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sábado, 12 de maio de 2018

REVISTA DENUNCIA! Os Patrocínios Ocultos Do Ministro Que Soltou Paulo Preto; SAIBA!


REVISTA DENUNCIA! Os Patrocínios Ocultos Do Ministro Que Soltou Paulo Preto; SAIBA!

Por Redação Click Política Última Atualização 12 maio, 2018


Da Revista Cruzoé:

O ano de 2016 foi próspero para o Instituto Brasiliense de Direito Público, o IDP. O caixa do instituto, de propriedade de Gilmar Mendes, ministro do Supremo Tribunal Federal, recebeu 32 pagamentos de diversas empresas e entidades. 

Todas interessadas em patrocinar eventos – sempre com a presença de Gilmar, a sua principal estrela. 

Os valores dos patrocínios foram elásticos: de 50 mil a 500 mil reais. 

Na ponta do lápis, só naquele ano a receita de patrocínios foi de 4,3 milhões de reais, valor que chega a 7 milhões se considerados os pagamentos recebidos desde 2011.

Crusoé obteve as planilhas do IDP que relacionam 23 empresas e entidades que patrocinaram o instituto e descobriu situações distintas. 

Uma delas, a mais comum, envolve companhias que patrocinaram os eventos e, em contrapartida, ganharam a exposição de suas marcas. 

É a regra geral de qualquer patrocínio, em qualquer evento, de qualquer instituição. 

Mas há, nas planilhas do IDP, patrocinadores que deram dinheiro sem que houvesse a publicidade da marca – são, portanto, patrocínios ocultos. 

Outra frente de arrecadação do instituto foram os grupos de estudos jurídicos. 

Também nesse caso surge o insólito fenômeno das empresas que patrocinaram, mas preferiram não aparecer.

A Souza Cruz, gigante do ramo de cigarros, surge nos documentos internos como o principal patrocinador oculto do IDP. 
Desde 2011, a companhia repassou 2,4 milhões de reais ao instituto. 

Mas não há, nem no site do IDP nem nos materiais de divulgação, qualquer referência à empresa. 

A Crusoé, ex-funcionários do instituto de Gilmar Mendes armaram, sob a condição de terem sua identidade preservada, que havia um acerto entre as partes para que os patrocínios da Souza Cruz permanecessem incógnitos. 

Procurada, a empresa confirma que em momento nenhum buscou “visibilidade” ao fazer os repasses ao IDP. 

Diz que patrocinou dois projetos, mas que não tinha interesse em aparecer: “A empresa não buscou, nos patrocínios a esses dois projetos, visibilidade de marca. 

A prioridade não era essa. Ali, até pela extensão e complexidade dos temas, o objetivo era gerar conteúdo premium, pensamento crítico, estudos avançados”.

A companhia informou ter com o IDP, há anos, um contrato para o “patrocínio de atividades acadêmicas”. O contrato é coberto por uma cláusula de confidencialidade.

O Bradesco e o grupo J&F, dos irmãos Joesley e Wesley Batista, também estão no rol dos patrocinadores do IDP que não fazem questão de publicidade. 

Embora em outros anos as duas empresas tenham exibido suas logomarcas em eventos do instituto, os repasses feitos em 2016 ficaram restritos aos balancetes internos do IDP.

 O Bradesco e a holding da JBS figuram, nesses documentos, entre as empresas que contribuíram para a 19ª edição do Congresso Internacional de Direito Constitucional, realizada em Brasília.

 O banco deu 200 mil reais e a J&F, 500 mil.

 Os créditos foram anotados nos documentos internos do instituto como patrocínios ao congresso, mas os dois grupos não figuraram, em nenhum momento, entre os patrocinadores oficiais.

Procurados por Crusoé, Bradesco e J&F não quiseram se manifestar sobre os repasses. 

Situação similar envolve um seminário realizado no IDP no Rio de Janeiro, em junho de 2016.

 A Triunfo Logística, empresa fluminense de engenharia com atuação no setor de óleo e gás, repassou 100 mil reais para o evento. 

Mas também abriu mão de aparecer como patrocinadora. 

Além de Gilmar, anfitrião do seminário, o IDP levou, como palestrantes, os ministros Bruno Dantas e Vital do Rêgo, do Tribunal de Contas da União (TCU). 

O valor pago pela Triunfo foi creditado na conta do IDP. O Google é outra empresa que adotou comportamento semelhante. 

