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sexta-feira, 5 de fevereiro de 2021

Com Base Na Lei De Segurança Nacional, Pimenta E Damous Pedem A Prisão De Moro E Procuradores

SUED E PROSPERIDADE

05/02/2021

Com Base Na Lei De Segurança Nacional, Pimenta E Damous Pedem A Prisão De Moro E Procuradores

Celeste Silveira 5 de fevereiro de 2021

O deputado Paulo Pimenta (PT-RS) e o advogado e ex-deputado Wadih Damous (PT-RJ) ingressaram no Supremo Tribunal Federal com pedido de prisão do ex-juiz Sérgio Moro, do procurador Deltan Dallagnol e outros procuradores que atuaram na operação Lava Jato.

A notícia-crime protocolada no STF acusa os integrantes da Lava Jato de várias condutas ilegais que vêm sendo reveladas em diálogos acessados pela defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva no âmbito da operação Spoofing.

“É possível constatar fortes indícios da existência de uma associação estruturalmente ordenada e composta por agentes públicos, que se valeram da manipulação fraudulenta do sistema de justiça para ocultar a implementação de um projeto político e ideológico de poder, contando com a participação de agentes estrangeiros, cujo propósito aparenta ter sido a violação da soberania nacional, a obtenção de vantagens indevidas, a satisfação de interesses ou sentimentos pessoais e o aniquilamento do Estado de Direito”, diz um trecho o documento.

Na ação, Damous e Pimenta argumentam que a Lava Jato também colocou em risco a segurança nacional e citam Art. 8º da Constituição: “Entrar em entendimento ou negociação com governo ou grupo estrangeiro, ou seus agentes, para provocar guerra ou atos de hostilidade contra o Brasil. Pena: reclusão, de 3 a 15 anos. Parágrafo único – Ocorrendo a guerra ou sendo desencadeados os atos de hostilidade, a pena aumenta-se até o dobro”, continua.

Em março deste ano, a Vaza Jato divulgou que Dallagnol e o procurador Vladimir Aras não entregaram nomes de pelo menos 17 americanos que estiveram em Curitiba em 2015 sem conhecimento do Ministério da Justiça.

De acordo com a notícia-crime, “a realidade oculta o sob verniz de legalidade consistiu na perseguição contra inimigos políticos visando à implementação de um projeto de poder contrário às regras do Estado Democrático de Direito”. “É urgente a necessidade de instauração de procedimento investigatório cabível para apuração das condutas ora reportadas, sob pena do mais absoluto descrédito do sistema de justiça brasileiro”.

Leia a íntegra do documento:

Paulo Pimenta e Wadih Damous pedem prisão de Moro e procuradores da Lava Jato from Aquiles Lins

*Com informações do 247

CONTINUA

Relatórios Da Abin Para Flávio Bolsonaro Orientaram Demissões Na Cúpula Da Receita E CGU

Celeste Silveira 5 de fevereiro de 2021

A Agência Brasileira de Inteligência (Abin), vinculada ao Gabinete de Segurança Institucional (GSI), chefiado pelo ministro Augusto Heleno, orientou Flavio Bolsonaro a articular a demissão de servidores da cúpula da Receita Federal e a fazer carga contra o controlador-geral da União, Gilberto Waller, para blindá-lo nas investigações de corrupção. 

A Abin orientou os advogados da defesa do parlamentar sobre a atuação no caso Fabrício Queiroz, investigado por envolvimento em um esquema de corrupção na Assembleia Legislativa do Rio, onde o congressista cumpria mandato antes de ser eleito para o Senado.

Uma das mensagens dizia: “Neutralização da estrutura de apoio – Três elementos-chave dentro do grupo criminoso da RF devem ser afastados in continenti: o COGER/RFB (Barros Neto), o chefe do ESPEI07 (Cleber Homem) e o chefe do Escor07 (Christiano Paes). Este afastamento se resume a uma canetada do Executivo, pois ocupam cargos DAS (Chtistiano é chefe do Esco07 desde 2006). Sobre estes elementos pesam condutas incompatíveis com os cargos que ocupam, sendo protagonistas de diversas fraudes fartamente documentadas”.

Em outra mensagem, a Abin faz referência à Controladoria-Geral da União (CGU): “O e-sic deve ser evitado pois circula no Sistema da CGU e GILBERTO WALLER integra a rede da RFB”.

