ou problemas de relacionamento. Segundo ele, inclusive, o governo já tem garantido o número de votos necessários para a aprovar a PEC da Previdência, mas não detalhou a quantidade. 

Fator Renan

Além de lidar com as medidas consideradas impopulares, o governo também se depara com ataques de um correligionário, o líder do PMDB no Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL).

Considerado até pouco tempo um dos pilares da estabilidade do governo no Congresso, Renan deu um cavalo de pau na estratégia política e passou a fazer, desde o começo do ano, duras críticas à gestão Temer, dizendo que o presidente propôs medidas amargas que “atingem o povo trabalhador”.

A mudança de postura se deu, na verdade, para agradar ao eleitor de Alagoas, com vistas às eleições de 2018, e a possibilidade de perda do foro privilegiado em caso de derrota.

A primeira ameaça de prejudicar o Executivo no cotidiano do Senado se deu semana passada, quando ele começou uma articulação a fim de indicar o senador Roberto Requião (PMDB-PR), um dos críticos mais ácidos de Temer, para relatar a reforma da Previdência.

Interlocutores do Planalto tentam minimizar a influência de Renan, justificando que ele é apenas um em meio a 81 senadores e que claramente objetiva aumentar a popularidade em Alagoas, reduto nordestino petista.

Terceirização

Apesar de ter conseguido aprovar projetos difíceis, como a PEC dos gastos e a regulamentação da terceirização, o governo vive desafios para aprovar medidas no Congresso.

O governo conseguiu aprovar o projeto que regulamenta a terceirização irrestrita, mas o placar apertado chamou a atenção do Planalto: foram 231 votos a favor e 188 contrários. Se fosse uma PEC e precisasse de apoio de dois terços da Casa, como é o caso da Previdência, não seria aprovado.

A votação acendeu alerta amarelo para a Previdência. Além disso, o governo terá que incluir salvaguardas aos trabalhadores na reforma trabalhista

Reforma da Previdência

Nos corredores da Câmara, diz-se que o governo não chegaria, se a proposta fosse apreciada hoje, a um terço dos 308 votos necessários para aprovar as mudanças na Previdência. Isso mesmo depois de o Planalto recuar e retirar servidores estaduais da reforma.

Pós-graduação paga

O governo era favorável à PEC que autorizava a cobrança por cursos de extensão e de pós-graduação nas universidades federais. Perdeu, no entanto, por pouco: fez 304 dos 308 votos necessários.

Renegociação dos estados

Há pelo menos três semanas, o Executivo tenta aprovar medidas para ajudar estados onde as contas públicas estão em calamidade, como Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e Minas Gerais. Ao ver que o texto do governo não passaria, Rodrigo Maia não botou a matéria para votação na quarta-feira




segunda-feira, 13 de fevereiro de 2017

APOSENTADORIA - VOCE PRECISARÁ DELA

APOSENTADORIA - VOCE PRECISARÁ DELA

Recebi essa mensagem por e-mail e resolvi posta-la no blog, para que as pessoas vejam e compartilhem com seus amigos.
13/02/2017
Resultado de imagem para inss

Assunto: Aposentadoria
 

*APOSENTADORIA - VOCE PRECISARÁ DELA*😔
> Em três dias, a maioria das pessoas no Brasil terá esta mensagem. Esta é uma idéia que realmente deve ser considerada e repassada para o povo. Meu nome é Wagner Martins Patrocínio, sou Advogado em Juiz de Fora/MG (32) 99120-9744.

> O Governo quer que o povo que trabalha pague a conta da previdência que eles quebraram. Querem aumentar a idade para 65 anos e não incluir os políticos e militares. Vamos propor uma Lei de Reforma do Congresso (emenda à Constituição) PEC de iniciativa popular: Lei de Reforma do Congresso (proposta de emenda Constitucional).
>
> Não queremos fugir desta realidade mas é necessário que todos se enquadrem, mesmo os políticos😌. É bem justo.
>
> *1.* Fica abolida qualquer sessão secreta e não pública para qualquer deliberação efetiva de qualquer uma das duas Casas do Congresso Nacional. Todas as sessões passam a ser abertas ao público e à imprensa escrita, radiofônica e televisiva.

> *2.* O congressista será assalariado somente durante o mandato. Não haverá aposentadoria por tempo de parlamentar, mas contará o prazo de mandato exercido para agregar ao seu tempo de serviço junto ao INSS referente à sua profissão civil.

> *3.* O Congresso (congressistas e funcionários) contribui para o INSS. Toda a contribuição (passada, presente e futura) para o fundo atual de aposentadoria do Congresso passará para o regime do INSS imediatamente. Os senhores congressistas participarão dos benefícios dentro do regime do INSS exatamente como todos outros brasileiros. O fundo de aposentadoria não pode ser usado para qualquer outra finalidade.

> *4.* Os senhores Congressistas e assessores devem pagar por seus planos de aposentadoria, assim como todos os brasileiros.

> *5.* Aos Congressistas fica vetado aumentar seus próprios salários e gratificações fora dos padrões do crescimento de salários da população em geral, no mesmo período.

> *6.* O Congresso e seus agregados perdem seus atuais seguros de saúde pagos pelos contribuintes e passam a participar do mesmo sistema de saúde do povo brasileiro.

