Mostrando postagens com marcador Antonio Palocci. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Antonio Palocci. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 4 de julho de 2018

Vazamento da delação de Palocci confirma a suspeita: vem aí mais uma farsa. Por Joaquim de Carvalho


Vazamento da delação de Palocci confirma a suspeita: vem aí mais uma farsa. Por Joaquim de Carvalho

Publicado por  Joaquim de Carvalho  3 de julho de 2018

         Ele

Aos poucos, com os vazamentos da Polícia Federal que começam a alimentar a velha imprensa, se vai conhecendo detalhes da farsa da delação de Antonio Palocci.

O Globo publica hoje um ponto do acordo feito entre a PF e o ex-ministro da Fazenda, homologado no dia 22 de junho pelo desembargador João Pedro Gebran Neto, do Tribunal Regional Federal da 4a. Região.

O acordo está sob sigilo, mas tal condição não impediu que “fontes da PF” liberassem parte do seu conteúdo: 
Palocci vai entregar os arquivos dos computadores da sua consultoria, que estavam desaparecidos.

Quando a PF fez a operação de busca e apreensão na sede da consultoria do ex-ministro em São Paulo, em setembro de 2016, encontrou monitores, teclados e mouses, mas não o desktop — no lugar, havia notebooks novos.

Esse cenário, aparentemente montado para dissimular a retirada dos desktops com os arquivos mais importantes da consultoria, é que teria levado ao pedido de conversão do decreto de prisão temporária do ex-ministro em prisão preventiva, condição que o mantém encarcerado até hoje.

No acordo homologado pelo desembargador Gebran, Palocci prometeu entregar o conteúdo dos arquivos, mas fará isso através de uma perícia particular.

Segundo o jornal, os dados dos computadores da Projeto (nome da empresa de Palocci) ainda não foram entregues à PF porque estão passando por uma análise de peritos contratados por Palocci.

Os consultores particulares estariam fazendo esse serviço para “facilitar o trabalho dos investigadores”: organizarão “o material de maior relevância”, supostamente filtrariam apenas os conteúdos que envolvem crimes.

Aí é que está o perigo, a manobra para proteger alguns e incriminar outros, sem falar na possibilidade de forjar provas.

Exagero?

Quando a Odebrecht celebrou acordo de delação premiada, também foi feita essa filtragem antes, através de uma empresa suíça, a FRA.

A empresa fez supostas “cópias forenses” do sistema My Web Day (contabilidade) e Dousys (comunicação, tipo whatsapp), armazenados em servidores da Suíça. A PF recebeu um HD e alguns pen drives.

Ao mesmo tempo em que se tornavam públicas as inconsistências de alguns arquivos, claramente adulterados, a defesa do ex-presidente Lula contratou uma empresa inglesa para fazer uma perícia dessas cópias.

A CCL, que tem entre seus integrantes antigos peritos da Scotland Yard, concluiu que não é possível garantir que não houve havido adulteração, pois, para ter essa garantia, era preciso comparar as cópias com o sistema original.

Mas este sistema original está inacessível, já que foi cadeado digitalmente e ninguém consegue abri-lo.

Em outras palavras, as cópias extraídas pela FRA são imprestáveis do ponto de vista forense.

Isso não impediu, entretanto, que houvesse decreto de prisão e até condenação com base nas “provas” fornecidas pela Odebrecht.

A maior evidência de que provas foram forjadas no caso da Odebrecht é a revelação de documentos por parte do advogado Rodrigo Tacla Durán, que prestou serviços para a Odebrecht e hoje mora na Espanha.

O juiz Sergio Moro, no entanto, indeferiu todos os pedidos de que ele fosse ouvido como testemunha.

Tacla Durán, que tinha acesso ao Drousys da Odebrecht, possui extratos e planilhas originais e os comparou com as cópias juntadas pelo Ministério Público Federal: são diferentes.

No caso da Odebrecht, outro indício de que o sistema foi adulterado é o depoimento de um diretor da empresa, Fernando Migliaccio.

Ele admitiu que, em 2015, antes que as supostas cópias dos sistemas da Odebrecht fossem entregues, houve reunião de executivos da empresa em Madri, na Espanha.

Lá, decidiram tomar providência para se protegerem.