Repassou 200 mil reais, em maio de 2016, para viabilizar a criação de um centro de estudos no IDP. 

À Crusoé, o gigante da internet afirmou que costuma incentivar a produção de conteúdo técnico e admitiu que, no acerto com o instituto de Gilmar, não havia qualquer obrigação de exposição da marca. 

O Google deu como exemplo quatro grupos similares que também receberam apoio da empresa. 

Todos estamparam a sua marca. O projeto do IDP foi o único em que o nome do Google não apareceu.

Para além de conglomerados como Souza Cruz, J&F,
 Google e Bradesco, as planilhas que listam as receitas obtidas pelo instituto de Gilmar Mendes a título de patrocínio contam com outros portentos da economia nacional, como a Companhia Siderúrgica Nacional (CSN), e organizações setoriais, como a Federação Brasileira dos Bancos (Febraban) e a Confederação Nacional da Agricultura (CNA).

Há, ainda, organizações que, nos últimos tempos, apareceram enroladas em investigações rumorosas, algumas derivadas da Operação Lava Jato. 

É o caso da Federação do Comércio do Rio de Janeiro (Fecomércio-RJ), que sofreu uma devassa da Polícia Federal e do Ministério Público, após a descoberta de que despejou propina em contas ligadas ao ex-governador fluminense Sérgio Cabral. 

A federação deu 50 mil reais ao IDP.

Os patrocinadores do instituto de Gilmar Mendes têm em comum o fato de serem partes interessadas em grandes causas em tramitação no Supremo Tribunal Federal. 

É evidente que não há, necessariamente, relação de causa e efeito entre os patrocínios e as decisões de Gilmar, mas a lista dos parceiros mostra como a condição de ministro-empresário dá azo a situações no mínimo embaraçosas: 
algumas das empresas são parte em pelo menos 300 processos que passaram pelo gabinete de Gilmar desde 2016. 

Uma delas é a justamente a Souza Cruz.

No tribunal, tramitam processos relevantes para a indústria tabagista. 

Um deles foi movido pela Confederação Nacional da Indústria (também patrocinadora do IDP), que queria garantir às fábricas o direito de produzir cigarros com sabor, proibidos pela Agência de Vigilância Sanitária.

 A tentativa fracassou em razão de um empate no julgamento, finalizado em fevereiro passado. 

Gilmar Mendes votou a favor da demanda da indústria.

A Interfarma, entidade que representa grandes fabricantes de medicamentos, também contribuiu com o IDP (657 mil reais) e é outra que tem interesse em processos em curso no Supremo. 

Uma das ações que a entidade acompanha de perto na corte versa sobre a liberação de remédios à base de maconha. 

Outra está relacionada à distribuição de medicamentos de alto custo pelo poder público, sem a necessidade de autorização pelos órgãos de controle. 

A Interfarma afirma que, além do IDP, apoia outras instituições semelhantes e que os repasses ao instituto tiveram por objetivo a produção de conteúdo. 

Em situação semelhante estão as instituições financeiras, representadas pela Febraban, que têm inúmeros processos no Supremo. 

Uma dessas ações teve desfecho recentemente.

 Envolvia o pagamento das diferenças monetárias da poupança a clientes dos bancos prejudicadas pelos planos econômicos das décadas de 1980 e 1990. 

O caso, multibilionário, já resultou em três acordos – um deles foi homologado por Gilmar.

Como sócio do IDP, o ministro se vale de uma brecha legal que permite aos juízes dar aulas e até ter empresas, desde que não toquem, como administradores, o dia a dia do negócio. 

É assim que o Gilmar-empresário contribui para a boa saúde financeira do instituto do qual é sócio, enquanto o Gilmar-magistrado fala nos eventos organizados pelo instituto e julga processos das empresas que os patrocinam. 

Sempre que é indagado, o ministro diz que não se beneficia pessoalmente dos patrocínios ao IDP.

Mas mensagens telefônicas que vieram a público recentemente mostram que nem sempre é assim.

 Numa delas, de junho de 2016, Gilmar escreve a Dalide Corrêa, ex-diretora-geral do instituto e braço-direito do ministro por duas décadas, cobrando o repasse de recursos de patrocínios. 

“Veja se consegue começar a me pagar o resultado do patrocínio”, escreveu o ministro.

Dalide respondeu pouco depois. “Quer de uma vez ou dividido?”, indaga ela, que prossegue: “Amanhã iremos pagar 25 mil da palestra de sexta”. 

