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quinta-feira, 16 de maio de 2019

Sindicato com 400 mil policiais ataca Bolsonaro: “Ele nos abandonou”


 Sindicato com 400 mil policiais ataca Bolsonaro: “Ele nos abandonou”

1 hour ago Política  16/05/201

 
Brasília(DF), 02/01/2019 Cerimônia de posse do Ministro da Defesa General da reserva Fernando Azevedo Silva. Bolsonaro na frente de uma estatua com quepe militar. Local: Clube do Exército. Foto: Igo Estrela/Metrópoles


Uma das principais forças de tração para o presidente Jair Bolsonaro (PSL) chegar ao Palácio do Planalto, os agentes de segurança centralizam agora um nódulo de tensão no governo. 

Com um distanciamento desencadeado logo após as eleições de 2018, a carreira encampa uma manifestação para a próxima terça-feira (21/05/2019) e vive o momento de maior atribulação com o pesselista.

O combustível para a crise são as mudanças propostas pelo governo na aposentadoria da carreira. 

Atos em estados se estendem desde o início do mês. 

Sabendo dos riscos de ter como inimigos os agentes de segurança, integrantes do alto escalão do governo tentam — até o momento sem sucesso — amenizar o clima.

Na última terça-feira (14/05/2019), entrou em campo o secretário Especial de Previdência e Trabalho do Ministério da Economia, Rogério Marinho. 

Ele tentou convencer representantes da União dos Policiais do Brasil (UPB) da necessidade de mudanças no sistema previdenciário. Não teve êxito.

Decepção e abandono

Após a reunião, André Luiz Gutierrez, presidente da Confederação Brasileira de Trabalhadores Policiais Civis (Cobrapol), uma das 28 entidades representativas da UPB, conversou com o Metrópoles. 

Ele é o mobilizador nacional do ato da próxima semana.

“Não vamos recuar da manifestação. 

Isso é para mostrar o descontentamento com o presidente Bolsonaro por ele ter nos abandonado, numa postura diferente do que aconteceu em campanha. 

Ele prometeu que seríamos valorizados. Agora, com a reforma da Previdência, ele está tirando direitos conquistados ao longo de décadas”, criticou.

Para Gutierrez, a impressão que fica é que o presidente traiu a categoria ou pelo menos tem virado as costas aos policiais. 
“Votamos, trabalhamos em massa e buscamos votos para ele. Até hoje, não conseguimos falar com o presidente. 

Estamos decepcionados, nos sentindo abandonados”, completa

Juntas, as entidades que compõem a UPB representa mais de 400 mil agentes de segurança pública, reunindo policiais federais, civis, escrivães, peritos e criminalistas, entre outros profissionais da área. Na próxima terça, a expectativa é que mais de 5 mil pessoas participem da manifestação na Esplanada dos Ministérios.

Também sobram críticas para a atuação do ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro, que é considerado omisso e de difícil traquejo. “Ele não tem se manifestado. Ele mesmo disse que não é político. 

Nem conversar ele conversou. Para ministro, ele é um excelente juiz. 

Enviamos um ofício para termos uma reunião e até hoje não tivemos respostas”, reclama Gutierrez.

Lista de reivindicações

Os primeiros indícios de que a relação entre policiais e Bolsonaro azedou veio em novembro de 2018 — um mês após a vitória do pesselista nas urnas. 

À época, a UPB enviou ao então presidente eleito uma carta pública com diversas reivindicações relativas à Previdência.

 

Os policiais brigam pela manutenção da atividade de risco, pensão integral por morte, regras de transição justas, idade mínima de aposentadoria diferenciada para homens e mulheres e integralidade e paridade dos vencimentos na aposentadoria, como foi acordado com as Forças Armadas.

“Precisamos ter um tratamento desigual, porque somos desiguais. Os militares treinam para uma guerra, nós vivemos uma guerra diária. Cito um exemplo: se o policial morre e deixa um esposa com menos de 40 anos, ela terá pensão de quatro meses e depois que se vire. O discurso na campanha era outro”, frisa Gutierrez, ao pontuar que esteve pessoalmente com Bolsonaro.

