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sábado, 14 de janeiro de 2017

Rebelião em presídio de Natal deixa pelo menos 10 mortos

Rebelião em presídio de Natal deixa pelo menos 10 mortos
BRASIL 00:19 15.01.2017(atualizado 00:26 15.01.2017
Prisão
© Sputnik/ Ivan Rudnev

Rebelião no Rio Grande do Norte é mais um capítulo da crise do sistema penitenciário brasileiro, que só neste início de 2017 já resultou em quase 100 mortes em diferentes prisões do país.

Uma rebelião que começou em dois presídios vizinhos neste sábado (14) em Natal, no Rio Grande do Norte, resultou na morte de pelo menos 10 presos. Autoridades informaram que número de fatalidades pode aumentar. 

O motim nos presídios de Alcaçuz e Rogério Coutinho Madruga começou por volta das 16h30 após confronto entre membros do PCC (Primeiro Comando da Capital) e o Sindicato do Crime.

"Os policiais já entraram, estamos retomando o controle, mas sabemos que a situação é crítica. 

O presídio é muito extenso, não conseguimos chegar a todos os locais ainda", informou o secretário de Justiça e Cidadania do governo estadual, Wallber Virgolino, ao Globo, no começo da noite.  

A rebelião no Rio Grande do Norte é mais um capítulo da crise penitenciária brasileira, que só neste ano já deixou quase 100 mortes no Amazonas e Roraima. 






sexta-feira, 13 de janeiro de 2017

Família de cada preso morto deve receber R$ 50 mil

Família de cada preso morto deve receber                          R$ 50 mil
Solicitação será feita ao governo pela Defensoria Pública do Amazonas
BRASIL AMAZONAS   HÁ 18 HORAS  13/01/2017  
POR ESTADÃO CONTEÚDO
 

A Defensoria Pública do Amazonas deverá pedir que o governo do Estado pague R$ 50 mil a cada uma das 64 famílias de detentos mortos em unidades prisionais na semana passada. 

O pagamento, que deverá somar R$ 3,2 milhões, já foi defendido pelo próprio Executivo diante do entendimento de que a segurança das vítimas deveria ter sido garantida pela administração estadual.

Ao Estado, nesta quinta-feira, 12, o defensor Carlos Alberto Almeida disse que o valor foi estipulado com base em decisões anteriores do Supremo Tribunal Federal (STF) em análise de casos similares. 

"Conversamos com a Procuradoria-Geral do Estado e há o entendimento pacífico de seguir precedentes estabelecidos por tribunais superiores."

O defensor público-geral, Rafael Barbosa, acrescentou que em alguns casos poderá ser definido pagamento de pensão. 

O órgão deve começar a receber na próxima semana familiares das vítimas para coletar dados e formalizar o valor. 

A reportagem não conseguiu contato com o governo na noite desta quinta-feira. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.




quarta-feira, 11 de janeiro de 2017

Vídeo: câmeras registram rebelião de detentos em presídio nos EUA

Vídeo: câmeras registram rebelião de detentos em presídio nos EUA
A confusão só foi controlada depois que uma equipe de operações especiais entrou na cadeia
MUNDO MASSASHUSETTS HÁ 5 HORAS  12/01/2017  POR NOTÍCIAS AO MINUTO
 Vídeo: câmeras registram rebelião de detentos em presídio nos EUA

Câmeras do circuito interno de segurança registraram uma rebelião em um presídio de Massachusetts, nos Estados Unidos, na última segunda-feira (9).

De acordo com o Departamento Prisional do Estado, os detentos disseram que estavam “se preparando para a guerra” ao destruírem parte do presídio.

Segundo informações da rede norte-americana 'Fox News', o tumulto começou depois que dois membros de uma gangue iniciaram uma briga. 

Devido a situação violenta, foi decidido que os oficiais deveriam se retirar do local pela sua própria segurança. A rebelião durou cerca de três horas.

A confusão só foi controlada depois que uma equipe de operações especiais entrou na cadeia.



domingo, 8 de janeiro de 2017

Deputado Major Olímpio pede chacina em presídio onde Sérgio Cabral está preso, ‘Vamos lá Bangu, vocês podem fazer melhor’

Deputado Major Olímpio pede chacina em presídio onde Sérgio Cabral está preso, ‘Vamos lá Bangu, vocês podem fazer                             melhor’
8 de janeiro de 2017
 

O deputado federal Major Olímpio (SD), que em 2016 disputou a prefeitura de São Paulo, usou as redes sociais nesse sábado, 7, para “estimular” uma chacina de presos no Complexo de Bangu, na Zona Norte do Rio. O ex-governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, está preso no local.

“Placar dos presídios: Manaus 56 X 30 Roraima . Vamos lá Bangu, vocês podem fazer melhor”, escreveu o parlamentar no Facebook. Ligado a Polícia Militar, Olímpio disse ao Estado a intenção do post foi “fazer uma ironia”.

“Não incitei a violência. Não estou torcendo por uma nova chacina. Só usei a ironia para mostrar o tamanho da tragédia”, disse Olímpio.

Quatro detentos foram mortos na madrugada deste domingo, 8, na cadeia Pública Desembargador Raimundo Vidal Pessoa, no Centro de Manaus. Três deles foram decapitados.

