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sábado, 18 de maio de 2019

Moro terá que pedir ao Panamá dados sobre empresa sócia de Flávio Bolsonaro


Moro terá que pedir ao Panamá dados sobre empresa sócia de Flávio Bolsonaro

2 hours ago Denúncias  18/05/2019


Ministério Público do Rio de Janeiro solicitou ao ministério da Justiça, comandado por Sergio Moro, os dados da offshore que é sócia de Flávio Bolsonaro em vários imóveis no Rio de Janeiro; um dos maiores paraísos fiscais do mundo, o Panamá só fornece as informações aos países que solicitam cooperação judicial; se não fizer o pedido, Moro cometerá crime de prevaricação

247 – O Ministério Público do Rio de Janeiro solicitou ao ministério da Justiça, comandado por Sergio Moro, os dados da offshore que é sócia de Flávio Bolsonaro em vários imóveis no Rio de Janeiro. 

Considerado um dos maiores paraísos fiscais do mundo, o Panamá só fornece as informações aos países que solicitam cooperação judicial, com isso, Moro poderá provar se de fato combate a corrupção ou se foi colocado no poder para proteger o clã Bolsonaro e suas ligações com as milícias do Rio de Janeiro. 

Caso Moro se recuse se recuse atender o pedido feito pelo MP, além de demonstrar que a Lava Jato teve o objetivo politico de impedir que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva disputasse as eleições, ele também poderá incorrer no crime de prevaricação.

Segundo reportagem do jornal Valor Econômico, em casos envolvendo informações que podem ser disponibilizadas por outros países a articulação fica a cargo do Departamento de Recuperação de Ativos e Cooperação Jurídica Internacional (DRCI), subordinado ao Ministério da Justiça. 

A diretora do DRCI é a delegada da Polícia Federal (PF) Erika Marena. 

Marena, que participou da Operação Lava-Jato em Curitiba, foi nomeada por Moro para o cargo.

O MP apura a suspeita de peculato e lavagem de dinheiro por meio de transações imobiliárias feitas pelo filho mais velho de Bolsonaro.

 Segundo o MP, entre dezembro de 2008 e setembro de 2010, quando ainda era deputado estadual pelo Rio de Janeiro, Flávio Bolsonaro teria comprado 12 salas comerciais por R$ 2,6 milhões. 

Os imóveis teriam sido revendidos em outubro do mesmo ano para a MCA Exportação e Participações Ltda por R$ 3,167 milhões, com um lucro final de R$ 504,9 mil.


A procuradoria ressalta, ainda, o fato de a pessoa jurídica que adquiriu os imóveis ter como sócia a Listel S.A, sediada no Panamá e inscrita na Receita Federal do Brasil como “holding de instituições não-financeiras”. 

Segundo uma instrução normativa da Receita Federal, desde 2010 o Brasil considera o Panamá como um paraíso fiscal.

No pedido que resultou na quebra de sigilo bancário e fiscal de Flávio e de seu ex-assessor e amigo da família Fabrício Queiroz, a promotoria destaca que 
“um dos mais tradicionais métodos de lavagem de dinheiro consiste na remessa de recursos ao exterior através de empresas offshore, sediadas em paraísos fiscais”.


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quarta-feira, 29 de novembro de 2017

FBI NÃO É DODGE! Máfia Da FIFA: Globo Subornou Marin; SAIBA DETALHES!

FBI NÃO É DODGE! Máfia Da FIFA: Globo Subornou Marin; SAIBA DETALHES!

Globo volta a ser citada como pagadora de propina no julgamento de Marin

Mais uma das testemunhas de acusação do julgamento do ex-presidente da CBF José Maria Marin no escândalo de corrupção da Fifa citou a TV Globo em suposto esquema de pagamento de propinas por direitos de transmissão da Copa América e da Copa Libertadores.

José Eladio Rodríguez, ex-braço direito de Alejandro Burzaco, o empresário argentino dono da Torneos y Competencias, disse que a T&T, uma offshore desse grupo de marketing esportivo, foi criada na Holanda para receber pagamentos de grupos de mídia, entre eles a emissora brasileira, que então seriam desviados aos chefes do futebol.

