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domingo, 24 de fevereiro de 2019

Requião diz que Bolsonaro quer lançar Brasil em conflito para encobrir falcatruas


Requião diz que Bolsonaro quer lançar Brasil em conflito para encobrir falcatruas

4 mins ago Denúncias 24/02/2019


Para ele, caso haja conflito, os jovens brasileiros serão “bucha de canhão”. 

Requião defendeu que os venezuelanos resolvam internamente sua crise política e afirmou que Trump finge ter motivações humanitárias, mas quer o petróleo do país

O ex-senador e ex-governador Roberto Requião, uma das lideranças do MDB no Paraná, publicou neste sábado (23) 
um vídeo em que acusou o presidente Jair Bolsonaro de querer lançar o Brasil em um conflito armado com a Venezuela para abafar os casos de corrupção envolvendo seu governo.

“A crise forjada pelo governo Bolsonaro com a Venezuela revela a suprema audácia em operações diversionistas de um governo precocemente apodrecido, para encobrir falcatruas internas do seus integrantes”, afirmou Requião no vídeo, publicado em seu site. 

Para ele, caso haja conflito, os jovens brasileiros serão “bucha de canhão” de “uma guerra sem sentido, a fim de que se esqueça as falcatruas do clã Bolsonaro”.

Requião defendeu que os venezuelanos resolvam internamente sua crise política.

 “O Brasil não tem nada a ver com a política interna da Venezuela. 

Os venezuelanos têm que resolver isso. 

Essa história de ajuda humanitária é ridícula. 

A Venezuela tem mais de 30 milhões de habitantes e o Bolsonaro está simulando lá o envio de 500 kits de saúde. 

Estão tentando criar um conflito”, afirmou.

Ele ressaltou, ainda, que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, não tem motivações humanitárias. 

“O Trump já deixou claro que o que interessa a eles é o domínio do petróleo na Venezuela, como já estabeleceram anteriormente o domínio do pré-sal brasileiro.

O petróleo venezuelano está a três dias e meio das costas americanas do Texas e o petróleo da Arabia Saudita está há 45 ou 50 dias. 

Se fosse problema de democracia, os EUA estariam intervindo e se manifestando na Arábia Saudita”, declarou.

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domingo, 13 de janeiro de 2019

Entenda a paralisação do governo dos EUA e qual a relação dela com o muro de Trump


Entenda a paralisação do governo dos EUA e qual a relação dela com o muro de Trump

4 horas atrás 13/01/2019

Donald Trump: Paralisação do governo americano, ou "shutdown", já dura 22 dias, a mais longa da história
 © EPA Paralisação do governo americano, ou "shutdown", já dura 22 dias, a mais longa da história

A paralisação do governo americano (ou "shutdown") se tornou neste sábado a mais longa da história.

São 22 dias em que o governo está parcialmente paralisado, ultrapassando o recorde anterior, de 21 dias, de 1995-1996, durante a gestão do então presidente Bill Clinton (1993-2001).

Essa paralisação - que ocorre desde o dia 22 de dezembro - se deve a uma queda de braço entre o presidente Donald Trump, e os democratas, que atualmente controlam a Câmara dos Representantes (a Câmara dos Deputados dos EUA) e fazem oposição a Trump.

Trump se recusa a aprovar parte do orçamento federal porque este não inclui recursos da ordem de US$ 5,7 bilhões (R$ 21,15 bilhões) para a construção de um muro na fronteira com o México, uma de suas principais promessas de campanha.

Trata-se de uma paralisação parcial porque o Congresso já custeou 75% do governo federal até setembro. 

Até agora, os recursos que ainda faltam ser aprovados afetam nove departamentos federais (ministérios), incluindo Agricultura, Transporte e Interior.

Devido à forma como o financiamento é distribuído entre as agências, certos serviços são afetados, embora possam tecnicamente estar sob os departamentos que já foram cobertos. 

Esse é o caso, por exemplo, da FDA, a agência de vigilância sanitária americana.

Nesse cenário, o governo não pode se comprometer com nenhuma outra despesa, levando a um congelamento parcial dos serviços e atividades governamentais até que os gastos sejam aprovados.

Como resultado, 25% de todo o governo federal parou de funcionar e 800 mil servidores estão com os vencimentos atrasados.

Na sexta-feira, esses funcionários - incluindo agentes penitenciários, aeroportuários e do FBI (a polícia federal americana) - não receberam o primeiro mês de salário.