> *7.* O Congresso deve igualmente cumprir todas as leis que impõe ao povo brasileiro, sem qualquer imunidade que não aquela referente à total liberdade de expressão quando na tribuna do Congresso.

> *8.* Exercer um mandato no Congresso é uma honra, um privilégio e uma responsabilidade, não uma carreira. Parlamentares não devem servir em mais de duas legislaturas consecutivas.

> *9.* Que o Ilustre cargo de Ministro do STF e outros tribunais deixem de ser mera indicação por conveniência política e passem a ser efetivados de forma objetiva, não só por largo saber jurídico e "conduta ilibada", mas sim, sobretudo, deverá ser conquistado por meio de concurso público.
>
> Eu ainda incluiria: que os políticos, também deveriam pagar impostos sobre seus vencimentos e bens!

> *Se cada pessoa repassar esta mensagem para um mínimo de vinte pessoas, em três dias a maioria das pessoas no Brasil receberá esta mensagem. 

A hora para esta PEC - Proposta de Emenda Constitucional - é AGORA. É ASSIM QUE VOCÊ PODE CONSERTAR O CONGRESSO*

> Se você concorda com o exposto, REPASSE. Caso contrário, basta apagar e dormir sossegado. Por favor, mantenha esta mensagem CIRCULANDO para que possamos ajudar a reformar o Brasil.
>
> *Não se acomode!!!*
>
> Não adianta apenas reclamar!!! Não custa repassar!!! Apoiado 👏
>
>
> Von meinem iPhone gesendet
Fonte: Mensagem encaminhada ----------
De: Jose Christo < josechristo@globo.com>
Data: 9 de fevereiro de 2017 09:24
Assunto: ENC: Aposentadoria
Para: joaelia-lima@hotmail.com


domingo, 11 de dezembro de 2016

REFORMISTA DA PREVIDÊNCIA DIZ QUE MULHER É UM PROBLEMA PORQUE VIVE MAIS

REFORMISTA DA PREVIDÊNCIA DIZ QUE MULHER É UM PROBLEMA PORQUE                                   VIVE MAIS
 Antonio Cruz/ Agência Brasil

Questionado se o governo acredita que em 15 ou 20 anos as jornadas de trabalho de homens e mulheres serão iguais, uma vez que a reforma do governo propõe idade mínima para aposentadoria igual para os dois (65 anos), o principal formulador da proposta enviada ao Congresso, o economista Marcelo Caetano, diz que "a Previdência não vai resolver o problema de gênero no Brasil nem nenhuma outra forma de discriminação. 

A mulher se aposentar antes que o homem é apenas um paliativo. O custo da mulher para a Previdência Social é maior que o do homem porque ela vive por mais tempo"

11 DE DEZEMBRO DE 2016 ÀS 07:30 

247 - Principal formulador da proposta da reforma da Previdência enviada ao Congresso Nacional, o economista Marcelo Caetano, secretário da Previdência do Ministério da Fazenda, não acredita na necessidade de aposentar as mulheres mais cedo, uma vez que "a Previdência não vai resolver o problema de gênero no Brasil nem nenhuma outra forma de discriminação".

Questionado se o governo acredita que em 15 ou 20 anos as jornadas de trabalho de homens e mulheres serão iguais, uma vez que a reforma do governo de Michel Temer propõe idade mínima para aposentadoria igual para os dois (65 anos), - diferente de como funciona atualmente, quando as mulheres podem se aposentar cinco anos antes - Caetano respondeu:

"A mulher se aposentar antes que o homem é apenas um paliativo. O custo da mulher para a Previdência Social é maior que o do homem porque ela vive por mais tempo". 

Ele diz ainda que, "do ponto de vista previdenciário, uma idade igual para se aposentar já é um subsídio para a mulher, porque o benefício será pago por mais tempo".

Ele também minimiza o problema da desigualdade salarial no País: "Além disso, o diferencial salarial entre homens e mulheres ainda é alto, mas vem diminuindo e o menor intervalo está nas faixas etárias mais jovens. 

Existe uma tendência de redução dessas diferenças. A prática internacional de aposentadoria é igualar ou reduzir o diferencial de idade entre homens e mulheres".

As declarações foram feitas em entrevista a Raquel Landim, da Folha de S.Paulo. Confira aqui a íntegra.





quarta-feira, 7 de dezembro de 2016

Reforma da Previdência: G1 responde perguntas de leitores

Reforma da Previdência: G1 responde perguntas de leitores
Aposentadorias e benefícios serão alterados se o Congresso aprovar a proposta do governo.
Por G1    07/12/2016 15h32  Atualizado há 8 horas

O governo anunciou nesta terça-feira (6) uma proposta de Reforma da Previdência. A proposta altera a idade mínima da aposentadoria e prevê um novo cálculo do benefício. O texto ainda será submetido ao Congresso.

