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segunda-feira, 17 de junho de 2019

Moro deu versões diferentes sobre autenticidade de mensagens vazadas


Moro deu versões diferentes sobre autenticidade de mensagens vazadas

1 min ago Vaza Jato 17/06/2019

 
Brasília- DF 30-03-2017 Juiz Sergio Moro durante depoimento na comissão de reforma do Código de Processo Penal.o Lula Marques/Agência PT

Reportagem do The Intercept mostra como Moro deu versões diferentes sobre o escândalo das mensagens vazadas, de acordo com o momento e o vazamento:

NO ÚLTIMO DOMINGO, o Brasil foi surpreendido por três reportagens explosivas publicadas pelo TIB. 

Nelas, nós mostramos as entranhas da Lava Jato e mergulhamos fundo em poderes quase nunca cobertos pela imprensa. 

Quase todos os jornalistas que eu conheço preferem se manter afastados disso: apontar o dedo para procuradores e juízes é, antes de tudo, perigoso em muitos níveis – eles têm razão

As primeiras reações dos envolvidos no escândalo foram essas: O MPF preferiu focar em hackers, e não negou a autenticidade das mensagens. 

Sergio Moro disse que não viu nada de mais, ou seja: não negou a autenticidade das mensagens.

Moro, na verdade, se emparedou: em entrevista ao Estadão, ele inicialmente não reconhece como autêntica uma frase que ele mesmo disse. Mas depois diz que pode ter dito. E depois ainda diz que não lembra se disse. 
Moro está em estado confusional.

Horas depois, à Folha, Moro confirmou um dos chats que publicamos: em uma coletiva, ele chamou de “descuido” o episódio no qual, em 7 de dezembro de 2015, passa uma pista sobre o caso de Lula para que a equipe do MP investigue. 

Confessou que ajudou a acusação informalmente, o que é contra a lei. Como dizem as piores línguas: tirem suas próprias conclusões.

Deltan Dallagnol não negou tampouco. Ele está bastante preocupado com o que diz ser um “hacker”, mas sequer entregou seu celular para a perícia.

A repercussão da #VazaJato na mídia

É evidente que nem Moro, nem Deltan e nem ninguém podem negar o que disseram e fizeram. 

O Graciliano Rocha, do BuzzFeed news, mostrou que atos da Lava Jato coincidiram com orientações de Moro a Deltan no Telegram. 

Moro mandou, o MPF obedeceu. Isso não é Justiça, é parceria. 

Ontem nós mostramos a mesma coisa: Moro sugeriu que o MPF atacasse a defesa de Lula usando a imprensa, e o MPF obedeceu. 

Quem chefiava os procuradores? Só não vê quem não quer.

A imprensa séria virou contra Sergio Moro e Deltan Dallagnol em uma semana graças às revelações do TIB. 

O Estadão, mesmo que ainda fortemente aliado de Curitiba, pediu a renúncia de Moro e o afastamento dos procuradores.

 A Veja escreveu um editorial contundente (“Moro ultrapassou de forma inequívoca a linha da decência e da legalidade no papel de magistrado.”) e publicou uma capa demolidora.

 A Folha está fazendo um trabalho importante com os diálogos, publicando reportagens de contexto absolutamente necessárias.



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quarta-feira, 21 de novembro de 2018

Tucano dono de R$ 43 milhões na Suíça é mantido sob sigilo





QUI, 15/11/2018 - 12:05 ATUALIZADO EM 15/11/2018 - 12:11

Foto: Agência Brasil

Jornal GGN – 

O jornalista Jamil Chade, do Estadão, divulgou nesta quinta (15) uma reportagem informando que documentos de uma cooperação internacional entre Brasil e Suíça afirmam que um membro do PSDB mantém no exterior cerca de R$ 43 milhões em propinas recebidas de empresas. 

O nome de todos os envolvidos, inclusive o do tucano, é mantido sob sigilo. 

Procurado, o partido disse que não irá se manifestar porque as informações não estão completas.