As mensagens revelam mais um crime de responsabilidade do governo Jair Bolsonaro, ao tentar interferir na Justiça, para defender o filho. O Judiciário do Rio investiga um esquema de “rachadinha” que acontecia quando Flávio Bolsonaro ocupava um mandato na Alerj. Segundo o antigo Conselho de Atividades Financeiras (Coaf), Queiroz fez movimentações financeiras atípicas. Foram R$ 7 milhões de 2014 a 2017.

Queiroz foi preso em junho do ano passado, em Atibaia (SP), onde estava escondido em um imóvel de Frederick Wassef, então advogado de Flávio – depois ele deixou a defesa do parlamentar.

Íntegra das mensagens enviadas pela Abin ao senador:

`Primeira mensagem – 20 de setembro de 2020

APURAÇÃO ESPECIAL SERPRO x RECEITA FEDERAL – ACOMPANHAMENTO

FINALIDADE: Defender FB no caso ALERJ demonstrando a nulidade processual resultante de acessos imotivados aos dados fiscais de FB

L Aç: Obtenção, via SERPRO, de “Apuração Especial” demonstrando acessos imotivados anteriores (arapongagem)

A Adv está baixada com Covid. A dificuldade de obtenção da Apuração Especial (Tostes) e diretamente no SERPRO é descabida pq a norma citada é interna da RFB da época do responsável pela instalação da atual estrutura criminosa – Everardo Maciel. 

Existe possibilidade de que os registros sejam ou já estejam sendo adulterados, agora que os envolvidos da RFB já sabem da linha que está sendo seguida. 

Temos um informe de que Tostes visitou o FB para entregar uma lista que listava nomes de pessoas que tinham motivação para acessar os dados, seria a repetição da “queima” que fizeram do AFTN Marco A Canal em 2019. Por outro lado o Marcos Cintra, que foi mantido, está empenhado em campanha contra JB.

Permanece o entendimento de que a melhor linha de ação para tratar o assunto FB e principalmente o interesse público é substituir os postos conforme relatório anterior (se não achar posso mandar de novo). 

Se a sugestão de 2019 tivesse sido adotada nada disso estaria acontecendo, todos envolvidos teriam sido trocados com pouca repercussão em processo interno na RFB! Desde 2019, este grupo da RFB vem buscando se aproximar núcleos (STF) além dos que já tem contatos (MPF, MP RJ, CGU..) com o objetivo de se fortalecer. A permanência dos mesmos nos cargos prejudica o Governo

Outra alternativa de prosseguimento:

Emprego do CGU – com base na Representação de FB protocolada na RFB (Tostes), CGU instaura Sindicância para apurar os fatos no âmbito da Corregedoria e Inteligência (Espei 07) da Receita Federal;

Comissão de Sindicãncia REQUISITA a Apuração Especial ao SERPRO para instrução do. trabalhos;

Em caso de recusa do SERPRO (invocando sigilo profissional), CGU requisita judicialização da matéria pela AGU. A própria Ministra do STF CL proclamou que “arapongagem é crime” e o sigilo não pode ser invocado para acobertar crimes. Ademais, a Lei de Acesso à Informação prevalece sobre reles Portaria da RFB, ato infralegal e inferior à diretriz legal;

FB peticiona acesso à CGU aos autos da Apuração Especial, visando instruir Representação ao PGR Aras, ajuizamento de ação penal e defesa no processo que se defende no RJ.

Em resumo, ao invés da Adv ajuizar ação privada, será a União que assim o fará, através da AGU e CGU – ambos órgãos sob comando do Executivo.

Existem fortes razões para crer que o atual CGU (GILBERTO WALLER JR) não executar seu dever de ofício, pois é PARTE do problema e tem laços com o Grupo, em especial os desmandos que deveria escrutinar no âmbito da COGER/RFB (amizade e parceria com BARROS NETO). Neste caso, basta ao 01 comandar a troca de WALLER por outro CGU isento. Por exemplo, um ex-PF, de preferência um ex-corregedor da PF de sua confiança.

Segunda mensagem – 8 de outubro de 2020

A1 – sobre o FB

SITUACAO RECEITA FEDERAL– PROPOSTA l ação

1 – A situação da apuração especial / SERPRO complicou-se devido a 2 equívocos: (1º) Encaminhamento do pedido via Receita, a qual é parte principal do problema e (2º) atraso pelo pedido original não ter incluído todos CPFs e CNPJs correlatos. Isso permitiu ao grupo criminoso instalado na Receita coordenar ampla operação de sabotagem, empregando diversas camadas de auto-proteção do sistema.

