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segunda-feira, 7 de agosto de 2017

PF depois de 2 anos diz que delações contra Palloci não tem provas

PF depois de 2 anos diz que delações contra Palloci não tem provas
5 hours ago 07/08/2017

Jornal GGN – O delegado Filipe Hille Pace enviou um ofício ao juiz Sergio Moro, em abril passado, reclamando do fato do Ministério Público Federal ter negociado benefícios a 3 delatores que foram usados contra Antonio Palocci e que não provaram nada do que disseram sobre o ex-ministro. 

O Estadão só revelou a existência do documento nesta segunda, 7 de agosto, tratando o episódio como mais uma “queda de braço” entre PF e procuradores por causa dos acordos.

“É temerário que inquérito policial tenha tramitado por quase dois anos em função de três versões de fatos diferentes apresentadas por três criminosos que celebraram acordo de colaboração premiada com a Procuradoria-Geral da República e que a partir disso obtiveram inegáveis benefícios. 

Em outras palavras, no presente caso, os colaboradores em nada auxiliaram os trabalhos investigativos, muito embora tenham sido beneficiados para tanto. 

Pelo contrário, auxiliaram apenas na manutenção de investigação com pouquíssima perspectiva de resolução”, alertou a PF.

O delegado Filipe Hille Pace criticou especificamente as delações de Paulo Roberto Costa (ex-diretor de Abastecimento da Petrobras), do doleiro Alberto Youssef e do operador de propinas do PMDB, Fernando Baiano. 

Todos foram contemplados com inúmeras vantagens e, hoje, já não estão mais em regime fechado. 

O próprio juiz Sergio Moro, acolhendo pedidos do MPF, deixou de condenar Costa e Youssef em algumas ações penais.

O inquérito contra Palocci que tinha como base as 3 delações conflitantes foi instaurado em 8 de julho de 2015. 
Paulo Roberto Costa havia relatado que recebeu pedido de Youssef para liberação de R$ 2 milhões em propina da “cota” do PP. 

A solicitação teria sido feita ao doleiro pelo ex-ministro ou por “pessoa vinculada a este”. 

No relatório, a PF apontou que Youssef “refutou integralmente a narrativa” de Costa.

“Dois criminosos colaboradores, que auferiram benefícios em decorrência dos acordos firmados com a Procuradoria-Geral da República, apresentaram versões conflitantes de suposto fato ilícito. 

Nada obstante, continuou-se a investigar”, 
observou a PF.

Depois de “diversas acareações”, “ainda assim mantiveram-se as diversas contradições entre os depoimentos dos criminosos colaboradores”.

“(…) não consubstanciaram elementos probatórios aptos a corroborar qualquer das três diferentes versões apresentadas pelos três criminosos colaboradores ouvidos nestes autos. 

Não se vislumbra, depois de diversas diligências e colheita de declarações, medidas investigativas úteis a comprovar a hipótese investigativa que originou este inquérito. 
As mesmas diligências tampouco comprovaram as demais hipóteses investigativas que passaram a ser aceitas no apuratório”, destacou a PF.

Outro lado
Procurado pelo Estadão, o advogado de Palocci, José Roberto Batocchio, disse que desde o começo já denunciava o conflito nas delações, tendo sido ignorado pela Lava Jato.

“Desde o início desta investigação eu já alertava que alguma coisa estava errada. (…) Afinal, duas assertivas não podem ser verdadeiras ao mesmo tempo. Uma é falsa. 

Foi uma luta muito difícil isso aí para demonstrar o absurdo dos depoimentos dos delatores. 

Pedi no Supremo Tribunal Federal a revogação da homologação das delações dos criminosos confessos Paulo Roberto Costa, Alberto Youssef e Fernando Baiano. 

Mas aí nasceu a jurisprudência que terceiro delatado não pode questionar falsidade da delação. 

O resultado está aí.”


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quarta-feira, 14 de junho de 2017

TEMER MANDA RECADO GROSSO: ‘Não permitirei intromissão no meu governo’

TEMER MANDA RECADO GROSSO: ‘Não permitirei intromissão no meu governo’
 14/06/2017
 TEMER MANDA RECADO GROSSO: ‘Não permitirei intromissão no meu governo’

Em vídeo gravado e divulgado nesta segunda-feira (12), o presidente Michel Temer declarou que não interfere e e que não permitirá a interferência indevida entre os poderes da República.

