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terça-feira, 15 de maio de 2018

Com recuo e novo lance relâmpago, leilão de tríplex chega ao fim


Com recuo e novo lance relâmpago, leilão de tríplex chega ao fim

Por Redação — publicado 15/05/2018 14h33, última modificação 15/05/2018 16h36

Usuário identificado como LAMansano recuou de investida, mas perfil identificado como Guarujapar deu novo 
lance a cinco minutos do fim

Reprodução/Marangoni Leilões
quartoecozinha.jpg
Na oferta do leilão, fotos internas dos apartamento atribuído a Lula

Após um usuário da plataforma de leilão eletrônico Superbid desistir de seu lance, o famoso tríplex do Guarujá seguia sem comprador até as 13h55 desta terça-feira 15. 

A cinco minutos do fim do leilão, uma nova investida, agora de um usuário identificado como Guarujapar, do Distrito Federal, garantiu a vitória no certame. 

O valor do lance é de 2,2 milhões de reais.
Por quase 17 horas, o imóvel teve apenas um lance de um usuário identificado como LAMansano, de Piracicaba, no interior de São Paulo. 

A assessoria de imprensa do Superbid esclareceu que ele mandou um e-mail e afirmou ter se equivocado. 

Comandada por Sérgio Moro, a 13ª vara federal de Curitiba, diz a assessoria, cancelou a tentativa de compra.

Na sequência, porém, o usuário Guarujapar deu seu lance logo após o cancelamento da investida de LAMansano. 

A assessoria confirmou que se trata do lance vencedor, mas ainda não é possível garantir a venda. 
O próximo passo é gerar as guias do pagamento, que deve ser feito em até 72 horas.

 Se o usuário tiver a documentação necessária, Moro pode homologar a negociação.

Aberto no dia 16 de março, o leilão não havia recebido nenhum lance até as 21 horas do dia 14 de maio, quando LAMansano apareceu. 


Nesta primeira rodada de leilão, o lance mínimo, de 2,2 milhões, é o mesmo valor da avaliação do imóvel. 

Segundo a assessoria da Superbid, isso ocorre pois o leilão do apartamento ainda está em uma fase inicial. 

Se fosse aberta uma segunda rodada de negociações, o preço do imóvel deveria cair por determinação da Justiça.

O triplex do Guarujá acumula dívidas de 47,2 mil reais em cotas condominais em atraso, tudo por conta do novo proprietário, que arca também com a comissão do leiloeiro, de 5%, ou 110 mil reais. No fim, o valor atual total era de 2.357.204, 28 reais.

De acordo com o atual valor, o comprador pagaria 10,232 mil reais por cada um dos 215 metros quadrados de área privativa do imóvel, uma soma salgada: na mesma praia, a de Astúrias, há oferta de imóveis semelhantes cerca de 30% mais em conta, por 7.200 reais o metro quadrado.

O triplex do Condomínio Solaris tem também 82 metros quadrados de área comum, que equivalem a duas vagas de garagem. 

Imóveis na região têm número de vagas semelhante.

 A conta para o cálculo do valor por metro quadrado considera apenas a área do apartamento.

Na matrícula do imóvel, disponível aos interessados em comprar o triplex, a OAS consta como proprietária. 

Na atualização do documento, feita em janeiro deste ano, consta a certidão de penhora judicial atrelada ao processo número 2016.01.1.087371.5. 

Lula é mencionado apenas na página principal do leilão, como réu no processo.


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quinta-feira, 19 de abril de 2018

STJ Decide Mandar Recurso De Lula Contra Prisão Ao STF


STJ Decide Mandar Recurso De Lula Contra Prisão Ao STF



Do Uol:

O vice-presidente do STJ (Superior Tribunal de Justiça), ministro Humberto Martins, determinou nesta quinta-feira (19) o envio para o STF (Supremo Tribunal Federal) de recurso do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) contra decisão da 5ª Turma do STJ que negou, em março, um pedido de liberdade (habeas corpus) preventivo contra a decretação de sua prisão na Operação Lava Jato.

