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segunda-feira, 23 de julho de 2018

Desmoralizado, Aécio desiste do Senado para tentar ser deputado


Desmoralizado, Aécio desiste do Senado para tentar ser deputado

13 hours ago 23/07/2018 Política



Segundo fontes do partido, Andrea Neves, irmã do senador e histórica articuladora do tucano, admite aos aliados a hipótese de Aécio ser candidato à Câmara

De acordo com matéria de Ana Luiz Faria publicada no jornal O Tempo, depois de ter sido flagrado em uma conversa pedindo R$ 2 milhões ao empresário Joesley Batista e citado por delatores da Lava Jato, o senador Aécio Neves, uma das maiores lideranças que a política mineira teve em tempos recentes, não vai disputar a reeleição em 2018. 

Diversos políticos se recusavam a compor chapa com o tucano.

Ao mesmo tempo, tucanos anunciarem a pré-candidatura do senador Antonio Anastasia (PSDB) ao governo de Minas.

Um tucano que conversou com a jornalista disse que o caminho do senador é a Câmara dos Deputados.

 “Ele irá se eleger como deputado federal facilmente.

 E, em um segundo momento, tentará assumir a presidência da Casa. 

Será por lá que Aécio iniciará a reconstrução de sua vida política”, contou.

Segundo fontes do partido, Andrea Neves, irmã do senador e histórica articuladora do tucano, admite aos aliados a hipótese de Aécio ser candidato à Câmara, mas quer mais tempo.

Segundo um deputado do partido, que pediu anonimato, Aécio Neves entendeu que sua presença pode complicar a formação da chapa, tanto majoritária quanto para as eleições no Legislativo.

 “Ele avaliou que nesse momento resolver os problemas de Minas é mais importante. 

E, por isso, ele não tentará a reeleição nem mesmo colocará seu nome para a disputa para deputado federal, até mesmo porque ele não quer ocupar esse cargo”, disse.

Questionado sobre a intenção e necessidade de Aécio manter o foro privilegiado, o interlocutor disse não acreditar que o senador tenha essa preocupação. 

“Ele já está prejulgado pelo Supremo Tribunal Federal (STF). 

Ele pode muito bem responder ao processo (em outras instâncias), assim como está fazendo o ex-governador Eduardo Azeredo (PSDB)”, explicou.

Outro lado

Silêncio. Procurado para comentar as declarações sobre seu futuro político, Aécio Neves afirmou que não comenta nenhuma informação dada por parlamentar que não se identifica.


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domingo, 11 de março de 2018

TÁ MORTO! PSDB Avisa Que Não Quer Aécio Na Majoritária E Pede Que Ele Saia Candidato A Deputado


TÁ MORTO! PSDB Avisa Que Não Quer Aécio Na Majoritária E Pede Que Ele Saia Candidato A Deputado



POR KIKO NOGUEIRA

A história de Aécio Neves é uma fábula moral sobre aonde levam os baixos instintos na política — e, por que não, na vida.

Com todos os sinais à frente de si e o exemplo de Carlos Lacerda no passado, Aécio se atirou numa aventura golpista que acabou 
por engoli-lo.

Ainda vamos ouvir falar muito dele neste ano.

 Dificilmente sob um aspecto positivo.

Aécio tenta lutar para concorrer ao Senado, mas esbarra no PSDB. Além, é claro, do desprezo do eleitorado.

A divulgação das conversas com Joesley foram determinantes para seu fim.

“Tem que ser um que a gente mata ele antes de fazer delação”, disse o jagunço, referindo-se ao primo Fred, mostrando sua verdadeira cara.

No Estadão, o ex-prefeito de Belo Horizonte Márcio Lacerda, do PSB, antigo aliado, falou das ambições do Mineirinho.

“Por onde passo em Minas as opiniões são que a imagem de Aécio que ficou, justa ou injustamente, muito prejudicada”, afirma, usando de sutileza mineira.

Segundo Márcio, “as pesquisas mostram uma rejeição muito grande a ele. 

Tem sido aconselhado a se candidatar a deputado federal. 

Eu dei essa opinião a Andrea Neves antes dele enfrentar esse problema mais grave da gravação do Joesley”.

Aécio deve desculpas ao país. Ele e a mana Andrea.

Jamais o farão.

O que torna sua agonia ainda mais patética.


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terça-feira, 6 de fevereiro de 2018

STF dobra o prazo para Aécio se defender e responder inquérito


STF dobra o prazo para Aécio se defender e responder inquérito

06/02/2018
 
Da Zero Hora:

O ministro Marco Aurélio Mello, do Supremo Tribunal Federal (STF), aceitou um pedido da defesa do senador Aécio Neves (PSDB-MG), que solicitou mais prazo para apresentar sua resposta em inquérito que o investiga pelos supostos crimes de corrupção passiva e obstrução da Justiça. 
Instaurada em maio de 2017. 

