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sexta-feira, 22 de fevereiro de 2019

Governo Bolsonaro diz que benefício de R$ 400 não pune idoso pobre, e sim o “protege”


Governo Bolsonaro diz que benefício de R$ 400 não pune idoso pobre, e sim o “protege”

3 mins ago Perda de direitos 22/02/2019

 


O governo nega que esteja punindo idosos pobres com diminuição do valor pago pelo Benefício de Prestação Continuada (BPC) e diz que é o contrário:

 “A medida vai no sentido de proteger os mais vulneráveis”, disse Bruno Bianco, secretário especial adjunto da Secretaria Especial de Previdência e Trabalho.

 Ele afirmou que esse é um dos poucos pontos da reforma da Previdência em que a despesa do governo irá aumentar em relação ao que é gasto hoje.

A nova regra antecipa a idade de benefício para idosos pobres, mas também reduz o valor inicial a menos da metade. 

Hoje o BPC é pago a partir de 65 anos, mas com a proposta passa a 60 anos. 

O valor atual é de um salário mínimo (R$ 998 em 2019) e passaria a R$ 400 a quem tem 60 anos, chegando a um salário mínimo somente para quem tiver 70 anos. 

A redução no valor inicial causou protestos nas redes sociais.

“Na verdade, estamos antecipando o benefício pela vulnerabilidade desse cidadão. 

A condição que encontramos foi oferecer R$ 400 já aos 60 anos, o que dá um fôlego para essa pessoa. 

O efeito fiscal é negativo [gera mais despesa para o governo], mas a lógica da medida vai no sentido de proteger os mais vulneráveis”, disse Bruno Bianco, em apresentação para economistas de bancos em São Paulo.

O adiamento do recebimento de um salário mínimo pelo BPC dos 65 para os 70 anos foi criticado pelos economistas presentes ao encontro, que viram na alteração um ponto polêmico para a aprovação da reforma no Congresso. 

A sugestão dada aos membros do governo foi manter o pagamento de um salário mínimo a partir dos 65 anos.

PENSÃO POR MORTE ABAIXO DO SALÁRIO MÍNIMO

Outra questão polêmica discutida na reunião foi o pagamento de pensão por morte. 

A nova regra prevê o pagamento para o pensionista de 60% do salário da pessoa falecida mais 10% por dependente adicional a partir do segundo dependente, até o limite de 100%.


Pela nova regra, um pensionista poderá receber menos do que o salário mínimo caso a renda da pessoa falecida seja de um salário mínimo.

“A lei diz que a renda do trabalho não pode ser menor do que o salário mínimo. 

Mas a pensão não se enquadra nessa situação porque não é renda de trabalho. 

Já o auxílio-maternidade, auxílio-doença e outros benefícios que substituem o salário não podem ficar abaixo do salário mínimo”, 
declarou Leonardo Rolim, Secretário de Previdência.


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sábado, 9 de fevereiro de 2019

Com aposentadoria garantida, Maia diz que “todo mundo hoje consegue trabalhar até os 80 anos”


Com aposentadoria garantida, Maia diz que “todo mundo hoje consegue trabalhar até os 80 anos”

4 hours ago Perda de direitos  09/02/2019

 

“Todo mundo consegue trabalhar até 80 anos”, afirma golpista Rodrigo Maia


No Brasil da expectativa de vida média de 75 anos, que chega a baixar para 58 anos nas periferias de grandes cidades, Maia quer convencer a população de que trabalhar até morrer é necessário para seguir pagando a dívida pública.

Em entrevista à Globonews na noite de 06 de fevereiro, o recém-eleito presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, alternou discursos demagógicos e chantagens para tentar legitimar o ataque histórico às aposentadorias. 

Selecionamos a seguir alguns trechos da entrevista na íntegra que pode ser vista aqui.

Logo no começo da entrevista os jornalistas da Globonews questionaram se a apresentação quase simultânea de dois projetos polêmicos na Câmara: 
o pacote anticrime de Moro e a Reforma da Previdência poderia prejudicar o andamento desta última. 