Com a decisão, o caso poderá ser novamente analisado pelo STF.

A defesa de Lula havia recorrido ao STJ pedindo que ele não fosse preso após a conclusão do julgamento de seu processo em segunda instância pelo TRF-4 (Tribunal Federal da 4ª Região). 

Esse recurso foi negado. 
Contra essa primeira negativa, os advogados do petista apresentaram uma ação de habeas corpus ao STF, que também foi rejeitada.

 Agora, a defesa de Lula apresenta um novo recurso contra o STJ, e que deverá ser analisado pelo Supremo.

O ex-presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva (PT), 72, foi preso no último dia 7 de abril, quando se entregou à Polícia Federal e foi levado para Curitiba. 

Ele cumpre pena de 12 anos e um mês de prisão na Superintendência da Polícia Federal na capital paranaense.

Moro decretou a prisão de Lula para iniciar a execução da pena de 12 anos e um mês, imposta pelo TRF-4, pelo caso do tríplex do Guarujá (SP). 

No despacho, houve a ordem do magistrado para que o ex-presidente não fosse algemado e que fosse disponibilizada a ele uma sala em condições especiais na capital paranaense.

No dia 6 de abril, um dia antes de Lula se entregar, após uma tentativa sem sucesso no STJ, os advogados do petista recorreram ao STF para tentar derrubar a ordem de prisão. 

O ministro Edson Fachin, relator da Lava Jato no Supremo, também rejeitou o recurso. (…)


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quarta-feira, 18 de abril de 2018

Triplex do Guarujá encalha no Leilão, mostra Folha


Triplex do Guarujá encalha no Leilão, mostra Folha
18/04/2018

A coluna de Monica Bergamo, na Folha de São Paulo, um pedaço da notícia que não atrai a nossa “imprensa livre”:

O tríplex do Guarujá atribuído a Lula encalhou.

 Um mês depois de aberto o leilão determinado por Sergio Moro, nenhum comprador fez lance por ele.

E não foi por falta de “anúncio”: 
diz o jornal que a página oferecendo o imóvel “atribuído” por Sérgio Moro a Lula teve 22,6 mil visitas.

Ninguém quer dar o lance pedido de R$ 2,4 milhões – valor que se presta a sustentar a história da “reforma” de R$ 1,2 milhão que teria sido feita no apartamento.

A razão é simples e ficou evidenciada no vídeo postado (veja ao fim do post) pelos militantes do MTST que ocuparam, por algumas horas, o imóvel: 

é uma porcaria de um pombal, com uma piscina mixuruca, de fibra de vidro, uns móveis de MDF, cômodos apertados e acabamento de segunda categoria.

Procurem, até mesmo em sites como o Zap, apartamentos de padrão muito mais alto e maior área por preço compatível com o pedido por Moro. Um deles está aqui

É inacreditável que a grande imprensa nunca – nem mesmo com o imóvel colocado em leilão e aberto à visitação dos interessados – tenha se interessado em pedir para visitar o imóvel e ver se o que era dito sobre o “luxo” se conformava com a realidade.

Segue a narrativa de meu professor na UFRJ, o veterano jornalista Nilson Lage sobre o “jornalismo investigativo” feito neste caso:

r7O triplex de Guarujá – aquele apartamento modestíssimo que foi agora mostrado, no real, em foto e vídeo – 
era representado assim em uma “reportagem” do site R7, da Igreja Universal do Reino de Deus, em julho do ano passado. 

O arquivo foi apagado, agora, na Internet, mas o cache é esse aí – documento histórico da canalhice que se permite no jornalismo brasileiro sob o comando de picaretas.

Fotografar salão de festas e área da piscina para induzir a luxo dá para fazer até em conjunto do Minha Casa, Minha Vida das faixas mais altas.

Que nenhum jornalista tenha se interessado e pegar um barco e visitar a mansão de Paraty, até se entende pelo medo de, amanhã, não ter emprego.