Essa não é a primeira vez que policiais fazem atos contra o atual mandatário do Palácio do Planalto. 

Em fevereiro, a categoria realizou atos semelhantes no Aeroporto Internacional de Brasília Presidente Juscelino Kubitschek e na Esplanda dos Ministérios. 

Movimentos do tipo estão ocorrendo desde o último dia 6. 

Estados como Rio Grande do Sul e Goiás já tiveram protestos dos integrantes das forças de segurança pública.


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quarta-feira, 24 de maio de 2017

EXÉRCITO ABANDONA TEMER, QUE JÁ COGITA RECUAR E ANULAR DECRETO

EXÉRCITO ABANDONA TEMER, QUE JÁ COGITA RECUAR E ANULAR DECRETO

 

Depois da péssima repercussão do decreto em que convocouVillas Bôas, as Forças Armadas, no que seria mais um crime de responsabilidade de Michel Temer, o chefe das Forças Armadas, general Eduardo da Costa Villas Bôas, lavou as mãos e disse que a polícia do Distrito Federal tem condições de garantir a lei e a ordem; "Acredito que a polícia deva ter ainda a capacidade de preservar a ordem. Ficamos em uma situação de expectativa caso algo fuja ao controle", declarou; abandonado, Temer já cogita revogar o decreto se as manifestações contra suas reformas em Brasília estiverem mais calmas até o fim da noite; o governo do Distrito Federal, Rodrigo Rollemberg, também peitou Temer e diz que ele agiu fora da lei

24 DE MAIO DE 2017 ÀS 20:46

247 - O comandante do Exército, general Eduardo da Costa Villas Bôas, assegurou nesta quarta-feira 24 que as Forças Armadas iriam agir respeitando a Constituição e garantindo a democracia após o decreto assinado por Michel Temer que determina o uso das Forças Armadas para garantir a lei e a ordem no Distrito Federal.

O decreto foi anunciado pelo ministro da Defesa, Raul Jungmann, e pelo general Sergio Etchegoyen, do Gabinete de Segurança Institucional, que também o assinaram, durante manifestação em Brasília que pedia a rejeição das reformas trabalhista e da previdência, propostas pelo governo federal, e defendia eleições diretas para presidente. 

Um grupo de mascarados jogou pedras e colocou fogo nos prédios de alguns ministérios e atacaram policiais.

Villas Bôas avaliou que a polícia tem capacidade de garantir a ordem. 

"Acredito que a polícia deva ter ainda a capacidade de preservar a ordem. Ficamos em uma situação de expectativa caso algo fuja ao controle", declarou a jornalistas após uma palestra sobre defesa nacional na Fundação Fernando Henrique Cardoso, em São Paulo.

Diante de uma série de críticas sobre o decreto - senadores já entraram com um pedido para suspendê-lo -, Temer já cogita revogá-lo se as manifestações contra suas reformas em Brasília estiverem mais calmas até o fim da noite.

O general também reafirmou o compromisso com a democracia. 

“Tanto as forças de segurança pública quanto as Forças Armadas estão empenhadas na preservação da democracia, na observância da Constituição e no perfeito funcionamento das instituições nacionais, a quem cabe encontrar o caminho para a solução dessa crise. Mas a nossa democracia não corre risco”, afirmou.

Villas Bôas afirmou ainda que o clima no comando da instituição e no Palácio do Planalto é de "choque" e "muita insegurança" após as denúncias do empresário Joesley Batista, da JBS, envolvendo Temer.