Por Estadão



sexta-feira, 6 de janeiro de 2017

GOVERNO DA CRUELDADE: Secretário de Temer pede mais morte em rebeliões e diz que ainda é pouco; CONFIRA!

GOVERNO DA CRUELDADE: Secretário de Temer pede mais morte em rebeliões e diz que ainda é pouco;                                                   CONFIRA!
6 de janeiro de 2017
 

secretário da Juventude do governo Michel Temer, fez uma declaração estarrecedora ao comentar o massacre carcerário em Manaus.

Bruno Júlio do PMDB, afirmou categoricamente: “Tinha era que matar mais” se referindo aos últimos episódios ocorridos no Complexo Penitenciário Anísio Jobim, com um saldo de 56 mortos no início do ano.

O secretário Nacional da Juventude do governo Michel Temer, foi mais além nas suas palavras, consideradas bruscas e de incentivo a violência dizendo: “Eu sou meio coxinha sobre isso. Sou filho de polícia né? Tinha era que matar mais. Tinha que fazer uma chacina por semana”.

Segundo as mesmas fontes, o mesmo é filho do ex-deputado cabo Júlio filiado ao PMDB, partido do Presidente da República.

As palavras do secretário Nacional da Juventude, foram criticadas duramente por políticos e líderes de movimentos, que isso demonstra o ódio, a prepotência e a arrogância dos que cercam o atual presidente e que isso demonstra que esse país não tem jeito com os que hoje estão aí a frente do mesmo.

Matéria do Jornalista Gil Silva




terça-feira, 3 de janeiro de 2017

Anistia Internacional E Juízes Criticam Estado Por Massacre E ONU Pede Investigação 'Imediata' Sobre Presídio De Manaus

Anistia Internacional E Juízes Criticam Estado Por Massacre E ONU Pede Investigação 'Imediata' Sobre Presídio                          De Manaus
POSTADO POR: FÁTIMA MIRANDA - 12:51:00
 

Alex Rodrigues, repórter da Agência Brasil - A Associação Juízes para a Democracia (AJD) criticou o Estado brasileiro pelas 56 mortes de presos registradas no Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj) de Manaus nos últimos dias, classificando o fato como uma "tragédia anunciada".

Segundo a AJD, entidade civil sem fins lucrativos, a chacina resulta da postura nacional de tratar os problemas sociais como meros casos de polícia e do emprego de um modelo meramente punitivo que, além de não ressocializar quem é condenado à prisão, perpetua as condições para que ocorram massacres como o registrado na capital manauara.

"A tragédia do Compaj corrobora a necessidade da sociedade e do Estado brasileiro refletirem sobre tal política punitivista. É necessário desvencilhar-se da crença no Direito Penal como solução de problemas estruturais, como a violência decorrente da pobreza e das desigualdades", sustenta a associação em nota divulgada nesta terça-feira (3).

A AJD também defende o fim da "guerra contra as drogas", que classifica como "irracional" e responsável pela morte de milhares de pessoas. Para a associação, o crescente processo de encarceramento em massa abandona à ação das organizações criminosas que controlam os estabelecimentos prisionais um grande número de pessoas.

"Velhos problemas sociais do país não se resolvem com o encarceramento ou com a intimidação de juízas e juízes que exercem seu dever funcional de controlar o aparelho repressivo oficial. Do contrário, a tragédia de Manaus continuará a não ser caso isolado", diz a entidade.

Anistia Internacional

A Anistia Internacional também divulgou nota cobrando a imediata investigação do massacre e criticando a superlotação do Compaj. Segundo dados da Secretaria de Administração Penitenciária do Amazonas, o complexo abrigava 1200 detentos, embora tenha capacidade para apenas 454.

"A superlotação e as péssimas condições do Complexo Anísio Jobim, assim como do sistema prisional do Amazonas como um todo, já tinham sido denunciados pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e pelo Mecanismo Nacional de Prevenção e Combate à Tortura. Mas as autoridades não adotaram as medidas necessárias e a situação apenas se deteriorou", aponta a Anistia.

Há tempos o CNJ vem apontando as deficiências do sistema carcerário no Amazonas. Em 2013, quando realizaram o 3º Mutirão Carcerário no estado, o conselho e o Tribunal de Justiça do Amazonas identificaram que 78% dos detentos cumpriam prisão provisória – ou seja, ainda não tinham sido julgados. 

Entre os casos que mais chamaram a atenção estava o de um homem preso em caráter preventivo e que, mesmo após ser absolvido, não foi libertado, permanecendo 474 dias detido devido "a inaceitável falta de informação entre o Poder Judiciário e as unidades prisionais".

TV Globo / Reuters

A Organização das Nações Unidas (ONU) pediu uma investigação "imparcial e imediata" sobre o massacre ocorrido no Complexo Prisional Anísio Jobim, em Manaus (AM), que deixou 56 detentos mortos.

A entidade afirma que a responsabilidade pela situação dos presos é sempre das autoridades. "Pessoas que estão detidas estão sob a custódia do Estado e, portanto, as autoridades relevantes carregam a responsabilidade sobre o que ocorre com elas", disse em comunicado.

De acordo com a ONU, essa investigação deve levar "os responsáveis à Justiça", mas que apenas punir os que cometeram os atos não seria suficiente. "Estados precisam garantir que as condições de detenção sejam compatíveis com a proibição da tortura e um tratamento degradante, cruel e desumano", aponta.