Mostrando postagens com marcador Braskem. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Braskem. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 22 de dezembro de 2016

Políticos e funcionários de estatais receberam propinas da Odebrecht

Políticos e funcionários de estatais receberam propinas da Odebrecht
Documentos do Departamento de Justiça dos EUA apontam que 14 pessoas foram “beneficiadas”
POLÍTICA SUJEIRA  HÁ 22 HORAS  22/12/2016  POR NOTÍCIAS AO MINUTO
 

O Departamento de Justiça dos Estados Unidos (DOJ) tornou público documentos que apontam que 14 pessoas receberam dinheiro para facilitar os interesses das empresas Odebrecht e Braskem. 

Os citados não tiveram nomes e nem cargos revelados, mas são políticos brasileiros do “alto escalão do governo”, ministros e funcionários de empresas estatais.

De acordo com a Folha de S.Paulo, os esquemas de propinas incluem a discussão de um acordo de segurança ambiental de 2010, envolvendo Odebrecht e Petrobras. 

Segundo as autoridades dos EUA, a empreiteira faturou o contrato depois de pagar mais de 40 milhões de dólares para partidos políticos brasileiros.

Por ora, tanto a Odebrecht quanto a Braskem mantêm silêncio acerca das delações premiadas.




Para EUA, Odebrecht praticou ‘maior caso de suborno da história’

Para EUA, Odebrecht praticou ‘maior caso de suborno da história’
VEJA.com  ricardovhelcias 5 horas atrás 22/12/2016
 Placa da construtora Odebrecht em Lima, Peru
image/jpeg Placa da construtora Odebrecht em Lima, Peru

No documento em que detalha o acordo de leniência fechado com a Odebrecht e a Braskem, o Departamento de Justiça dos Estados Unidos afirma que o esquema praticado pelas duas empresas brasileiras foi “o maior caso de suborno internacional da história”.

“Odebrecht e Braskem usaram uma unidade secreta, porém totalmente operacional da Odebrecht – um ‘Departamento da Propina’, por assim dizer –, que sistematicamente pagou centenas de milhões de dólares para agentes governamentais corruptos em países de três continentes”, disse a procuradora Sung-Hee Suh.

Veja também

Segundo as autoridades americanas, as admissões do acordo de leniência indicam que a Odebrecht esteve envolvida em um “sólido e incomparável esquema de suborno e fraude por mais de uma década”.

No acordo, Odebrecht e Braskem admitiram o pagamento, entre 2001 e 2016, de 1 bilhão de dólares em propinas em doze países: Angola, Argentina, Brasil, Colômbia, República Dominicana, Equador, Guatemala, México, Moçambique, Panamá, Peru e Venezuela. 

As companhias concordaram em pagar 3,5 bilhões de dólares para se livrar das ações judiciais.

Arquivado em:BrasilEconomia


quarta-feira, 21 de dezembro de 2016

Valor dos acordos da Odebrecht e Braskem chega a R$ 6,9 bilhões, diz MPF

Valor dos acordos da Odebrecht e Braskem chega a R$ 6,9 bilhões, diz                                                 MPF
Postado em 22/12/2016 00:13
 Agência Estado     
 Resultado de imagem para odebrecht

Brasília, 21 - A força-tarefa da Lava Jato, no Paraná, e a Procuradoria-Geral da República (PGR) divulgaram comunicado oficial nesta quarta-feira, 21, em que confirmam o acordo de leniência firmado com o grupo Odebrecht e com a Braskem. 

Os acordos já foram homologados pela Câmara de Combate à Corrupção do Ministério Público Federal (MPF), mas ainda precisarão passar pela homologação do juiz Sérgio Moro, da 13ª Vara Federal de Curitiba.

No comunicado, o MPF confirma que foi realizado um acordo global, envolvendo autoridades americanas e suíças, além dos investigadores brasileiros. A Odebrecht se obrigou a pagar R$ 3,838 bilhões de multa e a Braskem, R$ 3,131 bilhões. 

No total, o valor da multa das duas empresas chega a R$ 6,9 bilhões - maior valor, na história mundial, pago em casos de corrupção.

Os acordos foram negociados entre o MPF brasileiro, o MPF suíço e o Departamento de Justiça dos Estados Unidos. Do total da multa, aproximadamente R$ 5,3 bilhões, conforme revelou o Broadcast
serviço de notícias em tempo real do Grupo Estado, nesta terça-feira, 20, ficarão no Brasil para ressarcir o prejuízo aos cofres públicos.

"Embora o valor central dos acordos de leniência repouse na obtenção de informações e documentos sobre práticas ilícitas, aspecto em que a colaboração das empresas é de extraordinária relevância pública, as empresas também se obrigaram ao pagamento de substanciais quantias em dinheiro às vítimas e aos cofres públicos brasileiros", ressalta o comunicado do MPF.

Os valores, no entanto, serão atualizados pela Selic com o passar do tempo, já que o pagamento será parcelado. O MP estima que, ao final, com a soma atualizada de todas as parcelas, o pagamento corresponda a R$ 8,512 bilhões, o que equivale, segundo o comunicado, a US$ 2,5 bilhões. O MPF não informou oficialmente o prazo de pagamento.