Os valores, segundo Rodríguez, eram inflados na venda dos direitos a essas empresas para disfarçar o volume de verbas ilícitas embutida nos contratos.

Rodríguez reconheceu José Maria Marin, ex-presidente da CBF que agora está sendo julgado em Nova York, como um dos que receberam propina. 

Ele citou ainda Marco Polo Del Nero, atual chefe do futebol brasileiro, e Ricardo Teixeira, que abandonou o mesmo cargo há cinco anos sob uma 
série de suspeitas.

Nas planilhas da contabilidade paralela da Torneos y Competencias, examinadas em detalhe pela acusação diante do júri, os cartolas apareciam sob o nome “iluminados”. 

Era a designação secreta de Rodríguez para destinatários de pagamentos -durante anos, a testemunha foi responsável por executar as transferências seguindo as instruções de seu ex-chefe.

Nos exercícios fiscais sob a rubrica “iluminados”, a palavra Globo aparece pelo menos quatro vezes, associada a pagamentos que chegam a US$ 12,8 milhões relativos aos direitos da Libertadores e da Copa Sul-Americana. (…)



quarta-feira, 22 de novembro de 2017

BOMBA NO COLO DE MORO! Banqueiros Da Odebrecht Omitiram Informações Em Delação Da Lava Jato; CONFIRA!

BOMBA NO COLO DE MORO! Banqueiros Da Odebrecht Omitiram Informações Em Delação Da Lava Jato; CONFIRA!

Por Luis Nassif e Joaquim de Carvalho

Luiz Augusto França, Marco Bilinski e Vinicius Borin são peixes graúdos no mundo dos doleiros e das empresas offshore.

Foram pioneiros entre os operadores de mercado especializados em trabalhar com paraísos fiscais e com dinheiro não declarado.

A cadeia da lavagem de dinheiro é composta assim:

Ação 1 – O caixa 2 da empresa ou da atividade criminosa.

Ação 2 – O agente financeiro, ou doleiro, que transfere para instituições no exterior.

Ação 3 – A instituição que faz o chamado clearing, 
ou seja, a troca de reservas entre contas.

Os três conseguiram o feito de trabalhar simultaneamente nas Ações 1 e 2.

Junto com executivos do Departamento de Operações Estruturada (DOE), o departamento de propina da Odebrecht, adquiriram um pequeno banco em Antigua, ilha do mar do Caribe, com o qual passaram a reciclar a maior parte dos pagamentos da Odebrecht ao redor do mundo.

O nome dos três aparece na lista dos Paradise Papers, o novo vazamento de contas em paraísos fiscais, divulgada pelo Le Monde.

Eles tinham acesso ao sistema Drousys, a rede criada pela Odebrecht, para proteger as comunicações que sustentavam transferências e aplicações.

Entre 1975 e 1982, Luiz França trabalhou no Eurobraz (European Brailian Bank) e no Libra Bank. 

Depois, na representação do Midland Bank, no Excel, no Banco ABC e no Trend Bank, todas instituições que operavam o mercado offshore.

Em 2004, juntamente com Borin e Bilinski, França foi contratada para tocar a representação comercial do AOB (Antigua Overseas Bank), cuja sede era 
em Antígua. 

A partir de determinado momento, a AOB se tornou a instituição operada pelo DOE da Odebrecht e pela notória Cervejaria Petrópolis.

Em 2008 e 2009, o banco enfrentou problemas de liquidez e foi liquidado, resultando em prejuízos para 
a Odebrecht.

Surgiu daí a proposta de adquirir a filial desativado do Meinl Bank em Antígua. 
Um grupo de sócios ostensivos e ocultos – dentre esses, executivos da Odebrecht, sem conhecimento da empresa – assumiram o controle.

Através do diretor da DOE Luiz Eduardo Soares convenceu a empresa trocar o doleiro Adir Assad pelo chinês Wu Yu Sheng, que operava através de um banco de Antígua. 
Além de mais seguro, o novo banqueiro cobraria apenas 4% de comissão, contra 5,5% de Adir.