2- A esta altura, decorreram 20 dias para o grupo criminoso manobrar.

As providencias q podem ser consideradas consistem em manobra tripla:

(A) Ação diversionária– a advogada Dra. Juliet deve visitar o Tostes, tomar um cafezinho e informar que ajuizará a ação demandando o acesso agora exigido. Provavelmente o pedido protocolado em 26-ago já recebeu um longo parecer jurídico de blindagem ( ele foi assinado anteontem), “demandando” a ação e procrastinando o fornecimento. Essa manobrar irá indicar tibieza

(B) Acao principal – com base na Lei de Acesso à Informação, deve ser peticionado por escrito (evitar o sistema e-sic) ao dirigente do SERPRO o fornecimento da apuração especial. 

Melhor q ninguém da Receita ou de qq outro órgão deve ter conhecimento dessa manobra. A resposta pode e deve ser fornecida no MESMO DIA, já que será mera copia do que já foi confeccionado e entregue ao Tostes. O e-sic deve ser evitado pois circula no Sistema da CGU e GILBERTO WALLER integra a rede da RFB. Nada impede o trâmite simultâneo da ação (item A) com o pedido via LAI (item B) – o importante é que a RFB desconheça o canal B;

(C) Neutralização do estrutura de apoio- Três elementos-chave dentro do grupo criminoso da RF devem ser afastados in continenti: o COGER/RFB (Barros Neto), o chefe do ESPEI07 (Cleber Homem) e o chefe do Escor07 (Christiano Paes). Este afastamento se resume a uma canetada do Executivo, pois ocupam cargos DAS (Chtistiano é chefe do Esco07 desde 2006).

 Sobre estes elementos pesam condutas incompatíveis com os cargos que ocupam, sendo protagonistas de diversas fraudes fartamente documentadas.

*Com informações do 247

Fonte: https://antropofagista.com.br/

sexta-feira, 1 de janeiro de 2021

Bolsonaro é eleito Pessoa do Ano do Crime organizado e da corrupção

SUED E PROSPERIDADE

01/01/2021

Bolsonaro é eleito Pessoa do Ano do Crime organizado e da corrupção

30/12/2020

De acordo com consórcio internacional, Jair Bolsonaro foi escolhido a pessoa do ano, por segundo avaliação dos mesmos promover o crime organizado e a corrupção. 

Bolsonaro está fazendo de tudo para livrar o filho Flávio Bolsonaro de investigações, de acordo com denúncias , usando até a ABIN (Agência Brasileira de Investigações).

Bolsonaro já pode se “animar” e dizer que ganhou “título de pessoa do ano”, porém o título, é para deixar com mais vergonha, o brasileiro.

Consórcio investigativo internacional, Organized Crime and Corruption Reporting Project (Projeto de Reportagem de Crime Organizado e Corrupção, na sigla em inglês), elegeu Bolsonaro a “Pessoa do ano do Crime Organizado e da Corrupção”.

O consórcio é formado por jornalistas investigativos ligados a projetos como o Panama Papers, que revelou grande escândalo de lavagem de dinheiro internacional.

O projeto justificou a escolha afirmando que Bolsonaro se “cercou de figuras corruptas, usou propaganda para promover sua agenda populista, minou o sistema de Justiça e travou uma guerra destrutiva contra a região da Amazônia região que enriqueceu alguns dos piores proprietários de terras do país”.

“Eleito na esteira do escândalo da Lava Jato e como um candidato anticorrupção, Bolsonaro se cercou de figuras corruptas, usou a propaganda para promover sua agenda populista, atacou o sistema de Justiça e travou uma guerra destrutiva contra a região Amazônica, que enriqueceu alguns dos piores donos de terra do País”, afirmou o consórcio em texto que explica as motivações para a nomeação.

Recentemente foi revelado que o governo Bolsonaro estaria utilizando o aparato do estado de investigação, como ABIN (Agência Brasileira de Investigação), para orientar a defesa de Flávio Bolsonaro, na apuração das rachadinhas.

CONTINUA

Perícia mostra que mensagens da Vaza Jato são reais

29/12/2020

De acordo com informações do Portal Conjur, apesar do Ministério Público do Paraná negar a autenticidade das mensagens da Vaza Jato, três decisões judiciais recentes de 2020, atestam a integridade das mensagens da Vaza Jato, do material coletado pelos hackers, que revelava o complô política da Lava Jato, são reais.

