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quinta-feira, 11 de julho de 2019

Economistas agora já admitem que reforma da previdência pode piorar ainda mais a crise


Economistas agora já admitem que reforma da previdência pode piorar ainda mais a crise

5 hours ago Economia 11/07/2019


Reforma da Previdência, apontada pelo governo Jair Bolsonaro como a salvação da economia brasileira, poderá ter um efeito recessivo se não for acompanhada de um aumento significativo do investimento privado, diz estudo da UFMG; estimativa é que o Produto Interno Bruto (PIB) possa cair de 1% a 2% em até dez anos, dependendo da velocidade de resposta da iniciativa privada

247 – A reforma da Previdência, apontada pelo governo Jair Bolsonaro como a salvação da economia brasileira, poderá ter um efeito recessivo se não for acompanhada de um aumento significativo dos investimentos privados. 

A afirmação consta de uma nota técnica elaborada pelo Centro de Desenvolvimento e Planejamento Regional da Universidade Federal de Minas Gerais (Cedeplar/UFMG). 

A estimativa é que o Produto Interno Bruto (PIB) possa cair de 1% a 2% em um prazo de dez anos, dependendo da velocidade de resposta da iniciativa privada.

De acordo com o estudo, publicado pelo jornal Valor Econômico, a redução dos valores das aposentadorias e pensões, devido a economia de até R$ 800 bilhões esperada pelo governo, teriam um impacto direto sobre a renda das famílias, reduzindo o consumo e a atividade econômica. 

Ainda segundo o levantamento, elaborado pelo pesquisadores Edson Paulo Domingues, Débora Freire Cardoso, Luís Eduardo Afonso e Guilherme Cardoso, os cortes no Regime Geral de Previdência Social (RGPS) ampliam as desigualdades de renda e as reduções nas aposentadorias do setor público (RPPS) melhorariam as injustiças.

Para os pesquisadores, uma das razões sobre os efeitos negativos da reforma sobre a economia reside no fato de que não existe um consenso sobre como a confiança do mercado se aplicará aos investimentos. 

Associados a esta incerteza estão a lentidão na queda dos juros, reaquecimento da economia, redução do financiamentos por meio do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), além do limite dos investimentos públicos imposto pela regra do teto dos gastos.

“Só a reforma da Previdência, se o investimento não responder dessa forma tão otimista quanto alguns economistas estão prevendo, coloca de fato a possibilidade de um cenário recessivo”, afirmou diz Débora Freire. 

“Não estar atento aos impactos socioeconômicos da reforma implica ampliação das desigualdades, em um país onde não existe mais espaço pra isso”, completou.


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segunda-feira, 1 de janeiro de 2018

Salário mínimo de R$ 954 entra em vigor

Salário mínimo de R$ 954 entra em vigor
01/01/2018 11h26publicação Brasília
Olga Bardawil - Repórter da Agência Brasil
Real-Moeda Nacional
O cálculo do salário mínimo é definido em leiMarcello Casal Jr/
Agência Brasil

O novo salário mínimo começa a valer hoje (1º). Decreto assinado pelo presidente na sexta-feira (29) fixa o seu valor em R$ 954, um aumento de R$ 17. É o menor reajuste do salário mínimo em 24 anos.

 O valor é inferior ao estimado anteriormente pelo governo, que era R$ 965.

O reajuste foi mais baixo porque a fórmula de correção leva em conta a variação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) do ano anterior, calculado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), e o resultado do Produto Interno Bruto (PIB) de 
dois anos antes. 

Como o resultado do PIB de 2016 foi negativo, o reajuste do salário mínimo foi calculado apenas pelo INPC, estimado pelo governo em 1,81%.

Para o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, o novo valor do salário mínimo para 2018 foi determinado pela aplicação da lei, e não 
por escolha política.

“O salário mínimo basicamente está definido 
por lei. 

A questão é apenas como calcular exatamente a aplicação dos índices de inflação. Porque o salário mínimo é definido por crescimento do PIB e inflação.

 Então é meramente uma questão de definir esses itens”, disse Meirelles em outubro, ao participar de evento em São Paulo.

Cerca de 45 milhões de pessoas no Brasil recebem o salário mínimo, entre aposentados e pensionistas, cujos benefícios são, ao menos em parte, pagos pelo governo federal.

A atual fórmula de reajuste do salário mínimo foi criada em 2012, ainda no governo da então presidente Dilma Rousseff, e deve valer até 2019.

Como o reajuste ficou abaixo da estimativa anterior, o governo deve economizar cerca de R$ 3,3 bilhões em gastos este ano.

Edição: Juliana Andrade



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sábado, 22 de abril de 2017

Governo errou cálculos e superestimou o rombo da Previdência para forçar reforma

QUI, 20/04/2017 - 11:47 ATUALIZADO EM 20/04/2017 - 11:5

 Foto: Agência Brasil
 

Jornal GGN - Reportagem do The Intercept Brasil mostra que o Ministério da Fazenda do governo Michel Temer fez cálculos errados e superestimou o rombo da previdência, forçando apoio 
à reforma.