Segundo o Ministério Público, as empresas se comprometeram a revelar crimes praticados na Petrobras e "em outras esferas de poder, envolvendo agentes políticos de governos federal, estaduais, municipais e estrangeiros". Os atos ilícitos eram realizados com apoio do Setor de Operações Estruturadas da empresa, conhecido como o departamento da propina.

"Além da revelação dos fatos, objetivo central da leniência, os acordos permitem a preservação das empresas e a continuidade de suas atividades, inclusive para gerar valores necessários à reparação dos ilícitos", destaca o Ministério Público Federal. Nos acordos, as empresas se comprometem a "cessar completamente o envolvimento nos fatos ilícitos que revelaram" e também concordaram em adotar medidas para evitar a ocorrência de novos crimes no futuro.

De acordo com a Força-Tarefa, as empresas do grupo Odebrecht e a Braskem concordaram em se submeter a um monitoramento por prazo médio de dois anos, realizado com superior do MPF e pago pela empresa. A previsão é inédita em acordos de leniência no Brasil.

No comunicado, o coordenador da Força-Tarefa, Deltan Dallagnol, afirmou que acordos como esse "multiplicam a dimensão da Lava Jato". 

"Embora seu principal objetivo seja apurar condutas ilícitas e expandir as investigações, a leniência permite também às empresas signatárias, que agora passam a atuar ao lado da lei, sanear os seus passivos e retomar a capacidade de investir, contribuindo para a preservação dos empregos e a retomada da atividade econômica", afirmou o procurador, em nota.

O procurador regional da República Orlando Martello afirmou também no comunicado que há lacunas na legislação sobre esse tema e o Congresso poderia "contribuir para esse esforço fortalecendo os sistemas de compliance de empresas, aprovando normas que conduzam à responsabilização criminal de pessoas jurídicas por crimes de corrupção, formação de cartel e fraudes a licitações, tal como existe em diversos países".

Já o procurador Paulo Galvão destacou que os acordos contribuem para "uma nova cultura de negócios no setor de infraestrutura e uma nova forma de relação entre o setor privado e o setor público, melhor protegida da atuação maléfica dos cartéis e da corrupção".

A PGR e a Força-Tarefa afirmaram na nota que o combate à corrupção "é um esforço global, o que torna extremamente importante a coordenação das atividades de repressão a crimes transnacionais".



terça-feira, 20 de dezembro de 2016

EUA e Suíça anunciam amanhã acordo de leniência com Odebrecht e Braskem

EUA e Suíça anunciam amanhã acordo de leniência com Odebrecht e Braskem
 postado em 20/12/2016 19:07
Resultado de imagem para odebrecht
Imagem do Google

Brasília, 20 - Os Estados Unidos e a Suíça anunciarão nesta quarta-feira, 21, o acordo firmado com a Odebrecht e com a Braskem no âmbito da Operação Lava Jato. 

A Odebrecht assinou o acordo com o Ministério Público brasileiro no último dia 1º e a Braskem, no dia 14. A multa do acordo global chegou a R$ 6,9 bilhões, sendo R$ 3,8 bilhões pagos pela Odebrecht e R$ 3,1 bilhões pela Braskem. 

O valor foi acertado pelo Brasil com os Estados Unidos e com a Suíça em troca da suspensão de ações contra as duas empresas que estão ou poderiam ser abertas nos dois países.

A reportagem apurou que a maior parte do valor negociado ficará com o Brasil: o correspondente a R$ 5,3 bilhões, quase 80% do total. O restante será dividido entre Estados Unidos e Suíça. 

No Brasil, o acordo de leniência funciona como uma espécie de delação premiada para a pessoa jurídica.

Nesta quarta-feira, 21, o Departamento de Justiça norte-americano, o Ministério Público brasileiro e a Procuradoria Suíça devem divulgar comunicado sobre o acordo assinado. 

Será a primeira manifestação oficial da Procuradoria-Geral da República sobre a negociação com a empreiteira, já que todo o material é mantido sob sigilo no Brasil.


O acordo é assinado entre os três países onde as empresas admitem ter cometido crimes. Na Suíça, desde 2014 a Odebrecht é investigada. 

A Procuradoria do país europeu já bloqueou mais de mil contas suspeitas de serem usadas para pagamentos suspeitos no exterior, realizados por meio do Setor de Operações Estruturadas, o departamento de propina da empresa.

A negociação da multa com os Estados Unidos foi o último impasse negociado pela Odebrecht antes de assinar os acordos no Brasil. 

Os americanos exigiam da empresa, além de valor mais alto do que estava sendo negociado, uma forma de pagamento diferente do proposto pela empresa: com parcelamento reduzido.

Nas tratativas com os americanos, a empresa justificava que era preciso respeitar o que é chamado, em inglês, de "ability to pay" - ou capacidade de pagar. 

Isso significa que a multa não poderia ser tão pesada a ponto de evitar que a empresa consiga se recuperar financeiramente e se recolocar no mercado.