Na verdade, o chinês era álibi. Recebia um fee mensal, mas as comissões iriam direto para os três companheiros juntamente com os executivos do DOE.

Com sinal verde, adquiriram uma filial do austríaco Meinl Bank em Antígua, que estava praticamente desativado.

França se tornou o presidente do Banco e seu relações públicas. Mas, antes mesmo da Lava Jato, seu histórico o condenava. 

Foi o braço direito do banqueiro Ezequiel Nasser, dono do Banco Excel, sobrinho dos Safra, que adquiriu o Banco Econômico e acabou enredado em denúncias de fraude e corrupção. 

Quando tentou abrir uma filial do Meinl Bank no Panamá, a incursão foi proibida pelas autoridades financeiras.

Conforme já relatado na abertura da série, a estratégia de Wu consistia em ter contas no Meinl Bank e em bancos de Hong Kong. 

Fazendo as transferências entre os mesmos titulares, burlava-se o controle da OFAC (Oficina de Controle de Ativos Estrangeiros), agência de inteligência financeira do Departamento do Tesouro dos EUA.

Com a parceria com o DOE, a operação se expandiu.

 Foram abertas contas de brasileiros, peruanos, dominicanos, venezuelanos e panamenhos.

França jogava alto. Em setembro de 2015 encontrou-se com o embaixador Casroy James e acertou pagamento de 3 milhões de euros para o primeiro ministro de Antígua e Barbuda, Gaston Browner, para controlar as informações que seriam remetidas para a Lava Jato, no acordo de cooperação.

O pagamento vazou, obrigando o primeiro ministro a demitir James.

Para a operação, os três sócios convenceram Vanuê Faria, sobrinho de Walter Faria, o notório proprietário da cervejaria Petrópolis, a comprar parte do capital e ludibriar o diretor do DOE sobre suas intenções, simulando a entrada de capital.

Segundo Tacla Durán, em seu livro, na delação premiada, os três sócios, França, Bilinski e Olívio Rodrigues esconderam informações a respeito dos sistemas de computação do banco. 

Com a Lava Jato explodindo, acabaram ficando com depósitos de várias empresas, que preferiram não expor resgatando os recursos.

Na delação de França, a Lava Jato aceitou passivamente que os ganhos dos sócios limitavam-se a retiradas mensais de US$ 10 mil e quase nenhum dividendo. 
Isso para um banco, que segundo levantamentos superficiais, movimentou mais de US$ 1,6 bilhão em 40 contas.

As penas propostas para os três foram:

Condenação à pena unificada máxima de 8 anos de reclusão e suspensão dos demais feitos criminais.

Um ano em regime aberto diferenciado, com a única obrigação de recolhimento domiciliar noturno nos dias úteis (das 20 às 6 horas) e integral nos feriados e fins de semana, sem tornozeleira.

Seis meses em regime aberto com recolhimento integral nos finais de semana e feriado, sem tornozeleira.

De 3 a 6 meses de pena restritiva de direitos: 6 horas semanais de prestação de serviços à comunidade.

Depois disso, suspensão condicional da pena, sem quaisquer condições restritivas pelo período restante
Ficou acertada, ainda, a possibilidade de 6 viagens nacionais ou internacionais a trabalho, durante o cumprimento da pena prevista, com prévia autorização judicial pelo período máximo de 7 dias

E uma multa de apenas US$ 1 milhão, que será paga apenas após a repatriação de valores do exterior.

Para saber quanto dinheiro eles ganharam, a conta é simples. Recebiam 4% sobre as operações da Odebrecht feitas através do banco. 

Dois valores aparecem relacionados às operações do Meinl Bank relacionadas à Odebrecht — ora 1,6 bilhão, ora 2,6 bilhões. 
De dólares.

Considerando que o número correto seja 1,6 bilhão de dólares, a comissão do grupo foi de cerca de 64 milhões de dólares. 

Além disso, o banco recebia mais 2% pela movimentação oficial do dinheiro, o que representaria mais 32 milhões.

No total, portanto, estima-se que os três, mais Olívio Rodrigues, o quarto sócio — além dos dois sócios ocultos — receberam 96 milhões de dólares de comissão, o que corresponde a 326 milhões de reais.