Mas deixar de ir lá e visitar o triplex, além de não ter nem de alugar um bote, trata-se simplesmente de mostrar o que, afinal, é o bem que se acusa um ex-presidente de ter recebido como benesse e que é, segundo Moro, a razão para mantê-lo 12 anos na cadeia.

Foi preciso que os militantes do MTST fossem lá, ocupar o imóvel, para que o víssemos por dentro.

O jornalismo deste país e o mobiliário do triplex estão no mesmo padrão “Casas Bahia”.

Veja o interior do triplex:



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quarta-feira, 20 de setembro de 2017

MPF dá parecer favorável a Lula em recurso que pede a suspeição de Moro

MPF dá parecer favorável a Lula em recurso que pede a suspeição de Moro
Venceslau Borlina Filho Do UOL, em São Paulo 20/09/201722h55.
 Lula depõe ao juiz Sergio Moro em Curitiba
Lula depõe ao juiz Sergio Moro em Curitiba

O MPF (Ministério Público Federal) emitiu um parecer favorável à defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva para que um recurso em tramitação no STJ (Superior Tribunal de Justiça),

que pede a suspeição do juiz Sergio Moro no processo do caso do tríplex do Guarujá (SP), seja julgado
O caso chegou à instância superior após o recurso ter sido negado pelo próprio Moro e também pelo TRF (Tribunal Regional Federal) da 4ª Região, em Porto Alegre. 

Agora, o pedido da defesa está no STJ, que por meio do ministro relator Felix Fischer, da 5ª Turma, vai declarar se o magistrado de Curitiba agiu de forma parcial

A defesa de Lula elencou nove motivos para pedir a suspeição do juiz de Curitiba, entre elas o uso de linguagem que poderia indicar certeza de condenação ainda no recebimento da denúncia e um vídeo divulgado onde Moro aparece com os procuradores da força-tarefa da Lava Jato

O parecer foi dado pela sub-procuradora-geral da República Aurea Maria Etelvina Nogueira Lustosa Pierre e juntado no agravo no STJ na última segunda-feira (18). 

No documento, a sub-procuradora votou pelo conhecimento e provimento do agravo feito pela defesa Lula foi condenado em julho passado a nove anos e meio de prisão pelo juiz Sergio Moro, acusado de corrupção passiva e lavagem de dinheiro por ter supostamente aceitado propina da OAS, na forma de um tríplex reformado, em troca de contratos da empreiteira com a Petrobras

O recurso é mais um embate entre os advogados de Lula e o juiz Sergio Moro. Em interrogatório na semana passada, Lula chegou a perguntar ao magistrado se ele 
"seria julgado por um juiz imparcial". 

Moro respondeu: "Não cabe ao senhor fazer esse tipo de pergunta para mim. 

Mas de todo modo, sim

Lula foi ouvido na ação em que responde pela acusação de corrupção passiva e lavagem de dinheiro no caso envolvendo a suposta compra de um apartamento  vizinho ao onde mora, em São Bernardo do Campo, e doação de um terreno, ambos pela Odebrecht, em troca de contratos com a Odebrecht


domingo, 25 de junho de 2017

Eleições 2018: revista diz que Sérgio Moro condenou Lula a 22 anos de prisão

Eleições 2018: revista diz que Sérgio Moro condenou Lula a 22 anos de prisão
domingo, 25 jun 2017 03:50 PM
 

Vazou para a revista IstoÉ, na edição deste fim de semana, a sentença do juiz Sérgio Moro condenando o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A publicação é precisa no furo: 22 anos de cadeia.

Segundo a IstoÉ, a sentença condenará Lula à prisão no caso do tríplex do Guarujá por corrupção passiva e lavagem de dinheiro. “O petista vai pegar até 22 anos de cadeia – 10 anos por lavagem de dinheiro e 12 por corrupção passiva”, antecipa a reportagem assinada por Germano Oliveira.

