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terça-feira, 18 de julho de 2017

SE PERDENDO PELA A BOCA: Resposta com ‘tom de ódio’ de Moro dá novo argumento à Lula; CONFIRA AQUI!

SE PERDENDO PELA A BOCA: Resposta com ‘tom de ódio’ de Moro dá novo argumento à Lula; CONFIRA AQUI!
18 de julho de 2017
 

Na resposta aos embargos de declaração apresentados pela defesa de Lula, o juiz Sérgio Moro abusa da retórica, com um discurso político, e acaba entregando mais um argumento a favor do ex-presidente. Diz ele:

“Mais de uma vez consignou-se que, na apreciação de crimes de corrupção e lavagem, o Juízo não pode se prender unicamente à titularidade formal (itens 304-309). 

Assim não fosse, caberia, ilustrativamente, ter absolvido Eduardo Cosentino da Cunha na ação penal 5051606-23.2016.4.04.7000, pois ele também afirmava como álibi que não era o titular das contas no exterior que haviam recebido depósitos de vantagem indevida, mas somente “usufrutuário em vida”. 

Em casos de lavagem, o que importa é a realidade dos fatos segundo as provas e não a mera aparência.”

Segundo o dicionário, o significado de usufruto é aquilo que se usufrui, ou seja, que se pode desfrutar, que se pode fruir, que se colhe os frutos, que se tem o gozo e a posse temporária. 

Do latim “ususfructo”, que significa “uso dos frutos”.

Lula ou alguém da família jamais passou uma noite no apartamento. 

Como poderia ser usufrutuário?
Diferente de Eduardo Cunha, que usava o dinheiro das contas no exterior, pagando inclusive despesas caríssimas de sua esposa, a jornalista Cláudia Cruz.

Já Lula esteve uma vez no apartamento, olhando, como um potencial cliente, e sua mulher, Marisa Letícia, voltou lá outra vez, na companhia do filho.
A ida deles faz todo sentido: Marisa tinha uma cota do condomínio e a opção de transformá-la em bem concreto ou ter o dinheiro de volta.

Marisa decidiu, inclusive, mover ação para ter o dinheiro de volta.

Não ficaram com o apartamento, apesar da OAS, ao que parece, querer muito que o imóvel fosse deles. — mas não é, nem direta nem indiretamente. 

Se fosse, a família desfrutaria, como fez Cunha com o trust no exterior.



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sexta-feira, 26 de maio de 2017

Procurador diz que Cláudia Cruz foi absolvida por causa do ‘coração generoso’ de Moro

Procurador diz que Cláudia Cruz foi absolvida por causa do ‘coração generoso’ de Moro
26/05/2017 13:40
 Procurador Carlos Fernando dos Santos Lima
Procurador Carlos Fernando dos Santos Lima

O procurador Carlos Fernando dos Santos Lima afirmou nesta sexta-feira (26) que parte dos valores desviados no esquema investigado na 41ª fase da Operação Lava Jato abasteceram contas do ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha (PMDB) e de sua mulher, Cláudia Cruz. 

Segundo o procurador, Cláudia tinha como saber a origem dos recursos.

A mulher de Cunha foi inocentada pelo juiz Sérgio Moro nesta quinta-feira (25), mas o Ministério Público Federal (MPF) pretende recorrer da decisão. 

Para Santos Lima, a absolvição de Cláudia se deve ao “coração generoso” de Moro.

O valores depositados para Cunha foram para contas no exterior que já eram conhecidas, afirmou o procurador, ao detalhar a 41ª fase da Lava Jato, deflagrada nesta sexta. 

Esta etapa da operação apura desvios em operações da Petrobras em Benin, na África. Ao todo, sete pessoas teriam recebido propina do esquema.

Santos Lima afirmou que parte dos valores eram para o operador João Henriques e parte para Cunha. 

De acordo com ele, a investigação ainda precisa ser aprofundada. 

Ele reafirmou que um dos pontos fortes da Lava Jato é a cooperação internacional e que o MPF trabalha para recuperar o produto de roClaudia Cruz, mulher do então presidente da Câmara dos Deputados Eduardo Cunha, ao lado dele durante cerimônia no Congresso em novembro de 2015.

