Mostrando postagens com marcador Joesley. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Joesley. Mostrar todas as postagens

sábado, 12 de maio de 2018

REVISTA DENUNCIA! Os Patrocínios Ocultos Do Ministro Que Soltou Paulo Preto; SAIBA!


REVISTA DENUNCIA! Os Patrocínios Ocultos Do Ministro Que Soltou Paulo Preto; SAIBA!

Por Redação Click Política Última Atualização 12 maio, 2018


Da Revista Cruzoé:

O ano de 2016 foi próspero para o Instituto Brasiliense de Direito Público, o IDP. O caixa do instituto, de propriedade de Gilmar Mendes, ministro do Supremo Tribunal Federal, recebeu 32 pagamentos de diversas empresas e entidades. 

Todas interessadas em patrocinar eventos – sempre com a presença de Gilmar, a sua principal estrela. 

Os valores dos patrocínios foram elásticos: de 50 mil a 500 mil reais. 

Na ponta do lápis, só naquele ano a receita de patrocínios foi de 4,3 milhões de reais, valor que chega a 7 milhões se considerados os pagamentos recebidos desde 2011.

Crusoé obteve as planilhas do IDP que relacionam 23 empresas e entidades que patrocinaram o instituto e descobriu situações distintas. 

Uma delas, a mais comum, envolve companhias que patrocinaram os eventos e, em contrapartida, ganharam a exposição de suas marcas. 

É a regra geral de qualquer patrocínio, em qualquer evento, de qualquer instituição. 

Mas há, nas planilhas do IDP, patrocinadores que deram dinheiro sem que houvesse a publicidade da marca – são, portanto, patrocínios ocultos. 

Outra frente de arrecadação do instituto foram os grupos de estudos jurídicos. 

Também nesse caso surge o insólito fenômeno das empresas que patrocinaram, mas preferiram não aparecer.

A Souza Cruz, gigante do ramo de cigarros, surge nos documentos internos como o principal patrocinador oculto do IDP. 
Desde 2011, a companhia repassou 2,4 milhões de reais ao instituto. 

Mas não há, nem no site do IDP nem nos materiais de divulgação, qualquer referência à empresa. 

A Crusoé, ex-funcionários do instituto de Gilmar Mendes armaram, sob a condição de terem sua identidade preservada, que havia um acerto entre as partes para que os patrocínios da Souza Cruz permanecessem incógnitos. 

Procurada, a empresa confirma que em momento nenhum buscou “visibilidade” ao fazer os repasses ao IDP. 

Diz que patrocinou dois projetos, mas que não tinha interesse em aparecer: “A empresa não buscou, nos patrocínios a esses dois projetos, visibilidade de marca. 

A prioridade não era essa. Ali, até pela extensão e complexidade dos temas, o objetivo era gerar conteúdo premium, pensamento crítico, estudos avançados”.

A companhia informou ter com o IDP, há anos, um contrato para o “patrocínio de atividades acadêmicas”. O contrato é coberto por uma cláusula de confidencialidade.

O Bradesco e o grupo J&F, dos irmãos Joesley e Wesley Batista, também estão no rol dos patrocinadores do IDP que não fazem questão de publicidade. 

Embora em outros anos as duas empresas tenham exibido suas logomarcas em eventos do instituto, os repasses feitos em 2016 ficaram restritos aos balancetes internos do IDP.

 O Bradesco e a holding da JBS figuram, nesses documentos, entre as empresas que contribuíram para a 19ª edição do Congresso Internacional de Direito Constitucional, realizada em Brasília.

 O banco deu 200 mil reais e a J&F, 500 mil.

 Os créditos foram anotados nos documentos internos do instituto como patrocínios ao congresso, mas os dois grupos não figuraram, em nenhum momento, entre os patrocinadores oficiais.

Procurados por Crusoé, Bradesco e J&F não quiseram se manifestar sobre os repasses. 

Situação similar envolve um seminário realizado no IDP no Rio de Janeiro, em junho de 2016.

 A Triunfo Logística, empresa fluminense de engenharia com atuação no setor de óleo e gás, repassou 100 mil reais para o evento. 

Mas também abriu mão de aparecer como patrocinadora. 

Além de Gilmar, anfitrião do seminário, o IDP levou, como palestrantes, os ministros Bruno Dantas e Vital do Rêgo, do Tribunal de Contas da União (TCU). 

