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quarta-feira, 21 de junho de 2017

STF solta irmã de Aécio e adia decisão sobre prisão do senador

STF solta irmã de Aécio e adia decisão sobre prisão do senador
Ainda não há data prevista para a retomada do julgamento do tucano
HÁ 19 HORAS  21/06/2017  POR NOTÍCIAS AO MINUTO

 

O ministro Marco Aurélio Mello, relator dos processos que envolvem Aécio Neves no Supremo Tribunal Federal (STF), anunciou, na tarde desta terça-feira (20), que a Primeira Turma da Corte suspendeu a análise do pedido de prisão contra o senador afastado, feito pela Procuradoria-Geral da República (PGR).

Segundo Mello, a defesa do tucano entrou, mais uma vez, com um recurso solicitando que o caso seja julgado em plenário. 

Ainda não há data prevista para a retomada do julgamento.

O ministro, que já havia rejeitado o pedido, no último dia 17, entendeu que, ainda assim, seria necessário analisar o novo recurso, antes de dar prosseguimento ao julgamento.

Segundo informações de O Globo, também foi adiado a decisão sobre a solicitação do próprio Aécio para revogar a decisão que o afastou de suas funções no Senado.

IRMÃ E PRIMO

Na mesma sessão, a Primeira Turma do STF decidiu pela soltura do irmã, Andrea Neves, e do primo de Aécio, Frederico Pacheco. 


Os dois são investigados no Supremo a partir das delações da JBS. 

Com a decisão, ambos passam a cumprir prisão domiciliar.

A decisão foi tomada após o colegiado também determinar a libertação de Mendherson Souza Lima, ex-assessor do senador Zezé Perrella (PMDB-MG), acusado de intermediar o recebimento de propina enviada pelo empresário Joesley Batista, da JBS




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terça-feira, 13 de junho de 2017

Defesa de primo de Aécio faz depósito judicial que seria de propina paga por Joesley

Defesa de primo de Aécio faz depósito judicial que seria de propina paga por Joesley
Da Redação  13/06/2017 - 21h09
 Frederico Pacheco de Medeiros, primo de Aécio Neves
Frederico Pacheco de Medeiros, primo de Aécio Neves

A defesa de Frederico Pacheco de Medeiros, primo do senador afastado Aécio Neves (PSDB-MG), preso na Operação Patmos da Polícia Federal (PF), esteve nesta terça-feira (13) em uma agência da Caixa Econômica Federal no bairro Luxemburgo, na Região Centro-Sul de Belo Horizonte, onde fez um depósito judicial no valor de cerca de R$ 1.520.100,00, segundo informações do Portal G1 Minas. 

O dinheiro seria parte do valor de R$ 2 milhões entregue por um diretor da JBS a Pacheco, após um pedido do tucano. 

Depois de passar a tarde no banco acompanhado da Polícia Federal (PF), o advogado deixou a agência com uma mala vermelha. 

Conforme o G1, ele não quis dar declarações e apenas confirmou que o depósito foi feito por parte do cliente. "É o máximo que eu posso falar", afirmou Ricardo Ferreira de Melo.

O pedido foi registrado em uma gravação apresentada pelo empresário Joesley Batista em sua delação premiada. 

No áudio, com duração de cerca de 30 minutos, o então presidente nacional do PSDB justifica a solicitação, dizendo que precisava da quantia para pagar sua defesa na Lava Jato.

Frederico Pacheco foi diretor da Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig) nomeado por Aécio, e um dos coordenadores de sua campanha a presidente em 2014. 

Ainda de acordo com as investigações, ele repassou a quantia solicitada pelo senador afastado a Mendherson Souza Lima, assessor parlamentar do senador Zeze Perrella (PMDB-MG).

A PF rastreou o caminho do dinheiro e descobriu que parte foi depositada em uma empresa de Perrella.

Na casa do assessor foram apreendidos cerca de R$ 400 mil em dinheiro. 

Frederico e Mendherson estão presos na Penitenciária Nelson Hungria, em Contagem, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, desde o dia 18 de maio.

Na época, a assessoria de imprensa de Aécio Neves afirmou que o senador "está absolutamente tranquilo quanto à correção de todos os seus atos".

Na ocasião, Zeze Perrella afirmou que "nunca" recebeu "um real sequer" da JBS. "Eu quero dizer para os que me conhecem e para os que não me conhecem que eu nunca falei com o dono da Friboi. Não conheço ninguém ligado a esse grupo. 

Nunca recebi de maneira oficial ou extra-oficial um real sequer dessa referida empresa", disse o senador no vídeo.


