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terça-feira, 16 de outubro de 2018

PF indicia Temer e mais dez no inquérito dos portos


PF indicia Temer e mais dez no inquérito dos portos

Laryssa Borges  55 minutos atrás 16/10/2018

 Michel Temer: O presidente da República, Michel Temer, durante sessão solene em comemoração aos 30 anos da Constituição, no plenário do STF – 04/10/2018
© AFP O presidente da República, Michel Temer, durante sessão solene em comemoração aos 30 anos da Constituição, no plenário do STF – 04/10/2018

Em relatório conclusivo apresentado nesta terça-feira ao Supremo Tribunal Federal (STF), a Polícia Federal indiciou o presidente Michel Temer e outras dez pessoas pelos crimes de corrupção passiva, corrupção ativa, lavagem de dinheiro e organização criminosa. 

Todas são investigadas no inquérito que apura se empresas pagaram propina em troca de um decreto sobre portos – que ampliou de 25 para 35 anos as concessões do setor, prorrogáveis por até 70 anos – assinado pelo presidente. 

Os indiciamentos são contra Temer, o ex-assessor Rodrigo Rocha Loures, os empresários Antônio Celso Grecco, Ricardo Mesquita e Gonçalo Torrealba, além do coronel João Baptista Lima Filho, amigo pessoal de Temer, e da esposa do militar, Maria Rita Fratezi, do sócio do coronel, Carlos Alberto Costa, e do filho dele, Carlos Alberto Costa Filho, do contador Almir Martins Ferreira e da filha de Temer, Maristela de Toledo Temer Lulia.

Além dos indiciamentos, os investigadores solicitaram que os bens deles sejam bloqueados. 

A Polícia Federal também pediu a prisão preventiva do coronel Lima e de sua mulher, de Carlos Alberto Costa e do contador. 

Por ordem do ministro Luís Roberto Barroso, relator do inquérito dos portos no STF, todos os quatro estão proibidos de deixar o país.

Segundo a Polícia Federal, as investigações envolveram provas como colaborações premiadas, depoimentos, informações bancárias, fiscais, telemáticas e extratos de telefone, laudos periciais e informações do Tribunal de Contas da União (TCU).

 Os investigadores apuraram ainda o pagamento de propinas em espécie, propinas camufladas como doações eleitorais,  pagamentos de despesas pessoais por interpostas pessoas e empresas, além da atuação de companhias de fachada e contratos fictícios de prestação de serviços.

O processo foi agora remetido à procuradoria-geral da República para que o Ministério Público decida se oferece ou não denúncia contra os suspeitos.

 Conforme revelou VEJA, o coronel Lima é investigado pela Polícia Federal como suspeito de captar dinheiro clandestinamente em nome do presidente Michel Temer. 

Em março, VEJA teve acesso a uma mensagem do empresário Celso Grecco em que ele confirma que foi, de fato, beneficiado com a edição do decreto dos portos – versão sempre desmentida pelo presidente Temer. 

Em e-mail enviado a funcionários e advogados da
 empresa em 16 de maio de 2017, seis dias depois da edição do texto sobre portos, Grecco comemora:

 “Consideramos que o novo decreto é valioso no que diz respeito à reivindicação de reequilíbrio econômico do Terminal Pérola”. 

A Rodrimar é uma das donas do Terminal Pérola, que apresentou um pedido de reequilíbrio contratual ao Ministério dos Transportes. 
 

Em março deste ano, a Polícia Federal havia prendido, entre outros, o empresário Antonio Celso Grecco, dono da Rodrimar, empresa suspeita de distribuir propina a assessores presidenciais em retribuição à edição do decreto. 

Na ocasião, houve ainda ordem de prisão contra quatro acionistas do Grupo Libra, entre eles Gonçalo Torrealba, indiciado agora pelos investigadores. 