 Tacla Durán contou que participou dessa reunião e ali houve a decisão de cortar o tracking do dinheiro, isto é, impedir seu rastreamento.

Segundo o advogado que Moro se recusa a ouvir, foi assim, por exemplo, que contas do publicitário João Santana desapareceram das planilhas entregues à Lava Jato em Curitiba.

No caso de Palocci, a PF diz que ele entregará também os HDs originais, assim como a Odebrecht fez no caso do acordo de leniência dela. Mas para que serviram? Ninguém abriu.

O que está em jogo, além da saída dele da prisão para usar tornozeleira eletrônica em casa durante algum tempo, é a quantia de R$ 30 milhões da empresa de consultoria, que estão bloqueados.

Segundo o acordo, caberá a Moro decidir sobre sua liberação — há alguma dúvida de que, depois de dizer a Moro o que este quer sobre Lula, o dinheiro será liberado?

A Odebrecht também recebeu varias imunidades em troca da entrega do seu sistema e do depoimento dos seus executivos. 

Mas, quando ficou evidente que ela havia entregado gato por lebre, o acordo não foi rescindido.

Pelo contrário: ao manterem as cláusulas do acordo, os agentes do Estado chancelaram o que fez a empresa. Com Palocci, tudo indica o mesmo caminho.

O ex-ministro, ao oferecer a Moro a cenourinha da grande empresa de comunicação (leia-se Globo) que ele ajudou a não quebrar, lubrificou a engrenagem que levou ao acordo.

Hoje, o jornal do grupo publica o vazamento de que Palocci vai entregar os arquivos da consultores, depois de bondosamente peritos contratados por ele selecionarem o que vale a pena ser investigado.

Quem acredita que os dados (ou registro de pagamentos, sabe-se lá) referentes à grande empresa de comunicação estarão nesses arquivos?

.x.x.x.

PS: O vídeo sobre a recompensa de Palocci para entregar Lula:
Palocci vai receber 30 milhões para 
incriminar Lula


Publicado em 7 de mai de 2018




Doação para o Blog

Queridos leitores do Blog SUED E PROSPERIDADE
que a paz esteja com todos.
Venho pedir aos leitores que têm condições e querem contribuir
com o Blog uma pequena doação para o Blog
Que a prosperidade os acompanhe hoje e sempre.
Desde já agradeço.
Maria Joselia

Número da conta
Maria Joselia Bezerra de Souza
Caixa Econômica Federal
Agencia: 0045
Operação: 013
Conta: 00054784-8
Poupança
Brasil
Obrigado

segunda-feira, 18 de setembro de 2017

PT dá início a processo de expulsão de Palocci

PT dá início a processo de expulsão de Palocci
Ricardo Galhardo e Gilberto Amendola1 hora atrás 18/09/2017
 PT dá início a processo de expulsão de Palocci
© Foto: HEULER ANDREY/AFP/Getty Images PT 
dá início a processo de expulsão de Palocci

A executiva municipal do PT de Ribeirão Preto decidiu nesta segunda-feira, 18, por unanimidade, enviar o caso do ex-ministro e ex-prefeito da cidade Antonio Palocci para a comissão de ética do partido. 

Na prática, o PT de Ribeirão deu início hoje ao processo de expulsão de Palocci. 

A Comissão de Ética da legenda tem um prazo de 60 dias, prorrogáveis por mais 30 para apresentar um relatório.

O ex-ministro é acusado de quebrar a ética partidária ao dizer em depoimento ao juiz Sérgio Moro que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva firmou um "pacto de sangue" 
com o empreiteiro Emílio Odebrecht e teria recebido benefícios pessoais da empresa, Palocci disse também que chegou a entregar maços de dinheiro vivo a Lula.

"O motivo são as acusações inverídicas que ele fez tentando incriminar o ex-presidente Lula", disse o presidente do diretório municipal do PT de Ribeirão, Fernando Tremura.

Segundo ele, o partido não vai investigar as acusações de corrupção das quais Palocci é alvo. 

"Não vamos entrar neste mérito. As acusações de corrupção vão ser investigadas pela Justiça federal", explicou o dirigente.

Tremura negou que o PT de Ribeirão estivesse evitando abrir o processo contra sua principal liderança. 