A apuração é embasada na delação do grupo J&F.

“Defiro o pedido formulado, para que seja observado, em relação ao investigado Aécio Neves da Cunha, o prazo em dobro para responder à denúncia, contado da data da notificação”, escreveu Marco Aurélio em sua decisão, assinada na última sexta-feira (2).

No inquérito, ainda são investigados Andrea Neves da Cunha, irmã de Aécio, Frederico Pacheco de Medeiros, primo do senador conhecido como Fred, e Mendherson Souza Lima, que é ex-assessor parlamentar do senador Zezé Perrella (MDB-MG).

Segundo a defesa, a concessão do prazo em dobro era necessária porque trata-se de um caso com quatro investigados, representados por procuradores distintos.

“Tampouco há que se falar em prejuízo ao processo, considerando que a análise das respostas será feita por Vossa Excelência na mesma oportunidade, após sua apresentação por todos os acusados”, alegou a defesa do tucano.

No ano passado, Aécio já buscou suspender o prazo para apresentação de resposta à denúncia oferecida no inquérito pela Procuradoria-Geral da República (PGR), o que foi negado por Marco Aurélio em dezembro.

A PGR acusa o senador, Andrea, Frederico e Mendherson da prática do crime de corrupção passiva, e o parlamentar também de tentar embaraçar investigação de infração penal que envolva organização criminosa. 
Eles negam irregularidades.

Em nota divulgada nesta segunda-feira, 5, a assessoria do senador disse que na decisão de Marco Aurélio “foi assegurado o direito da contagem do prazo em dobro estabelecido no artigo 229 do Código de Processo Civil”.

“Tal garantia ao exercício legítimo da defesa se faz necessária em razão de haver diferentes partes envolvidas no processo, e, cada uma delas, com seus respectivos advogados”, disse a assessoria.
(…)

Fonte: https://falandoverdades.com.br/

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quarta-feira, 21 de junho de 2017

STF solta irmã de Aécio e adia decisão sobre prisão do senador

STF solta irmã de Aécio e adia decisão sobre prisão do senador
Ainda não há data prevista para a retomada do julgamento do tucano
HÁ 19 HORAS  21/06/2017  POR NOTÍCIAS AO MINUTO

 

O ministro Marco Aurélio Mello, relator dos processos que envolvem Aécio Neves no Supremo Tribunal Federal (STF), anunciou, na tarde desta terça-feira (20), que a Primeira Turma da Corte suspendeu a análise do pedido de prisão contra o senador afastado, feito pela Procuradoria-Geral da República (PGR).

Segundo Mello, a defesa do tucano entrou, mais uma vez, com um recurso solicitando que o caso seja julgado em plenário. 

Ainda não há data prevista para a retomada do julgamento.

O ministro, que já havia rejeitado o pedido, no último dia 17, entendeu que, ainda assim, seria necessário analisar o novo recurso, antes de dar prosseguimento ao julgamento.

Segundo informações de O Globo, também foi adiado a decisão sobre a solicitação do próprio Aécio para revogar a decisão que o afastou de suas funções no Senado.

IRMÃ E PRIMO

Na mesma sessão, a Primeira Turma do STF decidiu pela soltura do irmã, Andrea Neves, e do primo de Aécio, Frederico Pacheco. 


Os dois são investigados no Supremo a partir das delações da JBS. 

Com a decisão, ambos passam a cumprir prisão domiciliar.

A decisão foi tomada após o colegiado também determinar a libertação de Mendherson Souza Lima, ex-assessor do senador Zezé Perrella (PMDB-MG), acusado de intermediar o recebimento de propina enviada pelo empresário Joesley Batista, da JBS




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sábado, 17 de junho de 2017

BOMBA: Jogo exclusivo de Janot. Interesses políticos e pessoais falam mais alto; SAIBA!

BOMBA: Jogo exclusivo de Janot. Interesses políticos e pessoais falam mais alto; SAIBA!
16 de junho de 2017
 

As mais recentes ações do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, muitas das quais controversas, revelaram que ele vinha trafegando numa linha tênue e perigosa que separava a boa e necessária liturgia jurídica de seus interesses pessoais e políticos. 

O que ISTOÉ traz agora em suas páginas indica que Janot pode ter ultrapassado e muito essa fronteira. Trata-se de duas ligações telefônicas, ainda sob sigilo judicial, interceptadas pela Polícia Federal, no âmbito da operação Lava Jato, obtidas com exclusividade pela reportagem de ISTOÉ. 