O valor pago pela Triunfo foi creditado na conta do IDP. O Google é outra empresa que adotou comportamento semelhante. 

Repassou 200 mil reais, em maio de 2016, para viabilizar a criação de um centro de estudos no IDP. 

À Crusoé, o gigante da internet afirmou que costuma incentivar a produção de conteúdo técnico e admitiu que, no acerto com o instituto de Gilmar, não havia qualquer obrigação de exposição da marca. 

O Google deu como exemplo quatro grupos similares que também receberam apoio da empresa. 

Todos estamparam a sua marca. O projeto do IDP foi o único em que o nome do Google não apareceu.

Para além de conglomerados como Souza Cruz, J&F,
 Google e Bradesco, as planilhas que listam as receitas obtidas pelo instituto de Gilmar Mendes a título de patrocínio contam com outros portentos da economia nacional, como a Companhia Siderúrgica Nacional (CSN), e organizações setoriais, como a Federação Brasileira dos Bancos (Febraban) e a Confederação Nacional da Agricultura (CNA).

Há, ainda, organizações que, nos últimos tempos, apareceram enroladas em investigações rumorosas, algumas derivadas da Operação Lava Jato. 

É o caso da Federação do Comércio do Rio de Janeiro (Fecomércio-RJ), que sofreu uma devassa da Polícia Federal e do Ministério Público, após a descoberta de que despejou propina em contas ligadas ao ex-governador fluminense Sérgio Cabral. 

A federação deu 50 mil reais ao IDP.

Os patrocinadores do instituto de Gilmar Mendes têm em comum o fato de serem partes interessadas em grandes causas em tramitação no Supremo Tribunal Federal. 

É evidente que não há, necessariamente, relação de causa e efeito entre os patrocínios e as decisões de Gilmar, mas a lista dos parceiros mostra como a condição de ministro-empresário dá azo a situações no mínimo embaraçosas: 
algumas das empresas são parte em pelo menos 300 processos que passaram pelo gabinete de Gilmar desde 2016. 

Uma delas é a justamente a Souza Cruz.

No tribunal, tramitam processos relevantes para a indústria tabagista. 

Um deles foi movido pela Confederação Nacional da Indústria (também patrocinadora do IDP), que queria garantir às fábricas o direito de produzir cigarros com sabor, proibidos pela Agência de Vigilância Sanitária.

 A tentativa fracassou em razão de um empate no julgamento, finalizado em fevereiro passado. 

Gilmar Mendes votou a favor da demanda da indústria.

A Interfarma, entidade que representa grandes fabricantes de medicamentos, também contribuiu com o IDP (657 mil reais) e é outra que tem interesse em processos em curso no Supremo. 

Uma das ações que a entidade acompanha de perto na corte versa sobre a liberação de remédios à base de maconha. 

Outra está relacionada à distribuição de medicamentos de alto custo pelo poder público, sem a necessidade de autorização pelos órgãos de controle. 

A Interfarma afirma que, além do IDP, apoia outras instituições semelhantes e que os repasses ao instituto tiveram por objetivo a produção de conteúdo. 

Em situação semelhante estão as instituições financeiras, representadas pela Febraban, que têm inúmeros processos no Supremo. 

Uma dessas ações teve desfecho recentemente.

 Envolvia o pagamento das diferenças monetárias da poupança a clientes dos bancos prejudicadas pelos planos econômicos das décadas de 1980 e 1990. 

O caso, multibilionário, já resultou em três acordos – um deles foi homologado por Gilmar.

Como sócio do IDP, o ministro se vale de uma brecha legal que permite aos juízes dar aulas e até ter empresas, desde que não toquem, como administradores, o dia a dia do negócio. 

É assim que o Gilmar-empresário contribui para a boa saúde financeira do instituto do qual é sócio, enquanto o Gilmar-magistrado fala nos eventos organizados pelo instituto e julga processos das empresas que os patrocinam. 

Sempre que é indagado, o ministro diz que não se beneficia pessoalmente dos patrocínios ao IDP.

Mas mensagens telefônicas que vieram a público recentemente mostram que nem sempre é assim.

 Numa delas, de junho de 2016, Gilmar escreve a Dalide Corrêa, ex-diretora-geral do instituto e braço-direito do ministro por duas décadas, cobrando o repasse de recursos de patrocínios. 