Chade lembra em sua reportagem que este é o segundo pedido de cooperação entre Brasil e Suíça. 

O primeiro trabalho conjunto gerou o envio de extratos bancários do chamado operador do PSDB de São Paulo, Paulo Vieira de Souza, o Paulo Preto, investigado por corrupção na Dersa.

Mas, segundo a matéria, o dono dos R$ 43 milhões na Suíça não é Paulo Petro, mas outro tucano cuja identidade está sendo protegida pelas autoridades.

Esta segunda cooperação começou com o Ministério Público Federal brasileiro solicitando a cooperação em junho de 2017, no âmbito de um "processo criminal instaurado contra B. e outros por lavagem de dinheiro e corrupção." 

A letra é foi colocada para indicar o tucano investigado, mas não corresponde à inicial de seu nome."
(...) 
os suíços mencionam a investigação brasileira e o fato de ela ter uma relação com o financiamento de campanha do partido" PSDB.

"De acordo com o tribunal da Suíça, a solicitação de cooperação do Brasil se refere a pessoas que seriam 'suspeitas de terem concordado que o grupo C.
 deveria pagar, em troca da implementação de um contrato de empréstimo celebrado por eles com D. 

(uma joint venture brasileira ativa no desenvolvimento do serviço rodoviário, controlada por governo do Estado de São Paulo para a construção, exploração, manutenção e gestão de autoestradas e nós intermodais), o dinheiro para financiar a campanha presidencial do PSDB”. 

C e D são a "empresas cujos nomes tampouco foram revelados". 

No pedido de cooperação, as autoridades brasileiras solicitaram o bloqueio de 10 milhões de francos suíços em contas relacionadas ao investigado. 

O valor equivale a R$ 43 milhões, pagos pelo "Grupo C", entre 2006 e 2012.


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sexta-feira, 17 de novembro de 2017

VERGONHA! Enquanto Povo Passa Fome, Temer Aumenta 50% Repasse Para Globo Acusada De Corrupção; CONFIRA!

VERGONHA! Enquanto Povo Passa Fome, Temer Aumenta 50% Repasse Para Globo Acusada De Corrupção; CONFIRA!

Miguel do Rosário, no blog O cafezinho

O golpismo compensa no Brasil.

Austeridade fiscal vale só para saúde, educação, pesquisa e infra-estrutura.

Quando se trata da Globo, Veja, Facebook, Folha, Estadão, Istoé, o governo federal é o mais generoso do mundo.


Segundo números atualizados da Secom, compilados com exclusividade pelo Cafezinho, os recursos de publicidade federal destinados à TV Globo cresceram 55% nos dez primeiros meses de 2017, na comparação com o mesmo período de 2015.

Comparei 2017 com 2015 para medir com mais clareza a mudança no período anterior e posterior 
ao golpe.

Em 2015, a TV Globo detinha um percentual de 42% das verbas federais destinadas a veículos de TV, o que já era uma concentração bizarra.

Em 2017, a fatia da Globo ficou em 51,27%.
A Veja também se deu bem no governo Temer: 

em 2017, ficou com 43% de toda verba destinada às revistas.

Os jornalões viram suas verbas de publicidade federal crescerem dramaticamente depois do golpe.

O Estadão recebeu, nos dez primeiros meses de 2017, um total de R$ 1,2 milhão, um crescimento de 677% sobre igual período de 2015.

No total, os veículos do grupo Globo receberam R$ 46 milhões do governo federal em Jan/Out de 2017, aumento de 50% sobre 2015.

É importante lembrar que estes valores, além de correspondem a 10 meses, são relativos apenas aos gastos do governo federal e ministérios. 

Se somarmos as despesas das estatais com publicidade, este número costuma se multiplicar 
por três.

Curiosamente, a imprensa tradicional nunca mais fez reportagens sobre as despesas do governo com mídia.

Ministério Público e Judiciário aceitam na boa esse evidente sequestro da vontade popular, onde um governo com aprovação de 3% despeja cada vez mais dinheiro exclusivamente em órgãos de informação que apoiam as reformas defendidas pelo mesmo governo.

