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sábado, 11 de maio de 2019

Com reforma, trabalhador pode ter de pagar seguro para doença ou acidente


Com reforma, trabalhador pode ter de pagar seguro para doença ou acidente

4 hours ago Perda de direitos  11/05/2019


O trabalhador que se afasta do emprego por doença ou acidente recebe hoje um auxílio do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social). 

Com a reforma da Previdência e a futura instalação de um regime de capitalização, as pessoas podem ter de contratar um seguro particular para ganhar esse benefício.

Na avaliação de especialistas consultados pelo UOL, a reforma proposta pelo governo Bolsonaro abre a possibilidade de que esse tipo de cobertura seja oferecido, de maneira individual, pelo mercado de seguros privados, diminuindo a atual cobertura do Estado.

 
Luciana Gimenez e Ratinho serão usados pelo Planalto como
“garotos propaganda” da reforma da previdência

O artigo 10 da PEC da Previdência estabelece que “a lei complementar poderá disciplinar a cobertura de benefícios de riscos não programados, inclusive os de acidente do trabalho, a ser atendida concorrentemente pelo regime geral de previdência social e pelo setor privado”.

Serviço de empresas privadas e setor público
O texto demonstra que, com a capitalização, na qual cada segurado do INSS será responsável pela própria poupança destinada à aposentadoria, a cobertura de benefícios previdenciários poderá ser feita por empresas privadas em parceria com o setor público, mas de forma individual, de acordo com especialistas.

“Essa é uma mudança de conceito. 

Há de se notar que a proposta não afasta o regime para acidentes. 

A estrutura tradicional do INSS será mantida. 

O que a reforma permite é a existência de um sistema concorrente a ser feito pelo setor privado”, afirmou Carlos Eduardo Ambiel, professor de direito da Faap (Fundação Armando Alvares Penteado).

 papel do Estado deverá diminuir, portanto, deixando para o mercado privado a maior parte da cobertura contra qualquer tipo de benefícios de risco não programados.

Estado não vai mais atender a todas as demandas

Para Gilvan Cândido, coordenador do MBA de previdência complementar da FGV (Fundação Getulio Vargas), a proposta reflete uma mudança no papel do Estado como provedor dos direitos individuais relacionados ao trabalho.


“A gente precisa começar a desenvolver uma cultura previdenciária de que o Estado não vai dar mais suportes às demandas”, disse.

Segundo ele, a alteração dos benefícios da Previdência para o mercado privado trará ruídos temporários aos trabalhadores.

“As pessoas devem colocar na cabeça que elas precisam contratar seguros. 

Obviamente há custo, uma parte [dos trabalhadores] não vai fazer o seguro, mas com o desenvolvimento da educação previdenciária, as pessoas vão começar a entender a necessidade”, declarou.

Estagiários e atletas já têm seguro privado
Para Ambiel, a proposta em si não é nova. 

O que é novidade é a abrangência das classes de trabalhadores.


“Já há uma lei de seguros que prevê isso. 

No caso do estagiário, além das formas tradicionais do convênio com faculdade, você tem que ter um seguro de vida privado para ele. 

O estagiário não é segurado do INSS. 

Para atleta profissional, há uma regra da Lei Pelé que obriga o clube empregador a fazer um seguro em caso de acidente incapacitante ou morte”, afirmou.

O governo Bolsonaro nega, contudo, que a intenção da proposta seja retirar totalmente a cobertura de risco das mãos do Estado por completo.

Ao UOL, a Secretaria Especial de Previdência e Trabalho afirmou, em nota, que a PEC “apenas amplia o alcance [da cobertura de acidentes de trabalho pelo mercado privado], estabelecendo lei complementar que poderá disciplinar a cobertura de benefícios de riscos não programados (entre os quais benefícios acidentários)”.

Como funciona?