“Veja se consegue começar a me pagar o resultado do patrocínio”, escreveu o ministro.

Dalide respondeu pouco depois. “Quer de uma vez ou dividido?”, indaga ela, que prossegue: “Amanhã iremos pagar 25 mil da palestra de sexta”. 

Gilmar se mostra agradecido: “Ótimo. Veja a forma menos problemática. Tenho contas altas agora, uma, e outra em julho”. 

Àquela altura, o IDP tinha acabado de realizar uma das edições do congresso anual que promove anualmente em Lisboa. 
A J&F, dos irmãos Batista, havia transferido para o instituto 500 mil reais. 

O repasse seria para o evento na capital portuguesa, mas como o dinheiro chegou depois, o crédito foi realocado em outra rubrica. 

Ou seja: o importante era que o dinheiro chegasse – onde seria aplicado era um problema para resolver depois, internamente.

Ao longo dos anos, além dos patrocinadores que pagam, mas não aparecem – e dos outros que pagam e aparecem –, o IDP conseguiu ganhar dinheiro com eventos organizados por órgãos públicos. 

Em 2016, por exemplo, a Justiça do Trabalho comemorou 75 anos. 

Foram organizados dois seminários, ambos com o apoio do IDP, para marcar a data. 

O primeiro, no Rio, foi na sede da Fundação Getúlio Vargas, onde Gilmar Mendes falou. 

O segundo, em Brasília, foi na sede do Tribunal Superior do Trabalho (TST). 

A coordenação dos seminários ficou a cargo de ministros do tribunal, mas foi o IDP quem faturou.

Aconteceu assim: a Justiça do Trabalho organizou, sediou e promoveu os eventos, mas foi o IDP quem recebeu os patrocínios. 

Nas planilhas do instituto de Gilmar, foram registrados nove repasses relacionados aos dois eventos, num total de 1 milhão de reais. 

A Crusoé, o TST informou que fez um acordo com o IDP segundo o qual o tribunal arcaria exclusivamente com a coordenação acadêmica e o instituto se encarregaria de “custos financeiros”.

Crusoé procurou os patrocinadores que figuram nas planilhas do IDP. Nem todos responderam. 

Banco do Brasil, Caixa, Febraban, Correios, CNI e Eletrobrás negaram que os pagamentos tenham sido motivados pelo interesse de se aproximar de Gilmar Mendes. 

O IDP, por sua vez, negou em nota que tenha havido qualquer intenção de ocultar os repasses. 
“O apoio de parceiros ao IDP sempre foi realizado de forma transparente e pública”, diz o texto. 

Embora tenha sido apresentado a situações pontuais – aquelas em que empresas contribuíram, mas não apareceram entre os patrocinadores, como a da Souza Cruz e a da J&F em 2016 –, o instituto sustenta que há 
“editais, banners, fotos e publicações com referência aos nomes dos apoiadores, o que pode ser identificado em uma busca rápida no site do IDP e em outros domínios na internet”. 

Trata-se de uma esperteza.

Em pelo menos cinco casos cujos pagamentos estão listados nas planilhas internas do IDP, os patrocínios não foram expostos.

Eram, sim, patrocínios ocultos. 

O ministro Gilmar Mendes também foi procurado, por telefone, em seu gabinete e por meio de seus assessores, mas não respondeu aos contatos de Crusoé.


Doação para o Blog

Queridos leitores do Blog SUED E PROSPERIDADE
que a paz esteja com todos.
Venho pedir aos leitores que têm condições e querem contribuir
com o Blog uma pequena doação para o Blog
Que a prosperidade os acompanhe hoje e sempre.
Desde já agradeço.
Maria Joselia

Número da conta
Maria Joselia Bezerra de Souza
Caixa Econômica Federal
Agencia: 0045
Operação: 013
Conta: 00054784-8
Poupança
Brasil
Obrigado

domingo, 11 de março de 2018

TÁ MORTO! PSDB Avisa Que Não Quer Aécio Na Majoritária E Pede Que Ele Saia Candidato A Deputado


TÁ MORTO! PSDB Avisa Que Não Quer Aécio Na Majoritária E Pede Que Ele Saia Candidato A Deputado



POR KIKO NOGUEIRA

A história de Aécio Neves é uma fábula moral sobre aonde levam os baixos instintos na política — e, por que não, na vida.