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sexta-feira, 18 de maio de 2018

Filha de Temer diz que não guardou comprovantes de pagamento de obra

Filha de Temer diz que não guardou comprovantes de pagamento de obra
Por Andréia Sadi e Marcelo Parreira
18/05/2018 19h04  Atualizado há 2 horas

Filha de Temer diz que não guardou comprovantes de pagamento de obra

O blog teve acesso ao depoimento da filha do presidente Michel Temer, Maristela Temer, à Polícia Federal. Ela prestou o depoimento no último dia 4. 

Leia trechos abaixo:

Começa relatando que a sugestão de procurar Lima para ajudá-la nas reformas da casa foi feita pelo pai, "tendo em vista que JOÃO BAPTISTA era amigo de seu pai e também proprietário de empresa de arquitetura e engenharia, no caso, a ARGEPLAN".

Segundo ela, após uma reunião preliminar com Lima e Maria Rita Fratezi, os dois ficaram responsáveis por realizar cotações do projeto de reforma. 

Segundo ela, as primeiras cotações ficaram em valor muito elevado, acima de R$ 1 milhão. 

Por isso ela teria pedido à amiga Nayara Mármore que fizesse o tal orçamento de R$ 900 mil, mas que ainda ficava caro (ela pagou R$ 900 mil pela casa). 

Segundo ela, Maria Fratezi então recomendou a ela que fizesse a reforma por conta própria e se dispôs a ajudá-la. Maristela disse "que aceitou ajuda de MARIA RITA FRATEZI, tendo em vista que tinha com tal pessoa uma relação afetiva, quase familiar."

Assim, a reforma foi feita com algum projeto (ela disse não saber qual foi usado, mas imagina que tenha sido elaborado por Fratezi). 

Segundo ela, a reforma consistiu em "troca do revestimento do banheiro, alteração do local da escada de acesso à edícula, localizada no fundo do imóvel, troca do telhado por inteiro, ampliação da sala com a retirada de uma parede, alteração da fachada, pintura geral do imóvel, troca de portas e janelas, entre outros itens menores." 

Segundo ela, os armários antigos foram aproveitados e readequados.

Maristela relatou que Maria Rita Fratezi "comparecia eventualmente na obra para verificar o seu andamento" e que uma pessoa indicada para realizar parte da obra, chamada VISORDI ou VISANI, teria sido paga pela própria Maristela, mas que "não se recorda do valor pago."

 Neste momento, ela "aproveita para esclarecer que alguns pagamentos da obra foram realizados diretamente por MARIA RITA FRATEZI, em função de descontos que a mesma possuía junto às empresas do ramo, por MARIA RITA ser arquiteta. 

QUE posteriormente, a declarante ressarcia MARIA RITA de tais despesas; QUE reitera que a declarante nunca contratou de fato MARIA RITA FRATEZI para executar a obra, de forma remunerada pela depoente por tal serviço, sendo que a relação de MARIA RITA com a depoente sempre foi de auxílio nas necessidades de obra."

Maristela diz não se recordar dos nomes dos prestadores de serviços e "QUE a empresa ARGEPLAN não exerceu nenhum papel na reforma da residência da declarante e afirma a declarante que eventual auxílio foi recebido diretamente de JOÃO BAPTISTA LIMA FILHO e, em especial, de MARIA RITA FRATEZI." 

Diz ainda "QUE não tem o conhecimento se o dinheiro que MARIA RITA FRATEZI utilizava para a realização de pagamentos para fornecedores era da empresa ARGEPLAN, mas acredita que não faria sentido MARIA RITA utilizar recursos da empresa para tais pagamentos, uma vez que classifica a relação entre a depoente e MARIA RITA como pessoal."

Maristela não reconhece nenhum dos nomes de outros depoentes apresentados a ela e diz "QUE não se recorda do valor exato gasto na reforma de sua residência, mas pode afirmar que custeou as obras com aproximadamente quinhentos mil reais remanescentes da venda do antigo imóvel,

 empréstimos bancários, não se recordando os valores e mais cem mil reais que a depoente solicitou emprestado de sua mãe; 

QUE ainda utilizou uma reserva de aproximadamente sete mil dólares que possuía guardado; QUE também utilizou na obra parte da remuneração recebida de sua atividade profissional e, inclusive, naquela ocasião, a depoente recebeu vários pagamentos em espécie de seus pacientes, na sua atividade profissional; 

QUE também não se recorda o valor total destes recursos que repassou em espécie; QUE, somando superficialmente os valores, acredita ter gasto algo em torno de R$ 700.000,00 (setecentos mil reais) na obra."