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Investigado por corrupção, Temer põe Exército nas ruas por uma semana

Investigado por corrupção, Temer põe Exército nas ruas por uma semana
24/05/2017 - [16:41] – Política

Investigado pelo Ministério Público Federal por corrupção, organização criminosa e obstrução judicial, Michel Temer assinou decreto em que coloca tropas federais nas ruas do Distrito Federal por uma semana; decisão praticamente coloca o Brasil em estado de sítio, no momento em que mais de 85% dos brasileiros desejam a saída de Temer e eleições diretas para presidente; nesta quarta-feira 24, Brasília entrou em chamas com os protestos contra as reformas de um governo ilegítimo, que chegou ao poder por meio de um golpe parlamentar; decreto já está publicado no Diário Oficial

 Brasília 247 – Investigado pelo Ministério Público Federal por corrupção, organização criminosa e obstrução judicial, Michel Temer assinou decreto em que coloca tropas federais nas ruas do Distrito Federal por uma semana.

A informação foi dada pelo ministro da Defesa, Raul Jungmann, em coletiva de imprensa durante confusão em Brasília após repressão da Polícia Militar contra manifestantes que protestavam contra as reformas do governo, pela saída de Temer e por eleições diretas.

"O senhor presidente da República decretou, por solicitação do presidente da Câmara, uma ação de garantia da lei e da ordem", anunciou Jungmann, que disse que Temer não irá aceitar baderna.

 "O senhor presidente da República faz questão de ressaltar que é inaceitável baderna, inaceitável o descontrole e que ele não permitirá que atos como esse venham a turbar o processo que se desenvolve de foram democrática e com respeito às instituições", afirmou.

"Atendendo à solicitação do senhor presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, mas também levando em conta fundamentalmente uma manifestação que estava prevista como pacífica. 

Ela degringolou à violência, vandalismo, desrespeito, agressão ao patrimônio público e na ameaça às pessoas, muitas delas servidores que se encontram aterrorizados", acrescentou o ministro, em seu pronunciamento.

A decisão praticamente coloca o Brasil em estado de sítio, no momento em que mais de 85% dos brasileiros desejam a saída de Temer e eleições diretas para presidente. 

Brasília entrou em chamas com os protestos contra as reformas de um governo ilegítimo, que chegou ao poder por meio de um golpe parlamentar.

 



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Temer chama Exército após protesto violento; crise se aprofunda no País

Temer chama Exército após protesto violento; crise se aprofunda no País
postado em 24/05/2017 21:46
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O governo convocou tropas do Exército, nesta quarta-feira (24), para proteger prédios públicos em Brasília atacados durante um protesto maciço para exigir a saída do presidente Michel Temer, encurralado por acusações de corrupção.

"Nós estamos, neste momento, garantindo a evacuação. 
O senhor presidente da República decretou, por solicitação do presidente da Câmara [Rodrigo Maia] uma ação de garantia da lei e da ordem", anunciou o ministro da Defesa, Raul Jungmann, em curta declaração à imprensa.

Segundo o ministro, tropas já se encontram no Palácio do Planalto e no Palácio do Itamaraty.

Jornalistas da AFP reportaram cenas de grande confusão, e imagens aéreas de emissoras de TV mostraram vários focos de incêndio.
O governo alegou que alguns manifestantes puseram em risco a vida de funcionários públicos ao atacarem vários ministérios com paus e pedras. 

E reforçou que a ordem - vigente até o próximo dia 31 e que implica a mobilização de 1.500 militares - havia sido tomada pelo presidente, que luta por sua sobrevivência política há uma semana.

A decisão costuma ser tomada para apoiar a Polícia em momentos de segurança crítica, ou de grandes eventos como os Jogos Olímpicos, mas é sensível em um país que viveu a ditadura militar entre 1964 e 1985.

Convocar o Exército é "uma medida extrema do governo Temer, e o sinal claro de que se perdeu o controle, com consequências muito ruins para nossa democracia e para as instituições", disse o analista político André Cesar, sócio da consultoria legislativa Hold em Brasília.

Nessa mesma linha, mas em tom moderado, posicionou-se o senador Tasso Jereissati (PSDB-CE), aliado de Temer.