Com todos os sinais à frente de si e o exemplo de Carlos Lacerda no passado, Aécio se atirou numa aventura golpista que acabou 
por engoli-lo.

Ainda vamos ouvir falar muito dele neste ano.

 Dificilmente sob um aspecto positivo.

Aécio tenta lutar para concorrer ao Senado, mas esbarra no PSDB. Além, é claro, do desprezo do eleitorado.

A divulgação das conversas com Joesley foram determinantes para seu fim.

“Tem que ser um que a gente mata ele antes de fazer delação”, disse o jagunço, referindo-se ao primo Fred, mostrando sua verdadeira cara.

No Estadão, o ex-prefeito de Belo Horizonte Márcio Lacerda, do PSB, antigo aliado, falou das ambições do Mineirinho.

“Por onde passo em Minas as opiniões são que a imagem de Aécio que ficou, justa ou injustamente, muito prejudicada”, afirma, usando de sutileza mineira.

Segundo Márcio, “as pesquisas mostram uma rejeição muito grande a ele. 

Tem sido aconselhado a se candidatar a deputado federal. 

Eu dei essa opinião a Andrea Neves antes dele enfrentar esse problema mais grave da gravação do Joesley”.

Aécio deve desculpas ao país. Ele e a mana Andrea.

Jamais o farão.

O que torna sua agonia ainda mais patética.


Doação para o Blog

 Queridos leitores do Blog SUED E PROSPERIDADE que a paz
Esteja com todos.
Venho pedir aos leitores que têm condições e querem contribuir com o Blog uma pequena doação para o Blog
Que a prosperidade os acompanhe hoje e sempre.
Desde já agradeço.
Maria Joselia

Número da conta
Maria Joselia Bezerra de Souza
Caixa Econômica Federal
Agencia: 0045
Operação: 013
Conta: 00054784-8
Poupança
Brasil
Obrigado

terça-feira, 20 de fevereiro de 2018

Irmãos Batista da JBS querem delatar membros do Judiciário


Irmãos Batista da JBS querem delatar membros do Judiciário
20/02/2018

Discretamente, os irmãos Joesley e Wesley Batista, da JBS, estão tentando ampliar seus acordos de delação premiada; agora, falam que podem entregar podres do Judiciário
Sem alarde, os irmãos Batista estão tentando ampliar seus acordos de delação premiada. 
Agora, falam que podem entregar podres do Judiciário.
As informações são do colunista Lauro Jardim.
Em nota, a defesa dos empresários negou a existência de qualquer negociação neste sentido.
A assessoria dos irmãos Batista enviou a seguinte nota:
 “A defesa de Joesley e Wesley Batista nega enfaticamente que esteja tentando ampliar o acordo de colaboração premiada. 
Afirma também que não procede a informação de que eles teriam intenção de apontar qualquer relato envolvendo o Poder Judiciário. 
A defesa repudia qualquer ilação a esse respeito. 
Os empresários, que relataram tudo o que sabem, continuam à disposição das autoridades para prestar eventuais novos esclarecimentos.”
P.S do Falandoverdades: 
Em uma conversa, Gilmar Mendes foi flagrado cobrando dinheiro da JBS, dos irmãos Batistasegundo o Ministro era apenas patrocínio ao seu Instituto e que as relações dele com a JBS, sempre se pautou pela ética. 

Outro que também foi flagrado em relações com a JBS foi o Procurador Marcelo Miller que recebeu 449 mil de escritório da JBS e que também orientou a delação de Delcídio do Amaral contra Lula.


Doação para o Blog
 Queridos leitores do Blog SUED E PROSPERIDADE que a paz
esteja com todos.
Venho pedir aos leitores que têm condições e querem contribuir com o Blog uma pequena doação para o Blog
Que a prosperidade os acompanhe hoje e sempre.
Desde já agradeço.
Maria Joselia

Número da conta
Maria Joselia Bezerra de Souza
Caixa Econômica Federal
Agencia: 0045
Operação: 013
Conta: 00054784-8
Poupança
Brasil
Obrigado

sexta-feira, 2 de junho de 2017

Janot pede novo inquérito contra Aécio por ‘propina de R$ 60 milhões’

