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domingo, 30 de outubro de 2016

Mídia: OTAN está intensificando preparativos para a guerra com a Rússia

Mídia: OTAN está intensificando preparativos para a guerra com a Rússia
 MUNDO 12:14 30.10.2016(atualizado 12:18 30.10.2016)
Forças Aéreas da OTAN, paraquedistas

© flickr.com/ Exército dos EUA

A decisão de enviar tropas adicionais ao Leste da Europa mostrou que a aliança prepara o reforço mais ambicioso das forças armadas na Europa desde os tempos da Guerra Fria, escreve a edição norueguesa Steigan blogger. 

Os países-membros da OTAN vão colocar 4 mil de soldados perto das fronteiras russas, aos quais, em caso de emergência se juntarão as forças de reação rápida, que contam com 40 mil homens, escreve o autor do artigo.

Com o apoio de unidades da França e Dinamarca, o Reino Unido enviará para a Estônia 800 soldados completamente equipados. Além disso, pela primeira vez desde a queda do regime nazista, a Alemanha também se comprometeu a enviar forças militares à fronteira com a Rússia. 

Simultaneamente, foi tomada a decisão sobre a instalação de 330 soldados dos EUA na Noruega, país que nunca participou em eventos deste tipo, mesmo em momentos mais tensos da Guerra Fria.
Cúpula da OTAN em Varsóvia
© SPUTNIK/ ALEXEY VITVITSKY
OTAN desmente 5 'mitos' sobre a Aliança


As autoridades da aliança não se cansam de repetir que "o ataque a qualquer membro da aliança será considerado como um ataque contra todos os aliados". No entanto, não fica claro de que tipo de "ataque" se trata.

Não há absolutamente nenhum sinal de que a Rússia se esteja preparando para um confronto armado com algum país vizinho. 

Como resultado, as "medidas de defesa" se transformam em escalada por parte da OTAN, que acaba fomentando a guerra e desestabilizando a Europa, observa o autor do artigo. No entanto, há aqueles para quem esta mobilização de forças contra o "inimigo" pode ser benéfico. 

Os militares estimulam a indústria militar e isto é um meio eficaz de conter os ânimos de oposição dentro dos países. Em uma situação em que a Europa está atolada em numerosos problemas econômicos e políticos, os planos da OTAN vêm mesmo a calhar, conclui edição norueguesa Steigan blogger.

Mostrar mais: https://br.sputniknews.com/mundo/201610306679868-otan-quer-guerra-russia/

domingo, 16 de outubro de 2016

Militares russos farão inspeção sobre território dos EUA

Militares russos farão inspeção sobre território dos EUA
MUNDO 22:08 16.10.2016(atualizado 22:09 16.10.2016)
Tupolev Tu-154M/LK-1 Yuri A Gagarin Cosmonaut Training Centre in Lisbon
Inspetores militares russos farão um voo de observação sobre o território dos EUA a bordo do avião de reconhecimento Tu-154M LK-1, no âmbito do Tratado de Céus Abertos, informou hoje (16) o chefe do Centro Nacional de Redução da Ameaça Nuclear da Rússia, Sergei Ryzhkov.
“O voo de observação será realizado no período entre 17 e 22 de outubro de 2016, a partir da base aérea de Travis (estado de Califórnia). A distância máxima do voo será de 4250 quilômetros” – declarou Ryzhkov. Esta será a 36ª missão de observação da Rússia sobre territórios dos países-membros do Tratado de Céus Abertos em 2016, acrescentou.
Autoridades dos EUA demonstraram grande preocupação com os planos da Rússia de melhorar suas capacidades tecnológicas de observação utilizadas no âmbito do Tratado de Céus Abertos
© FOTO: AVSIM.SU
EUA: Rússia está cooperando no Tratado de Céus Abertos
Ryzhkov disse ainda que, no mesmo período, uma missão conjunta dos EUA, Canadá e Hungria farão um voo de observação sobre a Rússia.

O Tratado de Céus Abertos foi assinado em março de 1992 e tornou-se uma das principais medidas de construção da confiança internacional na Europa pós-Guerra Fria. O documento entrou em vigor em 1º de janeiro de 2002 e atualmente conta com 34 Estados membros, incluindo a maioria dos países da OTAN, bem como a Rússia, que ratificou o documento em 26 de maio de 2001.

