SUED E
PROSPERIDADE
29/09/2020
Justiça Do
Rio Impede Bolsonaro E Salles De Passarem A Boiada
Celeste Silveira 29 de setembro de
2020
A juíza
federal Maria Amélia Almeida Senos de Carvalho, da 23ª Vara Federal do Rio de
Janeiro, concedeu nesta terça-feira (29) uma liminar em tutela de urgência que
derruba as decisões do Conselho Nacional de Meio Ambiente que revogaram regras
de proteção ambiental para restingas e manguezais.
“Tendo em
vista o evidente risco de danos irrecuperáveis ao meio ambiente, DEFIRO
ANTECIPAÇÃO DOS FEITOS DA TUTELA para suspender os efeitos da revogação
apreciada na 135ª Reunião Ordinária do CONAMA”, diz a juíza na decisão.
O advogado
Leonardo Marinho é um dos autores da ação popular que foi acatada pela
magistrada. O pedido foi apresentado por ele junto a outros três colegas,
Rodrigo da Silva Roma, Renata Miranda Porto e Juliana Cruz Teixeira da Silva.
“Em razão da
decisão do Conselho Nacional do Meio Ambiente, presido pelo ministro Ricardo
Salles, que revogava as resoluções 302 e 303 – resoluções estas que definem
padrões mínimos para manguezais, restingas e outros ecossistemas sensíveis – eu
tive a ideia de fazer essa ação popular.
Passei a madrugada fazendo isso, dei
entrada na ação e a juíza acabou determinando a suspensão dos efeitos da
revogação”, declarou à Fórum.
“A revogação
dessas resoluções, por tratarem de parâmetros mínimos de proteção ao meio
ambiente, possibilitava construções, invasões, desmatamento dessas áreas
sensíveis.
A decisão é de âmbito nacional, cabe recurso, mas é uma grande
vitória para a causa ambiental”, completou.
Confira aqui
a liminar obtida pelos advogados
*Com informações da Forum
CONTINUA
Ex-Sócio De
Paulo Guedes Fala Do Fracasso Da Economia E Afirma, “Acabou O Combustível Do
Posto Ipiranga”
Celeste Silveira 29 de setembro de
2020
Empresário e
fundador do banco Pactual em 1983, ao lado do atual ministro da Economia, Paulo
Guedes, Luiz Cezar Fernandes disse à TV 247 que Jair Bolsonaro, mediante o
esgotamento do ‘combustível’ do ministro, chamado de ‘posto Ipiranga’, passa
adotar uma estratégia populista com o apoio do Centrão para financiar seus projetos.
Ele disse também que o governo tem sérios problemas com a dívida interna
brasileira e que o calote deve acontecer.
Fernandes
explica que o primeiro passo para a implementação de uma agenda populista é
conquistar apoio popular e, para isso, não se pode “combater inicialmente o
inimigo mais forte”.
“Para que ele implemente o populismo ele precisa de apoio
popular, então o que o governo está fazendo é tentar buscar apoio onde ninguém
possa identificar e apontar o dedo, então ele vai e procura o Centrão, que todo
mundo sabe que existe mas ninguém sabe quem é, e aí o seguinte passo é como
conseguir pegar segmentos da sociedade que não criem muita resistência e que
tenha um certo apoio popular”.
Para o
empresário, a iniciativa de tentar financiar o Renda Cidadã com verba de
precatórios e do Fundeb é um gesto claro de tentar mobilizar recursos em áreas
com baixa resistência para viabilizar um programa social que trará grande
retorno de uma camada ampla da sociedade.
“Quando o governo fala ‘vou meter a
mão no precatório’, quem são os líderes que vão brigar por precatório? Qual a
sociedade organizada que vai falar disso? É muito pulverizado, é um foco que
não tem resistência.
O Fundeb é a mesma coisa, vai ter lá um deputado que vai
reclamar, uma Tabata, mas quem é Tabata dentro do contexto político? É muito
pouco.
Então ele começa a buscar recursos nessas áreas de menor resistência”.
Luiz Cezar
Fernandes alertou, porém, que este tipo de ação que toma Bolsonaro é o início
apenas de uma política populista, que poderá se agravar ao longo do tempo,
chegando até uma atitude como a do ex-presidente Fernando Collor, que confiscou
a poupança dos brasileiros.
“Como todo populismo, isso não basta. Esse degrau é
um dos primeiros.
Isso vai avançando até chegar no limite, como já aconteceu
várias vezes na Argentina e no nosso caso com o confisco do Collor, o que me
surpreende, porque o Paulo Guedes e nós fomos muito resistentes ao Plano Collor
e principalmente ao confisco cambial.
Agora, como acabou a gasolina do posto
Ipiranga, o Centrão está vindo com essas ideias populistas”.
Dívida
interna
Para Luiz
Cezar Fernandes, o governo Jair Bolsonaro já encontra problemas para rolar a
dívida interna brasileira e tenta arrumar possibilidades para sanar a questão.
“Nosso problema é a dívida interna, nós não temos problema com a dívida
externa.
A pressão do mercado internacional é muito menor, nós não somos
devedores brutais do mercado internacional, então nosso problema é o mercado
interno. De alguma maneira o capital vai ser punido nos próximos anos”.
O mercado se
iludiu com Guedes
Ainda na
linha do populismo pretendido por Bolsonaro, Fernandes afirma que o mercado,
que apoiou a chegada do bolsonarismo ao Palácio do Planalto, se iludiu com o
governo e com Guedes.
O mercado financeiro, segundo o empresário, acreditou que
Guedes poderia fazer sua vontade no ministério da Economia, mas não contava com
o desconforto de Bolsonaro diante do “super ministro” Guedes e, agora, o
processo de fritura já está em andamento.
“Acho que o mercado comprou a ideia
de que o Paulo Guedes, tendo essa visão macroeconômica muito forte, saberia
mexer claramente as pecinhas.
Mas ele, como nós, acho que comprou a ideia de
que ele poderia ser realmente o posto Ipiranga.
Só que o presidente, que quer
uma estratégia populista, tinha que eliminar aquilo que deu popularidade a ele
e criar substitutos.
Então ele vai eliminando alguns ministros, o Moro, o
Mandetta, e agora eu preciso criar um espaço para desfazer a força que tinha o
posto Ipiranga.
Então não estou fornecendo mais combustível, estou tirando o
combustível e daqui a pouco alguém já esqueceu do posto Ipiranga.
O Moro, o
Mandetta, todos eles achavam que o propósito do presidente era consertar,
enquanto o propósito é ser populista”, esclareceu.
Classe média
é o marisco
De acordo
com o empresário, a classe média é quem pagará a conta pela agenda populista de
Bolsonaro.
Com o mercado sempre se moldando e se adequando ao cenário
momentâneo e as camadas mais populares nos olhos do governo, por conta dos
interesses populistas, a classe média é quem deve ser deixada de lado, de
acordo com Luiz Cezar Fernandes.
“A classe média sempre foi e sempre será o
marisco da brincadeira.
Ela é o marisco da brincadeira, fica entre o rochedo e
o mar.
Quem foi para a rua desde 2013 não sabia por que estava indo à rua. Se
você pegar 90 pessoas que estavam ali, cada uma tinha uma razão diferente para
ir, não existia um movimento coeso.
Qual era o objetivo? Então esses movimentos
que nós vimos foram todos muito dispersos, então você não conseguia unir, e o
Bolsonaro sabe disso, ele não tinha o mote para unir a sociedade, e ele está
agora criando isso”.
*Com
informações do 247
Fonte: https://antropofagista.com.br/