Não é de estranhar que a sentença realmente seja essa, pois, no curso da lava jato, foram vários vazamentos seletivos da força-tarefa para a velha mídia golpista. 

O de maior repercussão, que ajudou no golpe de Estado e na queda da democracia, em março de 2016, foi aquele grampo ilegal da conversa entre Dilma Rousseff e Lula acerca da nomeação do ex-presidente na Casa Civil.

A relação promíscua entre o magistrado e a revista foi amplamente divulgada numa foto de dezembro de 2016 na qual Moro aparece sorridente ao lado do senador afastado Aécio Neves (PSDB), que, pelo critério da lavajatização, sabe-se lá por que ainda está solto.

Voltemos ao vazamento de dados.

Por muito menos, o ex-delegado e ex-deputado federal Protógenes Queiroz foi condenado por vazar informações sigilosas da operação satiagraha, expulso da Polícia Federal e condenado à prisão. Hoje, ele vive asilado na Suíça.

Em novembro do ano passado, ao CONJUR, Protógenes disse esperar invalidar a sentença contra ele porque “o juiz Sergio Moro, juiz que conduz a ‘lava jato’, vazou de forma ilegal, como já foi julgado pelo Supremo Tribunal Federal, conversa entre a então presidente Dilma Rousseff e Luiz Inácio Lula da Silva e não foi punido por isso”.

O ex-delegado da PF foi condenado pela prática de violação de sigilo funcional qualificada, delito previsto no artigo 325, parágrafo 2º, do Código Penal.

Perseguição e tapetão

Ao longo desta semana, várias lideranças políticas se manifestaram acerca da politização excessiva da Lava Jato para condenar, também, a perseguição a Lula e o uso do tapetão para tirar o petista da disputa de 2018.

A presidenta nacional do PT, senadora Gleisi Hoffmann, foi ao cerne da questão: “o juiz Sérgio Moro, pelo Estado Democrático de Direito, observando o devido processo legal, só pode absolver Lula, não pode condená-lo”.

Pelo vazamento da sentença, talvez a dirigente petista pode ter sua esperança frustrada. E, se confirmados os 22 anos na condenação, haverá a prova cabal de que o juiz Sérgio Moro partidarizou sua decisão para ajudar um dos lados na corrida presidencial.

O mais grave nisso tudo é que Moro tende a condenar Lula com base em indício – essa besta que é prima-irmã da convicção. Ou seja, não haverá prova alguma para rechear a fundamentação do juízo da lava jato. Portanto, passível de anulação nas instâncias superiores.

O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, mandachuva do PSDB, nesta sexta-feira (23), a seu jeito, igualmente se manifestou a respeito da perseguição a Lula.

“[Alguns dizem] ‘Ah, mas tem o Lula’. O Lula está por conta da Justiça. Eu não vou antecipar, não sei o que a Justiça vai fazer. Suponhamos que a Justiça diga que o Lula não fez nada. Ele é candidato –o único candidato possível do PT. 

Só resta vencer na urna. Ou então dar golpe. Eu sou contra golpe. Só resta vencer na urna. Só que não tem jeito. Preparemo-nos para isso. Para vencer”, afirmou FHC. 




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segunda-feira, 29 de maio de 2017

Lula para Dallagnol, ‘A farsa das agendas está sendo desmontada’

Lula para Dallagnol, ‘A farsa das agendas está sendo desmontada’
29 de maio de 2017
 

Em conluio com procuradores da Lava Jato em Curitiba, a Rede Globo, a Folha de S. Paulo e O Estado de S. Paulo produziram semana passada mais uma farsa contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. 

Agendas de ex-diretores da Petrobras, anexadas pelos procuradores à ação sobre o tríplex do Guarujá, foram manipuladas pela imprensa de forma a apontar uma falsa contradição no depoimento de Lula ao juiz Sérgio Moro.

A juntada de “documentos” sobre supostas “reuniões” de Lula com a diretoria da Petrobras não foi fruto da descoberta de algum segredo em um trabalho de investigação sério, mas uma tentativa tosca de reescrever a história e criminalizar atos como viagens oficiais ao exterior, reuniões interministeriais e cerimônias da Presidência acompanhadas pela imprensa.

