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sexta-feira, 1 de março de 2019

Coro de “Ei, Bolsonaro, vai tomar no c*” marca primeiro dia de carnaval em Salvador


Coro de “Ei, Bolsonaro, vai tomar no c*” marca primeiro dia de carnaval em Salvador

7 hours ago Vídeo 01/03/2019




A abertura oficial de um dos maiores carnavais do mundo já contou com “elogios” da multidão ao presidente Jair Bolsonaro; 

Assista

Com a entrega da chave da cidade ao Rei Momo feita na noite desta quinta-feira (28) pelo governador Rui Costa e pelo prefeito ACM Neto, a cidade de Salvador deu início, oficialmente, às festividades de carnaval. 

Logo no início, durante o circuito Barra/Ondina – um dos mais famosos do mundo – os foliões aproveitaram a festa para protestar contra o presidente Jair Bolsonaro.

“Ei, Bolsonaro, vai tomar no c*”, repetiu uma verdadeira multidão que acompanha shows de artistas como Saulo, Daniela Mercury, Bell Marques e Banda Eva.

Veja o vídeo:


Bolsonaro é elogiado pelo povo no Carnaval de Salvador

Acopiara 24 Horas Online Publicado em 1 de mar de 2019


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sábado, 17 de fevereiro de 2018

Imprensa francesa mostra a manobra política de Temer com a intervenção no Rio

Imprensa francesa mostra a manobra política de Temer com a intervenção no Rio
17/02/2018


Ao relatar a intervenção militar para restabelecer a segurança no Rio de Janeiro, o jornal francês Le Monde diz que a decisão de Michel Temer, “presidente de impopularidade histórica”, causa “perplexidade e medo”.
A menos de um ano do término do mandato, alguns veem essa escolha como “uma manobra visando apagar a incapacidade do governo de votar a reforma da Previdência, um elemento crucial” da gestão Temer. 

“Outros criticam uma medida condenada ao fracasso num estado falido, onde a violência extrema compete com a indigência dos serviços públicos”, informa Le Monde.

A correspondente em São Paulo, Claire Gatinois, questiona se o Carnaval extremamente politizado este ano não teve influência sobre a decisão de Temer. 
“O desfile da Beija-Flor, campeã de 2018, retratou a tragédia que se abate sobre a antiga capital do país, fazendo desfilar a corrupção, a morte, os policiais assassinados e a indecência dos políticos.”
Na opinião do cientista político Mathias Alencastro, ouvido pela publicação, “esse Carnaval de conteúdo político reforçou a ideia de que o Rio de Janeiro estava em uma situação de anarquia”.
Depois de apresentar um breve resumo com os números da violência no Rio, Le Monde elenca críticas feitas à intervenção do Exército.

“Apenas em 2017, o estado registrou 6.731 mortes violentas, duas a cada três horas. 


Em 6 de fevereiro, a população se emocionou com a morte de uma garota de 3 anos, Emily, atingida no carro de seus pais por ladrões em pânico. 

No mesmo dia, Jeremias, 13, morreu com uma bala no peito quando jogava futebol na favela Complexo da Maré. 

De acordo com a organização não governamental Rio de Paz, 44 crianças morreram de balas perdidas desde 2007.”

“Este decreto não atende às necessidades do Rio. 
Não conseguimos paz militarizando a polícia. 
O resultado será uma escalada de violência”, adverte Adilson Paes de Souza, ex-tenente-coronel do Exército e autor de um livro sobre o mal-estar da polícia brasileira.
“Construamos escolas e fecharemos prisões”, diz Francisco Chao, diretor do Sindicato da Polícia Civil do Rio de Janeiro, parafraseando o escritor francês Victor Hugo.”
Lembranças da ditadura

Em um país onde a memória da ditadura militar (1964-1985) permanece nas mentes, a demonstração de firmeza de Temer causa arrepios, explica Le Monde, acrescentando que o ministro da Defesa tentou atenuar os temores.
 “A democracia exige ordem. 
Esta medida visa fortalecer a democracia. 
Não haverá restrição de direitos”, tentou tranquilizar na sexta-feira Raul Jungmann, o ministro da Defesa.
O diário francês conta que “as redes sociais foram invadidas por memes de Temer imitando o marechal Castelo Branco, principal arquiteto do golpe de 1964”. 

Na avaliação de Mathias de Alencastro, “o governo sabe que não deixará marcas e, numa última tentativa de golpe, busca satisfazer o eleitorado mais extremista, que vê a salvação apenas na intervenção militar”, resume o especialista.