Ela diz ainda que "não possui e não guardou nenhum comprovante dos pagamentos e contratos eventualmente realizados durante e para a execução da reforma de sua casa". 
(p. 79) Depois disso, ela diz acreditar que os orçamentos (de R$ 1,3 milhão e R$ 1,6 milhão) apreendidos na Argeplan e apresentados sejam os que foram apresentados à ela na época, mas que a obra não ocorreu como previsto neles. 

Disse ainda não se lembrar do recibo da Ibiza, apresentado a ela e apreendido na Argeplan, e diz que "não havia uma rotina de prestação de contas formal de MARIA RITA FRATEZI para a depoente e quando MARIA RITA realizava algum pagamento, informava à declarante, que por sua vez providenciava o ressarcimento, uma vez que em algumas ocasiões repassava para MARIA RITA FRATEZI também em espécie."

Por fim, ela negou que Fratezi ou Lima a tenham auxiliado em qualquer outra obra e reiterou que o presidente Michel Temer 

"não custeou qualquer despesa relacionada a obra na residência da declarante, tampouco repassou recurso ou mesmo orientação para que JOÃO BAPTISTA LIMA FILHO, por meio de suas empresas ou com o auxílio de sua esposa, MARIA RITA FRATEZI, para que arcassem com qualquer custo direto ou indireto na obra da residência da declarante."


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sexta-feira, 27 de abril de 2018

FECHANDO O CERCO! Filha De Temer, Maristela Vive “Situação Angustiante”, Diz Defesa


FECHANDO O CERCO! Filha De Temer, Maristela Vive “Situação Angustiante”, Diz Defesa



O advogado Fernando Castelo Branco disse nesta sexta-feira (27) que Maristela Temer está disposta a prestar “todos os esclarecimentos” à Polícia Federal. 

Ela deverá depor no próximo dia 2, em São Paulo ou em Brasília – local ainda a ser definido -, no âmbito do inquérito que investiga o presidente e suas relações com o coronel João Baptista Lima Filho, o coronel Lima, que chegou a ser preso, em março, na Operação Skala. 

A PF intimou a filha do presidente a depor.
“Maristela vive uma situação angustiante”, protesta Castelo Branco. 

“Ela não se opõe a depor, de forma alguma, por isso nesse momento em que a autoridade policial manifestou interesse de ouvi-la é um alívio para ela.”

A PF quer ouvir Maristela especificamente sobre uma reforma em sua residência, em São Paulo.

 A suspeita é que a obra, em torno de R$ 1 milhão, teria sido bancada com propina supostamente recebida pelo coronel Lima da JBS.

Nesta quinta-feira, 26, a Polícia Federal pediu ao ministro Luís Roberto Barroso mais 60 dias para tocar o inquérito do Decreto dos Portos, que mira Temer.

Nesta sexta-feira, 27, Temer se disse vítima de uma “perseguição criminosa disfarçada de investigação”.

“O nome de Maristela aparece nos jornais reiteradamente, isso é angustiante para ela”, disse Castelo Branco, do Castelo Branco Advogados Associados. 

“Ela quer expor os fatos e contribuir com essa investigação.”

O advogado já foi contatado por um policial federal, que abriu a possibilidade de que a audiência seja realizada em São Paulo ou em Brasília. 

Em São Paulo, o depoimento poderá ocorrer no Aeroporto de Congonhas.

“Maristela vai comparecer na data aprazada e contar efetivamente o que aconteceu”, disse Fernando Castelo Branco.
UOL


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sexta-feira, 28 de abril de 2017

BOMBA: Filha de Temer fala de brigas com o pai, drogas e aborto; CONFIRA!