Janot pede novo inquérito contra Aécio por ‘propina de R$ 60 milhões’
Além de acusar formalmente senador por obstrução da Justiça e corrupção passiva, procurador-geral da República quer outra investigação contra tucano, inclusive por suposta lavagem de dinheiro
Breno Pires e Isadora Peron, de Brasília
02 Junho 2017 | 19h45
 
Aécio Neves. Foto: Wilton Júnior/Estadão

Além de oferecer denúncia contra o senador afastado Aécio Neves (PSDB-MG), o procurador-geral da República (PGR), Rodrigo Janot, pediu a abertura de um novo inquérito para apurar supostos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro, em separado.

Em relação a corrupção passiva, a PGR aponta necessidade de investigar três pontos principais: 

“o pagamento de propina da ordem de mais de R$ 60 milhões feito em 2014 ao parlamentar por meio da emissão de notas fiscais frias a diversas empresas indicadas por ele”, o pagamento a diversos partidos para apoiarem a candidatura à Presidência da República em 2014, e “o pagamento de dinheiro em espécie feito diretamente a Frederico Pacheco de Medeiros, primo do Senador e por este indicado para receber os valores”.

“Os colaboradores narraram que, em contrapartida a todos esses pagamentos, o Senador Aécio Neves utilizou de seu mandato para beneficiar diretamente interesses do grupo, como, por exemplo, na liberação de créditos de 12,6 milhões de ICMS da JBS Couros e dos créditos de 11,5 milhões de ICMS da empresa Da Grança, sediada em Uberaba e adquirida pela JBS na compra da Seara”, disse Rodrigo Janot.

“O colaborador Ricardo Saud narra que, em contrapartida à atuação em favor da J&F, Aécio Neves solicitou que a vantagem indevida fosse distribuída nos seguintes moldes: a) pagamento de 11 milhões contra notas fiscais emitidas pelas seguintes empresas: 

R$ 2,5 milhões a Bel Editora Editoração Publicidade e Consultoria; R$ 6 milhões a Data World Pesquisa e Consultoria Ltda; R$ 2,5 milhões a PVR Propaganda e Marketing Ltda feito diretamente, em notas emitidas contra a J&F; e b) compra de partidos políticos para que integrassem a coligação da candidatura de Aécio Neves à Presidência da República”, acrescentou o Procurador-Geral da República.

Janot também diz que Aécio Neves, depois de passada a campanha eleitoral de 2014, procurou Joesley Batista pedindo recursos financeiros, e o delator teria concordado em comprar um imóvel superfaturado por R$ 17 milhões por uma pessoa indicada por Aécio, a fim de que o dinheiro chegasse ao senador afastado.

“Mister, assim, a continuidade das investigações, para desvelamento completo de tais fatos”, disse Janot.


Lavagem. 

O outro crime apontado pela PGR é a ocultação e a dissimulação de valores, “o que se enquadra na provável prática do crime de lavagem de dinheiro”. 

Janot cita um diálogo interceptado entre Frederico Pacheco, primo do senador, e Mendherson Souza Lima, assessor parlamentar do senador Zezé Perrella (PMDB-MG),

“Interceptou-se colóquio no qual Frederico Pacheco pede para Mendherson falar com “TOSTÃO”, empregado do escritório de Zezé Perrela, para fazer um depósito, conforme solicitação de Denise, secretária daquele primeiro. 

Em outra oportunidade, no diálogo interceptado de 04/05/2017, a pessoa identificada como Michelline indaga a Mendherson a origem da quantia de R$ 500 mil que foi depositada, no mês de abril, na conta da empresa Tapera, e procedente da ENM Auditoria.

No áudio ora reproduzido, visualiza-se a preocupação de Micheline, identificada como Gerente de Contas no Banco Bradesco, em fazer a justificativa de lançamento no valor correspondente a R$ 500 mil na conta da empresa Tapera, cuja origem adveio da empresa ENM Auditoria.

Segundo Janot, as investigações apontaram vínculo entre o contador de Belo Horizonte Euler Nogueira Mendes, dono da empresa ENM Auditoria e Assessoria, e os demais envolvidos no suposto recebimento da vantagem indevida em favor de Aécio Neves.