"Não é que o PT não queria investigar, é que até agora ninguém tinha feito uma denúncia", afirmou.

O responsável pela iniciativa é Luiz Fernando da Silva, integrante da executiva municipal. 

Agora Palocci será notificado sobre a abertura do processo e terá um prazo para apresentar sua defesa. 

Dentro de no máximo três meses a comissão de ética apresenta um relatório com o resultado das investigações e sugestões de penalidades a serem aplicadas, se for o caso. 

O relatório é votado pelo Diretório Municipal, a quem cabe a última palavra.

A mãe de Palocci, dona Toninha de Castro, de 82 anos, é suplente no Diretório Municipal e militante ativa do partido. 

Segundo Tremura, ela costumava participar de todas as reuniões e votava quando algum integrante titular faltava à reunião. "Agora ela anda meio afastada. 

Dá para entender, ela é mãe", disse o presidente do PT de Ribeirão.

Na direção nacional a expectativa é que Palocci tome a iniciativa de pedir a desfiliação.

Depoimento. Na semana passada, Tremura, afirmou que o ex-ministro Antonio Palocci teria prestado depoimento para o juiz Sérgio Moro, no último dia 6, "sob efeito de tortura". 

A conclusão foi enviada ao militantes do partido por meio de uma nota.

Ao Estado, Tremura disse que as acusações que Palocci fez ao ex-presidente Lula foram "arrancadas depois de muita tortura psicológica, em consequência de uma prisão ilegal". 

Sobre as críticas que Palocci recebeu de alguns membros do PT, Tremura disse não ser correto compará-lo a figuras como o ex-ministro José Dirceu, o ex-deputado José Genoino e o ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto (que, embora presos, não delataram o ex-presidente). 

"Palocci não tem as mesmas características, formação e preparo desses companheiros. 

São pessoas diferentes, com histórias diferentes 
de vida". 

Questionado sobre uma possível expulsão de Palocci, ele afirmou que em Ribeirão Preto (cidade na qual o ex-ministro foi prefeito por duas vezes) "ainda não há hipótese de expulsão". 

"Claro, vamos esperar uma diretriz nacional, mas nada do que ele disse diminui a importância de Palocci para Ribeirão Preto", disse Tremura.



domingo, 17 de setembro de 2017

PALOCCI RASTEJA E ACUSA SEM PROVAS, DIZ FERNANDO BRITO

PALOCCI RASTEJA E ACUSA SEM PROVAS, DIZ FERNANDO BRITO

 Reprodução | Ricardo Stuckert

O que diz na Veja – ter entregue algumas vezes maços entre R$ 30 e 50 mil a Lula e que o ex-presidente usava verbas do Instituto Lula para despesas pessoais – é do mesmo “pacote” do “pacto de sangue”: algo apenas retórico, destinado a causar impressão nos tolos; leia artigo do editor do Tijolaço

16 DE SETEMBRO DE 2017 ÀS 06:22

Por Fernando Brito, editor do Tijolaço

Espera-se que Antonio Palocci tenha algo mais que historinhas para negociar sua delação premiada.

O que diz na Veja – ter entregue algumas vezes maços entre R$ 30 e 50 mil a Lula e que o ex-presidente usava verbas do Instituto Lula para despesas pessoais – é do mesmo 

“pacote” do “pacto de sangue”: algo apenas retórico, destinado a causar impressão nos tolos.

A própria Folha registra que isso é o que Palocci se compromete a dizer ,se a oferta do Ministério Público for “boa”. 

O jornal, que diz ter confirmado a proposta de Palocci, fala que 

“não há prazo para o compromisso ser fechado nem certeza se a informação será mantida na versão final do acordo”.

Nem precisa, pode não ir para os autos, mas vai para o Jornal Nacional.


sexta-feira, 15 de setembro de 2017

MORO PIRA! Palocci Entrega Provas Contra Empresários, Mas Nada Contra Lula

MORO PIRA! Palocci Entrega Provas Contra Empresários, Mas Nada Contra Lula
Por Redação Click Política Última Atualização 15 set, 2017
 

No acordo de delação que negocia com a força-tarefa da Lava-Jato, o ex-ministro Antonio Palocci decodifica os negócios sujos escondidos na famosa lista de clientes de sua consultoria, a Projeto.