BOMBA: Filha de Temer fala de brigas com o pai, drogas e aborto; CONFIRA!
28 de abril de 2017
 

A filha do presidente Michel Temer, Luciana Temer, defendeu a legalização do aborto, das drogas e da prostituição em uma entrevista para a revista Marie Clare publicada nesta 
sexta-feira (28). 

À frente do Instituto Liberta, que combate a exploração sexual 
de crianças, a advogada, que iniciou a carreira como delegada da mulher, falou sobre a sua trajetória e as diferenças ideológicas 
em relação ao pai.

Luciana ficou conhecida durante o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff. A advogada chamou a atenção da mídia por trabalhar com o então prefeito de São Paulo, o petista Fernando Haddad, e por afirmar que o impeachment não era bom para a democracia.

Aos 47 anos, Luciana tem dois filhos, Pedro, de 16, e Marina, de 14. A advogada dá aulas de direito na PUC e na Uninove, ambas em São Paulo, além de comandar o Instituto Liberta, criado em janeiro deste ano.


Luciana contou que aceitou o convite de Haddad para trabalhar com ele na prefeitura, mas o seu pai precisou ser consultado. A princípio, Temer preferiu mantê-la longe da política e mais especificamente do PT, mas cedeu aos apelos da filha.

“Fui até a casa dele e perguntei o porquê daquilo (de dizer que Luciana não poderia atuar com Haddad). Ele disse que eu apanharia muito por ser sua filha. Respondi: ‘Enquanto você viver, estarei nessa posição. Eu aguento. Você aguenta?’.” 
O pai acabou recuando.

Luciana contou que estava na prefeitura durante o processo de impeachment, em que o PMDB rompeu com o governo e foi alvo de ataques. “Foi difícil, mas meu pai e o Haddad me apoiaram.” Desde então, ela tem ajudado os filhos a lidar com os ataques dirigidos ao avô.

Quando questionada se é a favor da legalização do aborto, Luciana disse que sim, pois “essas hipocrisias sociais precisam ser rompidas. Ele é a quarta causa de mortalidade materna 
no Brasil”, 

explicou. “E são as classes menos favorecidas que pagam o preço”, completou a advogada.

Sobre o polêmico discurso do presidente no dia das mulheres, quando ele ressaltou o papel feminino na criação dos filhos e na percepção da oscilação dos preços no supermercado, Luciana disse que este não era o discurso que queria ouvir, mas explicou a intenção do pai:

É o discurso que eu gostaria de ouvir no Dia Internacional da Mulher? Não. Mas é o que ele acredita e falou para muitas mulheres que vivem dessa forma. Até hoje fala: ‘Sou grato porque sua mãe criou muito bem vocês’. 

Também me dizia que a Procuradoria do Estado é uma ótima carreira porque é meio período. Na lógica dele, você tem que se fortalecer profissionalmente, mas também cuidar dos filhos. Mas é importante dizer que sempre me incentivou a ser independente financeiramente.”

“Luciana, que trabalhou com Haddad no programa De Braços Abertos, com usuários de crack, também defendeu a legalização das drogas. “A proibição já deu errado. Nos últimos dez anos, dobramos o sistema prisional brasileiro. 

O causador disso foi o tráfico de entorpecentes, que passou de quarto para primeiro motivo de prisões. Quem vai preso? O preto, o pobre, o da periferia, a mulher que levou droga pro marido. Mais de 75% das prisões não são de inteligência, são feitas pela Polícia Militar: é o menino que é abordado ali e é preso”, explicou.

A filha de Temer assumiu na entrevista, inclusive, já ter experimentado maconha. “Já experimentei maconha quando era jovem. Não gosto, não faço apologia do uso. Mas, se legalizar, fica mais fácil de lidar com a situação”, justificou.

Luciana definiu o momento que ouve um “Fora, Temer” como “desconfortável”. “Uma vez, eu estava fazendo uma plenária com o Had­dad e uma líder comunitária subiu no palco e falou: ‘Não aguento, sou vermelha desde criancinha. Fora, Temer!’. 

Eu estava no palco. Ficou um silêncio. Peguei o microfone e falei: ‘Mas não eu, tá?’. Todo mundo riu. Não é pessoal, não é contra mim”, disse.

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