Para quem viveu a ditadura, "a questão da presença militar é sempre uma coisa que nos assusta", disse o parlamentar, um dos nomes aventados para uma possível sucessão.

'Cena de guerra'
Aos gritos de "Fora, Temer!", a manifestação, convocada pela esquerda e por sindicatos, reuniu entre 35 mil e 100 mil pessoas, segundo as autoridades e os organizadores, e foi predominantemente pacífica.

Perto do fim, porém, grupos de jovens encapuzados atacaram vários ministérios ao longo da avenida que leva ao Congresso e conseguiram invadir uma sala do Ministério da Agricultura, à qual atearam fogo. A polícia respondeu com bombas de gás lacrimogêneo e de efeito moral.

Há informes de vários feridos. A Polícia confirmou que pelo menos um deles tinha ferimento a bala.

"Estou indo embora, porque isso já é uma cena de guerra", disse à AFP Fabio Ferreira, funcionário do Ministério do Planejamento, ao reportar distúrbios no prédio onde trabalha.

'Temer vai cair'
No Congresso, também se vivia um clima de efervescência, diante dos sinais de rápida erosão da base aliada de Temer.

Uma sessão da Câmara dos Deputados foi suspensa temporariamente, depois que legisladores da esquerda tomaram a tribuna.

"Temer vai cair. Todo mundo diz que é um governo morto", disse a senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR).

Os participantes do ato também pediram "Diretas Já!" e a retirada dos projetos de reforma da Previdência e de flexibilização da legislação trabalhista.

Muitos apostam em uma saída institucional via Tribunal Superior Eleitoral (TSE). De 6 a 8 de junho, o órgão examinará uma denúncia que poderá levar à cassação da chapa Dilma-Temer, vencedora da eleição presidencial de 2014, por suspeita de financiamento ilegal.

"O Brasil virou imponderável (...) Desde que cheguei ontem aqui está todo mundo conspirando. 

Ninguém mais acredita na continuidade do governo", disse Paulo Pereira da Silva, o deputado Paulinho da Força (SD-SP), líder da Força Sindical, que foi aliado de Temer nos primeiros meses de seu governo.

A Constituição determina que, em caso de vacância na Presidência na segunda metade de um mandato, haverá eleições indiretas para a escolha de um nome para completá-lo. 

As eleições diretas poderiam ser realizadas somente em caso de emenda constitucional. 

Uma PEC apresentada pelo deputado Miro Teixeira (Rede-RJ) teve a votação adiada nesta quarta-feira (24) na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara.

Um ano após o impeachment
Esta nova crise ocorre apenas um ano depois da destituição pelo Congresso da presidente Dilma Rousseff. 

Temer, seu vice, a substituiu com a expectativa de completar o mandato até o fim de 2018 e aplicar um programa de ajustes severos para tirar o país da pior recessão de sua história.

O quadro atual é outro. A economia demora a se recuperar, o desemprego atinge níveis recordes, e os escândalos de corrupção envolvem os principais ministros e grande parte dos aliados do presidente impopular.

A gota d'água foi a divulgação, na semana passada, de uma gravação em que Joesley Batista, um dos donos da maior processadora de proteína animal do mundo - a JBS -, relata a Temer as manobras para se livrar das investigações da Operação Lava Jato sobre o esquema de propina na Petrobras.

O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, pediu imediatamente ao Supremo Tribunal Federal (STF) para prosseguir com o inquérito sobre Temer por obstrução da Justiça.

A esquerda, que denuncia um "golpe institucional", vê na súbita aceleração da crise uma oportunidade única para se vingar.