41ª fase da Lava Jato

A ação, batizada de Poço Seco, investiga complexas operações financeiras realizadas a partir da aquisição pela Petrobras de direitos de exploração de petróleo em Benin, com o objetivo de disponibilizar recursos para o pagamento de vantagens indevidas a um ex-gerente da área de negócios internacionais da empresa.

O Campo de Petróleo de Benin foi comprado em 2011, e de acordo com uma auditoria da Petrobras, trouxe um prejuízo de mais de US$ 77 milhões para a estatal porque o campo estava seco.

A Polícia Federal (PF) seguiu o caminho do dinheiro pago pela Petrobras, que foi de US$ 34 milhões para a empresa Companie Beninoise des Hydrocarbures SARL (CBH). 

Essa companhia pertence ao empresário português Idalecio Oliveira e foi responsável pela venda de um campo seco de petróleo em Benin para a Petrobras.

São alvos da operação o ex-gerente da Petrobras Pedro Augusto Cortes Xavier Bastos e o ex-banqueiro José Augusto Ferreira dos Santos. Eles são suspeitos de terem recebido mais de US$ 5,5 milhões (cerca de R$ 18 milhões) em propinas da CBH.

No mesmo dia em que a Petrobras fez o pagamento, a CBH transferiu US$ 31 milhões para outro grupo empresarial controlado pelo próprio Idalécio. 

Dois dias depois, com um contrato simulado, US$ 10 milhões foram transferidos para uma offshore de João Augusto Henriques, que está preso desde setembro de 2015, e é apontado como operador do PMDB. 

Ele foi condenado a uma pena de sete anos.

De acordo com a força-tarefa da Lava Jato, os US$ 10 milhões se referem à propina e correspondem a 1/3 do total do negócio.

O dinheiro do campo de Benin seguiu para várias contas. Quase US$ 5 milhões foram para uma conta na Suíça que pertence ao ex-gerente Pedro Augusto Cortes Xavier Bastos.

O ex-gerente da estatal foi preso preventivamente, ou seja, por tempo indeterminado. O mandado de prisão contra Pedro Augusto Cortes Xavier Bastos foi cumprido no Rio de Janeiro e ele será levado para a carceragem da PF em Curitiba.

Pedro Augusto Cortes Xavier Bastos foi demitido por justa causa da Petrobras. Uma comissão interna da estatal concluiu que ele omitiu informações sobre o negócio que acabou provocando o prejuízo para a empresa, e pressionou a equipe técnica para agilizar análises, o que prejudicou o estudo.

Há ainda um mandado de prisão temporária contra José Augusto Ferreira dos Santos. Contudo, o ex-banqueiro não foi localizado nesta manhã. Conforme o delegado federal Igor Romário de Paula, a defesa do investigado informou que ele vai se apresentar à PF.

Outras cinco pessoas também tiveram as contas abastecidas pelo esquema, entre 2011 e 2014, segundo o MPF. Ao total, contas na Suíça e nos Estados Unidos receberam mais de US$ 7 milhões. Os fatos podem configurar os crimes de corrupção, lavagem de dinheiro e evasão de divisas.

Ao todo, foram expedidos 13 mandados judiciais, sendo oito de busca e apreensão, um de prisão preventiva, um de prisão temporária e três mandados de condução coercitiva, que é quando a pessoa é levada para prestar depoimento. 

A operação cumpriu mandados em Brasília, Rio de Janeiro e São Paulo.

Operador do esquema

De acordo com a denúncia do Ministério Público que desencadeou a 41ª fase, os pagamentos de propina feitos para efetivar a venda em Benin foram intermediados pelo lobista João Augusto Rezende Henriques, operador do PMDB no esquema da Petrobras.

João Augusto está preso desde setembro de 2015 na operação Lava Jato e foi condenado a sete anos de prisão por corrupção e lavagem de dinheiro, em decorrência dos mesmos fatos, em outro processo. 

Nele, foram condenados também o ex-presidente da Câmara dos Deputados Eduardo Cunha e o ex-diretor da Petrobras Jorge Luiz Zelada.

Fonte: G1


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Moro vira alvo do ódio da torcida que criou nas redes sociais

Moro vira alvo do ódio da torcida que criou nas redes sociais
26 de maio de 2017 por esmae
 

O juiz Sérgio Moro vem apanhando bastante nas redes sociais, da direita e da esquerda, em virtude da absolvição de Cláudia Cruz, mulher do ex-deputado Eduardo Cunha, ocorrida nesta quinta-feira (25).