Sem mencionar uma suposta investigação pela Agência Brasileira de Inteligência (Abin) sobre a vida do ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), o presidente afirma no vídeo que “nenhuma intromissão foi ou será consentida”.

“Tenho insistido que observemos os princípios fundamentais de independência e harmonia impostos pela Constituição Federal”, diz Temer. “Não interfiro nem permito a interferência indevida de um poder sobre o outro”, declarou em outro trecho.

Segundo a revista “Veja”, a suposta devassa sobre Fachin serviria para desqualificar as decisões do ministro, relator da Lava Jato na Suprema Corte. 

Temer é um dos investigados da operação em um procedimento que tem como base as delações da JBS.

Por meio de nota divulgada na sexta, o presidente negou que a Abin tenha feito qualquer investigação sobre a vida do relator da Lava Jato. 

Mas a avaliação do Planalto é que o tom não foi suficiente para apaziguar os ânimos com o Judiciário.

A reportagem provocou reações da presidente do Supremo, Cármen Lúcia, e do presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Gilmar Mendes. 

Nesta segunda, Cármen informou que “não há o que questionar” em relação à palavra do presidente.

‘Denúncias artificiais’

No vídeo, Temer classifica as denúncias contra o governo dele de “artificiais” e afirma que o Estado Democrático de Direito não admite que as instituições cometam ilegalidades “sob quaisquer justificativas”. “Na democracia, a arbitrariedade tem nome: chama-se ilegalidade”, completa.

“Justamente no momento em que saímos da mais grave crise econômica de nossa história, quando havia sinais claros de que as reformas teriam maioria no Congresso Nacional, assacaram contra meu governo um conjunto de denúncias artificiais e montadas”, disse Temer.

Em outro trecho, o presidente diz que “o caminho que conduz da justiça aos justiceiros é o mesmo caminho trágico que conduz da democracia à ditadura”. Também declara que não permitirá que o Brasil “trilhe este caminho”.

Temer também descreveu como “funcionamento pleno e livre” do Judiciário na semana passada, quando a chapa que compunha com a ex-presidente Dilma Rousseff foi absolvida no TSE.

“Assistimos à demonstração da vitalidade da democracia brasileira”, afirmou.

PORTAL CLICK POLÍTICA com o G1


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domingo, 26 de março de 2017

Ombudsman da Folha rebate Janot: mentiroso é você!

Ombudsman da Folha rebate Janot: mentiroso é você!
Domingo 26 de Março de 2017
Escrito por Miguel do Rosário, Postado em Redação
 
(Foto: Antonio Cruz/Agência Brasil)

Da Folha

A coluna publicada em 19 de março esteve no centro de polêmica entre atores do jogo político brasileiro.

Escrevi que a cobertura dos principais órgãos de comunicação sobre os pedidos de abertura de inquérito baseados nas delações premiadas de executivos e ex-executivos da construtora Odebrecht trazia versões inacreditavelmente harmoniosas umas com as outras.

Das dezenas de envolvidos na investigação, vazaram para os jornalistas nesse primeiro momento os mesmos 16 nomes de políticos, sem que se saiba o critério utilizado.

Apurei que as informações foram obtidas em encontro de jornalistas e representantes da Procuradoria-Geral da República, sob condição de off, quando a fonte da reportagem não é identificada no texto.

O procurador-geral, Rodrigo Janot, disse que a afirmação é uma “mentira”. O ministro do STF Gilmar Mendes ​(veja como o Janio de Freitas o desnudou de forma literal – PHA​ ​) ​aproveitou para acusar a PGR​ ​ de “chantagem” ao vazar informações sob sigilo.

Janot reagiu falando em “disenteria verbal”​ (tema de palpitante TV Afiada – PHA)​.

Reafirmo, como já fiz durante a semana, as informações aqui publicadas, confirmadas por mais de três fontes independentes, como requer a boa prática jornalística.