Atualmente, o trabalhador dispõe do SAT (Seguro Acidente do Trabalho), uma contribuição obrigatória das empresas, destinada ao financiamento dos benefícios acidentários e da aposentadoria especial, tendo como base de cálculo a remuneração ou o faturamento, a depender do regime de tributação da empresa.

Todo empregado registrado nos moldes da CLT (Consolidação das Leis do Trabalho) está coberto pelo SAT.

 Em 2018, os gastos com benefícios acidentários foram de R$ 11 bilhões, segundo dados da Secretaria Especial da Previdência e Trabalho.

“Atualmente, o regime de proteção é baseado na ideia de risco social. 

Quem responde pelos custos de um acidente é a sociedade. 

Por isso existe o INSS.

Todo mundo que é beneficiário, governo, empregado e empregador contribui para formar um fundo para que o INSS tenha fundos para o pagamento de benefícios de doença profissional, eventuais sequelas, e, eventualmente, pensão por morte ou invalidez permanente”, afirmou Ambiel.


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terça-feira, 19 de março de 2019

URGENTE: 1,3 milhão de aposentados podem ter o benefício de março bloqueado


URGENTE: 1,3 milhão de aposentados podem ter o benefício de março bloqueado

 Da redação 10 horas atrás 19/03/2019

Fila em posto do INSS, em São Paulo (SP) – 03/06/2004
© Gustavo Roth/Folha Imagem; Gustavo Roth/Folha Imagem Fila em posto do INSS, em São Paulo (SP) – 03/06/2004

Cerca de 1.334 milhão de aposentados e pensionista doInstituto Nacional do Seguro Social (INSS) podem ficar sem receber o benefício referente a março. 

Segundo a Federação Brasileira dos Bancos, (Febraban) o número se refere ao número de segurados que não fez a chamada prova de vida nos últimos 12 meses. 

 O bloqueio está previsto na Medida Provisória 871/2019, que instituiu um novo pente fino e medidas para combater pagamentos indevidos e fraudes.

A prova de vida é um procedimento obrigatório desde 2012, porém anteriormente não havia o bloqueio automático de quem deixou de  comparecer ao banco no último ano.

Antes, as suspensões eram realizadas conforme uma agenda definida com base no número do benefício. 

Cada banco fazia de uma maneira: 

haviam instituições que utilizam a data do aniversário do beneficiário, outros utilizam a data de aniversário do benefício, e ainda quem convocasse o beneficiário um mês antes do vencimento da última comprovação de vida realizada.

A Febraban esclarece que os beneficiários não precisam ir antes ao banco para liberar a prova de vida. 

Isso porque quem estiver com o pagamento suspenso pode realizar o desbloqueio no mesmo dia previsto para o depósito do dinheiro na conta. 

“A liberação é feita na hora, após a realização da prova de vida”, explicou Walter de Faria, diretor adjunto de operações da representante dos bancos.

A folha salarial de março começa a ser paga no dia 25 de março para segurados que recebem um salário mínimo (998 reais). 

O pagamento segue até o dia 5 de abril.  

A data do depósito na conta do do segurado é feita com base no número final do cartão de benefício, sem considerar o último dígito verificador, que aparece depois do traço.

Para fazer a prova de vida, o segurado precisa ter em mãos um documento de identificação. 

No caso dos bancos que usam a biometria,  o documento não é exigido.  

Se aposentado não poder ir ao banco, ele pode nomear um procurador no INSS que faça a prova de vida para ele, informou a federação.

Procurado, o INSS não se posicionou até a publicação desta reportagem.

Pente fino

Além do bloqueio automático dos recursos de segurados que não fizeram a prova de vida, a MP 871, em vigor desde janeiro, estabelece diversas medidas com o objetivo de combater fraudes.

Dentre as ações está a determinação de fazer pente-fino em todos as aposentadorias e pensões que apresentarem indício de irregularidade. 

 que, na avaliação do governo, apresentarem indícios de irregularidades. 

Para isso, será pago um bônus de 57,50 reais para os servidores do INSS que analisarem os processos suspeitos.