Talvez esta sentença que invoca o princípio “in dubio pro reo” seja a mais sensata, até agora, proferida pelo titular da Lava Jato. 

O mesmo instituto pode ser estendido ao ex-presidente Lula.

Aos poucos, Moro virou alvo do ódio da “torcida” que ele mesmo criou nas redes sociais. 

Na prática, o magistrado transformou-se em refém de um enredo no qual julgava ter maioria da população a seu lado. 

Portanto, ele não decidia, literalmente jogava para a torcida.

Durante seu depoimento ao juiz em Curitiba, no início de maio, Luiz Inácio avisou:

“… eu queria lhe avisar uma coisa, que esses mesmos que me atacam hoje, se tiverem sinais de que eu serei absolvido, prepare-se…”.

Dito e feito.

Nunca, em nenhum lugar do mundo, a unanimidade é ou foi uma virtude. 

Pelo contrário, como costumava falar o dramaturgo Nelson Rodrigues.

Tal qual Reinaldo Azevedo, jornalista despejado da Veja, Sérgio Moro cria corvos na fictícia República de Curitiba.

Mais uma vez vale a pena lembrar o provérbio espanhol: “Cría cuervos y te sacarán los ojos”.


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quinta-feira, 25 de maio de 2017

Moro absolve mulher de Cunha e sofre reações inesperadas nas redes sociais! Saiba mais e compartilhe…

Moro absolve mulher de Cunha e sofre reações inesperadas nas redes sociais! Saiba mais e compartilhe…
Muitos questionam por que Sérgio Moro não absolveu Dona Marisa Letícia (esposa de Lula) nem depois de morta, como manda a lei, e inocentou a suspeitíssima Cláudia Cruz. Até ‘coxinhas’ dizem estar agora com um pé atrás em relação ao juiz
Publicado em 25 de maio de 2017
 morocláudiacunha-min
Fotomontagem: Internet

O juiz Sérgio Moro inocentou em decisão hoje (25) à tarde Cláudia Cruz, mulher de Eduardo Cunha, acusada de se beneficiar de conta de um milhão de dólares na Suíça supostamente oriunda de corrupção de seu marido. 

Na decisão, o chefe da lava-jato assinalou: 

“Absolvo Cláudia Cordeiro Cruz da imputação do crime de lavagem de dinheiro e de evasão fraudulenta de divisas por falta de prova suficiente de que agiu com dolo”.

Para Moro, portanto, Cláudia Cruz agiu sem dolo, isto é, sem intenção de prejudicar as finanças do país. 

Muito inocente a moça, ao que parece. Pelo menos aos olhos do juiz.

Escracho
Imediatamente após a decisão, uma enxurrada de comentários passou a circular pelas redes sociais, a maioria em reprovação a Moro. 

Muitos questionam por que ele não absolveu Dona Marisa Letícia (esposa de Lula) nem depois de morta, como manda a lei, e inocentou a suspeitíssima Cláudia Cruz.

A novidade é que agora muitos ‘coxinhas’ ficaram decepcionados com o “presidente da república de Curitiba. “Sou fã do Moro, mas essa atitude me deixa com um pulga atrás da orelha”, diz a carioca Ana Beatriz, pelo facebook.

Tal como Ana, muitos brasileiros estão cada vez mais com um pé atrás em relação ao juiz. 

Quando até vários de seus tietes passam a duvidar de sua imparcialidade, significa que a coisa não anda nada bem para o chefe da lava-jato.

Implicado no Conselho Nacional de Justiça – CNJ

Moro será julgado pelo Conselho Nacional de Justiça na próxima terça (30), por dois procedimentos supostamente abusivos contra o ex-presidente Lula. 

Um deles está relacionado ao vazamento de grampo de conversas de familiares do petista.