FONTE: https://br.sputniknews.com/mundo/201610166567400-russia-voo-observacao-eua/


terça-feira, 11 de outubro de 2016

Tensão entre Rússia e EUA é "hoje mais perigosa" do que a Guerra Fria

Tensão entre Rússia e EUA é "hoje mais perigosa" do que a Guerra Fria
10 DE OUTUBRO DE 201600:38
Ana Meireles

Vladimir Putin e Barack Obama encontaram-se pela última vez a 
5 de setembro, à margem da cimeira do G20, que se realizou em
 Hangzhou, na China | EPA/ALEXEI DRUZHININ/SPUTNIK/
KREMLIN POOL

Moscovo põe mísseis no enclave de Kaliningrado para provocar a NATO. Washington acusa Kremlin por ciberataque
"É uma falácia pensar que isto é como a Guerra Fria. Os dias de hoje são diferentes e mais perigosos". O aviso foi feito no sábado pelo ministro dos Negócios Estrangeiros alemão. Frank-Walter Steinmeier, em declarações ao Bild, falava sobre a crescente tensão nas relações entre Estados Unidos e Rússia - e que conheceram novos desenvolvimentos este fim de semana -, citando as diferenças sobre a Ucrânia, a guerra cibernética e a Síria. "As razões para o conflito entre Rússia e Estados Unidos estão a aumentar. Parece que o remanescente da confiança mútua foi esgotado. Se isto continua, iremos voltar aos tempos do confronto das duas superpotências", afirmou ainda o chefe da diplomacia de Berlim.
O mais recente sinal desta crescente tensão entre Moscovo e Washington foi dado ontem pelo ministro dos Negócios Estrangeiros russo. "Estamos a testemunhar uma mudança fundamental de circunstâncias no que diz respeito à agressiva russofobia que agora reside no centro da política dos Estados Unidos em relação à Rússia", disse ontem Serguei Lavrov à televisão estatal russa. "Não é apenas uma russofobia retórica, mas medidas agressivas que realmente prejudicam os nossos interesses nacionais e representam uma ameaça à nossa segurança", acrescentou.
O líder da diplomacia de Moscovo desfiou ainda uma lista de queixas da Rússia contra os EUA que, disse, contribuíram para o ambiente de desconfiança entre os dois países. Serguei Lavrov queixou-se de a NATO estar a instalar infraestruturas militares para junto das fronteiras russas e atacou o Ocidente pelas sanções por causa da Ucrânia.
O ministro disse ainda ter ouvido que alguns políticos em Washington estavam a sugerir que Barack Obama poderia aprovar o bombardeamento de bases aéreas militares do governo sírio para alojar aviões norte-americanos. "Este é um jogo muito perigoso tendo em conta que a Rússia, estando na Síria a convite do governo legítimo do país e tendo duas bases lá, ter sistemas de defesa aérea para proteger os seus ativos", avisou Lavrov, acrescentando esperar que o presidente norte-americano não aceite aquele cenário.
No dia 4, a Rússia mobilizou uma bateria de mísseis antiaéreos S-300 para a Síria, com o objetivo de defender a sua base naval no porto de Tartus, no mar Mediterrâneo. Medida anunciada um dia depois de os Estados Unidos terem suspendido a cooperação com a Rússia para tentar encontrar uma solução para o conflito sírio.
A situação na Síria teve no sábado mais um revés, com Moscovo a vetar no Conselho de Segurança da ONU uma resolução apresentada pela França e que pretendia acabar com os bombardeamentos sobre a cidade de Aleppo. Um texto alternativo apresentado pela Rússia - que apelava ao fim do conflito, mas sem pedir especificamente o fim dos ataques em Aleppo - foi igualmente chumbado. EUA apoiaram a proposta francesa e vetaram a russa.
Atos pouco amigáveis
A Rússia suspendeu no início do mês um tratado com os Estados Unidos sobre a reciclagem de plutónio utilizado em armas nucleares, em resposta ao que Moscovo chamou de "atos pouco amigáveis" de Washington. "O tratado foi acertado quando as relações estavam normais, civilizadas, quando ninguém estava a tentar interferir nos assuntos internos do outro. Esta é a mudança fundamental das circunstâncias", explicou.
Outro sinal da mudança de atitude da Rússia é a possibilidade dereativarem as suas bases militares em Cuba e no Vietname, que serviram como pivôs do poder militar soviético durante a Guerra Fria e desativadas no início do século. Possibilidade deixada em aberto pelo ministro adjunto da Defesa, Nikolai Pankov, citado esta sexta-feira pelas agências de notícias russas.
O que a Rússia já fez foi enviar mísseis Isklander, de capacidade nuclear, para o enclave de Kaliningrado, que faz fronteira com a Lituânia e a Polónia. No entanto, o Ministério da Defesa russo garante que trata-se apenas de exercícios de rotina, mas que poderá ser também um gesto para mostrar o desagrado da Rússia em relação à NATO.
Autorizado por altos funcionários
Os EUA, por seu turno, acusaram oficialmente a Rússia por ataques informáticos recentes contra pessoas e instituições norte-americanas com o objetivo de interferir nas presidenciais de 8 de novembro.
Num comunicado conjunto, divulgado na sexta-feira, o Departamento de Segurança Interna e o diretor de todos os serviços secretos dos Estados Unidos dizem ter a certeza de que "o governo russo dirigiu" recentemente vários ataques informáticos e que "tendo em conta o alcance e a sensibilidade", "só altos funcionários da Rússia poderiam ter autorizado estas atividades".
Em julho, Hillary Clinton acusou a Rússia do ataque informático ao Partido Democrata, que levou à divulgação de 20 mil emails pelo WikiLeaks. "A Rússia nunca fez uma coisa dessas a nível estatal", afirmou, na altura, Vladimir Putin.

