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sexta-feira, 22 de dezembro de 2017

Coreia do Norte: Reino Unido age como 'servo' dos EUA, que serão alvo dos canhões do Norte

Coreia do Norte: Reino Unido age como 'servo' dos EUA, que serão alvo dos canhões do Norte
ÁSIA E OCEANIA  02:10 23.12.2017
 Desfile militar na Coreia do Norte
© Sputnik/ Iliya Pitalev

A Coreia do Norte voltou a subir o tom da sua retórica contra o Ocidente na última sexta-feira, quando acusou o ministro da Defesa britânico, Gavin Williamson, de fazer comentários "imprudentes" sobre seu programa de armas nucleares.

De acordo com Pyongyang, ao contrário do que disse o oficial do Reino Unido, o avanço nuclear da nação não representa qualquer ameaça a menos que seus interesses fossem prejudicados.

"Nossa força nuclear não representaria qualquer ameaça para qualquer país e região, desde que os interesses da RPDC [Coreia do Norte] não sejam violados", disse um porta-voz norte-coreano em uma declaração à Agência Central de Notícias da Coreia do Norte (KCNA).

A mesma fonte da Coreia do Norte aproveitou para alfinetar os britânicos que, pela figura de Williamson, afirmaram que os programas nucleares e de mísseis do Norte são uma "ameaça maciça" e "um perigo real" para a Grã-Bretanha, prometendo intensificar os esforços para enfrentar a ameaça.

"No entanto, o secretário da Defesa britânico está chorando que nossa força nuclear está posando uma ameaça ao Reino Unido. 

Isso não pode ser explicado de outra maneira senão como um ato servil da Grã-Bretanha para dar uma boa impressão aos EUA", completou o porta-voz de Pyongyang.

Na mesma oportunidade, a Coreia do Norte não perdeu a chance de emitir um novo alerta aos Estados Unidos. 

Diante do novo plano estratégico de segurança nacional – no qual o presidente Donald Trump prometeu responder com uma "força esmagadora" às ameaças nucleares e de mísseis norte-coreanos –, 
o governo de Kim Jong-un reagiu.

O Ministério de Relações Exteriores da Coreia do Norte condenou o relatório, chamando-o de um documento cheio da natureza criminal de Trump.

"O relatório revela abertamente as aspirações de Washington de nos atacar", disse um porta-voz do ministério, citado pela KCNA.

"À medida que os EUA estabelecem sua política diplomática e de segurança nos esmagando militarmente e apontando publicamente uma espada para nós, faremos com que os EUA lamentem amargamente sua estratégia com nossos canhões", acrescentou a mesma fonte.


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segunda-feira, 27 de fevereiro de 2017

Ex-primeiro-ministro britânico diz que governo engana o povo com otimismo quanto ao Brexit

Ex primeiro-ministro britânico diz 
que governo engana o povo com 
otimismo quanto ao Brexit
23:51 27.02.2017  
Bandeiras da Grã-Bretanha e da União Europeia
© AFP 2016/ Daniel Leal-Olivas

O governo da primeira-ministra britânica, Theresa May, está enganando o povo britânico quanto ao futuro do país no pós-Brexit, oferecendo-lhes uma visão mais otimista do que a realidade, disse John Major, que atuou no mesmo cargo entre 1990 e 1997.

Major acrescentou que a Grã-Bretanha poderia crescer "muito mais dependente" dos Estados Unidos depois de sair da União Europeia.

"Tenho observado com crescente preocupação como o povo britânico tem sido levado a esperar um futuro que parece ser irreal e excessivamente otimista… Os obstáculos são ignorados sem suas consequência, enquanto as oportunidades são infladas para além de qualquer expectativa razoável de entrega", disse ele, citado pela emissora BBC.

Em 8 de fevereiro, uma pesquisa YouGov mostrou que mais de 30 por cento dos cidadãos do Reino Unido atribuiu mais importância ao papel do Reino Unido nas relações com a União Europeia, em comparação com a importância da UE para o seu Estado. 

Segundo a mesma pesquisa, a maioria dos britânicos, ou 51%, espera que o Reino Unido e a União Europeia sejam parceiros iguais durante as negociações sobre os termos da Brexit.

A primeira-ministra do Reino Unido, Theresa May, deverá ativar em breve o Artigo 50 do Tratado de Lisboa, iniciando assim as negociações sobre a saída da União Européia em março.