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quinta-feira, 18 de maio de 2017

POVO CANSADO DA HIPOCRISIA DE MORO: Após escândalo da JBS, população pede que Moro seja ‘homem’, esqueça Lula e decida pedido de prisão da mulher de Cunha

POVO CANSADO DA HIPOCRISIA DE MORO: Após escândalo da JBS, população pede que Moro seja ‘homem’, esqueça Lula e decida pedido de prisão da mulher de Cunha
17 de maio de 2017
 
BRA58. SAO PAULO (BRASIL), 29/04/2015.- El juez brasileño Sergio Moro, responsable del caso Petrobras en la Operación Lava Jato, nombre de la mayor operación contra la corrupción en la historia de Brasil, participa hoy, martes 29 de marzo de 2016, en un seminario sobre estrategias contra la corrupción en Sao Paulo (Brasil). EFE/SEBASTIÃO MOREIRA

Após escândalo envolvendo o grupo JBS, onde se comprovou pagamento de ‘mesada’ em troca do silêncio de Eduardo Cunha (PMDB) na cadeia. 

O portal Click Politica reproduz matéria sobre o pedido de prisão contra Cláudia Cruz, formulado pelo o MPF e esquecido pelo o juiz Sérgio Moro, juiz parcial, que tenta a todo custo prender sem provas o ex-presidente Lula.

Vamos a matéria!

O juiz Sérgio Moro ainda não avaliou o pedido de prisão formulado pelo o MPF contra a esposa do ex-deputado Eduardo Cunha, a jornalista Cláudia Cruz.

O magistrado não se pronunciou, e o caso vem chamando a atenção, haja vista que provas contundentes teriam sido apresentadas.

O motivo. Moro estaria focado apenas em condenar o ex-presidente Lula.

Moro esteve com Temer em solenidade do exército, onde ‘afagos’ foram flagrados por jornalistas.

Uma prisão de Cláudia Cruz poderia levar uma delação de Eduardo Cunha, o que atingiria o governo de Michel Temer.

CLICK POLITICA


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quarta-feira, 19 de abril de 2017

MEGA BOMBA: MP pede a Moro prisão da mulher de Cunha; CONFIRA!

MEGA BOMBA: MP pede a Moro prisão da mulher de Cunha; CONFIRA!
19 de abril de 2017
 

O Ministério Público pediu ao juiz Sérgio Moro a prisão, em regime fechado, da jornalista Cláudia Cruz, mulher do ex-deputado Eduardo Cunha, por lavagem de dinheiro e crime contra o sistema financeiro nacional.

Doze procuradores assinam um documento denominado de “memoriais escritos”, que foi entregue ao magistrado, responsável pela força-tarefa na primeira instância.

Nas próximas semanas, Moro deverá anunciar sua sentença no processo em que Cláudia e o ex-diretor da Petrobras Jorge Zelada são réus.

De acordo com informações da Veja, o pedido de condenação de Cláudia Cruz se baseia em cinco fatos, todos ligados à manutenção de dinheiro não declarado no exterior.

A mulher de Cunha nega os crimes e diz que não tinha conhecimento das movimentações ilegais do marido na Suíça. 

“É claro que Cláudia Cruz, pessoa bem esclarecida, sempre teve conhecimento de que o salário de Eduardo Cunha, como servidor público, jamais seria capaz de manter o elevado padrão de vida por eles mantido”, diz a petição do MPF.

“Cláudia Cruz não foi simples usuária dos valores, mas coautora de Eduardo Cunha em lavar os ativos mediante manutenção de conta oculta com os valores espúrios, cuja abertura foi assinada por ela, bem como por converter os ativos criminosos em bens e serviços de altíssimo padrão”, dizem os procuradores.



sábado, 3 de dezembro de 2016

‘Testa de ferro’ de Cunha e Cláudia Cruz é descoberto

‘Testa de ferro’ de Cunha e Cláudia Cruz é descoberto
Mensagens encontradas pelos investigadores da Lava Jato, apontam que ele providenciava dinheiro vivo para o casal

POLÍTICA POLÍCIA FEDERAL HÁ 21 HORAS  03/12/2016   POR NOTÍCIAS AO MINUTO
 

O “testa de ferro’’ do deputado cassado Eduardo Cunha e de seus familiares para pagamentos em espécie é Sidney Roberto Szabo, que foi presidente do fundo de pensão da Companhia Estadual de Águas e Esgotos do Rio de Janeiro (Cedae).

A informação foi divulgada pela reportagem do jornal O Globo, dentro das investigações apresentadas no âmbito da operação Lava-Jato. 
Mensagens encontradas pela Operação, apontam que ele providenciava dinheiro vivo para Cláudia Cruz, mulher de Cunha.

