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sexta-feira, 1 de setembro de 2017

MPF pede absolvição de Lula e André Esteves no caso Cerveró

MPF pede absolvição de Lula e André Esteves no caso Cerveró
Exame.com Agência Brasil9 horas atrás 01/09/2017
 Ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva
© Reuters Ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva

São Paulo – O Ministério Público Federal (MPF) pediu hoje (1º) à Justiça Federal a absolvição do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e do banqueiro André Esteves no processo que apura a suposta tentativa do ex-presidente de obstruir o andamento da Operação Lava Jato.

No mesmo pedido, o procurador responsável pelo caso também pede a suspensão dos benefícios concedidos com base na delação premiada do ex-senador Delcídio do Amaral.

Nas alegações enviadas ao juiz Ricardo Leite, da 10ª Vara Federal em Brasília, responsável pelo caso, o procurador da República Ivan Cláudio Marx concluiu que não há provas de que Lula e Esteves participaram dos supostos crimes imputados pelo ex-senador nos depoimentos de delação.

“Para o procurador, ao contrário do que afirmou Delcídio do Amaral – tanto na colaboração quanto no depoimento dado à Justiça -, o pretendido silêncio de Cerveró, que à época cumpria prisão preventiva, não foi encomendado ou interessava a Lula, mas sim ao próprio senador”, 
diz nota do MPF.
Arquivado em:BRASIL


terça-feira, 11 de abril de 2017

Noblat não sabe a acusação contra Lula, mas tem certeza de que ele é culpado e Moro irá condená-lo

Noblat não sabe a acusação contra Lula, mas tem certeza de que ele é culpado e Moro irá condená-lo
Publicado em 10/04/2017
 
Foto: Reprodução

O jornalista Ricardo Noblat, do jornal O Globo, escreveu nessa segunda-feira (10), mais uma vez, coluna contra o ex-presidente Lula no jornal, abordando o depoimento que o ex-presidente fará em Curitiba para o juiz Sérgio Moro, no dia 3 de maio. 

No texto, Noblat reafirma sua certeza de que Lula seria culpado no caso, que segundo Noblat, trataria de um sítio em Atibaia que seria frequentado "exclusivamente" (de novo, segundo Noblat) pelo ex-presidente. E que seria sobre isso que Lula iria depor. Só que o depoimento de 3 de maio não trata do tal sítio de Atibaia, e sim da suposta propriedade de um tríplex no Guarujá e armazenagem do acervo presidencial. 

E o processo, também ao contrário do que escreve Noblat, não tem nada a ver com a empresa Odebrecht, o que mostra quão perdido está Noblat ao escrever sobre Lula, mandando-o inclusive "lamber sabão".

É surpreendente que Noblat escreva de forma tão mal informada sobre o processo, sem sequer saber do que ele se trata. Mais ainda porque Noblat já tuitou, insinuando ter recebido a informação privilegiada do próprio Moro em um evento no jornal O Globo em dezembro, de que Lula será condenado pelo juiz nesse caso. 

Noblat escreveu que Lula seria condenado por Moro no início do ano(https://twitter.com/BlogdoNoblat/status/808491985954893825) Os advogados do ex-presidente interpelaram Noblat sobre a publicação, e a insinuação de que isso teria lhe sido antecipado pelo próprio Moro, mas ele não prestou

Noblat confunde a ação penal sobre suposta propriedade de Lula e Dona Marisa de um apartamento que apenas visitaram para avaliar a possibilidade de compra (http://www.institutolula.org/documentos-do-guaruja-desmontando-a-farsa) com uma outra acusação descabida da Lava Jato, sobre um sítio em Atibaia, um inquérito policial aberto há mais de um ano para investigar o caso e que até agora não foi concluído. 

Lula não é dono do sítio de amigos que frequentava com Dona Marisa, e os proprietários do sítio já comprovaram não apenas a propriedade do sítio, como a origem lícita dos recursos que usaram para comprá-lo e que sim, frequentavam a propriedade.

Imagina a surpresa de Noblat se ele fizesse jornalismo e apurasse que em nenhum dos mais de 100 depoimentos em dois processos diferentes que já estão em fase de audiência, que nenhum deles trouxe elementos que poderiam comprovar qualquer das acusações de Lula? 

Que famosos delatores da Lava Jato como Cerveró, Barusco e Paulo Roberto da Costa afirmaram em juízo desconhecer qualquer vantagem indevida para o ex-presidente Lula? E que a família do ex-presidente jamais pernoitou ou teve chaves do tal apartamento do Guarujá, que se encontrava como disponível para venda no sistema da OAS?

Esperamos que o jornal O Globo corrija as informações factuais incorretas que foram apresentadas aos seus leitores na coluna de Ricardo Noblat, para que eles não fiquem ainda mais mal informados sobre o depoimento de Lula no dia 3 de maio.



sábado, 26 de novembro de 2016

Sérgio Moro veta advogado de Eduardo Cunha de perguntar a Nestor Cerveró sobre Temer

Postado em 25 de Novembro de 2016 - 14:24 - 
Sérgio Moro veta advogado de Eduardo Cunha de perguntar a Nestor Cerveró sobre Temer
Ex-diretor da Petrobrás afirmou em audiência na Justiça Federal no Paraná que grupo do PMDB lhe exigiu 700 mil dólares por mês para ficar no cargo; na ocasião, partido era comandado pelo atual presidente da República.
Fonte: Estadão
 
Nestor Cerveró. Reprodução: fotospublicas.com

O juiz Sérgio Moro não autorizou que um advogado completasse pergunta ao ex-diretor da Petrobrás Nestor Cerveró (Internacional) sobre o presidente Michel Temer. O episódio ocorreu nesta quinta-feira, 24.