Uma irresponsabilidade que atenta contra o papel institucional do Ministério Público em uma democracia. 

Parece que para a equipe de Deltan Dallagnol, o crime de Lula foi ter sido presidente da República. 

E a mesma imprensa que acompanhou e divulgou essas agendas durante os dois mandatos de Lula, agora dá manchetes sem checar nem mesmo seus próprios arquivos.

A fraude começou a ser montada em 15 de maio, cinco dias depois do depoimento de Lula. Naquela data, os procuradores anexaram 78 documentos aos autos, sem explicitar o propósito. 

Destes, 27 são cópias de agendas de ex-diretores, registrando “reuniões”, “almoços” e “jantares” com Lula. 

As cópias das agendas foram entregues pela Petrobrás aos acusadores de Lula, mas não à sua defesa.

Na manchete de 17 de maio, a Folha afirmou: 

“Lava Jato contraria com documentos fala de Lula a Moro”.

 Segundo o jornal, as agendas mostrariam que Lula não teve apenas duas reuniões com a diretoria da Petrobrás em seu governo, como ele havia declarado a Moro, mas, pelo menos, 23. 

O Estadão destacou “reuniões de Lula” com três ex-diretores condenados na Lava Jato. 

O Jornal Nacional juntou as duas coisas, elevou para 28 as supostas “reuniões” e citou o Ministério Público como fonte de suas ilações, numa reportagem de três minutos.

CLICK POLÍTICA


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quinta-feira, 25 de maio de 2017

FARSA DO DALLAGNOL: Querem apontar uma falsa contradição de meu depoimento em Curitiba, diz Lula ao comentar aberração do MPF

FARSA DO DALLAGNOL: Querem apontar uma falsa contradição de meu depoimento em Curitiba, diz Lula ao comentar aberração do MPF
25 de maio de 2017
 

O Instituto Lula denuncia “conluio” entre procuradores da Lava Jato e Rede Globo, Folha de S. Paulo O Estado de S. Paulo na produção de “mais uma farsa contra o ex-presidente”.

“Agendas de ex-diretores da Petrobras, anexadas pelos procuradores à ação sobre o tríplex do Guarujá, foram manipuladas pela imprensa de forma a apontar uma falsa contradição no depoimento de Lula ao juiz Sergio Moro”, diz a assessoria.

“A juntada de ‘documentos’ sobre supostas ‘reuniões’ de Lula com a diretoria da Petrobras não foi fruto da descoberta de algum segredo em um trabalho de investigação sério, mas uma tentativa tosca de reescrever a história e criminalizar atos como viagens oficiais ao exterior, reuniões interministeriais e cerimônias da Presidência acompanhadas pela imprensa”, diz a nota.

“Parece que para a equipe de Deltan Dallagnol, o crime de Lula foi ter sido presidente da República”

Click Política




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segunda-feira, 17 de abril de 2017

Globo esconde documento que prova que Lula jamais pernoitou em tríplex do Guarujá

Globo esconde documento que prova que Lula jamais pernoitou em tríplex do Guarujá
17 de abril de 201
 

Os veículos das Organizações Globo, todos eles, que fazem extensa cobertura da Lava Jato, não deram uma linha sequer sobre documento oficial da Presidência da República que prova que o ex–presidente Luiz Inácio Lula da Silva jamais pernoitou no tal “tríplex do Guarujá”.

Esses registros são mais uma prova que desmonta a acusação encampada pelo MPF (Ministério Público Federal) de que o ex-presidente seria proprietário de um apartamento na cidade litorânea de São Paulo. O imóvel, na realidade, pertence à empresa OAS Empreendimentos. 

Mas nenhuma informação acerca do documento foi veiculada na TV Globo, ou na Globonews, no G1, na Rádio CBN, no jornal O Globo ou na revista Época, todos veículos de comunicação pertencentes à família Marinho. 