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sábado, 10 de junho de 2017

Janot reitera pedido de prisão de Aécio Neves

Janot reitera pedido de prisão de Aécio Neves
Procurador-geral da República também defendeu a permanência de Andrea Neves na cadeia
HÁ 19 HORAS 10/06/2017  POR NOTÍCIAS AO MINUTO

 
© Ueslei Marcelino / Reuters

O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, reiterou o pedido de prisão preventiva do senador afastado Aécio Neves (PSDB-MG) e manifestou-se pela manutenção da prisão de Andrea Neves da Cunha, Mendherson Souza Lima e Frederico Pacheco nesta sexta-feira (9). 

As informações são do portal do Ministério Público Federal (MPF).

Janot enviou ao Supremo Tribunal Federal (STF), nesta sexta-feira, documento para justificar a posição. 

Na manifestação, o PGR pede, no mínimo, a manutenção das medidas cautelares impostas a Aécio Neves e o envio dos recursos com a máxima urgência para apreciação do plenário do Supremo.

Os agravos questionam decisões que decretaram a prisão preventiva de Andrea Neves, Mendherson Souza e Frederico Pacheco e a decisão que fixou medidas cautelares diversas à prisão a Aécio Neves.

No documento, o procurador-geral destaca a abundância de provas materiais concretas e idôneas atribuídas aos presos associados a Aécio Neves, a alta gravidade do delito e o risco de repetição, o que torna a prisão preventiva imprescindível para a garantia da ordem pública. 

Segundo ele, "são muitos os precedentes do Supremo Tribunal Federal que chancelam o uso excepcional da prisão preventiva para impedir que o investigado, acusado ou sentenciado torne a praticar certos delitos enquanto responde a inquérito ou processo criminal, desde que haja prova concreta do risco correspondente."

Corrupção passiva e lavagem de dinheiro - A manifestação demonstra, com a transcrição de conversas entre os envolvidos, que há fortes indícios de que Andrea Neves, Frederico de Medeiros e Mendherson Souza Lima trabalham diretamente nos negócios escusos feitos pelo senador Aécio Neves. 

"Andrea Neves e Frederico de Medeiros trataram diretamente com Joesley Batista e Ricardo Saud, respectivamente, sobre a solicitação de propina no valor de R$ 2 milhões, ocorrida no ano em curso".

Andrea Neves é apontada como braço-direto do irmão nos esquemas de corrupção. 

"Ao revés do que busca fazer crer a sua defesa, as condutas imputadas a Andrea Neves encontram-se minuciosamente delimitadas na inicial acusatória no tocante ao delito de corrupção passiva, bem assim quanto ao seu envolvimento nos demais a crimes a serem objetos de novas apurações, havendo provas contundentes de seu papel de protagonismo na defesa do interesses criminosos dos seu irmão, o Senador Aécio Neves", diz texto de Janot.

Janot destaca que, de acordo com gravações ambientais e interceptações telefônicas autorizadas pelo ministro Edson Fachin, Aécio Neves "vem adotando, constante e reiteradamente, estratégias de obstrução de investigações da Operação Lava Jato, seja por meio de alterações legislativas para anistiar ilícitos ou restringir apurações, seja mediante interferência indevida nos trabalhos da Polícia Federal, seja através da criação de obstáculos a acordos de colaboração premiada relacionados ao caso".


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sexta-feira, 2 de junho de 2017

Janot pede novo inquérito contra Aécio por ‘propina de R$ 60 milhões’

Janot pede novo inquérito contra Aécio por ‘propina de R$ 60 milhões’
Além de acusar formalmente senador por obstrução da Justiça e corrupção passiva, procurador-geral da República quer outra investigação contra tucano, inclusive por suposta lavagem de dinheiro
Breno Pires e Isadora Peron, de Brasília
02 Junho 2017 | 19h45
 
Aécio Neves. Foto: Wilton Júnior/Estadão

Além de oferecer denúncia contra o senador afastado Aécio Neves (PSDB-MG), o procurador-geral da República (PGR), Rodrigo Janot, pediu a abertura de um novo inquérito para apurar supostos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro, em separado.

Em relação a corrupção passiva, a PGR aponta necessidade de investigar três pontos principais: 

“o pagamento de propina da ordem de mais de R$ 60 milhões feito em 2014 ao parlamentar por meio da emissão de notas fiscais frias a diversas empresas indicadas por ele”, o pagamento a diversos partidos para apoiarem a candidatura à Presidência da República em 2014, e “o pagamento de dinheiro em espécie feito diretamente a Frederico Pacheco de Medeiros, primo do Senador e por este indicado para receber os valores”.