 Palocci abriu a empresa em 2006, pouco depois de deixar o Ministério da Fazenda. 

Em quase uma décadas de atividade, a Projeto foi contratada por algumas das maiores empresas brasileiras, multinacionais, bancos e conglomerados econômicos.

Na delação, Palocci fornece notas fiscais, cópias de contrato e narra as histórias de corrupção que envolvem pelo menos dez grandes clientes de sua consultoria. 

O produto principal do “consultor” Palocci, admite o ex-ministro, era o acesso exclusivo aos gabinetes mais importantes de Brasília.

VEJA


quinta-feira, 7 de setembro de 2017

PT Lamenta Declarações De Palloci, O Tacha De Mentiroso E Resume Sentimento Por Lula, ‘Solidariedade’

PT Lamenta Declarações De Palloci, O Tacha De Mentiroso E Resume Sentimento Por Lula, ‘Solidariedade’
 

O Partido dos Trabalhadores divulga nota em que rechaça as informações prestadas por Antonio Palocci.

 Para o partido, é mais uma tentativa de incriminar o ex-presidente Lula sem apresentação de provas. 

“O PT se solidariza com o ex-presidente Lula, que nos últimos anos teve sua vida devassada sem que houvesse sido encontrado qualquer vestígio de enriquecimento pessoal que manchasse sua biografia”, diz o texto.

Leia a nota:

O Partido dos Trabalhadores rechaça as informações prestadas pelo ex-ministro Antonio Palocci à 13ª Vara Federal de Curitiba nesta quarta-feira (6). 

O depoimento se soma a outras tentativas da Força Tarefa da Lava Jato de tentar incriminar o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, sem apresentação de provas, baseadas apenas em delações sem 
valor legal. 

Fica cada vez mais claro o caráter de perseguição política movida por setores da Justiça contra o PT.


Palocci já havia prestado depoimento, em maio desse ano, e negado todas as acusações, repetindo a estratégia de outros acusadores como Delcídio do Amaral e Léo Pinheiro, que voltaram atrás em seus depoimentos buscando a diminuição de suas penas, depois de permanecerem presos por um longo tempo.

Mais uma vez, chama a atenção que essas acusações sejam feitas às vésperas de um novo depoimento de Lula ao juízo da 13ª Vara Federal de Curitiba. 

O PT se solidariza com o ex-presidente Lula, que nos últimos anos teve sua vida devassada sem que houvesse sido encontrado qualquer vestígio de enriquecimento pessoal que manchasse 
sua biografia.

 O cerco a Lula se dá em um momento em que ele lidera todas as pesquisas de opinião para as eleições de 2018 e após o êxito de sua caravana pelo Nordeste.

Comissão Executiva Nacional do Partido dos Trabalhadores


Dilma Mostra Documentos Que Derrubam Depoimento De Palloci E Lamenta Postura De Ex-Ministro, ‘Mentiu O Tempo Todo’

Dilma Mostra Documentos Que Derrubam Depoimento De Palloci E Lamenta Postura De Ex-Ministro, ‘Mentiu O Tempo Todo’
Por Redação Click Política Última Atualização 7 set, 2017
 

A respeito das declarações prestadas pelo ex-ministro Antonio Palocci em depoimento à Justiça Federal na quarta-feira, 6 de setembro, a Assessoria de Imprensa da presidenta eleita 
Dilma Rousseff esclarece:

1. O senhor Antonio Palocci falta com a verdade quando aponta o envolvimento de Dilma Rousseff em supostas reuniões de governo para tratar de facilidades à empresa Odebrecht, seja durante o mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ou no primeiro governo dela. 

Tais encontros ou tratativas relatadas pelo ex-ministro jamais ocorreram. 

Relatos de repasses de propinas também são uma mentira.


2. Todo o conteúdo das supostas conversas descritas pelo senhor Antonio Palocci com a participação da então ministra Dilma Rousseff – e mesmo quando ela assumiu a Presidência – é uma ficção. 

Esta é uma estratégia adotada pelo delator em busca de benefícios da delação premiada.

3. O episódio em que cita um inacreditável benefício à Odebrecht pelo governo Dilma Rousseff, durante o processo de concessões de aeroportos, mostra que o senhor Antonio Palocci mente.