Na gravação, com pouco mais de 13 minutos de duração, a procuradora da República Caroline Maciel, chefe da PGR no Rio Grande do Norte, mantém uma conversa estarrecedora com o colega Ângelo Goulart. 

No diálogo, Caroline o alerta sobre os perigos de um eventual apoio dele a Raquel Dodge, candidata à sucessão do procurador-geral da República e tida como “inimiga” de Janot. 

De acordo com Caroline, “a tática de Janot é apavorar quem está do lado de Raquel”. 

Sete dias depois da conversa, ocorrida em 11 de maio deste ano, Ângelo teve sua prisão decretada pelo próprio Rodrigo Janot. 

“A conversa que rola é que você estaria ajudando Raquel. Estou te avisando porque parece que a guerra está num nível que eu não consigo nem imaginar porque eu não sou desse tipo de coisa. 

Inclusive, pelo que eu senti, a tática de Janot é apavorar quem estiver do lado de Raquel”, afirmou.

Outro trecho é ainda mais revelador sobre um possível – e impróprio – modus operandi na PGR. Guarda relação com as investidas da procuradoria-geral da República contra parlamentares. 

Deixa claro que as ações envolvendo políticos nem sempre estão assentadas, como deveriam, no estrito exame da lei.

 Sugerem que investigações podem estar contaminadas por ambições tão individuais quanto inconfessáveis. 

Em tom de desespero, devido ao clima beligerante instalado na procuradoria, Caroline afirma que, por ter franqueado apoio a Raquel Dodge, o presidente do DEM e senador José Agripino Maia (RN) entrou na alça de mira da Procuradoria-Geral da República. Segundo Caroline, outro procurador da Lava Jato compartilha da mesma apreensão. 

“É o seguinte. O Rodrigo (Rodrigo Telles de Souza, procurador da Lava Jato no STF) está muito preocupado porque ouviu (…) ele disse que se fala lá nessa história de (senador) José Agripino (DEM-RN) ter prometido apoio a Raquel. E querem de alguma forma agora lascar José Agripino. (…) Aí Rodrigo é um que está apavorado. 

‘É, estou com medo de acontecer alguma coisa, agora Janot vai partir pra cima e não sei o quê…’ Eu disse: Meu Deus do céu, ele tá apavorado, senti que ele está apavorado. Porque Rodrigo (Teles), coitado, ele não é ligado a ninguém”.

Os áudios são devastadores e tisnam a imagem do procurador-geral da República num momento crucial para a Lava Jato e de suma importância para o País, a três meses do encerramento do seu mandato. 

Mostram que Janot pode estar se movimentando ao sabor de suas conveniências particulares e políticas, o que coloca em suspeição não só as ações pretéritas do procurador-geral como as futuras. 

Não foram leves as últimas munições disparadas por Janot, como o controverso acordo com os donos da JBS, – celebrado no afogadilho e marcado pela condescendência com os delatores investigados – as prisões de Rodrigo Rocha Loures (PMDB-PR) e de Andrea Neves, irmã do senador  (PSDB-MG), e a própria denúncia contra o ex-presidente do PSDB. 

Como não é nada desprezível o arsenal que Janot vem preparando para breve. 

Nos próximos dias, ele deve denunciar o presidente da República, Michel Temer, por corrupção passiva e organização criminosa. 

A questão que se impõe agora, diante das revelações trazidas por ISTOÉ, é: terá o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, legitimidade para levar adiante ações de tamanha envergadura com potencial para influir não só na atual disposição das peças do tabuleiro do poder político, como na sucessão presidencial de 2018?
O alerta a Angelo Goulart

Em conversa mantida no dia 11 de maio deste ano com o procurador da República, Ângelo Goulart, a colega Caroline Maciel mostra grande preocupação com o eventual apoio dele a Raquel Dodge, arqui-inimiga e candidata à sucessão do procurador-geral da República, Rodrigo Janot. 


Segundo ela, Janot quer “destruir todo mundo nos arredores” e que sua “tática é apavorar quem está do lado de Raquel”. Sete dias depois da conversa, Ângelo teve sua prisão decretada.

Caroline Maciel – Eu soube da informação que (Rodrigo)Janot está pensando em ficar, em tentar permanecer, e quer destruir todo mundo nos arredores. A conversa que rola é que você estaria ajudando Raquel (Dodge, candidata à PGR e opositora de Rodrigo Janot).

Goulart – Eu?