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quinta-feira, 18 de agosto de 2016

Afinal, estamos sozinhos ou não? Veja alguns casos de avistamento de OVNIS revelados recentemente pela CIA

Afinal, estamos sozinhos ou não? Veja alguns casos de avistamento de OVNIS revelados recentemente pela CIA
 OVNIs
Novas histórias da aclamada série sobre casos extraterrestres Arquivo X já estão indo ao ar nos EUA. Mas o que a maioria dos fãs não sabe é que as histórias da vida real sobre a suposta vida alienígena em seus OVNIS visitando nosso planeta seriam suficientes para que os agentes Mulder e Scully passassem a vida inteira investigando.
Na onda dos novos episódios, a Agência Central de Inteligência (CIA) estadunidense divulgou um verdadeiro tesouro de documentos previamente proibidos sobre diversos objetos voadores não identificados da vida real.

Não surpreendentemente, muitos destes avistamentos de OVNIs aconteceram no início da década de 1950. A corrida espacial estava no auge, os medos da Guerra Fria tinham chegado a um passo da loucura, e filmes de ficção científica catapultaram representações não muito convincentes de alienígenas e suas máquinas voadoras na consciência popular. Em 1953, a UFO mania tinha alcançado níveis tão elevados que a CIA colocou uma equipe de consultores científicos para investigar todos os relatórios e avaliar o “Problema dos Objetos Voadores Não Identificados”, de acordo com um memorando divulgado pela agência 1953.
Embora a maioria destes encontros fossem provavelmente formações estranhas de nuvens, relâmpagos ou mesmo testes de mísseis em vez de pequenos homens verdes, eles ainda inspiraram inúmeras teorias da conspiração. Confira alguns dos mais misteriosos arquivos X da CIA:
A frigideira voadora na Alemanha Ocidental
Em 1952, Oscar Linke, ex-prefeito de 48 anos de idade de Gleimershausen, na Alemanha, e sua filha Gabriella, de 11 anos, estavam viajando para casa, quando o pneu do carro estourou perto da cidade de Hasselbach. Sua filha notou algo à distância, que inicialmente pensou que fosse um veado.
Quando Linke chegou mais perto, no entanto, ele viu dois homens olhando para o que parecia ser uma frigideira grande, entre 13 a 15 metros de diâmetro. Em torno das bordas estavam duas fileiras de furos, cada um com cerca de 30 cm de diâmetro, além de uma torre cônica grande, com cerca de 3 metros de altura, que aparecia na parte superior do objeto.
Quando sua filha o chamou de volta, ela surpreendeu os dois homens, que imediatamente pularam para dentro da misteriosa frigideira, de acordo com o relatório da CIA.
Um dos homens, de acordo com Linke, tinha uma protuberância redonda em seu peito que brilhava verde e depois vermelho. Enquanto ele estava assistindo, a estrutura cônica caiu para o chão, o disco começou a subir no ar e sua borda foi cercada com chamas a partir de baixo. Em seguida, ela virou-se horizontalmente e saiu por cima das árvores, desaparecendo na distância.
“Eu teria pensado que tanto a minha filha quanto eu estávamos sonhando, se não fosse pelo seguinte elemento envolvido: quando o objeto tinha desaparecido, eu fui para o lugar onde ele estava e encontrei uma abertura circular no chão, e era evidente que ela tinha sido recém cavada. Tinha exatamente a mesma forma que a torre cônica”, Linke testemunhou a um juiz da Alemanha Ocidental na época.