4. O ex-ministro declarou perante a Justiça Federal que a decisão do governo Dilma de não permitir que um consórcio ou empresa ganhasse mais de um aeroporto foi criada pela presidenta eleita para beneficiar diretamente a Odebrecht. 
Isso é uma mentira!

5. Tal decisão foi tomada pelo governo para gerar concorrência entre as empresas concessionárias de aeroportos. 
Buscou-se evitar que, caso uma empresa tivesse a concessão de dois aeroportos, priorizasse um em detrimento do outro. 

O governo Dilma buscava atrair mais empresas para participar do sistema aeroportuário, garantindo que a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), como órgão regulador, tivesse mais parâmetros para atuar. 

Mais concorrência, menos concentração.

6. Eis um fato que desmascara as mentiras do senhor Antonio Palocci. 
A empresa Odebrecht, que ganhou a disputa junto com o grupo Changi, pagou R$ 19,018 bilhões pela outorga do Galeão. 

Sem dúvida, é a maior outorga paga por aeroportos no Brasil, o que afasta a acusação de beneficiamento indevido declarada por Palocci.

7. O quadro abaixo demonstra que a Odebrecht foi responsável pela maior outorga paga ao Governo para o direito de explorar apenas um dos seis aeroportos cujas concessões foram feitas pelo governo Dilma:

_CONCESSÕES DE AEROPORTOS NO GOVERNO DILMA

São Gonçalo do Amarante, Natal (RN)
Grupo vencedor: Consórcio InfrAmerica – Infravix (50%) + Corporación America (50%)
Estimativa de investimentos: R$ 650 milhões
Outorga: R$ 170 milhões


Guarulhos
Grupo vencedor: Invepar (90%) + ACSA (10%)
Estimativa de investimentos: R$ 4,6 bilhões
Outorga: R$ 16,213 bilhões


Viracopos
Grupo vencedor: Consórcio Aeroportos Brasil – Triunfo (45%) + UTC (45%) + Egis (10%)
Estimativa de investimentos: R$ 8,7 bilhões
Outorga: R$ 3,821 bilhões


Brasília
Grupo vencedor: Consórcio InfrAmerica – Infravix (50%) + Corporación America (50%)
Estimativa de Investimentos: R$ 2,8 bilhões
Outorga: R$ 4,501 bilhões


Galeão
Grupo vencedor: Odebrecht (60%) + CHANGI (40%)
Estimativa de investimentos: R$ 5,65 bilhões
Outorga: R$ 19,018 bilhões


Confins
Grupo vencedor: CCR (75%) + Munich/Zurich (25%)
Estimativa de investimentos: R$ 3,5 bilhões
Outorga: R$ 1,1 bilhão_


8. Eis os fatos. A ficção criada pelo senhor Antonio Palocci não se sustenta. 

A Odebrecht pagou 300% a mais pelo direito de explorar o aeroporto do Galeão. 

Nenhuma empresa desembolsou tanto. 
Que benefício ela obteria do governo Dilma Rousseff pagando a mais? Qual a lógica que sustenta o relato absurdo do ex-ministro?

9. A lógica que move o senhor Antonio Palocci é a mesma que acomete outros delatores presos por longos períodos. 

A colaboração implorada é o esforço de sobrevivência e a busca por liberdade. 

Isso não significa que se amparem em fatos e na verdade. 

É um recurso desesperado para se livrar da prisão.

 Em outros períodos da história do Brasil, os métodos de confissão eram mais cruéis, mas não menos invasivos e implacáveis.

ASSESSORIA DE IMPRENSA DILMA ROUSSEFF


segunda-feira, 7 de agosto de 2017

PF depois de 2 anos diz que delações contra Palloci não tem provas

PF depois de 2 anos diz que delações contra Palloci não tem provas
5 hours ago 07/08/2017

Jornal GGN – O delegado Filipe Hille Pace enviou um ofício ao juiz Sergio Moro, em abril passado, reclamando do fato do Ministério Público Federal ter negociado benefícios a 3 delatores que foram usados contra Antonio Palocci e que não provaram nada do que disseram sobre o ex-ministro. 