Caroline Maciel– Estou te avisando porque parece que a guerra está num nível que eu não consigo nem imaginar porque eu não sou desse tipo de coisa.

Goulart – Mas da onde apareceu isso, gente? Nem contato com a Raquel eu tenho?

Caroline Maciel – Inclusive, pelo que eu senti, a tática de Janot é apavorar quem estiver do lado de Raquel. Claro que tem gente que nem liga. Mas tem gente que…

Caroline Maciel – Parece que o negócio tá…

Goulart – Incoerente. Ontem ele (Janot) pediu um favor para ver um negócio no TSE para ele (Goulart atuava na vice-procuradoria-geral eleitoral, com uma mesa de trabalho no TSE inclusive).

Assim como Agripino Maia, Temer também inclina-se por Raquel Dodge para substituir Janot. Ela é a candidata preferida não só de Temer, como de auxiliares do presidente – tudo o que o procurador- geral menos quer, como demonstram claramente os áudios. 

Se, como dizem as gravações, Agripino seria perseguido pela PGR por articular apoio à arqui-inimiga de Janot na procuradoria-geral, por que o mesmo não poderia estar acontecendo com outros políticos, o presidente da República incluído? Janot, nesse contex- to, pode ter declarado guerra aberta ao presidente Temer por sua inclinação a favor de Raquel. 

Em qualquer País sério do mundo, as deliberações de Janot seriam seriamente questionadas, para dizer o mínimo, por conter vícios de origem.

Que o envolviam. A prisão foi decretada pelo ministro Edson Fachin, relator da Lava Jato no STF, a pedido da Procuradoria-Geral da República. Fachin, a propósito, ainda deve explicações a respeito de um suposto jantar com a presença de Joesley e Ricardo Saud, executivo da JBS, durante sua campanha à vaga de ministro. A informação sobre os vazamentos de Goulart foi passada à PGR pelo próprio Joesley Batista em delação premiada. 

Na famosa conversa mantida entre Joesley e Temer, o empresário comunica ao presidente sobre a ‘compra’ de um procurador da República para ajudar os acionistas da holding com informações sobre as investigações em andamento. 

Segundo o dono da JBS, Goulart recebeu suborno para repassar informações sigilosas sobre a Operação Greenfield, que investiga corrupção, lavagem de dinheiro e fraudes em fundos de pensão de funcionários de estatais.

 Ocorre que, inicialmente, Joesley negou aos procuradores que o aliciamento ao procurador fosse para valer. Classificou-o como “blefe” e “bravata”. Dias depois, quando as negociações com a Procuradoria avançaram, ele resolveu mudar o depoimento e asseverou que, sim, a compra do informante era real. 

Diante das revelações trazidas à baila agora por ISTOÉ é licito indagar: o que pode ter provocado a reviravolta? Mais: o possível apoio de Goulart a Raquel Dodge pode ter sido determinante para a mudança de versão e a conseqüente prisão do procurador, uma vez que Joesley e a equipe de Janot estavam indiscutivelmente afinadas e interessadas em correr com uma delação “boa para ambas as partes”?

Clima de guerra

A julgar pelas palavras da procuradora Caroline Maciel, identificada na conversa como “Carol”, trata-se de um cenário plausível. 

Durante toda conversa, ela demonstra sua angústia em relação à guerra interna responsável por incendiar a PGR nos meses que antecedem a nova eleição ao cargo de procurador-geral da República, que terá novo ocupante em setembro. 

Desde março, as movimentações para a disputa vêm se intensificando e o clima se deteriorando na mesma proporção. 

O diálogo indica que a atmosfera na Procuradoria é de caça às bruxas, em que os procuradores têm medo de serem associados a algum candidato específico e sofrer retaliações após o resultado – um temor que deveria passar a léguas de distância de um órgão como o Ministério Público Federal, criado exatamente para denunciar abusos e atos criminosos contra a sociedade. 

“Esse negócio é muito ruim, esse ambiente”, lamenta Ângelo em dado momento do diálogo. A procuradora corrobora: “Muito ruim. Eu estou te falando porque eu adoro você. E vi seu nome virando pelos meios lá. Ficou tipo assim, como inimigo (de Janot). Eu não gosto dessas coisas não, Ângelo”. 

Ela volta ao tema ao dizer que “os ânimos estão muito piores do que se pensava. “Eu tô apavorada, que eu não gosto disso, não.”

Em tom de desespero, a procuradora Caroline Maciel conta como políticos entraram na alça de mira da PGR depois de apoiarem a adversária de Janot: “Querem de alguma forma lascar Agripino”

Quando o diálogo aconteceu, ainda não havia se encerrado o prazo de apresentação das candidaturas para a eleição pelo comando da PGR, o que só se concretizou no dia 24 de maio – 13 dias depois. 