O G1 selecionou perguntas de leitores sobre a reforma. Veja algumas respostas abaixo. Para elaborá-las, o G1 ouviu a vice-presidente do Instituto Brasileiro de Direito Previdenciário (IBDP), Adriane Bramante e a advogada Marta Gueller, especialistas em previdência.
  (Foto: )


A aposentadoria especial de professores continua valendo?
(Andrea)
Não. Tanto homens quanto mulheres só poderão se aposentar após completarem 65 anos, incluindo professores. O professor se aposentará com as mesmas regras estabelecidas para os demais segurados. Também haverá regra de transição para professor


Tenho 54 anos de idade e 37 de contribuição. Fico isento das mudanças da Previdência?
(Ney Lucio Félix)
Não. Os homens com mais de 50 anos, assim como as mulheres com mais de 45, terão que pagar um "pedágio" para se aposentar. Eles precisam calcular quanto tempo falta para se aposentarem na regra atual e quanto tempo faltará com a regra nova. Eles terão que trabalhar metade dessa diferença – ou seja, serão acrescidos 50% sobre o tempo que restava para se aposentar.

Sou eletricista industrial. Como fica essa categoria? Acabou a aposentadoria especial?
(Nilson Oliveira)
Tenho 51 anos e 36 de contribuição, dos quais 12 foram em condições insalubres. Como fica na regra nova?
(Elvam Miron Duque)
A reforma prevê a manutenção das aposentadorias especiais por exposição a agente nocivo.

Boa tarde, eu sou PCD (pessoa com deficiência), e tenho 27 anos de contribuição gostaria de saber se já tenho direito de aposentar pela deficiência.
(Isac Pedroso)
Vale a regra atual. A reforma prevê a manutenção das aposentadorias especiais para pessoas com deficiência.

Sou professora da rede municipal aqui de SP. Tenho 45 anos e 25 de contribuição. Faltam 5 anos para minha aposentadoria, pelas regras atuais da prefeitura. Com o pedágio, preciso trabalhar mais sete anos e meio? Ou esse pedágio refere-se ao tempo que falta até os 65 anos? 
(Vania)
Embora tenha os 25 anos não tem ainda a idade mínima. Mas como tem mais de 45 anos, está na regra de transição. No entanto, o pedágio seria aplicado sobre o tempo que faltaria para atingir os 25 anos. Como você já tem o tempo mínimo necessário, não haverá pedágio.

Tenho 55 anos e de contribuição 34 anos e 4 meses, a fórmula de cálculo seria alterada? Poderia exemplificar com valores?
(Murilo)
Como você já tem mais de 50 anos, cai na regra de transição. Vai precisar cumprir um pedágio de 50% do tempo faltante. Como faltam 8 meses, se fosse publicada hoje, teria que trabalhar mais 4 meses, além dos 8 meses faltante. O valor do benefício será 51% + 1% a cada ano de trabalho. Assim, por exemplo, se sua média der R$ 4 mil, sua renda seria de R$ 3.440.

Para homens com 57 anos de idade e 34 de contribuição tem que trabalhar mais quanto tempo?
(Luís)
Como você está na regra de transição, terá que pagar 50% do tempo faltante. Como falta 1 ano, 50% dá 6 meses a mais, ou seja, terá que trabalhar mais 1 ano e 6 meses para se aposentar.

O tempo de aposentadoria por invalidez é contado para aposentadoria por tempo? Uma pessoa que é aposentada por invalidez, no caso de ficar viúva, poderá requerer a pensão por morte da esposa ou marido?
(Celina)
A lei reconhece como tempo de contribuição o período da aposentadoria por invalidez quando intercalado entre períodos de atividade. Isso não mudou na PEC, mas pode vir a mudar se alterarem a lei. Já a aposentadoria não poderá ser cumulada com a pensão por morte. Poderá haver a opção pelo beneficio mais vantajoso.

Para fazer a média dos 51% das contribuições, qual é o período de contribuição que será utilizado? Continuará sendo a partir de 07/1994?
(Kátia)
O percentual de 51% é um coeficiente fixo que será aumentado cm 1% a cada ano de contribuição. Os salários de contribuição serão sim desde 07/94.

Tenho 49 anos e falta 6 meses para completar os 35 anos de contribuição. Não tive infância, pois tive meu primeiro registro com 15 anos, e do jeito que andam as coisas também não terei velhice.
(José)
A regra de transição é somente para os que possuem mais de 50 anos de idade no caso do homem. Se até a data da publicação da emenda você não tiver completado 50 anos de idade, precisará aguardar 65 anos de idade. Esperamos que o congresso flexibilize essa transição e a aumente para 25 anos ou mais.

O trabalhador rural começa na profissão na adolescência vai ter que esperar até os 65 para aposentadoria? Hoje ele ainda é segurado especial.
(Marcelo Oliveira)
Sim. A idade mínima para a aposentadoria desses segurados será a mesma estabelecida para os segurados urbanos, de 65 anos. Haverá regra de transição também para o segurado especial.

Os trabalhadores rurais que tiverem 50 anos de idade ou mais, se homem, e 45 anos de idade ou mais, se mulher, poderão aposentar-se com regras diferenciadas. Nesses casos, também deverão cumprir um período adicional de contribuição (pedágio) equivalente a 50% do tempo que faltaria para atingir o número de meses.
A aposentadoria pelo tempo de contribuição irá acabar ? Eu já tenho 30 anos completos de contribuição e 48 de idade. Vou ser penalizado ?
(Edmar Rodrigues)
Sim. Pela nova regra, a aposentadoria por tempo de contribuição irá acabar. Como você tem menos de 50 anos, não entrará na regra de transição. Você poderá se aposentar apenas com 65 anos.