“Sobre o envolvimento da empresa Tapera como possível instrumento de lavagem de dinheiro dos recursos destinados ao Senador Aécio Neves, no Relatório de Inteligência Financeira (RIF) n° 26521 do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (COAF), consta informação de que, no dia 12.04.2017, ou seja, no mesmo dia da entrega da segunda parcela de R$ 500 mil em São Paulo, Mendherson provisionou junto ao Banco Bradesco um saque de R$ 103 mil da conta da empresa Tapera para o dia seguinte. 

O referido saque fora feito no valor provisionado por Gustavo Perrella [filho de Zezé Perralla] no dia 13.04.2017”.

Janot diz ainda que no relatório de inteligência financeira citado há uma informação de que, no dia 22 de abril, “poucos dias após a entrega da terceira parcela de R$ 500 mil referente à vantagem indevida de R$ 2 milhões, Gustavo Perrella depositou R$ 220 mil em espécie na conta da empresa Tapera”.

COM A PALAVRA, AÉCIO

Nota da defesa do senador Aécio Neves

A Defesa do Senador Aécio Neves recebe com surpresa a notícia de que, na data de hoje, foi oferecida denúncia contra ele em relação aos fatos envolvendo o Sr. Joesley Batista.  Diversas diligências de fundamental importância não foram realizadas, como a oitiva do Senador e a perícia nas gravações. 

Assim, a Defesa lamenta o açodamento no oferecimento da denúncia e aguarda ter acesso ao seu teor para que possa demonstrar a correção da conduta do Senador Aécio Neves.

Alberto Zacharias Toron


Queridos amigos e leitores do blog, se vocês não ver postagem do meu blog SUED E POSPERIDADE nos grupos do facebook é porque o mesmo bloqueou as minhas postagens, que eu vejo como punição por eu divulgar notícias de Lula e do PT. Vocês podem acessar o blog pelo Google, G+1, twitter e Pinterest, ou no próprio blog, podem compartilhar as notícias para a página de vocês.

AGRADEÇO A TODOS 

quinta-feira, 25 de maio de 2017

OAB chama donos da JBS e procurador-geral da República como testemunhas em impeachment de Temer

25/5/2017 às 16h07 (Atualizado em 25/5/2017 às 16h37)
OAB chama donos da JBS e procurador-geral da República como testemunhas em impeachment de Temer
Entidade máxima da Advocacia denunciou o presidente por crime de responsabilidade
 
Michel TemerUeslei Marcelino/Reuters/File Photo

A OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) pediu a convocação dos irmãos Joesley e Wesley Batista, do Grupo JBS, e do procurador-geral da República Rodrigo Janot como testemunhas na ação pelo impeachment do presidente Michel Temer (PMDB).


Além de Joesley, Wesley e Janot, a Ordem incluiu no rol de testemunhas outros dois executivos da J&F, que controla a JBS, Ricardo Saud e Francisco de Assis e Silva.

"Pede-se a produção de prova testemunhal, consistente na oitiva das pessoas ao final indicadas, as quais deverão ser intimadas para tal finalidade nos termos do art. 18 da Lei n. 1.079/1950, sem prejuízo de outras", alegou a Ordem.

No sábado (20), o Plenário do Conselho Federal da OAB deliberou por 25 votos a 1 o pedido de instauração do processo de impeachment de Temer. 

O argumento central da ofensiva da Ordem é o fato de o presidente ter recebido na noite de 7 de março no Palácio do Jaburu o empresário Joesley Batista, acionista da JBS que fechou acordo de delação premiada com a Procuradoria-Geral da República.


"Verifica-se que o encontro entre o colaborador Joesley Batista e o Excelentíssimo Senhor Presidente da República Federativa do Brasil, ocorreu às 22h40, havendo protocolo não habitual, tanto em função do horário da reunião, quanto no acesso utilizado pelo interlocutor, à garagem do Palácio do Jaburu, entrando diretamente, sem identificar-se na portaria, e mais, não tendo o encontro sido registrado na agenda oficial da Presidência", destaca a Ordem na denúncia.

Segundo a entidade, em dois pronunciamentos oficiais, nos dias 18 e 20 de maio, Temer "não nega ter se encontrado com o colaborador Joesley Batista nas condições supramencionadas [às escusas de registros oficiais], chegando até mesmo a reconhecer a realização da reunião em ambiente institucional".