Segundo o MPF, em mensagem eletrônica trocada entre Sidney Szabo e o contador, em 2013, Szabo busca informações a respeito de nota fiscal a ser emitida em favor de Cláudia Cruz, para que seja gerado um “valor líquido” de R$ 40 mil. Os procuradores acreditam que os dois se referiam a dinheiro em espécie.

Outra mensagem mencionada pelos procuradores foi trocada entre Szabo e Danielle Dytz da Cunha, filha do ex-deputado. 
Danielle teria solicitado que fossem providenciados pagamentos a pessoas físicas no valor de R$ 79,9 mil.



sexta-feira, 26 de agosto de 2016

Moro dispensa mulher de Cunha de audiência, devolve passaporte e dá 4 meses à defesa

Moro dispensa mulher de Cunha de audiência, devolve passaporte e dá 4 meses à defesa

QUI, 25/08/2016 - 12:54 ATUALIZADO EM 25/08/2016 - 12:59
 

Jornal GGN - No mesmo despacho em devolve o passaporte de Cláudia Cruz - investigada na Lava Jato por corrupção, lavagem de dinheiro e evasão de divisas - o juiz Sergio Moro aceitou um pedido da defesa da esposa de Eduardo Cunha (PMDB) para que sete testemunhas na Suíça e Cingapura sejam ouvidas por meio de cooperação com as autoridades internacionais. Para isso, Moro estipulou o prazo máximo de quatro meses para "esperar a resposta ao pedido de cooperação."
Moro estimou o prazo levando em conta que há "acusados presos cautelarmente", mas considerando, sobretudo, o direito à "ampla defesa" de Cláudia Cruz. No despacho, Moro sinaliza que considera essas testemunhas dispensáveis para o processo em que a jornalista é acusada de usufruir das contas que Cunha mantinha no exterior, abastecidas com dinheiro desviado dos esquemas de corrupção na Petrobras.
"Apresentou a defesa argumentos para defender a imprescindibilidade da prova e quesitos. Retificou que, em realidade, são sete testemunhas, pois havia nome repetidos, e retificou o endereço de uma delas (Angela Nicolson). Observando os quesitos, é muito duvidosa a imprescindibilidade da prova, como exige o art. 222­A do CPP, disse Moro.
Para ele, "a questão relevante quanto à origem dos recursos [das contas usadas por Cláudia Cruz] encontra­-se no domínio de conhecimentos dos titulares das contas, no caso, em princípio, Cláudia Cordeiro Cruz e seu cônjuge, e não no dos empregados bancários ou responsáveis pela constituição dos trusts ou off­shores."
"Da mesma forma, a questão relevante é saber se, caso os ativos tenham origem criminosa, tinha a acusada ciência disto, o que os mecanismos de compliance dos bancos, em princípio, nada resolverão. De todo modo, a bem da ampla defesa, resolvo deferir essa prova."
Na mesma decisão, Moro atendeu a mais dois pedidos da defesa de Cláudia Cruz: devolveu seu passaporte, mas indicou que, para deixar o País, a jornalista necessitará de autorização judicial; e dispensou a mulher de Cunha de audiência programada para esta quinta-feira (26).
Há alguns dias, saiu na imprensa despacho de Moro criticando a dificuldade da Lava Jato em localizar Cláudia em seu endereço residencial para fazer notificações.
"Informa a Defesa de Cláudia Cordeiro Cruz que a acusada possui residência no Rio de Janeiro/RJ, situada na Avenida Heitor Doyle Maia, 98, Barra da Tijuca, e na cidade de Brasília, na SQS 316, Bloco B, Apto 202. Noticia, ainda, que a acusada declarou­-se intimada da audiência que irá ocorrer no dia 26 de agosto de 2016, da qual, inclusive, requereu dispensa. Anotem­-se os endereços da acusada. Defiro o pedido de dispensa, sob a condição de que a intimação para os atos processuais vindouros seja realizada na pessoa de seus advogados. Ausência de oposição será interpretada como concordância tácita."

O único pedido que Moro não concedeu à defesa de Cláudia Cruz foi a imposição de sigilo sobre o inquérito, alegando que - com exceção dos dados protegidos por lei - o caso é de interesse público.