Minha esposa tem 17 anos de contribuição na Previdência, mas tem 58 anos. Quer se aposentar por idade aos 60 anos. Houve mudança neste caso?
(Santos)
Sim. Sua esposa se enquadra na chamada regra de transição. Antes, ela poderia se aposentar por idade com 60 anos. Agora a idade mínima para aposentadoria é de 65 anos. Ela terá de pagar um pedágio e trabalhar 50% a mais do que faltaria. Como faltavam dois anos, ela terá que trabalhar três anos a mais. 

Deixa ver se entendi direito, se tiver 50 anos e 34 anos de contribuição, pela regra proposta de transição, terei que contribuir por mais 1 ano e meio, mas, se tiver 49 anos (não enquadrado na regra de transição) e 34 anos de contribuição, terei que trabalhar/contribuir por mais 16 anos, no mínimo? 
Sim, você entendeu exatamente o que prevê a Reforma proposta pelo governo.

Estou com ação judicial contra o INSS a 2 anos, caso tenha parecer favorável me aposento pelas regras novas ou a antiga?
(Joao Amilto)
A Constituição garante a coisa julgada, o direito adquirido e o ato jurídico perfeito, assim caso você ganhe a ação judicial estará protegido por estes três institutos e terá direito ao benefício pleiteado na ação em curso, pois você está buscando a aplicação da lei anterior para requerimento feito nos moldes da lei anterior que é a que está vigente hoje.

No caso de pensão por morte, quando o casal já se aposentou, a regra de 50 % vale?
(Ney Lucio Félix)
A nova regra não pode ser aplicada retroativamente. Mas se ambos recebem aposentadoria será a data do óbito de um dos dois, a considerada para efeito de proibição de acumulação. O que a nova lei prevê é a proibição de recebimento de pensão com aposentadoria, assim o fato gerador da pensão depende do óbito de um dos dois. E o INSS aplicará a nova regra caso já esteja vigente na data do óbito. O cônjuge sobrevivente poderá discutir na justiça a nova vedação legal para o recebimento de ambos os benefícios pois houve custeio (pagamento de contribuições para pensão) portanto a regra da contrapartida (para toda contribuição deve haver uma contraprestação) estará sendo violada com a redação posta na PEC da Reforma.

Então pelo que entendi, o policial civil dos estados, irão entrar nessa nova PEC, é isso? (Ronaldo Bernardino)
A PEC acaba com o enquadramento por atividade de risco e passa a exigir idade mínima de 55 anos, além de 30 anos de contribuição. A nova regra valerá tanto para os segurados do regime geral (INSS) quanto para os servidores públicos, entre eles os policiais civis.

Até o momento, ninguém falou como fica a situação da aposentadoria (especial) dos professores da educação básica. 
(Daniel Cândido)
Falou sim. A PEC acabou com a aposentadoria especial do professor da educação básica. Não haverá mais esta modalidade de aposentadoria. Mas há previsão de regra de transição desde que cumpram o pedágio de 50% do tempo que faltar para atingirem 30 anos de contribuição para os homens e 25 de contribuição para as mulheres.

E casos de aposentadoria por motivos de saúde e invalidez? 
(Glauco Wright)
O auxilio doença mudará de nome. Passará a se chamar incapacidade temporária e a aposentadoria por invalidez só será de 100% para incapacidade definitiva decorrente de doença ou acidente do trabalho.

Uma outra parte que não foi esclarecida é que a grande maioria de aposentados contraíram empréstimos consignados e no falecimento deste o desconto passaria para o benefício da pensionista? 
(Luciano Pires)
Não. Há um seguro de vida para quitação do saldo devedor nestes casos.

Tenho 40 anos e 25 trabalhados vou ter que trabalhar mais 25 anos? 
(Carlos Pereira)
Sim, terá que trabalhar até os 65 anos para ter direito ao benefício de 76% da média atualizada de todos os seus salários de contribuição até a data do requerimento administrativo.

Tenho 54,5 anos e 36,5 anos de contribuição. Estou esperando para me aposentar daqui a 2 anos para entrar na regra dos 85/95. Eu poderei aguardar ou não terei mais direito de me aposentar pela regra 85/95 daqui há 2 anos?
(Marcos Carlos Rosa)
Você já implementou as condições para aposentadoria e portanto se aposentará dentro de 2 anos sem sofrer a redução do Fator Previdenciário. Caso venha a ser aprovada a PEC da Reforma da Previdência, a partir da sua vigência para os segurados homens, acima de 50 anos e para as seguradas mulheres acima de 45 anos haverá possibilidade de optar pela aposentadoria anterior com incidência do FP, pois a PEC acabou com a formula 85/95 sem estabelecer regra de transição para você. Você poderá optar entre o beneficio antigo cujo calculo será feito com base nos 80% salários de contribuição entre 07/94 até o requerimento versus o FP que hoje seria de 0,685 ou o beneficio calculado com a nova regra que será a média de todos os seus salários de contribuição (sua remuneração) multiplicado por 51% mais 1% para cada ano que você possuir de contribuição, resultando em alíquota de 87% para obtenção da sua renda mensal inicial, o que dependerá dos valores de suas remunerações em todo o período contributivo. No seu caso caberá ação judicial por violação à isonomia por ausência de regra de transição para aplicação da Formula 85/95.