Àquela altura, Janot ainda cogitava concorrer a um terceiro mandato consecutivo. Por isso, num trecho da conversa, Caroline fala numa “estratégia de guerra” para Janot se manter no cargo. 

“Tô te dizendo isso porque a coisa lá parece que vai ser pesada, pelo menos a estratégia de guerra, e tá se falando lá pelo gabinete que Janot vai tentar ficar só pra Raquel não ficar”, afirma ela, para logo em seguida reforçar. “Se você quiser apoiar que você quiser, você pode apoiar. Isso tem que ser uma coisa democrática. Meu Deus do céu. Mas parece que tá assim: se você está com um você é inimigo do outro. Ai, meu Deus, isso não existe para mim”. 

Procurada por ISTOÉ na quinta-feira 15, a procuradora-chefe da PGR no Rio Grande do Norte, Caroline Maciel, reiterou as afirmações extraídas do áudio. “Não estava defendendo nem a candidatura de Raquel nem de Janot”, quis deixar claro.

GOULART Depois de cooptado por Joesley, vazou para o delator dados das investigações

O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, acabou recuando da ideia de um novo mandato, principalmente depois do esgarçamento da relação com Temer, em consequência da divulgação do acordo de delação premiada com os irmãos Wesley e Joesley Batista, da J&F. 


Mesmo assim, Janot permanece empenhado, mais do que nunca, em evitar a ascensão de Raquel Dodge. Em 2015, ela obteve 402 votos dos colegas e ficou em terceiro lugar na preferência para ocupar o posto. 

A escolha dela pelo presidente da República pode representar o ponto final da era Janot na PGR. Concorrem contra ela, Nicolao Dino e Mário Bonsaglia (ver quadro), hoje os preferidos do procurador-geral. Janot receia sobretudo que Raquel, uma das responsáveis pela Operação Caixa de Pandora, contrarie interesses de seu grupo na procuradoria. 

Por “contrariar interesses” leia-se abrir uma série de investigações internas e instaurar processos administrativos capazes de colocar em xeque as ações de Janot – muitas das quais nadas republicanas, como indicam as gravações reveladas agora por ISTOÉ – à frente do órgão.

A procuradora da República Caroline Maciel diz a Angelo Goulart que, por ter prometido apoio a Raquel Dodge, o senador José Agripino Maia (RN), presidente do Dem, virou alvo da Procuradoria-geral da República. “querem de alguma forma agora lascar José agripino”, revelou ela.

Goulart – Olha, na boa, Carol, eu estou c. (palavrão) e andando para isso. Eu tenho consciência do que eu faço. Então, quer achar? Acha. Não fiz nada demais, nada demais.

Caroline Maciel – É o seguinte. O Rodrigo (Rodrigo Telles de Souza, outro procurador da Lava Jato no STF) está muito preocupado porque ouviu (…) ele disse que se fala lá nessa história de (senador) José Agripino (DEM- RN) ter prometido apoio a Raquel. E querem de alguma forma agora querem lascar José Agripino (Agripino responde a inquérito no STF e teve seus sigilos quebrados em apuração sobre suspeita de propina paga a ele pela OAS).

Goulart – Então, tô nem aí.

Caroline Maciel – Agora, Rodrigo (Teles), coitado, acho que estão fazendo aquela tática tipo assim: “Raquel vai destruir todo mundo”, sabe? Aí Rodrigo é um que está apavorado. “É, estou com medo de acontecer alguma coisa, agora Janot vai partir pra cima e não sei o quê…” Eu disse: Meu Deus do céu, ele tá apavorado, senti que ele está apavorado. Porque Rodrigo (Teles), coitado, ele não é ligado a ninguém.

Goulart – Mas isso aí… o que ele vai poder prejudicar? Vai prejudicar em que, cara?

Caroline Maciel – Não sei, sei lá. Enfim, fico apavorada com esses negócios. Mas estamos lá: seu santo nome em vão no meio e o meu também.

Goulart – O seu também?

Caroline Maciel – O meu também porque eu estou sendo acusada de ter intermediado o acordo de José Agripino com Raquel (Dodge) (risos) Coitada de mim. A única vez que tive com José Agripino fiquei foi me tremendo todinha com as coisas, porque eu não sou acostumada com esse negócio.

Caroline Maciel – Cacete… Então meu santo nome está lá, dizendo que eu estou intermediando o encontro de José Agripino com Raquel. Só que é óbvio que quem intermedeia esses encontros é Luciano Maia, que é primo dele.