Os recursos da Secom para EBC foram reduzidos 
em 74%.

O Facebook, tão prestativo em censurar páginas políticas de esquerda, já está mordendo 36% de toda a verba federal destinada à internet.

Em 2015, antes do golpe, a fatia do Facebook no total das verbas federais para internet era de 23%.

O aumento de verbas federais para o Facebook, depois do golpe, foi de 53%.

A principal executiva do Facebook no Brasil, a senhora Cláudia Gurfinkel, justificou a censura às páginas políticas dizendo que o “principal incentivo deles é econômico”…

Bem, a sede do Facebook pelos impostos do contribuinte brasileiro nos faz pensar que a corporação norte-americana não é exatamente um modelo de abnegação.

Outro argumento de Gurfinkel para censurar as páginas políticas é que elas teriam “muitos anúncios”.

 Bem, quando se tem generosas publicidades federais, pode-se, obviamente, reduzir o número desses anúncios programáticos que somos 
obrigados a inserir.

Carmen Lúcia, presidenta do STF, precisa atualizar aquela frase sobre a vitória do escárnio sobre o cinismo. 

Dou uma sugestão: a falsidade, a hipocrisia, venceram o escárnio.


sábado, 11 de março de 2017

Estadão destaca que Dilma brilha na Europa e irrita Temer e os golpistas no Brasil! Saiba mais…

Estadão destaca que Dilma brilha na Europa e irrita Temer e os golpistas no Brasil! Saiba mais…

Dilma foi recebida pelo diretor máximo da Organização Internacional do Trabalho (OIT), Guy Ryder e por lideranças parlamentares. Ela será também a principal convidada de um festival de cinema. Além disso, dará uma palestra num dos principais centros de estudos internacionais da Europa. Mais de 700 pessoas estão inscritas para assistir ao discurso

Publicado em 11 de março de 2017
 dilmabrilha-min

Até o Estado de São Paulo às vezes não consegue esconder que Dilma Rousseff (PT) foi afastada injustamente da presidência da república por um bando de golpistas e com o apoio desse próprio jornalão.

Em publicação de ontem (10), o famoso Estadão destaca a visita de Dilma à Europa e enfatiza a maneira respeitosa e calorosa como ela está sendo recebida por autoridades, artistas e povo em geral.

Veja alguns trechos da matéria:

Em Genebra (Suiça), “ela foi recebida pelo diretor máximo da Organização Internacional do Trabalho (OIT), Guy Ryder, na sede da própria entidade, com protocolo”.

Dilma “também foi recebida pelo Conselho Mundial de Igrejas, entidade que também tem sede em Genebra e que tem se transformado em um local privilegiado de diálogos entre grupos de oposição”.

“Em seu hotel, no centro de Genebra, a ex-presidente recebeu lideranças parlamentares da Suíça”.

“Neste sábado, ela ainda será a principal convidada de um festival de cinema, que se transformou no principal evento paralelo às reuniões de direitos humanos da ONU”.

“Já na segunda-feira, ela dará uma palestra num dos principais centros de estudos internacionais da Europa. Ela falará sobre “a defesa dos direitos sociais na América do Sul”. Mais de 700 pessoas estão inscritas para assistir ao discurso”.

“Dilma ainda concedeu uma entrevista ao principal jornal da TV suíça, em horário nobre, e que vai ao ar no domingo”.

Ao tempo em que faz acenos forçados à presidenta, o Estadão destaca que o governo brasileiro, isto é, os golpistas que se instalaram no Planalto, estão muito irritados com a agenda da petista.

Em vão, o tucano Aloysio Nunes, dublê de Ministro das Relações Exteriores, tenta convencer a opinião pública internacional que no Brasil vai tudo muito bem e a democracia está a pleno vapor. Desespero.

Quando até o Estadão dá espaço à Dilma é porque as coisas vão de mal a pior no cada vez mais instável governo Temer. 