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quarta-feira, 14 de fevereiro de 2018

Mais uma comunidade se levanta por Lula


Mais uma comunidade se levanta por Lula

14/02/2018
 

Enquanto os blocos esquentavam o asfalto e as escolas iluminavam a Sapucai, apareceu na favela da Rocinha aquela faixa: “Se Lula for preso o morro vai descer”. 

Os cariocas sabem o que significa o morro descer. 
Já aconteceu algumas vezes e começa com o fechamento da  auto-estrada  Lagoa-Barra e o túnel Zuzu Angel. 

 Mas não foi só lá. Amigos do Rio informam que apareceram faixas de solidariedade a Lula também no Morro do Juramento, na Favela da Maré e não Morro do Fallet, em Santa Tereza. 

Só consegui foto da faixa do Juramento, que diz: 
“Carnaval sem Lula é fraude. Moro, juiz imoral. Moro, juiz parcial”.

É cedo para saber mas talvez o Carnaval  do desagravo democrático proporcionado pelo desfile da escola Paraíso do Tuiuti vá se tornar um divisor de águas. 

Talvez depois dele tudo volte ao normal mas é possível que esteja havendo um despertar, que o povo tenha se cansado de engolir sapos e safanões e vá começar a reagir. 

Que comece a dizer, por palavras e atos,  como no samba da Tuiuti,  “não sou escravo de nenhum senhor”.

As faixas, embora tenham aparecido no clima do carnaval,  são mais que fantasia carnavalesca.  

 Sugiram em comunidades pobres, que demonstram com elas saber exatamente o que está acontecendo.  

Com a prisão ou com a inabilitação de Lula, querem privara a população de votar no candidato que hoje sua preferência. 

Isso é fraude, é violação de um pilar da democracia, as eleições livres, em que todos podem votar e ser votados, se quiserem ser candidatos.
Veja:

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quarta-feira, 8 de março de 2017

Sérgio Cabral ‘perde a cabeça’ e sai no tapa dentro de prisão

Sérgio Cabral ‘perde a cabeça’ e sai no tapa dentro de prisão
Ex-governador brigou com Carlos Emanuel Miranda, seu ex-operador

HÁ 6 HORAS 08/03/2017  POR NOTÍCIAS AO MINUTO

© Antonio Cruz / Agência Brasil

O ex-governador Sérgio Cabral ficou exaltado durante uma conversa com Carlos Emanuel Miranda, seu ex-operador, e acabou entrando em uma briga física com o interlocutor. 

O motivo da pancadaria foi uma divergência deles a respeito de uma delação conjunta que o peemedebista tentava alinhar.

Segundo o colunista Lauro Jardim, do jornal O Globo, Cabral não queria entregar figuras grandes do Legislativo do Rio de Janeiro, o que contrariou o desejo de Miranda.

A briga precisou ser apartada pelos carcereiros de Bangu 8, onde o ex-governador está preso no Rio. O episódio aconteceu na semana passada, logo após o carnaval.



terça-feira, 28 de fevereiro de 2017

CARNAVAL DOS POLÍTICOS À BEIRA DE UM ATAQUE DE NERVOS

CARNAVAL DOS POLÍTICOS À BEIRA DE UM ATAQUE DE NERVOS

 

Jornalista Helena Chagas, do site Os Divergentes, diz que "até as emas do Alvorada estão dizendo que o sigilo das delações da Odebrecht será suspenso após os feriados. A expectativa é que o procurador Rodrigo Janot envie ao STF uma série de pedidos de abertura de inquérito para investigar os políticos citados a partir do fim da próxima semana ou da outra"; segundo ela, a lista 2 de Janot "será um estrago para os alvos, já que cada uma delas virá acompanhada do(s) depoimento(s) que lhe deu base"

27 DE FEVEREIRO DE 2017 ÀS 12:59

247 - A jornalista Helena Chagas, do site Os Divergentes, acredita que, não importa onde estiverem, no Brasil ou no exterior, os políticos estão passando pelo Carnaval "à beira de um ataque de nervos".

"Até as emas do Alvorada estão dizendo que o sigilo das delações da Odebrecht será suspenso após os feriados. 

A expectativa é que o procurador Rodrigo Janot envie ao STF uma série de pedidos de abertura de inquérito para investigar os políticos citados a partir do fim da próxima semana ou da outra", diz.

Segundo a colunista, a lista 2 de Janot "será um estrago 
para os alvos, já que cada uma delas virá acompanhada 
do(s) depoimento(s) que lhe deu base". 

Ela lembra das palavras do jornalista da Globonews Gerson Camarotti, que disse que o nervosismo "está levando os políticos até a 'somatizarem', ficando doentes".