A “estratégia de guerra” de Janot para permanecer na PGR Neste trecho da conversa, a procuradora da República Caroline maciel fala sobre o clima beligerante na PgR e o possível vale-tudo para que Rodrigo Janot permaneça no cargo por mais um mandato. “a coisa lá parece que vai ser pesada, pelo menos a estratégia de guerra … e tá se falando lá pelo gabinete que o Janot vai tentar ficar só pra Raquel não ficar”

Goulart – Esse negócio é muito ruim, esse ambiente.

Caroline Maciel – Muito ruim. Eu estou te falando, porque eu adoro você. E vi seu nome virando pelos meios lá. Ficou tipo assim como inimigo.

Goulart – É um jogo, cara, tá um clima horrível isso aí.
Caroline Maciel – É nesse jogo acaba que gente que não tem nada a ver pode se prejudicar, sabe?

Caroline Maciel – Eu tô te dizendo isso porque a coisa lá parece que vai ser pesada, pelo menos a estratégia de guerra e tá se falando lá pelo gabinete que o Janot vai tentar ficar só pra Raquel não ficar.

Raquel Dodge, a sucessora?

Na bolsa de apostas da sucessão de Rodrigo Janot na Procuradoria-Geral da República (PGR), Raquel Ferreira Elias Dodge está bem cotada. 

Em 2015, ela obteve 402 votos dos colegas e ficou em terceiro lugar na listra tríplice dos preferidos para ocupar o cargo de procurador-geral. 

Como Janot ficou em primeiro, ele foi o escolhido para continuar no cargo e teve seu nome aprovado no Senado. 

A eventual eleição de Raquel Dogde agora, seria o ponto final da era Rodrigo Janot na PGR, já que ela faz oposição aberta ao atual chefe do MPF

Conteúdo da REVISTA ISTOÉ


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sábado, 10 de junho de 2017

Janot reitera pedido de prisão de Aécio Neves

Janot reitera pedido de prisão de Aécio Neves
Procurador-geral da República também defendeu a permanência de Andrea Neves na cadeia
HÁ 19 HORAS 10/06/2017  POR NOTÍCIAS AO MINUTO

 
© Ueslei Marcelino / Reuters

O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, reiterou o pedido de prisão preventiva do senador afastado Aécio Neves (PSDB-MG) e manifestou-se pela manutenção da prisão de Andrea Neves da Cunha, Mendherson Souza Lima e Frederico Pacheco nesta sexta-feira (9). 

As informações são do portal do Ministério Público Federal (MPF).

Janot enviou ao Supremo Tribunal Federal (STF), nesta sexta-feira, documento para justificar a posição. 

Na manifestação, o PGR pede, no mínimo, a manutenção das medidas cautelares impostas a Aécio Neves e o envio dos recursos com a máxima urgência para apreciação do plenário do Supremo.

Os agravos questionam decisões que decretaram a prisão preventiva de Andrea Neves, Mendherson Souza e Frederico Pacheco e a decisão que fixou medidas cautelares diversas à prisão a Aécio Neves.

No documento, o procurador-geral destaca a abundância de provas materiais concretas e idôneas atribuídas aos presos associados a Aécio Neves, a alta gravidade do delito e o risco de repetição, o que torna a prisão preventiva imprescindível para a garantia da ordem pública. 

Segundo ele, "são muitos os precedentes do Supremo Tribunal Federal que chancelam o uso excepcional da prisão preventiva para impedir que o investigado, acusado ou sentenciado torne a praticar certos delitos enquanto responde a inquérito ou processo criminal, desde que haja prova concreta do risco correspondente."

Corrupção passiva e lavagem de dinheiro - A manifestação demonstra, com a transcrição de conversas entre os envolvidos, que há fortes indícios de que Andrea Neves, Frederico de Medeiros e Mendherson Souza Lima trabalham diretamente nos negócios escusos feitos pelo senador Aécio Neves. 

"Andrea Neves e Frederico de Medeiros trataram diretamente com Joesley Batista e Ricardo Saud, respectivamente, sobre a solicitação de propina no valor de R$ 2 milhões, ocorrida no ano em curso".

Andrea Neves é apontada como braço-direto do irmão nos esquemas de corrupção. 

"Ao revés do que busca fazer crer a sua defesa, as condutas imputadas a Andrea Neves encontram-se minuciosamente delimitadas na inicial acusatória no tocante ao delito de corrupção passiva, bem assim quanto ao seu envolvimento nos demais a crimes a serem objetos de novas apurações, havendo provas contundentes de seu papel de protagonismo na defesa do interesses criminosos dos seu irmão, o Senador Aécio Neves", diz texto de Janot.