Já morreu e faz que não sabe.




sexta-feira, 23 de dezembro de 2016

Sergio Moro é denunciado por vazar processo sigiloso ao 'Estadão'

22/DEC/2016 ÀS 18:00
Sergio Moro é denunciado por vazamento ao 'Estadão' de processo sigiloso. Juiz da Lava Jato também foi denunciado por emitir opinião e juízo de valor contra o ex-presidente Lula em despacho
Sergio Moro vazamentos estadão

O juiz federal Sergio Moro foi denunciado pela defesa do ex-presidente Lula ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ) por um vazamento que ocorreu a partir da 13ª Vara Federal, em Curitiba, de processo por danos morais movido contra um delegado da Lava Jato, em caráter sigiloso.

A denúncia acompanha a foto em que Moro aparece demonstrando afinidade com o senador Aécio Neves (PSDB) e outras condutas que, na visão dos advogados Roberto Teixeira e Cristiano Zanin, configuram violações ao Código de Ética da Magistratura.

Segundo a representação ao CNJ, Moro cometeu duas infrações nesse caso: primeiro, usou um despacho para emitir opinião e fazer juízo de valor contra a defesa de Lula. Depois, teria vazado ou deixado vazar esse documento relacionado ao processo sigiloso para o Estadão.

O jornal publicou uma matéria destacando a opinião do magistrado, que achou “lamentável” que Lula processe o delegado Filipe Pace. Prontamente, a grande mídia e diversos portais independentes reproduziram a notícia na qual Moro incita a “opinião pública” a acreditar que Lula partiu para cima da Polícia Federal como um todo.

A Advocacia Geral da União vai defender o delegado Pace da ação por danos morais, que é da ordem de R$ 100 mil. O oficial da PF é acusado de tentar difamar o ex-presidente Lula fazendo exatamente o que Moro fez: usado um despacho para emitir opinião sobre um assunto que não é de sua alçada. No caso, Pace disse que Lula estava na lista da Odebrecht.

“As condutas expostas configuram, em tese, desvio funcional porque colidem com disposições da Lei Orgânica da Magistratura, do Código de Ética da Magistratura Nacional (…) dentre outros atos normativos”, diz a defesa de Lula.

“Além disso, o despacho em tela foi proferido em processo que tramita em segredo de justiça e, a despeito disso, menos de uma hora depois foi divulgado por jornalista de O Estado de S.Paulo que habitualmente divulga, com primazia, informações sobre processos que tramitam na 13ª. Vara Federal Criminal de Curitiba — estando hoje noticiada em todos os veículos de comunicação social.”

Em outra passagem, a defesa alega que o despacho de Moro “foi exarado às 18h08min e cerca de uma hora depois já estava em destaque, por exemplo, no blog do jornalista Fausto Macedo, do Estadão, que costumeiramente consegue antecipar, em primeira mão, assuntos relativos à 13ª. Vara Federal Criminal de Curitiba.”

Além do vazamento seletivo ao Estadão, a defesa de Lula listou outras condutas de Moro para manter sua influência na mídia em meio a sua “cruzada” contra Lula. 

Os advogados destacaram, por exemplo, que o juiz recorrentemente tem ido a eventos de adversários políticos de Lula e o PT, embora diga que não tem tempo para receber outros processos que não tenham a ver com a Lava Jato.

Para a defesa de Lula, Moro deveria seguir o Código de Ética da Magistratura, que diz que o “magistrado deve evitar comportamentos que impliquem a busca injustificada e desmesurada por reconhecimento social, mormente a autopromoção em publicação de qualquer natureza. ”

Outro artigo destacado diz: “O magistrado deve comportar-se na vida privada de modo a dignificar a função, cônscio de que o exercício da atividade jurisdicional impõe restrições e exigências pessoais distintas das acometidas aos cidadãos em geral. ”

A defesa também destacou que o “magistrado imparcial é aquele que evita todo o tipo de comportamento que possa refletir favoritismo, predisposição ou preconceito. ”