Gilmar se mostra agradecido: “Ótimo. Veja a forma menos problemática. Tenho contas altas agora, uma, e outra em julho”. 

Àquela altura, o IDP tinha acabado de realizar uma das edições do congresso anual que promove anualmente em Lisboa. 
A J&F, dos irmãos Batista, havia transferido para o instituto 500 mil reais. 

O repasse seria para o evento na capital portuguesa, mas como o dinheiro chegou depois, o crédito foi realocado em outra rubrica. 

Ou seja: o importante era que o dinheiro chegasse – onde seria aplicado era um problema para resolver depois, internamente.

Ao longo dos anos, além dos patrocinadores que pagam, mas não aparecem – e dos outros que pagam e aparecem –, o IDP conseguiu ganhar dinheiro com eventos organizados por órgãos públicos. 

Em 2016, por exemplo, a Justiça do Trabalho comemorou 75 anos. 

Foram organizados dois seminários, ambos com o apoio do IDP, para marcar a data. 

O primeiro, no Rio, foi na sede da Fundação Getúlio Vargas, onde Gilmar Mendes falou. 

O segundo, em Brasília, foi na sede do Tribunal Superior do Trabalho (TST). 

A coordenação dos seminários ficou a cargo de ministros do tribunal, mas foi o IDP quem faturou.

Aconteceu assim: a Justiça do Trabalho organizou, sediou e promoveu os eventos, mas foi o IDP quem recebeu os patrocínios. 

Nas planilhas do instituto de Gilmar, foram registrados nove repasses relacionados aos dois eventos, num total de 1 milhão de reais. 

A Crusoé, o TST informou que fez um acordo com o IDP segundo o qual o tribunal arcaria exclusivamente com a coordenação acadêmica e o instituto se encarregaria de “custos financeiros”.

Crusoé procurou os patrocinadores que figuram nas planilhas do IDP. Nem todos responderam. 

Banco do Brasil, Caixa, Febraban, Correios, CNI e Eletrobrás negaram que os pagamentos tenham sido motivados pelo interesse de se aproximar de Gilmar Mendes. 

O IDP, por sua vez, negou em nota que tenha havido qualquer intenção de ocultar os repasses. 
“O apoio de parceiros ao IDP sempre foi realizado de forma transparente e pública”, diz o texto. 

Embora tenha sido apresentado a situações pontuais – aquelas em que empresas contribuíram, mas não apareceram entre os patrocinadores, como a da Souza Cruz e a da J&F em 2016 –, o instituto sustenta que há 
“editais, banners, fotos e publicações com referência aos nomes dos apoiadores, o que pode ser identificado em uma busca rápida no site do IDP e em outros domínios na internet”. 

Trata-se de uma esperteza.

Em pelo menos cinco casos cujos pagamentos estão listados nas planilhas internas do IDP, os patrocínios não foram expostos.

Eram, sim, patrocínios ocultos. 

O ministro Gilmar Mendes também foi procurado, por telefone, em seu gabinete e por meio de seus assessores, mas não respondeu aos contatos de Crusoé.


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terça-feira, 20 de fevereiro de 2018

Irmãos Batista da JBS querem delatar membros do Judiciário


Irmãos Batista da JBS querem delatar membros do Judiciário
20/02/2018

Discretamente, os irmãos Joesley e Wesley Batista, da JBS, estão tentando ampliar seus acordos de delação premiada; agora, falam que podem entregar podres do Judiciário
Sem alarde, os irmãos Batista estão tentando ampliar seus acordos de delação premiada. 
Agora, falam que podem entregar podres do Judiciário.
As informações são do colunista Lauro Jardim.
Em nota, a defesa dos empresários negou a existência de qualquer negociação neste sentido.
A assessoria dos irmãos Batista enviou a seguinte nota:
 “A defesa de Joesley e Wesley Batista nega enfaticamente que esteja tentando ampliar o acordo de colaboração premiada. 
Afirma também que não procede a informação de que eles teriam intenção de apontar qualquer relato envolvendo o Poder Judiciário. 
A defesa repudia qualquer ilação a esse respeito. 
Os empresários, que relataram tudo o que sabem, continuam à disposição das autoridades para prestar eventuais novos esclarecimentos.”
P.S do Falandoverdades: 
Em uma conversa, Gilmar Mendes foi flagrado cobrando dinheiro da JBS, dos irmãos Batistasegundo o Ministro era apenas patrocínio ao seu Instituto e que as relações dele com a JBS, sempre se pautou pela ética. 