Linke, que havia recentemente escapado da Alemanha Oriental, alegou que nunca tinha ouvido falar de OVNIS quando estava na Zona Soviética. Ele estava convencido de que a máquina voadora era um aparelho militar soviético. Outras pessoas na área relataram ter visto o que parecia ser um cometa no momento.
Pesquisas em minas de urânio?
Nesse mesmo ano, 1952, no que era então o Congo Belga (atual República Democrática do Congo), dois discos de fogo foram vistos pairando sobre as minas de urânio no distrito de Elisabethville, de acordo com uma reportagem do jornal local Die Presse.
“Os discos deslizaram em curvas elegantes e mudaram suas posições muitas vezes, de modo que a partir de baixo, eles às vezes pareciam como placas, objetos ovais e simplesmente linhas no céu”, dizia o artigo.
De acordo com o texto, o comandante Pierre, que trabalhou no aeródromo de Elisabethville, perseguiu os dois discos voadores em um avião de combate, mas desistiu após 15 minutos. Ele disse que estimou que os discos estavam voando a 1.500 km/h. O disco zuniu e desapareceu ao longo do lago Tanganyika.
De acordo com Pierre, os discos eram de metal, tinham cor de alumínio e entre 12 a 15 metros de diâmetro, além de um botão central, que parecia ficar absolutamente imóvel conforme o disco exterior rodava em velocidades tremendas. A circunferência externa era “velada em fogo”, segundo o relatório. Como aquele na Alemanha Ocidental, este parecia capaz de voar tanto vertical como horizontalmente, e muitas vezes pairava alguns metros acima da copa das árvores. O piloto achou que era pouco provável que a máquina misteriosa fosse tripulada, uma vez que o movimento errático do disco e o calor elevado não permitiria que alguém ficasse lá dentro.
Embora Pierre tenha sido considerado como um oficial de confiança, ninguém confirmou seu avistamento. Baseada em seu relatório, no entanto, a CIA elaborou um esboço das dimensões da suposta nave e de seus potenciais princípios operacionais.
Rastro de fumaça sobre Barcelona
1952 foi um ano movimentado para os avistamentos não identificados de objetos estranhos.
Várias pessoas relataram ter visto objetos rápidos como relâmpagos riscando o céu sobre o Norte da África e da Espanha. O repórter Valentín García, por exemplo, notou um rastro de fumaça vindo de um estranho objeto voador parecido com um foguete perto de Barcelona. Depois que ele fez um relato sobre o ocorrido, seu escritório foi inundado com telefonemas sobre o objeto enigmático, e um de seus amigos capturou uma foto do rastro de fumaça, informou García.
Nesse mesmo ano, as pessoas em Sousse, Tunísia, relataram ter visto “um objeto voador viajando a uma velocidade estonteante de oeste para leste emitindo uma luz verde pálida”.

E no Marrocos, testemunhas relataram um disco voador voando silenciosamente através do céu. Em comparação, os voos dos aviões de caça T-33 nas proximidades pareciam lentos. O objeto traçou uma parábola no céu, fez uma pausa, e então partiu em velocidade em direção a uma cidade no sul.
A CIA não liberou os documentos para mostrar exatamente como todas essas investigações de OVNIS foram resolvidas, mas outros documentos sugerem que a maioria parece ser apenas uma pegadinha ou objetos identificados incorretamente.
Em um relatório de 1953 por um painel consultivo científico com a finalidade de investigar OVNIS, funcionários da agência observaram que “os membros do Painel ficaram impressionados com a falta de dados confiáveis ​​na grande maioria das histórias de casos”.
Em geral, os investigadores especialistas descobriram explicações razoáveis ​​para os avistamentos. Em poucos casos, o painel concluiu que um processo de indução sugeria que relatórios semelhantes poderiam ser improcedentes. [Live Science]


segunda-feira, 15 de agosto de 2016

CHINA OFERECE ABERTAMENTE À RÚSSIA UMA ALIANÇA MILITAR CONTRA A OTAN

CHINA OFERECE ABERTAMENTE À RÚSSIA UMA ALIANÇA MILITAR CONTRA A OTAN.
12 de agosto de 2016  Atualizado em 14/08/2016
 