A MP também determina a revisão de benefícios por incapacidade. 

como aposentadorias por invalidez e auxílios-doença, que estão há mais de seis meses sem passar por reavaliação médica. 

A medida endurece o pente-fino realizado pelo governo Temer.

No governo anterior, o chamamento foi feito para segurados que não haviam passado por perícia nos últimos 24 meses. 

Entre 2016 e 2018. o pente-fino de Temer cortou 727.110 auxílios-doença e aposentadoria por invalidez, após a realização de 1,185 milhão de perícias. 

A economia estimada foi de 14,5 bilhões de reais.


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sábado, 9 de fevereiro de 2019

Com aposentadoria garantida, Maia diz que “todo mundo hoje consegue trabalhar até os 80 anos”


Com aposentadoria garantida, Maia diz que “todo mundo hoje consegue trabalhar até os 80 anos”

4 hours ago Perda de direitos  09/02/2019

 

“Todo mundo consegue trabalhar até 80 anos”, afirma golpista Rodrigo Maia


No Brasil da expectativa de vida média de 75 anos, que chega a baixar para 58 anos nas periferias de grandes cidades, Maia quer convencer a população de que trabalhar até morrer é necessário para seguir pagando a dívida pública.

Em entrevista à Globonews na noite de 06 de fevereiro, o recém-eleito presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, alternou discursos demagógicos e chantagens para tentar legitimar o ataque histórico às aposentadorias. 

Selecionamos a seguir alguns trechos da entrevista na íntegra que pode ser vista aqui.

Logo no começo da entrevista os jornalistas da Globonews questionaram se a apresentação quase simultânea de dois projetos polêmicos na Câmara: 
o pacote anticrime de Moro e a Reforma da Previdência poderia prejudicar o andamento desta última. 

Rodrigo Maia prontamente respondeu que a prioridade da Câmara é dar andamento a proposta de PEC da Reforma da Previdência que ainda será apresentada pelo governo mas que já foi “vazada” pelo Estadão. 

A previsão, segundo o deputado, é de que a proposta de reforma já possa ir a plenário na segunda quinzena de maio deste ano.

A todo momento, Maia buscava enfatizar que as opiniões contrárias ao projeto estavam sendo administradas, conversadas, dizendo que se estaria alcançando um consenso de que a Reforma da Previdência é realmente necessária para o país, mas sempre deixando escapar certo tom de ameaça:

“…ou nós aprovamos a reforma da Previdência ou o que vai estar projetado para os próximos anos no Brasil não é coisa muito boa.”

Para garantir mais apoio à mãe de todas as reformas, Maia se apoia fortemente na crise dos estados, fazendo reuniões com vários governadores, inclusive os da chamada 
“oposição de esquerda” o que, para o bom entendedor significa: 

o PDT de Ciro Gomes e também o PT. 

E anunciou que no próximo dia 20 os governadores de todo o país se reunirão em Brasília, confirmando sua presença, para discutir o apoio à Reforma da Previdência.

 No mesmo dia, as centrais sindicais seguirão protelando a possibilidade de organizar os trabalhadores desde seus locais de trabalho, para fazer uma reunião que, na prática, envolve predominantemente os altos escalões das centrais sindicais.

Rodrigo Maia, “guardião dos ritos democráticos”?

Em outro trecho da entrevista, Maia faz demagogia dizendo que vai prezar por seguir os ritos democráticos em contraposição às intenções do governo Bolsonaro em criar um atalho para uma aprovação mais rápida da Reforma da Previdência.

 Segundo a Globonews confirmada pelo próprio Maia, o governo estaria defendendo o que se chama de Emenda Aglutinativa, uma manobra para juntar os principais itens da Reforma endurecida de Bolsonaro à proposta de Reforma da Previdência que já havia, em parte, desde o governo Temer e que já estaria pronta para ir a plenário, tentando assim, acelerar o processo pulando etapas.

