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terça-feira, 5 de janeiro de 2021

Bolsonaro admite incompetência: “Brasil está quebrado, não posso fazer nada”

SUED E PROPERIDADE

05/01/2021

Bolsonaro admite incompetência: “Brasil está quebrado, não posso fazer nada”

05/01/2021

Jair Bolsonaro admite sua própria incompetência administrativa e como gestor, e afirma que “o Brasil está quebrado, não consigo fazer nada”. 

Além disso, Bolsonaro acusou a mídia de ataca-lo e desgasta-lo,  de acordo com Bolsonaro a imprensa faz “trabalho incessante de tentar desgastar” o governo, mas que “vão ter que me aguentar até o final de 2022”.

Bolsonaro agora reconhece sua incompetência e narra sua “impotência” diante do desastre que é sua gestão em todos quesitos, de acordo com Bolsonaro, o Brasil “está quebrado”  e que ele não consegue “fazer nada”.

Bolsonaro, diante de apoiadores, nos portões do Palácio da Alvorada, em Brasília, responsabilizou a imprensa pelo seu fracasso, dizendo que disse haveria “um trabalho incessante de tentar desgastar”. Garantiu, entretanto, que aguenta no poder até 2022.

“Chefe, o Brasil está quebrado, e eu não consigo fazer nada. Eu queria mexer na tabela do Imposto de Renda, teve esse vírus, potencializado por essa mídia que nós temos. 

Essa mídia sem caráter. É um trabalho incessante de tentar desgastar para tirar a gente daqui e atender interesses escusos da mídia”, disse Bolsonaro para um grupo de apoiadores na parte externa do Palácio da Alvorada, segundo o UOL.

Devido a isso, formadores de opinião passaram a pedir Impeachment de Bolsonaro.

E você o que acha ?

O reconhecimento da incompetência não é um bom convite à renúncia ?


CONTINUA

Lula tem grande vitória: Juiz dá acesso ás mensagens de Moro e Dallagnol

05/01/2021

O ex-presidente Lula tem uma das maiores vitórias jurídicas, arriscamos dizer a maior e que fará todo diferencial, juiz acata determinação do Ministro do STF,  Ricardo Lewandowsky e dá acesso a defesa do ex-presidente Lula às mensagens obtidas pela Operação Spoofing. 

Essas mesmas mensagens que os hackers da Vaza Jato, entregaram à redação do The Intercept Brasil e sacudiram a cena política brasileira.

Lula pode considerar hoje (5), que tem em mãos sua maior cartada e vitória política contra a farsa jurídica da Operação Lava Jato, que foi montada para impedir sua vitória nas eleições de 2018.

O juiz Gabriel Zago Capanema de Paiva, plantonista da 10ª Vara Federal Criminal do Distrito Federal, determinou cumprimento de ordem judicial do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Ricardo Lewandowski que libera o acesso da defesa do ex-presidente Lula a mensagens apreendidas pela Operação Spoofing.

“Com esse intuito, oficie-se à Divisão de Contrainteligência da Diretoria de Inteligência da Polícia Federal (…). 

Considerando a urgência do provimento, confiro ao presente despacho força de ofício para fins de cumprimento. Intime-se o requerente. Comunique-se o Ministro Relator acerca do teor deste despacho”, escreveu em decisão o juiz Gabriel Zago.

Com as mensagens apreendidas da Operação, Lula terá acesso ás mensagens que os hackers liberaram para todo o Brasil, da Vaza Jato, onde celulares de autoridades e membros da Operação Lava Jato foram invadidos e tiveram as conversas divulgadas.

Entre elas conversas do ex-juiz Sérgio Moro, de Deltan Dallagnol e de procuradores da Lava Jato, que mostravam parcialidade e preferência política através dos diálogos e decisões combinadas. 

Os próprios procuradores da Operação Lava Jato, admitiram que apoiaram Bolsonaro nas eleições de 2018.

Com isso, o ex-presidente Lula terá como provar a lawfare que foi movida contra ele e provar a motivação política-ideológica e criminosa da Lava Jato, em prende-lo e levantar processos para impedir sua vitória nas eleições de 2018.