"Vem muita coisa por aí, e está chegando a hora", prevê por fim a jornalista.



segunda-feira, 27 de fevereiro de 2017

Globo censura protestos fora Temer no Carnaval

SEG, 27/02/2017 - 12:08
ATUALIZADO EM 27/02/2017 - 13:19
Apesar focos de protesto em todo o país, ampla cobertura da Globo omitiu "Fora Temer" gritado por milhares de foliões
 



O Jornal Nacional deste sábado (25) fez uma ampla cobertura sobre o carnaval de rua em todo o país e conseguiu esconder os inúmeros protestos contra o covil golpista. Rio de Janeiro, São Paulo, Belo Horizonte, Recife e Salvador foram destaque em três blocos do telejornal de maior audiência da tevê brasileira. Mas a TV Globo simplesmente omitiu o "Fora Temer" gritado por centenas de milhares de foliões.

Por Altamiro Borges*

Na Praça Campo Grande, por exemplo, a banda System puxou um gigantesco coro contra o usurpador diante do camarote do prefeito de Salvador, o demo ACM Neto. Não saiu nada no JN. Já no tradicional Pelourinho, o cantor Caetano Veloso apareceu de surpresa, cantou a música "Alegria, alegria" e foi acompanhado de um alegre refrão contra o Judas. Também nada no JN.

A mesma cena se repetiu nas outras capitais. 
A TV Globo simplesmente censurou os protestos. A irreverência dos carnavalescos só não se perdeu graças à internet, que viralizou dezenas de vídeos das manifestações, e à cobertura da mídia alternativa. 

O jornal Brasil de Fato tem postado várias matérias sobre as manifestações de rebeldia. Segundo relata o jornalista Wallace Oliveira, o "Fora Temer" está incendiando o carnaval em Belo Horizonte. "Me beija que eu não sou golpista”. Com esse lema, o protesto contra o governo não eleito de Michel Temer (PMDB) tomou as ruas da capital mineira, unindo a alegria do carnaval à consciência política".

"A história começou há alguns meses. Em abril de 2016, no auge do processo de impeachment contra a presidenta eleita Dilma Rousseff, um grupo de fiscais da receita estadual se uniu para lutar contra o golpe e a fragilização da democracia. 

De lá para cá, ele produziu milhares de materiais de agitação, como cartazes, faixas, camisas e adesivos, espalhando o 'Fora, Temer' por todo canto da cidade. Para o carnaval, o grupo produziu mais de 260 mil adesivos e está entregando kits 'Fora, Temer' para 30 blocos. Cada kit contém 1.000 adesivos com a logo do bloco e mais mil adesivos genéricos, além de outros materiais. O grupo financia seu trabalho vendendo camisetas, abadás e panos de chão".

Irreverência e protestos nas capitais

Já a jornalista Fania Rodrigues dá detalhes sobre vários blocos de rua do Rio de Janeiro. "A política também caiu no samba e os blocos de esquerda estão na boca do povo... Sem dúvida o mais esperado pelos foliões é o Bloco Fora Temer. 

No evento do Facebook mais de 20 mil pessoas demonstraram interesse e confirmaram presença na atividade na Cinelândia. O Bloco Fora Temer marca a abertura do Carnaval carioca, nessa sexta-feira (24), em grande estilo. Na verdade, esse é um evento de união de vários blocos já consagrados, entre eles estão os Boêmios da Lapa, Bloco dos Bancários, Meu Bem, Volto Já, entre outros. Nas redes sociais, os organizadores assim definem o perfil desse bloco dos blocos. 

'Somos bem alegres e irreverentes, contra o golpe de 2016 e o atual governo entreguista que quer retirar direitos do povo brasileiro com retrocesso s trabalhistas e previdenciários'".

Também no jornal Brasil de Fato, a repórter Elen Carvalho descreve a folia em Pernambuco - com a "embriaguez dos diversos frevos, o batuque dos maracatus, as marchinhas e cores dos blocos líricos, a imensidão dos bonecos gigantes, o calor de sol e de gente no Galo da Madrugada". Entre os maiores blocos, ela cita o "Eu acho é pouco", fundado em 1976, "que no espírito da defesa da democracia tem estampado na camisa deste ano tem o 'Fora Temer'". Segundo o professor e designer gráfico Rafael Efrem, "o bloco Eu Acho é Pouco sempre se declarou de esquerda. 

Ele tem essa característica de unir as pessoas de esquerda de Pernambuco desde seu surgimento. Então, acho extremamente necessário, mesmo um bloco de carnaval, que a priori estaria aí para a folia tão plena e loucamente, demonstrar publicamente essa tomada de posição. O Fora Tem er precisa estar presente também no Carnaval".