De acordo com o portal, os deputados tiveram acesso a uma análise, feita em cima dos dados apresentados pela Fazenda, que mostra que entre os erros cometidos está a projeção de idosos para o ano de 2060, feita em cima de uma única base de dados.

Um economista que assina análise aponta que para uma reforma desse tamanho, seria necessário criar pelo menos três cenários diferentes considerando as variáveis socioeconômicas. 

Mas o governo selecionou algumas bases de dados convenientes ao projeto, e esboçou apenas um cenário, como se fosse defitivo.

Outro fator que pode ter levado a erros no único cenário projetado foi o uso do número de desempregados de 2014 para analisar o potencial de arrecadação futuro. Essa base de dados, apontam especialista, puxa para baixo a previsão de receita. 

Além disso, ao criar esse quadro, o governo ignorou seus próprios projetos para aumentar a arrecadação e reduzir os efeitos da crise econômica, como a terceirização e a reforma trabalhista.

"O cálculo do salário mínimo também apresenta erros. O crescimento anual previsto nos documentos está na média constante de 6%, enquanto a inflação e o PIB caem. 

Como os dois índices servem de base de cálculo para o reajuste do mínimo, a não ser que fórmula do salário mínimo mude, a conta não fecha", diz o portal.

"Segundo os analistas, o governo não apresentou as fontes de muitos dos números utilizados, nem explicou quais os cálculos e fórmulas matemáticas foram utilizados para se chegar às previsões catastróficas que justificariam os cortes drásticos na Previdência Social", acrescentou.

A reportagem completa está disponível aqui.







sábado, 11 de março de 2017

Temer explicando porque se mudou do Alvorada, residência oficial do presidente: “Senti uma coisa estranha lá. Eu não conseguia dormir, desde a primeira noite.”

Temer explicando porque se mudou do Alvorada, residência oficial do presidente: “Senti uma coisa estranha lá. Eu não conseguia dormir, desde a primeira noite.”
 

O presidente Michel Temer explicou por que desistiu de morar no Palácio do Alvorada e preferiu retornar ao Palácio do Jaburu, decisão que causou controvérsias após a reforma de mais de R$ 20 mil na residência oficial da Presidência da República. 

“Senti uma coisa estranha lá. Eu não conseguia dormir, desde a primeira noite. A energia não era boa. A Marcela sentiu a mesma coisa. Só o Michelzinho, que ficava correndo de um lado para outro, gostou. Chegamos a pensar: será que a aqui tem fantasma?”, concluiu.

Em entrevista à revista Veja, Temer afirmou ainda que “nunca” demitiu nenhum ministro. “Eles é que se sentiram incomodados e pediram para sair. O governo não pode ficar sujeito à instabilidade das acusações que surgem na Lava Jato”, acrescentou, referindo-se à operação da Polícia Federal.

O presidente voltou a apostar que a economia do País dará os primeiros sinais de recuperação neste primeiro trimestre de 2017. Reiterou que o “fundo do poço” ficou para trás e que postos de trabalho começam a surgir nas indústrias de São Paulo e Rio de Janeiro. “Ainda é pouco, mas é o começo. Talvez ainda no primeiro trimestre deste ano os indicadores do PIB já sejam positivos. 

Algo como 0,1%, 0,2% ou 0,3%. Isso parece pouco, mas estamos saindo de um encolhimento de 3,6% no ano passado”, afirmou à publicação. “Os atuais níveis de desemprego, porém, devem persistir até o terceiro trimestre deste ano”, ponderou.

O peemedebista frisou ainda que quer “entrar para a história como um presidente reformista”, lembrando que devem ser aprovadas neste ano as reformas da Previdência, trabalhista, tributária e política. “Não sou populista, não estou atrás do aplauso popular. Fizemos em alguns meses o que os últimos presidentes não conseguiram fazer em décadas”, avaliou. 

“Hoje eu diria que meu governo é 10 por tudo que fizemos e diante do desarranjo que recebi. Mas prefiro fazer uma avaliação em setembro, quando estaremos completando um ano de mandato efetivo.”

Na entrevista, Temer também teceu elogios ao Congresso, afirmando que só está no cargo graças ao apoio dos deputados e senadores. Conforme o presidente, ele não tem o apoio do povo nem a simpatia da imprensa.

Fonte: Estadão



segunda-feira, 16 de janeiro de 2017

NEM O FMI APOSTA NA DUPLA TEMER-MEIRELLES

NEM O FMI APOSTA NA DUPLA TEMER-                          MEIRELLES
 

Fundo Monetário Internacional rebaixa as projeções da economia brasileira em 2016 e 2017, colocando o País na lanterna global; FMI agora estima queda de 3,8% em 2016 e estagnação de 0,2% neste ano; para 2018, o FMI projeta um crescimento pífio de 1,5%; depressão provocada pelo golpe e pela inépcia de Michel Temer e Henrique Meirelles fará com que o Brasil produza um em cada três desempregados do mundo em 2017

16 DE JANEIRO DE 2017 ÀS 12:25 

247 - Em relatório divulgado nesta segunda-feira, 16, o Fundo Monetário Internacional jogou a toalha sobre a possibilidade de qualquer recuperação da economia brasileira sob o comando de Michel Temer e Henrique Meirelles. 