O Estadão só revelou a existência do documento nesta segunda, 7 de agosto, tratando o episódio como mais uma “queda de braço” entre PF e procuradores por causa dos acordos.

“É temerário que inquérito policial tenha tramitado por quase dois anos em função de três versões de fatos diferentes apresentadas por três criminosos que celebraram acordo de colaboração premiada com a Procuradoria-Geral da República e que a partir disso obtiveram inegáveis benefícios. 

Em outras palavras, no presente caso, os colaboradores em nada auxiliaram os trabalhos investigativos, muito embora tenham sido beneficiados para tanto. 

Pelo contrário, auxiliaram apenas na manutenção de investigação com pouquíssima perspectiva de resolução”, alertou a PF.

O delegado Filipe Hille Pace criticou especificamente as delações de Paulo Roberto Costa (ex-diretor de Abastecimento da Petrobras), do doleiro Alberto Youssef e do operador de propinas do PMDB, Fernando Baiano. 

Todos foram contemplados com inúmeras vantagens e, hoje, já não estão mais em regime fechado. 

O próprio juiz Sergio Moro, acolhendo pedidos do MPF, deixou de condenar Costa e Youssef em algumas ações penais.

O inquérito contra Palocci que tinha como base as 3 delações conflitantes foi instaurado em 8 de julho de 2015. 
Paulo Roberto Costa havia relatado que recebeu pedido de Youssef para liberação de R$ 2 milhões em propina da “cota” do PP. 

A solicitação teria sido feita ao doleiro pelo ex-ministro ou por “pessoa vinculada a este”. 

No relatório, a PF apontou que Youssef “refutou integralmente a narrativa” de Costa.

“Dois criminosos colaboradores, que auferiram benefícios em decorrência dos acordos firmados com a Procuradoria-Geral da República, apresentaram versões conflitantes de suposto fato ilícito. 

Nada obstante, continuou-se a investigar”, 
observou a PF.

Depois de “diversas acareações”, “ainda assim mantiveram-se as diversas contradições entre os depoimentos dos criminosos colaboradores”.

“(…) não consubstanciaram elementos probatórios aptos a corroborar qualquer das três diferentes versões apresentadas pelos três criminosos colaboradores ouvidos nestes autos. 

Não se vislumbra, depois de diversas diligências e colheita de declarações, medidas investigativas úteis a comprovar a hipótese investigativa que originou este inquérito. 
As mesmas diligências tampouco comprovaram as demais hipóteses investigativas que passaram a ser aceitas no apuratório”, destacou a PF.

Outro lado
Procurado pelo Estadão, o advogado de Palocci, José Roberto Batocchio, disse que desde o começo já denunciava o conflito nas delações, tendo sido ignorado pela Lava Jato.

“Desde o início desta investigação eu já alertava que alguma coisa estava errada. (…) Afinal, duas assertivas não podem ser verdadeiras ao mesmo tempo. Uma é falsa. 

Foi uma luta muito difícil isso aí para demonstrar o absurdo dos depoimentos dos delatores. 

Pedi no Supremo Tribunal Federal a revogação da homologação das delações dos criminosos confessos Paulo Roberto Costa, Alberto Youssef e Fernando Baiano. 

Mas aí nasceu a jurisprudência que terceiro delatado não pode questionar falsidade da delação. 

O resultado está aí.”


Queridos amigos e leitores do blog, se vocês não ver postagem do meu blog SUED E POSPERIDADE nos grupos do Facebook é porque o mesmo bloqueou as minhas postagens, que eu vejo como punição por eu divulgar notícias de Lula e do PT. Vocês podem acessar o blog pelo Google, G+1, Twitter e Pinterest, ou no próprio blog, podem compartilhar as notícias para a página de vocês.