No entanto, o que está por trás da demagogia de Maia é garantir que não haja brechas a questionamentos jurídicos que eventualmente possam atrasar ou inviabilizar a reforma:

“Respeitar o rito é garantir o processo legítimo e democrático. 

Até porque, se não, onde é que vai parar a votação da Previdência: no Supremo.

 Então vamos respeitar o rito. 
Hoje o mercado estava nervoso porque eu falei da segunda quinzena de maio e que a gente tinha que respeitar o rito. 

Não respeitar o rito é talvez aprovar e não levar”
“…ninguém vai prejudicar nenhum trabalhador mais simples” ?

A partir da declaração do próprio Maia de que a questão não é “se” e sim “quando” a Reforma da Previdência será votada, a jornalista da Globonews então pergunta “qual” a reforma que será votada, Maia responde:

“…eu sou a favor de uma regra de transição mais curta. 
Todos nós temos uma expectativa de vida maior.

 Quando a gente chega a 60 anos, ela aumenta mais ainda. 

Nós temos que entender que trabalhar até 62 anos sem transição não é problema nenhum. 

Todo mundo consegue trabalhar hoje até 80, 75 anos.” e, buscando amenizar a afirmação anterior emenda:

 “É claro que tem algumas categorias especiais. Essas vamos tratar de outra forma.”

Após essa declaração, a entrevista enveredou para discutir um dos pontos da reforma que é o de desvincular o Benefício de Prestação Continuada (BPC) do valor do salário mínimo. 

Demonstrando evidente nervosismo, Maia se contradiz, dizendo ora que é falsa a informação de que o BPC teria um valor abaixo do salário mínimo para, em seguida fazer acrobacias no discurso para dizer exatamente o contrário:

“há um debate há muitos anos no Brasil sobre desvincular ou não o salário mínimo da aposentadoria. 

O governo vai fazer uma proposta de você antecipar o BPC garantindo um valor numa idade mais nova para que seja uma construção ao longo dos anos… quando você antecipa, claro que fica abaixo do salário mínimo…”

e depois escapa do assunto afirmando que não vai mais ficar explicando a reforma do ministro que ainda não foi apresentada.

Para uma vida de trabalho precário e sem direitos, Bolsonaro quer rebaixar a aposentadoria a menos de 1 salário mínimo

Desde que se estabeleceu a regra de contagem do tempo de contribuição e não do tempo de serviço, o ônus da cobrança acaba recaindo sobre o trabalhador e não sobre as empresas que fraudam o INSS, por exemplo.

Com o avanço da terceirização e do trabalho precário, não são poucos os casos de empresas que se apropriam dos descontos de INSS nos contracheques de seus funcionários e simplesmente dão o calote na contribuição previdenciária. 

São esses os trabalhadores que, junto aos exércitos de desempregados e trabalhadores informais, engrossam as filas de solicitação de um benefício para sobreviver quando já não conseguem garantir com seu trabalho o mínimo para se sustentar.

O país, as empresas, se beneficiaram e se beneficiam, e muito, da riqueza produzida pelos braços desses trabalhadores. 

As mesmas empresas que passam impunes por suas dívidas milionárias com o INSS.

Para garantir a Reforma da Previdência, o governo tenta jogar os trabalhadores uns contra os outros, dizendo que direitos conquistados com muita luta são privilégios, 
enquanto seguem intocados os verdadeiros privilégios: 

empresas que devem bilhões à previdência e que seguem com seus lucros bilionários ilesos de qualquer cobrança dessa dívida.

A população sabe que a Reforma da Previdência não vem para acabar com as desigualdades e sim acentuar a maioria delas. 

O próprio Maia cita controversamente que a Reforma da Previdência não tem o apoio da maioria da população:
“Outro dia vi uma pesquisa de uma instituição financeira, que perguntava: você é a favor ou contra a reforma da previdência? E 70% era a favor. 

E em outra pergunta: você é a favor ou contra a idade mínima? 60% era contra. 