Mas a Lava Jato só cobrou dos três a multa de R$ 3,4 milhões de reais. 
Estranho, como é estranho também que os procuradores da república de Curitiba tenham omitido da delação o doleiro por trás das maiores operações realizadas pelo grupo: Dario Messer.

Em sua delação, Vinícius Borin aponta o que seria o caminho do dinheiro sujo da Odebrecht. 

Borin diz que a Odebrecht fazia transferências para offshores dos sócios do Meinl Bank, incluindo ele próprio, e estes, depois de ficar com a comissão de 2%, encaminhavam os valores para empresas do advogado Rodrigo Tacla Durán no exterior. 

Este remetia os recursos para Vinícius Claret, o Juca Bala, no Uruguai.

Juca tem uma loja de surf em Punta Del Leste, a Paddle Boards Uruguay, mas é só fachada. 

Ele é conhecido por suas operações de lavagem de dinheiro no Brasil. 
Juca Bala tem um esquema que faz chegar até o endereço indicado cédulas de real, transportadas por carro forte.

O esquema foi descoberto na investigação envolvendo ex-governador Sérgio Cabral. 

Tacla Durán nega participação nesse esquema, mas sabe que ele existe. E mais: ele tem provas Juca Bala não é o cabeça do esquema. 

Ele trabalha para Darío Messer, apontado como o maior doleiro do Brasil e antigo conhecido do juiz Sergio Moro. 

Messer apareceu no escândalo do Banestado, como grande operador, mas conseguiu se safar.

Messer nasceu no bairro do Leblon, no Rio de Janeiro, e seu pai é paraguaio — por isso, ele tem cidadania paraguaia. No país vizinho, tem grande influência política. 

Seu pai foi amigo do atual presidente, Horácio Cartes. O combativo e influente jornal ABC Color, de Assunção, publicou reportagem sobre essa proximidade.

A relação entre os 2 viria dos anos 1980. 
O pai de Darío Messer, Mordko Messer, teria acolhido Cartes “afetiva e economicamente” quando o político tentava se livrar de acusações de evasão de divisas naquela década. 
Hoje, segundo o jornal, Darío Messer é como um irmão para Cartes, conhecido também HC. 

Messer, por sinal, depois que estourou a Lava Jato, teria transferido residência para 
o Paraguai.

O nome de Messer não aparece na Lava Jato, da mesma forma como sumiu do caso Banestado, que morreu na jurisdição de Moro. 

Estas são linhas de investigação que devem ser perseguidas para conhecer efetivamente o submundo do caixa 2 no Brasil. 
O que está na superfície é glamouroso.

Borin e seus dois sócios trabalharam durante anos com Adir Assad, no Trend Bank, onde a lavagem de dinheiro era feita através de patrocínio em eventos automobilísticos.

Assad chegou a ser intimado para depor no FBI quando Hélio de Castroneves foi processado por sonegação de impostos, há alguns anos. Castroneves tinha patrocínio de empresas indicadas por Assad, mas ficava com 10% do valor pago.

O restante era devolvido, em contas de empresas de paraíso fiscal, para a formação de caixa 2.

A Indy teria sido usado com esta finalidade por diversas empresas, como o próprio Banestado e corruptores notórios, como a Bauruense, cujo dono, Airton Daré, tinha um filho que disputou campeonatos da categoria, o Darezinho. 

A Baruense, protegida de Aécio Neves, foi uma das maiores fornecedoras de serviços da estatal Furnas.

No Brasil, as digitais de Adir Assad— e, em consequência, de Vinícius Borin, Luiz Augusto França e Marco Bilinski — estão impressas em patrocínios da Stock Car. O esquema era o mesmo. 

O patrocinador, como o próprio Trend Bank, onde eles operavam, despejava um caminhão de dinheiro 
nas equipes.

Tinha o nome estampado nos carros, mas isso não era o mais importante. O que interessava era o dinheiro pago de volta. Lavagem pura. 

Adir Assad, conhecido por seu temperamento instável, já vazou sua intenção de contar como funcionava o esquema, mas a justiça ainda não aceitou sua proposta de delação. Estranho.