Enquanto isso, Trump negou que estaria prestes a declarar Estado de emergência nacional para ignorar o Congresso e arrecadar os recursos de que precisa.

Ele descreveu a declaração de emergência como "uma saída fácil" e disse preferir que o Congresso resolva o problema.

Mas acrescentou: "Se eles não fizerem isso… vou declarar Estado de emergência nacional. 
Eu tenho todo o direito".

Imigrante mexicano: Trump se recusa a aprovar parte do orçamento federal por não incluir recursos para construção de muro na fronteira com México, uma de suas principais promessas de campanha
© AFP/Getty Images Trump se recusa a aprovar parte do orçamento federal por não incluir recursos para construção de muro na fronteira com México, uma de suas principais promessas de campanha

Reação dos servidores

Oscar Murillo, engenheiro aeroespacial na Nasa, postou uma foto de seu contracheque em branco no Twitter e disse que acabou perdendo dinheiro por causa de débitos programados.

Também no Twitter, outra usuária, Cat Heifner, compartilhou o suposto contraque do seu irmão, mostrando que ele ganhou US$ 0,01 por seu trabalho como controlador de tráfego aéreo.


Segundo o site de notícias americano Vox, diplomatas americanos em missões no exterior também estão passando aperto.

Na reportagem, o jornalista Alex Ward, cuja mulher trabalha no Departamento de Estado (o equivalente ao Ministério das Relações Exteriores no Brasil), cita o caso de uma diplomata que passou a fazer avaliações online de delineadores para pagar as contas.

Já o site de classificados Craigslist, por exemplo, foi inundado de produtos vendidos por funcionários do governo federal.

Entre os itens, estão desde camas até brinquedos velhos.

"À venda por US$ 93.88 no Walmart. Peço US$10", diz um anúncio que retrata uma cadeira de balanço infantil. "Precisamos de dinheiro para pagar nossas contas"

Dos 800 mil servidores federais que estão sem receber, cerca de 350 mil estão de licença temporária, enquanto os demais continuam trabalhando.

Milhares de pessoas se inscreveram em programas sociais em meio à incerteza financeira.

O aeroporto internacional de Miami fechará um terminal inteiro neste fim de semana por causa da escassez de agentes de segurança causada pela paralisação.

Os agentes são funcionários federais considerados "essenciais" e, por isso, devem trabalhar - apesar de não serem pagos até que a paralisação termine.

Como forma de protesto, muitos deles deixaram de ir ao trabalho avisando que estão "doentes", informou o jornal Miami Herald.

Manifestante protesta contra paralisação do governo americano, que deixou 800 mil sem salário
© Reuters Manifestante protesta contra paralisação do governo americano, que deixou 800 mil sem salário

Queda de braço

Na sexta-feira, Câmara e Senado aprovaram por maioria esmagadora um projeto de lei para garantir que todos os funcionários públicos recebam um pagamento retroativo após o término da paralisação.

 A proposta segue agora à sanção presidencial.

Mas isso pode ser um pequeno consolo para os servidores federais atualmente em dificuldades, sem nenhum fim à vista para o impasse.

Em uma mesa-redonda sobre segurança na fronteira com líderes estaduais e locais na sexta-feira, Trump exigiu novamente que os democratas aprovassem o financiamento para um muro ou uma barreira de aço.

No entanto, a líder democrata na Câmara dos Representantes, Nancy Pelosi, disse que o fim da paralisação está nas mãos do presidente americano.

"Quando o presidente agir, responderemos a tudo o que ele fizer", disse Pelosi à imprensa americana.

Segundo a agência de notícias americana Associated Press, o assessor sênior da Casa Branca Jared Kushner - genro de Trump - está entre aqueles que advertiram o presidente contra a declaração de emergência nacional.

A imprensa americana diz que a Casa Branca está considerando desviar parte dos US$ 13,9 bilhões alocados no ano passado pelo Congresso para ajuda humanitária em áreas como Porto Rico, Texas e Califórnia, para pagar pelo muro.

Mas o congressista republicano Mark Meadows, que é próximo do presidente, disse que essa opção não está sendo seriamente considerada.


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sábado, 18 de março de 2017

Escândalo: 850 militares americanos compartilharam fotos nuas no Facebook

Escândalo: 850 militares americanos compartilharam fotos nuas no Facebook
19:16 17.03.2017 
Facebook

O representante democrata da Califórnia, Jackie Speier, anunciou na quinta-feira que o Serviço Naval de Investigação Criminal (NCIS) identificou 700 fuzileiros ativos e 150 na reserva que compartilharam imagens comprometedoras e muitas vezes obtidas ilegalmente de membros do serviço no Facebook, sem o conhecimento ou consentimento da vítima.