A ombudsman é profissional com atuação independente e isolada da Redação da Folha. Se a informação chegou até mim, cabia apurar, verificar e publicar. Foi o que fiz, em nome da transparência e da defesa do bom jornalismo que o leitor merece.

Há crises que são saudáveis por gerar a necessidade de revisão de procedimentos e comportamentos. 

A operação Lava Jato se coaduna com esse espírito em muitos dos seus principais movimentos. O turbilhão que involuntariamente provoquei também tem esse potencial.

Os defensores da independência, da transparência e da acuidade da informação têm aqui uma aliada, onde os obscurantistas por certo verão uma adversária.




sábado, 14 de janeiro de 2017

Sim, Moro é réu na ONU

Sim, Moro é réu na ONU
SÁBADO 14 JANEIRO 2017
 

O Cafezinho foi parar na capa da Veja.

Felizmente, não é para falar bem do blog. Se assim o fosse, seríamos suspeitos, aí sim, de sermos farsantes.

Como é para falar mal, então estamos bem. Continuamos sendo um blog “sujo” e honesto.

matéria da Veja é um post encomendado pelo consórcio de golpistas e corruptos que tomaram o poder para blindar Sergio Moro, o herói dos coxinhas e eleitores de Bolsonaro.

O autor tenta rebater post do Cafezinho que informa o óbvio: Sergio Moro está sendo investigado pela Organização das Nações Unidas. É réu, portanto.

No dicionário Priberam, a palavra réu tem as seguintes conotações:
 
Então parem de frescura: Moro é réu.

A Veja diz que a aceitação da denúncia foi “mera formalidade”. Ora, pode-se dizer o mesmo acerca da aceitação de qualquer denúncia em qualquer instância.

Ser réu é isso mesmo: uma formalidade.

Réus não são culpados. O consórcio golpista é que incendiou o vocabulário jurídico, com vistas a dar peso às suas calúnias: daí denunciado, réu, investigado se tornaram sinônimos de bandidos. Não são. Às vezes são inocentes.

Não é o caso de Sergio Moro, um dos mais perigosos delinquentes políticos da história brasileira.

Sergio Moro é réu na ONU, sim, e também é réu num tribunal muito mais severo, o da história.

Lula melhorou a vida do Brasil. Sergio Moro foi um dos marionetes principais de um golpe que catapultou o Brasil de volta à miséria política e econômica dos anos 80, quando éramos um país sem futuro, sem esperança, sem auto-estima.

O resultado da irresponsabilidade de Sergio Moro e de seus cúmplices da Lava Jato está aí, para todos verem: uma economia arrasada, sendo assaltada por um punhado de ladrões que a própria Lava Jato levou ao poder, ao derrubar uma presidenta honesta, eleita por 54 milhões de brasileiros.

A Veja anuncia agora uma nova “mega-delação”. Palhaçada!

É isso o que se transformou o Brasil. Uma república de banana, em que as vidas de 206 milhões de indivíduos ficam à mercê de delações forjadas, obtidas à base de tortura, chantagem ou ameaças, cujos conteúdos são manipulados de mil maneiras.

A maior parte da opinião pública, inclusive a esquerda, continua subjugada à agenda dessas delações, que integram um processo investigativo inteiramente ilegal, e que, sobretudo, faz parte do maior ataque político já sofrido pelo Brasil em séculos.

Em menos de dois anos, os esforços conjugados de Lava Jato e Globo pulverizaram a soberania brasileira.

A Petrobrás está vendendo seus ativos a preço de banana, a uma velocidade frenética. Todo o setor mais avançado da indústria de petróleo e gás está sendo ou desmantelado ou entregue a estrangeiros.

O governo federal agora está chantageando o estado do Rio, quebrado pela Lava Jato, a privatizar a Cedae, o que seria um “modelo” para todos os estados. 

Os golpistas querem privatizar os setores mais essenciais à vida humana, setores que, no mundo desenvolvido, permanecem invariavelmente sob controle do Estado.

A opinião pública fica rendida diante das sucessivas “revelações” da Lava Jato, cuja maior parte são historinhas montadas, verdadeiras, falsas ou exageradas, em que se vaza o conteúdo de um telefone aqui, um e-mail aqui, formando uma narrativa, que, todos sabemos, é costurada pela Globo.