Rodrigo Maia prontamente respondeu que a prioridade da Câmara é dar andamento a proposta de PEC da Reforma da Previdência que ainda será apresentada pelo governo mas que já foi “vazada” pelo Estadão. 

A previsão, segundo o deputado, é de que a proposta de reforma já possa ir a plenário na segunda quinzena de maio deste ano.

A todo momento, Maia buscava enfatizar que as opiniões contrárias ao projeto estavam sendo administradas, conversadas, dizendo que se estaria alcançando um consenso de que a Reforma da Previdência é realmente necessária para o país, mas sempre deixando escapar certo tom de ameaça:

“…ou nós aprovamos a reforma da Previdência ou o que vai estar projetado para os próximos anos no Brasil não é coisa muito boa.”

Para garantir mais apoio à mãe de todas as reformas, Maia se apoia fortemente na crise dos estados, fazendo reuniões com vários governadores, inclusive os da chamada 
“oposição de esquerda” o que, para o bom entendedor significa: 

o PDT de Ciro Gomes e também o PT. 

E anunciou que no próximo dia 20 os governadores de todo o país se reunirão em Brasília, confirmando sua presença, para discutir o apoio à Reforma da Previdência.

 No mesmo dia, as centrais sindicais seguirão protelando a possibilidade de organizar os trabalhadores desde seus locais de trabalho, para fazer uma reunião que, na prática, envolve predominantemente os altos escalões das centrais sindicais.

Rodrigo Maia, “guardião dos ritos democráticos”?

Em outro trecho da entrevista, Maia faz demagogia dizendo que vai prezar por seguir os ritos democráticos em contraposição às intenções do governo Bolsonaro em criar um atalho para uma aprovação mais rápida da Reforma da Previdência.

 Segundo a Globonews confirmada pelo próprio Maia, o governo estaria defendendo o que se chama de Emenda Aglutinativa, uma manobra para juntar os principais itens da Reforma endurecida de Bolsonaro à proposta de Reforma da Previdência que já havia, em parte, desde o governo Temer e que já estaria pronta para ir a plenário, tentando assim, acelerar o processo pulando etapas.

No entanto, o que está por trás da demagogia de Maia é garantir que não haja brechas a questionamentos jurídicos que eventualmente possam atrasar ou inviabilizar a reforma:

“Respeitar o rito é garantir o processo legítimo e democrático. 

Até porque, se não, onde é que vai parar a votação da Previdência: no Supremo.

 Então vamos respeitar o rito. 
Hoje o mercado estava nervoso porque eu falei da segunda quinzena de maio e que a gente tinha que respeitar o rito. 

Não respeitar o rito é talvez aprovar e não levar”
“…ninguém vai prejudicar nenhum trabalhador mais simples” ?

A partir da declaração do próprio Maia de que a questão não é “se” e sim “quando” a Reforma da Previdência será votada, a jornalista da Globonews então pergunta “qual” a reforma que será votada, Maia responde:

“…eu sou a favor de uma regra de transição mais curta. 
Todos nós temos uma expectativa de vida maior.

 Quando a gente chega a 60 anos, ela aumenta mais ainda. 

Nós temos que entender que trabalhar até 62 anos sem transição não é problema nenhum. 

Todo mundo consegue trabalhar hoje até 80, 75 anos.” e, buscando amenizar a afirmação anterior emenda:

 “É claro que tem algumas categorias especiais. Essas vamos tratar de outra forma.”

Após essa declaração, a entrevista enveredou para discutir um dos pontos da reforma que é o de desvincular o Benefício de Prestação Continuada (BPC) do valor do salário mínimo. 

Demonstrando evidente nervosismo, Maia se contradiz, dizendo ora que é falsa a informação de que o BPC teria um valor abaixo do salário mínimo para, em seguida fazer acrobacias no discurso para dizer exatamente o contrário:

“há um debate há muitos anos no Brasil sobre desvincular ou não o salário mínimo da aposentadoria. 

O governo vai fazer uma proposta de você antecipar o BPC garantindo um valor numa idade mais nova para que seja uma construção ao longo dos anos… quando você antecipa, claro que fica abaixo do salário mínimo…”

e depois escapa do assunto afirmando que não vai mais ficar explicando a reforma do ministro que ainda não foi apresentada.