domingo, 4 de dezembro de 2016

URGENTE: Proposta de reforma da Previdência está pronta

03/12/2016 - 10H55 - ATUALIZADA ÀS 10H55 - POR AGÊNCIA O GLOBO
URGENTE: Proposta de reforma da Previdência está pronta
Governo enviará texto ao Congresso na terça, depois de discutir com partidos e sindicatos
 Posto do INSS no Rio de Janeiro ; Previdência Social ;  (Foto: Márcia Foletto/Agência O Globo)
POSTO DO INSS NO RIO DE JANEIRO ; PREVIDÊNCIA SOCIAL ;
 (FOTO: MÁRCIA FOLETTO/AGÊNCIA O GLOBO)

A proposta de reforma da Previdência, que o governo planeja enviar ao Congresso Nacional na próxima terça-feira, vai incluir medidas para ajudar a resolver a crise fiscal dos estados. Segundo uma fonte a par das discussões, o texto da proposta de emenda constitucional (PEC) propõe mudanças no regime especial de policiais militares e bombeiros, que deverão ter regras mais duras para se aposentar.

O Executivo pretende ainda ampliar a lista de receitas tributárias que os entes da federação poderão oferecer como garantia nas operações de crédito para antecipação de recursos. Hoje, a Constituição limita esse rol a tributos sobre a renda, IPVA e Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural (ITR), entre outros.

O presidente Michel Temer se reúne com as centrais sindicais, federações e líderes dos partidos da base na noite de segunda-feira para apresentar a reforma. Antes, ele apresentará o texto aos líderes dos partidos. Será uma proposta dura, resumiu uma fonte do Planalto, para que dê margem ao processo de negociação com o Congresso.

Vai atingir os atuais trabalhadores dos setores púbico e privado, inclusive rurais, com até 50 anos (homens) e 45 anos (mulheres e professores), que não poderão se aposentar antes dos 65 anos — independentemente do tempo de contribuição. 

Quem estiver acima dessa faixa etária será enquadrado na regra de transição, pagando pedágio de 50% (adicional sobre o tempo de contribuição que faltava) para requerer aposentadoria pela legislação atual.

Segundo os técnicos que acompanham o assunto, por saber que a reforma enfrentará forte resistência, o governo optou por encaminhar medidas mais duras. Eles explicam que ficará mais fácil negociar no Congresso com normas mais rígidas do que encaminhar uma PEC mais benevolente, que poderia ser excessivamente desvirtuada. O texto já foi encaminhado à Casa Civil.

De acordo com a última versão do texto da PEC, os benefícios assistenciais (Loas, concedido a idosos e deficientes de baixa renda) não mais seguirão a política de reajuste do salário mínimo, que permite ganhos reais. A idade para receber o benefício subirá dos atuais 65 para 70 anos. 

As pensões por morte também serão desatreladas do salário mínimo. O governo pretendia desvincular o piso previdenciário do mínimo, mas chegou-se à conclusão que isso é cláusula pétrea.

A PEC vai mexer também no cálculo do benefício. Segundo um técnico envolvido nas discussões, o valor deverá cair para 51% sobre a média das contribuições mais 1% por ano adicional de contribuição. Dessa forma, quem começou a trabalhar aos 16 anos, por exemplo, com 49 anos de contribuição alcançará a idade mínima de 65 anos e poderá receber o benefício integral. 

Para estimular as pessoas a postergarem a aposentaria, a idade para a aposentadoria compulsória subirá de 70 para 75 anos para todos os servidores públicos.

Além de vedar o acúmulo de benefícios (aposentadoria e pensão), a proposta reduz o valor da pensão para 50%, mais 10% por dependente, no limite de 100%, para todos os trabalhadores. A reforma cria ainda uma contribuição obrigatória para os trabalhadores rurais, que atualmente podem se aposentar apenas com a comprovação de atividade no campo.

Atendendo ao pleito dos governadores, o Executivo também decidiu elevar a alíquota de contribuição dos servidores da União, que funciona como piso para os regimes estaduais, de 11% para 14%. Mas não dentro da PEC. 

Como essa é uma matéria de lei ordinária, será encaminhado um projeto à parte. Os governadores já se comprometeram a fazer o mesmo em seus estados.


As Forças Armadas, no entanto, ficaram de fora da PEC, devido à reação dos militares. A ideia é alterar o regime previdenciário desses servidores posteriormente. Já em relação aos parlamentares, que seguem as normas de aposentadoria dos servidores públicos, Temer ainda vai bater o martelo se eles serão incluídos ou não na reforma, com benefício limitado ao teto do INSS (R$ 5.189).