Carro da Stock Car com patrocínio do Trend
Os termos de delação dos três sócios do Meinl Bank podem ser interpretados como mais um lance favorável no trio. 

Delação é o resultado de negociação, com valores estabelecidos num mercado de informação de interesse judicial. E eles 
saíram bem.


Há mais de dez anos que atuam juntos, vistos como operadores bem sucedidos. 

Olívio se agregou ao grupo e trouxe para a sociedade o chinês Wu Yu Sheng, que ajudou Fernando Migliaccio e Luiz Eduardo Soares a convencerem Marcelo Odebrecht a trocar Assad do automobilismo por outro esquema de lavagem, num lance que gerou atrito com Hilberto Silva, diretor de Operações Estruturadas da empresa, muito próximo de Assad.

O chinês foi apresentado como um expert em operações de lavagem, com trânsito em mercados orientais, mas não era nenhum astro da lavagem de dinheiro. 

Foi incorporado ao grupo por ter estudado com o irmão de Olívio, Marcelo. Aceitou o papel, e outro Marcelo, o Odebrecht, foi convencido a dar um tempo na sua relação com Adir Assad.

Em dez anos de operação, os três aceitaram outros parceiros, mas eles mesmos nunca se separaram. Fazem tudo juntos, de maneira coordenada. 

A sede do Meinl Bank em São Paulo, na rua Helena, 267, foi comprada pelos três, além de Olívio Rodrigues, o quarto sócio de fato e de direito 
do banco.

O banco ocupa duas salas no condomínio da rua Helena. Fernando Migliaccio, que era executivo da Odebrecht, é dono de 20%. Os outros 80% estão divididos entre os quatro. 

Luiz Eduardo Rocha Soares, também executivo da Odebrecht, chegou a ter participação na propriedade, mas depois a vendeu.

Luiz Eduardo Soares talvez tenha se dado conta de que, no grupo, era um parceiro eventual.

Migliaccio permaneceu na sociedade, mas, como mostra seu acordo de delação, agia sozinho. 

Seu patrimônio é grande, como mostra a declaração juntada no acordo de delação premiada (abaixo).

Só em carros, exibe marcas como Mercedes e Porsche. 
Tem ouro em barra, casas de luxo, aplicações variadas. 
Se ele, empregado da Odebrecht, tem patrimônio declarado de algumas dezenas de milhões de dólares, imagine quanto têm seus sócios no Meinl Bank, donos do banco.

Para eles, a multa de 1 milhão de dólares foi mais um entre os excelentes negócios que aprenderam a fazer.



quinta-feira, 11 de maio de 2017

É JUSTO? Após roubar o povo, casal Santana devolve só 80 milhões e cita Lula pra sair da cadeia

É JUSTO? Após roubar o povo, casal Santana devolve só 80 milhões e cita Lula pra sair da cadeia
11 de maio de 2017
 

O casal de marqueteiros do PT João Santana e Mônica Moura perderá um total estimado em R$ 80 milhões como parte do acordo de delação premiada fechado com o Ministério Público Federal.

A conta é distribuída da seguinte forma: R$ 3 milhões em multa de João Santana, R$ 3 milhões em multa de Mônica Moura e mais a perda de todo o saldo bancário e eventuais investimentos feitos pela offshore controlada pelo casal, a Shell Bill Finance, no Banco Heritage, na Suíça. 

Segundo o Ministério Público, a conta detém cerca de US$ 21,6 milhões, ou cerca de R$ 68 milhões ao câmbio desta quinta-feira (11).

Um terceiro delator, o funcionário da Polis Propaganda André Luis Reis Santana, pagará mais R$ 50 mil em multa.

Como parte do acordo, Santana, Mônica e André Luis prestaram uma série de depoimentos em vídeo de 6 a 9 de março na sede da Procuradoria da República no Paraná. Eles foram ouvidos por integrantes do grupo de trabalho da Operação Lava Jato e da força-tarefa de Curitiba (PR).

Pelo acordo, João Santana e Monica foram condenados a um ano e seis meses em prisão domiciliar e mais um ano e seis meses em regime semiaberto. Na segunda fase, deverão “se recolher à residência nos sábados, domingos e feriados e, nos dias úteis, das 22 horas às 06 horas, ressalvados casos de emergência”.