AGRADEÇO A TODOS

quarta-feira, 26 de abril de 2017

‘Não tenho preocupação com delação do Palocci’, diz Lula

‘Não tenho preocupação com delação do Palocci’, diz Lula
Ex-presidente, em entrevista ao SBT, afirmou ainda que terá condições jurídicas de ser candidato em 2018
26/04/2017 - 22H15 - ATUALIZADA ÀS 22H19 - 
POR AGÊNCIA O GLOBO
 O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva em entrevista ao SBT Brasil (Foto: Reprodução/SBT)
O EX-PRESIDENTE LUIZ INÁCIO LULA DA SILVA EM 
ENTREVISTA AO  SBT BRASIL (FOTO: REPRODUÇÃO/SBT)

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta quarta-feira (26) não ter nenhuma preocupação com a possibilidade de o ex-ministro Antonio Palocci firmar um acordo de delação premiada. Em entrevista ao SBT Brasil, o petista disse ainda querer ser candidato a presidente em 2018 e descartou qualquer possibilidade de ter a candidatura impugnada por causa de condenações 
na Lava-Jato.

Lula destacou que Palocci é seu “amigo, fundador do PT e uma das inteligências políticas mais privilegiadas do país”.

"Não tenho nenhuma preocupação com uma delação do Palocci."
Para o ex-presidente, o ex-ministro, assim como outros delatores, está sendo pressionado para falar dele.

"Ele está lá trancafiado. Enquanto, não falar não sai. Você quer sair, fala do Lula. É assim com todo mundo."

Lula também negou novamente ter medo de ser preso e desqualificou as acusações feitas contra ele pelo ex-presidente da OAS Léo Pinheiro.

"Alguém para ser preso tem que ter cometido um crime. Temos que levar em conta a situação em que o Léo deu o seu depoimento. O Léo deu o depoimento sem o compromisso de dizer a verdade. Todo mundo já escreveu neste país que o Léo vem sendo pressionado há dois anos para citar o meu nome. O cara está condenado a 26 anos de cadeia."

Léo Pinheiro disse que, em 2014, no início da Lava-Jato, Lula pediu a ele que destruísse registros de pagamentos feitos ao PT por meio do então tesoureiro da legenda, João Vaccari Neto.

Como já havia declarado anteriormente, negou ter pedido qualquer dinheiro a empresários.

"Eu duvido que tenha um empresário neste país que diga o Lula pediu R$ 10."

Disse que é investigado há mais de três anos e afirmou que não ver problema em continuar sendo, mas fez um apelo:

"Se não encontrarem nada, a única coisa que eu peço, pelo amor de Deus, tenham a grandeza de usar a palavra desculpa."

Lula também acusou o Ministério Público de mentir no processo sobre o apartamento tríplex no Guarujá.

"O Ministério Público começou mentindo a continua mentindo sobre esse processo."

O ex-presidente ainda classificou de “surreal” a acusação feita por Marcelo Odebrecht, ex-presidente da empreiteira que leva o nome de sua família, de que o setor de propinas da companhia tinha uma conta com o nome de “amigo” para fazer repasses a ele.

"Essa é surreal. Supostamente tem uma conta que não está no nome do Palocci, nem no meu, nem em ninguém do PT. E segundo lugar, foram retirados R$ 13 milhões para dar para mim. Será que R$ 0,10 desses R$ 13 milhões não teriam que ser depositado numa conta? Como eu iria carregar R$ 13 milhões?"

Também descartou ter tido qualquer conversa com o pai de Marcelo, Emilio, sobre repasses de recursos ao PT.

"Eu duvido que o Emilio tenha em algum momento conversado comigo sobre dinheiro de campanha."

Irritado, Lula se queixou das acusações contra ele na Lava-Jato. "Estou cansado de brincadeira com meu nome, estou cansado de achincalhamento."

O petista também afirmou não ver problema na mudança da data de seu depoimento a Moro do dia 3 para o dia 10 de maio. Por outro lado, se queixou da limitação feita pelo magistrado ao número de testemunhas que indicou no processo sobre a compra do sítio de Atibaia.

"Se for necessário, eu me mudo para Curitiba. Mas a gente não vai abrir mão de uma testemunha que ache importante. O juiz Moro não pode julgar a quantidade de testemunhas."

Pela primeira vez, Lula foi direto ao falar sobre a sua candidatura a presidente em 2018.

"Agora, eu quero ser candidato a presidente da República. Na atual situação, as pessoas sabem o que eu já fiz e sabem que eu posso consertar este país."

Questionado se via risco de não poder disputar a eleição do ano que vem por causa da Lava-Jato, o ex-presidente respondeu:

"Eu vou ter condições jurídicas de ser candidato porque não há nenhuma razão para evitar que eu seja. (Se for para eu não concorrer), era melhor dar um segundo golpe neste país e decidir que não vai ter eleição em 2018."