Há ainda o relato da repórter Nadine Nascimento sobre os mais de 70 blocos que decidiram protestar na capital paulista. "Se os blocos de carnaval de rua de São Paulo assumiram um papel importante nos últimos anos, ocupando o espaço público e revertendo a visão que se tinha sobre a festa na cidade, neste ano eles marcam posição também no âmbito político. 

Blocos populares e tradicionais como Vai Quem Qué, Bloco da Abolição, Jegue Elétrico e Ilú Obá de Min, articulados através do Arrastão dos Blocos, protestam juntos contra possíveis mudanças no carnaval de rua da cidade.

 O Arrastão reúne mais de 70 blocos de carnaval da capital paulista. A articulação se iniciou pela primeira vez em abril de 2016 para defender a democracia e protestar contra o impeachment de Dilma Rousseff (PT). Em 2017, vo ltam às ruas utilizando a música para defender a própria festa".

Doria foi varrido do sambódromo

Como se observa, o protesto político - em especial, o "Fora Temer" - já é uma marca do carnaval de rua de 2017. A TV Globo, porém, preferiu esconder este fato dos seus alienados telespectadores. Até na reportagem do JN deste sábado sobre a abertura do desfile das escolas de samba de São Paulo, a emissora escondeu o protesto contra o prefeito "cinzento" João Doria. 

Os âncoras do telejornal até parece que não leram uma notinha publicada no próprio jornal O Globo, da mesma famiglia Marinho:

"Passava pouco das 23 horas quando o prefeito de São Paulo, João Doria, chegou ao Anhembi para acompanhar os desfiles da primeira noite das escolas de samba do Grupo Especial. A princípio, disse que sambar seria um “risco muito alto” a tomar. 

Mas, assediado continuamente, o prefeito se soltou, arriscou soquinhos no ar ao lado de uma ala da agremiação Tom Maior e, depois da passagem da escola, pegou uma vassoura e deu varridas na passarela do samba. Ensaiou passos de samba, levantou a vassoura pro ar ao lado de garis até que o coro da arquibancada tomou forma:

- Ei, Doria, vai tomar no c…

O tucano foi rapidamente retirado de cena pelos assessores e seguranças.


Nem este singelo protesto foi citado pelo âncora Heraldo Pereira. Haja manipulação!


*Altamiro Borges é jornalista e presidente do Centro de Estudos da Mídia Alternativa Barão de Itararé

Fonte: Blog do Miro




domingo, 26 de fevereiro de 2017

URGENTE: Se Temer e o Congresso insistirem em abafar a Lava Jato, haverá intervenção militar!

URGENTE: Se Temer e o Congresso insistirem em abafar a Lava Jato, haverá intervenção militar!
21/02/2017Carlos Newton
 

A política nacional sempre foi muito complicada, os observadores estrangeiros não conseguem entender tamanha esculhambação institucional, até mesmo os brasileiros têm enorme dificuldade, não conseguem acompanhar, a todo momento é preciso recorrer à tradução simultânea. 

Desde sexta-feira, dia 17, procura-se descobrir o real objetivo da explosiva entrevista que o comandante do Exército, general Eduardo Villas Bôas (Foto), concedeu à repórter Monica Gugliano, do jornal Valor Econômico. 

Como se sabe, chefes militares jamais se pronunciam sobre assuntos políticos. Quando o fazem, é porque há alguma coisa de errado, aliás, muito errado.

O mais impressionante foi a rarefeita repercussão das declarações, que mesmo assim abalaram as estruturas do poder em Brasília, com reflexos por todo o país, porque o comandante do Exército não mediu as palavras. 

Às vésperas do carnaval, rasgou a fantasia e se incorporou ao Bloco dos Descontentes, ao afirmar que “somos um país que está à deriva, que não sabe o que pretende ser, o que quer ser e o que deve ser“.

Ainda não satisfeito, acrescentou: “Esgarçamo-nos tanto, nivelamos tanto por baixo os parâmetros do ponto de vista ético e moral, que somos um país sem um mínimo de disciplina social“.

TRADUÇÃO SIMULTÂNEA – 
Ao dar entrevista ao Valor, que é um jornal de circulação 
mais restrita na Organização Globo, que comanda sozinha 
a publicação, desde que a Folha se desligou da sociedade, 
o general deixou claro que estava dando um recado “interna corporis”, destinado a atingir apenas o governo, os políticos 
e as lideranças militares.

O fato concreto é que o descontentamento e a pressão interna nas Forças Armadas têm cada vez mais intensidade. Entre as lideranças militares, há consenso de que não há planejamento no país, a administração pública não tem metas nem visa a atender os reais interesses nacionais.