Em todo o período de cumprimento das penas, eles serão monitorados por tornozeleira eletrônica.

Ao longo dos três anos, o casal está proibido de trabalhar “de qualquer forma, direta ou indiretamente, em qualquer atividade relacionada ao marketing para campanhas eleitorais, seja no Brasil ou no exterior”.

Santana e Mônica estão fora do regime fechado desde agosto de 2016, por decisão do juiz federal Sérgio Moro, depois que iniciaram as tratativas para um acordo de delação premiada. Haviam sido presos em fevereiro do mesmo ano.

Segundo os termos do acordo de delação, “os bens bloqueados pela 13ª Vara Federal Criminal poderão servir para o pagamento da multa”.

Com informações da Folhapress.

Fonte: http://clickpolitica.com.br/



Queridos amigos e leitores do blog, estou impossibilitada de compartilhar o blog no facebook pois o mesmo bloqueou as minhas postagens, não vi motivo para isso, penso que é uma punição por eu divulgar notícias de Lula e do PT. Vocês pode acessar o blog pelo Google, G+1 e twitter, ou no próprio blog, mas pode compartilhar as notícias para a página de vocês.


AGRADEÇO A TODOS

domingo, 22 de janeiro de 2017

A Suíça dá adeus a 80 anos de sigilo bancário

A Suíça dá adeus a 80 anos de sigilo                                bancário
EL PAÍS  Rodrigo Carrizo Couto7 horas atrás 23/01/2017
 Fachada da sede do banco suíço UBS em Zurique.
A. Wiegmann Fachada da sede do banco suíço UBS em Zurique.

Desde 1 de janeiro os bancos suíços começaram a recompilar informações sobre as contas de seus clientes estrangeiros para começar a lançar alguma luz sobre um sistema bancário opaco, que se movimenta há quase oitenta anos em uma densa névoa que permitiu ocultar grandes patrimônios do fisco dos países do restante do mundo.

MAIS INFORMAÇÕES
Suíça concordou em 2014 em se unir ao processo de troca automática de informações financeiras e fiscais promovido pela OCDE

Um protocolo que entra em vigor este ano e que a obrigará a partir de 2018 a intercambiar os dados bancários com uma centena de países signatários. 

Um passo que acabará com o lendário sigilo bancário suíço. Terminará, assim, um sistema que permitiu ao país helvético monopolizar 25% do patrimônio estrangeiro nas arcas de alguns de seus mais de 250 bancos de Genebra e Berna.

Com este procedimento ficarão para trás oitenta anos de opacidade, de um sistema que permitia a evasão fiscal e garantia a segurança e o anonimato para milionários e poderosos do mundo todo. 

A Suíça começou a se tornar um paraíso fiscal em meados dos anos 20 do século passado, quando a França estabeleceu um imposto sobre a renda de até 75% para combater os efeitos da Grande Recessão. 

Ao mesmo tempo houve uma fuga de capitais da Alemanha para evitar o pagamento das reparações da Primeira Guerra Mundial, segundo relata Nicholas Shaxson em um formidável livro sobre os paraísos fiscais, Tresure Islands (as ilhas do tesouro). 

Poucos anos depois, as autoridades suíças aprovaram, em 1934, a Lei dos Bancos, que regulava o sigilo bancário e punia sua violação. 

Entre 1920 e 1938, o patrimônio estrangeiro depositado nos bancos se multiplicou por dez, segundo conta Gabriel Zucman em A Riqueza Oculta das Nações.

Hoje o setor financeiro suíço é dos mais prósperos do mundo. Suas instituições estenderam seus tentáculos por todo o planeta. E estão preparadas para a transição para a transparência fiscal. 

Mas o acordo promovido pela OCDE permite algumas condições. A entrega dos dados será confidencial e somente podem ser usados para efeitos fiscais. 

Até agora, a Suíça só compartilhava informações sobre contras se fossem solicitadas por países com os quais tivesse firmado convênios de dupla imposição, mas nem sequer nesses casos a cooperação era fácil e fluida. 