Além disso, perícia da Polícia Federal confirmou que as mensagens são autênticas e que os diálogos neles contidos são reais e não adulterados ou editados.

Com informações do Conjur


Fonte: https://falandoverdades.com.br/

quarta-feira, 11 de dezembro de 2019

EXPECTATIVA: FACULDADE DE DIREITO FARÁ DEBATE COM A PRESENÇA DE LULA E DIZ EM NOTA QUE NÃO RENUNCIARÁ À SUA VOCAÇÃO DEMOCRÁTICA; CONFIRA!


EXPECTATIVA: FACULDADE DE DIREITO FARÁ DEBATE COM A PRESENÇA DE LULA E DIZ EM NOTA QUE NÃO RENUNCIARÁ À SUA VOCAÇÃO DEMOCRÁTICA; CONFIRA!

Escrito por Portal Click Política 11 de dezembro de 2019

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Imagem do Google

Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo publicou uma nota para comentar a realização do debate “Lawfare” (em português, guerra jurídica), que receberá, nesta quarta-feira (11), os ex-presidentes Lula e Dilma Rousseff na sede da instituição. 

Segundo a direção do curso, o evento é organizado pelo Centro Acadêmico XI de Agosto e a instituição é um espaço aberto.

“A Faculdade de Direito do Largo de São Francisco tem uma importância central na vida intelectual e política do país. 

Não perfila com uma ou outra inclinação partidária, mas não renunciará à sua vocação democrática e à sua bicentenária história de ser plural e aberta”, diz trecho da nota.

O evento se trata de um debate e do lançamento do livro “Lawfare: uma introdução”, produzido pelos advogados do ex-presidente Lula, Cristiano Zanin e Valeska Martins, com o jurista Rafael Valim. 

A publicação traz um estudo sobre o conceito da guerra jurídica e dedica um capítulo especial para o caso Lula.

“O lawfare não se confunde com a judicialização da política e tampouco é algo que atinge somente o campo político progressista (ou de esquerda) brasileiro ou latino-americano. 

Ao contrário, o lawfare está acoplado às novas formas de guerras e de disputas desenvolvidas precipuamente pelos Estados Unidos e qualquer pessoa, instituição ou governo pode dele ser vítima”, diz trecho do livro divulgado pelo ConJur.
Click Política

CONTINUA

BOMBA: FELIPE SANTA CRUZ CRITICA SERGIO MORO E DIZ QUE TEM DEDO DA FAMÍLIA BOLSONARO NA MORTE DE MARIELLE; CONFIRA!


Escrito por Portal Click Política 11 de dezembro de 2019

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Imagem do Google

Felipe Santa Cruz, afirmou, durante café da manhã com jornalistas, nesta quarta-feira (11), na sede da Ordem , em Brasília, 
“não duvidar” da participação da família do presidente Jair Bolsonaro no caso da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Franco.

Santa Cruz afirmou também que este é o pior momento na história da relação entre a OAB e o Ministério da Justiça. 
Ele disse não ser recebido por Sérgio Moro. “Não tem diálogo nenhum. 

Nem na ditadura isso acontecia”.

Ele também criticou a política de segurança de Wilson Witzel: “Política de genocídio das populações da periferia“.

Santa Cruz disse ainda que “quem segue apoiando o governo é porque tem algum desvio de caráter”.

“Ele (Bolsonaro) preside para a minoria.

 Namora os 12% que apoiam a ditadura, de 12 a 20%, namora os 10% que são racistas, homofóbicos e machistas, ele namora os 10%… ele faz um conjunto de 30% dos piores sentimentos do povo brasileiro. 

Eu sinceramente acho que quem segue apoiando o governo… Estou convencido, e vou falar uma coisa dura. 
Quem segue apoiando o governo é porque tem algum desvio de caráter”, disse.

Após a entrevista, Santa Cruz enviou nota para a coluna de Guilherme Amado, da Época, para explicar que não quis generalizar. 

Veja a nota na íntegra abaixo:

“Bolsonaro vem sim criando uma base em que boa parte das pessoas não possui bons sentimentos. 