Enquanto o Ministério Público do Paraná nega a autenticidade das mensagens que enrolam Sérgio Moro, Dallanol e Procuradores da  Lava Jato, decisões judiciais de 2020, atestam sua autenticidade..

De acordo com matéria no Portal Conjur, a última decisão judicial que confirmou autenticidade das mensagens foi publicada nesta segunda-feira (28/12). 

Trata-se da decisão do ministro Ricardo Lewandowski, do Supremo Tribunal Federal, determinando que a 10ª Vara Federal Criminal do Distrito Federal compartilhe com a defesa do ex-presidente Lula parte das mensagens trocadas entre procuradores.

As conversas foram apreendidas no curso da chamada operação “spoofing”, que investiga a invasão dos celulares de Moro, de procuradores e de outras autoridades da República.

Na decisão, Lewandowski cita relatório da Polícia Federal que mostra que os dados apreendidos na “spoofing” foram devidamente periciados e tiveram sua autenticidade comprovada.

Fonte: https://falandoverdades.com.br/

sexta-feira, 18 de dezembro de 2020

Bolsonaro Incita Polícia Contra A Imprensa Após Novas Revelações Do Uso Da Abin Na Defesa De Seu Filho Flávio

SUED E PROSPERIDADE

18/12/2020

Bolsonaro Incita Polícia Contra A Imprensa Após Novas Revelações Do Uso Da Abin Na Defesa De Seu Filho Flávio

Celeste Silveira 18 de dezembro de 2020

“Essa imprensa jamais estará do lado da verdade, da honra e da lei. Sempre estará contra vocês”, afirmou Jair Bolsonaro durante cerimônia de formatura de novos policiais militares no Rio de Janeiro.

Jair Bolsonaro voltou a criticar a imprensa nesta sexta-feira (18) ao afirmar que a mídia sempre estará “contra” os policiais militares, “a verdade, a honra e a lei”. A afirmação foi feita durante cerimônia de formatura novos policiais militares no Rio de Janeiro.

“Simule as operações que podem aparecer pela frente. Por que em uma fração de segundo estará em risco a sua vida, a de um cidadão de bem ou a de um canalha defendido pela imprensa brasileira. Não se esqueçam disso. Essa imprensa jamais estará do lado da verdade, da honra e da lei. Sempre estará contra vocês”, disse Bolsonaro segundo reportagem do UOL.

O senador Flávio Bolsonaro (Republicanos), o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, e o atual governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PSC), também participaram da cerimônia.

A declaração foi feita no mesmo dia em que a revista Época publicou uma entrevista com a advogada Luciana Pires, que atua na defesa do senador no escândalo das “rachadinhas” na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj).

Na entrevista, ela relata que o diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), Alexandre Ramagem, elaborou uma série de recomendações para anular o inquérito envolvendo o parlamentar.

*Com informações do 247

CONTINUA

Butantan Desenvolve Soro Contra O Coronavírus

Celeste Silveira 18 de dezembro de 2020

O Instituto Butantan concluiu o desenvolvimento do processo de produção de um soro contra o Sars-CoV-2, o vírus causador da Covid-19. Mais de 2 mil frascos estão prontos para o início dos testes de segurança e eficácia em pessoas, informou a bioquímica Ana Marisa Chudzinski-Tavassi, diretora de Inovação do instituto.

Se apresentar a eficácia esperada na próxima etapa de testes, o soro poderia ser usado para tratar pessoas que apresentem os primeiros sintomas da doença, para bloquear o avanço da infecção, segundo a pesquisadora. “O soro poderia ajudar bastante, já que ainda não temos antivirais eficazes contra a Covid-19”, disse Chudzinski-Tavassi.

Resultado de cinco meses de trabalho, o soro é feito a partir de vírus inativado por radiação, por meio de uma técnica desenvolvida com o Instituto Nacional de Pesquisas Energéticas e Nucleares (Ipen), aplicado em cavalos. 

Em resposta ao vírus, os animais produzem anticorpos do tipo imunoglobulina G (IgG), extraídos do sangue e purificados de acordo com uma técnica usada no instituto há décadas para produção de outros soros.

Segundo Chudzinski-Tavassi, o soro mostrou resultados satisfatórios em testes de neutralização em células e segurança em camundongos e coelhos.