Um dos objetivos da entrevista do general Villas Bôas foi acalmar o pessoal da ativa e também da reserva, pois os três clubes militares estão defendendo abertamente uma intervenção das Forças Armadas, a pretexto de moralizar a política e a administração pública.

SEM INTERVENÇÃO – 
Com muita habilidade, o comandante do Exército descartou a possibilidade de derrubada do governo constitucional: “Interpreto o desejo daqueles que pedem intervenção militar ao fato de as Forças Armadas serem identificadas como reduto onde esses valores foram preservados. 
No entendimento que temos, e que talvez essa seja a diferença em relação a 1964, é que o país tem instituições funcionando. 

O Brasil é um país mais complexo e sofisticado do que era. Existe um sistema de pesos e contrapesos que dispensa a sociedade de ser tutelada. Não pode haver atalhos nesse caminho. A sociedade tem que buscar esse caminho, tem que aprender por si. Jamais seremos causadores de alguma instabilidade“.

O general tem razão. A Constituição deixa claro que cabe 
às Forças Armadas “a defesa da Pátria, a garantia dos poderes constitucionais e, por iniciativa de qualquer destes, da lei e da ordem”. 

E a Lei Complementar número 97 também é clara: ‘A atuação das Forças Armadas, na garantia da lei e da ordem, por iniciativa de quaisquer dos poderes constitucionais, ocorrerá de acordo com as diretrizes baixadas em ato do Presidente da República, após esgotados os instrumentos destinados à preservação da ordem pública e da incolumidade das pessoas e do patrimônio’”.

INTERVIR SIGNIFICA GOLPE – Sem a menor dúvida, a entrevista confirma a convicção de que não existe possibilidade de ocorrer a apregoada “intervenção militar constitucional”. 
O significado real seria “golpe de estado” ou “golpe militar”, apenas isso.

Segundo as cuidadosas declarações do comandante do Exército, essa hipótese estaria afastada. Mas acontece que as aparências sempre enganam, quando se trata da política brasileira. 

Na entrevista, a ênfase dada à moral e à ética, assim como a incisiva defesa da Lava Jato (“É a grande esperança de que se produza no país alguma mudança nesse aspecto ético que está atingindo nosso cerne, que relativiza e deteriora nossos valores“) – tudo isso demonstra que as Forças Armadas não estão desatentas nem omissas.

Ainda em tradução simultânea, o general Villas Bôas deixou claro que, se o Planalto e o Congresso insistirem nessa irresponsável tentativa de inviabilizar a Lava Jato, a história vai se repetir no Brasil, e não será como farsa. 

Portanto, espera-se que o presidente Michel Temer tenha um mínimo de juízo e não ouse levar adiante essa injustificável iniciativa.




domingo, 19 de fevereiro de 2017

Bloco desfila em SP aos gritos de "Lula, ladrão, roubou meu coração"

Bloco desfila em SP aos gritos de "Lula, ladrão, roubou meu coração"
18.02.2017 22h40
 Daniel Lisboa
Colaboração para UOL, em São Paulo
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Imagem do Google

O bloco oficial da esquerda paulistana levou sua folia vermelha mais uma vez ao centro de São Paulo.

Depois de mais de quatro horas parado na rua Fernando de Albuquerque, o Bloco Soviético seguiu para a rua Augusta, onde os foliões seguiram o trio elétrico adornado pela tradicional bandeira com a foice e o martelo. 

Gritos de "fora, Temer" e "ei, Doria, vai tomar no c*" se misturavam às versões carnavalescas de cânticos comunistas tocadas pelo bloco.

As palavras de ordem contra o presidente estavam presentes também em adereços como broches vendidos na hora.  Eles ajudavam a compor o visual constituído de todo o tipo de ícones socialistas, da bandeira de cuba até bonecos de Lênin e Rosa Luxemburgo.

"Lula, ladrão, roubou meu coração" e "Dilma, guerreira, do povo brasileiro"  foram cantados por alguns grupos em meio à folia, que também recebeu pessoas sem o visual comunista e vindas de outros blocos.

"Quantos anos você tem? 35? Eu tenho mais de 50. Na luta sempre, companheiro", diz o folião mais velho, e vestindo vermelho, para o rapaz que ostenta uma enorme tatuagem da foice e do martelo no braço direito.

O final do desfile teve ainda críticas à Companhia de Engenharia e Tráfego (CET), por não ter fechado as ruas adequadamente, e ao secretário de cultura pela "pachorra" de apagar os grafites e alterar o trajeto do bloco. E, para terminar, um grande "fora, Temer".