A principal base dele tem esses sentimentos de racismo, machismo e homofobia. 
Não posso confundir o apoiador dele indiscriminadamente.

 Essa não é a realidade do conjunto de apoiadores dele, que é composto de vários setores, que têm interesses legítimos. 

Gostaria de esclarecer que uma frase tirada do contexto dá uma ideia errônea do que falei e do que que penso.”

Click Política



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terça-feira, 10 de dezembro de 2019

O Que A OI/TELEMAR Tem A Ver Com A Petrobrás Para Sofrer Uma Operação Da Lava Jato?


O Que A OI/TELEMAR Tem A Ver Com A Petrobrás Para Sofrer Uma Operação Da Lava Jato?

Celeste Silveira 10 de dezembro de 2019

 

O mesmo aparato jurídico usado pelos Filhos de Januário para esconder da sociedade os crimes de Moro na condução da Lava Jato por baixo dos panos, contra Lula, volta a carga com os mesmos Filhos do corrupto Januário Paludo produzindo uma gigantesca lambança.

O nome disso é burrice aguda ou certeza de impunidade.

Eles foram cúmplices tanto nos crimes de Moro, revelados pela Vaza Jato do Intercept quanto os de Januário Paludo, que recebia mesada mensal de Messer, o doleiro dos doleiros, e nada aconteceu contra eles, por corporativismo do MP, dos filhotes do juiz e procuradores corruptos, acharam por bem aplicar outro Lawfare na praça contra o filho de Lula para atingir Lula.

Só que fizeram o oposto.

Dallagnol, o gatuno dos bilhões da Petrobras, que viu seu roubo ser abortado pelo STF, 

escreveu no Twitter:

“69ª fase apura repasses suspeitos de mais de R$ 132 milhões pelo grupo Oi/Telemar para empresas do grupo Gamecorp/Gol. 

Evidências apontam que parte dos recursos foi utilizada para a aquisição do sítio de Atibaia no interesse do ex-Presidente Lula”

Como resposta teve o que merece um vigarista que posa de paladino do combate à corrupção.

 Uma chuva de comentários espinafrando o picareta.

Claro que o caso foi parar na Globo como certamente foi combinado entre Moro e os Marinho.

A mesma Globo que nada falou sobre a Vaza Jato, o mensalão do Pai Januário e a Fundação da Lava Jato com grana da Petrobras, já lascou no Jornal Hoje mais uma fake news Lava Jato.

Só não dá para entender o que a OI/TELEMAR tem a ver com a Petrobrás, Moro e a Lava jato de Curitiba.

Essa operação fabricada por Moro e os filhos de Januário não tem nada a ver com Petrobras que justifica o circo da Lava Jato.

Na verdade quando dizem que evidências apontam que parte dos recursos foi utilizada para a aquisição do sítio de Atibaia no interesse do ex-presidente Lula, estão afirmando que o caso do sítio nada tem a ver com Petrobras, ou seja, nada tem a ver com a Lava Jato e, muito menos com Moro e a juizeca copia e cola.

 *Carlos Henrique Machado Freitas


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sexta-feira, 29 de junho de 2018

Cortina de fumaça: Globo agora ataca os advogados de Lula. Por Joaquim de Carvalho


Cortina de fumaça: Globo agora ataca os advogados de Lula. Por Joaquim de Carvalho

Publicado por Joaquim de Carvalho  29 de junho de 2018

 
Os advogados de Lula, durante julgamento no STF

Pelo que se vê das decisões dos magistrados que estão à frente da Lava Jato, não é exagero dizer que a condenação de Lula já estava decidida antes mesmo que o procurador Deltan Dallagnol apresentasse em power point a primeira denúncia contra o ex-presidente.

Mas quem lê a edição desta semana da revista Época, do grupo Globo, pode chegar a outra conclusão: a culpa pela condenação de Lula é de sua defesa, que estaria dividida.

Segundo reportagem de sete paginas — uma enormidade para uma revista que encolheu nos últimos meses e se tornou encarte do jornal O Globo —, Cristiano Zanin Martins, à frente dos processos de Lula desde o primeiro dia, estaria se desentendendo com Sepúlveda Pertence, ex-presidente do Supremo Tribunal Federal.