“Os colaboradores narraram que, em contrapartida a todos esses pagamentos, o Senador Aécio Neves utilizou de seu mandato para beneficiar diretamente interesses do grupo, como, por exemplo, na liberação de créditos de 12,6 milhões de ICMS da JBS Couros e dos créditos de 11,5 milhões de ICMS da empresa Da Grança, sediada em Uberaba e adquirida pela JBS na compra da Seara”, disse Rodrigo Janot.

“O colaborador Ricardo Saud narra que, em contrapartida à atuação em favor da J&F, Aécio Neves solicitou que a vantagem indevida fosse distribuída nos seguintes moldes: a) pagamento de 11 milhões contra notas fiscais emitidas pelas seguintes empresas: 

R$ 2,5 milhões a Bel Editora Editoração Publicidade e Consultoria; R$ 6 milhões a Data World Pesquisa e Consultoria Ltda; R$ 2,5 milhões a PVR Propaganda e Marketing Ltda feito diretamente, em notas emitidas contra a J&F; e b) compra de partidos políticos para que integrassem a coligação da candidatura de Aécio Neves à Presidência da República”, acrescentou o Procurador-Geral da República.

Janot também diz que Aécio Neves, depois de passada a campanha eleitoral de 2014, procurou Joesley Batista pedindo recursos financeiros, e o delator teria concordado em comprar um imóvel superfaturado por R$ 17 milhões por uma pessoa indicada por Aécio, a fim de que o dinheiro chegasse ao senador afastado.

“Mister, assim, a continuidade das investigações, para desvelamento completo de tais fatos”, disse Janot.


Lavagem. 

O outro crime apontado pela PGR é a ocultação e a dissimulação de valores, “o que se enquadra na provável prática do crime de lavagem de dinheiro”. 

Janot cita um diálogo interceptado entre Frederico Pacheco, primo do senador, e Mendherson Souza Lima, assessor parlamentar do senador Zezé Perrella (PMDB-MG),

“Interceptou-se colóquio no qual Frederico Pacheco pede para Mendherson falar com “TOSTÃO”, empregado do escritório de Zezé Perrela, para fazer um depósito, conforme solicitação de Denise, secretária daquele primeiro. 

Em outra oportunidade, no diálogo interceptado de 04/05/2017, a pessoa identificada como Michelline indaga a Mendherson a origem da quantia de R$ 500 mil que foi depositada, no mês de abril, na conta da empresa Tapera, e procedente da ENM Auditoria.

No áudio ora reproduzido, visualiza-se a preocupação de Micheline, identificada como Gerente de Contas no Banco Bradesco, em fazer a justificativa de lançamento no valor correspondente a R$ 500 mil na conta da empresa Tapera, cuja origem adveio da empresa ENM Auditoria.

Segundo Janot, as investigações apontaram vínculo entre o contador de Belo Horizonte Euler Nogueira Mendes, dono da empresa ENM Auditoria e Assessoria, e os demais envolvidos no suposto recebimento da vantagem indevida em favor de Aécio Neves.

“Sobre o envolvimento da empresa Tapera como possível instrumento de lavagem de dinheiro dos recursos destinados ao Senador Aécio Neves, no Relatório de Inteligência Financeira (RIF) n° 26521 do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (COAF), consta informação de que, no dia 12.04.2017, ou seja, no mesmo dia da entrega da segunda parcela de R$ 500 mil em São Paulo, Mendherson provisionou junto ao Banco Bradesco um saque de R$ 103 mil da conta da empresa Tapera para o dia seguinte. 

O referido saque fora feito no valor provisionado por Gustavo Perrella [filho de Zezé Perralla] no dia 13.04.2017”.

Janot diz ainda que no relatório de inteligência financeira citado há uma informação de que, no dia 22 de abril, “poucos dias após a entrega da terceira parcela de R$ 500 mil referente à vantagem indevida de R$ 2 milhões, Gustavo Perrella depositou R$ 220 mil em espécie na conta da empresa Tapera”.

COM A PALAVRA, AÉCIO

Nota da defesa do senador Aécio Neves

A Defesa do Senador Aécio Neves recebe com surpresa a notícia de que, na data de hoje, foi oferecida denúncia contra ele em relação aos fatos envolvendo o Sr. Joesley Batista.  Diversas diligências de fundamental importância não foram realizadas, como a oitiva do Senador e a perícia nas gravações. 

Assim, a Defesa lamenta o açodamento no oferecimento da denúncia e aguarda ter acesso ao seu teor para que possa demonstrar a correção da conduta do Senador Aécio Neves.

Alberto Zacharias Toron


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