A PEC vai também alterar as regras de aposentadoria especial de quem trabalha em atividade de risco ou lida com agentes nocivos à saúde, nos setores público e privado. Hoje, eles se aposentam com 15, 20 e 25 anos de contribuição, conforme a área de atuação, sem idade mínima.



sábado, 15 de outubro de 2016

Defensoria pública pede que INSS suspenda 'pente-fino'

Defensoria pública pede que INSS suspenda 'pente-fino'
Estadão Lígia Fomenti8 horas atrás 14/10/2016
 inss: Na prática, medida é o primeiro passo para a Defensoria acionar a Justiça contra a medida
Fornecido por Estadão Na prática, medida é o primeiro passo para 
a Defensoria acionar a Justiça contra a medida

BRASÍLIA - A Defensoria Pública da União recomendou formalmente nesta sexta-feira, 14, a suspensão do programa de revisão de benefícios previdenciários, lançado em agosto pelo governo. O pedido, endereçado ao Instituto Nacional de Seguro Social, dá o prazo de dez dias para que a medida seja acatada. Na prática, é o primeiro passo para que a defensoria ingresse na Justiça contra a iniciativa do governo.
Defensores sustentam que o programa de revisão somente deve ser implementado quando a concessão de novos benefícios, como auxílio doença e por invalidez, for realizada dentro do prazo estabelecido em lei. De acordo com a defensoria, atualmente o prazo para o agendamento de uma perícia para novo benefício pode levar até seis meses. Bem mais do que os 45 dias definidos por lei.
"Da forma como está, o INSS optou por dar prioridade ao corte de benefícios e restringir o acesso a um direito", argumenta a defensora pública Diana Andrade, uma das autoras do pedido. "A medida mais adequada é suspender a revisão até que todas as agências estejam de fato agendando perícias no prazo de 45 dias", completou.
O governo estima fazer uma economia de pelo menos R$ 6 bilhões com o programa de revisão. A verba seria obtida por meio da reversão de benefícios, concedidos a pessoas que já não reúnem condições para receber, por exemplo, auxílio-doença. Para atender a esse objetivo, resolução do INSS criou um bônus, no valor de R$ 60 por atendimento, concedido para peritos que aderirem à força-tarefa da revisão. "O problema é que não há nos postos um número suficiente de profissionais atendendo. Tal mecanismo incentivaria apenas os profissionais a concentrarem seus esforços no programa de revisão, em detrimento da análise de novos pedidos de benefícios", completou Diana.
A defensora disse que não ser possível saber qual o impacto do programa de revisão sobre o prazo para atendimento de pessoas que pretendem começara a receber benefícios. "Quisemos agir preventivamente. Justamente para evitar que a espera, que já é longa, se agrave ainda mais."
Diana citou como exemplo uma simulação na agência do INSS na cidade cearense de Itapoca. Ali, pessoas que postulam benefício previdenciário podem esperar até 197 dias para fazer perícia. "Imagine como ficaria se a prioridade for dada para revisão de benefícios. A defensoria não pode permitir a restrição de direito da concessão", completou.
O programa de revisão será feito de forma gradual. Na primeira etapa, serão convocados para uma nova perícia beneficiários de auxílio-doença. Nesse grupo, a prioridade será para aqueles que obtiveram o benefício por meio de ações na Justiça. Na segunda etapa, serão revistos os benefícios concedidos por invalidez a pessoas com menos de 60 anos. Por fim, o trabalho será feito para quem recebe o Benefício de Prestação Continuada.

Procurado, o INSS afirmou que oficialmente não foi informado sobre a recomendação da Defensoria. De acordo com a autarquia, o tempo médio de espera para realização de perícias médicas é de 37 dias. Em nota, o INSS afirma ainda que o programa de revisão dos benefícios não afeta a rotina normal dos institutos, uma vez que as perícias deste programa são feitas além da agenda normal do médico que aderiu à iniciativa.

domingo, 18 de setembro de 2016

INSS erra cálculo e desconta dos segurados

ECONOMIA / PREVIDÊNCIA SOCIAL
15.09.2016 | 20h45
INSS erra cálculo e desconta dos segurados
Instituto informa que segurado não teria direito ao dinheiro enviado a mais
DIVULGAÇÃO   DO DIÁRIO DE SP 
 

Alguns segurados com benefícios por incapacidade começaram a receber uma carta do INSS informando sobre  o retorno dos valores recebidos na chamada revisão dos auxílios.
Essa revisão é devida, pois entre 1999 e 2009, o INSS não descartou os 20% menores salários de contribuições desde julho de 1994, o que pode ter reduzido o valor a receber. Em 2012, o Ministério Público Federal e o Sindnapi (Sindicato Nacional dos Aposentados) conseguiram garantir, por uma ação civil pública, que a diferença fosse paga. 
Considerando o prazo de dez anos, o instituto começou a pagar a revisão para benefícios concedido entre 17 de abril de 2002 e 18 de agosto de 2009. Entraram nessa revisão segurados com auxílios-doença e acidente, aposentadorias por invalidez e pensão proveniente desse último benefício.
O órgão começa a carta explicando que a renda do segurado teve um aumento por causa da revisão dos auxílios e que ele   havia sido informado sobre a data em que receberia esses valores atrasados. O calendário, que começou em 2013 e vai até 2022, varia conforme a idade que o segurado tinha em 2012, se ainda recebia o benefício e o valor a que tinha direito. 
Porém, informou o instituto, após uma avaliação verificou-se que a data de despacho do benefício  é anterior a 17 de  abril de 2002 e, portanto, anterior aos dez anos da citação do INSS na ação civil pública. Para o instituto, portanto, não haveria o direito à revisão.
Em uma dessas cartas, o INSS diz que com o processamento do estorno da revisão, a renda mensal do benefício de um segurado passaria de R$ 2.620,78 para R$ 2.390,37, um total de  R$ 230,41 a menos por mês. 
Ainda segundo a correspondência, os atrasados da revisão não serão mais pagos, devendo o segurado desconsiderar a carta anterior que lhe garantia o direito. O INSS dá ainda um prazo para recorrer de dez dias.
O advogado Guilherme Portanova explicou que muitos beneficiários já receberam esse documento e outros ainda podem ser comunicados sobre o estorno. A saída, alertou o especialista, é buscar a Justiça. 
Em uma primeira ação, o segurado pedirá para não ter a redução no benefício, para não precisar fazer  a devolução dos valores que recebeu e ganhar os atrasados. No segundo pedido, em um processo separado, ele poderá pedir indenização por danos morais. Para ajudar na ação, é preciso  levar a correspondência que informou o direito e a carta de concessão.
 