 O estudo está sendo discutido com a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para obter autorização para os testes de segurança e eficácia em pessoas, mesmo sem testes similares em modelos experimentais animais.

“Não há nenhum modelo animal que reproduza a Covid-19 do mesmo modo que nos humanos”, comentou. “Por causa dessa impossibilidade, a Argentina, o México e a Costa Rica não realizaram essa etapa, alguns soros já conseguiram a autorização oficial e a Argentina já começou os testes clínicos com seu próprio soro.”

*Publicado originalmente na Revista Pesquisa FAPESP

Fonte: https://antropofagista.com.br/

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2019

“Queremos neutralizar isso aí”: generais de Bolsonaro agem para calar Igreja Católica


“Queremos neutralizar isso aí”: generais de Bolsonaro agem para calar Igreja Católica

12 hours ago Denúncias 11/02/2019

 


Setores de Inteligência querem silenciar setores progressistas do clero que irão participar de encontro no Vaticano
Em outubro, cardeais e bispos da Igreja Católica se reunirão no Vaticano para discutir a situação da floresta amazônica. 

O evento, chamado de Sínodo, é um encontro do clero que irá debater a realidade de índios, ribeirinhos e povos da floresta, além de políticas de desenvolvimento da região, mudanças climáticas e conflitos agrário. 

A existência dessa conferência motivou preocupação do governo, que vê as pautas como “agenda da esquerda”.

Reportagem do Estado de S. Paulo, divulgada neste domingo (10), mostra que o governo encara com preocupação a atuação da Conferência Nacional dos Bispos (CNBB) e dos órgão associados, como o Conselho Indigenista Missionário (Cimi) e as pastorais Carcerária e da Terra.

A reportagem traz declarações de Augusto Heleno, chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), que afirma que o governo está preocupado.

 “Queremos neutralizar isso aí”, declarou o responsável pela contraofensiva.

Para tentar conter as possíveis denúncias da Igreja, o governo solicitou participar do Sínodo, o que é pouco ortodoxo. 

Lideranças católicas dizem que governos não costumam participar dessas conferências, que terão a participação do Papa Francisco, visto como “comunista” pelo governo Bolsonaro.

Além disso, escritório da Abin em Manaus (AM), Belém e Marabá (PA), além de Boa Vista (RR), responsável pelo monitoramento de estrangeiros em Raposa Terra do Sol e terras ianomâmi, serão direcionados para monitorar, em paróquias e dioceses, as reuniões preparatórias para o Sínodo. 

O governo também irá se aliar a governadores, prefeitos e autoridades eclesiásticas próximas aos quartéis, para tentar diminuir o alcance da conferência.

Um militar da equipe de Bolsonaro afirmou à reportagem do Estado, em condição de anonimato, que o Sínodo vai contra toda a política de Bolsonaro para região e deverá “recrudescer o discurso ideológico da esquerda”.

“O trabalho do governo de neutralizar impactos do encontro vai apenas fortalecer a soberania brasileira e impedir que interesses estranhos acabem prevalecendo na Amazônia. 

A questão vai ser objeto de estudo cuidadoso pelo GSI. 
Vamos entrar a fundo nisso”, declarou Heleno.

O evento, batizado de “Amazônia: novos caminhos para a Igreja e para uma ecologia integral”, terá como diretrizes: “Ver” o clamor dos povos amazônicos; “Discernir” o Evangelho na floresta. 

O grito dos índios é semelhante ao grito do povo de Deus no Egito; e “Agir” para a defesa de uma Igreja com “rosto amazônico”, e deverá ser atendido por 250 bispos.

“Se os bispos fazem crítica é querendo ajudar, não derrubar. Eles sabem onde o sapato aperta. 

Vão falar da situação dos povos e do bioma ameaçado. 

Mas não para atacar frontalmente o governo”, disse D. Erwin Kräutler, Bispo Emérito do Xingu (PA).

Edição: Pedro Ribeiro Nogueira


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domingo, 10 de fevereiro de 2019

DINO: IGREJA ESPIONADA É UM DOS MAIORES ESCÂNDALOS DA HISTÓRIA


DINO: IGREJA ESPIONADA É UM DOS MAIORES ESCÂNDALOS DA HISTÓRIA
10.02.2019
 

O governador do Maranhão, Flávio Dino, criticou a postura do governo brasileiro, que, através da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), chefiada pelo general Augusto Heleno, espiona os bispos membros da CNBB; 
"Se de fato o governo federal estiver espionando e tratando a CNBB como 'inimiga interna', estamos diante de um dos maiores escândalos deste começo de ano. Inaceitável a volta da 'doutrina da segurança nacional' da ditadura", denunciou o governador. 