Janot destaca que, de acordo com gravações ambientais e interceptações telefônicas autorizadas pelo ministro Edson Fachin, Aécio Neves "vem adotando, constante e reiteradamente, estratégias de obstrução de investigações da Operação Lava Jato, seja por meio de alterações legislativas para anistiar ilícitos ou restringir apurações, seja mediante interferência indevida nos trabalhos da Polícia Federal, seja através da criação de obstáculos a acordos de colaboração premiada relacionados ao caso".


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sexta-feira, 2 de junho de 2017

PGR denuncia Aécio Neves ao STF por corrupção passiva e obstrução de Justiça

PGR denuncia Aécio Neves ao STF por corrupção passiva e obstrução de Justiça
Também foram denunciados, mas somente por corrupção passiva, a irmã e o primo do senador do PSDB-MG, e um ex-assessor do senador Zeze Perrella (PMDB-MG). Os três estão presos.

Por Mariana Oliveira e Vladimir Netto, TV Globo, Brasília
02/06/2017 17h49  Atualizado há 1 hora
 O senador afastado Aécio Neves (PSDB-MG) (Foto: Fabio Pozzebom/Agência Brasil)
O senador afastado Aécio Neves (PSDB-MG) (Foto: Fabio 
Pozzebom/Agência Brasil)

procurador-geral da República, Rodrigo Janot, denunciou nesta sexta-feira (2) ao Supremo Tribunal Federal (STF) o senador Aécio Neves (PSDB) pelos crimes de corrupção passiva e obstrução da Justiça (leia a íntegra da denúncia).

Janot pediu, ainda, "a decretação da perda da função pública para os condenados detentores de cargo, emprego público ou mandato eletivo, principalmente por terem agido com violação de seus deveres para com o Estado e a sociedade."

Também foram denunciados, mas somente por corrupção passiva, a irmã de Aécio, Andrea Neves; o primo, Frederico Pacheco; e o ex-assessor parlamentar do senador Zezé Perrela (PMDB-MG) Mendherson Souza Lima.

Na denúncia, Janot pede que Aécio e Andrea Neves sejam condenados a pagar R$ 6 milhões a título de reparação por danos morais decorrentes de corrupção (R$ 4 milhões) e reparação por danos materiais (R$ 2 milhões) causados pelas condutas deles.

>> Leia ao final desta reportagem as versões dos denunciados
A denúncia é baseada nas investigações da Operação Patmos, em razão da qual Aécio foi afastado do mandato parlamentar, e Andrea Neves, Pacheco e Souza Lima foram presos. Eles foram citados nas delações premiadas de executivos da JBS. O senador se diz "vítima de uma armação".

Um dos elementos da investigação é uma gravação do empresário Joesley Batista, dono da empresa JBS, que registrou com um gravador escondido uma conversa entre ele e o senador.

No diálogo, Aécio pede ao empresário R$ 2 milhões a fim de pagar um advogado para defendê-lo na Operação Lava Jato.

A Polícia Federal filmou, com autorização do STF, a entrega por Ricardo Saud, diretor da JBS, de uma parcela de R$ 500 mil ao primo de Aécio, Frederico Pacheco, que posteriormente repassou o dinheiro a Mendherson de Souza Lima, assessor do senador Zeze Perrella (PMDB-MG). 

Pacheco e Souza Lima foram presos na Operação Patmos.

A denúncia contra Aécio Neves será analisada pelo relator do caso, ministro Marco Aurélio Mello, que vai notificar os acusados a apresentarem defesa. Depois, em prazo não definido, levará o caso à Primeira Turma do STF, que decidirá se Aécio vira réu pela acusação.

Aécio é alvo de oito inquéritos no Supremo. 

Um deles é a investigação aberta a partir da delação dos executivos e donos da JBS, na qual o senador foi denunciado.

Há outros cinco inquéritos abertos para investigá-lo a partir das delações dos executivos e ex-executivos da empreiteira Odebrecht, todos no âmbito da Operação Lava Jato, e mais dois instaurados a partir das delações do senador cassado Delcídio do Amaral, que estão sob relatoria do ministro Gilmar Mendes.

Versões

Desde que foi afastado do mandato parlamentar, Aécio Neves tem divulgado notas à imprensa e vídeos na internet para rebater as acusações dos delatores da JBS.