“Está tudo acabado para a nova ordem mundial. Em dez anos, a chave para a nova ordem mundial será a união da Rússia e da China” – Presidente Xi Jinping.
01 de julho, a China marcou uma data importante em 1º de julho. Foi o 95º aniversário da fundação do Partido Comunista Chinês. O Presidente Xi Jinping abordou a reunião solene dedicada a este evento. Além dos louvores de “Viva!” (E merecidamente, uma vez que o Partido Comunista Chines CCP tem muito a se orgulhar) houve o discurso do presidente Xi, que foi curto, mas muito importante.
“O mundo está à beira de uma mudança radical. Vemos como a União Europeia está gradualmente entrando em colapso, como está a economia dos EUA… Está tudo acabado para a nova ordem mundial. Assim, ele nunca mais será como era antes, em 10 anos teremos uma nova ordem mundial na qual a chave será a união de China e Rússia”.
Na verdade, o presidente Xi convida a liderança russa para dar o próximo passo. E ir de uma aliança econômica e política para uma aliança político-militar, capaz não só de suportar os desafios do futuro, mas também de assumir a liderança no caso do colapso da ordem mundial existente.
É notável como delicadamente a parte chinesa faz uma oferta séria para a Rússia. Afinal de contas, pouco antes da celebração do Jubileu do CCP, uma delegação russa substancial liderada pelo presidente Putin chegou a visitar a China.
Houve negociações, e foram celebrados acordos-quadro e contratos reais. Mas as propostas mais importantes foram feitas pelo presidente da China na grande reunião do partido no poder da China, ao ressaltar que o lado russo não está sob nenhuma pressão e ninguém exige uma resposta imediata em um assunto tão importante.
“Estamos vendo agora as ações agressivas por parte dos Estados Unidos, sobre a Rússia e a China. Eu acredito que a Rússia e a China poderiam criar uma aliança para o qual a OTAN será impotente e que irá pôr fim aos desejos imperialistas do Ocidente.”
Este é um convite em texto simples, sem qualquer ambiguidade da expressão asiática “o barulho do meu riso sacode o Céu e a Terra”, que você entenda como quiser.
O Presidente Xi não se aventurou a prever como Putin irá tratar esta proposta, mas a forma com a qual o presidente Xi fez a proposta, parece-me, com suas especificidades, não deixa brechas para respostas em talvez-encorajado estilo.
É surpreendente que só recentemente a liderança chinesa e o presidente russo tenham dito seus países não têm a intenção de permitir que quaisquer unidades militares venham sobre eles, nem têm a intenção de ser amigos contra países terceiros. Mas, como se vê, o mundo está mudando drasticamente, e a questão da oportuna conclusão de uma aliança é bastante aguda, agora a liderança da China toma a iniciativa.
É claro, a China é um parceiro difícil, e, no passado, existe um monte de páginas negras. Mas agora, com toda a evidência, deve ser registrada: A China está pronta para ir ombro a ombro em caso de eventuais complicações militares e políticas entre a Rússia e o Ocidente.
Houve um tempo, em que a URSS realmente carecer de uma tal proposta. No confronto dos blocos militares da Guerra Fria, a China ganhou força por trás da URSS e ocupava uma atitude de espera, como no ditado “um urso e um tigre estão lutando e os macacos espertos observa de uma árvore e espera, até que ambos tornem-se fracos”. Mas isso não aconteceu.
 

A partir da esquerda: LM Kaganovich, presidente Mao Tse-tung, NA Bulganin, Joseph Stalin, Walter Ulbricht, J Tsedenbal, NS Khrushchev e I Koenig (Getty)
O que aconteceu foi que no início de 1970, Henry Kissinger foi em uma missão secreta para a China, e jogando com as contradições do CCP com os “revisionistas soviéticos”, concordou em uma convergência com Mao e Zhou Enlai. As relações da URSS e da Repúblia Popular da China na época foram afetadas pelo conflito fronteiriço sino-soviético sobre Zhenbao Island (Damanskiy Island) nas proximidades do Lago Zhalanashkol e uma razão aparente para a superação imediata da crise ainda não havia surgido, e os americanos não demoraram para tirar proveito.
 