Outro que também foi flagrado em relações com a JBS foi o Procurador Marcelo Miller que recebeu 449 mil de escritório da JBS e que também orientou a delação de Delcídio do Amaral contra Lula.


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terça-feira, 6 de fevereiro de 2018

Anotações encontradas pela PF mostram que Impeachment de Dilma foi golpe

Anotações encontradas pela PF mostram que Impeachment de Dilma foi golpe
06/02/2018
 

Via Época

Manuscritos foram recolhidos pela Polícia Federal na casa de Rodrigo Rocha Loures em Brasília

A Polícia Federal apreendeu um bloco de anotações durante a 

Operação Patmos, deflagrada em maio de 2017 como desdobramento da delação premiada do grupo J&F. 

A folha de abertura traz uma informação: em caso de perda, recompensa-se com R$ 200. 
A pessoa a ser procurada atende pelo nome de Rodrigo Rocha Loures,

o ex-assessor especial do presidente Michel Temer preso após ser flagrado recebendo propina do grupo empresarial comandado pelos irmãos Joesley e Wesley Batista.

O bloco estava na casa de Rocha Loures em Brasília e passou a fazer parte do conjunto de documentos anexados às investigações que tramitam no Supremo Tribunal Federal (STF) contra o presidente da República.

 Está recheado de anotações datadas de 2015 e 2016, quando Rocha Loures assessorava Temer na Vice-Presidência. 

São rasbiscos valiosos que ajudam a entender mais sobre a engrenagem que movimenta a capital do país. 

Há referências a nomeações de apadrinhados políticos, a verbas do Orçamento para satisfazer a base aliada, a reuniões com empresários, a números da economia. 

Um trecho em especial sugere uma estratégia pró-impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff.

 

São apontadas, em duas páginas, “ações” a serem realizadas. 

Não existe indicação de quem se encarregaria delas. 

Aparecem listadas, entre outras, ações como “Distribuir folhetos base” com os dizeres “Vamos ajudar deputado a decidir.

 Ele está indeciso”; “Trabalho 
junto aos prefeitos e doadores”; 

“Anúncio pago em jornal interior”; ou “Faixa na frente casa – 
Aqui tem um deputado indeciso => raio de 1 km da casa”.
Leia também: Gasolina aumenta de novo nessa terça, 6 de fevereiro
(…)
Fonte: https://falandoverdades.com.br/  

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segunda-feira, 9 de outubro de 2017

MPF DE BRASÍLIA ABRE INVESTIGAÇÃO QUE PODE LEVAR À RESCISÃO DE LENIÊNCIA DA J&F

MPF DE BRASÍLIA ABRE INVESTIGAÇÃO QUE PODE LEVAR À RESCISÃO DE LENIÊNCIA DA J&F

 REUTERS/Adriano Machado

O Ministério Público Federal em Brasília abriu na sexta-feira investigação para avaliar eventual descumprimento do acordo de leniência firmado com a holding J&F, segundo despacho obtido pela Reuters; a investigação tem prazo de um ano e corre sob sigilo; ela pode resultar em aditamento aos termos do acordo, com o grupo assumindo responsabilidade por crimes constatados, uma repactuação, a rescisão ou mesmo a manutenção do acordo

9 DE OUTUBRO DE 2017 ÀS 21:18 

Por Ricardo Brito

BRASÍLIA (Reuters) - O Ministério Público Federal (MPF) em Brasília abriu na sexta-feira investigação para avaliar eventual descumprimento do acordo de leniência firmado com a holding J&F, segundo despacho obtido pela Reuters.

A investigação tem prazo de um ano e corre sob sigilo. 

Ela pode resultar em aditamento aos termos do acordo, com o grupo assumindo responsabilidade por crimes constatados, uma repactuação, a rescisão ou mesmo a manutenção do acordo.

O procedimento foi instaurado, segundo o documento, em razão de fatos ocorridos na delação premiada de executivos do grupo.

O documento cita o pedido de rescisão do acordo de colaboração premiada feito pela Procuradoria-Geral da República contra Joesley Batista e Ricardo Saud por suposta omissão de informação na delação, motivo que os levou a prisão cautelar.

Outro fato relatado é a suspeita de uso de informação privilegiada, que também culminou em decretos de prisão contra Joesley e seu irmão Wesley Batista. 

O despacho cita ainda novos áudios gravados por delatores do grupo, que foram tornados públicos também com suspeita de ocultação de informações.