Zanin e Teixeira assinalam que o CNJ tem o dever de se debruçar sobre as infrações de Moro ao Código de Ética da Magistratura.




terça-feira, 26 de julho de 2016

Chegou o dia: acabam de propor o fim da universidade gratuita

Enviado por Rogerio Waldrigues Galindo, 25/07/16 10:58:48 AM
Chegou o dia: acabam de propor o fim da universidade gratuita
UFPR
UFPR: para O Globo, a própria existência da universidade
 pública é uma injustiça

O jornal O Globo sugeriu em editorial neste fim de semana aquela que talvez seja a medida mais grave de desmonte do estado de bem-estar social brasileiro – construído a duras penas durante as últimas décadas. Em função da crise econômica, o jornal sugeriu que simplesmente se acabe com o ensino superior gratuito. Assim: acabe-se, ponto.
A medida, de acordo com o editorial, serviria para duas finalidades diferentes. A primeira, diminuir o peso da educação para o Estado (a velha discussão sobre o gigantismo do Estado brasileiro e sobre a necessidade de diminuir impostos). Por outro lado, dando um aspecto “humanitário” à proposta, diz que isso acabaria com uma injustiça.
O argumento sobre a redução da carga tributária é mais inteligível, até por estar sendo debatido o tempo todo. O outro, que tenta vender como fim da injustiça aquilo que seria uma injustiça em si mesmo, é mais curioso e menos comum. Segundo o jornal, o grande problema é que quem fica com as vagas na universidade gratuita são os mais ricos. Os pobres são levados a pagar ensino privado de qualidade muitas vezes duvidosa (é O Globo quem diz, não eu).
A premissa do argumento tem uma certa verdade. Destinar as vagas do ensino gratuito aos mais ricos é injusto. A solução é bizarra. Ao invés de permitir que os mais pobres tenham acesso (mesmo que fosse em detrimento dos ricos), jogue-se tudo fora. O bebê junto com a água do banho. Décadas de investimento em uma educação pública de qualidade em função de um sistema de seleção imperfeito.
Para O Globo, a solução seria o sistema inteiramente privado, com bolsas para os mais pobres. Se essa fosse uma proposta séria, se o argumento humanitário fosse realmente a razão, e não o aspecto econômico, não faria sentido. Quem vai conseguir, dentre os pobres, as bolsas nas faculdades privadas que restariam? Os que têm melhor desempenho, os mesmos que hoje entram nas públicas gratuitas.
O argumento econômico também é frágil. Se a ideia fosse dar bolsas (públicas?) vê-se que o custo poderia ser enorme. Seria para todos, universal? Então o imposto seria ainda mais caro. Seria para poucos? Então seria excludente, e não humanitário. Nesse segundo caso, os mais pobres continuariam destinados a faculdades que o próprio jornal considera inferiores. Ou seja, não se resolve problema algum.
O que está verdadeiramente em jogo é um projeto de país. O desmonte de uma estrutura de inclusão que vem sendo posta em xeque nos últimos anos em detrimento de um Estado menor e mais leve – e também mais desigual.
Nos últimos anos, vêm surgindo repetidamente ideias de que a Previdência deve ser privada. De que o SUS deve diminuir. E de que o ensino gratuito, agora, é injusto. Ao mesmo tempo, propostas que realmente aumentam o atendimento aos brasileiros mais pobres, como o ProUni e o Pronatec geralmente vistas com desconfiança.
É preciso chamar as coisas pelos seus nomes. O que a proposta do fim do ensino superior público traz em si não é o fim de uma injustiça. É a ideia de que a injustiça se dá de qualquer jeito e de que devemos simplesmente deixar que ela ocorra sem pôr as mãos no nosso bolso para ajudar quem fica de fora do sistema. É a meritocracia que protege o bolso contra o assalto de quem nunca teve nada e quer ter chance de competir em condições de igualdade.

Se há algo que luta contra a injustiça nesse país é o acesso a uma educação de qualidade para todos. Se o Estado não servir para isso, servirá apenas para muito pouco. Para muito menos do que precisamos.