Juízes e inspetores da Fazenda na Espanha se queixam dos entraves burocráticos que encontram quando pedem à Suíça informações sobre as contas de espanhóis.

O ex-presidente da Câmara dos Deputados do Brasil Eduardo Cunha (PMDB-RJ), por exemplo, operava contas secretas na Suíça para, de acordo com o Ministério Público Federal, ocultar dinheiro de propina. Ele está preso preventivamente por ser envolvimento na Operação Lava Jato.

MUDANÇAS PARA OS EMPREGADOS

As consequências da nova situação que os bancos suíços vivem são palpáveis. Lukas Hässig, especialista em informações econômicas e autor do popular blog Inside Paradeplatz, comenta: “O fim do sigilo bancário vai ser muito duro para a Suíça e as pessoas que trabalham no setor. 

Para sobreviver, nossos bancos precisam oferecer melhores serviços ao cliente: mais rentabilidade e melhor orientação. O grande problema é que os bancos suíços não parecem ter melhor estratégia que a de deslocar todos os setores não essenciais do negócio a países com menor custo salarial”.

O maior gasto dos bancos é a soma se salários e serviços informáticos, que pode chegar a até 80%. “O caro é o pessoal”, sentencia o blogueiro. 

“Por isso, tentam reduzir a massa salarial levando serviços para fora e contratando recém-formados. Por exemplo, o UBS está se instalando em Frankfurt.” E acrescenta: “A renda média na Suíça é de cerca de 8.000 euros mensais. 

Para um suíço ir trabalhar na Alemanha com um salário pior será difícil. E como em todos os setores, os maiores de 50 anos são os grandes perdedores deste jogo”, conclui Hässig.

Os grandes bancos suíços fizeram o impossível para evitar o mal. Quais são suas estratégias para que o negócio siga em frente? Myret Zaki é autora de vários livros sobre os bancos suíços e as finanças opacas. 

Esta economista, diretora da revista econômica Bilan, explica a EL PAÍS que “o mercado de private banking (reservado para clientes com grandes patrimônios) já se desloca para zonas de jurisdição anglo-saxã”. 

E especifica: “A saber: Londres, o Caribe, Hong Kong e Cingapura. Entornos onde impera o direito anglo-saxão. O setor precisa de privacidade e estrita confidencialidade, que a praça financeira suíça já não pode prover”.

Um recente estudo da consultoria internacional Boston Consulting Group mostra que o patrimônio transferido para territórios offshore –Ilhas Virgens, Hong Kong e Cingapura, principalmente– alcançava, no final de 2015, 10 trilhões de dólares (32 trilhões de reais). 

“A Suíça continua sendo o maior destino para a riqueza offshore –em refúgios fiscais– em 2015, mantendo quase um quarto de todos estes ativos no mundo”, afirma a consultora, que explica como os bancos suíços têm filiais nesses territórios.

Segundo Saki, o motivo fundamental para esta estratégia reside em que o marco jurídico anglo-saxão garante tal privacidade, graças a estruturas como os trusts. “São ferramentas que a Suíça pode manejar perfeitamente, embora não em seu território nacional nas circunstâncias atuais”, diz.

“Pode afirmar-se que o private banking deixou de existir na Suíça tal como o conhecíamos e que se acabaram as contas numeradas secretas, especialmente para os cidadãos de países da UE, como a Espanha. 

Agora, os grandes bancos se voltaram para o asset management, a gestão patrimonial, sobretudo em nível institucional. Por exemplo, fundos de pensões que precisam preservar sua rentabilidade.”

Na realidade, a Suíça mantém importantes forças, como a robustez do franco suíço, que serve de moeda de refúgio. “Sem dúvida, o franco suíço se transformou em um investimento muito interessante”, afirma Saki, economista de origem egípcia. 