"Este é o fim do governo golpista. O povo está nas ruas para isso. Não precisavam roubar o Brasil", disse à AFP Francisca Gomes, uma porteira de 59 anos de São Paulo, que protestou em Brasília nesta quarta-feira, segurando com outras três colegas um caixão de papelão preto com imagens do presidente e cruzes brancas com a inscrição "RIP Temer"


                          VEJA OS VÍDEOS

Momento em que o Exército toma as ruas de Brasília



Helicóptero voa rasante e se aproxima de manifestantes em Brasília


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segunda-feira, 5 de dezembro de 2016

O fiasco da manifestação em defesa da Lava Jato em Brasília. Por Carlos Fernandes

Postado em 04 Dec 2016  por : Carlos Fernandes
 protesto - brasília

A manifestação em defesa da Lava Jato e contra as mudanças no pacote anticorrupção realizada na Esplanada dos Ministérios na manhã deste domingo (4), pode ser resumida em apenas duas palavras: monumental fiasco.

Segundo a PM – sempre condescendente com esse tipo de movimento – havia cerca de 5 mil pessoas. Para os organizadores – sempre descolados da realidade – seriam em torno de 15 mil.  

Um devaneio como tudo que lhes diz respeito.

De qualquer forma, por mais inflado que possa ter sido, o número de participantes não chegou a 10% dos verificados nas manifestações anteriores, quando Dilma e o PT eram os alvos de seus impropérios.

Mais do que um fato estatístico, o esvaziamento das manifestações “contra a corrupção” e pela “moralização da política brasileira” desnuda o cerne dos interesses envolvidos a depender de quem está no alvo dos “patriotas”.

Sem os valiosos financiamentos dos partidos políticos de direita e demais beneficiários diretos do impeachment, os movimentos “apartidários” perderam significativamente o seu poder de manobra sobre os seus midiotizados.

Na esteira da vez, Rodrigo Maia, presidente da Câmara e, principalmente, Renan Calheiros, presidente do Senado, outrora queridos por defenderem abertamente a saída de Dilma, se viram agora como os principais malfeitores da República.

Acusados de atentarem contra a operação Lava Jato e as 10 medidas anticorrupção (como se isso não já fosse evidente há meses), os dois foram banidos da lista de parlamentares que ainda servem à causa coxinha.

No mais, mais do mesmo. O juiz Sérgio Moro foi endeusado no lugar que já pertenceu a Joaquim Barbosa, ao japonês da Federal e aos demais heróis de ocasião que a mídia adora criar e depois descartar ao seu bel prazer.

Os pró intervenção militar, é claro, não poderiam faltar. 
Tentei conversar com eles mas diante das primeiras gotas de chuva que jogou um balde de água fria nos manifestantes, os destemidos defensores da moral e dos bons costumes bateram em retirada.
 protesto - brasília 2
Sobrou o já folclórico personagem que considera salutar ir a uma manifestação que se diz em defesa da soberania brasileira fantasiado de Barack Obama. 
Com direito a faixa presidencial nas cores da bandeira americana.

Questionei o porquê dele vir a um evento daquela natureza vestido assim. Me disse, orgulhoso, que seria uma forma de chamar a atenção do mundo para o que estava acontecendo no país. 
No seu entendimento, seria o presidente dos Estados Unidos, e não o do Brasil, o político com a capacidade internacional de dar visibilidade ao movimento.  Dada a mediocridade do nosso atual presidente, não está de todo errado.

E por falar em mediocridade, não houve qualquer faixa, discurso ou sequer menção a Michel Temer. O cidadão foi mais uma vez completamente ignorado. Porém, se em Chapecó o desprezo dado a ele se deu por um ato de grandeza do povo daquela cidade em respeito aos seus mortos, por aqui, o silêncio era de vergonha mesmo.

Dono de uma equipe ministerial afundada em corrupção, responsável pelo aprofundamento da crise econômica e social e sem qualquer legitimidade internacional, os ditos independentes preferiram não tocar no assunto.

A manifestação acabou da mesma forma que teve início, vazia e melancólica. Para quem observava tudo de fora como eu, algumas cenas não deixavam de ser ilárias como a de uma senhora que fazia coraçãozinho com as mãos para os policiais militares.

Pensando bem, para quem não tem problema em passar vergonha, até que foi um bom programa de domingo.
 protesto - brasília 4