Presidente Mao Tse-tung, à esquerda, congratula-se com o presidente americano Richard Nixon em sua casa em Pequim (AFP)
Como resultado, a China tornou-se um bom apêndice à pressão ocidental sobre a União Soviética e nosso país foi forçado a responder, criando um poderoso agrupamento militar na região do Trans-Baikal e no Extremo Oriente, e os gastos com a defesa (de acordo com Valentin Falin, um político soviético proeminente) atingiu 24% do PIB.
Os resultados deste longo conflito são bem conhecidos. O aquecimento das relações entre a URSS e a China, que começou em 1985, não ajudou a União Soviética porque capitulares chefiados por Gorbachev estiveram à frente.
 
Vladimir Putin, centro, e Xi Jinping, terceiro a esquerda, assistem a parada da vitória na Praça Vermelha em Moscow. Foto: Alexander Zemlianichenko / AP
Mas agora parece haver uma oportunidade real para a Rússia a se espalhar e reduzir a carga que pesa sobre seus ombros.
Embora eles não diriam isso para os altos tribunais, a Guerra Fria 2.0 com a Rússia já se arrasta por um longo tempo, e quem é que pode dizer que ela vai se repetir exatamente como a primeira?
Obviamente – que já se arrasta desde 1999.
Item: Violação pelo Ocidente do acordo na dissolução do Pacto de Varsóvia: OTAN prometeu não se estendem para além das fronteiras da Alemanha.
Item: Admissão à OTAN de ex-aliados soviéticos, e mais – as ex-repúblicas soviéticas.
Item: retirada do Tratado ABM.
Item: Conflagração do “arco de instabilidade” do Oriente Médio para o Afeganistão no “ponto fraco” da Rússia e da China,
Item: A eliminação forçada de regimes seculares estáveis ​​no Oriente Médio, incluindo a substituição por um califado terrorista.
Item: O “euromaidan” na Ucrânia,
Item: Uma guerra no Donbass e uma nova traquinagem entre as fronteiras ocidentais e o sudoeste da Rússia – é apenas mais um agravamento.

A liderança chinesa não hesita em admitir que a China por si só não pode enfrentar os desafios do futuro, especialmente de natureza militar. E, apesar do progresso econômico significante com os avanços tecnológicos em algumas áreas, muitas estruturas estatais chinesas não são totalmente modernizadas:
“A criação de um exército, que corresponde ao estatuto internacional do nosso país é uma tarefa estratégica. Devemos combinar desenvolvimento econômico com desenvolvimento em defesa, modernizar o exército, para que ele esteja atualizado e padronizado… Precisamos de forma abrangente promover a reforma na esfera militar para criar um exército que seja disciplinado e possa vencer”.
Atrevo-me a sugerir que a modernização do PLA (exército) de que o líder chinês falou pode resultar da impressão profunda feita pelos exercícios conjuntos russo-chineses, além dos resultados da competição no “biathlon tanque”, e, especialmente, vendo o progresso de VKS russos na Síria.
Tudo isso, aliás, implica um preço possível para uma aliança com a China – a modernização das suas forças armadas para os padrões russos. Existem outras armadilhas possíveis. Mas nós não estamos falando sobre isso agora. É importante que a Rússia não se apressa com uma resposta imediata e uma conclusão essencial de uma aliança chinesa desejável.
 
O acordo de cooperação militar e política será necessariamente precedido de conversações em que as partes terão em conta os desejos de cada um dos outros, de modo que nada seja deixado desacordado entre os aliados. É igualmente importante que a Rússia e a China têm muito a oferecer um ao outro, e para a Rússia há uma boa oportunidade, não só para transferir parte da carga sobre os ombros de um aliado, mas também para estimular o processo de re-industrialização.
Agora vamos esperar por via de resposta da Rússia e da reação da “comunidade mundial”.
Ver também: Poder Militar Global [Ranking das 10 maiores potencias militares em 2015] – Poder Militar Global 2015.kmz para visualizar no app Google Earth e comparar como seria o poder de Rússia e China juntas contra as potências ocidentais.
Autor: Alexander Rostovzef

Traduzido para publicação em dinamicaglobal.wordpress.com

Fonte: fort.russ.com