Calcula-se que neste momento na Suíça haja ativos privados estrangeiros no valor de uns 850 bilhões de euros (2,9 trilhões de reais), a metade do que havia antes da guerra fiscal que antepôs a Suíça aos EUA desde 2009.



domingo, 18 de dezembro de 2016

Delação da Odebrecht envolve a Marinha do Brasil em pagamentos de propina

Publicado: 15 dezembro 2016
LEANDRO  Especialista em Política
 Delação da Odebrecht envolve a Marinha do Brasil em pagamentos de                                         propina
Pagamentos de propinas se referem a um projeto ambicioso para a construção do primeiro submarino nuclear do Brasil
Construtora Odebrecht envolve a Marinha do Brasil, em relação a pagamento de propinas
Construtora Odebrecht envolve a Marinha do Brasil, em relação 
a pagamento de propinas

O acordo selado que garante um processo de colaboração premiada, entre a empreiteira Odebrecht e a Procuradoria-Geral da República, apresentam novas informações, em relação a pagamentos de propinas oriundas de recursos públicos, atraídos ilicitamente. 

Dessa vez, a colaboração premiada firmada pela maior empreiteira do país, alcança setores das Forças Armadas, especialmente, a Marinha do Brasil. 

A colaboração com a Justiça, por parte da Odebrecht, relata através de bastidores, pagamentos que foram efetuados através do Setor de Operações Estruturadas, ou seja, o departamento de distribuição de propinas da empreiteira, com relação ao Programa de Desenvolvimento de Submarino, o chamado "Prosub", da Marinha do Brasil. 

Segundo dados apresentados nas tratativas do acordo de colaboração com a Procuradoria-Geral da República, foram mencionados dois pagamentos realizados no exterior, através de offshore, que não poderiam ter aparecido na contabilidade oficial da construtora de Marcelo Odebrecht.

Projeto submarino
Os pagamentos concretizados por meio de propinas, foram efetuados ao empresário José Amaro Pinto Ramos e também ao ex-presidente da Eletronuclear, almirante Othon Pinheiro da Silva. 

As informações foram obtidas através de delação premiada do executivo Luiz Eduardo Soares, que era funcionário do Setor de Operações Estruturadas da Odebrecht, o "departamento de propinas" da construtora. 

O acordo de colaboração foi negociado junto à força-tarefa da Operação Lava-Jato. Segundo as afirmações contidas na delação, o empresário Amaro Ramos, representava os interesses da empresa DCNS, da França. 

Os projetos se tratavam de construção de submarinos nucleares. 

Os projetos apenas se concretizaram após uma parceria firmada com a França e o orçamento inicial correspondeu à quantia de 6,7 bilhões de euros, o que alcançava aproximadamente, R$ 23 bilhões, de acordo com a cotação atual da moeda européia. 

A empreiteira Odebrecht havia sido escolhida, sem qualquer processo de licitação. 

Fizeram parte da operação do chamado "projeto submarino", os executivos Fabio Gandolfo e Benedicto Júnior. 

Já em relação ao pagamento de propina efetuado ao almirante da Marinha, Othon Pinheiro, a transação financeira foi concretizada por meio de um offshore. 

Pinheiro foi preso em duas fases da Lava-Jato, devido às acusações de #Corrupção nas obras de Angra 3. Já os pagamentos destinados, através do departamento de propinas da Odebrecht, para Amaro Ramos, ocorreram numa reunião na própria residência do lobista, na capital paulista. 

Ele seria representante dos franceses no negócio. Amaro Ramos também já esteve envolvido em dois casos de corrupção no Brasil: o cartel de trens do Metrô de São Paulo e o caso Alstom.

Obra milionária
O chamado "Prosub", se refere à construção do primeiro submarino nuclear do Brasil e foi lançado em 2008, pelo ex-presidente Lula. 

O projeto foi sobrevalorizado em aproximadamente R$ 406 milhões, e pôde implementar a construção da Base Naval do Estaleiro da Marinha, no estado do Rio de Janeiro, segundo as apurações do Tribunal de Contas da União. 

Todo o projeto, incluindo a base naval, faz parte do programa brasileiro, em relação à construção de submarinos nucleares. 

As tratativas de toda a gama de acordos de colaboração que envolve executivos da Odebrecht, como também de executivos da empresa, após a fase de depoimentos dados, ainda necessitam de uma homologação do relator dos processos da Lava-Jato, no Supremo Tribunal Federal, ministro Teori Zavascki.