Então essa pessoa não era a favor da reforma da previdência”
Se, contra a Reforma da Previdência que esboçava o governo Temer, os trabalhadores do país foram capazes de fazer história com a greve geral de 28 de abril de 2017, que conseguiu impor uma derrota, ainda que parcial, ao ataque que se avizinhava. 

Só não foi mais longe porque as maiores centrais sindicais do país desmontaram por baixo a possibilidade de avançar naquele momento.

Hoje a tarefa de reorganizar novamente essa força dos trabalhadores em todo o país está na ordem do dia! 
É criminoso cada dia de trégua que as maiores centrais sindicais do país como CUT e CTB insistem em manter, em meio às definições do que significa a terra arrasada em que Bolsonaro quer transformar o país.

PS do Viomundo: 

Rodrigo Maia trabalhou na vida, em bancos, exatamente entre 1993 e 1997. 

Desde então mama nas tetas do Estado. Vinte anos recebendo dinheiro público. 

Pelos anos de mandato, já teria direito a uma aposentadoria de R$ 20 mil mensais pelo Plano de Seguridade Social dos Congressistas (PSSC), ao completar 60 anos e/ou 35 anos de contribuição.

Veja o vídeo:
Rodrigo Maia - "Todo mundo consegue trabalhar hoje até 80 anos"
Publicado em 8 de fev de 2019
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segunda-feira, 2 de julho de 2018

Líder do governo Temer, indica primo, advogados e ex-dona de Salão para cargos no Dataprev


Líder do governo Temer, indica primo, advogados e ex-dona de Salão para cargos no Dataprev

5 hours ago  02/07/2018  Denúncias



A Dataprev, uma estatal voltada para o fornecimento de soluções de tecnologia ao governo federal e para o processamento dos pagamentos das aposentadorias dos brasileiros, foi entregue ao líder do governo no Congresso, deputado André Moura (PSC-SE), e virou um cabide de empregos ocupados por meio de indicações políticas do parlamentar. 

Cargos de confiança em Sergipe, onde a empresa mantém apenas um pequeno escritório, sem uma unidade de desenvolvimento de sistemas ou um data center, foram preenchidos por apadrinhados de Moura, pré-candidato ao Senado pelo estado.
(…) 
A reportagem conseguiu identificar as digitais das indicações políticas em pelo menos 16 dos cerca de 60 cargos de confiança existentes na Dataprev. 

Oito foram preenchidos por indicação direta de Moura.
(…) 
Boa parte dos currículos desses servidores não justificaria uma contratação do ponto de vista técnico. 

No grupo de indicados políticos estão advogados que atuaram em processos a que respondem o líder do governo ou seus aliados em Sergipe, um primo do deputado e uma ex-proprietária de salão de beleza.

O líder do governo controla também o comando do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), principal cliente da Dataprev. 

Depois do GLOBO revelar em maio que o então presidente do INSS, Francisco Lopes, contratou uma empresa de informática que funcionava numa loja de bebidas, ele acabou demitido pelo governo. 

Moura, porém, segue dando as cartas nas indicações políticas no INSS.

(…) 

A influência de Moura na Dataprev começa pelo topo da empresa. 

Partiu do líder do governo Temer no Congresso a indicação do presidente da empresa, André Magalhães, e do diretor de Relacionamento, Desenvolvimento e Informações, Antônio Ricardo de Oliveira Junqueira. 

Depois, o deputado passou a influir no loteamento de cargos menores, especialmente em Sergipe.

Em 6 de novembro de 2017, o advogado Rafael Resende de Andrade ganhou o cargo de assessor do presidente da Dataprev, com salário de R$ 18,9 mil.

Antes de chegar à estatal sob influência do líder do governo, o advogado atuou em pelo menos cinco processos de Moura na Justiça. 

Ele defendeu o deputado numa ação penal e num inquérito no Supremo Tribunal Federal (STF) (…)


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