E não faz sentido cobrar da Lava Jato que “pegue tucanos”, ou que chegue até o “governo” e o derrube, como se isso significasse alguma coisa.

A prisão de um tucano ou a derrubada de Temer por acaso vai interromper o processo de entrega do patrimônio público? Vai reestabelecer as contas nacionais destruídas pela própria Lava Jato?
Não vai.

Não deveria, jamais, nos interessar que os arbítrios da Lava Jato fossem legitimados com a prisão de nossos adversários políticos, porque os métodos são errados e, sobretudo, toda a estratégia política da Lava Jato é incrivelmente golpista, irresponsável e antinacional.

A economia é um ecossistema delicado. Não se pode matar empresas estratégicas impunemente, não sem um plano que evite um efeito sistêmico. 

Não houve plano nenhum. A Lava Jato, com a cumplicidade covarde ou oportunista das autoridades que poderiam evitar o desastre (inclusive do ministro da Justiça de Dilma, José Eduardo Cardoso), entrou na loja de cristais como um elefante enfurecido.

Para fazer isso, a Lava Jato não respeitou a lei. Sergio Moro é réu na ONU por conta dessas violações, mas os crimes dele e da força tarefa contra a ordem econômica brasileira são ainda maiores do que as violações de direitos praticadas contra Lula e contra um monte de gente.

O consórcio golpista surfa na onda da ignorância, do populismo penal, do sentimento baixo de linchamento que, infelizmente, é muito forte numa população traumatizada por séculos de opressão e corrupção.

Esse sentimento, porém, não vai durar para sempre. Em algum momento, a crise econômica vai obrigar o brasileiro a botar ordem na casa, a enquadrar esses juízes e procuradores enlouquecidos, e a criar regras para proteger a economia nacional.

A Lava Jato pode ser o último golpe que a elite escravocrata, sem compromisso com a indústria nacional, aliada a uma mídia que nunca passou de reles representante dos interesses mais baixos do imperialismo, aplica no Brasil.

Quando os ânimos esfriarem, serão criadas regras para, nunca mais, o Brasil ficar à mercê de juízes e procuradores metidos a justiceiros. A economia é importante demais para ficar na mão de sociopatas como esses especialistas em power point da Lava Jato.

Se houver necessidade de se prender empresários, que se os prendam. Se houver necessidade de se fechar uma grande empresa, que se as feche. Se houver necessidade de proibir uma empresa de fechar novos contratos com o governo, que se o faça. 

Tudo isso, porém, precisa ser antes planejado com um mínimo de bom senso, para que o prejudicado não seja a população, a infra-estrutura nacional, e várias gerações de brasileiros, como está acontecendo agora.

Investigações contra a corrupção, já está provado, tem de ser conduzidas com discreção e responsabilidade política, sem mídia, por um consórcio independente, como é o modelo de Hong Kong, elogiado no mundo inteiro. 

A Lava Jato foi uma cópia tosca das Mãos Limpas, que destruiu o sistema político italiano, levou ao recrudescimento da corrupção naquele país, e ajudou a fazer de Berslusconi, o mais corrupto de todos, a dominar o cenário político italiano por mais de 20 anos. Os procuradores e juízes das Mãos Limpas eram idiotas midiáticos que viviam nos jornais.

A luta contra a corrupção precisa ter um objetivo: defender o país, defender a economia nacional e o erário, e não destruí-los, como fez a Lava Jato. Milhares de empresas honestas, que estavam vinculadas às grandes empreiteiras, foram devastadas porque a Lava Jato conduziu o processo de maneira completamente irresponsável.