Joesley gravou a conversa com Temer, por cerca de trinta minutos. 

O empresário narrou uma sequência de crimes como o pagamento de "mensalinho" ao procurador da República Ângelo Goulart Villela e mesada milionária a Eduardo Cunha (PMDB-RJ), em troca do silêncio do ex-presidente da Câmara, preso na Operação Lava Jato desde outubro de 2016.

A OAB afirma que após ter recebido a informação de Joesley sobre a "compra" do procurador, Temer "incorreu, em tese, em omissão própria, isto é, omitiu-se de um dever de agir legalmente imposto".


"Houve a comunicação, pelo interlocutor, da ocorrência de ao menos um tipo penal certo, que emerge da afirmação de que possui um contato não republicano, dentro da força-tarefa do Ministério Público Federal, que lhe está passando informações, caracterizando, supostamente, crime de violação de sigilo funcional, cuja tipificação encontra-se no artigo 325, do Código Penal, crime pelo qual o exercício da ação penal é de natureza pública incondicionada", aponta a denúncia.


Queridos amigos e leitores do blog, se vocês não ver postagem do meu blog SUED E POSPERIDADE nos grupos do facebook é porque o mesmo bloqueou as minhas postagens, que eu vejo como punição por eu divulgar notícias de Lula e do PT. Vocês podem acessar o blog pelo Google, G+1, twitter e Pinterest, ou no próprio blog, podem compartilhar as notícias para a página de vocês.

AGRADEÇO A TODOS 



quarta-feira, 24 de maio de 2017

Aécio entrega passaporte e é notificado a responder pedido de prisão

Aécio entrega passaporte e é notificado a responder pedido de prisão
Senador afastado é investigado por corrupção em inquérito da Lava Jato. Ele foi gravado por empresário pedindo R$ 2 milhões.
Por Mariana Oliveira, TV Globo, Brasília
24/05/2017 17h06  Atualizado há 5 horas
 Resultado de imagem para aécio neves
Imagem do Google

 O senador afastado Aécio Neves (PSDB-MG) entregou nesta quarta (24) ao Supremo Tribunal Federal (STF) o passaporte dele em cumprimento à decisão do ministro Luiz Edson Fachin, que determinou o recolhimento do documento na semana passada. 

No mesmo despacho, o ministro relator da Lava Jato ordenou o afastamento de Aécio das funções no Senado.

O STF autorizou a investigação de Aécio por corrupção passiva, obstrução da Justiça e organização criminosa após a delação dos donos do frigorífico JBS, Joesley e Wesley Batista. Joesley gravou Aécio pedindo R$ 2 milhões, com a justificativa de que precisava do dinheiro para pagar sua defesa na Lava Jato.

Além da apreensão do passaporte, Fachin também proibiu Aécio de ter contato com outros investigados na operação.

Prisão
Na noite de terça (23), Fachin mandou intimar a defesa de Aécio Neves para que se manifeste sobre recurso apresentado pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, que pede a prisão do senador ao Supremo.

"Intime-se a defesa do Senador da República Aécio Neves da Cunha para, no prazo de lei, responder ao agravo regimental interposto pelo Procurador-Geral da República", afirmou o ministro. 

De acordo com o Código de Processo Civil, em caso de agravo, o prazo para resposta ao recurso é 15 dias corridos.

Na decisão que determinou o afastamento de Aécio, Fachin negou o pedido de prisão do senador. A PGR então recorreu

A defesa de Aécio terá agora que rebater por escrito o pedido de prisão.

No mesmo dia em que a PGR voltou a pedir a prisão de Aécio, a defesa do senador entrou com um recurso contra a decisão de afastá-lo do mandato e também pedindo que o caso seja redistribuído a um novo relator.

Os advogados consideram que não há conexão do que é investigado neste inquérito com os fatos atribuídos ao senador na Lava Jato e, por isso, Fachin não seria o juiz natural do caso.


Queridos amigos e leitores do blog, se vocês não ver postagem do meu blog SUED E POSPERIDADE nos grupos do facebook é porque o mesmo bloqueou as minhas postagens, que eu vejo como punição por eu divulgar notícias de Lula e do PT. Vocês podem acessar o blog pelo Google, G+1, twitter e Pinterest, ou no próprio blog, podem compartilhar as notícias para a página de vocês.

AGRADEÇO A TODOS