"Esses fatos, analisados ainda em juízo meramente delibatório, podem atrair consequências na leniência e que é objeto deste procedimento administrativo, ante a existência de cláusulas explícitas que versam sobre omissão e sonegação de informações ligadas a fatos sobre os quais a colaboradora se obriga a cooperar, bem como cláusula explícita que estabelece o princípio da boa-fé contratual", diz o despacho.

O acordo assinado no dia 31 de maio entre o MPF e o grupo prevê o pagamento, em 25 anos, e multa recorde de 10,3 bilhões de reais por atos praticados por controladas da J&F. 

Depois, foi homologado pela Câmara de combate à Corrupção do órgão e ratificado pela Justiça Federal no Distrito Federal.

Contudo, em 11 de setembro a Justiça decidiu suspender parte dos efeitos da leniência da J&F até uma decisão final do STF sobre a validade do acordo de delação premiada dos executivos do grupo. 

A decisão atingia repercussões penais que podiam envolver pessoas ligadas ao grupo, mas os efeitos civis da leniência contiuavam válidos.

O novo despacho do MPF destaca que, por ora, não há qualquer suspensão da leniência e que até uma manifestação final o grupo e as empresas controladas que tenham aderido ao acordo seguem "gozando todos seus efeitos legais e contratuais" até que haja uma decisão fundamentada sobre o caso.

PROVIDÊNCIAS

Para instruir a investigação, a Procuradoria da República no DF determinou o pedido de informações para PGR, a Procuradoria da República em São Paulo, a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf).

O MPF determinou encaminhar ofícios para Controladoria-Geral e o Tribunal de Contas da União, CVM, Previc, BNDES, Caixa Econômica Federal, Petros e Funcef, para que manifestem interesse em participar da discussão com a J&F de eventual aditamento do acordo firmado.



terça-feira, 12 de setembro de 2017

LEI DO RETORNO? Após Perseguir Lula, Janot Vai À Berlinda No Congresso E No Supremo

LEI DO RETORNO? Após Perseguir Lula, Janot Vai À Berlinda No Congresso E No Supremo
 

Na última semana do seu mandato, que termina no próximo domingo, o procurador-geral da República Rodrigo Janot enfrentará dois testes de prestígio.

 Num, a CPI Mista do Congresso sobre a JBS votará nesta terça-feira requerimento que pede sua convocação para prestar depoimento. 

Noutro, o plenário do Supremo Tribunal Federal julgará dois pedidos da defesa de Michel Temer 
contra Janot.

Na primeira petição, os advogados pedem que Janot seja considerado suspeito para atuar nos processos contra Temer. 

Na segunda, pedem a suspensão da nova denúncia que o procurador-geral cogita apresentar contra o presidente, acusando-o de obstrução de Justiça e formação de organização criminosa. 

Alega-se que é preciso aguardar o término da investigação sobre o acordo de delação da JBS.

Não são negligenciáveis as chances de Janot amargar uma derrota na CPI. 

O presidente da comissão, senador Ataídes Oliveira (PSDB-TO), esteve no Palácio do Jaburu, para acertar o passo com Temer. 

Aberta com o pretexto de investigar os negócios da JBS com o BNDES, a CPI decidiu alvejar também o acordo de colaboração judicial firmado por Janot com sócios e executivos da empresa.

Além de Janot, pretende-se convocar os irmãos Joesley e Wesley Batista, o executivo Ricardo Saud e o ex-procurador da República Marcelo Miler, suspeito de ter assessorado os delatores quando ainda era membro do Ministério Público Federal. 

Há também na fila da CPI requerimentos de convocação de dois ex-presidentes do BNDES: 
Luciano Coutinho e Demian Fiocca.

Embora não esteja alheio à movimentação de seus desafetos no Legislativo, é com o Supremo que Janot está mais preocupado. 

Ali, o procurador-geral espera prevalecer. 
A hipótese de ser considerado suspeito para atuar em processos contra Temer, por impensável, grudaria na testa de Janot o selo de acusador parcial.

O eventual bloqueio de uma segunda denúncia contra o presidente, por inimaginável, amputaria os poderes de Janot, condenando-o a um final de gestão melancólico. 

O curto-circuito no acordo de delação da JBS elevou o nível das críticas ao procurador-geral no Supremo.

 Mas avalia-se na Procuradoria que pelo menos seis dos 11 ministros da Suprema Corte prestigiarão Janot: Edson Fachin, Luís Roberto Barroso, Rosa Weber, Luiz Fux, Celso de Mello e Cármen Lúcia.