O texto cita um fato público para chegar a uma conclusão equivocada: houve mesmo divergência entre os advogados, mas não pelas razões apresentadas.

O fato público: o G1, do mesmo grupo que edita O Globo, publicou na semana passada texto com o título que destacava um suposto pedido dos advogados de prisão domiciliar para Lula.

Esse pedido nunca existiu formalmente e, por isso, Cristiano Zanin Martins divulgou nota para informar que a defesa de Lula reiterava o pedido de liberdade plena ao ex-presidente.

Alguns dias depois, Lula recebeu o pastor Ariovaldo Ramos na prisão e disse a ele que, de fato, não queria prisão domiciliar nem outra forma de cumprimento de pena.

A ele, só interessava a liberdade plena.

Quem tem certeza da própria inocência e uma biografia a defender não negocia meia prisão ou meia liberdade. Luta pelo reconhecimento público de que não é criminoso.

Ramos, ao deixar a Superintendência da PF em Curitiba, fez essa declaração, provavelmente a pedido do próprio Lula.

Foi um claro endosso à nota de Zanin, mas também é enganoso imaginar que Lula tenha querido apenas prestigiar o advogado.

Quem acompanha os desdobramentos dos processos judiciais a que Lula está sendo submetido sabe que o ex-presidente sempre rejeitou qualquer outra hipótese que não seja a absolvição.

A nota de Zanin, portanto, não saiu da cabeça dele, nem foi uma afronta a Sepúlveda Pertence, que ele reconhece como um dos mais respeitados juristas e cuja contratação apoiou.

Foi uma manifestação de lealdade a Lula, seu cliente.

Por sua vez, Sepúlveda Pertence agiu como ex-presidente do STF ao supostamente concordar com a prisão domiciliar a Lula.

Com cultura de magistrado, ele entendeu que, transformando o regime fechado de cumprimento (antecipado) da pena pela prisão domiciliar, estaria beneficiando o cliente.

Na verdade, se estivesse defendendo qualquer outro pessoa, seria um golaço de advogado, pois,  de fato, quem não gostaria de cumprir pena em casa em vez de permanecer trancado em uma sala de 15 metros quadrados?

Todos, menos Lula. Melhor: Lula não concorda com o cumprimento de pena em lugar nenhum. 

Se o trancam ou se o mandam para casa, o fazem por conta própria, não com anuência ou pedido dele. Soberba? Jamais. Então por quê?

Porque Lula não é mais apenas uma pessoa física, ele é um ser histórico na plenitude da expressão.

Ou, como Lula disse em seu último discurso, ele é uma ideia. E ideias não podem ser encarceradas.

Por isso, não faz sentido que ele peça prisão domiciliar, que poderia parecer reconhecimento de culpa.

Se o STF quer conceder a domiciliar, que o faça, mas não pode ser este o pedido da defesa.

A defesa de Lula é de alta complexidade, porque não envolve apenas questões jurídicas. 

Seus advogados trabalham com a lei em uma mão e a biografia de Lula na outra.

É uma situação que lembra muito uma passagem da peça O Santo Inquérito, de Dias Gomes.

A certa altura, Branca diz ao noivo, que estava preso e sendo torturado, que dissesse tudo que seus algozes queriam. Só assim eles deixariam de torturá-lo.

Augusto, o noivo, responde com uma frase lapidar:

“Há um mínimo de dignidade que não se pode negociar. Nem mesmo em troca do sol. Nem mesmo em troca da liberdade.”

Este é o ponto.

No cenário da vida real, a prisão domiciliar de Lula é muito mais uma solução para a Justiça do que para o ex-presidente.

Lula é muito maior do que o cárcere e seus carcereiros. A cada dia, fica mais evidente que é alvo de perseguição.

Basta ver que, depois que foi preso, a rejeição a uma candidatura dele a presidente caiu e sua liderança se manteve.

Ao mesmo tempo, a imagem do Poder Judiciário está cada vez mais negativa e, nesse ponto, é preciso reconhecer que, ao contrário do que informou Época, a estratégia de defesa técnica e firme do escritório de Cristiano Zanin Martins foi correta.