Fonte     http://www.diariosp.com.br/noticia/detalhe/93966/inss-erra-calculo-e-desconta-dos-segurados

sexta-feira, 2 de setembro de 2016

Governo vai propor aposentadoria aos 65 anos para homens e mulheres

01/09/2016 20h55 - Atualizado em 01/09/2016 23h42
Governo vai propor aposentadoria aos 65 anos para homens e mulheres
Texto da reforma da Previdência já está pronto e será enviado ao Congresso. Nova regra valeria para trabalhadores que ainda não têm 50 anos de idade.
Délis OrtizDa TV Globo, em Brasília
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O governo do presidente Michel Temer vai propor a implantação de uma idade mínima de 65 anos para a aposentadoria tanto para homens como para mulheres. A proposta de reforma da Previdência Social já está pronta e caberá a Temer decidir quando enviar para o Congresso Nacional.

Pela proposta, tanto os servidores públicos quando os trabalhadores da iniciativa privada só poderão se aposentar aos 65 anos de idade. A nova regra só valerá, caso aprovada pelo Congresso, para os trabalhadores com menos de 50 anos.
Quem tem mais de 50 anos, ficaria submetido ao regime atual, mas teria de pagar um “pedágio” proporcional ao tempo que falta para a aposentadoria.

De acordo com o texto, mulheres e professores teriam um tratamento diferenciado.

Para eles, a idade de transição não seria de 50 anos, mas 45. Ou seja, a regra valerá para aqueles que ainda não completaram 45 anos.
O tempo de contribuição, pela proposta, teria peso para o valor do benefício.
Como é atualmente
Atualmente, não há idade mínima para aposentadoria.

Para receber a aposentadoria integral, o homem tem de ter contribuído com a Previdência por 35 anos ou a soma de sua idade mais o tempo de contribuição tem de ser 95 anos.
No caso das mulheres, são 30 anos de contribuição ou 85 anos, se somados o tempo de contribuição e a idade.
Governo explica
O ministro-chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha, explicou ao Jornal Nacional que o ponto de partida do governo é convencer a sociedade da urgência da reforma previdenciária. Segundo o governo, o déficit da Previdência é crescente e deve chegar a R$ 200 bilhões em 2017.

“A gente, quando tem dúvida, veja como o mundo resolveu essas questões. O mundo resolveu com a idade mínima. O Brasil não vai querer ser o ‘Joãozinho’ do passo certo. Também vai resolver com idade mínima, porém nós não vamos criar esse sistema agora”, explicou Padilha.

“No primeiro sistema previdenciário de 1934 do governo do presidente [Getúlio] Vargas, a idade mínima era 65 anos e lá a expectativa de vida era 37 anos. Hoje, nós queremos os mesmos 65 com uma expectativa de vida de 78 anos. [...] A capacidade da União pra poder fazer essa reposição, ela está no limite. Nós temos que encontrar uma forma de estabilizar num primeiro momento e depois cair essa responsabilidade”, disse.

domingo, 31 de julho de 2016

Novas regras para aposentadoria valerão para trabalhadores de até 50 anos Normas de transição terá pedágio entre 40% e 50%

Novas regras para aposentadoria valerão para trabalhadores de até 50 anos Normas de transição terá pedágio entre 40% e 50%
por Geralda Doca 30/07/2016 4:30 / Atualizado 30/07/2016 9:19
Alívio. O ministro Padilha conversa com o presidente Temer
 em reunião recente: mulheres e professores terão tratamento
 especial - Andre Coelho / O Globo