A perseguição contra Lula posta em prática pelo jornalismo das Organizações Globo é citada pelos advogados do ex-presidente em ação movida no Comitê de Direitos Humanos da ONU.

O documento apresentado pela Defesa de Lula, pertencente à Presidência da República, registra os pedidos de pagamento de diária da equipe de seguranças e apoio a qual todos os ex-presidentes têm direito. 

Toda a vez que passam um dia ou mais fora de seu local de trabalho (no caso dos seguranças de Lula, a cidade de São Bernardo do Campo), os funcionários registram a cidade onde estavam, e esses registros permanecem documentados na Presidência.

Ou seja, mesmo após Lula ter deixado a Presidência, é possível – por meio desses registros – dizer onde esteve nos últimos 6 anos. Pois bem: último registro na cidade do Guarujá data de de janeiro de 2011, quando, logo depois de ter saído da Presidência, Lula ficou hospedado em uma base militar, a convite do então Ministro da Defesa, Nelson Jobim.

O Edifício Solaris só foi ficar pronto mais de 2 anos depois. E não há nenhum registro que o ex-presidente tenha pernoitado na cidade após 2011. Em outras palavras: Resta provado que Lula jamais passou uma noite sequer no apartamento que o MPF insiste em dizer que é propriedade oculta do ex-presidente.

A Globo deu ampla divulgação a esses registros em relação às diárias registradas em Atibaia, onde o ex-presidente e Dona Marisa Letícia frequentavam um sítio de propriedade de amigos do casal, fato que eles jamais negaram.

Mas esconde dos seus leitores, espectadores e ouvintes quando os mesmos registros mostram que Lula não só não tem a propriedade ou chaves do apartamento como jamais dormiu no tal tríplex. 

A TV também levou ao ar matérias sobre temas ridículos, como pedalinhos e canoas de metal.

O ex-presidente jamais negou ter visitado o tal apartamento uma vez, para avaliar a possibilidade de comprá-lo. E que Dona Marisa esteve no apartamento uma outra vez para avaliar uma reforma que foi feita para tentar convencê-los a comprar o apartamento. 

Tudo isso mais de três anos após sua saída da Presidência da República. 

Entenda essa história:http://www.institutolula.org/documentos-do-guaruja-desmontando-a-farsa



URGENTE: Globo ‘protege’ Moro e juiz de Curitiba se apressa para condenar Lula sem provas; CONFIRA AQUI!

URGENTE: Globo ‘protege’ Moro e juiz de Curitiba se apressa para condenar Lula sem provas; CONFIRA AQUI!
17 de abril de 2017
 

Click Politica com Brasil 247

Pode-se dizer que o estouro das delações da Odebrecht pelo STF não foi politicamente cronometrado e que atingiu todo o sistema político, mas é certo que a explosão criou o tempo perfeito para a pressa que o juiz Moro tem de condenar o ex-presidente Lula em primeira instância, com vistas à sua inelegibilidade. 

Com o depoimento do ex-presidente marcado para o dia 3 de maio, numa espécie de juízo final que pode resultar em confronto de manifestantes em Curitiba, Moro marcou para o dia 20 de abril, a próxima quinta-feira, o depoimento do executivo da OAS Léo Pinheiro sobre o caso do tríplex do Guarujá. 

Não havendo até agora colhido provas de que o apartamento pertença ou tenha pertencido a Lula, parece haver uma aposta de Moro em revelações de Pinheiro e de outros executivos da OAS que o incriminem.

Léo Pinheiro será ouvido juntamente com outro executivo da empreiteira, Agenor Medeiros. No dia 26 serão ouvidos Paulo Gordilho, acusado de comprar a cozinha planejada para o tríplex, e os executivos Fábio Yonamine e Roberto Ferreira. O presidente do Instituto Lula, Paulo Okamoto, prestará depoimento no dia 28.