“Essa proposta financeira que o sr. recebeu para se manter no cargo de pagar 700 mil dólares por mês também foi levada ao presidente do PMDB à época?”, indagou o advogado, defensor do ex-presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB/RJ), em audiência na Justiça Federal em Curitiba.

“Não dr, aí estou indeferindo essa questão”, interrompeu Moro, imediatamente. “Isso não é objeto da acusação e não tem competência desse juízo para esse tipo de questão”, completou o juiz da Lava Jato.

A preocupação de Moro é com a citação a autoridades detentoras de foro privilegiado perante tribunais superiores – caso do presidente da República.

A menção a pessoas nessas condições em processo de primeiro grau judicial pode levar até à anulação do caso ou provocar o deslocamento dos autos.

Cerveró foi arrolado pela defesa de Eduardo Cunha, réu da Lava Jato e preso em Curitiba por ordem de Moro.

Na audiência, Cerveró disse que foi nomeado para o cargo na Petrobrás em janeiro de 2003 ‘no novo governo Lula’.

O advogado do ex-presidente da Câmara indagou do ex-diretor da estatal petrolífera se ‘houve participação’ do então senador Delcídio Amaral (ex-PT/MS) em sua indicação.

“Sim, minha indicação (foi feita) pelo (ex) governador Zeca do PT (MS), por indicação do senador Delcídio.”

Indagado se houve ‘pagamento de vantagem indevida a Delcídio’, Cerveró respondeu. “Não na ocasião, mas posteriormente.”

O advogado de Eduardo Cunha perguntou a Cerveró quando ele ‘se aproximou do PMDB’. Na época, em 2006, Cerveró estava sendo pressionado para deixar o cargo.

“Foi o PMDB que se aproximou de mim, em 2006, logo depois do Mensalão, através do ministro Silas Rondeau que fazia parte do grupo do PMDB”, respondeu. 

“Fui procurado pelo Silas que me apresentou ao senador Renan (Calheiros) e, na época, ao deputado Jáder Barbalho (PMDB/PA). Me informaram que eu passaria a ser apoiado por esse grupo.”

Em sua delação premiada, Cerveró afirmou que em 2006 pagou US$ 6 milhões a Renan ‘a título de participação nos negócios da Petrobrás’. Renan nega.

“Realmente foi um acerto que houve com esse comando do PMDB. Delcídio não fazia parte desses seis milhões, mas houve uma destinação desses seis milhões de dólares para esse grupo (do PMDB) de propinas (no âmbito) da primeira sonda que a Petrobrás contratou. Delcídio não fez parte. 

Dois anos depois fui substituído.”
“Minha substituição não foi de uma hora para outra, se iniciou com uma pressão do PMDB da Câmara. Fui cobrar o apoio do grupo do PMDB do Senado, mas esse grupo estava muito enfraquecido  na ocasião porque o senador Renan teve que renunciar (à presidência da Casa) por conta da história da filha dele. Esse grupo tinha perdido (força)”, relatou Cerveró, que acabou caindo em 2008.

O advogado de Eduardo Cunha questionou Cerveró se ele foi pressionado a fazer pagamento mensal de US$ 700 mil ‘ao grupo do PMDB’ para se manter no cargo. Ele confirmou.

Cerveró contou que esteve com Michel Temer. Na ocasião, Temer era deputado e presidia o PMDB. “Estive com Michel Temer, (fui) levado pelo dr. Bumlai (pecuarista José Carlos Bumlai, réu da Lava Jato). Ligou, marcou uma audiência com o deputado Michel Temer, no escritório dele em São Paulo. 

Fui lá, ele (Temer) me recebeu muito bem, mas disse que não podia contrariar os interesses da bancada que ele comandava, ele era o presidente do PMDB.”


domingo, 13 de novembro de 2016

Com declarações de Cerveró, Brasil está a beira de uma Intervenção Militar

Com declarações de Cerveró, Brasil está a beira de uma Intervenção Militar
 4 dias atrás Atualizado em 13/11/2016
 mourão continência
Não é mais segredo para ninguém, o poder explosivo da delação do ex-diretor da Petrobrás, Nestor Cerveró. A cúpula do PMDB, partido que equilibra-se no poder, desde o primeiro dia da implantação do regime militar no Brasil, a partir de 1964, está vivendo um estado de “pânico e pavor” sem precedentes. 

Nem mesmo a cassação de dezenas de parlamentares com a edição do AI 5, foi tão devastadora para o partido, como as denúncias de envolvimento no maior escândalo político/administrativo do Brasil, a Lava jato.

Não vai escapar ninguém. 
A combinação das informações em poder dos Procuradores da República, do Juiz Sérgio Moro e do Ministro Teori Zavaski são suficientes para mandar para casa, sem medo de errar,  80 por cento dos atuais parlamentares com assento no congresso nacional, ex-ministros, atuais ministros, governadores e alguns magistrados com assento nos tribunais superiores.

Não cabe mais especular a situação incômoda  e insustentável dos Ministros Falcão e Ribeiro Dantas no STJ e Augusto Nardes e Cedras do TCU.


Definitivamente caminham de mãos dadas as ações que terão de ser implementadas nesta segunda pelo STF e pelo governo Temer. 

 A Corte Superior de Justiça caberá a missão de publicizar todos os procedimentos que envolvam políticos com e sem mandato, determinando ações objetivas, capazes de estancar o reiterado crime de obstrução do trabalhos da justiça, definido no artigo 312 do Código de Processo Penal.  

Ao governo Temer  caberá a  missão de cumprir com o compromisso de fazer uma “limpeza ética” nos  setores públicos mais contaminados com  a “ideologia bolivarianista”, herança maldita do governo petista