Então, sim, senhora Veja: Sergio Moro é réu na ONU e muito mais. É um agente do golpe, do entreguismo, além de principal garoto propaganda da extrema-direita violenta, bolsômica e hipócrita que se alastra pelo país.



quinta-feira, 22 de dezembro de 2016

Lula é acusado de crime que “ia cometer” mas não ”cometeu”

Lula é acusado de crime que “ia cometer”             mas não ”cometeu”
 Brasil, Belo Horizonte, MG. 28/08/2015. O ex-presidente Luiz In·cio Lula da Silva (PT) participa do 12∫ Congresso Estadual da Central ⁄nica dos Trabalhadores (CUT), na casa de espet·culos Chevrolet Hall, em Belo Horizonte. - CrÈdito:DOUG PATRÕCIO/BRAZIL PHOTO PRESS/AE/CÛdigo imagem:190718

Brasil, Belo Horizonte, MG. 28/08/2015. O ex-presidente Luiz In·cio Lula da Silva (PT) participa do 12∫ Congresso Estadual da Central ⁄nica dos Trabalhadores (CUT), na casa de espet·culos Chevrolet Hall, em Belo Horizonte. - CrÈdito:DOUG PATRÕCIO/BRAZIL PHOTO PRESS/AE/CÛdigo imagem:190718

POSTED BY: ADMIN DECEMBER 22, 2016

Lava Jato supera Kafka e Minority Report: acusa Lula por não receber terreno
A Lava Jato abriu um processo contra Lula por ele não ter recebido um terreno, que segundo a operação, seria destinado ao Instituto Lula. A Lava Jato reconhece, porque é impossível não reconhecer, que o terreno não é nem nunca foi do Instituto Lula ou de Lula. 

É o grau de loucura que a Lava Jato chegou na sua perseguição contra o ex-presidente.

o invés de investigar e apresentar denúncias sobre delitos reais, e após fechar acordos que tiraram da cadeia pessoas que receberam dezenas de milhões em desvios da Petrobras, persegue delitos que só existem na imaginação de Power Point de alguns promotores, e ficam atribuindo imóveis que não são de Lula para o ex-presidente. 

E o juiz Sérgio Moro aceita uma denúncia absurda dessas em poucos dias, porque o importante é gerar manchete de jornal e impedir Lula de ser candidato em 2018. Abaixo, nota enviada para a Folha de S. Paulo:

“Não comentamos supostas delações. Delações não são prova, quanto mais supostas delações. O ex-presidente não solicitou nenhuma vantagem indevida e sempre agiu dentro da lei. 

O terreno nunca foi do Instituto Lula e tampouco foi colocado à sua disposição. O imóvel pertence a empresa particular que lá constrói uma revenda de automóveis. 

Tem dono e uso conhecido. Ou seja, a Lava Jato acusa como se fosse vantagem particular de Lula um terreno que ele nunca recebeu, nem o Instituto — que não é propriedade de Lula, nem pode ser tratado como tal, porque o Instituto Lula tem uma personalidade jurídica própria. 

Todas as doações feitas ao Instituto Lula estão devidamente registradas e foram feitas dentro da lei.”



domingo, 18 de dezembro de 2016

Cúpula do Planalto teme a quebra de silêncio de Cunha

 Cúpula do Planalto teme a quebra de silêncio de Cunha
Após quase dois meses preso, a paciência do ex-deputado parece estar se esgotando
HÁ 20 HORAS  18/12/2016   POR NOTÍCIAS AO MINUTO
 

A cúpula do Planalto parece estar mais preocupada com as possíveis revelações de Eduardo Cunha, do que com as delações de ex-executivos da Odebrecht na Lava Jato.

Segundo a coluna Painel, da Folha de S. Paulo, integrantes do governo Temer ainda devem se preocupar com as futuras delações.

Apesar de acreditarem que o pior já passou, quem acompanha a Lava Jato de perto sabe que as colaborações de Marcelo Odebrecht e de seu pai, Emílio, ainda podem causar problemas ao presidente da República.

Outro caso ainda tem gerado dor de cabeça: a incerteza do silêncio de Eduardo Cunha. 

O ex-deputado contava com a ajuda de companheiros para sair da cadeia. Porém, há quase dois meses preso, a paciência de Cunha parece estar se esgotando.

Lembrando que, sua transferência da carceragem da Polícia Federal (PF), em Curitiba, para um presídio comum teria sido, inclusive, uma forma de fazer uma pressão psicológica para que Cunha faça suas revelações.

O Planalto acredita que mesmo que a Lava Jato não aceite firmar um eventual acordo de delação com ex-deputado, ele fará um depoimento da mesma forma.