10 DE FEVEREIRO DE 2019 ÀS 16:04

247  - O governador do Maranhão, Flávio Dino, usou sua conta no Twitter, neste domingo (10), para criticar a postura do governo brasileiro, que, através da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), chefiada pelo general Heleno, e dos comandos militares, espiona os bispos membros da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). 

"Se de fato o governo federal estiver espionando e tratando a CNBB como 'inimiga interna', estamos diante de um dos maiores escândalos deste começo de ano. 

Inaceitável a volta da 'doutrina da segurança nacional' da ditadura", denunciou o governador.
  
Se de fato o governo federal estiver espionando e tratando a CNBB como “inimiga interna”, estamos diante de um dos maiores escândalos deste começo de ano. 

Inaceitável a volta da “doutrina da segurança nacional” da ditadura.


Se de fato o governo federal estiver espionando e tratando a CNBB como “inimiga interna”, estamos diante de um dos maiores escândalos deste começo de ano. Inaceitável a volta da “doutrina da segurança nacional” da ditadura.
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Entenda o caso: 

O Palácio do Planalto quer conter o avanço da Igreja Católica na liderança da oposição ao governo Jair Bolsonaro. 

Na visão do bolsonarismo, a Igreja é uma tradicional aliada do PT e está se organizando para liderar debates em conjunto com a esquerda. 

O alerta ao governo veio de informes da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), chefiada pelo general Heleno, e dos comandos militares. 

Os relatos são de encontros recentes de cardeais brasileiros com o papa Francisco para discutir o Sínodo sobre Amazônia, que reunirá em Roma, no mês de outubro, bispos de todos os continentes.

Durante 23 dias, o Vaticano vai discutir a situação da Amazônia e tratar de temas considerados pelo governo brasileiro como uma "agenda da esquerda". 

O debate irá abordar a situação de povos indígenas, mudanças climáticas provocadas por desmatamento e quilombolas. 

"Estamos preocupados e queremos neutralizar isso aí', disse o ministro chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), Augusto Heleno.  (Leia mais)


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quinta-feira, 16 de março de 2017

URGENTE: LULA INOCENTE: Ex-diretor da Polícia Federal presta depoimento e Moro sai frustrado de audiência; CONFIRA!

URGENTE: LULA INOCENTE: Ex-diretor da Polícia Federal presta depoimento e Moro sai frustrado de audiência; CONFIRA!
15 de março de 2017
 

O ex-diretor-geral da Polícia Federal e da ABIN (Agência Brasileira de Inteligência) Paulo Lacerda depôs nesta quarta-feira (15) para o juiz Sérgio Moro, na ação penal que corre em Curitiba e que investiga o “tríplex do Guarujá” e o pagamento do armazenamento do acervo presidencial de Luiz Inácio Lula da Silva.

“Nunca tive interferência, ao contrário, sempre tive autonomia e apoio para atuar”, disse o ex-comandante. Paulo Lacerda relatou que, no governo Lula (2003-2010) houve investimento e reforço dos meios de investigação para a Polícia Federal, inclusive com a construção de uma nova sede para a instituição e com a abertura de concursos que praticamente dobraram o efetivo da corporação.

Na opinião de Lacerda, foi no governo Lula que a PF começou a fazer grandes operações, nos moldes das que hoje se tornaram comuns. 

A testemunha citou a Operação Sucuri (2003) como a pioneira, que investigou policiais federais corruptos. 

A Sucuri identificou crimes inclusive do chamado “japonês da Federal”, policial símbolo da Lava Jato, e que já foi afastado e detido no meio da operação.

Segundo ele, a ABIN nunca teve informações a respeito de um cenário de “macro-corrupção” na Petrobrás, toericamente tendo como “grande general” o ex-presidente Lula, como querem fazer crer os procuradores federais da Lava Jato. 

Lacerda afirmou também desconhecer o envolvimento do ex-presidente em quaisquer desvios, desmentindo o que alega o Ministério Público.

Quando  Moro  perguntou  a  respeito  do  mensalão, Lacerda esclareceu  que  jamais houve orientação do ex-presidente para que as investigações não ocorressem.