BRASÍLIA - O governo já definiu um dos pontos mais polêmicos da reforma da Previdência, que todo brasileiro gostaria de saber: quem será atingido pelas mudanças e como. As novas regras — mais rígidas e que exigirão mais tempo de trabalho para se obter a aposentadoria — valerão para quem tiver até 50 anos de idade. Terão direito a uma regra de transição aqueles que tiverem 50 anos ou mais quando a reforma for promulgada. Nesse caso, haverá um pedágio entre 40% e 50%, ou seja, terão de trabalhar por um período adicional para requerer o benefício pelas normais atuais.
As linhas gerais da reforma da Previdência foram fechadas em reunião na última quinta-feira entre o presidente interino, Michel Temer, e os ministros da área econômica e da Casa Civil. O eixo é a adoção de uma idade mínima para a aposentadoria, de 65 anos, podendo chegar a 70 anos no futuro.
Também ficou decidido que mulheres e professores, que atualmente podem se aposentar antes dos demais trabalhadores, terão uma regra de transição especial, pela qual levarão mais tempo até que os critérios de aposentadoria se igualem aos dos demais trabalhadores.
A proposta foi antecipada ao GLOBO pelo ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha. Ele contou que foi apresentado ao presidente um duro diagnóstico das contas do regime de aposentadoria, que ficaria inviável na próxima década se nada fosse feito.
— Estamos com um déficit crescente de forma exponencial e explosivo. Só que a receita da União não é explosiva. Logo, o déficit vai bater no limite máximo do que o orçamento suporta. Então, nós temos que puxar os efeitos dessa reforma para o mais próximo possível, sem sermos injustos, fazendo a transição — disse o ministro.
Segundo Padilha, o corte de 50 anos e o pedágio de até 50% (por exemplo, se faltam dez meses para a aposentadoria, o trabalhador teria de esticar em cinco meses o período na ativa para requerer a aposentadoria sob a legislação hoje em vigor) farão com que a transição entre as regras atuais e as novas dure 15 anos, considerado um prazo razoável para interromper a trajetória explosiva do déficit.

Entenda a proposta de reforma da Previdência em 12 pontos
Foto: Camilla Maia / Agência O Globo
Por que a reforma é necessária.

A Previdência registra rombo crescente: os gastos saltaram de 0,3% do PIB em 1997 para projetados 2,7% em 2017. Em 2016, o rombo é de R$ 149,2 bi (2,3% do PIB). A conta é insustentável, pois os brasileiros estão vivendo mais, a população tende a ter fatia maior de idosos e o número de jovens, que sustentam o regime geral, encolherá.
Para mulheres e professores, que terão tratamento diferenciado, a transição levará mais tempo. No caso das mulheres, foi uma decisão presidencial, apesar de viverem mais.
Padilha disse ainda que o governo pretende criar uma brecha legal para permitir que a idade de aposentadoria chegue aos 70 anos, dependendo da mudança demográfica, agravada pelo rápido envelhecimento da população brasileira. Ele explicou que o ponto de partida será 65 anos. Será definida uma regra de como ao longo do tempo o patamar poderá ser elevado, sem precisar passar pelo Congresso.
Ele reafirmou que a reforma pretende fixar regras únicas para todos os trabalhadores, mas que isso não significa que os regimes privado e do servidor serão unificados. Os militares das Forças Armadas também terão que cumprir a idade mínima de 65 anos, com mudanças nas carreiras para absorver o tempo maior na ativa. O governo ainda avalia como ficará a pensão das filhas, no caso em que os militares optaram por manter o benefício em 2001, pagando um adicional.
Já policiais militares e bombeiros, que não têm idade para se aposentar (só tempo de contribuição), não serão abrangidos pela reforma da Previdência. Caberá aos estados alterar as regras para essas categorias. O entendimento é que trazer essa questão para a Constituição poderá dificultar ainda mais o processo de aprovação no Congresso.
O ministro confirmou ainda que o governo pretende mexer nas regras da pensão por morte para todos os segurados (do INSS e servidores públicos): o valor do benefício cairá para 60%, mais 10% por dependente, no limite de 100%. Os benefícios assistenciais (Lei de Assistência Social, a Loas), pagos a idosos e deficientes da baixa renda, também passarão por mudanças. A idade de 65 anos deve subir e o valor do auxílio — correspondente a um salário mínimo independentemente de tempo de contribuição — será revisto.
A mudança, neste caso, valerá apenas para os novos beneficiários. A proposta prevê ainda uma cobrança de contribuição para os trabalhadores rurais, além do aumento da idade para aposentadoria (hoje mais cedo do que a dos demais).
FORÇA AO ACORDO COLETIVO
indagado sobre a resistência das centrais sindicais à reforma, Padilha respondeu que os interesses do cidadão vão se impor no Congresso:
— As posições das centrais e confederações serão mantidas, mas serão superadas. Ficarão acima das posições deles os interesses do cidadão, do João, da Maria, do José, que precisam saber como vão se aposentar.
Padilha disse que outra reforma prioritária do governo, a trabalhista, conterá apenas dois tópicos: prevalência do acordado sobre a CLT, com a valorização da negociação coletiva, e regulamentação da terceirização, inclusive nas atividades-fim.
— Vamos aprovar o projeto (de terceirização) que está no Senado e, se for o caso, a gente modifica, porque aquela aprovação na Câmara foi uma batalha campal e, neste caso, há muito risco, a gente pode ganhar ou perder.

Ontem, em entrevista a agências internacionais de notícias, Michel Temer afirmou que acha difícil que as reformas da Previdência e trabalhista sejam aprovadas ainda este ano. Porém, o presidente interino garantiu que a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) que impõe teto para os gastos públicos será votada ainda em 2016.