Indagado também sobre os ataques que tem sido feitos contra ele pelo prefeito de São Paulo, João Doria (PSDB), Lula evitou mencionar o nome do tucano e o comparou aos ex-presidentes Janio Quadros e Fernando Collor.

"Obviamente ele quer cinco minutos de glória. Já tivemos prefeito que se elegeu dizendo que iria varrer a cidade. Presidente que vestia camiseta contra a drogas e saia para correr. Ele (Doria) não fez nada de gestão, fez pirotecnia e ninguém sobrevive com pirotecnia."



terça-feira, 7 de março de 2017

Advogado diz na cara de Moro que ele não passou no exame da Ordem para saber o que é ser advogado

6/3/2017 22:50
Advogado diz na cara de Moro que ele não passou no exame da Ordem para saber o que é ser advogado
Após ferir Código de Processo Penal, Sergio Moro ainda foi humilhado por advogado

 

Na defesa do ex-ministro Antonio Palocci, o renomado advogado José Roberto Batochio botou o Imparcial de Curitiba no seu devido lugar.

Batochio, com Zanin, participa da defesa de 
Lula na ONU, quando a parcialidade de Moro 
será devidamente reconhecida, em âmbito mundial.

Cristiano Zanin Martins foi o outro advogado que questionou a “imparcialidade” de Moro, nesse notável episódio.


Leia a íntegra da surra que Batochio dá em Moro:

Moro: Tem uma frase, ali no item 6: ‘Mencionou, em referência ao diretor [Renato] Duque, que tem compromisso com o PT de ficar no cargo de diretor até solucionar a contratação dessas 21 sondas.’

O que o senhor entendeu com essa afirmação? O senhor sabe explicar?

Testemunha: Meritíssimo, eu entendi o que está escrito aqui.

Advogado: “Pela ordem, Excelência, as testemunhas depõem sobre fatos, não sobre o que ela acha ou entende. (…) que fique impugnada a pergunta de Vossa Excelência. 

E já acrescento: o fato de que o ministro, em algumas respostas de Vossa Excelência, a testemunha diz que por ouvir dizer soube que o ‘Italiano’ era o Palocci, essa defesa insiste no direito de fazer esta pergunta novamente à testemunha (sic)”.


Moro: “Certo, como ele é destinatário do e-mail, a pergunta é pertinente. Então eu reitero a pergunta e depois que eu terminar, eu passo a palavra (…)

Advogado: “Com o devido respeito, Excelência, testemunha não pode achar nada, a não ser que haja outro Código de Processo Penal. Porque, de acordo com o Código de Processo Penal brasileiro, a testemunha depõe sobre fatos e não opina, de modo que eu não vou aceitar essa violência contra a letra do Código de Processo Penal, com o devido respeito”

Moro: Tá bom, doutor. Sua questão já foi indeferida. Então, eu reitero a pergunta para a testemunha. A testemunha tem conhecimento dos fatos, já que é destinatária da mensagem. Se ela não souber, ela pode dizer que não sabe.

Advogado: Mas ela não pode achar, Excelência.

Moro: Doutor! A sua questão está indeferida, doutor!

Advogado: A defesa adverte a testemunha de que ela está proibida de depor sobre o que ela acha. A lei impõe que ela deponha sobre fatos.

Moro: Doutor, o doutor faça concurso para juiz e assuma a condução da audiência, mas, quem manda na audiência é o juiz.

Advogado: Vossa Excelência preste exame da Ordem dos Advogados do Brasil. Cada um aqui cumpre o seu papel, tá certo?

Moro: Sua questão está indeferida, doutor, eu estou perguntando à testemunha. O que o senhor entendeu com essa mensagem, o que o senhor sabia sobre esses fatos?

Testemunha: Olha, eu simplesmente li o que está escrito aqui, mas eu não tinha nenhuma opinião formada. Isso aqui é uma informação que ele colocou. Eu não tinha nenhuma relação com o Duque nem com o PT para saber se o cara ia ficar lá ou não, Meritíssimo. Simplesmente li o que está escrito.



Fonte: conversa afiada