Nesta sexta, a assessoria do senador afastado divulgou a seguinte nota:

"A defesa do senador Aécio Neves recebe com surpresa a notícia de que, na data de hoje, foi oferecida denúncia contra ele em relação aos fatos envolvendo o Sr. Joesley Batista. Diversas diligências de fundamental importância não foram realizadas, como a oitiva do senador e a perícia nas gravações. 

Assim, a defesa lamenta o açodamento no oferecimento da denúncia e aguarda ter acesso ao seu teor para que possa demonstrar a correção da conduta do senador Aécio Neves e de seus familiares."

A nota é assinada pelo advogado Alberto Zacharias Toron.

Anteriormente, o tucano também já disse que irá provar o "absurdo dessas acusações" e o "equívoco das medidas" contra ele. Aécio também já afirmou que buscará resgatar "a honra e a dignidade" que ele diz ter.

"O tempo permitirá aos brasileiros conhecer a verdade dos fatos e fazer ao final um julgamento justo", afirmou Aécio em uma nota.

Em um vídeo publicado no Facebook, o senador afastado se disse "vítima de armação" e acrescentou:

"Nessa história, os criminosos não sou eu nem meus familiares. 

Os criminosos são aqueles que se enriqueceram às custas do dinheiro público e que agora, nesse instante, lá no exterior, zombam dos brasileiros com os inacreditáveis benefícios que obtiveram. 

Eles, sim, têm que voltar ao Brasil e responder à Justiça pelos muitos crimes que cometeram."

Depois de elaborar um relatório, Marco Aurélio dará prazo para manifestação da defesa e submeterá o caso ao conjunto dos cinco ministros da 1ª Turma do STF, que decidirá se o senador será transformado em réu de ação penal.ansformado em réu de ação penal.

Demais denunciados

A defesa de Mendherson Souza Lima informou que só agora ficou sabendo que o MPF formalizou a acusação contra o Mendherson, Aécio e os outros. Mas só vai se pronunciar após ter conhecimento formal da acusação.

O advogado de Frederico Pacheco, Ricardo Ferreira de Melo, afirma que a defesa não teve acesso à denúncia. Por desconhecer os termos, neste momento a defesa não tem como se manifestar. Quando tiverem acesso ao documento, vão se manifestar.



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quarta-feira, 31 de maio de 2017

63,7% DOS BRASILEIROS ESPERAM A PRISÃO DE AÉCIO

63,7% DOS BRASILEIROS ESPERAM A PRISÃO DE AÉCIO

 Foto: Daniel Ferreira

O levantamento do Instituto Paraná Pesquisas, que aponta o desejo de 90,6% dos brasileiros por diretas-já e a liderança do ex-presidente Lula nas pesquisas, também traz um dado alarmante para o senador afastado Aécio Neves (PMDB-MG), o derrotado que liderou o golpe dos corruptos e se tornou o principal responsável pela catástrofe nacional; segundo a pesquisa, nada menos que 63,7% dos brasileiros esperam a prisão do político tucano, que tem um pedido de prisão ainda não julgado pelo Supremo Tribunal Federal; grampos da Polícia Federal apontam os esforços de Aécio para sabotar a Lava Jato e também revelaram um pagamento de propina de R$ 2 milhões da JBS a seus familiares, que estão presos em Minas Gerais; em relação a Michel Temer, investigado por corrupção, obstrução judicial e organização criminosa, 46,45% dos brasileiros esperam sua prisão

31 DE MAIO DE 2017 ÀS 09:31

247 – Além de revelar que 90,6% querem diretas-já (leia aqui) e que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva lidera a sucessão presidencial (leia aqui), o levantamento do Instituto Paraná Pesquisas, também traz um dado alarmante para o senador afastado Aécio Neves (PMDB-MG). Nada menos que 63,7% dos brasileiros esperam sua prisão.

Aécio, o derrotado que liderou o golpe dos corruptos contra a democracia brasileira, se tornou o principal responsável pela catástrofe nacional. 

Primeiro, ele se aliou a Eduardo Cunha, condenado a 15 anos de prisão, para sabotar o governo da presidente Dilma Rousseff. 

Depois, ocupou o governo de Michel Temer, que produziu a maior depressão econômica da história do País.

Os grampos da Polícia Federal apontam os esforços de Aécio para sabotar a Lava Jato e também revelaram um pagamento de propina de R$ 2 milhões da JBS a seus familiares, a irmã Andrea e o primo Fred, que estão presos em Minas Gerais. 

Ainda há um pedido de prisão contra Aécio, que não foi julgado pelo Supremo Tribunal Federal.

Em relação a Michel Temer, investigado por corrupção, obstrução judicial e organização criminosa, 46,45% dos brasileiros esperam sua prisão, também segundo a Paraná Pesquisas.


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