O pano de fundo das decisões do Supremo é o debate sobre a validade das provas obtidas por meio da colaboração judicial da JBS. 

A suspeita de que os delatores sonegaram dados e contaram com o assessoramento de um ex-auxiliar do próprio Janot, o ex-procurador Marcelo Miler, levou à suspensão do acordo e à prisão temporária de Joesley Batista e do seu funcionário Ricardo Saud.

Pela lei, as provas continuariam válidas em caso de rescisão do acordo. 

Entretanto, conforme já noticiado aqui, a eventual confirmação de que Marcelo Miler orientou os delatores quando ainda era membro da Procuradoria, poderia levar à anulação pontual de algumas provas.


Por Josias de Souza


sexta-feira, 11 de agosto de 2017

Urgente! Fachin suspende processo e Temer está livre!

Urgente! Fachin suspende processo e Temer está livre!
11/08/2017
 Urgente! Fachin suspende processo e Temer está livre!

O ministro também desmembrou a denúncia apresentada pela PGR contra o presidente e o seu ex-assessor especial Rodrigo Rocha Loures por corrupção passiva

O ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu desmembrar a denúncia apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR) contra o presidente Michel Temer e o ex-assessor especial do presidente Rodrigo Rocha Loures por corrupção passiva no caso JBS.

Conforme antecipado pelo Broadcast Político na semana passada, Fachin decidiu enviar a denúncia contra Loures para Justiça Federal do DF.

Fachin também oficializou que o inquérito, quanto a Michel Temer, ficará suspenso até fim do mandato do presidente, após a Câmara barrar o avanço da denúncia.

“A necessidade de prévia autorização da Câmara dos Deputados para processar o Presidente da República não se comunica ao corréu [Rocha Loures]”.

“Sendo assim, com base no art. 80 do Código de Processo Penal, determino o desmembramento do feito em relação a Rodrigo Santos da Rocha Loures, contra quem deverá prosseguir o feito nas instâncias ordinárias, tendo em vista não ser detentor de prerrogativa de foro perante este Supremo Tribunal Federal”, decidiu Edson Fachin.

Fachin tomou a decisão antes mesmo de a PGR se manifestar a respeito do assunto. 

Será a Justiça Federal do Distrito Federal que analisará a acusação ao ex-deputado federal, flagrado carregando mala de R$ 500 mil entregue por um executivo do frigorífico JBS.

“A Secretaria deverá, portanto, extrair cópia integral do presente feito, formando novo Inquérito, cujo polo passivo deverá ser integrado exclusivamente por Rodrigo Santos da Rocha Loures, com distribuição por dependência. 

Após, deverá baixá-lo à Justiça Federal de primeiro grau, Seção Judiciária do Distrito Federal, onde prosseguirá nos ulteriores termos”, decidiu Fachin.

O caso segue para o Distrito Federal porque é o local onde teria sido combinado o pagamento indevido entre Loures e o delator Wesley Batista, dono Grupo J&F. 

Havia a possibilidade de Fachin encaminhar à Justiça Federal de São Paulo, Estado onde Loures foi flagrado apanhando a mala.

A continuidade do processo na primeira instância, e o eventual julgamento criminal de Loures, poderá levar a uma situação delicada para a imagem de Michel Temer, a despeito da blindagem temporária conferida pela Câmara dos Deputados enquanto for presidente da República. 

Isso porque, de acordo com a Procuradoria-Geral da República, Loures agia em nome de Temer.

O advogado de Rodrigo Rocha Loures, Cezar Bitencourt, disse ao Broadcast Político na semana passada que o desmembramento feriria a lei e que iria sustentar isto perante o STF.

A reportagem ainda não conseguiu falar com o advogado nesta tarde para saber se ele vai recorrer da decisão monocrática do ministro Fachin.

Rodrigo Rocha Loures foi preso no dia 3 de junho, em Brasília, por decisão do ministro Edson Fachin, a pedido da PGR, dias após ser destituído do cargo de deputado federal perder a prerrogativa de foro no Supremo.

Ele e o presidente Michel Temer foram acusados de corrupção passiva. 

Para a Procuradoria, Loures recebeu os R$ 500 mil da JBS em nome do ex-presidente. Ambos negam as acusações.

Por Breno Pires, do Estadão Conteúdo

access_time10 ago 2017, 16h24 – Publicado em 10 ago 2017, 16h21

Fonte:Exame