O FMI rebaixou ainda mais a previsão de queda do Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil no ano passado, de 3,3% para 3,5%.

Além disso, reduziu a projeção de alta em 2017, de 0,5% para 0,2%. Para 2018, o FMI projeta um crescimento de 1,5%. O número consolidado do PIB de 2016 será anunciado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em março.

Para o FMI, os países da América Latina e Caribe devem "encolher" 0,7% em 2016 – uma piora de 0,1 ponto percentual em relação à última previsão. Em 2017, a previsão de alta de 1,6% foi reduzida para 1,2%. 

"Na América Latina, o declínio do crescimento reflete, em grande medida, as expectativas da recuperação de curto prazo na Argentina e no Brasil, depois de um crescimento mais fraco do que o esperado no segundo semestre de 2016 e à maior resistência à incerteza no México e à deterioração contínua na Venezuela", disse o organismo financeiro em nota.

O órgão prevê que o mundo vai crescer 3,1% neste ano, a mesma de outubro. Para 2017, a estimativa ficou igual: avanço de 3,4%. Para 2018, o FMI acredita que a economia deverá avançar mais do que nos anos anteriores: 3,6%.



domingo, 25 de dezembro de 2016

BNDES devolve R$ 100 bilhões ao Tesouro e reduz dívida bruta do governo

25/12/16 - 19:37
 

Um mês depois de o Tribunal de Contas da União (TCU) autorizar a operação, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) devolveu R$ 100 bilhões ao Tesouro Nacional. A quantia faz parte dos R$ 532 bilhões que o banco deve à União referente aos empréstimos que recebeu de 2008 a 2014.

Em nota, o Ministério da Fazenda informou que a antecipação reduzirá a Dívida Bruta do Governo Geral em 1,6 ponto percentual do Produto Interno Bruto (PIB, soma dos bens e serviços produzidos no país). Em outubro, segundo os dados mais recentes do Banco Central, o indicador estava em 70,3% do PIB.

A devolução também permitirá ao Tesouro economizar R$ 37,3 bilhões em subsídios que deixarão de ser pagos ao BNDES nos próximos anos para cobrir a diferença entre a taxa Selic (juros básicos da economia) e os juros inferiores às taxas de mercado cobrados nos financiamentos concedidos pelo BNDES. Apenas em 2017, a economia deverá ficar em torno de R$ 7 bilhões.
Dos R$ 100 bilhões, o banco pagou R$ 40 bilhões em títulos públicos e R$ 60 bilhões em dinheiro. Os títulos foram imediatamente cancelados, e os recursos financeiros serão utilizados exclusivamente para o pagamento de dívida pública em mercado.
"A operação é importante componente do programa de ajuste fiscal do Governo Federal e resulta em melhora substancial e imediata no nível de endividamento", informou o Ministério da Fazenda em nota.
Dívida bruta
De 2008 a 2014, o Tesouro Nacional aportou cerca de R$ 500 bilhões em títulos públicos ao BNDES para ampliar a capacidade do banco de emprestar recursos para sustentar o investimento e estimular a economia. O Tesouro emitiu títulos públicos ao banco, que vendia os papéis no mercado para ampliar o capital e poder emprestar mais recursos.
Os aportes do Tesouro ao BNDES não tiveram impacto sobre a dívida líquida do governo (diferença entre o que o governo deve e o que tem a receber), isso porque o que o BNDES devia ao Tesouro era anulado pelo que o Tesouro tinha direito a receber. As transações, no entanto, ampliaram a dívida bruta nos últimos anos.
Em maio, o BNDES tinha anunciado a intenção de devolver ao Tesouro R$ 100 bilhões que ainda não tinham sido usados pela instituição. A antecipação do pagamento precisou de aval do Tribunal de Contas da União (TCU), que só liberou a operação no fim de novembro.
Petrobras
No mesmo dia em que pagou R$ 100 bilhões ao Tesouro, o BNDES recebeu R$ 16,7 bilhões da Petrobras, que liquidou dívidas com o banco. Desse total, R$ 16,7 bilhões referem-se a três financiamentos do BNDES à própria Petrobras e à Transportadora Associada de Gás (TAG), subsidiária da petroleira. Em 28 de novembro, a Petrobras havia antecipado o pagamento de R$ 3,3 bilhões de outro financiamento firmado com a TAG. Os dois pagamentos equivalem a R$ 20 bilhões.

Fonte:Agência Brasil/Diário Catarinense