Cerca de 1.200 indivíduos, entre eles fuzileiros, eram membros do grupo "Marines United" do Facebook através do qual as fotos eram compartilhadas.

Speier, o democrata de alto escalão do Subcomitê de Pessoal Militar dos Serviços Armados, comentou: "Estou furioso, estou triste e estou frustrado por termos chegamos a este ponto".

O presidente do subcomitê, o representante republicano do Texas, Mac Thornberry, observou que, embora não pudesse confirmar os dados de Speier, também não contestava os números.

Durante uma audiência no Senado recentemente, a senadora democrata de Nova Iorque, Kirsten Gillibrand, criticou fortemente o comandante Robert Neller por permitir um clima que encorajava o comportamento antiético e às vezes ilegal de quem participava da página de compartilhamento de imagens do Facebook.

As forças armadas dos EUA têm adicionado mais pessoal feminino na última década, inclusive em posições de combate. À medida que mais mulheres aderiram às linhas militares, os relatos de assédio e abuso sexual aumentaram.



terça-feira, 26 de julho de 2016

Maconha vicia e gera prejuízos permanentes no cérebro, diz novo estudo

Maconha vicia e gera prejuízos permanentes no cérebro, diz novo estudo
Merelyn Cerqueira  2 meses atrás Atualizado em 26/07/2016
cigarro-de-maconha

Já faz um certo tempo que é considerada a ideia de que as pessoas que ocasionalmente fumam maconha podem, em breve, se tornarem viciadas.
 Agora, os cientistas afirmam ter chegado ao real motivo dessa questão. Segundo eles, a Cannabis sativa, a longo prazo, perturba determinados circuitos cerebrais, desencadeando desejos e dependências. Essa constatação foi feita a partir de um estudo que mostrou que parte do cérebro associada a recompensa, acendeu-se quando pessoas olhavam para imagens da droga ou itens associados. Segundo os pesquisadores, essa ideia marca a diferença entre usuários ocasionais e dependentes.
 Ainda ilegal no Brasil, nos Estados Unidos ela é permitida em 25 estados, para fins recreativos ou medicinais. Apesar do crescente número de usuários, muitos cientistas consideravam que as evidências de vício por parte da maconha ainda eram escassas. Logo, em estudos recentes, pesquisadores sugeriram que ela pode impactar um circuito cerebral, conhecido como sistema de recompensa mesocorticolímbico, provocando desejos. Esse sistema controla uma outra região do cérebro que libera a dopamina – uma substância química associada ao prazer.
Para investigar a relação da maconha com danos ao sistema cerebral, os pesquisadores reuniram 59 adultos usuários e um grupo de 70 pessoas que não faziam uso da droga. À ambos os grupos eram mostradas imagens da maconha e itens relacionados. Em seguida, eram mostradas fotos de frutas que eles disseram gostar, tal como, banana, maçã, uvas ou laranjas. A equipe também recolheu um questionário a respeito do uso da droga e se acreditava que estavam sofrendo problemas em razão a isso. Muitos dos usuários afirmaram sofrer problemas familiares e de relacionamento.
 Logo, os pesquisadores descobriram que, em média, as pessoas que usaram maconha tinham feito isso por pelo menos 12 anos. Usando exames de ressonância cerebral, eles descobriram que quando mostradas as imagens relacionadas a droga, como esperado, o circuito de recompensa do cérebro ficou ativo. Este não era o caso quando olhavam para as frutas. Para os não-usuários, isso acontecia exatamente ao contrário: as frutas estimulavam o circuito.
 “Descobrimos que esta perturbação do sistema de recompensa se correlaciona com o número de problemas, como questões familiares, que os indivíduos têm por causa do uso de maconha”, disse a pesquisadora Dra. Francesca Filbey, da Escola de Ciência e Comportamento do Cérebro, da Universidade do Texas, em Dallas, EUA. “O uso contínuo, apesar desses problemas, é um indicador de dependência”,salientou.
 A pesquisa foi financiada pelo Instituto Nacional sobre Abuso de Drogas e publicado na revista Human Brain Mapping.

[ Daily Mail ] [ Foto: Reprodução / Wikipédia ]