Para uma vida de trabalho precário e sem direitos, Bolsonaro quer rebaixar a aposentadoria a menos de 1 salário mínimo

Desde que se estabeleceu a regra de contagem do tempo de contribuição e não do tempo de serviço, o ônus da cobrança acaba recaindo sobre o trabalhador e não sobre as empresas que fraudam o INSS, por exemplo.

Com o avanço da terceirização e do trabalho precário, não são poucos os casos de empresas que se apropriam dos descontos de INSS nos contracheques de seus funcionários e simplesmente dão o calote na contribuição previdenciária. 

São esses os trabalhadores que, junto aos exércitos de desempregados e trabalhadores informais, engrossam as filas de solicitação de um benefício para sobreviver quando já não conseguem garantir com seu trabalho o mínimo para se sustentar.

O país, as empresas, se beneficiaram e se beneficiam, e muito, da riqueza produzida pelos braços desses trabalhadores. 

As mesmas empresas que passam impunes por suas dívidas milionárias com o INSS.

Para garantir a Reforma da Previdência, o governo tenta jogar os trabalhadores uns contra os outros, dizendo que direitos conquistados com muita luta são privilégios, 
enquanto seguem intocados os verdadeiros privilégios: 

empresas que devem bilhões à previdência e que seguem com seus lucros bilionários ilesos de qualquer cobrança dessa dívida.

A população sabe que a Reforma da Previdência não vem para acabar com as desigualdades e sim acentuar a maioria delas. 

O próprio Maia cita controversamente que a Reforma da Previdência não tem o apoio da maioria da população:
“Outro dia vi uma pesquisa de uma instituição financeira, que perguntava: você é a favor ou contra a reforma da previdência? E 70% era a favor. 

E em outra pergunta: você é a favor ou contra a idade mínima? 60% era contra. 

Então essa pessoa não era a favor da reforma da previdência”
Se, contra a Reforma da Previdência que esboçava o governo Temer, os trabalhadores do país foram capazes de fazer história com a greve geral de 28 de abril de 2017, que conseguiu impor uma derrota, ainda que parcial, ao ataque que se avizinhava. 

Só não foi mais longe porque as maiores centrais sindicais do país desmontaram por baixo a possibilidade de avançar naquele momento.

Hoje a tarefa de reorganizar novamente essa força dos trabalhadores em todo o país está na ordem do dia! 
É criminoso cada dia de trégua que as maiores centrais sindicais do país como CUT e CTB insistem em manter, em meio às definições do que significa a terra arrasada em que Bolsonaro quer transformar o país.

PS do Viomundo: 

Rodrigo Maia trabalhou na vida, em bancos, exatamente entre 1993 e 1997. 

Desde então mama nas tetas do Estado. Vinte anos recebendo dinheiro público. 

Pelos anos de mandato, já teria direito a uma aposentadoria de R$ 20 mil mensais pelo Plano de Seguridade Social dos Congressistas (PSSC), ao completar 60 anos e/ou 35 anos de contribuição.

Veja o vídeo:
Rodrigo Maia - "Todo mundo consegue trabalhar hoje até 80 anos"
Publicado em 8 de fev de 2019
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domingo, 14 de maio de 2017

Pastores e bancada evangélica discutem apoio à reforma da Previdência

Pastores e bancada evangélica discutem apoio à reforma da Previdência
Eles se preocupam com as mudanças na idade mínima e no Benefício de Prestação Continuada, pago aos idosos e pessoas com deficiência

HÁ 16 HORAS  14/05/2017    POR NOTÍCIAS AO MINUTO
 

O bispo Robson Rodovalho vai se reunir com mais de 200 parlamentares da bancada evangélica no Congresso e também com a direção da Confederação dos Conselhos de Pastores do Brasil para debater a reforma da Previdência e discutir o apoio à proposta.

De acordo com a coluna Painel, da Folha de S. Paulo, as principais preocupações são: a idade mínima e as mudanças no BPC (Benefício de Prestação Continuada), que é pago a idosos e pessoas com deficiência com renda familiar per capita de até 25% do salário mínimo, onde se concentra o eleitor evangélico.


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