Ao lado de Zanin, tem papel destacado na defesa de Lula Valeska Teixeira, que também é advogada experiente e esposa dele.

Os dois não são criminalistas de formação e talvez esteja aí uma vantagem da defesa, combinada com a experiência e prestígio de José Roberto Batochio, ex-presidente da OAB, ele sim figura de peso no direito penal brasileiro.

No que diz respeito apenas à experiência de Zanin e Valeska, a atuação deles em casos empresariais complexos, nos quais situações que podem ser entendidas como criminais esbarram em questões civis e meramente tributárias, permite a Lula uma abordagem mais abrangente das acusações.

Em vez de discutir apenas questões penais, seus advogados vão ao âmago das denúncias, discutem o mérito das acusações.

Por exemplo, essa experiência mais abrangente permitiu incluir no processo criminal documentos que desmontavam a acusação de que Lula recebeu o triplex do Guarujá como propina.

O escritório vasculhou cartórios até encontrar documentos que mostravam que a OAS havia dado os imóveis em garantia de operações bancárias e no processo de recuperação judicial.

Moro desprezou a prova, mas até o trabalhador mais simples sabe que o ex-presidente teria que ser burro se aceitasse como propina um apartamento penhorado.

Qualquer estagiário sabe que, no direito penal, o ônus da prova cabe a quem acusa.

Mas, com Zanin e Valeska, o ex-presidente fez o caminho inverso dos processos criminais: apresentou provas de inocência.

Não era esse o objetivo, mas, tornando públicos a inconsistência e as incoerências das acusações, os dois contribuíram muito para inverter as curvas de popularidade de Lula e de Moro.

Quando começou a Lava Jato, Moro tinha 90% de aprovação. Hoje, segundo a última pesquisa Ipsos, apenas 37% dos brasileiros aprovam a atuação do juiz.

Nenhum criminalista toparia ir à ONU para denunciar o Estado brasileiro pela prática de lawfare, isto é, o uso do aparato legal para derrotar um cidadão, visto como inimigo.

ONU aceitou a denúncia, e é difícil que não seja convencida de que a parcialidade escancarada de setores do Judiciário brasileiro — cujo símbolo maior é Moro — não seja vista como uma estratégia de guerra para destruir uma liderança política.

O time que defende Lula há mais tempo — como Batochio, Zanin e Valeska — tem consciência de que a defesa do ex-presidente não se limita ao ambiente dos tribunais — não por vontade deles, mas pela aliança notória que existe entre policiais, procuradores e juízes com a velha imprensa.

Enquanto uns seguram, outros batem.

Sepúlveda entrou no processo quando a condenação pelo TRF-4 já estava consumada. É o advogado perfeito para a batalha que se trava no Supremo.

Fez o que qualquer jurista da sua envergadura faria: procurou convencer os ministros da inocência de Lula.

É claro que quer a sua liberdade, mas, não a conseguindo, concordou com uma medida possível. 

O STF é um tribunal político, e não só a corte suprema do Brasil.

Por isso, é natural que tenha se melindrado com a nota do escritório de Zanin.

Mas Lula, demonstrando que, mesmo preso, não perdeu a conhecida habilidade política, percebeu e por fez Sepúlveda saber que gostaria que o visitasse.

Deve agradecer pela defesa que faz no Supremo, seu empenho pela liberdade dele, e lembrar que os dois são muito maiores que aqueles que querem lhe conceder meia liberdade ou meia prisão.

No fundo, ambos sabem que “há um mínimo de dignidade que não se pode negociar”.

.x.x.x.

PS: Quanto à reportagem de Época, sem fonte com nome e sobrenome, apenas com aspas de “um petista”, fica nítido que a velha imprensa persiste na estratégia da cortina de fumaça. 

Centra o foco na defesa de Lula quando, na verdade, deveria abordar a escandalosa manobra de Fachin para manter Lula preso e, também, para o antecipar o veredito sobre sua inelegibilidade. 

O escândalo está aí, mas Época gasta sete páginas para falar de um mal estar entre advogados.


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