No meio jurídico, aposta-se que Moro dará a sentença de Lula nesta ação até o final de junho, no máximo no início de agosto, encurtando o prazo que ele terá para recorrer ao Tribunal Federal de Recursos em Curitiba, onde 95% das sentenças de Moro têm sido mantidas. E aí a candidatura de Lula a presidente em 2018 entra num limbo jurídico de difícil previsão. 

Como as candidaturas devem ser registradas até o final de junho, se até lá ele já tiver sido condenado nas duas instâncias terá se tornado ficha suja ou poderá recorrer ao TSE? E se for candidato com recursos pendentes de julgamento, poderá ter depois sua eventual eleição contestada? Tudo isso não tem resposta agora, porque são questão que habitam o mundo da crise e da disputa política, não o das regras eleitorais ordinárias. 

Certo é que está em curso a ofensiva para impedir sua candidatura.

O bode expiatório
Com as delações da Odebrecht reveladas em texto e vídeo, o país soube detalhes do que nunca ignorou: que todo o sistema político era financiado por empresas numa permanente troca de favores. 

Soube que a Odebrecht desembolsou R$ 1,68 bilhão para quase 500 políticos e lobistas, sob a forma de propinas ou doações de campanha via caixa 2. 

Alguns nomes reluzentes da antiga oposição aos governos petistas receberam as maiores somas, como Aécio Neves (R$ 50 milhões só numa operação) e José Serra (R$ 23 milhões, sendo parte na Suiça). Entretanto, apesar da doença sistêmica revelada. 

a mídia vem carregando nas tintas contra Lula, por suas relações com a Odebrecht, como se fosse ele o campeão das propinas e o arquiteto do descalabro. 

A Rede Globo tem lhe dedicado espaços caudalosos e O Estado de S. Paulo, no editorial “A responsabilidade de Lula”, neste domingo, afirma que ele é o maior culpado pela cooptação de quase todos os partidos pela Odebrecht.

Em nota neste final de semana, a defesa de Lula apontou a ausência de materialidade nas acusações, como inexistência de provas de que ele pediu ou recebeu recursos de uma conta virtual que existiria à sua disposição na empresa, ora no valor de R$ 35 milhões, ora no valor de R$ 40 milhões. 

Lembrou também a nota que, assim como a Odebrecht, outras grandes empresas brasileiras mereceram a atenção do governo Lula para viabilizar projetos de interesse nacional, domésticos ou internacionais, contribuindo para o período de crescimento e afirmação nacional verificados em seu período. 

Não só a Odebrecht teve acesso a créditos do BNDES ou a outras medidas para sua internacionalização, dentro da política estratégia do momento.

A nova ofensiva contra Lula teve, inclusive, o efeito de “decepcionar” aliados que passaram a criticá-lo, declarando estupefação diante das relações que ele tinha com Emílio Odebrecht. 

Se há algo que Lula nunca escondeu foi sua natureza conciliadora, em oposição a núcleos de origem “revolucionária” do PT, os que vieram de organizações marxistas-leninistas ou da luta armada. 

Seu governo foi de conciliação de classes, como bem resumido pelo próprio patriarca Odebrecht quando disse, na delação, em outras palavras: Lula quis, e conseguiu, dar um pouco aos pobres, retirando do Orçamento, sem tirar das classes dominantes, que também muito ganharam. E ganhando, no entender de Lula, estavam gerando emprego e riqueza para o país.

Quem conhecia esta natureza de Lula não pode ignorar a multiplicidade de suas relações e alianças, inclusive com empresários, que não significa que elas eram movidas a corrupção. Nem pode agora sancionar a caçada com recriminações desta ordem. 

Lula foi e continua sendo para o Brasil um grande líder popular, intérprete das necessidades e dos sentimentos dos mais sofridos, disposto a reduzir as grandes injustiças e desigualdades, dentro das regras democráticas, observando e conciliando o interesse da Nação com as necessidades dos despossuídos. 

Até o radical PCO vem dizendo isso: tem divergências com Lula mas a hora é defende-lo, não de contribuir para que seja banido.